2432: Júpiter acabou de ser atingido por algo tão grande que se viu da Terra

Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar, tanto em diâmetro quanto em massa, e é o quinto mais próximo do Sol. Este astro é observável da Terra a olho nu e recolhe a preferência de muitos astrónomos pela magia das suas cores, cicatrizes que são abissais impactos no planeta. Nesse sentido, um astrónomo amador captou algo espectacular com o seu telescópio caseiro, na passada quarta-feira.

Conforme iremos ver nas imagens, o astrónomo amador gravou acidentalmente um flash brilhante na superfície de Júpiter. Foi algo tão grande que a explosão foi vista da Terra, a 628.000.000 Km de distância.

Júpiter, o gigante gasoso que tem uma vida incrível

O maior planeta do sistema solar fornece frequentemente imagens impressionantes, como aquelas tiradas pela nave espacial Juno da NASA. Contudo, na passada quarta-feira, foi visto a olho nu, da Terra um flash inesperado. As imagens deixaram os astrónomos excitados com a possibilidade de se tratar de um impacto de meteoritos.

Ethan Chappel apontou o seu telescópio para o planeta gigante de gás na hora certa. Nessa altura, o astrónomo amador deu conta de ter captado uma mancha branca vista no lado esquerdo inferior do planeta, como podemos ver nas imagens a baixo.

Embora ainda não tenha sido confirmado por um segundo observador, parece que um grande asteróide atingiu o planeta gigante. O flash é breve e desaparece rapidamente, aumentando a ideia de que foi provavelmente causado por um impacto.

Outro impacto em Júpiter hoje. Um bólide (meteoro), mas não como aquele que deixou escombros escuros, o SL9, há 25 anos.

Escreveu no Twitter a astrónoma Dra. Heidi B. Hammel.

Imaged Jupiter tonight. Looks awfully like an impact flash in the SEB. Happened on 2019-08-07 at 4:07 UTC.

Impactos que deixaram marcas em Júpiter- grandes marcas!

O SL9 é o acrónimo para Comet Shoemaker-Levy 9. Este astro teve um impacto famoso em Júpiter em 1994. Hammel liderou a equipa que usou o Telescópio Espacial Hubble para estudar o impacto e como a atmosfera gasosa do planeta respondeu.

Algo notável a considerar é que o tamanho aparente do flash é quase o tamanho da Terra, que é minúscula ao lado do gigantesco planeta de gás. Para referência, cerca de três Terras poderiam caber dentro do Grande Ponto Vermelho de Júpiter, que também é visível.

Apesar de ter sido uma super explosão, isso não significa que o que quer que tenha atingido Júpiter tenha sido do tamanho de um planeta. Na realidade quer dizer que a colisão parece ter libertado muita energia explosiva. Bob King, do Sky and Telescope, diz que, se confirmado, este seria o sétimo impacto registado em Júpiter desde o Shoemaker-Levy e o primeiro em mais de dois anos.

Júpiter funciona como escudo anti asteróides da Terra

Portanto, Júpiter, dado o seu tamanho e, sobretudo, a sua poderosa força gravitacional, funciona como um escudo contra asteróides que se “aproximam” da Terra vindos do sistema solar exterior. Aliás, a terra seguramente já teria sido alvo de muitos, tendo em conta que muitas vezes só damos conta deles já eles estão na nossa vizinhança.

pplware
10 Ago 2019
Imagem: NASA
Fonte: Sky and Telescope

 

2431: Desastres naturais obedecem a um padrão matemático

CIÊNCIA

Roberto Salomone / EPA

Foi realizada a análise estatística mais precisa até hoje de um conjunto de fenómenos naturais que podem causar desastres. A análise revelou que estas catástrofes obedecem aos mesmos padrões matemáticos.

Uma equipa de investigadores do Departamento de Matemática da Universidade Autónoma de Barcelona, em Espanha, analisaram os registos de milhares de terramotos, furacões, incêndios florestais, impactos de meteoritos na atmosfera, chuvas torrenciais e subsidência do solo devido a fenómenos cársticos – em que a água subterrânea dissolve o solo.

Os cientistas conseguiram descrever com a mesma técnica matemática as funções que relacionam a frequência destes fenómenos com o valor da sua magnitude ou tamanho.

Segundo a Europa Press, a grande maioria deles segue a chamada lei da potência, segundo a qual os eventos são mais abundantes quanto menores forem, sem qualquer definição de tamanho “normal” ou típico.

No entanto, a frequência de fenómenos como incêndios florestais segue outra distribuição matemática – distribuição lognormal – independentemente de serem pequenos episódios ou incêndios devastadores, que queimam centenas de milhares de hectares.

Esta investigação tornou possível especificar de que forma estas funções são ajustadas em cada caso, e se são válidas ou não para casos limítrofes – por exemplo, eventos de magnitude extremamente grande. “Graças a este estudo, as estimativas de risco de eventos catastróficos em diferentes áreas do mundo podem ser melhoradas, de acordo com o registo histórico de cada região”, explicou o cientista Álvaro Corral.

Os cientistas ficaram surpreendidos com o facto de fenómenos naturais tão diversos obedecerem à distribuição da lei da potência. “Há suspeitas de que isso acontece sempre que um determinado fenómeno ocorre após um comportamento ‘em avalanche, libertando rapidamente energia que se acumulou ao longo do tempo, mas ainda há muito por investigar”, adiantou o especialista.

Os incêndios florestais, por exemplo, seriam uma excepção à regra, uma vez que também podem ser descritos como “avalanches” de libertação súbita de energia que se acumularam na forma de biomassa.

“Não sabemos porque é que alguns fenómenos ‘em avalanche‘ seguem a distribuição lognormal e, na verdade, esta descoberta contradiz pesquisas anteriores. São necessários modelos físicos mais avançados para explicar as magnitudes que atingem esses processos”, disseram os autores do estudo, publicado recentemente na Earth and Space Science.

ZAP //

Por ZAP
11 Agosto, 2019