2252: Asteróide explodiu na atmosfera perto de Porto Rico horas após ser detectado pela primeira vez

Astrónomos descobriram um asteróide de um tamanho de um carro horas antes de atingir a Terra e queimar na atmosfera no fim de semana passado.

Cientistas no Hawai viram o asteróide, chamado 2019 MO, no sábado, dia 22 de Junho. Pouco depois, o objecto explodiu numa grande bola de fogo à medida que atingiu a atmosfera a cerca de 380 quilómetros a sul de San Juan, em Porto Rico, de acordo com a Universidade do Hawai.

Esta é a quarta vez na História que os astrónomos detectam um asteróide tão perto do impacto. As outras três identificações ocorreram nos últimos 11 anos – 2008 TC3, 2014 AA e 2018 LA, que aterrou como meteorito na África do Sul sete horas depois de ser identificado pelos cientistas.

Ao contrário do 2018 LA, o último visitante da Terra foi inofensivo e não chegou ao chão. Mas o asteróide, de quatro metros de comprimento, ainda fez uma bola de fogo que equivaleu a cerca de seis mil toneladas de explosivos TNT, segundo o Centro de Estudos de Objetos da Terra Próxima (CNEOS), dirigido pelo Jet Propulsion Lab Pasadena, Califórnia.

O impacto do asteróide foi tão poderoso que até os satélites em órbita o avistaram. Satélites operados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) registaram o seu impacto e destruição às 21h25.

No momento do impacto, 2019 MO viajava a cerca de 14,9 quilómetros por segundo. O Geostationary Lightning Mapper da NOAA a bordo do satélite GOES-East também mapeou o asteróide, de acordo com o The Weather Channel.

O facto de os cientistas terem detectado o asteróide antes da sua aniquilação é motivo de comemoração. Esta é a primeira vez que dois telescópios – o ATLAS da Universidade do Hawai e o Pan-STARRS mostraram que podem “fornecer suficiente advertência para afastar as pessoas” do local de impacto de um asteróide.

Usando estes telescópios, os astrónomos observaram 2019 MO quatro vezes em apenas 30 minutos, quando o asteróide estava a apenas 500 mil quilómetros da Terra – 1,3 vezes a distância da Terra à Lua.

No início, os cientistas deram uma classificação de dois em quatro, o que significa que parecia improvável que atingisse a Terra. Mas à medida que mais dados chegavam, actualizaram 2019 MO para quatro. A rede climática Nexrad, em Porto Rico, que é operada pelo Serviço Nacional de Meteorologia da NOAA, também localizou o asteróide, identificando o seu local de entrada, de acordo com a Cnet.

2019 MO foi muito menor que o meteoro de 20 metros que explodiu em Chelyabinsk, na Rússia, em 2013. A energia liberta por esse meteoro foi equivalente a cerca de 440 mil toneladas de TNT.

Agora que o ATLAS está instalado e a funcionar, detectará todos os tipos de asteróides, grandes e pequenos. Os dois telescópios do sistema, situados a 160 quilómetros de distância, analisam o céu nocturno em busca de asteróides a cada duas noites. Desde então, descobriram cerca de 100 asteróides com mais de 30 metros de diâmetro por ano.

Em teoria, o ATLAS deverá conseguir encontrar asteróides menores, como 2019 MO, cerca de meio dia antes de chegar e objectos maiores, como o meteoro de Chelyabinsk, alguns dias antes de chegarem.

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Por ZAP
30 Junho, 2019

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2251: Este robô da NASA brilha em Marte com braço robótico de 7 metros

CIÊNCIA

Tem uma extensão total de sete metros e cinco articulações. Cinco motores eléctricos são usados para o controlar.

A NASA dotou o explorador robótico do tamanho de um SUV com a principal ferramenta para as experiências em Marte: um braço robótico, avança a Slash Gear. A novidade surge depois de o rover Mars 2020 ter sido “calçado” com as suas seis rodas pela primeira vez.

As rodas de alumínio – cada uma com apenas 21 polegadas de diâmetro – foram postas em prática na semana passada, montadas numa série complexa de pivôs e escoras. As rodas permitem que o rover gire no lugar, atravesse sulcos e trincheiras profundas e mantenham a tracção através da areia macia e do terreno rochoso mais resistente do planeta.

A razão para esta viagem é fazer experiências científicas e reunir amostras. Para isso, o braço robótico é essencial. Tem uma extensão total de sete metros e cinco articulações. Cinco motores eléctricos são usados para o controlar. E na extremidade tem um “torreão”, composto por um conjunto de ferramentas diferentes: câmaras científicas, analisadores minerais e químicos e uma broca.

O “torreão” não será montado no braço até daqui a algumas semanas, diz a equipa do Jet Propulsion Laboratory, responsável pelo rover. Não se espera que o rover descole da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Florida, até Julho de 2020.

Mesmo assim, será uma longa espera até que possa levar a primeira amostra. A aterragem no planeta vermelho – que envolverá um para-quedas – não acontecerá até 18 de Fevereiro de 2021.

dn_insider
Sábado, 29 Junho 2019

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2250: NASA lança relógio atómico tão preciso que só atrasa 1 segundo a cada 10 milhões de anos

CIÊNCIA

NASA

A Space X, empresa do multimilionário Elon Musk, lançou esta terça-feira para o Espaço o seu maior foguete, o Falcon Heavy.

O foguete, que foi lançado a partir da Florida, nos Estados Unidos, levou a bordo 24 satélites pertencentes ao Pentágono, à agência espacial norte-americana (NASA), bem como a outros clientes públicos e privados.

Entre os satélites que seguiram viagem rumo ao Espaço, destaca-se um da NASA que carrega um relógio atómico, um instrumento extremamente preciso que pode mudar a forma como as naves espaciais viajam e até mesmo a forma como os astronautas serão enviados até Marte (ou para lá do Planeta Vermelho).

Construído pelo Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA, no estado norte-americano da Califórnia, o Deep Space Atomic Clock tem apenas o tamanho de uma torradeira, mas é tão preciso que leva 10 milhões de anos para se atrasar um segundo.

O relógio é feito de cristais de quartzo e átomos de mercúrio, uma combinação que lhe permite uma margem de erro temporal de apenas um nano-segundo a cada quatro dias, um micro-segundo ao fim de 10 anos e um segundo ao fim de 10 milhões de anos.

Instalado no satélite Orbital Test Bed, este relógio atómico permanecerá em órbita baixa da Terra durante um ano, visando estar preparado para futuras missões noutros mundos. Se tudo correr bem, o instrumento será utilizado em missões tripuladas pelo Espaço.

Na prática, o instrumento recém-lançado representa uma importante actualizações dos relógios atómicos dos satélites convencionais que, por exemplo, permitem o funcionamento dos GPS e dos smartphones.

Para determinar a distância de uma nave à Terra, os cientistas enviam um sinal para a própria nave, que retorna depois para a Terra. O tempo necessário para o sinal fazer esta viagem de ida e volta revela a distância do navio, porque o sinal viaja a uma velocidade conhecida, a velocidade da luz, tal como explica o jornal espanhol ABC.

Ao enviar vários sinais e realizar muitas medições ao longo do tempo, os navegadores podem calcular a trajectória do navio: onde é que está e para onde é que está a ir. Contudo, quanto mais uma nave viaja, maior é o tempo para se dar a comunicação, o que implica alguns problemas para a exploração do Sistema Solar.

E é exactamente aqui que o novo relógio pode ser importante: o instrumento muda drasticamente o processo habitual, permitindo que os astronautas saibam onde estão de forma mais autónoma, isto é, sem terem a necessidade de enviarem sinais para a Terra. Ou seja, o relógio permitirá receber um sinal da Terra e determinar sua localização imediatamente usando um sistema de navegação integrado.

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29 Junho, 2019

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2249: Há um asteróide que poderia tornar todos os habitantes da Terra multimilionários

CIÊNCIA

Os cientistas descobriram que o asteróide Psyche 16 é composto por metais pesados cujo valor se estima em 700 triliões de dólares – equivalente a 615 triliões de euros -, o que significa que poderia converter todos os habitantes da Terra em multimilionários.

De acordo com o Oil Price, este objecto espacial, localizado entre Marte e Júpiter, a cerca de 750 mil milhões de quilómetros da Terra, contem suficientes metais pesados (como ouro, ferro e níquel) para que cada habitante do nosso planeta receba mil milhões de dólares.

O seu diâmetro tem mais de 250 quilómetros e a sua massa é quase 1% de toda a massa existente na cintura de asteróides. Psyque foi o 16º objecto descoberto no cinturão de asteróides, por Annibale de Gasparis a 17 de Março de 1852 em Nápoles e foi baptizado em honra de Psiquê, a bela mortal por quem Eros se apaixonou na mitologia antiga.

Em Julho de 2017, a agência espacial norte-americana NASA anunciou que iria apressar os seus planos de visitar o valiosíssimo asteróide metálico. A sonda da NASA deve chegar ao asteróide quatro anos mais cedo do que o inicialmente previsto, graças à descoberta de uma trajectória mais eficiente que vai levá-la ao seu destino em 2026. Felizmente para a estabilidade económica do nosso planeta, a agência espacial só planeia observar, até porque provavelmente ainda não consegue extrair nada.

“Os titãs do ouro agora controlam centenas das propriedades mais produtivas do mundo, mas os 114 ou 141 milhões de gramas de ouro que trazem para o mercado por ano são piores em comparação às conquistas disponíveis no espaço“, disse Scott Moore, director executivo da EuroSun Mining.

No entanto, John Zarnecki, professor e presidente da Royal Astronomical Society do Reino Unido, estima que demoraríamos cerca de 25 anos para obter uma “demonstração conceptual” sobre se é possível extrair ouro do espaço e meio século para iniciar a produção comercial. Tudo isso dependeria de dois factores-chave: a sua viabilidade económica e o desenvolvimento da nossa tecnologia espacial.

De momento, potências como os EUA e a China já estão a tomar posições para o que será, de acordo com Mitch Hunter-Scullion, fundador da Asteroid Mining Company, o próximo boom na indústria de mineração. A Europa e o Japão também demonstraram interesse.

“Uma vez que a infraestrutura esteja configurada, as possibilidades são quase infinitas”, afirmou Hunter-Scullion, acrescentando que aqueles que sabem aproveitar essa “corrida aos asteróides” podem ganhar “uma quantia astronómica de dinheiro”.

Scott Moore acredita que a Psique 16 será apenas “a primeira paragem nesta aventura” de exploração espacial para obter ouro, já que existem outros asteróides próximos ao nosso planeta que poderiam ser atraídos para uma órbita na qual é possível extrair vários recursos.

Além disso, a Lua abriga ouro e platina, bem como metais de terras raras, e os cientistas dizem que o satélite tem suficiente gravidade para uma actividade de mineração. Enquanto isso, na mesma região do Psique 16 está localizado outro pequeno asteróide de 200 metros de comprimento com uma quantidade de platina que se acredita que poderia valer cerca de 30 mil milhões de dólares.

Estima-se que o mercado global de mineração de asteróides atinja os 3.800 milhões de dólares em 2025, levando em conta as missões actuais e futuras, bem como aumentando os investimentos em tecnologias para o sector, por exemplo, naves espaciais especializadas para esta atribuição. Outras previsões colocam este mercado em 2,7 mil milhões de dólares para o ano de 2040.

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29 Junho, 2019

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2248: Há uma reserva gigante de água doce oculta debaixo do Oceano Atlântico

CIÊNCIA

Tiago Fioreze / wikimedia

O fundo do Oceano Atlântico esconde um tesouro muito valioso: água doce. Geólogos da Universidade de Colúmbia afirma que na costa nordeste dos EUA há quase três mil quilómetros cúbicos de água doce presa em sedimentos porosos sob a água salgada do mar.

A descoberta, embora surpreendente, era algo do qual já se suspeitava. Especialistas acreditam que este tipos de depósito de água doce são abundantes, mas muito pouco se sabe sobre os seus volumes e a sua distribuição no planeta.

Os cientistas acreditam que este aquífero é o maior já encontrado e avaliam-nos como “gigantesco”. Segundo os seus cálculos, a reserva vai da costa do estado de Massachusetts até Nova Jérsia e abrange cerca de 350 quilómetros da costa do Atlântico nessa região dos EUA. Se a reserva estivesse na superfície, formaria um lago de cerca de 40 mil quilómetros quadrados.

Para detectar a reserva de água, os investigadores usaram ondas electromagnéticas. Uma pista que eles já tinham é que, nos anos 70, algumas companhias petrolíferas que perfuravam a costa não extraíam petróleo, mas sim água doce. Os cientistas, no entanto, não sabiam se eram apenas depósitos isolados ou algo muito maior.

Agora, para conhecer a área em detalhe, lançaram sondas a partir de um barco para medir o campo electromagnético nas profundezas. A água salgada é melhor condutora de ondas electromagnéticas do que a água doce, por isso, pelo tipo de sinais de baixa condutância que receberam, puderam concluir que havia água doce oculta.

De acordo com o estudo publicado na revista Scientific Reports, os geólogos também concluíram que os depósitos são mais ou menos contínuos, estendendo-se da linha da costa até cerca de 130 quilómetros mar adentro. Na sua maioria, estão entre 180 metros e 360 ​​metros abaixo do fundo do oceano.

Os geólogos acreditam que a água doce se possa ter armazenado ali de duas maneiras. Por um lado, acredita-se que no final da Idade do Gelo, grandes quantidades de água doce acabaram presas em sedimentos rochosos, algo que os especialistas chamam de “água fóssil”.

Por outro lado, estudos recentes mostram que os reservatórios provavelmente também se alimentam de chuva e de corpos de água que se infiltram através dos sedimentos na terra e alcançam o mar.

Os investigadores dizem que, de maneira geral, a água do aquífero é mais doce perto da costa e mais salgada à medida que entra no mar. Isso pode significar que, com o passar do tempo, os dois tipos de água se vão misturando.

A água doce terrestre geralmente contém sal em quantidades inferiores a uma parte por mil. Esta é a mesma quantia que encontraram na reserva aquática perto da costa. Nos seus limites externos, o aquífero alcança 15 partes por mil. Em comparação, a água do mar normalmente tem 35 partes por mil.

Segundo explica o geofísico Kerry Key, co-autor do estudo, para usar água das partes mais distantes do aquífero seria preciso dessalinizá-la para a maioria da sua utilização, mas, em todo caso, o custo seria menor do que processar água do mar. O estudo de Key sugere que estas reservas poderiam ser encontradas em muitas outras partes do mundo e poderiam fornecer água potável a lugares áridos que precisam urgentemente dela.

“Provavelmente não temos de fazer isso nesta região”, disse Key em comunicado. “Mas se pudermos demonstrar que existem grandes aquíferos noutras regiões, poderia representar um recurso adicional em lugares como o sul da Califórnia, a Austrália ou a África.”

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29 Junho, 2019

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2247: Asteróide explode na atmosfera terrestre por cima das Caraíbas

Pode parecer algo que só acontece na ficção científica, mas na realidade e mais comum do que pensamos. Assim, foi detectada uma rocha espacial de 3 metros de comprimento que atingiu a Terra sobre Porto Rico. O asteróide 2019 MO explodiu com uma energia de 3 a 5 quilo-toneladas de TNT.

Segundo os astrónomos, tais eventos acontecem uma ou duas vezes por ano. Contudo, a maioria é inesperada, mas esta rocha espacial foi detectada horas antes de atingir a atmosfera.

Explosão foi gravada pelos satélites meteorológicos

Cientistas confirmaram um impacto de meteorito na atmosfera da Terra, por cima da Caraíbas, no último fim de semana. O clarão luminoso foi detectado pelo satélite GOES-16 da NOAA e outros satélites meteorológicos. Surpreendentemente o evento ocorreu no sábado, 22 de Junho de 2019, por volta 21:25 (hora de Lisboa), a cerca de 274 km ao sul de Porto Rico.

O astrónomo Peter Brown, especialista em meteoros da Universidade de Western Ontário, no Canadá, referiu que uma estação de infrassom, localizada nas Bermudas, detectou ondas aéreas produzidas pelo impacto da rocha espacial na atmosfera. Além disso, o especialista referiu também que era uma rocha incomum. Isto porque o pequeno asteróide foi detectado antes do seu impacto – nas horas anteriores – pelo Atlas (sistema de alerta de impacto de asteróide terrestre) no Havai.

Asteróide libertou energia de 3 a 5 quilo-toneladas de TNT

Quando se colocam valores desta natureza, é importante apresentar algo que nos faça perceber a magnitude. Assim, a bomba atómica lançada sobre Hiroxima em 6 de Agosto de 1945 explodiu com uma energia de cerca de 15 quilo-toneladas de TNT.

Tanto a energia libertada, como as observações feitas pelo Observatório Atlas, sugerem que a rocha espacial, de 22 de Junho, tinha cerca de 4 metros de diâmetro. Originalmente designado por A10eoM1, a rocha foi agora designada como asteróide 2019 MO.

Frankie Lucena @frankie57pr

Here is the event captured by the GLM. It shows that it was detected just south of Puerto Rico. here is the link to the RAMMB slider: https://col.st/PlKVS 

O escudo natural da Terra, a atmosfera, parou a “bomba”

Embora as pequenas rochas espaciais e fragmentos caiam continuamente na atmosfera terrestre, este não é assim tão frequente. Segundo os especialistas do Centro de Estudos de Objectos da Terra, da NASA, grandes eventos como o de 22 de Junho ocorrem uma ou duas vezes por ano.

A atmosfera da Terra faz o seu trabalho em nos proteger nesses casos. Como tal, o nosso escudo causa arrasto ou fricção que desintegra a maioria destes pequenos objectos antes que eles atinjam o chão (embora alguns resistam e caiem no solo, mais no oceano).

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Imagem: NASA
Fonte: Earthsky

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2246: Investigação redefine linha temporal da vida em Marte

Pequenos grãos de zircão ígneo dentro deste fragmento rochoso foram fracturados pelo lançamento a partir de Marte, mas permaneceram inalterados por mais de 4,4 mil milhões de anos.
Crédito: Western’s Zircon and Accessory Phase Laboratory

Investigadores canadianos, liderando uma equipa internacional, mostraram que a primeira “chance real” de Marte ter desenvolvido vida começou cedo, há 4,48 mil milhões de anos, quando meteoritos gigantescos e inibidores da vida pararam de atingir o Planeta Vermelho. As descobertas não esclarecem apenas as possibilidades para o vizinho mais próximo da Terra, mas também podem redefinir a linha temporal da vida no nosso próprio planeta.

O estudo foi publicado na passada segunda-feira na revista Nature Geoscience.

Os investigadores da Universidade Western sugerem que as condições em que a vida pode ter prosperado podem ter ocorrido em Marte há 3,5-4,2 mil milhões de anos atrás. Isto antecede as primeiras evidências de vida na Terra até 500 milhões de anos.

“Os impactos de meteoritos gigantescos em Marte podem, na verdade, ter acelerado a libertação das primeiras águas do interior do planeta, preparando o cenário para reacções de formação da vida,” disse Desmond Moser, cientista da Universidade Western.

O professor de Geografia e Ciências da Terra explicou que é sabido que o número e os tamanhos dos impactos de meteoritos em Marte e na Terra diminuíram gradualmente após a formação dos planetas. Eventualmente, os impactos tornaram-se pequenos e pouco frequentes para que as condições próximas da superfície pudessem permitir que a vida se desenvolvesse. No entanto, há muito que é debatido quando este bombardeamento pesado de meteoritos teve lugar.

Foi proposta uma fase “tardia” de bombardeamento pesado em ambos os planetas que terminou há cerca de 3,8 mil milhões de anos.

Para o estudo, Moser e a sua equipa analisaram os grãos minerais mais antigos e conhecidos de meteoritos que se pensa terem tido origem nas terras altas do sul de Marte. Estes grãos antigos, observados até níveis atómicos, estão quase inalterados desde que cristalizaram perto da superfície de Marte.

Em comparação, a análise das áreas impactadas na Terra e na Lua mostra que mais de 80% dos grãos estudados contêm características associadas a impactos, como a exposição a pressões e temperaturas intensas.

Os resultados sugerem que o bombardeamento pesado de Marte terminou antes da formação dos minerais analisados, o que significa que a superfície marciana teria ficado habitável quando a água se tornou abundante. A água também estava presente na Terra durante esta época – de modo que é plausível que o relógio biológico do Sistema Solar tenha começado muito antes da data aceite anteriormente.

Astronomia On-line
28 de Junho de 2019

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2245: O pico de metano detectado em Marte desapareceu (e o mistério cresce)

CIÊNCIA

NASA
A sonda norte-americana Curiosity

O pico de metano – gás associado à existência de vida na Terra – detectado na semana passada pelo rover Curiosity em Marte desapareceu poucos dias depois da sua identificação, adensando o mistério sobre a presença deste composto no Planeta Vermelho.

A equipa que monitoriza o rover da NASA levou a cabo um ensaio de acompanhamento sobre o pico de metano detectado na semana em Marte.

Os novos resultados mostraram que os níveis deste gás diminuíram consideravelmente, tendo-se registado menos de 1 parte por mil milhões de volume de metano – valor muito próximo dos números que o Curiosity encontra normalmente. O valor detectado na semana passada rondava as 21 partes por mil milhões de volume de metano.

A descoberta sugere que a detecção da semana passada, a maior quantidade deste gás já encontrado pelo rover, foi resultado de uma das plumas transitórias de metano já observadas no passado em Marte. Embora os cientistas tenham observado estes níveis a oscilar de acordo com a estação, os especialistas não encontraram ainda um padrão.

O mistério do metano continua“, disse Ashwin Vasavada, cientista do projecto Curiosity no Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia, citado em comunicado. “Estamos mais motivados do que nunca para continuar a medir e a unir os nossos cérebros para descobrir como é que o metano se comporta na atmosfera marciana”, acrescentou na mesma nota.

O rover da NASA não está equipado com instrumentos que possam concluir de forma definitiva se a fonte de metano é de origem biológica ou geológica. Uma compreensão mais clara deste picos, aliada a medições coordenadas por outras missões, poderia ajudar os cientistas a determinar a localização destas fontes de gás e a definir a sua duração.

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Por ZAP
28 Junho, 2019

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2244: “Bolas de futebol eléctricas” descobertas no espaço ajudam a resolver mistério interestelar

CIÊNCIA

Um grupo de cientistas da NASA conseguiu confirmar, pela primeira vez, a presença de moléculas com cargas eléctricas, em forma de bolas de futebol, no meio interestelar. Uma descoberta feita graças ao telescópio Hubble e que ajuda a desvendar um dos grandes mistérios do espaço.

As chamadas “buckyballs“, compostas por 60 átomos de carbono (C60) organizados em forma de bolas de futebol, já tinham sido detectadas antes, mas, pela primeira vez, foi possível descobrir uma versão destas moléculas com cargas eléctricas no meio interestelar.

A descoberta foi feita por cientistas do Centro de Voo Espacial Goddard que pertence à NASA (a Agência Aeroespacial norte-americana), graças às observações do Telescópio Hubble.

Trata-se de um passo decisivo para desvendar os mistérios do meio interestelar (ISM na sigla original em Inglês), ou seja, do gás e da poeira que preenchem o espaço interestelar.

Dado que as estrelas e os planetas se formam a partir do colapso de nuvens de gás e de poeira espacial, “o ISM difuso pode ser considerado como o ponto de partida para os processos químicos que, em última instância, dão origem aos planetas e à vida“, atesta o cientista Martin Cordiner que integra o Centro Goddard citado num artigo na plataforma científica Phys.org.

Assim, a identificação plena do conteúdo do ISM “fornece informação sobre os ingredientes disponíveis para criar estrelas e planetas”, acrescenta o investigador da Universidade Católica da América em Washington (EUA).

Cordiner liderou a investigação que analisa os dados do Hubble e que foi publicada no Astrophysical Journal Letters.

No artigo científico nesta publicação, os cientistas referem que o C60 que compõe as “buckyballs” já foi encontrado antes no espaço. Todavia, “é a primeira vez” que se confirma a presença no “ISM difuso” de “uma versão electricamente carregada (ionizada)“, salientam.

Ajudar a desvendar o meio interestelar

O C60 fica ionizado quando a luz ultravioleta das estrelas arranca um electrão da molécula, dando-lhe uma carga positiva (C60+).

“O ISM difuso era, historicamente, considerado um ambiente demasiado áspero e ténue para que abundâncias apreciáveis de grandes moléculas ocorressem”, destaca Cordiner.

“Antes da detecção do C60, as maiores moléculas conhecidas no espaço só tinham 12 átomos de tamanho”, acrescenta o cientista, reforçando que a “confirmação do C60+ mostra quão complexa a astro-química pode ser, mesmo nas densidades mais baixas, nos ambientes mais fortemente irradiados por radiação ultravioleta na Galáxia”.

“A presença de C60 demonstra, inequivocamente, um alto nível de complexidade química intrínseca aos ambientes espaciais e aponta para uma forte probabilidade de outras moléculas de carbono, extremamente complexas, surgirem espontaneamente no espaço”, reforça Cordiner.

A vida, tal como a conhecemos, é baseada em moléculas compostas por carbono. Esta descoberta confirma, assim, que complexas moléculas de carbono se podem formar e sobreviver mesmo nos ambientes mais hostis do espaço interestelar.

A equipa do Centro de Voo Espacial Goddard está a tentar detectar C60+ noutros ambientes espaciais, mas há, desde já, a ideia de que estas moléculas são um fenómeno bastante difundido pela nossa galáxia.

A investigação também está a ajudar a perceber melhor a composição do ISM – além de hidrogénio e hélio, pouco se sabe sobre os seus demais compostos.

Os cientistas têm procurado desvendar o seu conteúdo através da análise da luz de estrelas distantes, para tentar perceber como são afectadas pelo espaço interestelar remoto.

“À medida que a luz das estrelas passa através do espaço, elementos e compostos do ISM absorvem e bloqueiam certas cores (comprimentos de onda) da luz”, frisa Bill Steigerwald do Centro Goddard no Phys.org.

Este cientista, que não esteve envolvido na investigação, realça que quando se analisa a luz das estrelas “separando-a nas suas cores componentes (espectro), as cores que foram absorvidas parecem obscuras ou estão ausentes”. Cada elemento tem “um padrão único de absorção que actua como uma impressão digital” que permite a sua identificação, atesta Steigerwald.

Mas os padrões de absorção do ISM, conhecidos como Bandas Interestelares Difusas (DIBs na sigla original em Inglês), são diferentes de quaisquer átomos ou moléculas da Terra e continuam a ser um mistério desde que foram descobertos em 1922.

“Hoje em dia, são conhecidos mais de 400 DIBs, mas (para além dos poucos recém-atribuídos ao C60+) nenhum foi conclusivamente identificado”, sublinha Cordiner.

“Em conjunto, a aparência dos DIBs indica a presença de uma grande quantidade de moléculas ricas em carbono no espaço, algumas das quais podem, eventualmente, participar na química que dá origem à vida”, acrescenta o investigador, apontando contudo, que “a composição e as características desse material permanecerão desconhecidas” até que os DIBs restantes sejam desvendados.

A teoria dos cientistas é que moléculas muito grandes de carbono podem explicar muitos dos DIBs ainda por identificar.

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28 Junho, 2019

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2243: A Internet está a mudar (literalmente) o nosso cérebro

CIÊNCIA

Os motores de busca, como o Google, e as bases de dados na Internet transformaram-se numa espécie de “memória externa” do nosso cérebro.

Algumas das actividades humanas mais básicas estão a ser realizadas com a ajuda do mundo virtual. Por esse motivo, não é surpreendente que a multiplicidade de regiões cerebrais envolvidas na coordenação dessas tarefas se adapte a este modo de vida moderno.

Ainda assim, uma recente investigação sobre o impacto da Internet no funcionamento do cérebro, ainda na infância, compilou uma revisão de tudo o que sabemos até agora sobre de que forma a vida digital está a alterar os nossos cérebros.

O estudo, publicado recentemente na World Psychiatry, analisa os resultados de um conjunto de outros estudos sobre o cérebro, com o objectivo de avaliar algumas das principais hipóteses sobre como é que a Internet os pode afectar. Apesar de os resultados não deverem ser considerados conclusivos, a análise sugere que os estilos de vida online estão a alterar as regiões associadas à atenção, memória e habilidades sociais.

O IFL Science avança um exemplo prático: as pessoas que verificam o telemóvel várias vezes ao dia, na esperança de terem recebido uma mensagem no WhatsApp, por exemplo, viram a sua massa cinzenta ser reduzida em certas áreas do córtex pré-frontal, regiões essas associadas à manutenção da atenção face às distracções. Como consequência, estes indivíduos apresentaram um desempenho menos satisfatório em tarefas relacionadas com a atenção.

Além disso, os investigadores chegaram à conclusão que o enorme impacto dos mecanismos de busca online podem levar-nos a confiar demais na Internet como uma fonte de informação, em detrimento da nossa própria capacidade de memória interna.

Para apoiar esta hipótese, os autores do artigo científico referem um estudo que descobriu que as pessoas tendem a exibir uma lembrança mais fraca das informações encontradas online do que numa enciclopédia. Imagens cerebrais mostraram que este efeito está relacionado com a activação reduzida do fluxo ventral do cérebro – um sistema de recuperação da memória-chave – ao recolher informações na Internet.

No fundo, esta descoberta aumenta a desconfiança dos cientistas de que a aprendizagem online pode não conseguir activar suficientemente as regiões-chave do cérebro necessárias para o armazenamento da memória a longo prazo.

As redes sociais também não passaram despercebidas. Um outro estudo concluiu, por exemplo, que o número de amigos no Facebook determina o volume de massa cinzenta no córtex entorrinal direito, que foi anteriormente associado à capacidade de associar nomes e rostos.

Este efeito é, provavelmente, causado pelo facto de as redes sociais incentivarem os indivíduos a manter um grande número de conexões fracas, exigindo por isso uma maior capacidade de associar nomes a rostos. Antes do advento tecnológico, as pessoas tendiam a ter relacionamentos mais profundos e coesos, com uma menor rede de indivíduos e, portanto, requeriam adaptações diferentes.

A informação não é detalhada nem conclusiva o suficiente para fazer uma declaração definitiva sobre se a Internet é boa ou má para os nossos cérebros. Ainda assim, está claro que, quanto mais tempo passamos online, mais alterações a nossa função cognitiva sofre.

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Por ZAP
28 Junho, 2019

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2242: Fóssil de ave três vezes maior que avestruz descoberto na Crimeia. Pesava meia tonelada

CIÊNCIA

Andrey Atuchin

Um fóssil de uma ave três vezes maior do que uma avestruz foi descoberto numa gruta da Crimeia, sugerindo que os primeiros europeus conviveram com uma das maiores aves conhecidas.

A descoberta é esta quinta-feira relatada na revista científica “Journal of Vertebrate Paleontology”, na qual se diz que até agora se pensava que aves tão grandes só tinham existido nas ilhas de Madagáscar e da Nova Zelândia.

A espécie descoberta numa caverna de Táurida, na costa do Mar Negro, remete para uma ave tão grande como o pássaro-elefante de Madagáscar ou o moa da Nova Zelândia.

“Quando senti pela primeira vez o peso da ave cujo osso da coxa eu segurava na mão pensei que devia ser um fóssil de um pássaro-elefante malgaxe, porque nenhuma ave desse tamanho tinha sido alguma vez encontrada na Europa. No entanto, a estrutura do osso contou uma história diferente”, disse o autor principal da descoberta agora relatada, Nikita Zelenkov, da Academia Russa de Ciências.

Ressalvando que ainda não há dados suficientes para dizer se a ave se relaciona com as avestruzes ou não, o investigador estimou que pesaria cerca de 450 quilos, quase o dobro da maior moa, três vezes maior que a maior ave viva, a avestruz, e quase tão grande como um urso polar adulto.

Esta é a primeira vez que uma ave assim tão grande, atribuída à espécie “Pachystruthio dmanisensis”, é relatada em qualquer lugar do hemisfério norte. Teria pelo menos 3,5 metros de altura e não voava. Tal como frisa o jornal espanhol ABC, esta ave é uma das maiores de todos os tempos até agora descoberta.

Os investigadores notam ainda que devia ser uma melhor corredora do que o pássaro-elefante, devido ao fémur relativamente longo e fino. Outros fósseis encontrados ao lado da ave ajudam a avançar que tenha vivido num período entre 1,5 a dois milhões de anos.

A rede de cavernas de Táurida só foi descoberta no verão passado, quando estava a ser construída uma nova autoestrada. No ano passado foram desenterrados restos de mamutes e pode haver muitas mais informações no local sobre o passado distante da Europa, disse Zelenkov.

ZAP // Lusa

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27 Junho, 2019

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2241: NASA vai enviar pequena aeronave para Titã, a principal lua de Saturno

A NASA anunciou esta quinta-feira que a próxima missão milionária — chamada Dragonfly — vai consistir no envio de um quadrator para explorar Titã, a principal lua de Saturno. 

Titã é o único corpo celeste além da Terra onde sabemos haver corpos de água à superfície. Trata-se do mais parecido a um oceano fora da Terra.

Segundo NASA, o quadrotor – uma pequena aeronave de quatro motores – vai sobrevoar a superfície desta lua gelada à procura de possíveis condições que indiquem a existência de vida. A missão vai ter início em 2026 e deverá chegar a Titã em 2034.

Em Fevereiro, a NASA anunciou que o rover é um projecto para recolher amostras materiais da superfície e para medir as composições dos materiais da superfície de Titã. O Dragonfly será capaz de explorar uma variedade de locais de forma a caracterizar a habitabilidade do ambiente de Titã, investigar a progressão química e até procurar pistas químicas de vida baseadas em água ou hidrato-carbonetos.

Os instrumentos que recolheriam estas informações estão ainda a ser desenvolvidos, sendo testado sob condições semelhantes às de Titã. “Com a missão Dragonfly, a NASA vai, mais uma vez, fazer aquilo que ninguém consegue. Visitar este mundo misterioso oceânico pode revolucionar aquilo que conhecemos sobre a vida no universo. Esta missão de ponta seria impensável há alguns anos, mas agora estamos prontos para o fantástico voo da Dragonfly”, disse Jim Bridenstine, administrador da NASA.

Esta missão, liderada por Elizabeth “Zibi” Turtle, cientista do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, surge no âmbito de um programa da NASA, o “New Frontiers”, que permitiu obter as fotografias mais nítidas de Plutão e de Caronte e também conhecer melhor Júpiter.

É a primeira vez que a NASA vai enviar um veículo deste género para outro planeta. Neste caso, o quadrotor vai funcionar como um grande drone.

Ao contrário dos rovers sob rodas que “moram” em Marte – como é o caso da adormecida Opportunity e da Curiosity – o Dragonfly voa, tal como o próprio nome indica, dando-lhe a capacidade de percorrer distâncias maiores. No fundo, a APL desenvolveu um robô voador.

E para ajudar um possível voo, a atmosfera densa e calma de Titã, aliada à baixa gravidade, farão do voo a melhor forma para explorar Saturno. Na verdade, notam os cientistas, voar sob estas condições e mais fácil em Titã do que na Terra.

Dentro deste programa há também uma missão que a decorrer: a Osiris-Rex está neste momento a caminho do asteroide Bennu e quer aterrar lá para tentar saber mais sobre a formação do sistema solar, bem como a origem das moléculas orgânicas (as que têm carbono na sua estrutura) que podem ter permitido o desenvolvimento de vida na Terra, uma vez que a teoria é que um asteróide como o Bennu pode ter impactado com a terra e deixado essas molécula no nosso planeta.

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27 Junho, 2019

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2240: O oceano subterrâneo de Encélado é um “banquete” para a vida extraterrestre

NASA / JPL-Caltech
Encélado é o sexto maior satélite natural de Saturno

Uma equipa de cientistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, acaba de descobrir que o oceano subterrâneo de Encélado – o sexto maior satélite natural de Saturno – tem mais capacidade para abrigar múltiplas formas de vida do que se imaginava até então.

O anúncio foi feito por Lucas Fifer, David Catling e Jonathan Toner, os cientistas que conduziram a nova investigação, durante a AbSciCon 2019, evento anual organizado pela American Geological Union, na capital norte-americana, que reúne uma série de conferências sobre Astrobiologia.

Desde que a missão Cassini a visitou pela primeira vez em meados de 2004, Encélado não pára de surpreender. Umas das maiores descobertas foi um conjunto de géiseres de vapor de água em torno do seu pólo sul, que revelaram a presença de um grande oceano subterrâneo. Desde então, foram realizadas dezenas de investigações para tentar perceber se nas profundezas deste mar extraterrestre, pode ter surgido vida.

O trabalho de Fifer e dos seus colegas é um dos mais recentes e mostra que as concentrações de dióxido de carbono, hidrogénio e metano no oceano interno desta lua são muito mais altas do que eu pensava, e que o pH das suas águas é surpreendentemente semelhantes ao que é registado nas águas da Terra.

“Estes altos níveis de dióxido de carbono também implicam um nível de pH mais baixo e mais semelhante ao da Terra  no oceano de Encélado do que estudos anteriores tinham demonstrado. É um bom presságio para a vida também “, disse Fifer.

“Embora existam excepções, a maior parte da vida na Terra funciona melhor ao consumir água com um pH quase neutro, então condições similares em Encélado podem ser encorajadoras (…) [Estes compostos] tornam também muito mais fácil comparar este estranho mundo oceânico a um ambiente que nos é mais familiar”.

Estas condições são ideais para suportar múltiplas formas de vida bacteriana. Tal como observa o diário espanhol ABC, onde há comida, (pode) haver vida. E este mar subterrâneo revelou ser um banquete para estas formas de vida tão procurada.

Para o mesmo apontou Fifer: “Noutras palavras, e tendo em conta que há tanto almoço grátis disponível, qual é a maior quantidade que a vida poderia estar a comer para deixar para trás a quantidade [de compostos] que vemos? Quanta vida suportaria? ”.

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27 Junho, 2019

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2239: Erupção de um vulcão aniquilou todas as formas de vida nas Ilhas Kuril (e foi vista do Espaço)

NASA

A potente erupção de 22 de Junho do vulcão Raikoke destruiu todas as formas de vida da ilha em que se encontra – que está inabitada.

O vulcão Raikoke fica nas Ilhas Kuril, um arquipélago de picos vulcânicos que fica entre a península de Kamchatka, na Rússia, e a ilha de Hokkaido, no Japão. Em 22 de Junho, aproximadamente às 4h00, horário local, a Raikoke explodiu pela primeira vez desde 1924

De acordo com Alexéi Ózerov, diretor do Instituto de Vulcanologia e Sismologia da Rússia, uma densa coluna de cinzas ergueu-se sobre a cratera do vulcão a uma altitude de 11 quilómetros e essa nuvem estendeu-se por mais de 450 quilómetros. Além disso, nas encostas do vulcão desceram fluxos piroclásticos com temperaturas entre 800 e 1.000ºC.

Como resultado, disse Ozerov ao Kam 24, “a ilha tornou-se num deserto sem vida em questão de horas”. “Toda a vida na ilha, onde antes havia abundância de flora e fauna, incluindo uma colónia de leões marinhos de Steller, foi destruída”, acrescentou.

O especialista explicou que a fase paroxística da erupção terminou e não é esperada nenhuma actividade no futuro próximo. No entanto, os cientistas acreditam que, embora as suas erupções não sejam frequentes, o vulcão deve estar sob constante observação.

Ózerov estima que “os eventos em Raikoke foram extremamente perigosos para a aviação, bem como para os navios do mar” que poderiam estar na área devido à queda de cinzas ou pelos fluxos piroclásticos que se movem ao longo da superfície da água a uma distância de vários quilómetros.

A erupção foi tão poderosa que foi vista do Espaço. De acordo com a NASA, um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) capturou a vista. Como a foto da ISS foi tirada não directamente acima do vulcão, a impressionante altura, circunferência e estrutura da pluma de cinzas é visível, assim como a sombra projectada pela pluma sobre a cobertura de nuvens abaixo.

Raikoke é um estrato-vulcão, o que significa que as suas encostas são construídas a partir de numerosas camadas de lava endurecida e cinzas. Alcança 551 metros acima do nível do mar e, antes da explosão de Raikoke em 1924, a última actividade registada do vulcão foi em 1778, de acordo com o Programa Global de Vulcanismo do Museu Nacional de História Natural.

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27 Junho, 2019

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2238: Asteróide semelhante ao Apophis vai passar pela Terra esta quinta-feira

Um asteróide com cerca de 330 metros de diâmetro, três vezes mais que um campo de futebol, vai aproximar-se da vizinhança da Terra esta quinta-feira a uma velocidade de 40.800 quilómetros por hora.

O asteróide, chamado 2008 A KV2, vai passar a uma distância de 6,7 milhões de quilómetros (17 vezes o que nos separa da Lua). Embora seja considerado potencialmente perigoso, não representa uma ameaça para Terra, mas sim a oportunidade para os cientistas aprenderem mais sobre esses corpos espaciais.

De acordo com a Live Science, astrónomos do Centro de Estudos de Objectos Próximos da Terra (CNEOS) da NASA descobriram o asteróide em 2008, mas não foi a primeira vez que nos visitou. De facto, veio com frequência no passado e continuará a fazê-lo no futuro.

A última vez que sobrevoou a Terra foi há menos de um ano, em 11 de Dezembro de 2018, aproximando-se de uma distância de 0,47 unidades astronómicas ou cerca de 70 milhões de quilómetros. Agora passará a 0,04548 unidades astronómicas. A próxima vez que o asteróide visitará a Terra será uma vez em 2021 e duas vezes em 2022, de acordo com o Jet Propulsion Laboratory (JPL) em Pasadena, Califórnia.

2008 A KV2 é o que a NASA considera um Near Earth Object (NEO), uma vez que voa a menos de 50 milhões de quilómetros do nosso planeta. Devido à sua trajectória e tamanho, também é classificado como potencialmente perigoso. Os asteróides podem mudar o seu “plano de voo” pela atracção gravitacional exercida pelos planetas próximos.

No caso do KV2, modifica-se sempre que passa perto da Terra e de Vénus, o que por sua vez modifica a cada ano a distância que o separa desses planetas. É por isso que, embora hoje pareça seguro, os astrónomos têm que continuar a observar esta grande rocha.

Devido ao seu enorme tamanho, semelhante ao que se acredita tenha o famoso asteróide Apophis, um impacto com a Terra teria consequências devastadoras, o equivalente à explosão de 20 mil bombas atómicas. Centenas de quilómetros ao redor da zona de impacto seriam devastados e poderiam ter repercussões no clima, alterando o modo de vida.

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27 Junho, 2019

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2237: Cientistas sugerem colonização em Marte através de banco de espermatozóides

CIÊNCIA

Equipa de investigadores considera que se os espermatozóides congelados poderiam permitir uma colonização mais rápida deste planeta… em missões com astronautas mulheres.

Uma imagem do planeta vermelho captada em 2014 no âmbito da missão Mars Exploration Rover
© NASA/JPL-Caltech/Cornell/ASU

Já há muito que se discute a possibilidade de haver vida em Marte. Mas e que tal colonizar o planeta a partir de um pequeno grupo de mulheres? Uma investigação levada a cabo pela NASA vem mostrar que a ideia é teoricamente exequível. De acordo com o The Guardian, este trabalho sugere que se poderia levar para o Planeta Vermelho um banco de espermatozóides, congelados, que segundo os últimos estudos não se danificam mesmo quando expostos a ambientes de “gravidade zero”. O banco de esperma seria levado por equipas de astronautas mulheres, que assim poderiam gerar “marcianos” sem precisar de parceiros masculinos.

Já em 2017 aquela que foi a primeira astronauta britânica, Helen Sharman (visitou a estação espacial Mir em 1991), falava da existência deste estudo, não aprofundando as conclusões. Mas este relatório só viria a ser conhecido este domingo, durante o encontro anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, em Viena, Áustria.

O investigador Montserrat Boada, do Instituto de Saúde Feminina de Barcelona, quem apresentou o estudo, explicou que o trabalho envolveu dez dadores de esperma saudáveis, colocados em contacto com a micro-gravidade, com a ajuda de uma pequena aeronave. Os resultados foram claros: “Nada foi relatado sobre os possíveis efeitos das diferenças gravitacionais sobre os gâmetas humanos congelados, que poderiam ser transportados da Terra para o espaço”, explicou. Por isso, pode concluir-se que existe mesmo “a possibilidade de criar um banco de esperma humano fora da Terra”.

Contudo, os cientistas alertam que é preciso dar continuidade à investigação, para melhor entender o impacto das características espaciais na criação de vida humana. Além disso, é preciso testar os espermatozóides em Marte por um maior período de tempo.

Diário de Notícias
26 Junho 2019 — 19:18

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2236: Astrónomos encontraram uma nova (e surpreendente) cratera em Marte

NASA / JPL / University of Arizona
Nova cratera em Marte encontrada pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO)

Marte não se “magoa” facilmente mas, quando acontece, o resultado pode ser quase comparado a uma obra de arte. Uma cratera, descoberta em Abril pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), é a prova disso.

Notável não só pelo tamanho como também pelas ondas de impacto, a marca preta e azul recentemente descoberta destaca-se como uma espécie de “polegar dorido” na superfície vermelha e poeirenta de Marte, conta o Science Alert.

Anualmente, o Planeta Vermelho é bombardeado por mais de 200 asteróides e cometas, no entanto, tal como explicou a cientista da Universidade do Arizona, Veronica Bray, esta nova cratera é uma das mais impressionantes que alguma vez viu.

Nos 13 anos em que a sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) tem observado o planeta, são poucos os acontecimentos que se comparam a este porque, embora o fragmento da rocha espacial responsável pareça ter cerca de 1,5 metros de largura, a própria cratera é muito maior, com cerca de 15 a 16 metros.

Um “culpado” tão pequeno como este fragmento provavelmente teria queimado ou erodido na atmosfera muito mais espessa da Terra ou, mesmo em Marte, deveria ter quebrado. Neste caso, porém, a rocha deveria ser mais sólida do que o habitual, porque conseguiu bater num ponto da região Valles Marineris, localizada próxima do equador marciano.

A imagem acima foi capturada pela câmara HiRISE (High Resolution Imaging Science Experiment) da NASA, que orbita o planeta a 255 quilómetros de distância. De acordo com o anúncio publicado no seu site oficial, “o que se destaca é o material mais escuro exposto sob a poeira avermelhada”.

A natureza exacta da geografia nesta região continua a ser incerta, mas Bray afirma que a superfície será provavelmente basalto e a parte azul que vemos na imagem deverá ser um pouco de gelo que também estava escondido sob a poeira.

Os astrónomos pensam que o embate tenha acontecido entre Setembro de 2016 e Fevereiro deste ano.

ZAP //

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26 Junho, 2019

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2235: ESA prepara-se para interceptar pela primeira vez um cometa puro

A Agência Espacial Europeia (ESA) desenvolveu um projecto que visa interceptar um cometa puro – um corpo celeste que nunca passou pelo Sistema Solar -, quando este se aproximar da órbita da Terra em meados de 2028.

A missão, que será composta por três módulos, irá observar de diferentes ângulos um cometa que tem materiais praticamente inalterados desde a sua criação.

Os cientistas pretendem também criar um perfil 3D do corpo celeste, tendo por base informações sobre o seu núcleo, pó e o ambiente do plasma, precisa a ESA numa nota publicada na sua página oficial. O lançamento está previsto para 2028.

Uma vez no espaço, a nave espacial Comet Interceptor ficará a 1,5 milhão de quilómetros da Terra e assumirá um compasso de espera. Depois de um cometa apropriado ser detectado, o corpo será enviado para uma missão de interceptação.

Os cientistas na missão têm como alvo um comenta puro ou um visitante interestelar que se esteja a aproximar do Sistema Solar, semelhante ao Oumuamua: o cometa/asteróide em forma de charuto que foi detectado inesperadamente em 2017.

“Os cometas prísticos ou dinamicamente novos são totalmente desconhecidos e constituem alvos atraentes para a exploração de naves espaciais de curta distância para melhor compreender a diversidade e a evolução dos cometas”, explicou o director de Ciência da NASA, Günther Hasinger, citado no mesmo comunicado.

O projecto, que foi apelidado de Comet Interceptor, é diferente das missões Giotto e Rosetta, uma vez que estes cometas tinham já feito várias aproximações ao Sol, sofrendo, por isso, alterações significativas na sua composição.

“Este tipo de missão inovadora desempenhará um papel importante para complementar o Programa Científico da ESA, segundo o qual se planeia investigar o Universo nas próximas décadas”, concluiu Hasinger.

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26 Junho, 2019

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2234: O planeta enfrenta um “apartheid climático”

Kathryn Hansen / NASA / Flickr

O planeta está confrontado com um “’apartheid’ climático”. De um lado, os ricos que se podem adaptar melhor às alterações climáticas, e do outro, os pobres que vão sofrer mais, disse esta segunda-feira um especialista da ONU.

Num novo relatório, o relator especial da ONU para a pobreza extrema e direitos humanos, Philip Alston, adverte que “as alterações climáticas ameaçam desfazer o progresso dos últimos 50 anos” na redução da pobreza.

O documento, que será apresentado na próxima semana ao Conselho dos Direitos do Homem, da ONU, em Genebra, apoia-se em investigações que indicam que as alterações climáticas poderão deixar sem abrigo 140 milhões de pessoas de países em desenvolvimento, até 2050.

“De uma forma perversa, enquanto os pobres são responsáveis por apenas uma fracção das emissões globais, são eles que vão pagar o preço das alterações climáticas e que têm menos capacidade de se proteger”, disse Philip Alston, citado pelo The Guardian.

E acrescentou: “Corremos o risco de ver um cenário de apartheid climático, onde os ricos pagam para escapar das ondas de calor, à fome e aos conflitos, enquanto o resto do mundo fica abandonado aos seus sofrimentos”.

O especialista salientou que apesar das repetidas advertências sobre as ameaças que representam as alterações climáticas, a questão continua a ser “uma preocupação marginal”. E criticou em particular o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, por, disse, não dar atenção e recursos suficientes a esta matéria.

É que, disse, é “terrivelmente desadequada” a forma como está a ser tratada a crise que põe em causa os direitos humanos, usando uma metodologia tradicional.

Os relatores especiais das Nações Unidas são especialistas independentes, que não falam em nome da ONU mas comunicam os resultados das suas investigações à instituição.

ZAP // Lusa

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25 Junho, 2019

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2233: Elon Musk alerta: Civilização pode colapsar daqui a 30 anos

Bret Hartman, TED / Flickr

De acordo com Elon Musk, uma “bomba populacional” vai surgir nas próximas décadas, quando uma população mundial cada vez mais idosa chocar com a queda das taxas de natalidade em todo o mundo.

Esta não é a primeira vez que Musk falou sobre um colapso mundial na população humana, relata o Business Insider, mas agora está a elaborar a sua teoria, dizendo que vamos começar a ver os efeitos mais terríveis em 2050.

O empresário Elon Musk abordou a temática pela primeira vez há dois anos, em 2017, quando respondeu à revista New Scientist no Twitter. “A população mundial está a acelerar em direcção ao colapso, mas poucos parecem notar ou importar-se”, escreveu o empresário à época, acrescentando que esta “bomba” iria explodir em 2076.

Agora, Musk regressou à ideia de uma bomba populacional na sexta-feira, respondendo no Twitter a uma publicação sobre superpopulação global, que projectava que a população global cresceria em cerca de 1,6 mil milhões em 2050, para argumentar que o envelhecimento e uma brecha entre a demografia seria um problema maior até 2050.

World of Engineering @engineers_feed

1950 (historical) world population – 2,556,000,053

Current world population – 7,712,343,478

2050 (projected) world population – 9,346,399,468

Elon Musk

@elonmusk

Real issue will an aging & declining world population by 2050, *not* overpopulation. Randers estimate far more accurate than UN imo: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Projections_of_population_growth 

Musk citou Jørgen Randers, um académico norueguês que, no seu livro de 2012 “2052: Uma Previsão Global para os Próximos Quarenta Anos” disse que a população humana começaria a diminuir por volta de 2040.

Porém, a ideia não é universalmente aceite. O relatório das Nações Unidas sobre População Mundial de 2019 estimou que a população da Terra poderia chegar a 9,7 mil milhões em 2050. No entanto, também concluiu que a população mundial está a crescer a uma taxa de desaceleração e observou o “envelhecimento sem precedentes da população mundial”.

Musk considera que a população mundial começará a parecer-se com uma pirâmide invertida nas próximas três décadas. “A demografia, estratificada pela idade, parece uma pirâmide de cabeça para baixo com muitos idosos e menos jovens”, escreveu.

ZAP //

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26 Junho, 2019

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2232: Asteróide três vezes maior que campo de futebol passa perto da Terra esta semana

Estrela passará perto do planeta a 40,800 km/h.

Foto: Getty Images

Há um viajante cósmico a aproximar-se da Terra: trata-se um asteróide gigante, três vezes maior do que um campo de futebol regular e com cerca de 330 metros de largura. O asteróide irá passar na quinta-feira, dia 27 de Junho, perto da Terra, a cerca de 6,7 milhões de quilómetros. A distância parece grande, mas no espaço não é nada.

Para colocar em perspectiva, este objecto espacial, descoberto em 2008 e baptizado com o nome de s 2008 KV2, estará a localizado a 17 vezes a distância da Lua à Terra, que fica a 384,400 quilómetros.

As investigações dos cientistas que o descobriram concluíram que o 2008 KV2 irá continuar a viajar pelo espaço até 2199, algo que já faz desde 1990. Além disso, é um visitante frequente da Terra, tendo em conta que orbita o Sol. Irá passar novamente pela Terra em 2021 e duas vezes em 2022, de acordo com a NASA, que está a monitorizar o asteróide por ser uma “ameaça potencialmente perigosa”.

A verdade é que mal daremos pela passagem deste turista espacial: o asteróide irá passar a 40,800 km/h pela Terra.

cm 25/06/2019
10:55

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2231: A sua Internet está lenta? Não é o único: há um problema global

TECNOLOGIA

Para muitos utilizadores, a Internet parece um pouco menos rápida e funcional hoje. A razão? Problemas com serviços de cloud como a AWS (da Amazon) e Cloudflare. 

Ninguém sabe ao certo o que está a causar o problema, mas tanto o serviço de cloud Cloudflare quanto a Amazon Web Services (AWS) estão com problemas nos seus serviços nesta segunda-feira, o que leva a interferências, interrupções e lentidão em alguns dos maiores sites e serviços da Internet a nível mundial.

Para quem não conhece, estes dois serviços de cloud albergam grande parte dos sites e serviços que são usados online e problemas neles implica problemas para as plataformas que os usam, de uma forma ou de outra.

A Cloudfare indica que o problema pode estar relacionado com uma interferência externa à empresa, enquanto a Amazon sugere que se trata de um problema de “redes externas”, admitindo que, assim, será mais difícil à empresa resolver o problema.

O que foi afectado? Para já é certo que serviços de e-mail como o Gmail estiveram com problemas, bem como a plataforma de streaming Crunchyroll esteve mesmo online. Mas há um sem número de sites afectados e houve mesmo relatos de falha no acesso a serviços de segurança da Amazon e da Nest, pelo menos em grande parte da América do Norte (e nos sites que estão lá alojados).

O problema demonstra como um grande número de sites estão dependentes e usam os serviços de computação da cloud da Google, AWS ou Cloudflare. O que significa que quando há uma problemas nesses serviços, toda a Internet fica limitada.

Dn_insider


João Tomé

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