606: As máquinas aprendem a evitar asteróides

 

A 12 de Outubro de 2017, um asteróide do tamanho de um autocarro passou muito perto da Terra, dez vezes mais depressa do que um avião a jacto (a cerca de 25000 quilómetros por hora).

Um asteróide deste tamanho ter-se-ia rapidamente consumido na atmosfera da Terra, mas esta passagem tão próxima levantou uma grande quantidade de questões. Como é que podemos evitar um asteróide que esteja numa rota de colisão com a Terra? Qual é o método que nos pode dar maiores hipóteses de sucesso?

Para encontrar a resposta, os cientistas têm usado uma técnica chamada “Aprendizagem por Máquinas” (“Machine Learning”).

Esta capacidade está por todo o lado à nossa volta – por exemplo, é usada pelos filtros que detectam o “spam” nas nossas contas de email, para nos dar recomendações em lojas online, e em muitas outras utilizações. Se queremos que um computador desempenhe uma determinada tarefa, mostramos-lhe exemplos dessa tarefa a ser realizada. É a partir desses exemplos que o computador aprende a cumprir essa tarefa.

Neste caso concreto, o computador recebeu milhões de simulações de asteróides a dirigirem-se para a Terra. Em cada uma delas, o asteróide acertava ou não na Terra. O sucesso (evitar a colisão) era baseado em vários factores, desde o tamanho do asteróide ao método utilizado para o afastar, e a quanto tempo antes da possível colisão é que ele fora detectado.

Usando essa informação, o computador foi treinado para encontrar os padrões que conduziam quer ao choque quer à passagem sem colisão. Quando o computador estiver suficientemente treinado, poderá dizer-nos qual a melhor forma de impedir que um asteróide atinja a Terra.

Portanto, se algum dia descobrirmos um asteróide numa rota de colisão com a Terra, o computador usará o seu treino para nos dizer imediatamente se temos ou não possibilidade de lhe alterar a trajectória. Além disso, poderá também dizer-nos como o devemos fazer!

Facto curioso: Já foi proposta uma larga variedade de métodos para resolver o problema dos asteróides perigosos que se possam dirigir para a Terra; eles incluem explosões nucleares, mas também os chamados “tractores gravíticos”. Este último método requer que se coloque uma sonda muito perto do asteróide, de forma a conseguir que a sua gravidade afecte ligeiramente a direcção em que o asteróide segue. Este método é muito menos espectacular do que uma explosão nuclear, mas é também muito mais seguro.

Este Space Scoop é baseado num Comunicado de Imprensa de SAAO.

Link para a notícia original: http://www.unawe.org/kids/unawe1810/ 

Portal do Astrónomo
José Saraiva
1 Junho, 2018

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