5004: SpaceX envia 143 satélites num único foguete e… cinzas humanas

CIÊNCIA/TECNOLOGIA/SPACE X

Foi este domingo que a SpaceX voltou a deixar marcas na história da humanidade! No âmbito do novo programa de carga partilhada, a SpaceX enviou num único foguete Falcon 9 um total de 143 satélites.

Além disso, em parceria com a funerária Celestis, seguiram também cápsulas de cinzas humanas.

SpaceX bate novo recorde no transporte de satélites

A SpaceX, empresa fundada em 2002 por Elon Musk, presidente executivo da Tesla bateu mais um recorde! Este domingo a empresa enviou 143 satélites num único foguete. A missão faz parte do novo programa de carga partilhada entre empresas, que permite transportar essa carga para o espaço a um custo mais baixo. Entre as empresas, está a funerária Celestis, que mandou cápsulas de cinzas humanas.

A missão chama-se Transporter-1 e o programa de redução de custos SmallSat Rideshare. Através desta “parceria” entre empresas, um pequeno satélite de uma empresa pode viajar até ao espaço em outras naves espaciais em vez de ter de comprar um foguete completo a um preço muito mais elevado (um estilo de aluguer de transporte).

A missão era para ter início no passado sábado, mas a tentativa foi falhada devido às más condições meteorológicas. Hoje, já com sucesso, seguiram numa nave Falcon 9 um total de 143 satélites pequenos, entre eles um contentor cheio de restos humanos cremados da Celestis, e 10 mais do programa Starlink Internet da empresa.

De acordo com as informações, o preço de envio de 200 quilos de carga para uma órbita heliossíncrona ronda um milhão de dólares (cerca de 821 mil euros, à taxa de câmbio actual).

De relembrar que é objectivo da SpaceX colocar 1.584 satélites na órbita terrestre a 549 quilómetros acima da Terra, uma distância menor que a habitual para estes dispositivos comerciais.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
24 Jan 2021


5003: Astrónomos descobrem um raro exoplaneta semelhante a Júpiter sem nuvens nem neblina

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Uma equipa de astrónomos norte-americanos descobriram um raro exoplaneta com muitas similaridades a Júpiter, mas sem nuvens nem neblina na atmosfera. Este é o segundo corpo celeste deste tipo observado pelos cientistas.

O corpo celeste WASP-62b encontra-se a 575 anos-luz de distância do nosso planeta. Este astro tem aproximadamente metade da massa de Júpiter.

WASP-62b orbita a sua estrela WASP-62 de classe F

Os exoplanetas livres de nuvens são extremamente raros. Os astrónomos estimam que menos de 7% dos exoplanetas têm atmosferas claras. Por exemplo, o primeiro e único outro exoplaneta conhecido com uma atmosfera límpida, WASP-96b, foi descoberto em 2018.

Os astrónomos acreditam que estudar exoplanetas com atmosferas sem nuvens pode levar a uma melhor compreensão de como estes foram formados.

A sua raridade sugere que está a acontecer algo mais ou que eles formaram-se de uma maneira diferente da maioria dos planetas.

As atmosferas claras também tornam mais fácil estudar a composição química dos planetas, o que pode ajudar a identificar do que um planeta é feito.

Referiu Munazza Alam, astrónomo do Harvard & Smithsonian Center for Astrophysics.

O planeta agora alvo de investigação, o WASP-62b, foi detectado pela primeira vez em 2012 pela WASP (uma organização académica internacional que realiza buscas automatizadas de planetas extras-solares através do método de trânsito astronómico).

Um exoplaneta que está a 575 anos luz da Terra

O planeta orbita WASP-62 é uma estrela do tipo F localizada a 575 anos-luz de distância na constelação de Dourado. Este mundo alienígena tem cerca de metade da massa de Júpiter e orbita a sua estrela hospedeira uma vez a cada 4,4 dias, a uma distância de 0,06 UA.

Usando o telescópio espacial Hubble da NASA/ESA, Alam e os seus colegas registaram dados e observações do WASP-62b. Para isso, recorreram à espectroscopia, o estudo da radiação electromagnética para ajudar a detectar elementos químicos.

Os astrónomos monitorizaram especificamente o planeta enquanto este passava três vezes na frente da sua estrela hospedeira, oferecendo observações de luz visível, que podem detectar a presença de sódio e potássio na atmosfera de um planeta.

Admito que no começo não estava muito animado com este planeta. Mas assim que comecei a examinar os dados, fiquei animado.

Disse o investigador Munazza Alam.

Embora não houvesse evidência de potássio, a presença de sódio era notavelmente clara. Os investigadores foram capazes de visualizar as linhas de absorção de sódio completas nos seus dados, ou a sua impressão digital completa.

As nuvens ou neblina na atmosfera obscureceriam a assinatura completa do sódio, e os astrónomos normalmente só conseguem perceber pequenos indícios de sua presença.

Esta é a prova definitiva de que estamos a ver uma atmosfera clara.

Concluiu Alam.

O estudo foi publicado no Astrophysical Journal Letters.

Autor: Vítor M.
24 Jan 2021


5002: O besouro faz um “clique” e salta 20 vezes a sua altura. A Biologia e a Engenharia descobriram como

CIÊNCIA/BIOLOGIA/ENGENHARIA


Vídeo editado em modo captura de écran devido à não disponibilização do URL de origem

Uma equipa de investigadores descobriu como é que os “besouros click” conseguem propelir-se mais de 20 vezes a sua altura no ar sem usar as pernas.

Uma equipa de investigadores da Universidade de Illinois Urbana divulgou um artigo sobre os mecanismos físicos que permitem a manobra dos “besouros click” num estudo que tem aplicações potenciais para máquinas construídas usando os princípios da bio-mimética.

O novo estudo examina as forças por trás da libertação de energia super rápida que permite que os besouros saltem a alturas tão grandes. Além disso, fornece directrizes para estudar movimentos extremos, armazenamento de energia e libertação de energia em pequenos insectos e animais.

Os cientistas descobriram que os besouros usam uma ferramenta única em forma de dobradiça no seu tórax, logo atrás da cabeça, para saltar no ar.

Para determinar como o mecanismo funciona, a equipa usou raios-X de alta velocidade, o que permitiu observar e quantificar como a anatomia externa e interna do besouro – incluindo músculos, outras estruturas moles e o exo-esqueleto rígido do insecto – se move durante o processo de salto.

“O mecanismo de dobradiça tem um pino num lado que fica preso numa borda do outro lado da dobradiça”, explicou Marianne Alleyne, professora de entomologia, em comunicado. “Quando o travão é libertado, há um som de clique audível e um movimento rápido de inflexão que causa o salto do besouro”.

Os cientistas observaram deformações grandes, mas relativamente lentas, nas partes do tecido mole da dobradiça dos besouros na preparação para o movimento de salto.

“Quando o pino na dobradiça desliza sobre o lábio, a deformação no tecido mole é libertada extremamente depressa e o pino oscila para frente e para trás na cavidade abaixo do lábio antes de parar”, explicou Aimy Wissa, professora de ciência mecânica e engenharia. “A libertação rápida da deformação e as oscilações repetidas, porém decrescentes, mostram dois princípios básicos de engenharia chamados recuo elástico e amortecimento“.

A aceleração deste movimento é 300 vezes maior do que a aceleração gravitacional da Terra – uma grande quantidade de energia vinda de um minúsculo insecto.

“Surpreendentemente, o besouro pode repetir esta manobra de clique sem sofrer nenhum dano físico significativo”, disse Alison Dunn, professora de engenharia e ciência mecânica. “Isso levou-nos a concentrarmo-nos em descobrir o que os besouros usam para armazenamento, libertação e dissipação de energia”.

Segundo Ophelia Bolmin, principal autora do estudo, a equipa descobriu “que o insecto usa um fenómeno chamado encurvadura – um princípio básico da engenharia mecânica – para libertar energia elástica de forma extremamente rápida”.

“Se um engenheiro quisesse construir um dispositivo que saltasse como um besouro, provavelmente projectar-lo-ia da mesma forma que a natureza. Este trabalho acabou por ser um grande exemplo de como a engenharia pode aprender com a natureza e como a natureza demonstra princípios de física e engenharia“, concluiu Wissa.

“Estes resultados são fascinantes do ponto de vista da engenharia e, para os biólogos, este trabalho dá uma nova perspectiva sobre como e por que os besouros evoluíram dessa forma”, disse Alleyne. “Esse tipo de percepção podia nunca ter vindo à tona, se não fosse esta colaboração interdisciplinar entre engenharia e biologia”.

A nova investigação contribui para o crescente campo da bio-mimética, levando a avanços potenciais em áreas como exo-esqueletos, olhos biónicos e robôs saltitões.

Este estudo vai ser publicado em Fevereiro na revista científica Proceedings of The National Academy of Sciences.

Por Maria Campos
24 Janeiro, 2021


5001: Bactérias podem estar a provocar um aumento do degelo na Gronelândia

CIÊNCIA/GEOFÍSICA/AQUECIMENTO GLOBAL


Vídeo editado em modo captura de écran devido à não disponibilização do URL de origem

As bactérias podem estar a ter grande impacto no processo de derretimento de gelo na Gronelândia e, possivelmente, estão a contribuir para o aumento do nível do mar, revelam os investigadores.

Segundo os especialistas, esta situação ocorre porque os micróbios fazem com que os sedimentos que absorvem a luz do sol se acumulem nos fluxos de água derretida. Os cientistas afirmam que estas descobertas podem ser incorporadas a novos modelos climáticos, o que pode levar a previsões mais precisas sobre o derretimento.

“Esses lagos podem ser vistos em toda a Gronelândia e têm uma cor azul brilhante, o que leva a um derretimento ainda maior, pois absorvem mais luz do sol do que o gelo circundante”, explica Sasha Leidman, principal autora do estudo.

Leidman afirma que a situação piora “à medida que os sedimentos escuros se acumulam nesses locais, absorvendo ainda mais a luz solar, causando mais derretimento que pode, consequentemente, aumentar o nível do mar”.

Com as mudanças climáticas, o aumento do nível do mar e as tempestades ameaçam ilhas, países e cidades costeiras em todo o mundo, recorda o Futurity.

A maioria dos cientistas ignora os sedimentos em lagos glaciais que se formam no topo da camada de gelo da Gronelândia, mas, neste estudo, os investigadores tinham como objectivo descobrir por que razão esses sedimentos se acumularam.

Em 2017, os cientistas colocaram um drone num lago de aproximadamente 130 metros de profundidade no sudoeste da Gronelândia, onde fizeram medições e recolheram amostras de sedimentos.

A equipa descobriu que os sedimentos cobrem até um quarto do fundo do lago, muito mais do que os 1,2% estimados, que existiriam se a matéria orgânica e as bactérias não fizessem os com que os sedimentos se agruparem. Os investigadores perceberam também que os lagos têm mais sedimentos do que o previsto por modelos hidrológicos.

“Descobrimos que a única maneira de os sedimentos se acumularam nesses lagos era devido ao facto de haverem bactérias a crescer no sedimento”, disse Leidman.

A especialista revela que “se as bactérias não crescessem no sedimento, todo este seria limpo e esses fluxos iriam absorver menos luz solar. Este processo de agregação de sedimentos está a acontecer há mais tempo do que a história humana”.

O estudo indica que os fluxos de energia solar absorvidos provavelmente dependem da longevidade das bactérias, e o aquecimento na Gronelândia pode levar a maiores depósitos de sedimentos nos rios glaciares.

“A diminuição da cobertura de nuvens e o aumento da temperatura na Gronelândia podem estar a fazer com que essas bactérias cresçam mais intensivamente, causando mais derretimento por sedimentos”, alerta Leidman.

Os resultados do estudo foram publicados na Geophysical Research Letters.

Por Ana Moura
24 Janeiro, 2021


5000: A cidade mais antiga das Américas está sob ameaça de invasão (e a culpa é da pandemia)

CIÊNCIA/ARQUEOLOGIA/CORONAVÍRUS

Petty Officer 3rd Class Daniel Barker / WIkimedia

Tendo sobrevivido durante cinco mil anos, o sítio arqueológico mais antigo das Américas está sob a ameaça de invasores que afirmam que a pandemia de covid-19 os deixou sem outra opção a não ser ocupar a cidade sagrada.

Caral, no Peru, está situada no vale do rio Supe, cerca de 182 quilómetros a norte da capital Lima e 20 quilómetros do Oceano Pacífico a oeste. Desenvolvido entre 3.000 e 1.800 a.C num deserto árido, Caral é o berço da civilização nas Américas.

O seu povo era contemporâneo do Egipto faraónico e das grandes civilizações mesopotâmicas. É anterior ao muito mais conhecido império Inca em 45 séculos.

Porém, nada disso importa aos invasores, que aproveitaram a vigilância policial mínima durante 107 dias de confinamento para tomar mais de 10 hectares do sítio arqueológico de Chupacigarro e plantar abacates, árvores frutíferas e feijão-de-lima. As invasões e destruição começaram em Março, quando a pandemia forçou um confinamento nacional.

“Há gente que vem e invade este local, que é propriedade do Estado, e usa-o para plantar”, disse o arqueólogo Daniel Mayta, em declarações à AFP, citada pelo ScienceAlert. “É extremamente prejudicial porque estão a destruir evidências culturais com 5.000 anos”.

“As famílias não querem ir embora. Explicámo-lhes que este local é um Património Mundial (UNESCO) e o que estão a fazer é sério e podemos levá-los para a cadeia”, continuou Mayta.

A situação agravou-se tanto que a arqueóloga Ruth Shady, que descobriu Caral, foi ameaçada de morte se não abandonasse a investigação dos seus tesouros. Shady é a directora da zona arqueológica de Caral e administra as investigações desde 1996, quando as escavações começaram.

Segundo a investigadora, os traficantes de terras – que ocupam terras estatais ou protegidas ilegalmente para vendê-las para ganho privado – estão por trás das invasões. “Estamos a receber ameaças de pessoas que aproveitam as condições da pandemia para ocupar sítios arqueológicos e invadi-los para estabelecer cabanas e lavrar a terra. Destroem tudo que encontram”.

“Um dia ligaram para o advogado que trabalha connosco e disseram que iam matá-lo comigo e enterrar-nos cinco metros abaixo do solo”, caso o trabalho arqueológico continuasse no local.

Shady, de 74 anos, passou o último quarto de século em Caral a tentar trazer de volta à vida a história social e o legado da civilização, por exemplo, como as técnicas de construção que usaram para resistir aos terramotos. “Estas estruturas de até cinco mil anos mantiveram-se estáveis ​​até ao momento e engenheiros estruturais do Peru e do Japão aplicarão essa tecnologia”, disse Shady.

Os habitantes de Caral viviam em território sísmico. As suas estruturas tinham cestos cheios de pedras na base que amorteciam o movimento do solo e evitavam que a construção desabasse.

As ameaças obrigaram Shady a morar em Lima sob protecção. A investigadora recebeu a Ordem do Mérito do Governo na semana passada pelos seus serviços prestados à nação. “Estamos a fazer o que podemos para garantir que nem a sua saúde nem a sua vida estejam em risco devido aos efeitos das ameaças que está a receber”, disse o presidente do Peru, Francisco Sagasti, na cerimónia.

Caral foi declarada Património Mundial da UNESCO em 2009. A cidade estende-se por 66 hectares e é dominada por sete pirâmides de pedra que parecem iluminar-se quando os raios do sol incidem sobre elas. Acredita-se que a civilização tenha sido pacífica e não usava armas nem muralhas.

Fechada devido à pandemia, Caral foi reaberto aos turistas em Outubro e custa apenas três dólares para visitar. Durante o confinamento, várias peças arqueológicas foram saqueadas na área e, em Julho, a polícia prendeu duas pessoas por destruir parcialmente um local que continha múmias e cerâmicas.

Por Maria Campos
23 Janeiro, 2021


4999: Satélites da Starlink poderão prejudicar recolha de dados dos astrónomos

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/STARLINK

Como parte do plano de Elon Musk em cobrir o planeta de Internet de alta velocidade, está em curso um processo da SpaceX, a Starlink, que visa lançar dezenas de milhares de satélites para a órbita da Terra. Pela primeira vez, os dados demonstram que isto poderá ser possível sem prejudicar a visão do céu nocturno a olho nu.

Porém, o mesmo não acontece com a visão dos astrónomos que, mesmo depois da tentativa de resolução do problema, poderão ver o alcance dos seus telescópios comprometido.

Starlink invisível a olho nu

A ideia é promissora e, mais uma vez, saiu da cabeça de Elon Musk. Como sabemos, a Starlink é um projecto que pretende oferecer uma Internet de alta qualidade a nível global, através de satélites enviados para a órbita da Terra.

Porém, quando os primeiros satélites foram enviados, em maio de 2019, os astrónomos temeram pela qualidade das imagens que viriam a recolher posteriormente. Isto, devido aos pontos de luz em movimento que estavam agora no céu.

Além de perturbar os astrónomos, a Starlink era igualmente visível a olho nu e, por isso, os pontos de luz estavam presentes no céu nocturno.

Posto isto, a SpaceX procedeu ao escurecimento dos satélites com viseiras, aos quais chamou de VisorSats. Dessa forma e de acordo com um novo estudo, conseguiu que os satélites diminuíssem em 31% o seu brilho, sendo, então, invisíveis a olho nu.

A saber, estas viseiras são instaladas após o lançamento e bloqueiam a reflexão da luz solar sobre as superfícies mais brilhantes dos satélites.

Dados recolhidos por telescópios ainda são prejudicados

No entanto, estas viseiras ainda deixam os satélites 2,5 vezes mais brilhantes do que seria o ideal, para a SpaceX. Mais, ainda são demasiado brilhantes para que não afectem o desempenho dos telescópios.

É uma vitória para a preocupação de mudar o céu nocturno para a pessoa comum. Acho que evitámos esse facto.

Disse Jonathan McDowell, astrónomo no Centre for Astrophysics at Harvard and Smithsonian.

Isto, porque para os telescópios o céu ainda está repleto de falsas estrelas, dificultando a visão do cosmos, bem como os estudos associados a essa observação.

Para já, em dois anos, a SpaceX lançou mais de 950 satélites. No entanto, o plano aponta para 42 mil satélites a compor a Starlink. Assim sendo, quantos mais forem enviados, mais os astrónomos sentirão o seu impacto.

Aliás, a SpaceX tem permissão da Federal Communications Commission para lançar 12 mil satélites até meados de 2027.

Dois satélites da Starlink a atravessar o céu nocturno, no dia 18 de Abril de 2020.

Conforme revela o estudo, um único satélite pode criar uma faixa contínua de luz, bloqueando os objectos que os astrónomos poderão vir a estudar.

Alguns projectos realmente não se vão importar com isto. Outros projectos teremos de repensar realmente, e alguns serão impossíveis.

Revelou McDowell.

Além disso, os satélites emitem ondas de rádio e comprimentos de onda que poderão interferir com os telescópios que utilizam esse tipo de sistema para explorar.

Estamos numa nova fase de utilização do espaço. É uma nova revolução industrial espacial, as coisas são diferentes, e a astronomia vai ser afectada. Só temos de ter a certeza de que fazemos parte da conversa.

Esclareceu McDowell.

Apesar desta preocupação, todas estas conclusões são fruto de um novo estudo, sendo que a SpaceX ainda não fez qualquer comentário ou revelou informações sobre o brilho actualizado dos satélites.

Autor: Ana Sofia


4998: O vento solar é estranhamente atraído para o Pólo Norte (e não se sabe porquê)

CIÊNCIA/ASTROFÍSICA

Planetary Visions / ESA

Durante anos, os cientistas pensaram que o vento solar era igualmente atraído para os Polos Norte e Sul da Terra. No entanto, estudos recentes mostram que estas partículas parecem preferir o Norte – e não se sabe porquê.

Uma das consequências mais famosas da interacção entre o vento solar e o campo magnético da Terra são as auroras boreais, no hemisfério Norte, e as auroras austrais, no hemisfério Sul. Quando partículas carregadas do vento solar entram no campo magnético da Terra podem, ocasionalmente, provocar exibições de luz espectaculares.

Durante vários anos, os cientistas pensavam que as partículas carregadas pelo vento solar que causam essas exibições de luz chegavam em números iguais aos pólos norte e sul.

No entanto, de acordo com o Universe Today, investigações recentes de uma equipa liderada por cientistas da Universidade de Alberta mostraram que, na verdade, existem mais partículas carregadas a dirigir-se para o Norte do que para o Sul.

Os dados utilizados pelos cientistas foram colhidos pela constelação de satélites Swarm – um conjunto de 3 satélites que observam o campo magnético da Terra desde 2013.

Naquela época, a constelação de satélites mostrou que o pólo sul magnético da Terra está “mais longe do eixo de rotação da Terra do que o pólo norte magnético”, explicou Ivan Pakhotin, principal autor do artigo.

Isto leva a diferenças na reflexão de um tipo de ondas electromagnéticas conhecidas como ondas de Alfvén, que eventualmente causam diferenças na forma como os pólos Norte e Sul interagem com o vento solar.

Essa assimetria pode significar várias coisas. Por um lado, a química que ocorre na alta atmosfera pode variar dramaticamente entre os Polos Norte e Sul, o que pode ter impactos climáticos significativos no solo. Por outro, também pode significar uma discrepância entre os dois tipos de auroras.

Até agora, os impactos da assimetria não são claros. O Swarm vai continuar a sua missão de colher dados que, um dia, serão relevantes para resolver este mistério.

Por Maria Campos
23 Janeiro, 2021


4997: Um mega-satélite em órbita de Ceres daria “um óptimo lar” para seres humanos

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA
Ceres é um planeta anão localizado no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter.

Enquanto Elon Musk, CEO da SpaceX, olha para Marte, o físico e astro-biólogo Pekka Janhunen, do Instituto Meteorológico da Finlândia, está de olho no planeta anão Ceres.

Seres humanos a viver noutros planetas do Sistema Solar deixou de ser um tema de ficção científica. O Planeta Vermelho é o mais forte dos candidatos quando pensamos em novos lares para a Humanidade, mas o físico e astro-biólogo Pekka Janhunen tem outra proposta: a construção de um habitat flutuante na órbita de Ceres.

Segundo o Science Alert, a ideia do cientista é construir um “mega-satélite“, feito de milhares de naves cilíndricas de 10 quilómetros de extensão e raio de um quilómetro, que ficariam todas juntas, através de poderosos ímanes, numa estrutura em forma de disco que orbitaria o planeta anão.

Janhunen explica ainda que cada cilindro poderia acomodar até 50 mil pessoas, e teria gravidade e atmosfera artificiais.

Ceres é a escolha do astro-biólogo por preencher vários requisitos: além de uma distância média comparável àquela entre a Terra e Marte, o que tornaria a viagem mais fácil, também tem uma forte presença do nitrogénio. Como compõe cerca de 79% da atmosfera da Terra, este gás seria um elemento crucial para a construção da atmosfera artificial.

O raio do planeta anão equivale a aproximadamente 1/13 do da Terra, o que, segundo o cientista, permitiria a existência de elevadores espaciais para transferir materiais do planeta para os habitats e vice-versa.

Marte, por outro lado, tem uma grande desvantagem: os efeitos da baixa gravidade, que poderiam prejudicar o desenvolvimento de músculos e ossos de crianças nascidas no Planeta Vermelho.

O Science Alert adianta ainda que cada habitat cilíndrico iria completar uma rotação a cada 66 segundos, gerando a força centrífuga necessária para criar gravidade artificial. Os cilindros seriam anexados uns ou aos outros através de ímanes e estes pontos de interconexão permitiriam adicionar mais habitats e expandir a colónia.

Como Ceres está muito longe do Sol, seriam usados grandes espelhos para direccionar a luz solar para o habitat e permitir, por exemplo, o cultivo de plantações.

O autor defende ainda que “o nível de dificuldade de execução deste projecto é provavelmente semelhante à colonização de Marte”. O artigo científico foi publicado no repositório online arXiv e ainda carece de revisão por pares.

Por Liliana Malainho
23 Janeiro, 2021


4996: Fóssil de dinossauro dá novas pistas sobre como estes animais acasalavam

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

(dr) Robert Nicholls

É verdade que já sabemos muitas coisas sobre dinossauros – como eram, o que comiam e a causa da sua extinção. Mas nenhum fóssil nos permitiu ainda perceber coisas tão simples como, por exemplo, em que moldes faziam xixi, cocó ou até como acasalavam.

Mas agora, conta a CNN, um fóssil de um psitacossauro encontrado na China, já há alguns anos, do tamanho de um cão da raça labrador, parece estar tão bem preservado que a abertura por onde o dinossauro expelia as suas secreções está a permitir a uma equipa de paleontólogos estudá-lo pela primeira vez.

Embora não ofereça nenhuma resposta concreta sobre como os dinossauros podem ter procriado, esta cloaca (câmara comum para os sistema digestivo, excretor e reprodutor de muitos pássaros e répteis) já nos dá algumas dicas.

“É algo único. A maioria das cloacas forma uma espécie de fenda e existem variados formatos. Esta apresenta uma estrutura em forma de V com um par de lábios alargados. Não há grupos vivos de animais com esta morfologia. É de alguma forma semelhante aos crocodilos, mas ainda assim única”, afirma Jakob Vinther, paleontólogo e professor sénior da Escola de Ciências da Terra da Universidade de Bristol, no Reino Unido.

O estudo, publicado esta terça-feira na revista científica Current Biology, sugere ainda que os grandes lóbulos pigmentados de cada lado da abertura poderiam abrigar glândulas odoríferas, tal como acontece com os crocodilos.

Além disso, as margens externas da cloaca são altamente pigmentadas com melanina, o que teria contrastado com o pálido baixo-ventre do dinossauro. A distinta pigmentação pode significar que esta abertura foi usada para o dinossauro se exibir, característica semelhante à de alguns babuínos e salamandras reprodutoras.

(dr) Jakob Vinther, University of Bristol / Bob Nicholls, Paleocreations.com 2020

Segundo o canal televisivo, tendo em conta que em animais com cloacas os órgãos genitais ficam dentro do corpo, e como neste caso não foram preservados, os cientistas não sabem dizer se este dinossauro em particular era macho ou fêmea.

A grande maioria dos pássaros, considerados os únicos parentes vivos dos dinossauros, acasala por “beijo cloacal”, ou seja, pressionando as suas aberturas. E, por isso, alguns paleontólogos pensam que os dinossauros também podem ter acasalado assim.

Vinther, porém, acredita que este dinossauro teria pénis, pois a cloaca fossilizada é mais parecida com a de um crocodilo, que efectivamente tem esse órgão reprodutor, e porque existem alguns pássaros, tal como avestruzes e patos, que também o têm.

“Pelo que podemos ver, esta cloaca não seria adequada para beijos cloacais. Mas antes sexo com penetração”, concluiu o cientista.

“Como paleoartista, foi absolutamente incrível ter a oportunidade de reconstruir uma das últimas características remanescentes sobre as quais não conhecíamos nada nos dinossauros”, afirma Robert Nicholls, outro dos autores do estudo e o responsável pela ilustração que faz o destaque deste artigo, em comunicado.

“Saber que pelo menos alguns dinossauros se sinalizavam uns aos outros dá aos paleoartistas uma liberdade emocionante para especular sobre toda uma variedade de internações agora plausíveis durante o cortejo dos dinossauros. É uma mudança no jogo!”

Por Filipa Mesquita
23 Janeiro, 2021


4995: Arqueólogos egípcios encontram cópia de capítulo do “Livro dos Mortos”

CIÊNCIA/ARQUEOLOGIA

(dr) Egyptian Antiquities Ministry

Arqueólogos egípcios encontraram, em Sacara, uma cópia do Capítulo 17 do “Livro dos Mortos” numa zona de túmulos próximos da pirâmide do faraó Teti.

De acordo com o site Live Science, que cita um comunicado do Ministério das Antiguidades egípcio, foi descoberto, em Sacara, um templo funerário pertencente à rainha Nearit, próximo à pirâmide do seu marido, o faraó Teti.

Perto da mesma pirâmide, os arqueólogos também encontraram uma série de túmulos que continham restos mortais de pessoas que viveram durante as dinastias XVIII e XIX do Egipto (1550 A.C – 1186 A.C). Estes fariam parte de um culto de adoração a Teti que surgiu depois da sua morte. Até agora, a equipa já descobriu mais de 50 caixões.

Um dos objectos mais incríveis encontrados nesta área é um papiro, com quatro metros de comprimento, que contém o Capítulo 17 do “Livro dos Mortos”, um manuscrito que os antigos Egípcios usavam para ajudar a guiar os falecidos na vida após a morte.

Embora os cientistas ainda estejam a analisar o texto, sabe-se que outras cópias do mesmo capítulo contêm uma série de perguntas e respostas sobre a vida após a morte. Resta saber se esta cópia, cujo dono se chamava Pwkhaef, tem o mesmo formato.

Segundo o mesmo site, a equipa também descobriu uma estela funerária que pertencia a um homem chamado Khaptah, identificado como o supervisor da carruagem militar do faraó, e à sua esposa, Mwtemwia.

Os arqueólogos não sabem, no entanto, qual foi o faraó que este homem serviu. É possível que tenha sido Ramsés II (que reinou de 1279 A.C. a 1213 A.C.), conhecido pelas suas campanhas militares que expandiram o Império Egípcio até à Síria.

Outras descobertas incluem, por exemplo, um machado de bronze, jogos de tabuleiro, estátuas de Osíris e várias múmias, incluindo a de uma mulher que parece ter sofrido de febre familiar do Mediterrâneo, uma doença genética que causa febre recorrente e inflamação do abdómen, articulações e pulmões.

Um santuário dedicado a Anúbis, o deus do cemitério, também foi encontrado perto dos túmulos, assim como estátuas desta divindade, acrescenta-se no mesmo comunicado.

ZAP //

Por ZAP
23 Janeiro, 2021


4994: Giant worms terrorized the ancient seafloor from hidden death traps

Ancient worms built tunnels in the sea bottom, reinforcing the walls with mucus.

Head of a Bobbit worm (Eunice aphroditois), photographed in the Lembeh Strait in North Sulawesi, Indonesia.
(Image: © WaterFrame/Alamy Stock Photo)

Gigantic predatory marine worms that lived about 20 million years ago ambushed their prey by leaping at them from underground tunnels in the sea bottom, new fossils from Taiwan reveal.

These monster worms may have been ancestors of trap-jawed modern Bobbit worms (Eunice aphroditois), which also hide in burrows under the ocean floor and can grow to be 10 feet (3 meters) long. Based on fossil evidence from Taiwan, the ancient worms’ burrows were L-shaped and measured about 7 feet (2 m) long and 0.8 to 1.2 inches (2 to 3 centimeters) in diameter, researchers recently reported in a new study.

The soft bodies of such ancient worms are rarely preserved in the fossil record. But scientists found fossilized imprints, also known as trace fossils, left behind by the worms; some of these marks were likely made as they dragged prey to their doom. The researchers collected hundreds of these impressions to reconstruct the worm’s tunnel, the earliest known trace fossil of an ambush predator, according to the study.

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Bobbit worms are polychaetes, or bristle worms, which have been around since the early Cambrian period (about 543 million to 490 million years ago), and their hunting habits were swift and “spectacular,” the scientists wrote. Modern Bobbit worms build long tunnels to accommodate their bodies; they hide inside and then lunge out to snap prey between their jaws, hauling the struggling creature into the subterranean lair for eating. This “terror from below” grasps and pierces its prey with sharp pincers — sometimes slicing them in half — then injects toxins to make prey easier to digest, according to Smithsonian Ocean.

Researchers examined 319 fossilized tunnel traces in northeastern Taiwan; from these traces, they reconstructed long, narrow burrows that resembled those made by long-bodied modern Bobbit worms. And preserved details in the rock further hinted at how ancient predatory worms might have used these lairs, according to the study.

“We hypothesize that about 20 million years ago, at the southeastern border of the Eurasian continent, ancient Bobbit worms colonized the seafloor waiting in ambush for a passing meal,” the study authors reported. Worms “exploded” from their burrows when prey came close, “grabbing and dragging the prey down into the sediment. Beneath the seafloor, the desperate prey floundered to escape, leading to further disturbance of the sediment around the burrow opening,” the scientists wrote.

Schematic three-dimensional model of the feeding behavior of Bobbit worms and the proposed formation of Pennichnus formosae. (Image credit: Pan, YY., Nara, M., Löwemark, L. et al./Sci Rep 11, 1174 (2021). https://doi.org/10.1038/s41598-020-79311-0)

As the ancient worms retreated deeper into their tunnel with the thrashing prey, the struggle agitated the sediment, forming “distinct feather-like collapse structures” that were preserved in the trace fossils. The researchers also detected iron-rich pockets in disturbed areas near the tops of the tunnels; these likely appeared after worms reinforced the damaged walls with layers of sticky mucus.

Though no fossilized remains of the worms were found, the scientists identified a new genus and species, Pennichnus formosae, to describe the ancient animals, based on their burrows’ distinctive forms.

The likely behavior that created the tunnels “records a life and death struggle between predator and prey, and indirectly preserves evidence of [a] more diverse and robust paleo-ecosystem than can be interpreted from the fossil and trace fossil record alone,” the study authors reported.

The findings were published online Jan. 21 in the journal Scientific Reports.

Originally published on Live Science.
By Mindy Weisberger – Senior Writer
22/01/2021


4993: Ice covers the Sahara Desert for just 4th time in 50 years

The world’s largest desert rarely sees snow like this.

Ice streaks the sand dunes of the Sahara Desert in northwestern Algeria.
(Image: © Karim Bouchetata)

On Tuesday (Jan. 19), one of the world’s driest places awoke to an otherworldly dusting of frost.

In the Sahara Desert of northwestern Algeria, just outside the town of Ain Sefra, sand dunes were streaked with ice crystals as far as the eye could see. Local photographer Karim Bouchetata captured the unusual weather in pictures and videos that have since made headlines around the world.

Ain Sefra sits about 3,280 feet (1,000 meters) above sea level and is surrounded by the Atlas Mountains, near the Algerian-Moroccan border. While summer temperatures in the region regularly soar above 100 degrees Fahrenheit (38 degrees Celsius), January days average a much milder 57 F (14 C), according to Sky News. Tuesday’s ethereal display of frost followed a rare night of 27-F (minus 3 C) temperatures.

Snow and ice accumulation in the northern Sahara is unusual, but not unprecedented. Tuesday’s dusting marks the fourth time in 42 years that Ain Sefra has seen snow, with previous occurrences in 1979, 2016 and 2018. Those past snowfalls were much heavier than this week’s display; in 2018, some areas of northwestern Algeria saw up to 15 inches (40 centimeters) of snow, while the 2016 blizzard dumped more than 3 feet (1 m) in select regions, Live Science previously reported.

Photographer Karim Bouchetata takes in the surreal, icy landscape around him. (Image credit: Karim Bouchetata)

The Sahara is the largest hot desert in the world, stretching more than 3.3 million square miles (8.6 million square kilometers) across northern Africa between the Atlantic Ocean and the Red Sea. (Antarctica and the Arctic, which each cover more area than the Sahara, are both considered cold deserts).

The Sahara is much more likely to see snowfall at higher altitudes, such as in the Atlas Mountains, NASA said in a statement following the 2018 snow dump, which was visible from space. The Moroccan side of the Atlas Mountains also saw substantial snowfalls in 2005 and 2012, according to NASA.

Originally published on Live Science.
By Brandon Specktor – Senior Writer
22/01/2021


4992: Inclinação de Saturno provocada pelas suas luas

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Impressão de artista da migração de Titã e da inclinação de Saturno.
Crédito: Coline Saillenfest/IMCCE

Dois cientistas do CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique) e da Universidade Sorbonne que trabalham no Instituto de Mecânica Celeste e de Cálculo de Efemérides (Observatório de Paris/CNRS) acabam de mostrar que a influência dos satélites de Saturno pode explicar a inclinação do eixo de rotação do gigante gasoso. O seu trabalho, publicado dia 18 de Janeiro de 2021 na revista Nature Astronomy, também prevê que a inclinação vai aumentar ainda mais nos próximos milhares de milhões de anos.

Mais ou menos como David contra Golias, parece que a inclinação de Saturno pode na verdade ser provocada pelas suas luas. Esta é a conclusão de um trabalho recente realizado por cientistas do CNRS, da Universidade Sorbonne e da Universidade de Pisa, que mostra que a actual inclinação do eixo de rotação de Saturno é provocada pela migração dos seus satélites e, principalmente, da sua maior lua, Titã.

Observações recentes mostraram que Titã e as outras luas estão a afastar-se gradualmente de Saturno muito mais depressa do que os astrónomos haviam estimado anteriormente. Ao incorporar este ritmo mais elevado de migração nos seus cálculos, os investigadores concluíram que este processo afecta a inclinação do eixo de rotação de Saturno: à medida que os seus satélites se afastam, o planeta inclina-se cada vez mais.

Pensa-se que o evento decisivo que inclinou Saturno ocorreu há relativamente pouco tempo. Durante mais de 3 mil milhões de anos após a sua formação, o eixo de rotação de Saturno permaneceu apenas ligeiramente inclinado. Foi apenas há cerca de mil milhões de anos que o movimento gradual dos seus satélites desencadeou um fenómeno de ressonância que continua até hoje: o eixo de Saturno interagiu com o percurso do planeta Neptuno e inclinou-se gradualmente até atingir a inclinação de 27º observada hoje.

Estas descobertas questionam cenários anteriores. Os astrónomos já estavam de acordo sobre a existência desta ressonância. No entanto, pensavam que tinha ocorrido muito cedo, há mais de 4 mil milhões de anos, devido a uma mudança na órbita de Neptuno. Pensava-se que desde aquela época o eixo de Saturno estava estável. De facto, o eixo de Saturno está ainda a inclinar-se, e o que vemos hoje é apenas um estágio de transição nesta mudança. Ao longo dos próximos milhares de milhões de anos, a inclinação do eixo de Saturno pode mais que duplicar.

A equipa de investigação já havia chegado a conclusões semelhantes sobre o planeta Júpiter, que deverá sofrer inclinações comparáveis devido à migração das suas quatro principais luas e à ressonância com a órbita de Úrano: nos próximos cinco mil milhões de anos, a inclinação do eixo de Júpiter poderá aumentar de 3º para mais de 30º.

Astronomia On-line
22 de Janeiro de 2021


4991: Arecibo, o radiotelescópio morto, encontrou uma “estrela-aranha” bizarra

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Mark Garlick / University of Warwick
Imagem ilustrativa

Apesar de as estrelas não matarem nem comerem os seus companheiros, estes objectos cósmicos têm o mesmo comportamento violento que as suas contrapartes de oito pernas.

Uma equipa internacional de cientistas usou dados do radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico, para descobrir um tipo estranho de “estrela-aranha” na nossa galáxia.

O Observatório morreu três semanas depois de um dos principais cabos de sustentação da sua cúpula ter desabado, mas os seus dados continuam a ser um grande contributo para a Ciência.

As “estrelas-aranha” (spider stars) são um tipo de estrelas de neutrões, ou pulsares, que agem como relógios no céu, completando uma rotação a cada 30 milissegundos e emitindo um “pulso” de energia a cada rotação. Segundo o Live Science, são o núcleo comprimido de estrelas que, no passado, explodiram numa super-nova.

Ao contrário das estrelas de neutrões comuns, as estrelas-aranha são versões raras que orbitam tão perto dos seus companheiros binários que explodem as suas superfícies e inalam grandes quantidades de material, como uma aranha que desmembra e devora o seu companheiro.

No artigo científico, disponível no arXiv, os cientistas identificaram dois tipos de “estrelas-aranha”: as que têm uma companheira com massa de menos de um décimo do nosso Sol (de 0.02 a 0.03 massas solares) são chamadas de “black widow” (viúva negra), enquanto que as que têm companheiras maiores, com mais de um décimo da massa do Sol, são as “redbacks“.

Além do tamanho, as estrelas são diferentes a nível de comportamento: normalmente, as companheiras das redback passam entre a estrela-aranha e a Terra, criando eclipses temporários, um comportamento não verificado nas companheiras das black widow.

A estrela encontrada pelos astrónomos é difícil de categorizar. A sua companheira causa eclipses, como uma redback, mas a sua massa estimada é de 0.055 vezes a massa do Sol. Se, por um lado, é demasiado pesada para ser uma black widow, é, por outro, leve demais para uma redback.

O portal realça que esta pesquisa foi conduzida com dados recolhidos pelo Arecibo entre 2013 e 2018. Depois do seu colapso, no início de Dezembro, futuras observações ficarão comprometidas.

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Liliana Malainho, ZAP //

Por Liliana Malainho
22 Janeiro, 2021


4990: Mistério resolvido? A estranha estrela rodeada de “mega-estrutura alienígena” não está sozinha

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA/JPL-Caltech

Uma nova pista que acaba de ser encontrada pode ajudar a resolver o mistério da estranha estrela Tabby. KIC 8462852 parece ter um companheiro binário que pode estar a contribuir para as suas quedas irregulares de brilho.

Os astrónomos observaram a estrela Tabby, também conhecida como KIC 8462852, pela primeira vez na década de 1890. Mas em 2015, Tabetha Boyajian, astrofísica da Louisiana State University, descobriu algo incomum – o brilho da estrela diminuía irregularmente durante um período de dias ou semanas.

As observações de Boyajian mostraram que, às vezes, o brilho da estrela reduzia apenas um pouco, mas noutros momentos, caía até 22%.

Investigações subsequentes de outra equipa de cientistas mostraram que o brilho geral da estrela – que está localizada a mais de mil anos-luz da Terra na constelação de Cygnus – também estava a diminuir com o tempo.

Agora, de acordo com o ScienceAlert, foi descoberta a presença de uma estrela companheira numa órbita ampla que poderia ajudar a explicar a presença de todo este material, fornecendo perturbações gravitacionais para quebrar corpos em órbita.

Uma equipa de astrónomos liderada por Logan Pearce, da Universidade do Arizona, tem tentado confirmar a presença de uma estrela próxima à KIC 8462852 desde 2016.

Pearce e a sua equipa usaram cinco anos de observações para fazer medições astrométricas precisas da estrela ténue que parecia estar perto de KIC 8462852.

Além das observações do Observatório Keck, a divulgação, em 2020, de dados astrométricos do satélite Gaia – o mapa tridimensional mais completo e preciso da Via Láctea até hoje – também incluiu a estrela ténue, com medições de acordo com as descobertas da equipa.

As duas estrelas estão separadas por uma distância de 880 unidades astronómicas. A estrela Tabby – KIC 8462852 A – é a estrela maior, com cerca de 1,36 vezes a massa e 1,5 vezes o tamanho do Sol. A companheira, KIC 8462852 B, é uma estrela anã vermelha com cerca de 0,44 vezes a massa e 0,45 vezes o tamanho do Sol.

Numa órbita tão ampla, KIC 8462852 B dificilmente teria qualquer efeito directo no brilho do KIC 8462852 A. Porém, poderia desempenhar um papel nas flutuações misteriosas da estrela maior. “O companheiro binário pode influenciar a evolução de longo prazo do sistema”, escreveram os investigadores.

Os cientistas descobriram anteriormente que binários estelares amplamente espaçados podem ser empurrados por forças gravitacionais maiores, para se moverem muito perto do seu centro de massa mútuo várias vezes ao longo de cerca de 10 mil milhões de anos.

Por sua vez, isso poderia resultar na ruptura de planetas e outros pequenos corpos em órbita, onde são esticados e dilacerados por interacções gravitacionais, resultando em nuvens de detritos.

O cenário ainda não foi confirmado. Numa separação tão ampla, as duas estrelas teriam uma órbita extremamente longa e as observações feitas não foram suficientes para caracterizar esta órbita.

KIC 8462852 B pode ser uma estrela que foi ejectada do sistema ou as duas estrelas podem ser membros de um grupo co-movente.

Os cientistas acreditam que um sistema binário é a explicação mais provável para as medições das duas estrelas, mas serão necessárias futuras medições para entender melhor a sua relação. Isso pode ajudar a confirmar ou descartar o papel do KIC 8462852 B no brilho errático da estrela.

O escurecimento irregular da estrela – que só foi visto em poucas outras estrelas – foi objecto de intenso debate entre os cientistas, que propuseram várias explicações, mas nenhuma das quais explica definitivamente o comportamento incomum.

A misteriosa mega-estrutura alienígena pode ser uma exolua orfã a ser despedaçada

Uma exolua órfã gradualmente a ser dilacerada pode explicar o estranho comportamento obscuro de uma estrela que intriga os cientistas…

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Uma das hipóteses apresentadas afirma que as reduções de luz estão a ser causadas por uma nuvem de cometas em desintegração que orbitam a estrela. Outros cientistas até sugeriram que a existência de “megaestrutura alienígena” em redor da estrela poderia ser a responsável.

Em 1960, o físico americano Freeman Dyson propôs a ideia de que uma civilização alienígena extremamente avançada e sedenta de poder poderia, em teoria, aproveitar a maioria da energia da sua estrela hospedeira, construindo uma vasta estrutura em torno dela para absorver a sua radiação.

Alguns sugeriram que uma esfera de Dyson em redor da estrela de Tabby poderia estar a bloquear a sua luz de uma maneira incomum.

Em 2019, cientistas sugeriram que uma exolua órfã gradualmente a ser dilacerada poderia explicar o estranho comportamento obscuro da estrela Tabby.

Este estudo foi aceite para publicação na revista científica The Astrophysical Journal e está disponível na plataforma de pré-publicação arXiv.

Por Maria Campos
22 Janeiro, 2021


4989: Há lugares (um deles em Portugal) que parecem desafiar as leis da gravidade. E é tudo uma questão de perspectiva

CIÊNCIA/PSICOLOGIA/FÍSICA

Tommy Clark / Flickr

À volta do mundo, existem vários lugares misteriosos que parecem desafiar as leis da gravidade – sítios inclinados, em que os carros (e ciclistas) têm dificuldade para descer, mas conseguem subir com facilidade (e até em ponto morto). O Bom Jesus do Monte, em Braga, faz parte da lista.

Também conhecidas como “colinas de gravidade”, esses fenómenos naturais – mas bizarros – existem um pouco por todo o mundo: temos o Confusion Hill, na Califórnia, e o Magnetic Hill, no Canadá, por exemplo.

Em Portugal, chama-se Bom Jesus do Monte e é nada mais nada menos do que uma pequena rampa que liga o Parque do Bom Jesus à estrada nacional de volta à cidade ou em direcção ao Sameiro.

Embora estes locais tenham inspirado rumores de bruxaria ou de que um íman gigante estaria enterrado no solo, a explicação científica vai fazer com que questione todos os locais inclinados que vir daqui para a frente.

Existem dezenas de “colinas de gravidade” em todo mundo e todos elas têm uma coisa em comum: se parar o carro na inclinação, a descer, e o puser em ponto morto, o veículo irá “subir” para a retaguarda, até ao topo da colina, em vez de descair no sentido da marcha até à base da mesma (como seria de esperar).

Mas, afinal, porque é que isso acontece? Este fenómeno natural é apensas uma ilusão de óptica e tem uma explicação física, bastante lógica e até simplista.

Há uma percepção de inclinação negativa – a ideia de estarmos a descer para uma zona mais baixa – que nos é dada pelo facto de a rampa desembocar numa estrada cuja inclinação é bastante acentuada.

Mas, na verdade, a rampa está inclinada positivamente. Como estas estradas estão em paralelo e a inclinação de uma é bem maior que a da outra, criamos a ilusão de que estamos a descer até ao cruzamento, quando estamos, afinal, a subir na sua direcção.

Estes locais têm uma inclinação “que dá a impressão de que está a subir”, disse Brock Weiss, físico da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, ao Discoveries and Breakthroughs in Science, em 2006.

“Na verdade, está a descer a colina, embora o seu cérebro lhe dê a impressão de que está a subir”, explicou.

O psicólogo britânico Rob Macintosh, da Universidade de Edimburgo, explicou ao Science Channel que “o terreno se inclina” para um lado, para o qual a estrada também se inclina. Mas “num valor menor, então a inclinação relativa parece ir na direcção oposta“.

Mas, se uma colina está fisicamente inclinada, como é que os nossos olhos nos enganam?

De acordo com psicólogos, está tudo relacionado com o horizonte. Em muitos destes bizarros locais, este encontra-se escondido, fazendo com que não tenhamos um ponto de referência adequado.

Um estudo de 2003, publicado na Psychological Science, investigou como é que a ausência de um horizonte pode distorcer a nossa perspectiva, ao recriar uma série de locais “anti-gravitacionais” da vida real no laboratório.

Os investigadores da Universidade de Padova e Pavia, em Itália, construíram modelos de várias “colinas de gravidade” e pediram a voluntários para as observarem, de uma forma que lhes dava a sensação de estarem no local.

De seguida, alteraram o horizonte do modelo para ver como é que isso afectava a perspectiva sobre a direcção da inclinação e descobriram que, sem um horizonte verdadeiro à vista, as árvores e os sinais de trânsito pregavam partidas ao cérebro dos voluntários.

“Descobrimos que a inclinação percepcionada depende da altura do horizonte visível. A inclinação da superfície tende a ser subestimada em relação ao plano horizontal e, quando precedida, seguida ou acompanhada por um declive com inclinação acentuada, uma descida pouco acentuada é percepcionada como uma subida“, relata a equipa.

“Os efeitos visuais (e psicológicos) obtidos nas nossas experiências foram, em todos os aspectos, análogos aos experimentados no local. Após a conclusão da tarefa por parte de cada voluntário, colocamos um pequeno rolo na encosta e a fita parecia mover-se contra a lei da gravidade – produzindo surpresa e, às vezes, medo referencial”, dizem os investigadores, citados pelo Science Alert.

Por Sofia Teixeira Santos
22 Janeiro, 2021


4988: Twisted light from the beginning of time could reveal brand-new physics

In this all-sky map from Planck, a European Space Agency mission, the towers of fiery colors represent dust in the galaxy and beyond that has been polarized.
(Image: © ESA/NASA/JPL-Caltech)

A twist in the universe’s first light could hint that scientists need to rethink physics.

A pair of Japanese scientists looked at the polarization or orientation of light from the cosmic microwave background radiation, some of the earliest light emitted after the universe’s birth. They found the polarization of photons, or light particles, might be slightly rotated from their original orientation when the light was first produced. And dark energy or dark matter may have been responsible for that rotation. (Dark energy is a hypothetical force that is flinging the universe apart, while proposed dark matter is a substance that exerts gravitational pull yet does not interact with light.)

The rotated signature of the photon polarization tells the scientists that something may have interacted with those photons — specifically something that violates a symmetry physicists call parity. This symmetry or parity says that everything looks and behaves the same way, even in a flipped system — similar to how things look in the mirror. And if the system was following this parity rule, there wouldn’t be this rotation change.

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Parity is shown by all subatomic particles and all forces except the weak force. However, the new results suggest that whatever the early light might have interacted with might be violating this parity.

“Maybe there is some unknown particle, which contributes to dark energy, that perhaps rotates the photon polarization,” said study lead author Yuto Minami, a physicist at the Institute of Particle and Nuclear Studies (IPNS) of High Energy Accelerator Research Organization (KEK) in Japan.

When the cosmic microwave background radiation, or CMB, was first emitted 13.8 billion years ago, it was polarized in the same direction. Looking at how the light’s polarization has rotated over time allows scientists to probe the universe’s history since then, by looking at how the light has changed as it travels across space and time.

Previously, scientists have studied the CMB’s polarization and how it’s been rotated over time, but they weren’t able to measure it accurately enough to study parity because of large uncertainty in the calibration of the detectors that measure the photon’s polarization. In the new study, reported Nov. 23 in the journal Physical Review Letters, researchers figured out a way to precisely measure the rotation of the instruments by using another source of polarized light — dust from within the Milky Way. Because this light hasn’t traveled as far, it’s likely not strongly affected by dark energy or dark matter.

Using the dusty Milky Way light, the scientists were able to figure out precisely how their instruments were oriented, so they knew the rotation in the light was real, not something caused by their instruments. This allowed them to determine the polarization rotation of CMB light was non-zero, which means that the light has interacted with something that violates parity. It’s possible something in the early universe affected the light, but it’s more likely that it was something along the light’s path as it traveled toward Earth, Minami told Live Science.

That something could be dark energy or dark matter, which would mean that the particles that make up these mysterious substances violate parity.

The authors reported their findings with 99.2% confidence, meaning there’s an 8 in 1,000 chance of getting similar results by chance. However, this isn’t quite as confident as physicists require for absolute proof. For that, they need five sigma, or 99.99995% confidence, which likely isn’t possible with data from just one experiment. But future and existing experiments might be able to gather more accurate data, which could be calibrated with the new technique to reach a high-enough level of confidence.

“Our results do not mean a new discovery,” Minami said. “Only that we found a hint of it.”

Originally published on Live Science.
By Mara Johnson-Groh – Live Science Contributor
21/01/2021


4987: Massive new dinosaur might be the largest creature to ever roam Earth

The unnamed titanosaur could have weighed more than 69 tons.

An artist’s impression of Argentinosaurus huinculensis, believed to be one of the closest related species to the newly discovered titanosaur.
(Image: © Elena Duvernay/Stocktrek Images via Getty Images)

The 98 million-year-old remains of what might be the largest animal to walk Earth — a long-necked titanosaur dinosaur — were recently unearthed in Argentina.

The remains of the unnamed dinosaur were first discovered in 2012 in Neuquén Province of northwest Patagonia, but have still not been fully excavated. However, the bones that have been unearthed so far suggest the ancient behemoth was likely a titanosaur, possibly the largest one on record. Titanosaurs were amongst the largest sauropods — long-necked, plant-eating giant dinos — and lived from the late Jurassic period (163.5 million to 145 million years ago) to the end of the Cretaceous period (145 million to 66 million years ago).

“Given the measurements of the new skeleton, it looks likely that this is a contender for one of the largest, if not the largest, sauropods that have ever been found,” Paul Barrett, a paleobiologist at the Natural History Museum in London who was not involved in the study, told Live Science.

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Not enough of the remains have been uncovered for the researchers to declare this dinosaur as a new species or assign it to an already known one. However, the researchers are confident that once the excavation is complete, they’ll be able to classify it as a completely new species.

Researchers uncover parts of the titanosaur at the excavation site in Neuquén province, Argentina. (Image credit: Alejandro Otero and José Luis Carballido)

“The place of the finding is very hard to access, so the logistics is pretty complicated,” lead study author Alejandro Otero, a paleontologist at La Plata Museum in Argentina, told Live Science. “But we expect to return there after the pandemic situation.”

The remains themselves date to about 98 million years ago, meaning the creature lived during the Cretaceous period.

 A giant among giants

In 1993, another titanosaur called Argentinosaurus huinculensis claimed the title of largest land-based dino, but was later superceded by the even larger titanosaur Patagotitan mayorum in 2014. However, it’s challenging to determine which species was the heaviest dinosaur — Argentinosaurus is known from just 13 fossilized bones, and Patagotitan’s weight was based on a composite of six individuals, Live Science previously reported.

Right now, the researchers can’t say how large the new titanosaur was, given that the long limb bones used to make such estimates, such as the humerus and femur, have not yet been excavated. However, analyses of the bones that have been found — including 24 vertebrae of the tail and parts of the pelvic and pectoral girdle — show that it was most likely the largest of the titanosaurs.

The titanosaur excavation is not yet complete. (Image credit: Alejandro Otero and José Luis Carballido)

“The specimen is considered one of the largest sauropods ever found, probably exceeding Patagotitan in size,” the researchers wrote.

Patagotitan was roughly 50 feet (15 meters) tall and weighed 69 tons (62 metric tons), which is equivalent to the weight of nearly a dozen Asian elephants.

“It is a huge dinosaur, but we expect to find much more of the skeleton in future field trips, so we’ll have the possibility to address with confidence how big it really was,” Otero said.

The newly discovered titanosaur is just one of many sauropod fossils uncovered in South America, including Dreadnoughtus and Sarmientosaurus.

These have helped to fill in multiple knowledge gaps surrounding these giants and also raise questions about how they grew so big.

“This new skeleton provides yet another example of sauropods pushing at the extremes of what’s possible with respect to maximum animal size on land,” Barrett said.

The study was published online Jan. 12 in the journal Cretaceous Research.

Originally published on Live Science.
By Harry Baker – Staff Writer
21/01/2021


4986: Striking new video captures moment when Mount Etna recently erupted

(Image: © Salvatore Allegra/Anadolu Agency via Getty Images)

New video shows the moment when Mount Etna, Europe’s largest active volcano, spewed bubbling lava and hot ash into the Sicilian sky earlier this week.

On Sunday (Jan. 17), lava began “oozing” from the Etna’s southeast crater and toward the east, according to Boris Behncke, a volcanologist at the INGV-Osservatorio Etneo in Catania, Sicily, Express reported. By Monday evening, the crater exploded in a “new paroxysmal eruptive episode,” releasing bursts of lava, hot ash and gas, Behncke tweeted.

One lava flow spilled over the east side of the crater, snaking toward the uninhabited Valle del Bove, a horseshoe-shape depression in the side of the volcano; a second lava flow was also detected on the northern side of the crater, Express reported. The molten lava glowed red against the dark rock, and it showered the volcano’s summit with spectacular sparks.

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Italian authorities issued an ash advisory for surrounding cities, and the debris were found as far away as Fleri, which lies 18 miles (28.9 kilometers) from the volcano.

Mount Etna has almost continuous volcanic activity near its summit craters and in the Valle del Bove, Live Science previously reported. These eruptions near the summit, like the one that occured Monday, rarely endanger people living nearby.

Originally published on Live Science. 
By Nicoletta Lanese – Staff Writer
20/01/2021


4985: SpaceX is about to run its final test of Starship SN9 before 1st launch

The last major Starship test ended in an explosion.

SpaceX is gearing up to test the ninth prototype of its big, shiny rocket, Starship SN9 Wednesday (Jan. 20), lighting up its engines for what should be the last time before its inaugural flight. The test is expected before 5 p.m. Central Time.

The rocket won’t go anywhere during this “static fire” test. (Or, at least, it’s not supposed to.) But if all goes according to plan, this test should clear the way for a launch in the near future, though SpaceX has not set a date. NASA Spaceflight is livestreaming the test from the Boca Chica, Texas, site where SpaceX builds and tests its Starships.

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This will be the second static fire test of SN9, after a trio of Jan. 13 tests ended inconclusively, with the engines not firing for the full intended duration, as NASA Spaceflight reported. The company has since swapped out the engines used in the past tests.

SpaceX’s Starship SN8 rocket prototype stands atop its test stand at the company’s Boca Chica, Texas, facility during an attempted high-altitude launch test on Dec. 8, 2020. Its successor, SN9, is undergoing testing today (Jan. 20). (Image credit: SpaceX)

Starship is SpaceX’s moonshot — literally. The company has suggested the 160-foot-tall (49 meters) and 30-foot-wide (9 m) vehicle could one day land large groups of people on the moon or Mars. It has also sold tickets to board a future Starship for an orbit around the moon. To do all that will require a far-larger “Super Heavy” booster rocket to loft Starship into space, and that rocket has not yet been built.

For now, SpaceX is focused on developing the Starship vehicle itself. The last prototype, SN8, demonstrated impressive capabilities during a December 2020 test flight. That test saw SN8 loft to the cruising altitude of a jetliner and make a controlled approach to its landing site before exploding on contact, as LiveScience reported at the time. SpaceX hasn’t said what its goals are for this next launch, though a successful landing of the mammoth vehicle could be on the menu.

Originally published on Live Science
By Rafi Letzter – Staff Writer
20/01/2021


4984: Dinossauro encontrado na Patagónia pode ter sido a maior criatura terrestre de sempre

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

PaleoEquii / Wikimedia
Uma reconstrução de dois patagotitanos ao amanhecer.

Ossos de um dinossauro encontrados na Patagónia podem pertencer ao maior animal que alguma vez existiu. Os ossos pertencem a um Titanossauro, uma espécie extinta de dinossauro herbívoro 

Fósseis de um dinossauro gigantesco estão a emergir do solo argentino, na Patagónia, após 98 milhões de anos. Os investigadores acreditam que esta criatura pode ter sido o maior animal terrestre alguma vez encontrado. Os ossos pertencem a um Titanossauro, uma espécie extinta de dinossauro herbívoro que viveu no fim do período Cretáceo, entre 83 e 65 milhões de anos atrás.

Os paleontólogos não encontraram o esqueleto completo do animal, mas pelas vértebras e ossos pélvicos escavados do local é possível perceber a enorme dimensão desta criatura, escreve o jornal britânico The Independent.

Os autores do estudo publicado este mês na revista científica Cretaceous Research acreditam que o animal pode vir de uma população até agora desconhecida de Saurópodes da Patagónia. O parente mais próximo terá sido o Andessauro, que podia atingir os 18 metros de comprimento.

A verdade é que os fósseis encontrados sugerem que este Titanossauro pode ter sido bem maior do que o seu parente mais próximo. Os autores alegam que o novo espécime é “considerado um dos maiores Saurópodes já encontrados, provavelmente ultrapassando o tamanho do patagotitano”.

Paleontólogos acreditam que o patagotitano era até então o maior animal terrestre de sempre. Esta criatura terá pesado quase 60 toneladas e medido 31 metros de comprimento.

“O registo de saurópodes titanossauros sobre-dimensionados tem sido tradicional e extremamente fragmentário, embora descobertas recentes tenham revelado informações anatómicas significativas anteriormente indisponíveis devido a vieses de preservação”, disseram os investigadores.

“O espécime aqui relatado sugere fortemente a coexistência dos maiores e médios titanossauros com rebbachisaurídeos de pequeno porte (uma família de dinossauros saurópodes) no início do Cretáceo Superior na Província de Neuquén”, acrescentaram.

Por Daniel Costa
21 Janeiro, 2021


4983: Cientistas alertam: A Terra está a morrer mais depressa do que se pensava

CIÊNCIA/AMBIENTE/CLIMA

Paulo Cunha / Lusa

A tripla ameaça das alterações climáticas, declínio da biodiversidade e superpopulação está a abater-se sobre o nosso planeta Terra, estando a morrer mais depressa do que pensávamos.

Num artigo publicado, a 13 de Janeiro, na revista científica Frontiers in Conservation Science, um grupo de cientistas alertou para o facto de a Humanidade estar a avançar em direção a um “futuro medonho”, que só pode ser evitado se os líderes mundiais começarem a levar a sério as ameaças ambientais.

Segundo o site Live Science, os 17 investigadores que assinaram o artigo – dos Estados Unidos, México e Austrália – descrevem três grandes ameaças: as alterações climáticas, o declínio da biodiversidade e a superpopulação humana (e consequente consumo excessivo).

Citando mais de 150 estudos científicos, a equipa argumenta que estas três crises – que estão prestes a escalar nas próximas décadas – colocam o planeta Terra numa posição mais precária do que a maioria das pessoas imagina e podem até mesmo colocar a própria raça humana em risco.

Segundo os autores, o objectivo deste novo artigo não é repreender os cidadãos ou alertar que tudo está perdido, mas antes descrever claramente as ameaças para que as pessoas (e esperançosamente os líderes políticos) comecem a levá-las a sério e a planear mudanças, antes que seja tarde demais.

Como será o futuro? Para começar, escreveu a equipa, a natureza será muito mais solitária. Desde o início da agricultura, há 11 mil anos, a Terra perdeu cerca de 50% das suas plantas terrestres e cerca de 20% da sua biodiversidade animal. Se as tendências actuais continuarem, cerca de um milhão das sete a 10 milhões de espécies vegetais e animais pode ficar em risco de extinção.

Essa enorme perda de biodiversidade também perturbaria os principais ecossistemas, havendo menos insectos para polinizar as plantas, menos plantas para filtrar o ar, a água e o solo e, assim sendo, menos florestas para proteger as populações de inundações e de outros desastres.

Ao mesmo tempo, tudo indica que esses mesmos fenómenos que causam desastres naturais irão tornar-se mais fortes e mais frequentes devido às alterações climáticas globais. Esses desastres, juntamente com as secas e o aumento do nível do mar, podem significar que mil milhões de pessoas se tornariam refugiadas até 2050.

A superpopulação humana também só irá dificultar as coisas. “Em 2050, a população mundial provavelmente irá crescerá para cerca de 9,9 mil milhões, com o crescimento projectado para continuar até ao próximo século”, escreveram os autores do estudo.

Este crescimento exacerbado irá agravar os problemas sociais como, por exemplo, a insegurança alimentar e habitacional, o desemprego, a superlotação e as desigualdades. Os investigadores também destacam que maiores populações também aumentam o risco de novas pandemias.

“Se a maioria da população mundial realmente entendeu a magnitude destas crises, e a inevitabilidade de virem a piorar, seria lógico esperar mudanças positivas nas políticas para corresponder à gravidade das ameaças. Mas está a acontecer o oposto”, lamentam os autores do artigo.

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