2528: Seca trouxe de novo à luz o “Stonehenge espanhol”. Tem 5000 anos e passou meio século submerso

CIÊNCIA

Um monumento megalítico datado de há 4.000 a 5.000 anos e conhecido como “o Stonehenge espanhol” reapareceu na Estremadura depois de passar meio século submerso no fundo de um reservatório, avançou a imprensa local.

De acordo com a RTVE, o dólmen de Guadalperal, formado por 140 pedras e localizado em Peraleda de la Mata, na Estremadura, foi descoberto pelo padre e arqueólogo alemão Hugo Obermaier em 1925. Anos depois, em 1963, o monumento foi submerso devido à construção do reservatório de Valdecañas, cuja construção foi ordenada pelo ditador Francisco Franco (1892-1975).

Agora, a seca que se faz sentir na região permitiu voltar a ver o monumento na sua totalidade. No passado, a construção foi baptizada como “o tesouro de Guadalperal“, sendo também rotulado como “o Stonehenge espanhol”.

El Dolmen de Guadalperal emerge al completo con la inusual bajada del embalse de Valdecañas por la sequía. A veces, se ha visto la parte superior de este monumento megalítico de unos 5.000 años, pero esta imagen es insólita. Los expertos piden su rescate antes de que sea tarde

A associação Raices de Peraleda alertou as autoridades competentes para a necessidade de resgatar a construção milenar que, apesar de estar bem preservada, “já mostra sinais claros de deterioração”, pode ler-se numa petição disponível no portal Change.org.

“Pode ser que na próxima vez que seja possível fazer o resgate seja tarde demais, uma vez que o granito está a tornar-se poroso e, em alguns casos, está a rachar”.

O monumento é composto por uma câmara oval de cinco metros de diâmetro e um hall de acesso de 21 metros, estando no seu final esculpida uma serpente e várias xícaras.

Acredita-se que o local tenha servidos para várias fins, tendo sido utilizado como um tempo solar, bem como um local de sepultamento colectivo, explicou a presidente da associação, Ángel Castaño, em declarações à TVE.

Castaño revelou ainda que, depois de analisar os dados recolhidos por Obermaier, acredita que um dos menires do dólmen esconde um possível mapa milenar do rio Tejo ao passar pela zona. A confirmar-se o achado, este “seria um dos mapas mais antigos do mundo”, afirmou a especialista, citada pelo jornal El Español.

ZAP //

Por ZAP
27 Agosto, 2019

 

2527: Sonda com primeiro robô humanoide russo a bordo chegou à Estação Espacial Internacional

NASA

A sonda Soyuz, com o primeiro robô humanoide russo Fedor a bordo, atracou esta terça-feira na Estação Espacial Internacional (ISS), depois de uma tentativa falhada no sábado, informou o Centro de Controlo de Voos Espaciais da Rússia (CCVE).

“Vamos! Vamos!”, afirmou o robô em russo no momento da descolagem, recordando a famosa expressão de Yuri Gagarin durante a primeira viagem espacial do homem em 1961.

“Contacto confirmado, acoplagem confirmada”, anunciou um comentador da rede de televisão NASA TV, da Agência Espacial Americana, citado por agências internacionais. No sábado, a operação falhou devido a problemas relacionados com o sistema automático de acoplagem.

Fedor é o primeiro robô humanoide a ser enviado para o espaço pela Rússia e deverá ficar na ISS até 7 de Setembro, para aprender a ajudar os astronautas na estação espacial. Com um corpo antropomórfico prateado, Fedor mede 1,80 metros de altura e pesa 160 quilos. O nome corresponde ao acrónimo Final Experimental Demonstration Object Research e refere-se à designação russa Fyodor.

Fedor, que tem o número de identificação Skybot F850, descolou às 6h38 de Moscovo, a bordo de um foguete Soyuz, lançado da base russas de Baikonur, no Cazaquistão. Num vídeo divulgado pela agência espacial Roscosmos, o robô aparece a bordo da nave espacial com uma pequena bandeira russa na mão.

Também está a ser testado, nomeadamente como futuro “piloto” da nova nave espacial russa Federatsia, que teve o seu lançamento adiado para 2022, podendo transformar-se no primeiro andróide a viajar até à Lua. É precisamente esse o nosso objectivo. Experimentar a nova tecnologia. Afastar o homem da zona de risco”, explicou Alexei Bogdanov, que desenvolveu o robô, citado pela imprensa internacional.

O robô tem contas nas redes sociais Instagram e Twitter, que detalham o seu quotidiano, com situações como quando aprende a abrir uma garrafa de água.

Хорошо наблюдаю станцию. 153 метра до цели

A bordo da ISS, o robô vai participar em diferentes atividades, sob a supervisão do cosmonauta russo Alexander Skvortsov, que chegou à Estação Espacial Internacional no mês passado.

Em 2011, a NASA enviou para o espaço o robô humanoide Robonaut 2 para trabalhar em ambientes de risco.

ZAP // Lusa

Por ZAP
27 Agosto, 2019

 

EXTRA NOTÍCIA

2526: ALMA mostra o interior das tempestades de Júpiter

CIÊNCIA

Imagem rádio de Júpiter obtida com o ALMA. As bandas brilhantes indicam temperaturas altas e as bandas escuras temperaturas baixas. As bandas escuras correspondem a zonas em Júpiter normalmente brancas no visível. As bandas brilhantes correspondem às cinturas acastanhadas no planeta. Esta imagem contém mais de 10 horas de dados, de modo que os detalhes são difusos devido à rotação do planeta.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), I. de Pater et al.; NRAO/AUI/NSF, S. Dagnello

Nuvens rodopiantes, grandes cinturas coloridas, tempestades gigantes. A atmosfera linda e incrivelmente turbulenta de Júpiter tem sido exibida muitas vezes. Mas o que está a acontecer por baixo das nuvens? O que provoca tantas tempestades e erupções que vemos à “superfície” do planeta? Para estudar isto, a luz visível não é suficiente. Precisamos de estudar Júpiter usando ondas de rádio.

Novas imagens feitas com o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) fornecem uma visão única da atmosfera de Júpiter até cinquenta quilómetros abaixo da camada visível de nuvens (de amónia) do planeta.

“O ALMA permitiu-nos fazer um mapa tridimensional da distribuição de amónia abaixo das nuvens. E, pela primeira vez, fomos capazes de estudar a atmosfera por baixo das camadas de nuvens de amónia depois de uma erupção energética em Júpiter,” disse Imke de Pater da Universidade da Califórnia, em Berkeley, EUA.

A atmosfera do planeta gigante Júpiter é composta principalmente de hidrogénio e hélio, juntamente com os gases residuais metano, amónia, hidrossulfeto e água. A camada mais alta de nuvens é composta por amónia gelada. Por baixo, há uma camada de partículas sólidas de hidrossulfeto de amónia e, ainda mais profundamente, a cerca de 80 quilómetros por baixo do topo das nuvens, existe provavelmente uma camada de água líquida. As nuvens superiores formam as distintivas zonas acastanhadas e brancas vistas da Terra.

Muitas das tempestades em Júpiter ocorrem dentro destas cinturas. Podem ser comparadas a tempestades na Terra e são frequentemente associadas com eventos de relâmpagos. As tempestades revelam-se no visível como pequenas nuvens brilhantes, chamadas de plumas. Estas erupções de plumas podem provocar uma grande perturbação na cintura, que pode permanecer visível durante meses ou anos.

As imagens do ALMA foram obtidas alguns dias depois dos astrónomos amadores terem observado uma erupção na Cintura Equatorial Sul de Júpiter em Janeiro de 2017. Ao início foi vista uma pequena pluma brilhante, e depois uma rutura em grande escala na cintura que durou semanas após a erupção.

De Pater e colegas usaram o ALMA para estudar a atmosfera por baixo da pluma e a cintura perturbada no rádio e compararam estas imagens com imagens no UV-visível e no infravermelho, obtidas com outros telescópios aproximadamente ao mesmo tempo.

“As nossas observações do ALMA são as primeiras a mostrar que altas concentrações de amónia sobem pela atmosfera durante uma erupção energética, disse de Pater. “A combinação de observações simultâneas em vários comprimentos de onda diferentes permitiu-nos examinar a erupção em detalhes. O que nos levou a confirmar a teoria actual de que as plumas energéticas são desencadeadas pela convecção húmida na base das nuvens de água, localizadas no fundo da atmosfera. As plumas trazem o gás amónia das profundezas da atmosfera até grandes altitudes, bem acima da camada principal superior de amónia,” acrescentou.

“Estes mapas ALMA, em comprimentos de onda milimétricos, complementam os mapas feitos com o VLA (Very Large Array) da NSF nos comprimentos de onda centimétricos,” disse Bryan Butler, do NRAO (National Radio Astronomy Observatory). “Ambos os mapas sondam abaixo do topo das nuvens vistas em comprimentos de onda visíveis e mostram gases ricos em amónia a subir para e a formar camadas superiores (zonas), e o ar pobre em amónia a descer (cinturas).”

“Os resultados actuais mostram soberbamente o que pode ser alcançado na ciência planetária quando um objecto é estudado com vários observatórios e em vários comprimentos de onda,” explica Eric Villard, astrónomo do ALMA e parte da equipa de investigação. “O ALMA, com a sua sensibilidade sem precedentes e resolução espectral no rádio, trabalhou com sucesso em conjunto com outros observatórios em todo o mundo para fornecer os dados que permitiram uma melhor compreensão da atmosfera de Júpiter.”

Astronomia On-line
27 de Agosto de 2019

 

2525: Onde nascem as novas estrelas? O Telescópio Webb vai investigar

CIÊNCIA

Esta é uma imagem, pelo Hubble, da galáxia SDSS J1226+2152, que está a ser ampliada e distorcida pela imensa gravidade de um enxame de galáxias à sua frente. É uma de quatro galáxias com formação estelar que a equipa TEMPLATES vai estudar com o Webb. A equipa escolheu-a como um exemplo de uma galáxia que não tem muita poeira.
Crédito: NASA, ESA, STScI e H. Ebeling (Universidade do Hawaii)

Quando se trata de produzir novas estrelas, a “festa” está no fim para o Universo actual. Na verdade, está quase no fim há milhares de milhões de anos. A nossa Via Láctea continua a formar o equivalente a um Sol todos os anos. Mas, no passado, esse ritmo era até 100 vezes maior. De modo que se quisermos realmente entender como as estrelas como o nosso Sol se formaram no Universo, precisamos de olhar milhares de milhões de anos para o passado.

Usando o Telescópio Espacial James Webb da NASA como uma espécie de máquina do tempo, uma equipa de investigadores pretende fazer exactamente isso. Liderada pela investigadora Jane Rigby do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland, e por Joaquin Vieira da Universidade de Illinois, Champaign, a equipa aproveitará os telescópios naturais e cósmicos chamados lentes gravitacionais. Estes grandes objectos celestes ampliam a luz de galáxias distantes que estão no pico da formação estelar.

O fenómeno das lentes gravitacionais ocorre quando uma enorme quantidade de matéria, como uma galáxia gigante ou enxame galáctico, cria um campo gravitacional que distorce e amplia a luz de objectos por trás, mas na mesma linha de visão. O efeito permite que os cientistas estudem os detalhes das primeiras galáxias demasiado longe para serem vistas de outra forma, mesmo com os telescópios espaciais mais poderosos.

“Estamos a estudar quatro galáxias que parecem muito, muito mais brilhantes do que realmente são, porque foram ampliadas até 50 vezes. Usaremos lentes gravitacionais para estudar como essas galáxias estão a formar as suas estrelas, e como essa formação estelar é distribuída pelas galáxias,” explicou Rigby.

“O lado bom de usar fontes que sofrem o efeito de lente gravitacional é que é como uma lupa cósmica, onde a galáxia é esticada, aumentando assim a resolução do seu telescópio,” explicou Vieira.

O programa tem o nome TEMPLATES (Targeting Extremely Magnified Panchromatic Lensed Arcs and Their Extended Star Formation). Embora TEMPLATES seja um acrónimo, o seu significado é mais profundo. A palavra “template” pode ser traduzida para português como “modelo”, uma palavra que se refere a algo usado como padrão, molde ou guia para projectar ou construir itens semelhantes. “Queremos tornar estas quatro galáxias em alvos incrivelmente bem estudados, para que outros investigadores do Webb possam usá-las como modelos, ou bons exemplos, quando trabalharem para entender os dados de um grande número de galáxias que são muito mais fracas,” disse Rigby.

Como os alvos foram escolhidos

Uma das principais razões pelas quais estas quatro galáxias foram escolhidas é porque são muito brilhantes, facilitando o estudo. “Todas estas galáxias estão a formar furiosamente estrelas,” acrescentou Vieira.

Estes alvos também representam grande parte da variedade de galáxias no Universo em termos de quão empoeiradas são, quão brilhantes são e quantas estrelas já fabricaram. Os astrónomos chamam as galáxias de “empoeiradas” quando as suas imagens mostram manchas escuras, muitas vezes difusas, que vêm da poeira da galáxia que bloqueia a luz estelar.

Duas das galáxias são muito empoeiradas, e duas delas não o são. As duas galáxias empoeiradas são, cada uma delas, ampliadas por uma outra galáxia. As duas galáxias que não parecem ter poeira são ampliadas por enxames de galáxias.

Das galáxias com muita poeira, os cientistas têm uma imagem de como as galáxias evoluíram. De levantamentos de galáxias sem poeira, têm uma imagem diferente. Essas imagens nem sempre correspondem. Espera-se que o Webb forneça uma história mais completa da formação estelar, pois tem sensibilidade para ver a luz da poeira aquecida por estrelas jovens – mesmo em galáxias que não têm muita poeira – bem como a sensibilidade para ver luz visível até das galáxias empoeiradas.

A equipa do programa TEMPLATES vai usar três dos quatro instrumentos a bordo do Webb, bem como muitos dos filtros e configurações do telescópio, para obter o máximo de dados possível destas galáxias. Além de obter fotos, a equipa vai usar espectroscopia, uma técnica que revela a composição química das galáxias, como o gás está a mover-se e quão denso e quente esse gás é.

O Webb vai permitir que a equipa faça essas medições em cada galáxia. “É como uma dissecação,” explicou Rigby. “Vamos separar cada pedaço da galáxia, em vez de obter apenas uma medição média.”

Desbloqueando os mistérios da formação estelar

A equipa TEMPLATES tem quatro objectivos principais:

  1. Medir quantas novas estrelas estão a formar-se, para determinar com que rapidez as galáxias formam estrelas. Ao fazer diferentes tipos de medições de ritmos de formação estelar para as quatro galáxias, a equipa planeia ver como concordam ou discordam uma das outras. Por meio de verificações cruzadas, a equipa determinará se estas galáxias estão, ou não, em formação estelar vigorosa, ou se apenas formam uma estrela ocasionalmente;
  2. Mapear o ritmo de formação estelar nestas galáxias. Os cientistas não sabem muito sobre onde as estrelas se formam nas galáxias durante a maior parte do tempo cósmico. O mapeamento da formação estelar em galáxias no Universo próximo é relativamente fácil, mas é muito mais difícil para galáxias distantes. Observando no passado distante, as galáxias longínquas parecem muito pequenas no céu e as características individuais não podem ser resolvidas. De modo que os cientistas não têm uma boa compreensão de onde as estrelas se formaram nas galáxias do Universo inicial;
  3. Comparar as populações estelares jovens e velhas. Os cientistas vão medir as estrelas mais antigas – estrelas que vivem milhares de milhões de anos, como o Sol. Vão determinar onde essas estrelas residem, dentro de uma galáxia, o que irá informá-los sobre o passado da formação estelar. Poderão depois comparar esses dados com o local onde as novas estrelas estão a formar-se. Isto revelará como a formação estelar mudou nas galáxias com o passar do tempo e responderá a algumas questões básicas sobre como as galáxias crescem. Por exemplo, constroem-se de dentro para fora ou de fora para dentro?
  4. Medir as condições do gás dentro destas galáxias. Os cientistas determinarão quanto da tabela periódica estas galáxias já construíram – por exemplo, quanto carbono, oxigénio e azoto contêm. Vão também medir outras condições físicas como a densidade do gás.

Ajudando outros investigadores a entender o Webb

As observações da equipa farão parte do programa Científico Discricionário Inicial do Diretor, que fornece tempo para projectos seleccionados no início da missão do telescópio. Este programa permite que a comunidade astronómica aprenda rapidamente a melhor maneira de usar as capacidades do Webb, ao mesmo tempo que produz ciência robusta. A equipa também está a ajudar outros investigadores a entender a melhor maneira de obter dados com este telescópio.

“O TEMPLATES apenas arranha a superfície do que podemos fazer com o Webb,” continuou Rigby. “Definitivamente não será a última palavra – é uma das primeiras palavras do que este telescópio será capaz de fazer, como podemos entender as galáxias. O que estamos a fazer com o TEMPLATES é que queremos ter a certeza de que estamos a começar esta missão com o ‘pé direito’ para realmente entender como aproveitar ao máximo as incríveis capacidades do Webb.”

O Telescópio Espacial James Webb será o principal observatório científico espacial do mundo quando for lançado em 2021. Vai resolver mistérios do nosso Sistema Solar, olhar para mundos distantes em torno de outras estrelas e investigar as misteriosas estruturas e origens do nosso Universo e o nosso lugar nele. O Webb é um projecto internacional liderado pela NASA e pelos seus parceiros, a ESA e a Agência Espacial Canadiana.

Astronomia On-line
27 de Agosto de 2019

 

2524: “Jangada” de rochas vulcânicas maior do que o Porto está a flutuar pelo Pacífico

CIÊNCIA

NASA Earth Observatory / Joshua Stevens)

Uma enorme “jangada” flutuante de pedra-pomes está à deriva no Oceano Pacífico, dirigindo-se para a Grande Barreira de Corais, na Austrália.

De acordo com os média locais, esta horda, que no início de Agosto era maior do que a cidade do Porto, carrega uma vasta quantidade de vida marinha que pode ajudar a salvar o maior recife de corais do mundo, reabastecendo-o com milhões de pequenos organismos.

“Teremos milhões de corais individuais e muitos outros organismos, todos juntos com o potencial de encontrar novas casas ao longo da costa”, disse Scott Bryan, professor associado de Geologia da Universidade de Tecnologia de Queensland, na Austrália.

“Este é um caminho para os corais jovens e saudáveis ​​entrarem rapidamente na Grande Barreira”, acrescentou o cientistas.

A “jangada” de rocha vulcânica foi filmada por dois navegadores que, de um momento para o outro, perderam a visão da água do oceano e encontraram uma massa flutuante de pedras em torno da sua embarcação.

Michael Hoult e Larissa Brill partilharam a sua experiência através do Facebook, onde publicaram fotografias da “mancha de destroços” com fragmentos de vários tamanhos.

Estes escombros naturais, que são resultado de uma erupção vulcânica submarina perto de Tonga, no Pacífico Sul, atingiram já uma área enorme, sendo possível vê-la através de imagens de satélite capturadas pela agência espacial norte-americana.

Segundo noticia o Mashable, a “jangada” atingiu, a 13 de Agosto, uma dimensão semelhante à de Manhattan, nos Estados Unidos (59 quilómetros). Em termos de comparação, este valor é maior do que a cidade do Porto (41 quilómetros).

Números mais significativos avança o jornal local 7 News, dando conta que a massa já atingiu os 150 quilómetros quadrados de superfície – são 8.000 campos de futebol.

“Existem provavelmente milhões a mil milhões de pedaços de pedra-pomes a flutuar todos juntos. Cada peça é uma veículo para alguns organismos marinhos”, explicou ainda o cientistas, dando conta que quando a “ilha flutuante” chegar à Austrália será coberta por uma grande variedade de algas, corais, caranguejos, caracóis e vermes.

Estima-se que a massa chegue à Austrália dentro de 7 a 12 meses.

ZAP //

Por ZAP
27 Agosto, 2019

 

2523: O Universo pode “guardar” mundos melhores do que a Terra para albergar vida

CIÊNCIA

NASA / JPL-Caltech

O Universo pode “guardar” outros mundos (exoplanetas) com melhores condições do que a própria Terra para albergar vida de forma mais activa ou abundante, concluíram três astrónomos da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. 

Recorrendo a software do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA para simular climas e habitats oceânicos em diferentes tipos de exoplanetas, a equipa conseguiu modelar a circulação de água em hipotéticos oceanos extraterrestres, sugerindo que alguns destes mundos teóricos podem ser mais prósperos do que a Terra.

“Esta é uma conclusão surpreendente”, disse a cientista líder da investigação, Stephanie Olson, citada em comunicado divulgado pelo portal Eureka Alert.

O estudo, cujos resultados foram apresentados na Conferência Goldschmidt, que decorreu esta sexta-feira em Barcelona, Espanha, “mostra-nos que as condições de alguns exoplanetas com padrões de circulação oceânica favoráveis podem ser mais adequadas para suportar vida mais abundante ou mais activa do que a vida na Terra”.

Para levar a cabo estas modelações, a equipa baseou-se no conhecimento da biofísica da Terra, onde a vida nos oceanos “depende do afloramento” ou do fluxo ascendente de água que “devolve os nutrientes das profundezas profundas do oceanos para as zonas iluminadas pelo sol” – e é nesta mesma área que os organismos responsáveis pela fotossíntese se concentram.

Quanto mais activo for o afloramento, mais nutrientes ascenderão às camadas superiores do oceanos, o que levará a uma maior “actividade biológica”, explicaram os cientistas norte-americanos, salientando que são estas as condições que devem ser procuradas para encontrar mundos onde a vida seja mais provável e abundante.

Entre uma série de factores, os cientistas definiram que atmosferas mais espessas combinadas com uma taxa de rotação mais lenta e a existência de continentes, contribuem para taxas mais elevadas de ressurgência e, por isso, mundos com estas características têm melhores probabilidades de desenvolverem e sustentarem biosferas prósperas.

“Utilizamos um modelo de circulação oceânica para identificar quais os planetas que terão [taxas de] ressurgência mais eficientes e, assim, oferecer oceanos particularmente hospitaleiros. Descobrimos que uma densidade atmosférica mais alta, taxas de rotação mais lentas e a presença de continentes geram taxas de ressurgimento mais altas”.

“Uma outra implicação [nesta investigação] é que a Terra pode não ser idealmente habitável – e a vida noutro lugar pode desfrutar de um planeta que é ainda mais hospitaleiro do que o nosso”, concluíram os cientistas.

Em Agosto passado, recorde-se, uma equipa de cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, estimou quantos “mundos de água“, isto é, exoplanetas com uma hidrosfera mais espessa do que a Terra, podem existir no Universo.

A equipa concluiu que muitos dos que muitos planetas fora do Sistema Solar podem ter até 50 por cento de água. Ao todo, cerca de 35 por cento dos exoplanetas identificados e maiores do que a Terra será ricos em água. Contudo, a investigação deixa claro que a existência abundante e água não é condição por si só para a proliferação da vida.

A procura continua.

SA, ZAP //

Por ZAP
27 Agosto, 2019

 

2522: Físicos conseguiram calcular a massa da mais pequena “partícula-fantasma” (ou quase)

CIÊNCIA

DESY/Science Communication Lab

Estamos cheios de neutrinos. Estão em toda parte, quase indetectáveis, voando através da matéria normal. Não sabemos nada sobre eles – nem mesmo o quão pesados são.

Porém, sabemos que os neutrinos têm o potencial de alterar a forma de todo o universo. E como têm esse poder, podemos usar a forma do universo para pesá-los – como uma equipa de físicos já fez.

Por causa da Física, os comportamentos das menores partículas alteram o comportamento de galáxias inteiras e outras estruturas celestes gigantes. Num novo artigo, que será publicado numa edição da revista especializada Physical Review Letters, os investigadores usaram esse facto para calcular a massa do neutrino mais leve a partir de medições precisas da estrutura em larga escala do universo.

Os físicos recolheram dados sobre os movimentos de aproximadamente 1,1 milhões de galáxias do Baryon Oscillation Spectroscopic Survey, misturaram-nos com outras informações cosmológicas e resultados de experiências com neutrinos de escala muito menor na Terra, colocando, por fim, toda essa informação num supercomputador.

“Utilizamos mais de meio milhão de horas de computação para processar os dados”, disse em comunicado o co-autor do estudo, Andrei Cuceu, um estudante de doutorado em astrofísica da University College London. “Isso equivale a quase 60 anos num único processador”

O resultado não ofereceu um número fixo para a massa do tipo mais leve de neutrino, mas perto: aquela espécie de neutrino tem uma massa não superior a 0,086 electrão-volts (eV), ou cerca de seis milhões de vezes menos que a massa de um único electrão.

Apesar deste número estabelecer um limite superior para a massa das espécies mais leves de neutrino, não estabelece um limite inferior. É mesmo possível que não tenha massa nenhuma. O que os físicos sabem é que pelo menos duas das três espécies de neutrinos precisam de ter alguma massa e que há uma relação entre as suas massas.

As três massas das espécies de neutrinos não se alinham com os três sabores de neutrino: electrão, muão e tau. De acordo com o Fermilab, cada sabor de neutrino é composto de uma mistura quântica das três massas. Assim, um certo neutrino tau tem um pouco de espécia 1, um pouco de espécie 2 e um pouco de espécie 3. Essas diferentes espécies de massa permitem que os neutrinos saltem de um lado para o outro entre os sabores, como uma descoberta de 1998 – Prémio Nobel de Física – mostrou.

Os físicos podem nunca conseguir identificar com precisão as massas das três espécies de neutrinos, mas podem aproximar-se. A massa continuará a diminuir à medida que as experiências na Terra e as medições no Espaço melhorem.

E quanto melhor os físicos puderem medir esses componentes minúsculos e omnipresentes do nosso Universo, melhor a Física será capaz de explicar como tudo se encaixa.

ZAP //

Por ZAP
27 Agosto, 2019

 

2521: Estação Espacial Internacional passa a ter ligação à Internet a 600 Mbps

CIÊNCIA

Apesar de se considerar que um espaço como a Estação Espacial Internacional (EEI) deve ter tecnologia de ponta, a verdade é que não é bem assim. Curiosamente, a ligação de acesso à Internet a partir da EEI era de “apenas” 300 Mbps.

A boa notícia (para os astronautas) é que foi feito um upgrade à ligação.

A Estação Espacial Internacional é um laboratório espacial cuja montagem em órbita começou em 1998 e terminou oficialmente em 8 de Junho de 2011 na missão STS-135. A estação encontra-se numa órbita baixa de 408 x 418 km, podendo ser vista da Terra a olho nu e viaja a uma velocidade média de 27 700 km/h, completando 15,70 órbitas por dia.

Estação Espacial Internacional com Internet a 600 Mbps

Finalmente os astronautas que se encontram na EEI vão ter uma ligação que lhe permite aceder mais rapidamente aos conteúdos online. George Morrow, director do Goddard Space Flight Center da NASA, confirmou que a ligação de acesso à Internet passou a ser de 600 Mbps, ou seja, o dobro da largura de banda da ligação anterior.

Para comunicar com a Terra, a EEI faz uso da rede terrestre Space Network e da Tracking and Data Relay Satellite (TDRS), um sistema de comunicação com base em satélites que é também usado por aeronaves.

Na Estação Espacial Internacional também se vê Netflix

Além do acesso mais rápido a conteúdos, a nova velocidade de acesso à Internet vai também permitir ver conteúdos de streaming com melhor qualidade.

Scott Kelly, um dos mais recentes membros da estação, explicou em entrevista à CNBC que, no seu tempo livre assiste a ‘Game of Thrones’ e ‘Better Call Saul’, embora reconhecesse que a ligação nem sempre era a melhor porque dependia do facto de as estações terrestres terem de estar em linha de vista com a EEI.

Scoot Kelly revelou ainda que alguns conteúdos multimédia têm como origem um servidor específico, que os disponibiliza para toda a tripulação. O acesso aos serviços bancários e redes sociais também é possível, mas com algumas restrições e várias medidas de segurança para evitar qualquer tipo de ameaça – Saiba mais aqui.

Fonte: sciencealert
pplware
26 Ago 2019

 

2520: Aitken: Super-computador da NASA que ajudará a levar o homem à Lua

CIÊNCIA

Super-computadores não existem em muitos países, mas Portugal já tem um! Neste segmento da super-computação, a NASA deu a conhecer recentemente o seu novo supercomputador, o Aitken.

Esta super máquina destaca-se por ter 46 080 núcleos e um poder computacional de 3,69 petaflops. Este supercomputador irá ajudar na missão Artemis cujo objectivo é levar novamente o homem à Lua.

Aitken foi o nome escolhido para o novo supercomputador da NASA. De acordo com o que foi revelado, esta máquina tem como base o sistema HPE SGI 8600 e ao nível do processamento este supercomputador tem 46 080 núcleos e a capacidade de armazenamento chegará aos 221 TB. A performance (teórica) pode chegar aos 3,69 petaflops. O Aitken está instalado no Centro de investigação Ames, em Silicon Valley, nos Estados Unidos.

Sabe-se também que esta super máquina tem um sistema de refrigeração altamente evoluído e contará com o suporte da Hewlett Packard Enterprise. O design do sistema é modular o que, segundo a NASA, garante uma melhor eficiência energética e um consumo mais reduzido.

Aitken vai ajudar na missão Artemis

A NASA tem prevista uma missão à Lua já em 2024. O Aitken irá ajudar nos cálculos e simulações, garantindo a maior rapidez na apresentação dos resultados. De acordo com informações, este novo supercomputador será usado por mais de 1500 cientistas e engenheiros que fazem parte da missão.

Os planos da NASA para retornar à Lua estão traçados e bem definidos.  A Agência Espacial Norte Americana já revelou como tudo irá acontecer. Nos planos que já foram apresentados, foi revelado que a primeira missão Artemis irá levar uma cápsula não tripulada à órbita da Lua já em 2020. A segunda, Artemis 2, irá acontecer em 2022 e irá repetir a viagem, desta vez com uma tripulação humana presente.

Por fim, em 2024, será a vez da Artemis 3 completar a missão proposta. Esta aterrará na Lua, completando a proposta feita para regresso ao satélite da Terra. Espera-se que nesta missão esteja presente, pela primeira vez, uma astronauta feminina.

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pplware
26 Ago 2019