1814: NASA capta dois eclipses solares em Marte. Veja-os aqui

Sonda Curiosity captou no mês de Março imagens das duas luas do Planeta Vermelho, Phobos e Deimos, quando escondiam parte do Sol.

Sonda Curiosity capta imagens de eclipse
© NASA

A NASA alcançou mais um feito em Marte com a sua sonda Curiosity, que captou recentemente, ao percorrer o Planeta Vermelho, imagens de dois eclipses solares. As imagens foram reveladas nesta última quinta-feira.

A 17 de Março foram captadas imagens de um eclipse do Sol provocado por Deimos. Dias depois, a 26 de Março, foi a vez da lua de Phobos provocar o seu eclipse. Desde 2012, quando pousou naquele planeta, que a sonda Curiosity estava preparada para estudar este tipo de acontecimento. Na bagagem levava uma câmara Mastcam, com filtros especiais para tais pesquisas eclípticas.

O momento em que Phobos cruza frente ao Sol
© NASA

Além de ser um verdadeiro espectáculo, os eclipses solares marcianos são considerados pelos cientistas como valiosos em termos de informação, pois eles podem ajudar a aperfeiçoar ainda mais os cálculos das órbitas destas duas luas. É que por serem pequenas, as suas trajectórias mudam frequentemente, não só por serem afectadas pela onda gravitacional de Marte, de Júpiter e até mesmo pela influência que uma provoca na outra. E, nos últimos 15 anos, este conhecimento tem sido aperfeiçoado.

O eclipse com Deimos
© NASA

Tudo porque a partir do momento em que os primeiros robôs da NASA chegaram a Marte, em 2004, começaram logo a recolher informação e a documentar os cientistas sobre os eclipses solares, o que diminuiu em muito a incerteza em torno das órbitas das luas.

Imagens dos eclipses solares a partir de Marte
© NASA

Foi assim que os cientistas descobriram que Deimos, a mais pequena lua de Marte, está 40 quilómetros mais longe do que se pensava.

O registo desses fenómenos não é assim tão raro, mas quanto mais informação for possível captar, mais se contribuirá para a investigação.

Desde que os primeiros robôs começaram a fornecer informação, já foram observados 40 eclipses marcianos de Phobos e oito de Deimos, segundo afirma a NASA.

Diário de Notícias
05 Abril 2019 — 23:08

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1813: Descoberta misteriosa religião nas profundezas de um lago dos Andes

CIÊNCIA

(dr) Teddy Seguin

Há centenas de anos, a costa oeste da América do Sul era governada pelos Incas – um misterioso império considerado a sociedade mais avançada existente nas Américas antes da chegada de Colombo.

Porém, muito tempo antes de os Incas deterem o domínio sobre as vastas terras que se estendiam da Colômbia ao Chile, uma sociedade ainda mais misteriosa habitava na região dos Andes. Este império mais antigo foi chamado o estado de Tiwanaku, sobre o qual se sabe menos ainda. No seu auge, poderá ter tido entre 10 mil a 20 mil pessoas.

Os detalhes escassos que se sabe sobre o estado de Tiwanaku vêm de achados arqueológicos, descobrindo uma trilha de pistas sobre o povo Tiwanaku e a sua cultura há muito desaparecida. Agora, os cientistas acabam de anunciar a descoberta de uma grande peça nova do quebra-cabeça.

No primeiro mergulho e escavação arqueológica sistemática realizado nas águas do recife de Khoa, perto da Ilha do Sol no Lago Titicaca, na Bolívia, os investigadores encontraram evidências submersas de ofertas rituais feitas a divindades sobrenaturais – o que significa que a religião existia nesta parte do mundo – muito mais cedo do que se pensava.

“As pessoas costumam associar a Ilha do Sol aos Incas porque era um local de peregrinação importante para eles e porque deixaram para trás numerosas construções cerimoniais e ofertas na e em redor desta ilha”, disse o antropólogo José Capriles, da Pennsylvania State University.

“A nossa investigação mostra que o povo Tiwanaku, que se desenvolveu no Lago Titicaca entre 500 e 1.100 a.C, foi o primeiro a oferecer objectos de valor a divindades religiosas da região”, explicou.

Capriles e a sua equipa usaram sonar e fotogrametria 3D subaquática para monitorizar e mapear o recife durante uma visita de estudo de 19 dias ao Lago Titicaca durante 2013. Nos sedimentos no lago, encontraram queimadores de incenso em forma de puma, com fragmentos de carvão presentes nos depósitos escavados, e vários ornamentos de ouro, conchas e pedras.

(dr) Teddy Seguin
A equipa encontrou ofertas rituais, como queimadores de incenso; lamas sacrificados; e ornamentos de ouro, conchas e pedras

Acredita-se que o puma tenha sido um importante símbolo religioso para os Tiwanaku. Um motivo com um rosto com raios representado em dois medalhões de ouro sugere que as ofertas deveriam ser explicitamente para a principal figura mítica na sua iconografia religiosa, às vezes chamada de Viracocha.

Os investigadores dizem que as peças de oferta – datadas entre os séculos VIII e X a.C – não foram parar ao lago por acidente, mas parecem que foram projectadas para ficarem submersas. “A presença de âncoras perto das ofertas sugere que as autoridades oficiais podem ter depositado as ofertas durante rituais realizados em barcos”, referiu Capriles.

Os arqueólogos também encontraram evidências de peixes, anfíbios e ossos de aves, que, segundo a equipa, provavelmente se depositaram naturalmente no ecossistema submerso.

Mas há um animal na mistura que não é como os outros. Os ossos de quatro lamas também foram descobertos. Pensa-se que terão sido mortos no local ou perto dele e enterrados no mar como ofertas de sacrifício no antigo ritual.

Embora não se possa saber com certeza exactamente o que estes actos de oferta significaram para o povo Tiwanaku, o facto de que tais elaborados ritos foram realizados diz-nos algo mais sobre o estado e a sofisticação dos Tiwanaku.

Mais do que um mero culto num local extremo, as cerimónias em Khoa refletem uma interacção complexa de estar situado no centro do lago enquanto são realizadas por um pequeno grupo de elite”, escrevem os autores no artigo, publicado na revista PNAS.

“Eles também enfatizam a exibição de forças poderosas, como a disseminação de rituais focados na representação de uma divindade de rosto com raios e pumas cheios de fumo, o sacrifício de lamas e a disposição conspícua da riqueza.”

Os arqueólogos dizem que estes gestos simbólicos são todos os pilares de uma sociedade complexa emergente, que se poderia estar a expandir e talvez a procurar cooperar com outros grupos na região andina. Esses esforços podem ter valido a pena no curto prazo, até cerca de meio milénio depois.

ZAP // Live Science

Por ZAP
6 Abril, 2019

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OVNI’s podem ser máquinas do tempo de um futuro distante

salorca2 / Flickr

O professor norte-americano Michael P. Masters apresentou uma nova teoria sobre objectos voadores não identificados (OVNI’s), defendendo que estes objectos são incríveis máquinas do tempo de um futuro distante.

Para Masters, que lecciona na Universidade Montana Tech, nos Estados Unidos, os OVNI’s e as demais alegadas naves alienígenas não visitam a Terra depois de uma viagem iniciada no Espaço, partindo antes de um ponto distante no futuro da Humanidade.

“O fenómeno pode [ilustrar] os nossos próprios descendentes distantes a voltar, através do tempo, para nos estudarem no seu próprio passado evolutivo”, afirmou o professor em entrevista ao canal de televisão KXLF, citado pelo tablóide britânico Express.

Segundo Masters, as relatos sobre alegadas abduções e os exames médicos realizados provam que os OVNI’s são, na verdade, antropólogos do futuro. O professor defende que estes antropólogos futuristas são bastante parecido com ele mesmo.

Além destas evidências, sublinha o cientista, a maioria das pessoas que dizem ter visto ou testemunhado alienígenas descrevem-nos como humanoides dotados de tecnologias incríveis. Para Masters, estas pessoas referiam-se a cientistas que viajam no tempo como seres extraterrestres ou descendentes humanos distantes.

O antropólogo, especializado em avistamentos de OVNI’s, disse que estes encontros podem ser cientificamente explicados, mesmo que os cépticos possam considerar esta uma ciência marginal. “Os extraterrestres, que são geralmente descritos como bípedes, que caminham erectos, com cinco dedos em cada mão e pé, simetria bilateral, têm dois olhos, uma boca e nariz, podem comunicar-se connosco nos nossos próprios idiomas”, reforçou.

O especialista, que explora a nova teoria no seu livro sob o título Identified Flying Objects, afirma que os futuros cientistas regridem no tempo para melhor estudar e entender os seres humanos do passado. “Com o ritmo acelerado da mudança na ciência, tecnologia e engenharia, é provável que os seres humanos de um futuro distante possam algum dia desenvolver o conhecimento e a maquinaria necessária para voltar ao passado”.

Masters nota, contudo, que nem tudo o que é apresentado no seu livro representa uma verdade absoluta. “Vou continuar vigilante no meu próprio cepticismo”, concluiu.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
6 Abril, 2019

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1811: A NASA quer ir buscar as 96 fraldas que os astronautas deixaram na Lua

NASA
Os astronautas da NASA deixaram as suas marcas na Lua. Ainda lá estão.

A NASA planeia ir à Lua, nos próximos anos, para recolher as fraldas deixadas pelos seus astronautas durante o programa Apollo. A ideia será ver se estas fezes, que ficaram no espaço durante cerca de 50 anos, ainda têm “vida”.

Nas missões Apollo que levaram o Homem à Lua, os astronautas deixaram para trás centenas de objectos, que constam da lista Manmade Material on the Moon, que a agência espacial mantém no seu site.

Entre estes objectos encontram-se veículos, equipamentos, objectos pessoais, bandeiras dos EUA (que estão agora totalmente brancas), peças de roupa, bolas de golfe, mensagens, a escultura de um ramo de oliveira em ouro, e 96 sacos de fezes que os astronautas produziram e deixaram na Lua – que, segundo a Vox, a NASA quer agora de volta.

A ideia de ir à Lua recolher fezes poderá não ter muita lógica a olho nu, mas a NASA tem uma razão bem pertinente para o fazer. Estas fezes estão cheias de vida, sendo metade da sua massa composta por bactérias e micróbios.

O objectivo da agência espacial norte-americana é ver até que ponto é que estes organismos sobreviveram com o passar dos anos, no ambiente inóspito do espaço.

Os Estados Unidos já deixaram claro que querem voltar a pôr homens na lua dentro dos próximos anos. A NASA pretende assim aproveitar o regresso ao nosso satélite para recolher as fraldas deixadas antes pelos astronautas. Uma tarefa nada apelativa, mas que pode oferecer muitas respostas.

Além de fezes, os sacos deixados pelos astronautas das missões Apollo têm também urina, restos de comida, vómitos e diversos outros resíduos. Assim que a NASA conseguir voltar à Lua, os seus cientistas poderão descobrir quão resistente é a vida destes resíduos no ambiente lunar.

E, caso os micróbios tenham sobrevivido, será que eles também sobreviveriam a viagens interestelares, semeando vida pelo universo fora?

Por que os astronautas deixaram fezes na Lua

Durante o programa Apollo, a NASA levou seis missões tripuladas à Lua: Apollo 11 e 12 em 1969, Apollo 14 e 15 em 1971, Apollo 16 e 17 em 1972. Um total de 12 homens tiveram o privilégio dar um pequeno passo de gigante em solo lunar. Boa parte deles, certamente, teve necessidade de encher as fraldas” enquanto saltitavam pela micro-gravidade lunar.

Na época das missões Apollo, a solução encontrada pela NASA para que os astronautas fizessem as necessidades de forma segura foi acoplar um saco de plástico nas nádegas para capturar as fezes directamente, sem que elas entrassem em contacto com o ambiente.

No entanto, esse método apenas era útil para os momentos em que os astronautas estavam nas naves. Para as situações em que os astronautas estavam no exterior e não conseguiam controlar os seus intestinos, a NASA desenvolveu e forneceu aos astronautas um “fato de máxima absorção” para “contenção fecal”. Por outras palavras, uma fralda.

Em 1969, quando Neil Armstrong desceu à superfície lunar, tornando-se a primeira pessoa a deixar pegadas na Lua, foi tirada uma fotografia que mostra uma paisagem repleta de crateras, com um saco de lixo branco ao lado do módulo lunar.

NASA
Um dos sacos de fezes junto ao módulo lunar da Apollo 11, em 1969

Ficou sempre a dúvida se seria essa umas das fatídicas fraldas usadas pelos astronautas. Buzz Aldrin, colega de Armstrong na missão Apollo 11 e o segundo homem a pisar a Lua, não confirmou nem negou a suspeita, mas um facto é indesmentível: todos os astronautas que estiveram na Lua deixaram sacos de resíduos humanos por lá.

Charlie Duke, da missão Apollo 16 (1972), foi o 10º homem na Lua, onde passou 71 horas. Ele mesmo confirmou, recentemente, que a sua tripulação deixou resíduos para trás. “Deixamos a urina que foi recolhida num tanque, e acredito que tivemos alguns dejectos — mas não tenho certeza — que estavam num saco de lixo”, disse.

Duke explica que estes resíduos foram deixados para trás na Lua porque havia a ideia de que tudo seria higienizado por acção da radiação solar. “Ficaria realmente muito surpreendido se alguma coisa sobrevivesse”, explicou. Mas na altura, trazer de volta esses sacos de lixo à Terra não era uma opção.

“As missões lunares foram planeadas com muito cuidado, e o peso era um problema muito grande. Caso quisesse trazer pedras da Lua, teria de descartar coisas que não seriam necessárias, para aumentar a margem de segurança”, explica Andrew Schuerger, cientista de vida espacial da Universidade da Florida e co-autor de um artigo sobre a viabilidade de haver micróbios sobreviventes na Lua.

NASA’s Goddard Space Flight Center / Vox
Onde estão as fezes na lua?

Poderá ter sobrevivido alguma bactéria fecal?

A recolha das fezes dará insights importantes sobre as condições extremas que a vida é capaz de suportar. O potencial humano de contaminar outros corpos celestes é também uma possibilidade de análise.

A probabilidade de que alguma coisa tenha sobrevivido nos excrementos deixados na Lua é pequena. Afinal, a Lua não tem um campo magnético capaz de proteger a vida contra a radiação cósmica, não tem camada de ozono para absorver raios ultravioleta e o vácuo lunar é inóspito para a vida.

Sem atmosfera, a Lua sofre ainda grandes variações de temperatura entre o dia e a noite, com a superfície a registar temperaturas de 100ºC de dia que descem drasticamente para os -173ºC à noite.

Mas, ainda que a maior hipótese seja de que a combinação de radiação e extremas temperaturas tenha matado todos os micróbios nos sacos de lixo, Schuerger diz que há uma “pequena probabilidade de que alguma bactéria mais resistente tenha sobrevivido. Margaret Race, bióloga do Instituto SETI, concorda: “os micróbios não precisam ter muita protecção”, disse.

ZAP // CanalTech / VOX

Por CT
6 Abril, 2019

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1810: Descoberta na Sibéria “super-bactéria” que poderá viver em Marte

CIÊNCIA

TSU / Olga Karnachuk

Uma bactéria capaz de sobreviver sem luz ou oxigénio, procurada em todo o mundo depois de o seu ADN ter sido identificado há 10 anos numa mina de ouro sul-africana, foi finalmente descobertas por cientistas russos.

“Os microbiologistas da TSU (Universidade Estadual de Tomsk) detectaram pela primeira vez a bactéria Desulforudis audaxviator em águas subterrâneas nas profundezas da Terra”, revelou aquela instituição de ensino em comunicado.

Na mesma nota esta semana divulgada, a TSU recorda que várias equipas de cientistas estão à procura deste organismo há mais de 10 anos. “O enorme interesse deve-se à capacidade do microrganismo obter energia na ausência de oxigénio e na escuridão total. Teoricamente, pode mostrar que a vida noutro planeta é possível, por exemplo em Marte”, observou o TSU, citado pelo portal russo Sputnik News.

Olga Karnachuk, chefe do departamento de fisiologia vegetal e biotecnologia da TSU, recordou que há mais de dez anos uma equipa de cientistas norte-americano encontrou ADN da bactéria a 2,8 quilómetros de profundidade numa mina de ouro na África do Sul. 

“Até há pouco tempo acreditava-se que a vida nestas condições era impossível, porque a fotossíntese leve – processo fundamental em todas as cadeiras alimentares – não é produzida, mas descobriu-se que essa hipótese estava errada“, sublinhou a especialista.

Após a equipa dos Estados Unidos ter publicado um artigo no qual descrevia a descoberta na revista especializada Science, cientistas de vários países começaram a procura por esta bactéria. O seu ADN chegou a ser encontrado na Finlândia e nos Estados Unidos, mas o microrganismo nunca chegou a ser encontrado.

Os russos tornaram-se os primeiros a descobrir a bactéria em águas subterrâneas a partir de uma fonte termal localizada nas florestas da Sibéria, a norte da cidade de Tomsk.
A Desulforudis audaxviator é uma das bactérias mais antigas que habitam o nosso planeta, sendo caracterizada pela sua capacidade de sobreviver sem oxigénio e obter energia a partir de sulfatos e da oxidação de hidrogénio ou compostos orgânicos.

ZAP //

Por ZAP
6 Abril, 2019

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