559: Cientistas defendem: se existirem mundos paralelos, há vida inteligente lá

(dr) Universal Studios
Imagem retirada do filme E.T., de 1982, do realizador Steven Spielberg

Se há uma grande probabilidade de existir vida inteligente, porque é que ainda não encontramos nenhum extraterrestre? Talvez possam estar num universo paralelo, defende uma equipa internacional de investigadores.

Uma equipa internacional, composta por investigadores da Inglaterra, Austrália e Holanda, realizou um estudo no qual defende que há probabilidade de existir vida alienígena caso exista uma universo paralelo (mesmo que esse universo seja recheado de energia escura).

Esta teoria – a de que o nosso universo é apenas um de muitos – é conhecida como a “teoria do multiverso“.

Esta teoria poderá ser uma boa explicação para o “paradoxo de Fermi”. Na década de 1950, o italiano Enrico Fermi argumentou que há uma contradição entre a alta probabilidade de existir vida alienígena e a total falta de provas concretas de que a vida inteligente já evoluiu fora do nosso planeta.

Se há uma elevada probabilidade de existir vida inteligente, porque é que ainda não encontramos nenhum extraterrestre até hoje? Talvez possam estar num universo paralelo.

O grupo de cientistas defende que, se tais universos paralelos existirem, não precisam de ser necessariamente iguais ao nosso, até porque teriam que atender a um conjunto rigoroso de critérios para permitir a formação de estrelas, galáxias e planetas que promovem a vida.

No mais recente estudo, publicado na Monthly Notices da Royal Astronomical Society, os cientistas realização simulações de computador para construir novos universos sob várias condições.

Com esta experiências, descobriram que as condições para existir vida podem ser mais amplas do que pensávamos, especialmente quando se trata da atracção misteriosa da energia escura.

Em várias experiências, a equipa usou uma programa para simular o nascimento, a evolução e a eventual morte de vários universos hipotéticos. Em cada simulação, os cientistas ajustaram a quantidade de energia escura.

A equipa concluiu que, mesmo em universos com 300 vezes mais energia escura do que o nosso, a vida evoluiu. Esta é uma boa notícia para os fãs da vida extraterrestre e para os admiradores da teoria do multiverso.

Energia escura: um problema?

A energia escura é uma força invisível do nosso universo. Enquanto a gravidade puxa a matéria para mais perto, a energia escura empurra-a para longe. Graças ao impulso constante da energia escura, o nosso universo está a expandir-se e essa expansão está a tornar-se cada vez mais rápida.

Os cientistas não sabem exactamente o que é a energia escura ou como funciona, sabem apenas que é muito abundante. Quase 70% da energia em massa do nosso universo pode ser feita de energia escura.

Alguns cientistas defendem que é uma propriedade intrínseca do espaço – o que Einstein chamou de constante cosmológica -, mas outros consideram que é uma força fundamental com regras dinâmicas próprias, chamada quinta-essência. Ainda assim, há quem ache que a energia escura não é real.

De qualquer forma, os investigadores acreditam que, se vivêssemos num universo com muita energia escura, o espaço poderia expandir-se muito mais rápido do que a própria formação de galáxias.

Já num universo com pouca energia escura, a gravidade descontrolada poderia provocar o colapso de todas as galáxias antes sequer de existir vida.

ZAP // LiveScience / HypeScience

Por ZAP
19 Maio, 2018

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=1476]

[powr-hit-counter id=fa239bd5_1526721749153]

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.