1938: Leonard Nimoy, o Spock de “Star Trek”, pediu ajuda profissional para morrer

– A um dos meus actores preferidos na saga Star Trek, não podia deixar passar em vão esta informação até porque a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica) foi uma das doenças, juntamente com Alzheimer que vitimou minha esposa há 3 anos atrás, depois de um longo sofrimento. E também um ALERTA PARA TODOS OS FUMADORES

Leonard Nimoy como Spock, na saga Star Trek

Leonard Nimoy, o Spock de Star Trek, pediu ajuda às suas enfermeiras para morrer “com dignidade”, revelou a mulher Susan Bay em entrevista ao Inside Edition.

Leonard Nimoy, o actor que interpretou o lendário Spock em Star Trek, faleceu em Fevereiro de 2015, com 83 anos, vítima de doença pulmonar obstrutiva crónica.

Recentemente, a sua mulher, Susan Bay, deu uma entrevista ao Inside Edition na qual revelou que o marido sofria de tal forma que pedia para que as enfermeiras o ajudassem a pôr fim à sua própria vida.

“Ele não queria ficar confinado a uma cadeira de rodas sem poder respirar. As enfermeiras adicionavam um pouco mais de morfina ao tratamento, mas ele estava numa situação tão frágil que aquilo não iria durar muito. Eu acredito que é possível morrer com dignidade. O Leonard acreditava que era possível morrer com dignidade“, contou Susan Bay.

Segundo a viúva, os últimos meses do actor foram “terríveis”. Leonard “não conseguia sair de casa”, lembrando a campanha que o seu marido iniciou, fazendo uso da sua fama, para “fazer as pessoas pararem de fumar“.

Leonard Nimoy foi um fumador compulsivo durante décadas. Em Fevereiro de 2014, o actor utilizou o Twitter para anunciar que tinha sido diagnosticado com doença pulmonar obstrutiva crónica, apesar de ter deixado de fumar “há 30 anos”.

“Não foi cedo o suficiente. Fumadores, por favor compreendam. Deixar de fumar depois de ser diagnosticada doença pulmonar é tarde demais. O meu avô costuma dizer: ‘aprende a minha lição’. Deixem de fumar agora“, escreveu naquela rede social.

ZAP // Move Notícias

Por ZAP
7 Maio, 2019

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1937: Oceano Atlântico pode estar a encolher. A prova foi descoberta ao largo da costa portuguesa

CIÊNCIA

A procura pela resolução do enigma da fonte do terramoto de 1755, em Lisboa, levou um investigador português a confirmar uma anomalia na crosta terrestre, ao largo da costa portuguesa, que pode explicar por que ocorrem sismos violentos numa zona aparentemente calma e ser um indício de que o Oceano Atlântico está a encolher.

O investigador João Duarte, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (UL), estuda há décadas a costa portuguesa, com o intuito de traçar o mapa tectónico da zona e, especialmente, para perceber o que causou o grande terramoto de 1755.

As conclusões da investigação de João Duarte são divulgadas pela revista National Geographic, antes da publicação do artigo científico.

A fonte do sismo de 1755 sempre foi “um enigma”, porque “há 250 anos não havia registos”. Mas o sismo de 1969 já foi registado por sismógrafos, tendo ocorrido numa zona plana do fundo do mar, longe da falha tectónica, a zona instável onde se unem as placas rochosas da crosta terrestre, que fica no meio do Oceano Atlântico.

Com a investigadora Chiara Chiviero, também da UL, foram compilados todos os registos sismográficos para a zona da anomalia, incluindo dados recolhidos no fundo do oceano durante 11 meses, em 2007. Depois, com o auxílio do investigador Nicolas Riehl, da Universidade de Mainz, na Alemanha, foi criado um modelo computorizado.

Foi assim que o investigador português constatou que a parte inferior da placa tectónica da costa de Portugal parece estar a afundar-se sob a placa continental, um processo de subducção que, arrastando-se ao longo de milhões de anos, poderá significar que os continentes europeu e americano se estão novamente a aproximar, levando ao encolhimento e ao eventual desaparecimento do Oceano Atlântico.

A confirmarem-se os dados apurados pela investigação, será “a primeira vez que uma placa oceânica foi apanhada no acto de descascar – e pode marcar um dos primeiros estágios do encolhimento do Oceano Atlântico, enviando a Europa a avançar em direcção ao Canadá, como previsto por alguns modelos de actividade tectónica”, destaca a The National Geographic.

A fonte dos sismos de 1969 e 1755

“Não havia falhas conhecidas, cartografas naquela zona e o que descobrimos foi que existe uma estrutura enterrada, em profundidade, que não tem expressão à superfície mas está lá. Conseguimos visualizá-la pela primeira vez”, salienta João Duarte na TSF.

“Se esta estrutura que agora identificamos foi a fonte do sismo de 1969 poderá será também a de 1755”, acrescenta o investigador, realçando que “é um passo lógico pensar que aquela poderá ser a estrutura que está a gerar os grandes sismos naquela zona”.

Em declarações à agência Lusa, João Duarte destaca que a descoberta muda a percepção sobre o risco sísmico ao largo da costa portuguesa que vem, então, de uma zona chamada Planície Abissal da Ferradura, situada a 250 quilómetros a sudoeste do cabo de São Vicente.

“É o local de início de um processo de subducção, em que uma placa cai por baixo ou se descasca”, conhecida nas margens do Oceano Pacífico e em zonas de grande actividade sísmica, como o Japão, salienta o investigador do Departamento de Geologia da UL.

A descoberta geológica “permite perceber que tipo de sismo aquela estrutura pode gerar, o quão grande e podemos fazer uma previsão muito mais informada do tipo de sismo que podemos ter na nossa margem”, esclarece João Duarte na TSF.

Todavia, o investigador realça que “não é possível dizer que vai haver mais sismos porque este é um processo absolutamente lento, demora 10 a 20 milhões de anos“.

A regularidade dos sismos é “um mito urbano”, considera ainda, frisando que aqueles são irregulares e que a sua ciclicidade é apenas estatística.

Considera-se, actualmente, que um sismo na costa portuguesa na ordem dos 8,5 a 9 graus na escala de Richter, como o de 1755, se repete “entre mil a dois mil anos”, mas este número pode não significar nada se os sismos de grande dimensão se sucederem em períodos mais curtos de tempo, como é comum, “não se sabe bem porquê”, destaca João Duarte.

Além disso, um sismo de magnitude 6, estatisticamente mais frequente, mais perto da costa ou debaixo de uma cidade pode ter efeitos ainda devastadores, conclui.

ZAP // Lusa

Por ZAP
7 Maio, 2019

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1936: LIGO e Virgo detectam novas colisões

Impressão de artista da colisão de duas estrelas de neutrões.
Crédito: NASA/Swift/Dana Berry

No dia 25 de Abril de 2019, o LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory) da NSF (National Science Foundation) e o detector europeu Virgo registaram ondas gravitacionais do que parece ser um choque entre duas estrelas de neutrões – os remanescentes densos de estrelas massivas que tinham explodido anteriormente. Um dia mais tarde, 26 de Abril, a rede LIGO-Virgo identificou outra fonte candidata com uma reviravolta potencialmente interessante: pode, de facto, ter resultado da colisão entre uma estrela de neutrões e um buraco negro, um evento nunca antes visto.

“O Universo está a dizer-nos para ficarmos atentos,” diz Patrick Brady, porta-voz da Colaboração Científica LIGO e professor de física na Universidade de Wisconsin-Milwaukee. “Estamos especialmente curiosos sobre o candidato de dia 26 de Abril. Infelizmente, o sinal é bastante fraco. É como ouvir alguém a sussurrar uma palavra num café movimentado; pode ser difícil distinguir a palavra ou até mesmo ter certeza se, de facto, sussurrou. Vai levar algum tempo para chegar a uma conclusão sobre este candidato.”

“O LIGO da NSF, em colaboração com o Virgo, abriu o Universo para futuras gerações de cientistas,” diz France Córdova, directora da NSF. “Uma vez mais, testemunhámos o notável fenómeno de uma fusão de estrelas de neutrões, seguida de perto por outra possível fusão de estrelas colapsadas. Com estas novos achados, vemos as colaborações LIGO-Virgo a atingir o seu potencial de produzir regularmente descobertas que antes eram impossíveis. Os dados dessas descobertas, e de outras que certamente se seguirão, vão ajudar a comunidade científica a revolucionar a nossa compreensão do Universo invisível.”

As descobertas vêm apenas algumas semanas depois do LIGO e do Virgo terem voltado às operações. Os detectores gémeos do LIGO – um em Washington e outro no estado norte-americano do Louisiana -, juntamente com o Virgo, localizado no EGO (European Gravitational Observatory) na Itália, retomaram as operações no 1 de Abril, depois de passarem por uma série de actualizações a fim de aumentar as suas sensibilidades às ondas gravitacionais – ondulações no espaço e no tempo. Cada detector agora examina volumes maiores do Universo do que antes, procurando eventos extremos como colisões gigantescas entre buracos negros e estrelas de neutrões.

“A união de forças humanas e instrumentos com as colaborações LIGO e Virgo foi, mais uma vez, a receita para um mês científico incomparável, e a actual campanha de observação incluirá mais 11 meses,” diz Giovanni Prodi, coordenador de análise de dados do Virgo, da Universidade de Trento e do INFN (Istituto Nazionale di Fisica Nucleare) na Itália. “O detector Virgo trabalha com a maior estabilidade, cobrindo o céu 90% do tempo com dados úteis. Isso ajuda-nos a apontar para as fontes, quando a rede está em pleno funcionamento e às vezes quando apenas um dos detectores LIGO está a operar. Temos muito trabalho de investigação inovadora pela frente.”

Além dos dois novos candidatos que envolvem estrelas de neutrões, a rede LIGO-Virgo, nesta última rodada, detectou três prováveis fusões de buracos negros. No total, a rede detectou, desde que fez história com a primeira detecção directa de ondas gravitacionais em 2015, evidências de duas fusões de estrelas de neutrões, 13 fusões de buracos negros e uma possível fusão entre uma estrela de neutrões e um buraco negro.

Quando dois buracos negro colidem, distorcem o tecido do espaço e do tempo, produzindo ondas gravitacionais. Quando duas estrelas de neutrões colidem, não só libertam ondas gravitacionais, mas também luz. Isto significa que os telescópios sensíveis às ondas de luz, em todo o espectro electromagnético, podem testemunhar estes poderosos impactos juntamente com o LIGO e com o Virgo. Um desses eventos ocorreu em Agosto de 2017: O LIGO e o Virgo inicialmente identificaram uma fusão de estrelas de neutrões em ondas gravitacionais e, nos dias e meses que se seguiram, cerca de 70 telescópios no solo e no espaço testemunharam o rescaldo explosivo em ondas de luz, desde raios-gama, a luz visível, a ondas de rádio.

No caso das duas candidatas recentes a estrelas de neutrões, os telescópios de todo o mundo correram mais uma vez para rastrear as fontes e captar a luz que se espera que surja dessas fusões. Centenas de astrónomos avidamente apontaram telescópios para zonas do céu suspeitas de abrigar as fontes do sinal. No entanto, desta vez, nenhuma das fontes foi identificada.

“A busca por contrapartes explosivas do sinal de ondas gravitacionais é complexa devido à quantidade de céu que tem que ser estudado e devido às rápidas mudanças esperadas no brilho,” diz Brady. “O número de fusões de estrelas de neutrões, encontradas com o LIGO e com o Virgo, trará mais oportunidades para procurar as explosões ao longo do próximo ano.”

Estima-se que a fusão de estrelas de neutrões de dia 25 de Abril, denominada S190425z, tenha ocorrido a cerca de 500 milhões de anos-luz da Terra. Apenas uma das instalações gémeas do LIGO detectou o seu sinal juntamente com o Virgo (o LIGO em Livingston testemunhou o evento, mas o LIGO de Hanford estava offline). Como apenas dois dos três detectores registaram o sinal, as estimativas da localização no céu a partir do qual teve origem não são precisas, fazendo com que os astrónomos tivessem que rastrear quase um-quarto do céu em busca da fonte.

Estima-se que a possível colisão entre uma estrela de neutrões e um buraco negro, de dia 26 de Abril (referida como S190426c), tenha tido lugar a cerca de 1,2 mil milhões de anos-luz de distância. Foi visto pelas três instalações do LIGO-Virgo, que ajudaram a restringir melhor a sua posição para regiões que cobrem mais ou menos 1100 quadrados, ou cerca de 3% do total do céu.

“A mais recente campanha de observação do LIGO-Virgo está a provar ser a mais excitante até agora,” diz David H. Reitze, do Caltech, director executivo do LIGO. “Já estamos a ver indícios da primeira observação de um buraco negro a engolir uma estrela de neutrões. Se se confirmar, será uma aposta ganha para o LIGO e Virgo – em três anos, teremos observado todos os tipos de colisões para buracos negros e estrelas de neutrões. Mas nós aprendemos que afirmações de detecções requerem uma quantidade enorme de trabalho meticuloso – verificação e reverificação -, de modo que vamos ver onde os dados nos levam.”

Astronomia On-line
7 de Maio de 2019

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1935: Detectado pela primeira vez um sistema de enxames globulares no disco de uma galáxia

Imagens a cores falsas de M106. A figura combina dados de hidrogénio neutro, obtidos com o WSRT (Westerbrook Synthesis Radio Telescope), a azul, com imagens ópticas obtidas com o CFHT a verde e vermelho. Os círculos amarelos realçam os enxames globulares observados, dispostos num disco que gira em fase e à mesma velocidade que o gás neutro.
Ilustração e design: Divakara Mayya (INAOE)

Um estudo internacional realizado com o instrumento OSIRIS acoplado ao GTC (Gran Telescopio Canarias) descobriu, na galáxia espiral Messier 106, um sistema de enxames globulares cuja distribuição e movimento invulgares, que estão alinhados com o disco da galáxia e que giram à mesma velocidade, mostram que pode ser uma relíquia da época de máxima formação estelar no Universo, o “meio-dia cósmico”. Os resultados foram publicados na revista The Astrophysical Journal.

Os enxames globulares têm entre cem mil e um milhão de estrelas, cujos componentes são aproximadamente da mesma idade e têm uma composição química semelhante. São objectos muito antigos, formados há cerca de 11,5 mil milhões de anos, 2,3 mil milhões de anos após o Big Bang. Estes enxames podem normalmente ser encontrados em galáxias grandes, nos seus halos, distribuídos esfericamente em torno dos seus centros.

Uma investigação internacional, liderada por um grupo da Universidade Nacional Autónoma do México e realizada com o instrumento OSIRIS do Gran Telescopio Canarias (GTC), descobriu na galáxia espiral Messier 106 (também conhecida como M106 ou NGC 4258) enxames globulares que, em vez de estarem distribuídos numa esfera, parecem estar dispostos num disco alinhado com o disco de gás da galáxia e a girar aproximadamente à mesma velocidade neste disco.

“Nunca vimos isto antes, é uma daquelas descobertas totalmente inesperadas e surpreendentes que ocorrem na ciência,” explica Rosa Amelia González-Lópezlira, investigadora do Instituto de Radioastronomia e Astrofísica da mesma universidade mexicana, que liderou este trabalho. “A maneira como estes enxames se movem, e a sua distribuição, é semelhante aos discos de galáxias durante o período de máxima formação estelar, há cerca de 10 mil milhões de anos atrás, no que é conhecido como ‘meio-dia cósmico’, de modo que pensamos que o disco de enxames em M106 possa ser um remanescente daquela época.”

O poder do GTC e do OSIRIS

Os dados obtidos com o instrumento OSIRIS, acoplado ao GTC no observatório Roque de los Muchachos, foram de importância extrema, sobretudo para confirmar os candidatos a enxames globulares e para distingui-los de outras fontes pontuais aparentes como estrelas e galáxias distantes. Para fazer isso, é necessário obter espectros para mostrar que cada enxame tem uma população coesa de estrelas antigas e que realmente pertence à galáxia em estudo.

Para Divakara Mayya, investigador do INAOE (Instituto Nacional de Astrofísica, Óptica y Electrónica), no México, e segundo autor do artigo, “as observações do GTC e do OSIRIS são essenciais para o sucesso do estudo, dado que os objectos estão bem distantes e requerem exposições de mais de uma hora com o maior telescópio óptico-infravermelho do mundo a fim de extrair as informações relevantes dos espectros”.

O instrumento OSIRIS (Optical System for Imaging and low-Intermediate-Resolution Integrated Spectroscopy) é um espectrógrafo multi-objecto construído no IAC (Instituto de Astrofísicas das Canárias) em colaboração com o México, que é capaz de observar vários objectos de cada vez. “Ter esta capacidade de multiplexação, a de obter vários espectros simultaneamente, é fundamental para este tipo de estudo, e está disponível em três dos actuais instrumentos do GTC, abrangendo o óptico e o infravermelho,” explica Antonio Cabrera, chefe de operações científicas no GTC. Para este trabalho, foram observados, em dois campos, 23 enxames globulares candidatos.

Este artigo é um resultado de um projecto mais amplo que estudará os sistemas de enxames globulares em nove galáxias espirais num raio de 52 milhões de anos-luz, a fim de examinar a relação entre o número de enxames globulares e a massa do buraco negro central nas galáxias espirais. “Esta relação é muito forte para galáxias elípticas, mas não é tão clara para galáxias espirais, como a Via Láctea,” comenta a cientista Lópezlira. “As nove galáxias que planeamos estudar têm boas estimativas de massas para os seus buracos negros centrais e ficam a distâncias onde podemos fazer bons estudos dos seus enxames globulares.”

Este estudo recente confirma que existe uma correlação entre o número de enxames globulares e a massa do buraco negro central de M106 e confirma a precisão do método fotométrico usado no GTC. “Os estudos deste tipo, em mais galáxias espirais, podem esclarecer o papel das diferentes hipóteses propostas para a construção das galáxias, dos enxames globulares e dos buracos negros centrais,” conclui a autora principal do artigo.

Astronomia On-line
7 de Maio de 2019

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1934: As tempestades de poeira podem ter roubado a água do Planeta Vermelho

NASA / JPL-Caltech / MSSS

Fortes tempestades elevam as moléculas de água no ar do Planeta Vermelho, onde podem ser facilmente perdidas no Espaço.

Os cientistas procuram entender de que forma as partículas de poeira, que geralmente preenchem a atmosfera, poderiam impactar os astronautas e os seus equipamentos há já algum tempo. Aliás, é por esse motivo que os humanos possuem oito naves espaciais a orbitar o Planeta Vermelho ou itinerantes na sua superfície.

Para os investigadores, as fortes tempestades de poeira, como a que “apagou” a sonda Opportunity da NASA, podem ter contribuído para eliminar parte da água de Marte. O fenómeno aconteceu no ano passado, quando uma forte tempestade de poeira bloqueou a luz solar na superfície do planeta, evitando que a sonda recarregasse as suas baterias durante semanas.

As tempestades de poeira não são uma novidade na superfície de Marte, especialmente na primavera e no verão do hemisfério Sul marciano, que ocorrem durante dias e podem cobrir regiões do planeta do tamanho dos Estados Unidos. Por sua vez, as tempestades que circundam o planeta são imprevisíveis e, muitas vezes, podem durar meses.

Há milhares de milhões de anos, Marte possuía uma atmosfera rica em água líquida, deixando até hoje evidências de que existiam rios, lagos e até mesmo oceanos no Planeta Vermelho, que cobriam aproximadamente 20% da superfície marciana.

Mas Marte perdeu a sua barreira protectora – ou, como quem diz, o seu campo magnético – permitindo que as partículas solares removessem a maior parte da sua atmosfera, resultando assim na perda de capacidade de suportar água líquida, explica a NASA.

Geronimo Villanueva, da NASA, trabalhou em conjunto com uma equipa de cientistas da ESA e da Roscosmos para confirmar o potencial poder das tempestades de poeira neste fenómeno. Os cientistas suspeitavam que estas tempestades elevam as moléculas de água a 80 quilómetros ou mais da sua altitude na superfície, onde o ar rarefeito e a radiação solar separam as moléculas de água em átomos de hidrogénio e oxigénio.

“Quando levamos água para partes muito mais altas da atmosfera, ela evapora facilmente”, explicou o investigador.

Num artigo científico publicado na Nature no dia 10 de Abril, Villanueva e os seus colegas relataram a descoberta de evidências de recuo do vapor de água através da sonda ExoMars Trace Gas Orbiter.

A sonda mediu as moléculas de água em diferentes altitudes antes e depois da tempestade de 2018, o que permitiu aos cientistas observar pela primeira vez que todos os tipos de moléculas de água alcançam a “região de escape” da atmosfera superior, uma importante visão de como a água pode estar a desaparecer de Marte.

Através desta importante descoberta, os cientistas pretendem inferir a quantidade de água que fluía no Planeta Marciano antigo e quanto tempo demorou a desaparecer.

ZAP // SputnikNews

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1933: Cataclismo cósmico na vizinhança do Sistema Solar pode ter brindado a Terra com metais preciosos

NASA Goddard

Uma nova investigação, levada a a cabo por cientistas norte-americanos, sugere que uma violenta colisão entre duas estrelas de neutrões há 4,6 milhões de anos brindou a Terra com metais preciosos. O novo estudo pode abrir portas para melhor compreender a formação e composição do Sistema Solar.

De acordo com a publicação, cujos resultados foram na passada semana publicados na revista científica especializada Nature, este evento cósmico único, que ocorreu na vizinhança do Sistema Solar, deu origem a 0,3% dos elementos mais pesados da Terra, que incluem outro, platina e urânio.

“Os resultados significam que cada um de nós encontrou o valor de uma pestana destes elementos, principalmente na forma de iodo, que é essencial para a vida”, explicou o astrofísico Imre Bartos, da Universidade da Florida, nos Estados Unidos, que liderou o estudo em parceria com o especialista Szabolcs Marka, da Universidade de Columbia.

“Um anel de casamento, que expressa uma conexão humana profunda, é também uma conexão com o nosso passado cósmico ainda antes da Humanidade e da formação da Terra, com cerca de 10 miligramas daqueles que, provavelmente, se formaram há 4,6 mil milhões de anos”, acrescentou o cientista, citado em comunicado.

Bartos frisou que os “meteoritos formados no início do Sistema Solar carregam traços de isótopos radioactivos” e, por isso, completou Marka, são importantes para rastrear o momento em que foram criados, uma vez que “à medida que estes isótopos se vão partindo, agem como relógios” que podem apontar para o momento da sua génese.

Para chegar a esta conclusão, Bartos e Marka compararam a composição dos meteoritos com as simulações numéricas da Via Láctea. Os astrofísicos descobriram que uma única colisão de estrelas de neutrões poderia ter ocorrido 100 milhões de anos antes da formação da Terra, na vizinhança do Sistema Solar, a cerca de 1.000 anos-luz da nuvem de gás que eventualmente formou o Sistema Solar.

A Via Láctea tem um diâmetro de 100.000 anos luz – 100 vezes a distância deste evento cósmico que ocorreu no berço da Terra. “Se um evento semelhante ocorresse hoje em dia a uma distância semelhante do Sistema Solar, a radiação resultante poderia eclipsar todo o céu nocturno”, referiu Marka, ilustrando a dimensão do evento cósmico.

Os astrofísicos acreditam que a sua investigação traz novas e importantes formações sobre um fenómeno singular e importante para a história da Humanidade. “[A investigação] lança luz sobre os processos envolvidos na origem e composição do nosso Sistema Solar e irá um novo tipo de investigação em várias disciplinas, como Química, Biologia e Geologia, para resolver o quebra-cabeça cósmico”, rematou Bartos.

Apesar de a investigação fornecer novas evidências sobre o berço da Terra, ficam ainda por responder várias questões antigas. “Os nosso resultados abordam a procura fundamental da Humanidade: de onde viemos e para onde vamos? É muito difícil descrever as tremendas emoções que sentimos quando percebemos o que tínhamos encontrado e o que significa para o futuro enquanto continuámos a procurar uma explicação para o nosso lugar no Universo”, completou Marka.

Pensar num evento cósmico catastrófico como a origem de uma aliança de casamento pode parecer estranho, mas estes elementos pesados – onde se incluem, para além do ouro, o plutónio e outros elementos mais pesados do que o ferro – só podem ser fruto de um evento extremo do Cosmos.

Tal como explica o portal Live Sicence, estes elementos pesados são resultado de um processo de captura rápida de neutrões – também conhecido como processo r -, no qual um núcleo atómico aglomera-se rapidamente num grupo de neutrões livres antes que o seu núcleo tenha tempo decair radio-activamente.

O fenómeno pode ocorrer durante dois tipos de eventos: explosões de super-novas ou colisão entre estrelas de neutrões. Apesar de os “pais” dos metais preciosos estarem há anos identificados, os cientistas continuam a dividir-se sobre qual dos dois processos é o responsável pela produção de elementos pesados no Universo.

Para já, a culpa ficará solteira.

SA, ZAP //

Por SA
7 Maio, 2019

artigo relacionado: Livescience

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1932: Encontradas ossadas de primo anão do T-Rex

CIÊNCIA

Há 92 milhões de anos, um parente do Tiranossauro Rex com menos de um metro de altura vivia junto com os grandes gigantes do Jurássico.

Uma reprodução de como seria o Suskityrannus hazelae.
Foto Andrey Atuchin

Sterling Nesbitt e o fóssil que descobriu aos 16 anos, em 1998.
Foto DR

Suskityrannus hazelae é um novo dinossauro. Parente do famoso e terrível Tiranossauro Rex (T-Rex), o rei do Jurássico, este novo animal era, no entanto, mais discreto. Uma espécie de primo anão do T-Rex, o Suskityrannus hazelae tinha apenas 0,91 centímetros de altura e 2,74 metros de comprimento.

A descoberta, anunciada esta segunda-feira, foi feita pelo departamento de Geociências da Universidade Virginia Tech, dos EUA e publicada na revista Nature Ecology& Evolution . Mas se a sua descoberta só agora foi anunciada, os seus ossos foram encontrados pelo líder da investigação – Sterling Nesbitt – quando este tinha apenas 16 anos e era um estudante do liceu e participava numa escavação no Novo México, em 1998, liderada por Doug Wolfe, autor do estudo agora publicado. O fóssil encontrado pertence a um animal que teria cerca de três anos.

Acredita-se que este primo do T-Rex pesasse na idade adulta entre 20 e 40 quilos, enquanto o próprio do T-Rex pesava 8 toneladas. A dieta seria uma das coisas em comum entre as duas espécies. Este Suskityrannus hazelae viveu há cerca de 92 milhões de anos no período do Cretáceo, durante o qual viveram alguns dos dinossauros mais famosos: Triceratopos, Velociraptor ou o Bractrossauro. Além, claro do Tiranossauro Rex.

Na revista Nature, Sterling Nesbitt refere que a descoberta “liga os tiranossauros mais antigos e mais pequenos do Norte da América e da China com os maiores que resistiram até ao final da extinção dos dinossauros não-aviários”.

Antes do fóssil descoberto por Nesbitt já outro tinha sido encontrado, um ano antes, mas menos completo. E por 20 anos, os cientistas não souberam o que tinham em mãos. “Essencialmente, não sabíamos que era um primo do Tiranossauro Rex durante muitos anos”, referiu à publicação. Ainda se pensou que as ossadas pertenciam a um Velociraptor, até terem percebido que se tratava de um Suskityrannus hazelae. Nome que junta Suski, o nome dado pela tribo americana Zuni aos coiotes, e Tyrannus, o nome latino para rei. Hazelae é uma homenagem ao professor AHzel Wolfe que apoiou a expedição.

Diário de Notícias
Ana Bela Ferreira
06 Maio 2019 — 22:30

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1931: Livro da Apolo 11 vai a leilão

Bre Pettis / Flickr

O livro com anotações e procedimentos a tomar durante a missão da Apolo 11 à Lua vai ser leiloado pela Christie’s. 

O livro com anotações e procedimentos a tomar durante a missão da Apolo 11 à Lua vai ser leiloado pela Christie’s, em Nova Iorque, a 18 de Julho. O livro narra detalhadamente toda a viagem do Eagle desde a primeira inspecção até finalmente aterrar e descolar na superfície lunar.

De acordo com o Público, o livro contém 150 anotações e procedimentos obrigatórios que foram escritos por Neil Armstrong e Edwin E. Aldrin antes da alunagem na Lua, a 20 de Julho de 1969.

Este manual foi um dos documentos mais importantes e cruciais para o sucesso da missão. No verão de 1969, o comandante Neil Armstrong e o piloto do módulo lunar, Edwin E. Aldrin, fizeram história ao aterrar o Eagle no Mar de Tranquilidade, uma planície formada por rocha vulcânica oriunda de antigas erupções.

“Houston, daqui Tranquility Base. O Eagle aterrou”, foram as primeiras palavras que Armstrong proferiu para o centro de controlo da missão, depois de terem completado a alunagem com apenas cerca de 25 segundos restantes de combustível.

Depois disso, Aldrin escreveu na décima página do bloco as coordenadas do módulo lunar no meio da imensidão do Mar de Tranquilidade, tendo esta sido a primeira vez que um humano escreveu fora da Terra.

Depois da alunagem, Armstrong pisou a superfície lunar pela primeira vez. Seguiu-se, então, a frase que marcou a história: “Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade”.

O livro estará em exposição na Christie’s de Nova Iorque, de 4 a 15 de maio. Depois passará pelo escritório da leiloeira em Hong Kong (24 a 27 de maio) e em Pequim (13 a 16 de Junho). O preço estimado do documento rondará os sete milhões de dólares, cerca de seis milhões de euros.

ZAP //

Por ZAP
6 Maio, 2019

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1930: Legado do Hubble em 16 anos de dados: eis a imagem mais detalhada do Universo

NASA

A NASA acaba de divulgar a imagem mais detalhada do Universo até agora conseguida. São mais de 265.000 galáxias numa só fotografia, que resultam do trabalho do telescópio Hubble durante 16 anos. É o maior e mais completo “livro de História” das galáxias já criado.

A imagem, criada por cientistas da agência espacial norte-americana, representa um mosaico composto por mais de 7.500 imagens que foram captadas pelo Hubble durante a sua actividade. No fundo, este é o seu legado científico.

A fotografia mostra inclusive galáxias que nasceram 500 milhões de anos após o Big Bang.

A fotografia em causa é mais pesada do que um quarto de terabyte e, por isso, não é possível abri-la recorrendo a programas padronizados. No entanto, é possível estimar o seu tamanho real através de um vídeo publicado pela NASA na sua conta no Twitter.

As cores da fotografia abrangem limites que vão além da visão humana, de luz ultravioleta a quase infravermelha, e contêm galáxias 10 mil milhões de vezes mais imperceptíveis do que os nossos olhos podem detectar.

“Nenhuma imagem ultrapassará esta até que futuros telescópios espaciais como James Webb sejam lançados”, assegurou Garth Illingworth, astrónomo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, em comunicado.

“Agora que fomos mais longe do que as investigações anteriores, estamos a colher muito mais galáxias distantes no maior conjunto de dados já produzido”, acrescentou.

Anteriormente, a Agência Espacial Europeia (ESA) publicou uma imagem deslumbrante da galáxia NGC 2903, que está localizada a uns impressionantes 30 milhões de anos-luz de distância na constelação de Leão, captada também pelo poderoso telescópio Hubble.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
6 Maio, 2019

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