1945: Vulcão Sinabung entra em erupção. É um dos maiores da Indonésia

YT Haryono / EPA
Erupção do monte Sinabung, um dos maiores vulcões da Indonésia, 26 de Agosto de 2016

Um vulcão da Indonésia entrou em erupção esta terça-feira, libertando grande quantidade de fumo a 2.000 metros, cobrindo os vilarejos da região de cinzas.

O vulcão Sinabung, na ilha de Sumatra, está activo desde 2010 e entrou em erupção pela última vez em 2016. Nos últimos dias, a sua actividade disparou. Os vilarejos próximos foram avisados do risco de lava.

O gabinete de gestão de catástrofes afirmou que a erupção pode afectar o tráfego aéreo. Contudo, até ao momento, não foi emitido qualquer alerta formal para evitar os voos na área.

Não foram registados feridos ou mortos e a agência de catástrofes não emitiu ordens de evacuação. Em 2016, sete pessoas morreram durante uma erupção deste vulcão. Em 2014 foram registadas 16 vítimas.

No ano passado, a erupção de um vulcão entre as ilhas de Java e Sumatra provocou um deslizamento de terras submarino, desencadeando um tsunami que matou mais de 400 pessoas.

O vasto arquipélago do Sudeste Asiático está no chamado Anel de Fogo do Pacífico, onde se encontram placas tectónicas. A Indonésia tem 127 vulcões activos.

ZAP // Lusa

Por Lusa
8 Maio, 2019

 

1944: Um buraco misterioso continua a abrir-se na Antárctida

CIÊNCIA

NASA

Em 1970, quando os satélites começaram a tirar fotografias da Terra, os cientistas notaram um misterioso buraco no mar de Lazarev, na Antárctida. No verão, a lacuna desapareceu e, durante décadas, o acontecimento não foi explicado.

Há um ano e meio, durante os meses mais frios de inverno, quando o gelo deveria estar denso, um gigantesco buraco de 9.500 quilómetros quadrados apareceu repentinamente no mesmo bloco de gelo. Dois meses depois, cresceu 740% antes de, mais uma vez, recuar com o gelo do verão.

Demorou décadas, mas os cientistas pensam que finalmente entendem por que razão isto continua a acontecer. Usando observações de satélite e dados de reanálise, investigadores da Universidade de Nova York em Abu Dhabi descobriram que os buracos efémeros, conhecidos como polínias, parecem ser cicatrizes de tempestades ciclónicas.

Em Setembro de 2017, quando o ar quente e o ar frio colidiram no Polo Sul, os autores explicaram que os ventos internos de um ciclone – atingindo 117 quilómetros por hora e ondas de 16 metros de altura – empurrou o bloco de gelo da Antárctida em todas as direcções e para longe do olho da tempestade.

A polínia resultante não é necessariamente má. Na verdade, as perfurações podem ser importantes, porque oferecem caminhos cruciais para a vida selvagem, incluindo focas e pinguins, e fornecem habitat para o fitoplâncton. Essas lacunas são poderosos influenciadores da atmosfera e um indicador potencial de mudança climática.

“Uma vez aberta, a polínia funciona como uma janela através do gelo marinho, transferindo enormes quantidades de energia durante o inverno entre o oceano e a atmosfera”, disse a cientista atmosférica Diana Francis, autora principal do estudo publicado na revista Journal of Geophysical Research: Atmospheres.

“Devido ao seu grande tamanho, os polínias no meio do mar impactam o clima regional e globalmente, à medida que modificam a circulação oceânica.” Embora os polínias não sejam necessariamente desastrosas, a sua presença pode ter um efeito sobre o clima.

A gama de factores que os buracos podem influenciar é surpreendente e o risco de ocorrerem com mais frequência é alto. Em climas mais quentes, estudos anteriores indicam que a actividade do ciclone nos pólos da Terra só se intensificará. Os ciclones extra-tropicais vão aproximar-se cada vez mais da Antárctida.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
8 Maio, 2019

 

1943: O satélite Gaia anda à procura de estrelas, mas também encontra asteróides

ESA / Gaia / DPAC

O satélite Gaia, da Agência Espacial Europeia (ESA), descobriu três novos asteróides entre os milhares que estão perto do planeta Terra.

O satélite Gaia vasculha os céus para mapear os milhares de milhões de estrelas que compõem a Via Láctea. Mas, enquanto cumpre a sua tarefa, o satélite da Agência Espacial Europeia (ESA) também se cruza com corpos celestes mais próximos de nós, nomeadamente asteróides.

A grande maioria dos asteróides já tinham sido identificados, mas Gaia acrescentou novidades à lista, tendo descoberto três novos asteróides, até agora desconhecidos pelos astrónomos.

Os asteróides são rochas espaciais remanescentes do Sistema Solar primitivo. Ao estudá-los, os cientistas conseguem traçar um quadro do que parecia ser o nosso Sistema Solar há milhares de milhões de anos – um retrato verdadeiramente estimulante para os entusiastas da astronomia.

Em comunicado, a ESA informou que os três asteróides descobertos pelo satélite têm trajectórias incomuns no Espaço. Enquanto o Sol e os planetas orbitam no espaço tridimensional, as órbitas convergem numa “superfície plana”, quase como se tudo o resto estivesse a orbitar em cima de uma plana do tamanho de um sistema solar.

Segundo o Space, a trajectória destes três asteróides é inclinada (cerca de 15 graus, ou até mais) em comparação com o plano do Sistema Solar.

“Esta população de asteróides de alta inclinação é menos estudada, uma vez que a maioria das pesquisas tende a concentrar-se no plano em que a maioria dos asteróides se insere”, explica a ESA. “Mas Gaia consegue observá-los prontamente, pelo que é possível que, no futuro, o satélite encontre mais objectos, contribuindo com novas informações para estudar as suas propriedades.”

A ESA explica que a maioria dos asteróides representados na imagem (que aparecem a vermelho e laranja) encontram-se no cinturão principal, entre as órbitas de Marte e Júpiter. Por sua vez, a vermelho escuro surgem os asteróides Troianos, que se encontram em redor da órbita de Júpiter.

A amarelo, no centro da imagem, observamos as órbitas de vários asteróides perto da Terra, situados a menos de 1,3 unidades astronómicas (ua) do Sol. No meio das órbitas de milhares de asteróides, há três que ainda não tinham sido descobertos. Assinalados a cinzento, representam a primeira descoberta deste género do satélite da ESA.

Estes novos corpos foram descobertos em Dezembro de 2018, confirmando-se agora mediante observações de acompanhamento realizadas pelo Haute-Provence Observatory em França, que permitiram aos investigadores determinar as suas órbitas.

ZAP //

 

1942: Após dez anos de silêncio, uma misteriosa estrela volta a emitir ondas de rádio

ESO

Trata-se de uma das estrelas mais estranhas do Universo. Pertence há já pouco comum categoria dos magnetares, cadáveres estelares de enorme densidade e que possuem poderosos campos magnéticos.

Apenas 23 magnetares são conhecidos – 23 casos no meio de milhões de estrelas. Mas o XTE J1810-197 também é diferente da maioria deles, o que o torna excepcionalmente raro. Apenas quatro dos magnetares conhecidos enviam ondas de rádio – e o XTE J1810-197 é um deles.

Era-o, pelo menos, até ao final de 2008 quando, de repente, parou de transmitir. Desde então, e apesar do súbito silêncio do rádio, uma equipa de cientistas do Instituto Max Planck de Radioastronomia e da Universidade de Manchester não tirou os olhos dele. Uma década depois, tão subitamente como cessou, a emissão de ondas de rádio recomeçou.

Conforme explicado pelos astrónomos num artigo publicado no Arxiv, desde o último dia 8 de Dezembro e sem aviso prévio, os instrumentos começaram a receber um novo fluxo de ondas de rádio do misterioso objecto. O perfil das ondas emitidas nesta ocasião difere substancialmente daquelas geradas há mais de uma década.

“As variações de pulso observadas até agora da fonte foram significativamente menos dramáticas, em escalas de tempo de meses a meses, do que as observadas em 2006”, escrevem os autores, citados pela ABC. Entre eles, destaca-se uma série de pequenas ondas na escala de milissegundos que, segundo os cientistas, poderiam ser devidas a “pequenos calafrios” na crosta da estrela.

Sabe-se muito pouco sobre os magnetares. Os modelos existentes sugerem que se formam do mesmo modo que as estrelas de neutrões, a partir do colapso gravitacional dos núcleos de estrelas moribundas maciças. A gravidade esmaga os núcleos de tal maneira que os átomos se rompem e as partículas que o formam comprimem-se.

O resultado é um “cadáver de estrelas” de pequenas dimensões, não maior do que uma pequena cidade, mas com uma massa equivalente a vários sóis.

Estes corpos possuem poderosos campos magnéticos. A ciência não está certa sobre como se pode formar um campo magnético de tal intensidade, embora acredite que poderia ser devido à rotação muito rápida destes cadáveres estelares.

Os magnetares também estão associados a uma série de rajadas de raios gama e raios-x poderosos e estranhos, os eventos mais poderosos do Universo conhecido e que os astrónomos, de tempos em tempos, detectam nos seus telescópios.

Em 2003, após um breve mas intenso clarão de raios X, o XTE J1810-197 começou a emitir pulsos de ondas de rádio, uma vez a cada cinco segundos e meio. Foi a primeira vez que se viu algo assim. Essas emissões continuaram até ao final de 2008.

Anos depois, no entanto, o mesmo comportamento também foi detectado em outros três magnetares. Quatro dos 23 conhecidos emitiam ondas de rádio. De acordo com o novo estudo, pode ser que os “tremores” da crosta dessas estrelas contribuam de alguma forma para as emissões.

Outra equipe de astrónomos usou recentemente a Rede de Telescópios Espaciais da NASA para observar o XTE J1810-197 e dois outros magnetares emissores de rádio e notaram as estranhas variações da transmissão. Os cientistas esperam que, agora que o XTE J1810-197 despertou, observações novas e mais precisas possam pôr fim à especulação e explicar qual é a verdadeira razão para estes estranhos pulsos de rádio.

ZAP //

Por ZAP
8 Maio, 2019

 

1941: A maldição do faraó terá sido libertada quando se abriu o túmulo de Tutankhamun

CIÊNCIA

Al Jazeera / Twitter

A 26 de Novembro de 1922, a expedição do arqueólogo Howard Carter, financiada pelo aristocrata Lord Carnarvon, fez uma descoberta excepcional: o túmulo do faraó Tutankhamun, rei do Egipto entre 1332 e 1323 a.C, num estado de incrível conservação.

Ao lado da múmia, numa câmara pequena para alguém da sua categoria, foram encontrados 5.398 objectos, incluindo um caixão dourado, uma máscara funerária dourada, tronos, arcos, trombetas, baús, jóias, vinho, comida, sandálias, roupa íntima de linho e um punhal. Carter passou uma década a catalogar os objectos com os quais o faraó tinha que viajar para o Além.

O faraó, que reinou dos nove aos 18 anos, é muito famoso – e não porque era um grande rei – mas porque o seu túmulo está entre os mais bem preservados. O escritor Jon Manchip escreveu: “O faraó que em vida foi um dos menos apreciados no Egipto, na morte tornou-o mais famoso”.

A sua fama também contribuiu para o facto de que, após a descoberta do túmulo, alguns dos exploradores começaram a morrer em circunstâncias estranhas. Em pouco tempo, a maldição de Tutankhamon começou a ser falada: foi o faraó vingar-se do Além daqueles homens que ousaram perturbar o seu descanso?

Tal como escreve o microbiólogo Raúl Rivas, citado pela ABC, a explicação pode passar por seres minúsculos, efectivamente “adormecidos” durante milénios: os micróbios.

“Poucos meses após a abertura da câmara real, ocorreu uma série de mortes em circunstâncias inexplicáveis de pessoas ligadas à exumação do túmulo”, escreve Rivas. “Esses eventos alimentaram a imaginação da imprensa, que transmitiu a ideia de que as mortes estranhas foram uma consequência da profanação do túmulo.”

O boato espalhou-se como fogo. Personalidades como Sir Arthur Conan Doyle contribuíram para a propagação da crença de que, de facto, uma terrível maldição da vida após a morte estava a matar os investigadores.

Os jornais ingleses chegaram a atribuir até 30 mortes à maldição do faraó. Entre eles, destaca o próprio Lord Carnarvon, patrono da expedição. O aristocrata morreu de pneumonia no hotel Savoy Continental no Cairo a 5 de Abril de 1923, quatro meses depois de abrir o túmulo.

Depois veio a morte de outras pessoas que “profanaram” o túmulo ou que participaram no movimento dos utensílios ou restos mortais do faraó. Em Setembro de 1923, o irmão de Carnarvon, Aubrey Herbert, morreu e, mais tarde, Sir Archibald Douglas Reid, encarregado de radiografar a múmia.

Pouco depois morreu Arthur Mace, um dos que abriram a câmara real com Howard Carter, em circunstâncias não esclarecidas. Mais tarde, o magnata ferroviário George Jay Gould, também presente na abertura do túmulo, morreu de pneumonia.

Richar Bethell, secretário de Carter, morreu em 1929. O pai e a esposa de Bethell cometeram suicídio. Alby Lythgoe, do Museu Metropolitano de Nova York, morreu de ataque cardíaco e o egiptólogo George Bennedite morreu numa queda no Vale dos Reis. Para fechar o círculo de mortes, os directores do Departamento de Antiguidades do Museu do Cairo, que intervieram nas exposições dos restos mortais do faraó em Paris e Londres, morreram de duas hemorragias cerebrais.

Apesar de tudo, como lembra Raúl Rivas, “Howard Carter sempre rejeitou a teoria da maldição. Para todos que a insinuaram, respondeu: “Todo espírito de compreensão inteligente está ausente dessas ideias estúpidas”.

Estudos posteriores revelaram que das 58 pessoas que estavam presentes durante a abertura do túmulo e do sarcófago, apenas oito morreram dentro de 12 anos.

O que matou o Lord Carnarvon?

Além disso, outros que estavam no túmulo não morreram até muitas décadas depois. O principal arqueólogo, Howard Carter, não morreu até 1939, sofrendo de um linfoma, com 64 anos. Os últimos a morrer foram Lady Evelyn Herbert, filha de Lord Carnarvon, que morreu em 1980, e o arqueólogo J.O. Kinnaman, em 1961.

A história começou com a morte de Lord Carnarvon, semanas após a abertura do túmulo. Segundo Rivas, “a explicação mais aceite é que Carnarvon morreu de uma septicemia bacteriana derivada de uma erisipela”, segundo o autor. “A erisipela é uma doença infecciosa da pele, causada por estreptococos, principalmente Streptococcus pyogenes“. Aparentemente, a infecção originou-se e espalhou-se porque cortou, ao fazer a barba, uma picada de mosquito.

No entanto, outros investigadores estabeleceram outra causa para a morte de Lord Carnarvon: a morte por uma infecção fúngica. Especificamente, tem sido argumentado que alguns patógenos, como Aspergillus niger, Aspergillus terreus ou Aspergillus flavus podem permanecer milénios trancados na câmara de Tutankhamon.

“Esses fungos são capazes de formar esporos de resistência que podem permanecer viáveis por séculos”, escreve Rivas. “Segundo algumas teorias, foram inalados pelo aristocrata, penetrando no seu trato respiratório e causando um tipo invasivo de aspergilose pulmonar”.

Como escreve o microbiólogo, “esta doença é uma infecção grave, que continua a ser uma importante causa de morbidade e mortalidade em pacientes imune-deficientes graves”. No caso desta pessoa, “poderia ter levado à pneumonia, como resultado do enfraquecimento do sistema imunológico que se arrastou desde que sofreu um grave acidente de carro alguns anos antes e que teve repercussões no sofrimento de infecções pulmonares recorrentes”.

O facto de os esporos de Aspergillus permanecerem inactivos por longos períodos de tempo nos pulmões explicaria por que Lord Carnarvon não apresentou sintomas de infecção durante os cinco meses após a entrada na sepultura.

Estas teorias sobre a origem fúngica da maldição de Tutankhamun receberam um impulso com estudos recentes que encontraram, regularmente, diferentes espécies destes fungos de Aspergillus que vivem em várias múmias na Croácia ou no Chile.

A famosa maldição de Tutankhamun reapareceu noutra tumba muito menos famosa. Em 13 de Abril de 1973, a abertura de outro túmulo, o do grão-duque da Lituânia e do rei da Polónia, Casimiro IV, levou à morte dos 12 cientistas presentes na inauguração.

Anos depois, foi demonstrada a presença de fungos do tipo Aspergillus em objectos presentes na sala. Hoje sabe-se que podem ser muito abundantes em espaços fechados, escuros, com uma temperatura moderada e com condições estáveis, exactamente como esperado num túmulo esquecido.

O faraó adolescente

Tutankhamun reinou durante o período do Novo Império, perto da altura do Egito Antigo, e não se sabe por que morreu quando tinha apenas 19 anos ou quem eram os seus parentes.

O mandato foi caracterizado pela reversão de muitas das medidas adoptadas pelo seu pai. Acima de tudo, pôs fim à veneração do deus Aton e restaurou Amon como o deus supremo, recuperando também os privilégios tradicionais dos sacerdotes.

Tutankhamun transferiu a capital para Tebas e deixou a cidade de Akhetaten. O faraó prestou especial atenção à melhoria das relações com os poderes vizinhos, embora acabasse por lutar contra os núbios e asiáticos. Por isso, provavelmente, terá sido enterrado com uma armadura de couro de escamas e com vários arcos, ainda que seja certo que provavelmente não chegou a lutar, devido à sua condição física.

Tutankhamun tinha cerca de 1,67 metros de altura, tinha escoliose, necrose no pé esquerdo e sofria de malária. Múltiplas investigações tentaram esclarecer a sua vida e a sua morte. Foi sugerido que terá morrido devido aos ferimentos do pé, em combinação com a malária, que foi morto ou que foi atropelado.

Outros apresentaram evidências de múltiplas doenças genéticas. É provável que Tutankhamun tenha sofrido defeitos genéticos que o enfraqueceram, uma vez que os pais terão sido primos.

É claro que a morte prematura do faraó foi imprevista, porque foi enterrado numa pequena sepultura para alguém do seu status. Actualmente, a múmia de Tutankhamun repousa no Vale dos Reis, num sarcófago de vidro selado e submetido a um ambiente controlado, sob o olhar atento de centenas de turistas.

MC, ZAP //

Por MC
8 Maio, 2019

 

1940: O ministro da Ciência do Paquistão diz que o Hubble foi lançado pelo seu país

NASA
Telescópio espacial da NASA Hubble, lançado em 1990

O ministro da Ciência e da Tecnologia do Paquistão, Fawad Chaudhry, afirmou no passado fim-de-semana que o lendário telescópio Hubble foi colocado em órbita pela agência espacial paquistanesa e não pela NASA. 

Em declarações a uma televisão local no passado sábado, o governante classificou o Hubble como “o maior telescópio do mundo”, sustentando que este “foi enviado [para o Espaço] pela SUPARCO“, a agência espacial do Paquistão. “Depois, há outros satélites e outras tecnologias”, acrescentou o ministro.

A declaração do governante do Paquistão desencadeou uma série de críticas nas redes sociais, algumas da quais carregadas de sátira. Vários utilizadores lamentaram a “ignorância” e o “fraco conhecimento” do ministro.

“Não há necessidade de ver desenhos animados” quando existem “ministros do Governo que apresentam este programa”, apontou um cibernauta no Twitter. “Graças a Deus [Chaudhry] não disse que a NASA é um projecto SUPARCO”, criticou outro utilizador.

O lendário Hubble foi lançado no dia 24 Abril de 1990 pela agência espacial norte-americana, a bordo do vaivém espacial Discovery. A partir do seu “poleiro” em órbita da Terra, longe dos efeitos distorcidos da atmosfera do nosso planeta, o Hubble observa o Universo no ultravioleta próximo, no visível e no infravermelho próximo.

Entre os feitos mais importantes do Hubble, recordava o mês passado o CVVAlg, estão as vistas mais profundas do Universo em evolução, a descoberta de discos de formação planetária em redor de estrelas próximas, o estudo da química das atmosferas de planetas em torno de outras estrelas, a identificação do primeiro buraco negro super-massivo no coração de uma galáxia vizinha e evidências de um universo em aceleração, impulsionado talvez por alguma fonte desconhecida de energia no tecido do espaço.

ZAP //

Por ZAP
7 Maio, 2019