2461: Morreu Marium, o mais famoso dugongo da Tailândia. Comeu plástico

CIÊNCIA

(dr)

Quando foi resgatado, em Abril, tornou-se uma estrela na Tailândia. O dugongo órfão, chamado Marium, acabou por morrer este sábado, devido a uma infecção causada pela ingestão de plástico, de acordo com os veterinários que cuidaram do mamífero na ilha de Koh Libong, na província de Trang, no sul da Tailândia.

Uma equipa de cerca de 10 veterinários e 40 voluntários cuidou de Marium nas águas pouco profundas de Koh Libong, depois de descobrir o animal sozinho e desnutrido. A equipa disse que a morte do dugongo deveria servir como um alerta sobre os efeitos dos resíduos de plástico na vida selvagem.

Cerca de quatro meses depois de ser encontrado, Marium tornou-se famoso após circularem na Internet imagens tiradas pelos veterinários que cuidaram da cria. Na semana passada, o dugongo começou a mostrar sinais de stress e a recusar alimentar-se.

Na quarta-feira, Marium foi transferido para um tanque para ser seguido mais de perto pela equipa de veterinários, conta o jornal britânico The Guardian, mas acabou por morrer nesta manhã de sábado.

Segundo os veterinários, a autópsia revelou que pequenos pedaços de plástico tinham entupido e inflamado os intestinos do mamífero, causando uma infeção que levou à sua morte. Foram ainda encontrados hematomas no corpo de Marium, que podem ter sido causados pelo ataque de outro dugongo.

“Estamos todos tristes com esta perda “, disse Nantarika Chansue, directora da unidade de medicina animal da Universidade Chulalongkorn, em Banguecoque.

No mês passado, em Koh Libong, quando Marium estava ainda de boa saúde, Chansue expressou preocupação com a possibilidade de algo acontecer aos dugongos. “Uma coisa para a qual não estamos preparados é se houver uma emergência”, disse. “No caso de algo acontecer… estamos bem longe da terra [principal]. Preparámos equipamentos de emergência… [mas] tudo é possível “, vaticinou.

Um segundo dugongo órfão, que é mais novo que Marium e foi encontrado em Junho perto do local de onde foi resgatado o irmão, está a ser vigiado no Centro de Biologia Marinha de Phuket. Jamil e Marium deveriam ser lançados ao mar quando atingissem os 18 meses, a idade em que os dugongos deixam as mães.

Os dugongos apresentam comportamentos e aparências semelhantes aos manatins, mas a cauda de um dugongo é muito semelhante à de uma baleia. São uma espécie solitária e as fêmeas dão à luz a apenas uma cria, após uma gestação de um ano, ajudando-as a alcançar a superfície da água para respirarem pela primeira vez.

As progenitoras e crias têm um laço muito próximo, nunca as abandonando e mantendo sempre contacto com a cria. Os historiadores acreditam que os dugongos e os manatins serviram de inspiração para os contos sobre criaturas marinhas sobrenaturais.

ZAP //

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17 Agosto, 2019

Por Julien Willem – Obra do próprio, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=4447582

 

2460: NASA: Asteróide classificado como perigoso vai passar pela Terra no próximo ano

Chama-se 1998 OR2 e é um enorme asteróide que está actualmente numa trajectória para passar pelo nosso planeta. Contudo, este não é um asteróide qualquer. O astro tem órbita excêntrica, é classificado como objecto próximo da Terra e como asteróide potencialmente perigoso do grupo Apollo.

O 1998 OR2 foi descoberto no dia 24 de Julho de 1998. Quem o detectou foram astrónomos do programa NEAT no Observatório de Haleakala, no Havai. Contudo, este é um dos asteróides mais brilhantes e um dos mais perigosos que existe.

Asteróide  de 1998 OR2 é da classe dos mais perigosos que passam pela Terra

Os asteróides – corpos rochosos que vagueiam pelo no espaço – não evocam uma sensação particularmente positiva. Na verdade, cada vez se tem falado mais, após sabermos que não estamos a salvo dos impactos.

Assim, há cada vez mais olhos a vigiar o espaço e, segundo informações recentes, parece que há uma grande rocha prestes a passar por cá. Se entrar na nossa atmosfera, seguramente vai fazer muitos estragos.

Chama-se 1998 OR2, esta rocha está desde há muitos anos na mira da NASA. A agência projectou a sua órbita até ao ano 2197. Pela estimativa da rota, este astro nunca irá colidir com a Terra, a não ser que algo perturbe a sua rota.

NASA classifica como muito grande

O Centro de Estudos de Objectos Próximos à Terra (CNEOS) da NASA revelou que o asteróide 1998 OR2 tem um diâmetro estimado de 4 quilómetros e espera-se que passe pela Terra no dia 29 de Abril de 2020, às 15:26 horas de Portugal Continental.

No seu ponto mais próximo, o asteróide estará a uma distância de aproximadamente 0,04205 unidades astronómicas ou cerca de 6,3 milhões de quilómetros do centro do nosso planeta. Parece seguro, certo? Bem, o curso do asteróide pode ser alterado devido a alguns fenómenos e pode eventualmente colidir com a Terra.

Mas que fenómenos serão esses?

Em primeiro lugar existe o efeito Yarkovsky, que é conhecido por afectar o semieixo maior dos asteróides. Este fenómeno pode ser definido como a força consequente exercida sobre um corpo celeste devido a mudanças na temperatura. Entre as várias razões para esta alteração da temperatura, está a influência da radiação externa ou a gerada internamente.

Dessa forma, este tipo de alteração pode afectar a rotação do asteróide 1998 OR2 e, eventualmente, a sua órbita, fazendo com que este se vire para a Terra.

O segundo factor que poderia levar ao evento catastrófico de colisão de asteróides seria a perturbação da trajectória causada pela Fenda de ressonância gravitacional. Este último pode ser descrito como uma pequena região no espaço em torno de um planeta onde a gravidade do planeta pode alterar a órbita de um corpo celeste que transita por perto. Dessa forma, no caso de um asteróide, a gravidade poderá atrair para dentro da órbita do planeta, levando a uma colisão.

Que consequências resultariam de um impacto deste asteróide o planeta?

Há muitos dados apenas avançados com base em previsões, felizmente não temos registos que atestem a certeza dos factos. Contudo, além do dano tectónico causado pelo asteróide, o impacto também alteraria severamente as condições meteorológicas e atmosféricas do planeta.

17/08/2019

 

2459: Cientistas “recrutam” bactérias para mineração extraterrestre

CIÊNCIA

(CC0/PD) geralt / pixabay

Uma equipa de astro-biólogos da Agência Internacional Europeia enviou 18 estripes diferentes de bactérias para a Estação Espacial Internacional (EEI), visando determinar se é viável avançar para a bio-mineração extraterrestre num ambiente sem gravidade.

De acordo com o portal Space.com, que avança com a notícia, estes microrganismos podem ajudar a impulsionar a exploração humana no Espaço para lá do nosso planeta.

O procedimento científico foi lançado no final de Julho a bordo da nave espacial Space X. Sob o nome de Biorock, a experiência vai estudar com a detalhe a importância da gravidade para este tipo de bactérias, bem como a sua capacidade de extrair nutrientes e elementos economicamente de interesse a partir de rochas de basalto.

Estes organismos usam o mineral como combustível, aproveitando a transferência de electrões para se manterem vivos, de forma a que libertem durante o processo determinados metais sem que seja necessário aplicar energia extra, explicaram os cientistas, de acordo com a explicação científica do processo.

Caso os cientistas consigam alcançar bons resultados, isto é, encontrar uma ou mais bactérias que possam minerar para lá da Terra, a pesquisa poderá posteriormente abrir portas para a exploração humana no Espaço. Além disso, pode contribuir para o desenvolvimento da actividade mineira em larga escala em solos rochosos extraterrestres.

O processo de bio-mineração no Espaço, que é já praticado na Terra, permitirá obter recursos extraídos de outros mundos.

“Esperamos obter informações sobre como é que micróbios crescem no Espaço e como é que podemos usá-los na exploração humana e na colonização do Espaço, desde a mineração até à transformação de rochas em terra na Lua e em Marte”, disse Charles Cockell, astro-biólogo da Universidade de Edimburgo, na Escócia, que é também o líder do projecto, citado em comunicado da NASA.

“Entender como é que os micróbios interagem, crescem e extraem elementos de uma superfície de rocha em micro-gravidade e gravidade simulada de Marte vai dizer-nos, pela primeira vez, se a baixa gravidade afecta a capacidade dos microrganismos aderirem às superfícies rochosas e executarem a bio-mineração”, rematou o especialista.

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Por ZAP
17 Agosto, 2019

 

2458: “Mundo Jurássico” de vulcões encontrado sob a Austrália

CIÊNCIA

BackYardProductions / Canva
Ayers Rock, Austrália

Uma equipa de cientistas acaba de descobrir um “Mundo Jurássico” com cerca de 100 vulcões antigos enterrados sob as bacias de Cooper-Eromanga, na Austrália, noticia esta semana a Europa Press.

Segundo a agência noticiosa, está é a maior região de produção de petróleo e gás na Austrália. Contudo, e apesar de mais de 60 anos de exploração destes terrenos, a paisagem vulcânica jurássica passou despercebida – até agora.

Cientistas das universidades australianas de Adelaide e Aberdeen recorreram a técnicas avançadas de imagens do subsolo, análogas à tomografia computorizada, para identificar o grande número de crateras vulcânicas e fluxos de lava, bem como o número das câmaras de magma mais profundas que as alimentaram.

De acordo com o novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica Gondwana Research, os  vulcões desenvolveram-se no período Jurássico, entre 180 e 160 milhões de anos atrás, sendo depois subsequentemente enterrados sob centenas de metros de rochas sedimentares ou em camadas.

As bacias de Cooper-Eromanga são agora uma paisagem seca e árida, contudo, na era jurássica, explicaram os cientistas, teriam sido uma paisagem de crateras e fissuras, lançando cinzas e lava para o ar, e cercada por redes de canais fluviais, evoluindo até grandes lagos e pântanos de carvão.

“Enquanto a maior parte da actividade vulcânica da Terra ocorre dentro dos limites das placas tectónicas, ou abaixo dos oceanos da Terra, este antigo mundo jurássico desenvolveu-se dentro do continente australiano”, explicou o cientista Simon Holford, co-autor do estudo e professor da Universidade de Adelaide, citado em comunicado.

“A descoberta [destes vulcões] levanta a possibilidade de existirem mais mundos vulcânicos não descobertos sob a superfície pouco explorada da Austrália”, apontou.

ZAP //

Por ZAP
17 Agosto, 2019