1913: Professor de Oxford tem teoria sobre as alterações climáticas (e envolve extraterrestres)

(CC0/PD) Miriam Espacio / Pexels

Young-hae Chi, professor na Universidade de Oxford, no Reino Unido, tem uma bizarra teoria sobre as alterações climáticas. O professor cria uma ligação entre os relatos de raptos de extraterrestres e o aquecimento global.

Apesar de ser professor numa das mais prestigiadas universidades do mundo, Chi não é propriamente um entendido em astrobiologia. Aliás, o professor asiático é especializado em estudos coreanos, mas tem uma teoria única sobre as alterações climáticas.

Segundo Young-hae Chi, os extraterrestres estão a desenvolver uma raça híbrida com os humanos, para que possamos sobreviver a um possível agravamento do aquecimento global. A teoria pressuposta pelo professor sul-coreano foi apresentada em 2012, na “Alien Abduction and Environmental Issues Conference”.

O discurso está disponível no YouTube desde 2014, mas só recentemente ganhou atenção mediática. Isto após a Oxford Union ter rejeitado o pedido de Chi para que fosse feito um debate sobre o assunto.

O jornal académico The Oxford Student soube da situação e falou com o professor de estudos coreanos sobre a sua visão. Chi cita a teoria de David Jacobs, um investigador norte-americano, que considera que os extraterrestres estão a raptar seres humanos com o intuito de criarem uma raça híbrida para colonizar a Terra.

Contudo, o professor de Oxford encontrou uma razão diferente para explicar os raptos de extraterrestres. Segundo ele, os aliens aperceberam-se do mal que estamos a fazer ao nosso planeta e estão a raptar humanos para retirar o ADN. Não para nos prejudicar, mas de forma a criar híbridos para que a Terra seja salva, explica o IFLScience.

Chi reparou que não há relatos de raptos de extraterrestres anteriores à Segunda Guerra Mundial, o que sugere que este é um fenómeno recente.

Apesar da ousadia das suas alegações, o professor da Universidade de Oxford mostra ter conhecimentos aprofundados da ciência por detrás das alterações climáticas. Uma parte considerável do discurso de mais de uma hora de Chi explica a evolução e as consequências do aquecimento global.

ZAP // IFLScience

Por ZAP
1 Maio, 2019

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1912: NASA alerta sobre meteoritos: é preciso defender a Terra

O patrão da agência espacial americana, Jim Bridenstine pediu esta terça-feira a colaboração internacional para detecção de objectos com risco de colisão com a Terra. “O perigo é real”, disse numa conferência em Washington

© Robert Mikaelyan

Aconteceu em Cheliabinsk em 2013, com um saldo de mais de mil feridos. A rocha vinda do céu, à velocidade de 30 km por segundo naquele dia de Fevereiro, foi apenas o mais aparatoso dos incidentes deste tipo nos últimos tempos. “Mas não foi de maneira nenhuma o único [embora os outros não tenham causado vítimas] “, afirmou esta terça-feira, o patrão da NASA, Jim Bridenstine, numa conferência que está decorrer em Washington sobre defesa planetária.

“Não se trata de Hollywood, nem de filmes, trata-se em última análise de proteger o nosso planeta, o único sobre o qual temos neste momento a certeza de que pode albergar vida“, afirmou Bridenstine, citado na imprensa americana, sublinhando que “são necessárias parcerias internacionais para lidar com esta ameaça”.

O meteorito que caiu em 2013 em Cheliabinski, na Rússia, causando 1500 feridos, “tinha a potência de 30 bombas de Hiroxima”, sublinhou ainda o responsável. “Queria muito poder dizer-vos que estes episódios são excepcionais, mas não são. Não são raros e acontecem, e somos nós que temos de conseguir detectá-los e segui-los, já que podem constituir uma ameaça para a Terra”.

A NASA tem um programa para detectar e rastrear estas rochas espaciais com dimensões até 140 metros de diâmetro que circulam nas proximidades da Terra, mas o objectivo de traçar o rasto à esmagadora maioria deles (90% é a meta atual) “está longe de conseguido”, admitiu o director da NASA na conferência.

“Só conseguimos observar um terço destes objectos e por isso precisamos de mais parceiros internacionais para participar neste esforço”, apelou.

De acordo com Jim Bridenstine, são necessários mais sistemas de observação em terra para detectar e seguir o rasto a estes perigosos calhaus do espaço.

Diário de Notícias
DN
01 Maio 2019 — 16:52

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1911: Descobertos restos de uma explosão de uma estrela observada em 48 a.C

ESO / M. Kornmesser

Uma equipa europeia, em colaboração com o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, descobriu os restos de uma explosão de hidrogénio, que ocorreu há cerca de dois mil anos, na superfície de uma estrela, foi esta semana anunciado.

Em comunicado, o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) adianta que a descoberta, aceite para publicação na revista Astronomy & Astrophysics, ocorreu há cerca de dois mil anos “no exame globular de estrelas M22 (Messier 22)”, situado a 9.785 anos-luz da constelação de Sagitário.

A investigação, que descobriu um “remanescente de Nova” – uma explosão de hidrogénio que ocorre na superfície de uma estrela e que faz aumentar o seu brilho -, vem ao encontro dos registos “efectuadas por astrónomos chineses no ano 48 a.C.”.

“Esta descoberta (…) confirma uma das mais antigas observações que chegou aos dias de hoje, efectuada por astrónomos chineses em 48 a.C.”, assegura o instituto.

O IA refere que o enxame (aglomerados esféricos compostos por centenas de milhares de estrelas que orbitam fora da galáxia) foi observado pelo MUSE, um espectrógrafo que obtém um “espectro total de cada pixel do céu” e permite medir o brilho das estrelas em função da sua cor.

“O remanescente de Nova descoberto no enxame M22 (um dos 150 enxames globulares que orbita a Via Láctea) é uma nebulosa avermelhada de hidrogénio e outros gases, com um diâmetro de 8.000 unidades astronómicas. Mas apesar do tamanho, a nebulosa tem uma massa de apenas 30 vezes a da Terra”, aponta o instituto.

Citado no comunicado, Jarle Brinchman, investigador do IA e da Universidade do Porto, salienta que, tendo em conta que “a maioria dos eventos astronómicos têm durações demasiado longas”, é “excitante ter conseguido usar o inovador instrumento MUSE para encontrar os restos da explosão de uma estrela, da qual há registos históricos“.

Por sua vez, Fabian Göttgens, o primeiro autor do artigo, afirma que os instrumentos utilizados na investigação permitem confirmar “uma das mais antigas observações” que ocorreu fora do nosso Sistema Solar. “Esta observação permitiu-nos trazer escalas de tempo astronómicas para uma escala humana”, avança.

ZAP // Lusa

Por Lusa
1 Maio, 2019

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1910: Cientistas podem ter desvendado o mistério da aurora Steve

(cv) Vanexus Photography / Youtube

Quando um grupo de amadores chamado “Alberta Aurora Chasers” – que reúne pessoas que gostam de observar auroras – descobriu o que se acreditava ser uma nova forma de aurora, a comunidade científica ficou perplexa.

Na altura, o grupo chamou baptizou o fenómeno de “Steve”, uma abreviatura de “Strong Thermal Emission Velocity Enhancement”. Steve é semelhante a uma aurora boreal e foi documentado no Canadá, descrito como um fio vertical de luz roxa e tons esverdeados. De acordo com o estudo de 2018, o fenómeno pode ocorrer em latitudes mais baixas do que as auroras comuns.

As auroras mais comuns formam-se quando as partículas carregadas impulsionadas pelo Sol são conduzidas em direcção à atmosfera superior dos pólos do nosso planeta pelo campo magnético da Terra. Estas partículas solares atingem partículas neutras na atmosfera superior, e produzem luz e calor, visíveis a olho nu no céu nocturno.

Pelo contrário, as Steves formam-se de maneira diferente. Nas regiões onde aparecem, há um campo eléctrico que aponta para o pólo e um campo magnético que aponta para baixo. Os dois juntos criam esta emissão orientada para oeste.

Assim, o fluxo na ionosfera terrestre atrai as partículas solares carregadas para oeste, onde atingem e aquecem partículas neutras durante o caminho, produzindo as tais luzes ascendentes. Este fenómeno configura o primeiro indicador visível da “movimentação” de partículas carregadas, que os investigadores têm vindo a estudar via satélite há cerca de 40 anos.

Segundo um novo estudo publicado na revista Geophysical Research Letters, os cientistas propuseram-se a encontrar a fonte de energia desses tipos de luzes e medir os campos eléctricos e magnéticos na magnetosfera que ocorrem durante esses eventos.

Estudos anteriores foram limitados a observações por imagens terrestres e satélites de baixa altitude, por isso a equipa analisou dados de várias passagens por satélite durante os eventos Steve em Abril de 2008 e maio de 2016 para medir os campos eléctricos e magnéticos, juntamente com dados de satélite e fotos de Steve do chão.

Os investigadores descobriram que o arco avermelhado e a cerca verde são dois fenómenos diferentes criados por dois processos muito diferentes e estão “conectados a fluxos rápidos de plasma, limites de plasma aguçados e ondas intensas a 25 mil quilómetros no espaço”. As cores associam-se à deriva de iões sub-aurorais, aquecimento de electrões e ondas de plasma.

Steve é um “rio” fluente de partículas carregadas na ionosfera da Terra que colidem e criam fricção que aquece as partículas, fazendo com que emitam a luz lilás que se alinha de leste a oeste. Funciona de forma semelhante às lâmpadas, onde a electricidade aquece um filamento de tungsténio até que esteja suficientemente quente para brilhar.

Embora se acredite que o aquecimento do plasma do fluxo rápido e das ondas conduza o arco de cor malva, não explica a cerca. Esse fenómeno verde forma-se em altitudes mais baixas que o arco lilás, alimentado por electrões energéticos que chegam do espaço a milhares de quilómetros acima da Terra.

Embora seja semelhante às auroras normais, afecta a atmosfera mais ao sul do que as latitudes tradicionais da aurora. Dados de satélite mostraram que, quando ondas de alta frequência se movem da magnetosfera para a ionosfera, energizam electrões e expelem-nos da magnetosfera para criar a cerca.

Os cientistas dizem que o trabalho fornece uma maneira de estudar o mundo invisível e complexo que compõe a magnetosfera e pode ajudar a entender melhor como os fluxos de partículas se desenvolvem na ionosfera acima do planeta, o que pode afectar os sinais GPS, as comunicações de rádio e outros mecanismos que dependem de dados de satélite.

ZAP // IFL Science

Por ZAP
1 Maio, 2019

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1909: Mystery Sea Opened Up During the Antarctic Winter. Now, Scientists Know Why.


A polynya in Antarctica’s Weddell Sea.
Credit: Wolfgang Kaehler/LightRocket via Getty Images

A swath of ice-free sea that regularly opens up during the frigid Antarctic winters is created by cyclones.

Sea ice in Antarctica is thickest in the winter, so the appearance of open water is perplexing. These open seas are called polynyas. In 2017, scientists spotted one in the Lazarev Sea, which they called the Maud Rise polynya because it sits over an ocean plateau called Maud Rise.

Now, researchers led by Diana Francis, a New York University Abu Dhabi atmospheric scientist, find that cyclonic winds push ice in opposite directions, causing the pack to open up and expose open sea. [Antarctica: The Ice-Covered Bottom of the World (Photos)]

In mid-September 2017, the Maud Rise polynya was 3,668 square miles (9,500 square kilometers) in size. By mid-October, it had grown to 308,881 square miles (800,000 square km).

The Maud Rise polynya in September 2017.
Credit: NASA Worldview

An analysis of high-resolution satellite imagery explained the rapid growth. Warm, moist air flowing in from the western South Atlantic hit cold air headed northward from the south, setting the stage for violent storms. The resulting cyclones rated 11 on the Beaufort storm scale, meaning they involved wind speeds of up to 72 mph (117 km/h) and waves up to 52 feet (16 meters) high anywhere they encountered open sea.

These swirling winds pushed ice away from the cyclonic centers, Francis and her colleagues wrote April 24 in the journal JGR Atmospheres.

Polynyas aren’t new or necessarily harmful. According to the National Snow and Ice Data Center (NSIDC), they can provide important ocean access for Antarctic animals and habitat for phytoplankton.

However, polynyas may change in a warming future, Francis and her colleagues speculated. Antarctica is expected to experience stronger cyclones as the climate changes, because models show that storms are likely to form more often toward the poles and to be more intense, according to the NSIDC.

If those predictions are correct, Antarctica might see more open water in future winters.

Originally published on Live Science.
By Stephanie Pappas, Live Science Contributor 
April 30, 2019 06:59am ET

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1908: NASA encerra Abril com uma fotografia que vale a pena admirar

© Aman Chokshi A fotografia foi captada Aman Chokshi.

A fotografia eleita pela NASA como a melhora fotografia do dia de astronomia como parte da rubrica Astronomy Picture of the Day mostra um meteoro a passar por uma galáxia, dois elementos que se unem para formar uma imagem que vale a pena admirar.

A galáxia em questão é a M33 e situa-se a 3 milhões de anos-luz da Terra, com o meteoro a ter passado apenas a apenas 0.0003 segundos-luz. A fotografia foi captada Aman Chokshi, astro-fotógrafo que a NASA adianta que “teve muita sorte para captar numa mesma imagem o meteoro e a galáxia.

“No final, o meteoro foi embora no espaço de um segundo mas a galáxia durará milhares de milhões de anos”, pode ler-se na publicação da NASA.

msn notícias
Miguel Patinha Dias
30/04/2019

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