667: Roubado a outro sol

Um terço da população mundial é composto por “migrantes”, pessoas que deixaram um lugar para irem viver noutro. Há inúmeras razões que podem levar as pessoas a instalarem-se noutra região e lá criarem os seus lares: a busca de trabalho, a ânsia pela liberdade, ou a fuga a desastres naturais.

Agora, e pela primeira vez, descobrimos um imigrante permanente que veio instalar-se entre nós, vindo de um diferente sistema!

O asteróide, que hoje em dia encontrou acolhimento na órbita de Júpiter, é o primeiro exemplo conhecido de um objecto que foi capturado a outro sistema estelar.

Todos os planetas do Sistema Solar (e também quase todos os outros objectos que dele fazem parte) viajam em torno do Sol na mesma direcção, mas este asteróide é diferente – viaja na direcção oposta.

Se ele tivesse nascido no nosso Sistema Solar, seria de esperar que víssemos o asteróide a seguir na mesma direcção de tudo o resto que cá teve a sua origem. O facto de não seguir com a multidão diz-nos que deve ter sido capturado a outro sistema.

Já antes detectámos visitantes interestelares, mas eram apenas turistas de passagem, e este asteróide é um residente de longa duração. O nosso Sol formou-se como membro de um grupo denso de estrelas, cada uma delas com um sistema recheado de planetas e asteróides. Estes primos cósmicos estavam tão próximos que a forte gravidade do nosso Sol e dos seus planetas conseguiu atrair e capturar este asteróide de outro sistema.

Facto curioso: Hoje em dia é impossível dizer ao certo quais das estrelas que vemos no céu são esses parentes próximos do Sol. À medida que as estrelas foram vogando em torno do centro da Galáxia foram-se também separando, algumas ficando para trás como ciclistas que não aguentam a pedalada do pelotão, e a nuvem desfez-se.

Este Space Scoop é baseado num Comunicado de Imprensa da Royal Astronomical Society

Link para a notícia original: http://www.unawe.org/kids/unawe1812/

Portal do Astrónomo
José Saraiva
17 Junho, 2018

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