130: É mesmo possível viajar fisicamente para o passado, explica Ethan Siegel

Kjordand / Wikimedia
É possível viajar para o passado. “Basta” um gigantesco wormhole criado por um buraco negro super-massivo

O astrofísico Ethan Siegel afirma no seu blogue Starts With A Bang, na revista Forbes, que a ideia de viajar para o passado pode ser possível “graças a algumas propriedades muito interessantes do tempo e do espaço, segundo a teoria de relatividade geral de Albert Einstein”.

O cientista norte-americano Ethan Siegel baseia-se do conceito de wormholes, também conhecidos como pontes de Einstein-Rosen, consideradas passagens através do espaço-tempo, para garantir que a ideia de viajar para o passado pode ser possível.

No universo, no tecido do espaço-tempo há minúsculas flutuações quânticas, incluindo flutuações de energia em direcções “positivas” e “negativas”, explica Siegel.

“Uma flutuação de energia positiva muito forte e densa criaria um espaço curvo de uma forma particular, enquanto uma forte flutuação de energia negativa curvaria o espaço exactamente da forma oposta”, escreve Siegel no seu blogue Starts With a Bang.

“Se interligarmos essas duas áreas de curvatura, poderíamos alcançar — por um breve instante — a noção de um wormhole quântico“, diz o controverso cientista, que em Setembro afirmou que o Big Bang não foi o início do Universo.

De acordo com o astrofísico americano, caso um wormhole esteja aberto tempo suficiente, uma partícula poderia ser transportada através dele – ou seja, desapareceria instantaneamente num lugar no espaço-tempo e reapareceria imediatamente no outro. Mas para transportar uma pessoa, seria necessário “um pouco mais de esforço”.

O astrofísico explica que, se criarmos um buraco negro super-massivo e uma sua contrapartida de massa hipotética ou energia negativa, que ainda não foi descoberta, ao ligá-los, poderemos criar também um wormhole transitável.

(dr) Hannes Hummel / Quanta Magazine
O tecido do espaço-tempo, dois wormholes e os seus buracos-negros (conceito artístico)

E é aí que o conceito de dilatação do espaço-tempo entra em jogo: quanto maior for o movimento através do espaço, menor será o movimento através do tempo.

Por exemplo, imaginamos um par de wormholes, um dos quais, durante um ano, permanece quase imóvel, enquanto o outro atinge uma velocidade próxima da velocidade da luz. Após um ano, o wormhole imóvel um ano, enquanto o wormhole móvel teria envelhecido 40 anos.

“Se há 40 anos atrás, alguém tivesse criado um par de wormholes e os tivesse emparelhado dessa forma, hoje seria possível entrar num deles e sair no outro no passado, algures no ano de 1977“.

Infelizmente, o problema é que não poderíamos regressar do passado ao presente, diz Ethan Siegel. Algo que não seria necessariamente mau, se nos tivéssemos lembrado de levar os números da lotaria no bolso de trás das calças.

ZAP // Sputnik News / Starts With a Bang

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