2271: A Terra vai atingir a sua velocidade mínima esta sexta-feira

(CC0/PD) PIRO4D / pixabay

A Terra vai atravessar esta sexta-feira, dia 5 de Julho, o seu ponto mais distante do Sol na sua órbita de 2019, um marco astronómico conhecido como afélio.

Na prática, o nosso planeta estará mais distante do Sol do que em outro qualquer dia do ano de 2019. O afélio, palavra de origem grega que significa “longe do Sol”, ocorre todos os anos entre o dia 2 e 7 de Julho.

O exacto momento em que a Terra estará mais afastada do Sol será no dia 5 de Julho às 22h11 GMT – ou seja, a 4 de Julho às 23h11 no horário de Lisboa – quando o nosso planeta e o seu astro se encontrarão a 152.104.285 quilómetros de distância.

Tal como recorda a Europa Press, e de acordo com a segunda lei de Kepler, esta distância também se traduz numa menor velocidade orbital de transladação, cerca de 103.536 quilómetros por hora, mais de 7.000 quilómetros por hora mais lenta do que no periélio, registado em 3 de Janeiro.

Este fenómeno ocorre porque a Terra, na sua órbita em torno do Sol, não executa uma trajectória circular perfeita, mas antes elíptica. O contraponto deste acontecimento, isto é, o afastamento mais pequeno ao Sol, é o periélio e ocorreu a 4 de Janeiro deste ano. A diferença deste ponto para o afélio é de 5 milhões de quilómetros.

Kepler, um astrónomo e matemático alemão do século XVII, percebeu que a linha que conecta os planetas e o Sol cobre a mesma área no mesmo período de tempo. Ou seja, quando os planetas estão próximos do Sol na sua órbita, estes movem-se mais rápido do que quando estão mais distantes. Assim, a velocidade orbital de um planeta será menor a uma distância maior do Sol, e em distâncias mais curtas a velocidade orbital será maior.

Contudo, importa frisar, as alterações na velocidade da Terra na sua órbita em torno do Sol não são relacionadas com as variações de temperatura e clima das estações do ano. As estações devem-se antes à inclinação eixo de rotação da Terra em relação ao plano da órbita que faz à volta do Sol.

ZAP //

Por ZAP
3 Julho, 2019

[vasaioqrcode]

 

2270: NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando drones, em preparação para a próxima fase da exploração do planeta vermelho.

© Adelino Meireles / Global Imagens

A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-director do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin, à margem da Global Exploration Summit, que começou esta quarta-feira em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com actividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando drones, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os actuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

Diário de Notícias
DN/Lusa
03 Julho 2019 — 16:35

[vasaioqrcode]

 

2269: Há um anel bizarro de nuvens azuis no Pólo Norte (e só aparecem à noite)

NASA

Parece um anel de fogo azul no céu. Mas, na verdade, o redemoinho de safira sobre o Pólo Norte e a Gronelândia é gelo – com um pouco de poeira de meteoro pulverizada.

Chamam-se nuvens noctilucentes porque só aparecem depois do pôr do sol. Azuis e finas, formam-se na atmosfera na primavera e no verão, quando a atmosfera superior começa a arrefecer à medida que a atmosfera mais baixa aquece.

Cristais de gelo pairando a cerca de 80 quilómetros do solo da Terra junta-se a pequenas partículas de poeira de meteoritos destruídos e outras fontes sopradas pelo vento, condensando-se em faixas de nuvens.

Essas são as nuvens mais altas do céu, de acordo com a União Geofísica Americana, e formam-se tão alto que brilham em azul-claro mesmo depois de o sol se ter deitado. Geralmente, só são vistas em altas latitudes nos meses quentes.

O fenómeno foi descrito pela primeira vez em 1885, dois anos depois da erupção do vulcão Krakatoa, na Indonésia, que lançou para a atmosfera toneladas de vapor de água, o que pode ter contribuído para aumentar o brilho destas nuvens e permitir uma melhor observação.

De acordo com o Observatório da Terra da NASA, nuvens noctilucentes como estas têm se arrastado mais e mais para o sul ultimamente. Ao entardecer em 8 de Junho, estas nuvens noctilucentes foram visíveis em dez estados, incluindo Oregon, Minnesota, Michigan e Nevada. As nuvens que se arrastam para o sul parecem fazer parte de uma tendência que se torna mais pronunciada a cada ano que passa há mais de uma década.

“Desde o lançamento do AIM em 2007, os investigadores descobriram que as nuvens noctilucentes se estendem para latitudes mais baixas com maior frequência“, escreveu o editor-chefe do NASA Earth Observatory, Michael Carlowicz. “Há algumas evidências de que isto é resultado de mudanças na atmosfera, incluindo mais vapor de água, devido à mudança climática.”

As nuvens também são mais comuns durante o mínimo solar, a mais baixa vazante de erupções solares e manchas solares no ciclo de actividade de 11 anos do Sol. Baixa actividade solar significa que há um pouco menos de radiação ultravioleta que quebra as moléculas de água em altas altitudes. O Sol está actualmente perto do seu mínimo.

ZAP //

Por ZAP
3 Julho, 2019

[vasaioqrcode]

 

2268: Investigadores lançam luz sobre origens dos buracos negros

Impressão de artista de um buraco negro.

Astrofísicos encontraram evidências da formação directa de buracos negros que não precisam de emergir de uma estrela remanescente – uma descoberta que pode fornecer aos cientistas uma explicação para a presença de buracos negros extremamente massivos nos estágios iniciais do nosso Universo.

Os professores de Física e Astronomia Shatanu Basu e Arpan Das, da Universidade Western, Canadá, desenvolveram uma explicação para a distribuição observada de massas e luminosidades de buracos negros super-massivos, para as quais não havia anteriormente explicação científica.

O estudo foi publicado na passada sexta-feira na revista The Astrophysical Journal Letters.

A descoberta é baseada na simples suposição de que os buracos negros super-massivos se formam rapidamente em curtos períodos de tempo e então – de repente – param. Esta explicação contrasta com o entendimento actual de que os buracos negros de massa estelar emergem quando o núcleo de uma estrela massiva colapsa sobre si próprio.

“Esta é uma evidência observacional indirecta de que os buracos negros originam de colapsos directos e não de remanescentes estelares,” disse Basu, especialista reconhecido internacionalmente dos estágios iniciais de formação estelar e de evolução de discos proto-planetários.

Basu e Das desenvolveram o novo modelo matemático calculando a função de massa dos buracos negros super-massivos que se formam ao longo de um período de tempo limitado e sofrem um rápido crescimento exponencial de massa. O crescimento em massa pode ser regulado pelo limite de Eddington que é definido por um balanço de forças de radiação e gravitação ou pode até excedê-lo por um factor modesto.

“Os buracos negros super-massivos tiveram apenas um curto período de tempo para crescer depressa e, em algum momento, devido a toda a radiação no Universo criada por outros buracos negros e estrelas, a sua produção foi interrompida,” explicou Basu. “Este é o cenário de colapso directo.”

Durante a última década, vários buracos negros super-massivos, mil milhões de vezes mais massivos do que o Sol, foram descobertos em grandes desvios para o vermelho, o que significa que já existiam no Universo apenas 800 milhões de anos após o Big Bang. A presença destes buracos negros jovens e massivos põe em causa a nossa compreensão da formação e do crescimento dos buracos negros.

O cenário de colapso directo permite que as massas iniciais sejam muito maiores do que o implícito no cenário padrão de remanescente estelar, e pode ter um grande papel na explicação das observações. Este novo resultado fornece evidências de que os buracos negros, por meio de colapso directo, foram produzidos no Universo inicial.

Basu é da opinião que estes novos resultados podem ser usados para inferir a história da formação dos buracos negros extremamente massivos que existem nos primeiros tempos do nosso Universo e que é preciso mais trabalho para comprovar a sua validade.

Astronomia On-line
2 de Julho de 2019

“Libelinha” da NASA vai voar por Titã à procura das origens e sinais de vida

Esta ilustração mostra o “drone” Dragonfly da NASA aproximando-se de um local de estudo na exótica lua de Saturno, Titã. Tirando vantagem da densa atmosfera e baixa gravidade de Titã, o Dragonfly irá explorar dúzias de locais no mundo gelado, recolhendo amostras e medindo a composição dos materiais orgânicos superficiais de Titã a fim de caracterizar a habitabilidade do ambiente de Titã e investigar a progressão da química pré-biótica.
Crédito: NASA/JHU-APL

A NASA anunciou que o seu próximo destino no Sistema Solar é o mundo único e ricamente orgânico, Titã. Avançando a busca da agência espacial pelos blocos de construção da vida, a missão Dragonfly voará para recolher amostras e examinar locais na lua gelada de Saturno.

A missão Dragonfly será lançada em 2026 e chegará em 2034. O veículo aéreo voará até dúzias de locais promissores em Titã, em busca de processos químicas pré-bióticos comuns em Titã e na Terra. A “libelinha” vai ser o primeiro veículo científico multi-rotor da NASA noutro planeta; tem oito rotores e voa como um “drone” grande. Vai aproveitar a atmosfera densa de Titã – quatro vezes mais densa do que a da Terra – para se tornar no primeiro veículo a transportar, via aérea, toda a sua carga científica para novos locais para acesso repetido e direccionado a materiais de superfície.

A lua Titã é análoga da Terra primitiva e pode fornecer pistas de como a vida pode ter surgido no nosso planeta. Durante a sua missão de 2,7 anos, o Dragonfly explorará ambientes diversos, desde dunas orgânicas até ao chão de uma cratera de impacto onde a água líquida e os materiais orgânicos complexos, essenciais à vida, já existiram juntos, possivelmente durante milhares de anos. Os seus instrumentos irão estudar até onde a química pré-biótica pode ter progredido. Também investigarão as propriedades atmosféricas e superficiais da lua e os seus reservatórios líquidos. Além disso, os instrumentos vão procurar evidências químicas de vida passada ou actual.

“Com a missão Dragonfly, a NASA fará mais uma vez o que ninguém mais pode fazer,” disse Jim Bridenstine, administrador da NASA. “Visitar este misterioso mundo oceânico pode revolucionar o que sabemos sobre a vida no Universo. Esta missão de ponta seria impensável há apenas alguns anos, mas agora estamos prontos para o fantástico voo do Dragonfly.”

O Dragonfly aproveitou 13 anos de dados da Cassini para escolher um período de tempo calmo para pousar, juntamente com um local de aterragem inicial seguro e alvos cientificamente interessantes. Pousará primeiro nos campos de dunas equatoriais “Shangri-La”, que são terrestrialmente parecidas com as dunas lineares da Namíbia e fornecem um local de amostragem diversificado. O Dragonfly vai explorar esta região em voos curtos, construindo uma série de voos “saltitantes” mais longos com até 8 quilómetros, parando ao longo do caminho para recolher amostras de áreas atraentes com geografia diversa. Vai finalmente alcançar a cratera de impacto Selk, onde existem evidências de água líquida passada, produtos orgânicos – moléculas complexas que contêm carbono, combinadas com hidrogénio, oxigénio e azoto – e energia que, juntos, formam a receita da vida. O “drone” irá eventualmente percorrer mais de 175 km – quase o dobro da distância percorrida, até hoje, por todos os veículos marcianos combinados.

“Titã é diferente de qualquer outro lugar no Sistema Solar, e o Dragonfly é como nenhuma outra missão,” disse Thomas Zurbuchen, administrador associado da NASA para Ciências na sede da agência espacial em Washington. “É incrível pensar neste ‘drone’ voando quilómetros e quilómetros acima das dunas orgânicas de areia da maior lua de Saturno, explorando os processos que esculpem este ambiente extraordinário. O Dragonfly vai visitar um mundo repleto de uma grande variedade de compostos orgânicos, que são os blocos de construção da vida e que nos podem ensinar mais sobre a origem da própria vida.”

Titã tem uma atmosfera baseada em azoto como a Terra. Ao contrário da Terra, Titã tem nuvens e chuva de metano. Outros compostos orgânicos são formados na atmosfera e caem como neve. O clima e os processos de superfície da lua combinaram compostos orgânicos complexos, energia e água de modo semelhante ao que pode ter dado origem à vida no nosso planeta.

Titã é maior que o planeta Mercúrio e é a segunda maior lua do Sistema Solar. Em órbita de Saturno, está a 1,4 mil milhões de quilómetros do Sol, cerca de dez vezes mais distante do que a Terra. Por estar tão longe do Sol, a sua temperatura superficial ronda os -179º C. A sua pressão superficial também é 50% maior que a da Terra.

A missão Dragonfly foi seleccionada como parte do programa New Frontiers da NASA, que inclui a missão New Horizons até Plutão e à Cintura de Kuiper, Juno a Júpiter e a OSIRIS-REx até ao asteróide Bennu.

Astronomia On-line
2 de Julho de 2019

[vasaioqrcode]

 

2266: TESS encontra o seu exoplaneta mais pequeno até agora

Ilustração do TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA.
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA

O TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA descobriu um mundo de tamanho entre Marte e a Terra, em órbita de uma estrela próxima, brilhante e fria. O planeta, chamado L 98-59b, é o mais pequeno descoberto até à data pela missão.

Dois outros mundos orbitam a mesma estrela. Embora os tamanhos de todos os três planetas sejam conhecidos, são necessários estudos de acompanhamento com outros telescópios a fim de determinar se têm atmosferas e, em caso afirmativo, quais os gases presentes. Os mundos de L 98-59 quase que duplicam o número de exoplanetas pequenos – isto é, planetas para lá do nosso Sistema Solar – que têm o melhor potencial para este tipo de acompanhamento.

“A descoberta é um grande feito científico e de engenharia para o TESS,” disse Veselin Kostov, astrofísico do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland e do Instituto SETI em Mountain View, Califórnia. “Para estudos atmosféricos de planetas pequenos, precisamos de órbitas curtas em torno de estrelas brilhantes, mas esses planetas são difíceis de detectar. Este sistema tem potencial para estudos futuros fascinantes.”

O artigo sobre os resultados, liderado por Kostov, foi publicado na edição de 27 de Junho da revista The Astronomical Jounral e está disponível online.

L 98-59b tem cerca de 80% do tamanho da Terra e é aproximadamente 10% mais pequeno do que o recordista anterior descoberto pelo TESS. A sua estrela hospedeira, L 98-59, é uma anã M com mais ou menos um-terço da massa do Sol e está situada a 35 anos-luz de distância na direcção da constelação de Peixe Voador. Embora L 98-59b seja um recorde para o TESS, o satélite Kepler da NASA descobriu planetas ainda mais pequenos, incluindo Kepler-37b, que é apenas 20% maior do que a Lua.

Os outros dois mundos do sistema, L 98-59c e L 98-59d, têm mais ou menos 1,4 e 1,6 vezes o tamanho da Terra, respectivamente. Todos os três foram descobertos pelo TESS usando trânsitos, quedas periódicas no brilho estelar provocado pela passagem de cada planeta em frente da estrela.

O TESS monitoriza uma região com 24 por 96 graus do céu, chamada sector, durante 27 dias de cada vez. Quando o satélite terminar, este mês de Julho, o seu primeiro ano de observações, o sistema L 98-59 terá aparecido em sete dos 13 sectores que compõem o céu do hemisfério sul. A equipa de Kostov espera que isto permita aos cientistas refinar o que se sabe sobre os três planetas confirmados e procurar mundos adicionais.

“Se tivermos mais do que um planeta a orbitar num sistema, estes podem interagir gravitacionalmente uns com os outros,” comentou Jonathan Brande, co-autor e astrofísico de Goddard e da Universidade de Maryland em College Park. “O TESS vai observar L 98-59 em sectores suficientes para detectar planetas com órbitas que rondam os 100 dias. Mas se tivermos muita sorte, poderemos ver os efeitos gravitacionais de planetas não descobertos naqueles que actualmente conhecemos.”

As anãs M como L 98-59 correspondem a três-quartos da população estelar da Via Láctea. Mas não são maiores do que metade da massa do Sol e são muito mais frias, com temperaturas de superfície correspondentes a menos de 70% da do Sol. Outros exemplos incluem TRAPPIST-1, que hospeda um sistema com sete planetas do tamanho da Terra, e Proxima Centauri, o nosso vizinho estelar mais próximo, que possui um planeta confirmado. Dado que estas estrelas pequenas e frias são tão comuns, os cientistas esperam aprender mais sobre os sistemas planetários que se formam em seu redor.

L 98-59b, o mundo mais interior, completa uma órbita a cada 2,25 dias, ficando tão próximo da estrela que recebe até 22 vezes a quantidade de energia que a Terra recebe do Sol. O planeta do meio, L 98-59c, orbita a cada 3,7 dias e recebe aproximadamente 11 vezes mais radiação do que a Terra. L 98-59d, o planeta mais exterior identificado até agora no sistema, orbita a cada 7,5 dias e recebe cerca de quatro vezes a energia que a Terra recebe do Sol.

Nenhum dos planetas está dentro da “zona habitável” da estrela, a gama de distâncias onde a água líquida pode existir à superfície. No entanto, todos ocupam o que os cientistas chamam de zona de Vénus, uma gama de distâncias estelares onde um planeta com uma atmosfera inicial parecida à da Terra pode albergar um efeito de estufa que a transforma numa atmosfera semelhante à da Vénus. Com base no seu tamanho, o terceiro planeta pode ser ou um mundo rochoso parecido com Vénus ou parecido a Neptuno, com um núcleo pequeno e rochoso rodeado por uma atmosfera profunda.

Um dos objectivos do TESS é construir um catálogo de planetas pequenos e rochosos em órbitas curtas em torno de estrelas muito brilhantes e próximas, para um estudo atmosférico com o Telescópio Espacial James Webb da NASA. Quatro dos mundos TRAPPIST-1 são os principais candidatos, e a equipa de Kostov sugere que os planetas de L 98-59 também o sejam.

A missão do TESS alimenta o desejo de compreender a nossa origem e se estamos sozinhos no Universo.

“Se observássemos o Sol a partir de L 98-59, os trânsitos da Terra e de Vénus levar-nos-iam a pensar que os planetas são quase idênticos, mas sabemos que não são,” explicou Joshia Schlieder, co-autor e astrofísico de Goddard. “Ainda temos muitas perguntas sobre porque é que a Terra se tornou habitável e Vénus não. Se pudermos encontrar e estudar exemplos semelhantes em torno de outras estrelas, como L 98-59, podemos potencialmente desvendar alguns destes segredos.”

Astronomia On-line
2 de Julho de 2019

[vasaioqrcode]

 

2265: Encontrada a “casa” de uma única explosão rápida de rádio (mas ainda não se sabe o que a causou)

CIÊNCIA

(dr) CSIRO
Radiotelescópio australiano SKA Pathfinder (ASKAP) da CSIRO

Há 3,5 mil milhões de anos, um misterioso objecto na borda uma galáxia distante emitiu uma explosão de energia de rádio intensamente brilhante e breve que atravessou o Universo.

Esse pulso de energia passou por uma vastidão de gás, poeira e espaço vazio na sua jornada de milhares de milhões de anos, esticando lentamente e mudando de cor enquanto se movia. Por menos de um milissegundo em 2018, a explosão passou por um telescópio especial no interior australiano da Terra, dando aos cientistas uma rara oportunidade de ver uma das formas mais misteriosas de energia do universo.

É a primeira vez que os astrónomos conseguem rastrear uma fast radio burst (FRB) única até às suas origens no espaço e no tempo, de acordo com os autores de um estudo publicado na revista Science.

Entender de onde vêm os FRBs permite aos cientistas sondar os vastos trechos de matéria entre as suas galáxias hospedeiras e a Terra e talvez até localizar bolsões não descobertos de protões e neutrões que se acredita estarem escondidos entre as galáxias.

“Estas explosões são alteradas pela questão que encontram no espaço”, disse o co-autor Jean-Pierre Macquart, investigador do Centro Internacional de Pesquisa em Radioastronomia (ICRAR), de acordo com o Live Science. “Agora podemos identificar de onde vêm, podemos usá-los para medir a quantidade de matéria no espaço intergaláctico”.

Desde que o fenómeno foi descoberto em 2007, os astrónomos observaram cerca de 85 FRBs e identificaram as origens de apenas um – um lampejo repetitivo que pulsou nove vezes a partir de uma minúscula galáxia em formação durante cerca de seis meses em 2016. Identificando a fonte de um FRB, que pode durar uma fracção de milissegundo, mostrou-se extremamente difícil.

No novo estudo, os investigadores detectaram o FRB solitário usando um conjunto de 36 satélites chamado telescópio Australian Square Kilometre Array Pathfinder (ASKAP). Quando um FRB passa, cada satélite capta o sinal a uma fracção de milissegundo de distância. Usando essas subtis diferenças de tempo, os investigadores conseguiram descobrir de que direcção a explosão vinha e aproximadamente a distância percorrida.

As observações do ASKAP apontavam para uma galáxia do tamanho da Via Láctea a cerca de 3,6 mil milhões de anos-luz da Terra. Com a ajuda de vários outros grandes telescópios ao redor do mundo, os cientistas ampliaram essa galáxia para descobrir que era relativamente antiga e não formava muitas novas estrelas.

Segundo Adam Deller, astrofísico da Universidade de Tecnologia de Swinburne, na Austrália, e co-autor do novo estudo, as propriedades da galáxia distante contrastam com a galáxia que criou um rápido estouro de rádio que foi detectado em 2016.

“A explosão que localizamos e a sua galáxia não se parecem em nada com o repetidor e o seu hospedeiro”, disse Deller. “Vem de uma enorme galáxia que está a formar relativamente poucas estrelas. Isso sugere que rajadas de rádio rápidas podem ser produzidas numa variedade de ambientes.”

Embora a repetida FRB detectada há alguns anos tenha sido provavelmente criada por uma explosão de estrelas de neutrões ou super-novas, esta explosão individual poderia ter sido causada por algo totalmente diferente.

ZAP //

Por ZAP
3 Julho, 2019

[vasaioqrcode]

 

2264: Clube de futebol espanhol muda de nome para reivindicar que a Terra é plana

O clube de futebol espanhol Móstoles Balompié, que este ano subiu à Terceira Divisão de Espanha, mudou o seu nome para Flat Earth FC, demonstrando o seu apoio à teoria que defende que a Terra é plana.

A mudança foi anunciada pelo próprio emblema espanhol através de um comunicado publicado na sua página oficial e de um vídeo publicado esta sexta-feira no YouTube.

“Somos um clube de futebol nascido para unir as vozes de milhões de terraplanistas e de todas as pessoas que estão à procura de respostas“, pode ler-se na nota.

“Todos os clubes de futebol profissionais estão sujeitos não só a uma nação, mas também a uma cidade, o Flat Earth FC é o primeiro clube de futebol cujos seguidores estão unidos pelos mais importantes: uma ideia”, acrescenta o clube.

O agora Flat Earth FC aponta ainda que, tendo em conta a popularidade do “desporto rei” entre os média, a ideia surgiu para dar mais apoio e foco ao movimento.

O presidente do clube, Javi Poves, ex-jogador de futebol do Sporting de Gijón, aposentou-se em 2011, frustrado com os negócios paralelos associados ao futebol. O responsável considerou, na altura, que o futebol profissional é “apenas dinheiro e corrupção”.

Determinado em apostar em algo “que atravessa fronteiras”, Poves revela que o objectivo da equipa passa por subir à Primeira Divisão “para ver o Real Madrid cair no Bernabéu face a uma equipa que representa a verdadeira liberdade perdida neste mundo”.

Poves não é a primeira personalidade associada ao desporto a defender a teoria do terraplanismo. O jogador da NBA Kyrie Irving defendeu a mesma hipóteses há um ano, assim como o lendário basquetebolista Shaquille O’Neal.

ZAP //

Por ZAP
2 Julho, 2019

[vasaioqrcode]