2436: Asteróide do tamanho da Grande Pirâmide de Quéops passará “perto” da Terra a 49 mil km/h

Dentro de dias a Terra irá ser visitada por um “novo” asteróide. Segundo a NASA, este astro, do tamanho da Grande Pirâmide de Quéops, vai passar na Terra a uma velocidade de 49 mil km/h. Este é mais um asteróide que no mês de Agosto vem visitar o nosso planeta.

Depois de milhões de anos de anonimato, a gigantesca rocha espacial, com um tamanho estimado de 160 metros de largura, vai fazer por cá o seu primeiro voo registado no dia 28 de Agosto.

Chama-se 2019 OU1 e é um asteróide “novo” a passar pela Terra

O asteróide, apelidado de 2019 OU1, faz parte da classe Apollo de asteróides próximos da Terra – que formam a maioria dos asteróides potencialmente perigosos. Conforme já vimos no passado, meteoritos desta classe podem criar danos, como vimos com o Chelyabinsk.

Este foi o asteróide, que explodiu dramaticamente sobre a cidade russa e deixou os residentes atordoados com cortes de vidro estilhaçado.

Qual a origem destes asteróide classe Apollo?

Pensa-se que os asteróides Apollo têm origem no principal cinturão de asteróides, mas depois são desviados do rumo pelas interacções gravitacionais com Júpiter. Estes asteróides “potencialmente perigosos” são definidos pela NASA como rochas espaciais que passam até 0,05 au da Terra e têm uma magnitude de 22 ou menos.

De acordo com o CNEOS (Centro de Estudos de Objectos Próximos à Terra) da NASA, o asteróide 2019 OU1 deverá passar pela Terra no próximo dia 28 de Agosto. A rocha estará a uma distância de apenas 0,6867 unidades astronómicas ou 1 028 370,82 quilómetros da Terra.

Portanto, o asteróide deve passar pela Terra, mas sem a classificação de “perigoso” pela NASA.

Estamos a demorar muito para identificar a passagem dos asteróides

A parte mais assustadora é que a rocha, chamada 2019 OK, poderia arrasar uma cidade. Tendo poder semelhante ao de uma bomba atómica e nem sequer tinha sido avistada por astrónomos.

Se tivesse 100 metros de diâmetro, deixaria uma cratera com cerca de um quilómetro de diâmetro, e a energia da explosão seria equivalente a cinco megatoneladas de TNT. Contudo, se esse astro batesse nalgum lugar onde não há nada, então não aconteceria muito. Se caísse no oceano, poderia incitar um tsunami, mas não seria um que ameaçasse a vida.

Referiu o professor Kris Stanek ao jornal El Reg.

A nossa capacidade de lidar com os asteróides está a tornar-se mais urgente, à medida que os cientistas tentam desenvolver métodos para proteger a Terra da catástrofe. Na verdade, segundo, o nosso planeta, um dia assistiu a um impacto tão devastador que quase todos os dinossauros foram extintos, deixando apenas algumas aves vivas na Terra.

Nesse sentido, há várias agências, além da NASA, a desenvolver um projecto de escudo planetário. Resta saber se um dia iremos precisar dele e ele funcionará.

Imagem: NASA
Fonte: Mashable

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2435: Arqueólogos descobriram um bar viking na Escócia

CIÊNCIA

Foi descoberto na ilha de Rousay, na Escócia, um bar viking — que provavelmente esteve em funcionamento entre os séculos X e XII.

Uma equipa de arqueólogos da University of The Highlands and Islands, na Escócia, descobriu um bar viking na ilha de Rousay, Orkney, escreve o Live Science.

Os cientistas estimam que o estabelecimento abriu entre os séculos X e XII, provavelmente com o propósito de servir Vikings de alto estatuto. Agora, tudo o que resta desta cervejaria, outrora movimentada, são pedras e alguns artefactos, como um pente de osso nórdico, cerâmica e pilhas de lixo conhecidas como sambaquis.

Os arqueólogos descobriram o estabelecimento durante o verão no Skaill Farmstead, depois de terem percebido que as paredes que se estendiam por um assentamento já conhecido eram, na verdade, parte de um grande edifício nórdico com 13 metros de comprimento.

Estas paredes tinham cerca de um metro de comprimento e estavam separadas por cinco metros e meio. A equipa também descobriu que existiam bancos de pedra no edifício.

“Recuperámos cerca de mil sambaquis neste local, o que nos dará uma oportunidade sem precedentes de olhar para as mudanças nas tradições alimentares, agricultura e práticas de pesca do período nórdico até ao século XIX”, explica num comunicado a arqueóloga e co-directora do projecto Ingrid Mainland.

As escavações vão continuar mas entretanto já mostraram parecenças com outros estabelecimentos nórdicos encontrados em Orkney, bem como em outras partes da Escócia. Além disso, este local pertence a Westness, uma área costeira da ilha mencionada na saga Orkneyinga como a casa de Sigurd, um poderoso chefe dos Vikings do século XII.

“Não sabemos, mas se calhar o próprio Sigurd se tenha sentado num destes bancos de pedra dentro do salão e tenha bebido um jarro de cerveja!”, brinca Dan Lee, outro co-director do projecto.

ZAP //

Por ZAP
12 Agosto, 2019

 

2434: Descoberto sistema vizinho com três mundos. É a “Disneylândia” dos exoplanetas

Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA

Uma equipa de cientistas encontrou um sistema solar (TOI 270) a cerca de 73 anos-luz da Terra que tem, pelo menos, três exoplanetas, um dos quais localizado na chamada zona habitável.

A descoberta, que pode ajudar a encontrar o “elo perdido” da Astronomia, é resultado de um estudo levado a cabo por uma equipa internacional de cientistas que se baseou em imagens captadas pelo telescópio TESS da agência espacial norte-americana (NASA), tendo os seus resultados sido publicados no fim de Julho na revista científica Nature Astronomy.

O sistema em causa é composto por uma estrela anã do tipo M3, em torno da qual orbita um corpo rochoso com um diâmetro maior do que a Terra e dois “mini-Neptunos” com duas vezes o tamanho do nosso planeta.

Tendo em conta que a estrela do sistema é bastante fria e emite pouca luz, e apesar de o seu planeta mais distante (TOI 270 d) estar apenas a 0,07 unidades astronómicas do astro (UA, distância entre a Terra e o Sol), a estrela deve localizar-se na zona habitável.

NASA

De acordo com as estimativas dos astrónomos, a temperatura de equilíbrio deste corpo seria de cerca de 67 graus Celsius.

Contudo, devido à provável presença de uma atmosfera densa capaz de reter calor, a vida em TOI 270d só seria possível nas suas camadas mais altas. Ainda assim, algumas características dos planetas observados alimentam o entusiasmo dos cientistas.

O sistema agora descoberto é um objecto de observações perfeito, podendo ainda contribuir para o estudo de outros mundos. “Este sistema é exactamente aquilo para o qual o TESS foi projectado: planetas pequenos e temperados que passam ou transitam em frente de uma estrela hospedeira inactiva, que não tem uma actividade estelar excessiva”, explicou o líder do projecto, Maximilian Günther, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, em comunicado da NASA.

“Esta estrela é calma e muito próxima de nós, e portanto muito mais brilhante do que as estrelas hospedeiras de sistemas comparáveis. Com extensas observações de acompanhamento, em breve poderemos determinar a composição destes mundos, estabelecer se têm atmosferas e que gases contêm”, enumerou.

NASA
Comparação do sistema solar TOI 270 com Júpiter e as suas luas

“Disneylândia dos exoplanetas”

Além disso, a descoberta de dois planetas gasosos de tamanhos semelhantes aos da Terra, ausentes do nosso Sistema Solar, poderá ainda contribuir para estudar e melhor compreender a formação dos corpos celestes.

“O TOI 270 permitirá estudar esse ‘elo perdido’ que existe entre os planetas rochosos semelhantes à Terra e os ‘mini-Neptunos’ de gás, uma vez que todos estes tipos de planetas foram formados num mesmo sistema sistema”, explica Günther.

“O TOI 270 é uma verdadeira Disneylândia para a ciência dos exoplanetas (…) É um laboratório excepcional, não por uma, mas por várias razões: realmente atende a todas as expectativas”, rematou.

ZAP //

Por ZAP
12 Agosto, 2019

 

2433: Descoberto buraco negro massivo com 40.000 milhões de vezes a massa do Sol

LIGO
Conceção artística da colisão de dois buracos negros

Um buraco negro massivo com 40.000 milhões de vezes a massa do Sol foi detectado no coração da galáxia elíptica Holmberg 15A, localizada a cerca de 700 milhões de anos-luz do nosso planeta.

O objecto, baptizado de Holm 15A *, é um dos maiores buracos negros até então conhecido, sendo também o maior entre os buracos negros descobertos após o rastreamento das estrelas à sua volta, escreve o portal Science Alert.

Com a descoberta, cujos resultados foram publicados em julho passado no portal arXiv.org, os autores corrigiram cálculos de outros astrofísicos que estimavam com base em observações indirectas a presença de um buraco negro com uma massa 310 maior do que a do Sol também na galáxia Holmberg 15A.

“Usamos modelos axisimétricos Schwarzschild baseados em órbitas para analisar a cinemática estelar de Holm 15A a partir de novas observações espectrais de alta resolução e campo amplo”, escreveram os cientistas no artigo, detalhando que os novos dados foram obtidos graças ao instrumento MUSE, instalado no telescópio Very Large Telescope), localizado no Chile. “Este é o buraco negro mais massivo [já descoberto] com detecção dinâmica directa no Universo local”, acrescentam.

De acordo com o mesmo modelo, o buraco negro está numa zona de fusão de galáxias do tipo primitivo. Contudo, os cientistas esperam levar a cabo novas investigações para terminar com precisão a forma com o corpo massivo se formou.

ZAP //

Por ZAP
12 Agosto, 2019