3908: Post-Views Jun.2020

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O meu obrigado a todos os visitantes do meu Blogue Spacenews

My thanks to all visitors to my Spacenews Blog

 

spacenews

 

3644: Obrigado

Em destaque

 

Obrigado, thank you

Hoje, estive a responder a uma série de gratificantes comentários de inúmeros leitores deste Blogue. A todos eles, os meus agradecimentos pelos comentários elogiosos e estejam à vontade para voltarem sempre que o desejem.

Today, I was responding to a series of gratifying comments from countless readers of this Blog. To all of them, my thanks for the complimentary comments and feel free to come back whenever you wish.

Refractor telescope Bresser Messier Hexafoc Ø102mm/1000mm

Telescópio Catadrióptico Skywatcher Maksutov/Cassegrain Ø127mm/1500mm

Newtonian telescope Bresser Messier NT-150S – Ø150mm/750mm Hexafoc f/5

2706: SPAM

Em destaque

Unfortunately, I had to enable anti-spam on this Blog as there were a lot of comments coming up that had nothing to do with its theme. If any visitors are left unresponsive to your comment, I apologize for that but will need to understand the reasons for this.

25/09/2019

 

3943: Chovem diamantes no interior de Neptuno e Úrano (e já se sabe porquê)

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/GEOFÍSICA

Paul Stansifer, 84user, NASA, Celestia, JPL/Caltech / Wikimedia

Podem estar a chover diamantes dentro dos corações de Neptuno e Úrano. Agora, os cientistas descobriram novas evidências experimentais que mostram como é que isso poderia ser possível.

Neptuno e Úrano são os planetas mais mal compreendidos no Sistema Solar. Estão tão distantes que apenas uma sonda espacial, a Voyager 2, se aproximou deles e apenas para um sobrevoo – e não para uma missão de longo prazo.

Porém, gigantes de gelo são extremamente comuns na Via Láctea. Há 10 vezes mais exoplanetas do tipo Neptuno do que do tipo Júpiter. Entender os gigantes de gelo do Sistema Solar é vital para entender os planetas em toda a galáxia. Para entendê-los melhor, é preciso saber o que acontece sob os seus serenos exteriores azuis.

De acordo com o ScienceAlert, a hipótese defende que o calor e a pressão intensos, milhares de quilómetros abaixo da superfície de Neptuno e Úrano devem dividir os compostos de hidrocarbonetos, com o carbono a comprimir-se em diamante e a afundar ainda mais em direcção aos seus núcleos planetários.

A nova experiência usou o laser de raios-X do SLAC National Accelerator Laboratory’s Linac Coherent Light Source (LCLS) para medir mais precisamente a forma como este processo de “chuva de diamantes” deve ocorrer e concluiu que o carbono transita directamente em diamante cristalino.

“Esta investigação fornece dados sobre um fenómeno que é muito difícil de modelar computacionalmente: a miscibilidade de dois elementos, ou a forma como se combinam quando misturados”, explicou Mike Dunne, físico de plasma e director do LCLS, em comunicado.

Sabe-se que as atmosferas de Neptuno e Úrano são compostas por hidrogénio e hélio com uma pequena quantidade de metano. Por baixo dessas camadas atmosféricas, um fluido super quente e super denso de materiais “gelados”, como água, metano e amoníaco, envolve o núcleo do planeta.

Estudos anteriores mostraram que, com a pressão e temperatura suficientes, o metano pode ser dividido em diamantes, sugerindo que os diamantes se podem formar dentro desse material quente e denso.

Uma experiência anterior no SLAC, liderado pelo físico Dominik Kraus, usou difracção de raios-X para demonstrá-lo. Agora, Kraus e a sua equipa deram mais um passo em frente. “Agora temos uma nova abordagem muito promissora, baseada na dispersão de raios-X”, disse Kraus. “As nossas experiências estão a fornecer parâmetros importantes do modelo, onde, antes, tínhamos uma incerteza massiva. Isto se tornará cada vez mais relevante quanto mais exoplanetas descobrirmos”.

Neste estudo, a equipa usou poliestireno hidrocarboneto (C8H8) em vez de metano (CH4). O primeiro passo passa por aquecer e pressurizar o material para replicar as condições dentro de Neptuno a uma profundidade de cerca de 10 mil quilómetros. Pulsos de laser óptico geram ondas de choque no poliestireno, que aquece o material até cerca de 4.727ºC e cria pressão intensa.

Depois, a equipa mediu a forma como os raios-X espalharam os electrões no poliestireno. Isto permitiu não só observar a conversão de carbono em diamante, mas também o que acontece com o resto da amostra: divide-se em hidrogénio. Praticamente, não há carbono restante.

“No caso dos gigantes de gelo, agora sabemos que o carbono forma quase exclusivamente diamantes quando se separa e não assume uma forma de transição fluida”, disse Kraus.

O interior de Neptuno é muito mais quente do que deveria ser: liberta 2,6 vezes mais energia do que absorve do Sol. Se os diamantes chovem no interior do planeta, podem estar a libertar energia gravitacional, que é convertida em calor gerado pelo atrito entre os diamantes e o material ao seu redor.

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“Esta técnica permitir-nos-á medir processos interessantes que são difíceis de recriar”, disse Kraus. “Por exemplo, poderemos ver como o hidrogénio e o hélio, elementos encontrados no interior de gigantes gasosos como Júpiter e Saturno, se misturam e se separam sob estas condições extremas. É uma nova forma de estudar a história evolutiva dos planetas e sistemas planetários, bem como apoiar experiências para possíveis formas futuras de energia da fusão”.

Este estudo foi publicado no final de maio na revista científica Nature Communications.

ZAP //

Por ZAP
2 Julho, 2020

 

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3942: Físicos explicam por que as mudanças do campo magnético da Terra são mais fracas no Pacífico

CIÊNCIA/FÍSICA/GEOFÍSICA

NASA Goddard / Flickr
Conceito de artista do Campo Magnético da Terra

Uma nova investigação levada a cabo por físicos da Universidade de Alberta, no Canadá, apresenta uma explicação para o facto de as mudanças no campo magnético da Terra serem mais fracas na região do Pacífico.

“É uma quebra-cabeças desde 1930, quando [este fenómeno] foi notado pela primeira vez”, começou por dizer o geofísico Mathieu Dumberry, principal autor do estudo, citado em comunicado divulgado pelo portal Phys.

Tal como os ventos na atmosfera ou as correntes no oceano, existem movimentos fluídos no núcleo líquido da Terra, explicou Mathieu Dumberry. Estes fluxos centrais geram e mantêm o campo magnético da Terra, o que nos dá a aurora boreal e nos protege das partículas carregadas do Espaço. Os cientistas modelaram o campo magnético da Terra para uma variedade de aplicações, incluindo, por exemplo, os GPS dos smartphones.

“Os fluxos centrais são mais fracos no Pacífico e também apresentam uma corrente em escala planetária que fica próxima do equador na região do Atlântico, mas esta é depois desviada para uma maior latitude na região do Pacífico (…) Mas porque é que isto acontece? Essa é a questão que ainda não compreendemos”, enquadrou Dumberry.

Na nova investigação, cujos resultados foram recentemente publicados na revista Nature Geoscience, os cientistas frisam que olhar para o campo magnético pode fornecer uma nova visão dos fluxos principais que o criam e explicar o mistério quase centenário.

“A nossa explicação envolve a condutividade eléctrica do manto mais baixo”, disse.

“Demonstramos que, se a condutividade eléctrica do manto mais baixo for mais elevada no Pacífico do que em qualquer outro lugar do planeta, e essa maior ‘fricção magnética’ enfraquecer os fluxos do núcleo central, esta também desviará o principal fluxo de corrente planetária da região do Pacífico, uma vez que evita a região de maior condutância, levando consequentemente a mudanças menores no campo magnético da Terra na região”.

Dumberry observou ainda que o modelo coloca novas questões sobre a composição da região da fronteira do manto principal. “O nosso estudo destaca que a região da fronteira do manto principal é bastante heterogénea. A condutância do manto mais baixo provavelmente não é uniforme em todo o planeta”.

“Esperamos que os nossos resultados motivem os geofísicos a investigar melhor as possíveis diferenças entre a região do Pacífico e outros lugares na fronteira do núcleo do manto”, rematou o cientista da Universidade de Alberta.

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ZAP //

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2 Julho, 2020

 

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3941: Corais profundos e espécies nunca vistas. Primeira expedição remota desvenda segredos sobre o mar da Austrália

CIÊNCIA/MAR


Vídeo editado por captura de écran por não existir URL do mesmo.

Cientistas que trabalham remotamente com o Schmidt Ocean Institute, uma das únicas expedições científicas no mar a continua a operar durante a pandemia, concluíram a primeira expedição nas águas profundas do Mar de Coral.

A equipa científica da Austrália descobriu os corais duros mais profundos nas águas do leste da Austrália, avistou peixes em regiões onde nunca tinham sido encontrados e identificou até 10 novas espécies marinhas de peixes, caracóis e esponjas.

O navio da investigação do Schmidt Ocean Institute, Falkor – o único navio de investigação filantrópica do mundo todo – passou os últimos 46 dias numa das maiores áreas protegidas do mundo, o Coral Sea Marine Park.

A equipa de cientistas ligou-se remotamente ao navio a partir das suas casas, colhendo mapas do fundo do mar de alta resolução e imagens de vídeo do oceano até 1.600 metros de profundidade.

Liderada por Robin Beaman, da James Cook University, a expedição permitiu que a equipa desenvolvesse uma melhor compreensão sobre as mudanças físicas e a longo prazo que ocorreram nos recifes profundos. Isto marcou a primeira vez que a região foi visualizada, usando um robô subaquático que transmitiu vídeo 4K em tempo real.

O esforço de mapeamento iluminou um complexo marinho de 30 grandes atóis e bancos de coral, revelando desfiladeiros submarinos, campos de dunas, recifes submersos e deslizamentos de terra. Foram mapeados mais de 35.500 quilómetros quadrados – uma área maior do que a metade da Tasmânia, transformando o planalto de Queensland, um dos locais menos mapeados, numa das áreas de fronteira mais bem mapeadas da propriedade marinha da Austrália.

Os mapas criados estarão disponíveis no AusSeabed, um programa nacional de mapeamento do fundo do mar da Austrália e contribuirão para o Projecto GEBCO Seabed 2030 da Nippon Foundation GEBCO. Apenas as partes mais rasas desses recifes tinham sido mapeadas anteriormente e, até agora, não existiam dados detalhados de mapeamento das áreas mais profundas.

“Esta expedição forneceu-nos uma janela única para o passado geológico e as condições actuais, permitindo que cientistas e gerentes do parque possam ver e contar a história completa dos ambientes inter-conectados”, disse Beaman, em comunicado divulgado pelo EurekAlert. “Essa visão é inestimável para a ciência, administração e educação”.

Mais de 91 horas de investigação em vídeo de alta resolução foram colhidas pelo robô subaquático da Falkor, SuBastian, não mostrando evidências de branqueamento de corais abaixo de 80 metros.

“Sabemos que as contrapartes de corais mais rasas estão actualmente a realizar o seu terceiro evento de branqueamento em massa em cinco anos, por isso é uma percepção inestimável para cientistas e gerentes saber a que profundidade esse branqueamento se estende”, disse Jyotika Virmani, diretora executiva do Schmidt Ocean Institute. “É importante notar, no entanto, que os corais descobertos são especializados nesses habitats profundos e não são encontrados em águas rasas. Essa expedição foi a primeira vez que essas espécies foram registadas em abundância tão alta no mar de corais”.

Os 14 mergulhos históricos em alto mar concluídos com o SuBastian ajudaram a entender melhor as preferências de profundidade e habitat da comunidade de recifes do Mar de Coral. Todos os dados colhidos foram partilhados publicamente através de mais de 74 horas de investigação em vídeo e destaques disponíveis no canal e no site do Schmidt Ocean Institute no YouTube.

Os mergulhos transmitidos ao vivo criaram uma plataforma online, atraindo espectadores de todo o mundo para testemunhar espécies únicas, como tubarões de águas profundas e Nautilus pompilius– um primo distante de lulas que usa propulsão a jacto para se mover.

“As imagens provenientes dos nossos mergulhos são impressionantes”, disse Virmani. “A robusta tecnologia de tele-presença do Falkor permitiu que cientistas de todo o mundo colaborassem em algumas destas descobertas. Os dados avançarão bastante na caracterização do imenso e ecológico património marítimo da Austrália”.

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30 Junho, 2020

 

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3940: Cientistas resolvem mistério da crosta que desaparece nas profundezas da Terra

CIÊNCIA/GEOLOGIA

Caroline McNiel / National MagLab

Uma equipa de geoquímicos da Universidade Estadual da Florida, nos Estados Unidos, encontrou novas evidências de que a Terra produz constantemente crosta desde a sua formação.

Muitos dos fenómenos que acontecem por baixo da crosta terrestre permanecem um mistério, incluindo o destino das secções que retornam às camadas mais profundas da Terra.

Recentemente, uma equipa de geoquímicos da Universidade Estadual da Florida, nos Estados Unidos, descobriu pistas importantes que podem levar à resolução do mistério das rochas escondidas.

No novo estudo, publicado no dia 26 de Junho na Science Advances, os investigadores indicam que, apesar de a maior parte da crosta terrestre ser relativamente nova, uma pequena percentagem é constituída por pedaços antigos que podem ter “afundado” no manto. Mais tarde, podem ter reemergido.

Com base na quantidade de crosta “reciclada”, os cientistas concluíram que o planeta tem “sacudido” consistentemente a crosta desde a sua formação, há 4,5 mil milhões de anos. Segundo o Phys, esta descoberta contradiz as teorias dominantes.

“Da mesma maneira que o salmão volta para desovar no local onde nasceu, alguma crosta oceânica retorna ao seu local original, as cristas vulcânicas [submarinas], onde a crosta fresca nasce”, explicou o co-autor Munir Humayun. “Utilizamos uma nova técnica para mostrar que este processo é essencialmente um circuito fechado, e que a crosta reciclada é distribuída de forma desigual ao longo dos cumes.”

A crosta oceânica da Terra é formada quando a rocha do manto derrete perto das fissuras entre placas tectónicas ao longo de cumes vulcânicos submarinos, produzindo basalto.

À medida que se forma a nova crosta, esta empurra a crosta mais antiga para longe dos cumes, em direcção aos continentes, atingindo as denominadas zonas de subducção. Neste processo, ela é empurrada sob outra placa e “engolida”, regressando às camadas inferiores da Terra.

Para esclarecer o mistério da crosta desaparecida, a equipa da universidade norte-americana analisou quimicamente 500 amostras de basalto recolhidas em 30 regiões de cumes oceânicos. Os cientistas descobriram que as proporções relativas de germânio e silício eram menores em derretimentos de crosta “reciclada” do que no basalto “virgem” que emergia da rocha derretida do manto.

Através de uma nova técnica, com recurso a um espectrómetro de massa, os geoquímicos lograram identificar uma impressão digital química distinta para a crosta subduzida.

A equipa detectou taxas mais baixas de germânio e silício em basaltos enriquecidos – a impressão digital química de crosta reciclada – em todas as regiões onde recolheram amostras, resolvendo, assim, o mistério da crosta que desaparecia.

De acordo com a investigação, cerca de 5 a 6% do manto da Terra é feito de crosta reciclada. “As taxas de formação de crosta podem não ter sido radicalmente diferentes do que são hoje”, rematou Humayun.

ZAP //

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1 Julho, 2020

 

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3939: ESO Astronomy

School students from European Countries all around the World are invited to take part in the 2020 Catch a Star contest. This is a European astronomical writing contest, with some prizes that will leave students starry-eyed, including some goodies from ESO!

 

To participate, students should submit a written report on an astronomical topic of their own choice – for example, an astronomical object, phenomenon, observation, scientific problem or theory. Reports must be written in English and be no more than 5000 words in length. Contestants may work in groups of up to three students, plus a group leader who is not a student.

 

The deadline is 23 December 2020. http://orlo.uk/BLj0m

 

Estudantes escolares de países europeus em todo o mundo estão convidados a participar no concurso 2020 Veja uma Estrela. Este é um concurso europeu de escrita astronómica, com alguns prémios que deixarão os alunos de olhos estrelado, incluindo algumas guloseimas da ESO!

 

Para participar, os estudantes devem apresentar um relatório escrito sobre um tema astronómico por sua própria escolha – por exemplo, um objecto astronómico, fenómeno, observação, problema científico ou teoria. Os relatórios devem ser escritos em inglês e não ter mais de 5000 palavras de comprimento. Os concorrentes podem trabalhar em grupos de até três estudantes, além de um líder de grupo que não é estudante.

 

O prazo é 23 de Dezembro de 2020. http://orlo.uk/BLj0m

 

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3938: Aproxima-se o lançamento do rover Perseverance

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Num laboratório em Pasadena, Califórnia, os engenheiros observaram o primeiro teste de condução do rover Mars 2020 da NASA no dia 17 de Dezembro de 2019.
Crédito: NASA/JPL-Caltech

O rover Perseverance da NASA está a menos de um mês da data de lançamento prevista para 20 de Julho. A missão de astrobiologia do veículo vai procurar sinais de vida microscópica passada em Marte, explorar a geologia do local de aterragem na Cratera Jezero e demonstrar tecnologias para ajudar a preparar futuras explorações robóticas e humanas. E o rover fará isso tudo ao recolher as primeiras amostras de rocha e rególito marciano (rocha quebrada e poeira) para envio à Terra por várias missões futuras.

“Há cinquenta e um anos atrás, a NASA estava a preparar-se para a primeira aterragem humana na Lua,” disse Jim Bridenstine, administrador da NASA. “Hoje estamos no limiar de outro momento monumental na exploração: a recolha de amostras em Marte. Enquanto comemoramos os heróis da Apollo 11, as futuras gerações podem também reconhecer as mulheres e os homens da missão Perseverance – não apenas pelo que alcançarão a centenas de milhões de quilómetros de casa, mas pelo que conseguiram realizar cá neste mundo a caminho do lançamento.”

A missão Mars 2020 tem lançamento previsto para este verão desde que a agência anunciou o projecto em Dezembro de 2012. Devido às posições relativas da Terra e de Marte, as oportunidades de lançamento surgem apenas a cada 26 meses. Se o Perseverance não fosse para Marte este verão, o projecto teria que esperar até Setembro de 2022 para tentar novamente, afectando seriamente os objectivos a longo prazo do Programa de Exploração de Marte da NASA e aumentando o risco geral da missão.

Com o território vêm desafios significativos no que toca ao planeamento de uma missão marciana. No caso do Perseverance – a carga útil mais pesada alguma vez lançada para o Planeta Vermelho – esses desafios incluíram a implementação de um novo projecto de teste para confirmar a robustez do seu design de para-quedas. Também houve um grande esforço para aprimorar o desempenho do sistema de recolha de amostras (SCS – Sample Caching System), o mecanismo mais complexo e mais limpo (em termos biológicos) alguma vez enviado para o espaço. Mas de todos os obstáculos enfrentados pelos homens e pelas mulheres do projecto Perseverance, a pandemia de coronavírus representou o maior desafio, com precauções de segurança que exigem muito trabalho remoto.

“A equipa nunca vacilou na sua busca pela plataforma de lançamento,” disse Michael Watkins, director do JPL da NASA no sul da Califórnia. “Foi graças à sua dedicação e à ajuda de outras instalações da NASA que chegámos até aqui.”

Perseverante

No meio desta tensão adicional de manter o calendário enquanto incorporando precauções adicionais – e manter amigos, familiares e colegas em segurança – a equipa da missão Mars 2020 tem consciência da dedicação e do trabalho árduo das pessoas na comunidade médica de todo o mundo durante a pandemia. Com essas pessoas em mente, a missão instalou uma placa no lado esquerdo do chassi do rover, entre a roda do meio e a roda traseira. O gráfico na placa de alumínio com 8 por 13 cm mostra a Terra, apoiada pela comunidade médica – representada pelo antigo símbolo da haste entrelaçada por uma serpente. Uma linha representando a trajectória da nave desde a Florida Central até Marte, ilustrado como um pequeno ponto no plano de fundo.

“Queríamos demonstrar a nossa gratidão por aqueles que colocaram o seu bem-estar pessoal em risco pelo bem dos outros,” disse Matt Wallace, vice-gerente do projecto Perseverance no JPL. “É nossa esperança que quando as futuras gerações viajarem para Marte e encontrarem o nosso rover, se relembrem destas pessoas da Terra, do ano de 2020.”

Todos os principais componentes da espaço-nave que transporta o rover (desde a concha que o protege, até aos estágios de cruzeiro e de descida) estão agora na configuração que estarão na plataforma de lançamento no Centro Espacial Kennedy, no estado norte-americano da Florida. Já estão incluídos na carga que os protegerá durante o lançamento e a semana passada foram transportados para o Complexo 41 de Lançamentos Espaciais, onde serão anexados ao topo de um foguetão Atlas V da United Launch Alliance.

“A missão tem um lançamento, mais de 500 milhões de quilómetros de espaço interplanetário e sete minutos de terror para chegar com segurança à superfície de Marte,” disse Lori Glaze, directora da Divisão de Ciências Planetárias da NASA. “Quando virmos a paisagem da Cratera Jezero pela primeira vez e realmente começarmos a perceber a recompensa científica diante de nós, é que a ‘diversão’ começa.”

A Missão

A missão astrobiológica do rover Perseverance vai procurar sinais de vida microbiana antiga. Também vai caracterizar o clima e a geologia do planeta, abrir caminho para a exploração humana do Planeta Vermelho e será a primeira missão planetária a recolher e a armazenar amostras rochosas e de poeira marciana. Missões subsequentes, actualmente sob consideração pela NASA (em conjunto com a ESA), enviarão naves espaciais para Marte a fim de recolher essas amostras armazenadas à superfície e enviá-las para a Terra para análises mais profundas.

A missão Mars 2020 faz parte de um programa maior que inclui missões à Lua como uma maneira de preparar a exploração humana do Planeta Vermelho. Encarregada de fazer regressar astronautas à Lua até 2024, a NASA estabelecerá uma presença humana sustentada na Lua e em seu redor até 2028 através dos planos de exploração lunar Artemis da NASA.

Independentemente do dia em que o rover Perseverance levante voo durante o período de lançamento de 20 de Julho a 11 de Agosto, aterrará na Cratera Jezero de Marte no dia 18 de Fevereiro de 2021. A aterragem com uma data e hora específica ajuda os planeadores da missão a melhor entender a iluminação e a temperatura no local de aterragem em Marte, bem como a posição dos satélites em órbita de Marte, encarregados de registar e retransmitir dados da nave durante a sua descida e pouso.

Astronomia On-line
30 de Junho de 2020

 

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3937: Descobertas duas super-Terras em órbita de anã vermelha próxima

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Impressão de artista do sistema multi-planetário de super-Terras recém-descoberto em órbita da anã vermelha Gliese 887.
Crédito: Mark Garlick

Os exoplanetas mais próximos fornecem-nos as melhores oportunidades para estudos detalhados, incluindo a busca por evidências de vida para lá do Sistema Solar. Uma investigação liderada pela Universidade de Gotinga, Alemanha, por astrónomos do projecto RedDots, detectou um sistema de super-Terras em órbita da estrela próxima Gliese 887, a anã vermelha mais brilhante do céu. As super-Terras são exoplanetas com uma massa maior do que a da Terra, mas substancialmente inferior às dos nossos gigantes gelados locais, Úrano e Neptuno. As super-Terras recém-descobertas ficam perto da zona habitável da anã vermelha, onde a água pode existir no estado líquido, e podem ser mundos rochosos. Os resultados foram publicados na revista Science.

A equipa de astrónomos do RedDots monitorizou a anã vermelha usando o espectrógrafo HARPS do ESO no Chile. Usaram uma técnica chamada “oscilação Doppler”, que lhes permite medir as pequenas oscilações da estrela provocadas pela atração gravitacional dos planetas. Os sinais regulares correspondem a órbitas de apenas 9,3 e 21,8 dias, indicando duas super-Terras – Gliese 887b e Gliese 887c – ambas maiores que a Terra e movendo-se rapidamente, muito mais depressa que Mercúrio. Os cientistas estimam que a temperatura de Gliese 887c ronde os 70ºC.

Gliese 887 é uma das estrelas mais próximas do Sol, a cerca de 11 anos-luz de distância. É muito mais ténue e tem aproximadamente metade do tamanho do nosso Sol, o que significa que a zona habitável está muito mais próxima de Gliese 887 do que a distância Terra-Sol. O RedDots descobriu mais dois factos interessantes sobre Gliese 887, que acabam sendo boas notícias não apenas para os planetas recém-descobertos, mas também para os astrónomos. A primeira é que a anã vermelha tem muito poucas manchas estelares, ao contrário do nosso Sol. Se Gliese 887 fosse tão activa quanto o nosso Sol, é provável que um vento estelar forte – fluxo de material que pode erodir a atmosfera de um planeta – simplesmente varresse as atmosferas dos planetas. Isto significa que os planetas recém-descobertos podem reter as suas atmosferas ou ter atmosferas mais espessas que a da Terra, e potencialmente hospedar vida, mesmo que GJ887 receba mais luz do que a Terra. A outra característica interessante que a equipa descobriu é que o brilho de Gliese 887 é quase constante. Portanto, será relativamente fácil detectar as atmosferas do sistema de super-Terras, tornando-o um alvo principal do Telescópio Espacial James Webb, o sucessor do Telescópio Hubble.

A Dra. Sandra Jeffers, da Universidade de Gotinga e autora principal do estudo, conclui: “Estes planetas vão fornecer as melhores possibilidades para estudos mais detalhados, incluindo a busca por vida para lá do nosso Sistema Solar.”

Astronomia On-line
30 de Junho de 2020

 

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3936: Nasceu uma estrela: é o magnetar mais jovem de sempre

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

(dr) ESA
Representação artística do magnetar Swift J1818.0-1607

Astrónomos da NASA e da ESA descobriram o pulsar mais jovem alguma vez conhecido. Esta “criança celeste” tem apenas 240 anos.

É muito raro encontrar um objecto celeste muito novo. No entanto, esta pequena estrela, conhecida como Swift J1818.0-1607, é a mais nova do género, e está a apenas 60 anos-luz da constelação Cassiopeia.

Uma das características desta recém-nascida é que não é apenas uma estrela de neutrões, mas também um magnetar, um tipo de estrela de neutrões que gira a alta velocidade sobre si mesma e que possui um intenso campo magnético. Até agora, só foram descobertos 30 magnetares.

Além disso, segundo o New Atlas, pertence ao clube exclusivo de magnetares que também são pulsares de rádio, dos quais existem apenas cinco membros conhecidos.

Ser tão jovem ajuda os astrónomos a aprender mais sobre os primeiros dias este objecto estelar. “Este objecto está a mostrar-nos um tempo anterior na vida de um magnetar, logo após a sua formação”, disse Nanda Rea, em comunicado.

A Swift J1818.0-1607 reúne a massa de dois sóis num espaço do tamanho de uma cidade, girando uma vez a cada 1,36 segundos, uma característica que a torna um dos objectos de rotação mais rápidos que conhecemos. O seu poderoso campo magnético significa que muitas vezes explode em raios gama, raios-X e ondas de rádio.

O Observatório Neil Gehrels Swift, da NASA, localizou o corpo celeste a 12 de março, durante uma explosão de raios-X. O artigo científico com as descobertas foi publicado recentemente no Astrophysical Journal Letters.

Apesar de os magnetares serem muito raros, a equipa refere que podem ser mais comuns do que imaginamos. “É provável que os magnetares sejam muito bons a esconderem-se sob o radar quando estão adormecidos e só sejam descobertos quando ‘acordam’. Este bebé magnetar demonstrou isso mesmo, dado que era muito menos luminoso antes da explosão que levou à sua descoberta.”

ZAP //

Por ZAP
30 Junho, 2020

 

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3935: Um mistério cósmico: Telescópio do ESO captura desaparecimento de estrela massiva

eso2010pt — Nota de Imprensa Científica

This illustration shows what the luminous blue variable star in the Kinman Dwarf galaxy could have looked like before its mysterious disappearance.

Com o auxílio do Very Large Telescópio (VLT) do ESO, os astrónomos descobriram a ausência de uma estrela instável massiva numa galáxia anã. Os cientistas pensam que este facto pode indicar que a estrela se tornou menos brilhante e parcialmente obscurecida por poeira. Uma explicação alternativa seria que a estrela colapsou num buraco negro sem, no entanto, dar origem a uma super-nova. “Se for verdade”, diz Andrew Allan, o líder da equipa e estudante de doutoramento no Trinity College Dublin, na Irlanda, “esta pode ser a primeira detecção directa de uma tal estrela gigante a terminar a sua vida deste modo.”

Entre 2001 e 2011, várias equipas de astrónomos estudaram uma estrela massiva misteriosa situada na galáxia anã Kinman, tendo as suas observações indicado que este objecto se encontrava num estado final de evolução. Allan e colaboradores na Irlanda, Chile e Estado Unidos, queriam saber mais sobre como é que estrelas muito massivas terminam as suas vidas e a estrela na galáxia anã Kinman parecia ser o alvo perfeito para este estudo. No entanto, em 2019, quando apontaram o VLT do ESO à galáxia distante, não conseguiram encontrar a assinatura da estrela. “Em vez disso, e surpreendentemente, descobrimos que a estrela tinha desaparecido!” explica Allan, que liderou um estudo sobre esta estrela, publicado hoje na revista da especialidade Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Situada a cerca de 75 milhões de anos-luz de distância da Terra, na constelação do Aquário, a galáxia anã Kinman está longe demais para que os astrónomos possam observar estrelas individuais, no entanto podem ser detectadas as assinaturas de algumas delas. Entre 2001 e 2011, a radiação emitida pela galáxia mostrou de forma consistente evidências da existência de uma estrela ‘variável azul luminosa’ com cerca de 2,5 milhões de vezes mais brilho que o Sol. As estrelas deste tipo são instáveis, mostrando ocasionalmente variações drásticas no seu espectro e brilho. Apesar destas variações, as variáveis azuis luminosas apresentam traços específicos que os astrónomos conseguem identificar, no entanto estes traços não se encontravam nos dados que a equipa colectou em 2019, levando-a a pensar no que poderia ter acontecido à estrela. “Seria altamente invulgar que uma estrela massiva deste tipo desaparecesse sem produzir uma explosão de super-nova muito brilhante,” diz Allan.

Em Agosto de 2019, o grupo observou a estrela com o instrumento ESPRESSO, utilizando os quatro telescópios de 8 metros do VLT em simultâneo. No entanto, não foram encontrados nenhuns dos sinais que apontavam anteriormente para a presença da estrela luminosa. Alguns meses mais tarde, o grupo utilizou o instrumento X-shooter, montado também no VLT, e mais uma vez não se observaram sinais alguns da estrela.

É possível que tenhamos detectado uma das estrelas mais massivas do Universo local a desaparecer,” diz Jose Groh, um membro da equipa, também do Trinity College Dublin. “A nossa descoberta não teria sido possível sem o uso dos telescópios de 8 metros do ESO, os seus instrumentos poderosos e o acesso rápido que tivemos a estas infra-estruturas graças ao recente acordo de adesão que a Irlanda assinou com o ESO.” A Irlanda tornou-se um Estado Membro do ESO em Setembro de 2018.

A equipa analisou de seguida dados anteriores recolhidos com os instrumentos X-shooter e UVES, ambos montados no VLT do ESO, situado no deserto chileno do Atacama, e também dados doutros telescópios. “A Infra-estrutura do Arquivo Científico do ESO permitiu-nos encontrar e usar dados do mesmo objecto obtidos em 2002 e 2009,” disse Andrea Mehner, astrónoma do ESO no Chile que participou no estudo. ”A comparação dos espectros UVES de alta resolução de 2002 com as nossas observações de 2019 obtidas com o mais recente espectrógrafo de alta resolução, o ESPRESSO, foi especialmente reveladora, tanto do ponto de vista astronómico como do ponto de vista instrumental.

Os dados mais antigos indicam que a estrela na galáxia anã Kinman poderia estar a passar por um forte período de explosão que, muito provavelmente, terminou algures após 2011. As estrelas variáveis azuis luminosas tais como esta têm tendência para sofrer enormes erupções ao longo das suas vidas, fazendo com que a sua taxa de perda de massa e luminosidade aumentem drasticamente.

Baseando-se nas suas observações e modelos, os astrónomos sugeriram duas explicações para o desaparecimento da estrela e ausência de uma super-nova, relacionadas com esta possível explosão. A explosão pode ter resultado na transformação da estrela variável azul luminosa numa estrela menos luminosa, que pode também estar parcialmente escondida por poeira. Alternativamente, a equipa diz que a estrela pode também ter colapsado num buraco negro, sem no entanto ter dado origem a uma explosão de super-nova. Este último evento seria, contudo, muito raro: o nosso conhecimento actual relativo ao final da vida das estrelas massivas aponta para que a maioria delas termine a sua vida sob a forma de super-novas.

No futuro, são necessários mais estudos para confirmar o destino desta estrela. O Extremely Large Telescope do ESO (ELT), que se pensa que comece a operar em 2025, será capaz de distinguir estrelas em galáxias distantes, como a galáxia anã Kinman, o que irá ajudar a resolver mistérios cósmicos como este.

Notas

Este trabalho de investigação foi descrito num artigo científico intitulado “The possible disappearance of a massive star in the low metallicity galaxy PHL 293B”, que será publicado na revista da especialidade Monthly Notices of the Royal Astronomical Society (está disponível uma cópia do artigo na secção Links).

A equipa é composta por Andrew Allan (School of Physics, Trinity College Dublin, Irlanda [TCD]), Jose J. Groh (TCD), Andrea Mehner (Observatório Europeu do Sul, Chile), Nathan Smith (Steward Observatory, University of Arizona, EUA [Steward Observatory]), Ioanna Boian (TCD), Eoin Farrell (TCD), Jennifer E. Andrews (Steward Observatory).

O ESO é a mais importante organização europeia intergovernamental para a investigação em astronomia e é de longe o observatório astronómico mais produtivo do mundo. O ESO tem 16 Estados Membros: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça, para além do país de acolhimento, o Chile, e a Austrália, um parceiro estratégico. O ESO destaca-se por levar a cabo um programa de trabalhos ambicioso, focado na concepção, construção e operação de observatórios astronómicos terrestres de ponta, que possibilitam aos astrónomos importantes descobertas científicas. O ESO também tem um papel importante na promoção e organização de cooperação na investigação astronómica. O ESO mantém em funcionamento três observatórios de ponta no Chile: La Silla, Paranal e Chajnantor. No Paranal, o ESO opera  o Very Large Telescope e o Interferómetro do Very Large Telescope, o observatório astronómico óptico mais avançado do mundo, para além de dois telescópios de rastreio: o VISTA, que trabalha no infravermelho, e o VLT Survey Telescope, concebido exclusivamente para mapear os céus no visível. O ESO é também um parceiro principal em duas infra-estruturas situadas no Chajnantor, o APEX e o ALMA, o maior projecto astronómico que existe actualmente. E no Cerro Armazones, próximo do Paranal, o ESO está a construir o Extremely Large Telescope (ELT) de 39 metros, que será “o maior olho do mundo virado para o céu”.

30 de Junho de 2020

 

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3934: ESO Astronomy

ESO #Flashback: Comet Halley and the Milky Way on 21 March 1986.
Image credit: ESO Astronomy
View larger image at: http://orlo.uk/h0jvQ

 

ESO #Flashback: Cometa Halley e a Via Láctea em 21 de Março de 1986.
Crédito da imagem: ESO Astronomy
Veja a imagem maior em: http://orlo.uk/h0jvQ

 

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3933: Starsounds, a primeira música feita por estrelas (literalmente)

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/MÚSICA

tom_hall_nz / Flickr

Foi criada, pela primeira vez, uma música composta a partir das ondas acústicas de explosões de estrelas.

A música foi criada pelo produtor musical britânico Brian Eno e faz parte do “Starmus Festival”, um evento criado pelo astrofísico e guitarrista dos Queen, Brian May, e pelo astrofísico Garik Israelian.

De acordo com o Futurism, a sonoridade alcançada é o resultado da captura de ondas sonoras da esfera de plasma, convertida para uma aceleração capaz de permitir que os ouvidos humanos percebam o que está a ser emitido. O resultado é a Starsounds.

Esta não é a primeira vez que as ondas sonoras emitidas pelas estrelas são utilizadas num projecto. Uma biblioteca, criada em 2005 por Israelian, serviu de base para inspiração dos compositores da banda sonora do filme Interestelar.

A evolução científica tem sido notória nos últimos tempos, principalmente se analisarmos as investigações que têm vindo a ser divulgadas a respeito do desenvolvimento do Universo e das missões espaciais. No entanto, esta relação humana com o Universo pode também ser estendida ao âmbito musical.

A tecnologia, alinhada com a astrofísica e com a música, pode fazer maravilhas sonoras com as ondas do Universo. E a Starsounds é a prova disso.

ZAP //

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28 Junho, 2020

Rick Wakeman at Starmus Festival

 

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3932: Objecto-mistério. Cientistas podem ter descoberto a mais pesada estrela de neutrões (ou o mais leve buraco negro)

CIÊNCIA/ASTROFÍSICA

N. Fischer, S. Ossokine, H. Pfeiffer, A. Buonanno (Max Planck Institute for Gravitational Physics), Simulating eXtreme Spacetimes (SXS) Collaboration

Uma equipa de astrofísicos dos observatórios de ondas gravitacionais LIGO e Virgo detectaram um objecto-mistério: pode ser a mais pesada estrela de neutrões ou o mais leve buraco negro já encontrado.

A maioria das super-novas, quando explodem, deixa para trás um buraco negro ou produz uma estrela de neutrões. Essa dualidade depende da massa original da estrela e é vista na população de objectos que produz.

A estrela de neutrões mais pesada não passa de 2,5 vezes a massa do Sol. O buraco negro mais leve observado é cinco vezes a nossa estrela. No meio dessa faixa está a chamada “diferença de massa”, que intriga os cientistas há décadas.

Agora, pesquisadores dos observatórios de ondas gravitacionais LIGO e Virgo anunciaram que encontraram um objecto com uma massa intermediária.

O objecto-mistério foi estimado em 2,6 massas solares e fez parte de uma colisão detectada em 14 de Agosto de 2019 (GW190814) com um buraco negro 23 vezes a massa do Sol.

Este evento é recorde por duas razões: é a emissão de ondas gravitacionais com a razão de massa mais extrema (9:1), e o próprio objecto é a estrela de neutrões mais pesada conhecida ou o mais leve buraco negro já detectado.

“É um desafio para os modelos teóricos actuais formar pares de objectos compactos mesclados com uma proporção de massa tão grande na qual o parceiro de baixa massa reside na diferença de massa. Essa descoberta implica que estes eventos ocorrem com muito mais frequência do que o previsto, tornando-o um objecto de baixa massa realmente intrigante”, disse o co-autor Vicky Kalogera, professor da Northwestern University, em comunicado.

“O objecto misterioso pode ser uma estrela de neutrões a fundir-se com um buraco negro, uma possibilidade emocionante esperada teoricamente, mas ainda não confirmada observacionalmente. No entanto, 2,6 vezes a massa do nosso Sol excede as previsões modernas para a massa máxima de estrelas de neutrões e pode ser o buraco negro mais leve já detectado”.

Após a detecção do LIGO e do Virgo, um alerta foi enviado à comunidade astronómica. Dezenas de telescópios no solo e no Espaço procuraram o evento, mas não foi detectado nenhum evento transitório. Até agora, apenas um evento foi confirmado com telescópios ópticos, a primeira colisão de estrelas de neutrões GW170817, que criou um objecto que se encontrava no limite da diferença de massa. Este novo evento foi seis vezes maior do que o GW170817, tornando muito mais difícil encontrá-lo.

“Este é o primeiro vislumbre do que poderia ser uma população totalmente nova de objectos binários compactos”, disse Charlie Hoy, membro da LIGO Scientific Collaboration e estudante de pós-graduação na Cardiff University. “O que é realmente emocionante é que isto é apenas o começo. À medida que os detectores se tornam cada vez mais sensíveis, observaremos ainda mais estes sinais e conseguiremos identificar as populações de estrelas de neutrões e buracos negros no universo”.

A verdadeira natureza do objecto permanecerá ambígua, mas espera-se que descobertas de eventos semelhantes forneçam algum conhecimento retroactivo sobre este.

Este estudo foi publicado este mês na revista científica The Astrophysical Journal Letters.

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29 Junho, 2020

 

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3931: A Lua é estranhamente assimétrica (e já se sabe porquê)

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA
O lado oculto da Lua

Os astrónomos acreditam que finalmente perceberam como é que o lado da Lua voltado para a Terra e o seu lado oculto se mostraram tão diferentes ao longos dos anos após a sua formação.

Acredita-se que a Terra e a Lua se tenham formado após um copo do tamanho de Marte, chamado Theia, ter colidido com o planeta precursor da Terra, conhecido como proto-Terra.

Após a colisão, a Terra acabou por ser o corpo maior, reteve calor suficiente para se tornar tectonicamente activa e, eventualmente, evoluiu para um planeta dinâmico, com atmosfera e oceanos. Por outro lado, a Lua era mais pequena. Durante um longo período de tempo, os cientistas acreditaram que a Lua arrefeceu mais rapidamente e ficou no seu estado actual durante um longo tempo.

No entanto, existem evidências que indicam que a Lua primitiva era muito mais dinâmica, consistindo em actividade vulcânica e magnética a ocorrer até há mil milhões de anos, o que é muito posterior ao esperado anteriormente.

No final dos anos 1950 e início dos anos 1960, sondas espaciais não tripuladas lançadas pela URSS devolveram as primeiras imagens do outro lado da Lua e os cientistas ficaram admirados ao descobrir que os dois lados eram muito diferentes. Apenas 1% do lado oposto era coberto com crateras em comparação com 31% no lado próximo.

Os primeiros sinais de actividade vulcânica foram descobertos pelas missões Apollo da NASA quando os cientistas analisaram amostras. Com essas amostras, os cientistas identificaram um novo tipo de assinatura de rocha chamada KREEP, um acrónimo dos elementos potássio, elementos de terras raras (que incluem cério, disprósio, érbio, európio e outros elementos raros na Terra) e fósforo.

Uma equipa internacional de investigadores fez experiências e modelos para descobrir novas pistas que sugerem que a assimetria na composição geológica e nas características de superfície do lado próximo e distante da lua estão relacionados entre si por causa de uma importante propriedade do KREEP.

Os cientistas explicam que alguns elementos do KREEP – potássio, tório e urânio – são elementos radioactivamente instáveis. Portanto, esses elementos podem ocorrer em diferentes formas, com átomos de composição variável, conhecidos como isótopos.

Os isótopos instáveis ​​podem desmoronar-se num processo conhecido como queda radioactiva para formar outros elementos enquanto libertam calor que consegue derreter rochas.

Os investigadores descobriram que a inclusão do KREEP nas rochas diminuiu os seus pontos de fusão. Com os modelos, os cientistas mostraram que a actividade vulcânica esperada era agravada por causa do KREEP e do aquecimento aprimorado.

Os cientistas explicaram ainda que processos ocorreram durante a evolução da Lua e o tempo e o volume da actividade vulcânica na superfície lunar. “As nossas descobertas sugerem que a anomalia geoquímica próxima influenciou a evolução térmica e magmática da Lua ao longo de toda a sua história pós-diferenciação”, explicou a equipa em comunicado divulgado pelo EurekAlert.

Cientistas podem ter encontrado um pedaço do planeta Theia dentro da Lua

Há 4,5 mil milhões de anos, um planeta do tamanho de Marte, chamado Theia, colidiu com a Terra primitiva. Acredita-se…

O estudo oferece uma visão dos estágios iniciais da evolução do sistema Terra-Lua. “Devido à relativa falta de processos de erosão, a superfície da Lua regista eventos geológicos do início da história do Sistema Solar. Em particular, as regiões do lado próximo da Lua têm concentrações de elementos radioactivos, ao contrário de qualquer outro lugar da Lua. Compreender a origem desse enriquecimento local pode ajudar a explicar os estágios iniciais da formação da Lua e, como consequência, as condições na Terra primitiva”, concluiu Matthieu Laneuville,  co-autor e investigador do Instituto de Ciências da Terra-Vida do Instituto de Tecnologia de Tóquio.

Este estudo foi publicado em maio na revista científica Nature Geoscience.

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29 Junho, 2020

 

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3930: ESO Astronomy

Olivier Le Fèvre (1960–2020)
Olivier was an outstanding figure of French, European and world-wide astronomy. Many of his achievements have the name of ESO attached to them. Among these, he initiated the design and construction of a multi-object spectrograph (VIMOS) for the Very Large Telescope (VLT) — a shining example of Olivier’s dedication and commitment. Together with his colleagues, he used this and other instruments available at ESO’s telescopes to conduct galaxy surveys which led to important breakthroughs in astrophysical cosmology. In the process, he led and trained generations of students, researchers and engineers throughout the world. His vision was also essential to develop the concepts behind a multi-object spectrograph for the Extremely Large Telescope (ELT).
Olivier Le Fèvre was director of the Laboratoire d’Astrophysique de Marseille (LAM) between 2004 and 2011. He was also a member of the ESO Council.
His many contributions to astronomy will be long remembered and his untimely death sorely felt. Our thoughts are with Olivier’s family at this very sad time.
Image source: Laboratoire d’Astrophysique de Marseille
Olivier Le Fèvre (1960-2020)
Olivier foi uma figura de destaque da astronomia francesa, europeia e mundial. Muitas de suas conquistas têm o nome de ESO anexado a elas. Entre estes, ele iniciou o design e construção de um espectrógrafo multi-objectos (VIMOS) para o Telescópio Muito Grande (VLT) – um exemplo brilhante da dedicação e empenho de Olivier. Junto com seus colegas, ele usou este e outros instrumentos disponíveis nos telescópios da ESO para realizar pesquisas de galáxias que levaram a importantes avanços na cosmologia astrofísica. No processo, ele liderou e treinou gerações de estudantes, pesquisadores e engenheiros em todo o mundo. Sua visão também foi essencial para desenvolver os conceitos por trás de um espectrógrafo multi-objecto para o Telescópio Extremamente Grande (ELT).
Olivier Le Fèvre foi director do Laboratoire d ‘ Astrophysique de Marselha (LAM) entre 2004 e 2011. Foi também membro do Conselho ESO.
As suas muitas contribuições para a astronomia serão lembradas há muito tempo e a sua morte precoce sentiu-se muito. Os nossos pensamentos estão com a família do Olivier neste momento tão triste.
Imagem de fonte: Laboratório de Astrofísica de Marselha

 

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3929: Uma década de Sol em vídeo. NASA divulga timelapse da nossa estrela

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

O Observatório da Dinâmica Solar tira uma fotografia do Sol a cada 0,75 segundos e reuniu, na última década, 425 milhões de imagens.

A NASA compilou dez anos de imagens do Sol num vídeo em timelapse. O Observatório da Dinâmica Solar (SDO) tira uma fotografia da estrela a cada 0,75 segundos e já reuniu, durante este período, 425 milhões de imagens, o equivalente a 20 milhões de gigabytes de dados.

As imagens permitiram “inúmeras novas descobertas sobre a forma como funciona a nossa estrela mais próxima e como ela influencia o sistema solar”, anuncia uma nota no site da agência espacial norte-americana.

O vídeo de uma hora permite ver toda a actividade do Sol no Espaço nos últimos 10 anos. Este retrato do Sol mostra um aumento e diminuição da actividade que ocorre como parte do ciclo solar de 11 anos, mas também outros “eventos notáveis” como a movimentação dos planetas e erupções.

“Embora o SDO tenha mantido um olho atento apontado para o Sol, existiram momentos que não captou. As partes escuras no vídeo são causadas ​​pela Terra ou pela Lua a eclipsar o SDO enquanto passam entre a nave espacial e o Sol”, explica a NASA.

O instrumento vai continuar a monitorizar o Sol por “muitos anos”.

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27 Junho, 2020

 

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3928: Northolt Branch Observatories

Kuiper belt object (307261) 2002 MS4

Today we had the opportunity to use the 2-metre Liverpool Telescope on La Palma to image 2002 MS4, a possible dwarf planet in the Kuiper belt.

2002 MS4 was discovered on 18 June 2002 at Palomar Observatory, but precovery images of it date back as far as 1954. It orbits the Sun at an average distance of 42 AU (6.3 billion km) once every 273 years.

Estimates of its diameter range from 600 to 1000 km, found by thermal imaging and stellar occultations. 2002 MS4 is among the largest unnamed objects in the Solar System.

Almost nothing is known about its physical properties. 2002 MS4 has a dark surface, reflecting just 5% of the light that hits it. It has no known moons that would allow to determine its mass, and its rotation period remains elusive. Its exact size and shape are not known either.

As seen from Earth, 2002 MS4 is visible at 21st magnitude, requiring a large telescope to be seen. It is currently moving through some of the densest star fields of the galactic plane. This makes observations challenging, as they have to be timed just right to avoid interference from background stars.

On the other hand, the dense star field increases the chance of stellar occultations. Indeed, a stellar occultation that is observable from the United Kingdom will take place on 12 August (https://lesia.obspm.fr/lucky-star/occ.php?p=39080)!

We plan to observe 2002 MS4 again in early July.

The Liverpool Telescope is operated on the island of La Palma by Liverpool John Moores University in the Spanish Observatorio del Roque de los Muchachos of the Instituto de Astrofisica de Canarias with financial support from the UK Science and Technology Facilities Council.

See also:
https://en.wikipedia.org/wiki/(307261)_2002_MS4
https://telescope.livjm.ac.uk/

Northolt Branch Observatories
Asteroid Day

Objecto do cinturão Kuiper (307261) 2002 MS4

Hoje tivemos a oportunidade de usar o 2 metros Liverpool Telescope em La Palma para a imagem 2002 MS4, um possível planeta anão no cinturão Kuiper.

2002 MS4 foi descoberto em 18 de Junho de 2002 no Observatório Palomar, mas as imagens de precovery datam até 1954. Ele orbita o Sol a uma distância média de 42 UA (6.3 bilhões de km) Uma vez a cada 273 anos.

Estimativas do seu diâmetro variam de 600 a 1000 km, encontradas por imagens térmicas e ocultações estelares. 2002 MS4 está entre os maiores objectos desconhecidos do Sistema Solar.

Quase nada se sabe sobre suas propriedades físicas. 2002 MS4 tem uma superfície escura, reflectindo apenas 5 % da luz que a atinge. Não tem luas conhecidas que permitam determinar sua massa, e seu período de rotação permanece esquivo. O seu tamanho e forma exactos também não são conhecidos.

Como visto da Terra, 2002 MS4 é visível à 21 a magnitude, exigindo que um telescópio grande seja visto. Actualmente, está se movendo através de alguns dos campos estrelas mais densos do plano galáctico. Isto torna as observações desafiadoras, pois têm de ser cronometradas apenas para evitar interferências de estrelas de fundo.

Por outro lado, o campo de estrelas denso aumenta a chance de ocultações estelares. De facto, uma ocultação estelar que é observável do Reino Unido terá lugar no dia 12 de Agosto (https://lesia.obspm.fr/lucky-star/occ.php?p=39080)!

Planeamos observar 2002 MS4 novamente no início de Julho.

O Telescópio Liverpool é operado na ilha de La Palma pelo Liverpool John Moores University no Observatório Espanhol do Roque de los Muchachos do Instituto de Astrofísica de Canarias com apoio financeiro do Conselho de Instalações de Ciência e Tecnologia do Reino Unido.

Veja também:
https://en.wikipedia.org/wiki/(307261)_2002_MS4
https://telescope.livjm.ac.uk/

Northolt Branch Observatories
Asteroid Day

 

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3927: π-Terra. Exoplaneta do tamanho da Terra orbita a sua estrela em 3,14 dias

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Gabriel Pérez Díaz / Instituto de Astrofísica das Canárias
Impressão de artista de um sistema planetário com três exoplanetas rochosos do tamanho da Terra

Usando dados da missão Kepler/K2 da NASA, os telescópios SPECULOOS e o espectrómetro Echelle de alta resolução (HIRES), uma equipa de astrónomos descobriu um planeta do tamanho da Terra numa órbita próxima ao redor da anã vermelha EPIC 249631677.

A anã vermelha EPIC 249631677 localiza-se a 185 anos-luz de distância, na constelação de Libra, e tem mais de mil milhões de anos. A temperatura ronda os 3.000 graus Celsius e é cerca de cinco vezes mais pequena do que o nosso Sol.

O astrónomo Prajwal Niraula explicou, citado pelo Sci-News, que os cientistas voltaram a analisar os dados do Kepler/K2, uma missão que terminou no ano passado, e as curvas de luz das estrelas com temperaturas inferiores a 3.200 graus Celsius.

“Entre as 1.213 estrelas que se enquadravam nos critérios, a EPIC 249631677 apresentou o sinal de trânsito periódico mais forte”, referiu. “Observamos três trânsitos adicionais do planeta com os Observatórios Sul e Norte do SPECULOOS e um espectro estelar, o que nos permitiu validar a natureza planetária do sinal.”

O exoplaneta recém-descoberto orbita a sua estrela-mãe com um período de 3,14 dias. Oficialmente conhecido como EPIC 249631677b e apelidado de π-Terra, o planeta é apenas 5% mais pequeno do que a Terra.

De acordo com o artigo científico, que será publicado no AAS journals, o mundo alienígena tem uma temperatura superficial estimada em torno dos 190 graus Celsius, o que significa que é demasiado quente para hospedar vida (pelo menos, como a conhecemos).

ZAP //

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28 Junho, 2020

 

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3926: NASA paga 31.000€ a quem construir uma sanita espacial para ir à Lua

CIÊNCIA/LUA

O regresso do homem à Lua está próximo, e os astronautas já estão na fase de preparação para visitar novamente o único satélite natural da Terra. Nenhum pormenor pode faltar… sobretudo os mais básicos!

Desta forma, a NASA lançou um desafio à população onde oferece 35.000 dólares, cerca de 31.000 euros, a quem construir uma casa de banho espacial, para levar nesta viagem.

Uma viagem à Lua não é, obviamente, uma viagem como outra qualquer. É preciso preparar mil e uma actividades, levar tudo e mais alguma coisa pois, como sabemos, na Lua não há nada para comprar!

Ora, mas os astronautas vão comer e beber, portanto as restantes necessidades básicas também têm que ser satisfeitas… mas como?

NASA oferece 31.000 euros a quem construir uma sanita para levar à Lua

Quando os astronautas se encontrarem na cabine sem os seus fatos espaciais, vão necessitar de uma casa de banho. Então, na tentativa de arranjar uma solução para a urina e fezes dos astronautas durante a viagem à Lua, um desafio foi lançado à comunidade.

A National Aeuonautics and Space Administration (NASA) lançou recentemente um concurso intitulado NASA’s Lunar Loo Challenge. O objectivo é que seja criada uma sanita à medida das características da Lua.

Este é, assim, um apelo da NASA à comunidade global para a construção de uma casa de banho compacta, capaz de funcionar em ambientes de micro-gravidade e de gravidade lunar.

A casa de banho deve ser adaptada para utilização no programa lunar Artemis, que levará o homem novamente à Lua. Apesar de já existirem e serem utilizadas sanitas espaciais, como por exemplo na ISS, estas estão apenas construídas para ambientes de micro-gravidade.

O Programa do Sistema de Aterragem Humano da NASA procura um dispositivo de próxima geração de menores dimensões. Mas também que seja mais eficiente e capaz de funcionar quer na micro-gravidade, quer na gravidade lunar.

O Lunar Poo Challenge tem uma categoria Técnica e outra categoria Júnior. Na categoria Técnica, o valor total do prémio é de 35 mil dólares, ou seja 31 mil euros. Já na categoria Júnior, haverá lugar a um reconhecimento público da NASA e da HeroX, e ainda um certificado de vencedor e um produto oficial da agência.

O concurso teve início no dia 25 de Junho de 2020 e termina a 17 de Agosto de 2020, havendo apenas uma fase de candidatura.

Pode conhecer mais detalhes sobre o Lunar Loo Challenge, aqui.

Fonte: NASA

Pplware

27 Jun 2020

 

 

3925: ESO Astronomy

In our #AstroAtHome 🔭🏡 #ThematicWeek about comets, let’s get to know better Rosetta, Philae and Chury. Tobias Beuchert has prepared a #SuperFun video featuring footage from

ESO Supernova

with the three cartoon characters, an explanation of the key properties of a comet and an earlier experiment about building your own dry-ice dirty comet!

If you want to follow the original experiment in detail, go to this link after watching the video (minute 37:17): https://www.video.uni-erlangen.de/clip/id/7377

Na nossa #AstroAtHome 🔭🏡 #SemanaTemática sobre cometas, vamos conhecer melhor Rosetta, Philae e Chury. Tobias Beuchert preparou um vídeo #SuperFun com imagens de

ESO Supernova

com os três personagens de desenhos animados, uma explicação das principais propriedades de um cometa e uma experiência anterior sobre a construção do seu próprio cometa sujo de gelo seco!

Se quiser acompanhar a experiência original em detalhe, acesse este link depois de ver o vídeo (minuto 37:17): https://www.video.uni-erlangen.de/clip/id/7377


Por não existir link para a visualização deste vídeo, tive de proceder a uma captura directa do écran

25/06/2020

 

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3924: Astronomers see first light flare from two distant black holes colliding

How a dark event become a bright affair

A whopping 7.5 billion light-years from Earth, two black holes, each about the size of Long Island, rapidly spun around each other several times per second before smashing together in a cataclysmic explosion that sent shockwaves through the Universe. Normally, violent unions like this are dark events, but astronomers think they saw a flare of light emerge from this celestial dance — potentially the first time light has ever been seen from black holes merging.

It’s a unique discovery since black holes are notorious for not producing any light at all. These super dense objects are so massive that nothing can escape their gravitational pull — not even light. So how exactly did researchers see a flare from two black holes that aren’t supposed to flare?

Well, the black holes may have just been in the right place at the right time, according to a new study published in the journal Physical Review Letters. When they spun together, they were located inside a giant disc of gas and dust. This disc of material spans light-years and actually surrounds a third black hole — a supermassive one at the center of a galaxy. Since the dueling black holes were inside this dusty environment, their spinning and eventual merger created something like a shock wave that slammed into the surrounding dirt and gas. That heated up the nearby material, causing it to glow brighter than normal — and allowing researchers from Earth to spot it.

“If it’s two black holes merging, you don’t expect to see anything,” Matt Graham, a research professor of astronomy at Caltech and lead author of the study, tells The Verge. “But because the black holes are surrounded by this stuff, by this accretion disc, that’s different.”

The researchers pinpointed this oddball event with the help of the LIGO-Virgo collaboration, an international scientific partnership that’s become increasingly skilled at detecting cataclysmic events like black holes merging. More specifically, LIGO and Virgo seek out tiny ripples in the fabric of the Universe, known as gravitational waves, that stem from distant celestial events. Whenever two massive objects in the faraway Universe merge, they create undulating waves in the fabric of space and time that travel outward at the speed of light. When they reach Earth, such ripples are very tiny, but LIGO’s two observatories in the US and Virgo’s observatory in Italy are just sensitive enough to pick them up.

LIGO made history in 2015 when the collaboration detected gravitational waves for the first time from two black holes merging. Since then, LIGO and now Virgo, which came online in 2017, have been beefing up their resumes, detecting a whole slew of mergers throughout the Universe, including those of black holes, neutron stars, and maybe even a black hole colliding with a neutron star. When neutron stars collide, the mergers can sometimes be picked up by observatories that measure their light, even though the objects are really faint. When black holes collide, it’s not something we can see — until perhaps now. “It’s a weird and wonderful event, and in fact we don’t know how rare they are,” Chiara Mingarelli, an assistant professor at the University of Connecticut studying gravitational waves, who was not involved in the study, tells The Verge.

One of LIGO’s observatories in Livingston, Louisiana. Image: LIGO

To find this flare, Graham and his colleagues capitalized on LIGO’s triumph at finding mergers throughout space to help them solve a puzzle. Graham and his team study really active supermassive black holes in galaxies — known as quasars — and they’d been noticing a weird trend. Sometimes these quasars would flare unexpectedly, glowing super bright without warning, and they wanted to know why. “And we sort of said, ‘Well I wonder what happens if you had black holes in that environment?’” says Graham.

Two of Graham’s colleagues, Saavik Ford and Barry McKernan, put out a paper theorizing that black holes merging in these gaseous discs could cause the mysterious flare-ups. “The idea that there might be black holes in the centers of galaxies, very nearby a supermassive black hole, is actually pretty uncontroversial,” Ford tells The Verge, adding, “[We] sat down to think about what the consequences of that might be, and we started to flesh out a theory that we’ve been pursuing for the last decade.”

They then decided to put that theory to the test. In 2019, LIGO did a third observational run, scanning for a new crop of mergers in space. Meanwhile, Graham and colleagues were working at Caltech’s Zwicky Transient Facility, which performs a survey of the entire night sky, looking for odd behavior — like flares in distant galaxies. The astronomers decided to wait about six months after LIGO’s observations had ended to see how many mergers the collaboration detected. They then tried to match up those mergers with the flares they had detected with ZTF, to see if any of them corresponded.

Once they got all the potential mergers from LIGO and Virgo, it was just a matter of narrowing everything down. They matched up all the flares they had seen with ZTF to the mergers LIGO had spotted, making sure they matched the right part of the sky, at the right distance from Earth. The team also looked at timing; they predicted that a flare caused by a merger would occur about 60 to 100 days after the collision took place, as it would take time for things to heat up and cause that glow. They then made sure the flares they found matched the right profile they expected, and it didn’t look like they’d been caused by an exploding star or some other explanation.

That ultimately led Graham and his team to the black hole merger they found. And actually finding something they’d theorized about was pretty exciting. “It’s the sort of thing that you dream about as a scientist,” says Ford, “to say, ‘I think the universe is going to do that. I’m going to call my shot.’ And have the Universe go, ‘Yeah, here you go!’”

Though, things still aren’t totally confirmed just yet. The black hole merger detected by LIGO-Virgo is still just a candidate; it hasn’t been officially named as a merger, and LIGO hasn’t released detailed data about the detection. But the good news is Graham’s team might get extra verification in the future that the flare they recorded did indeed come from swirling black holes. When the black holes merged, it’s likely the resulting black hole that was formed got kicked out of the surrounding dusty disc. However, that hole is still orbiting around the supermassive black hole at the center of the galaxy, and it’s probably going to cross paths with the hot disc of gas in a year or two, heating up the material and causing another bright flare. So if the team sees another brightening in the same galaxy, they’ll be pretty certain their findings were correct.

When that happens, the measurement of the flare could help the team learn more about this galaxy and better constrain just how massive the supermassive black hole is at the center. “It will actually allow us to directly probe these disks around supermassive black holes in ways that we that we couldn’t do before,” says Mingarelli.

This discovery also gives astronomers another clue about how some faraway galaxies form. It tells them that there may be strange objects doing strange things in the discs that surround supermassive black holes. “It’s not just a large gas disc falling into a supermassive black hole,” says Graham. “You’ve got stars and black holes in there doing things as well.”

Plus, this bizarre dance of black holes inside a giant gaseous disc may be the only way we can actually “see” black holes merging in deep space. And that’s even more information that researchers can use to study the cosmos. “We actually now have this probe, both from the electromagnetic signature, and the gravitational wave — both of which provide information,” says Ford. “It’s a brand new, totally different tool for studying how galaxies got to be the way they are.”

The Verge

 

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3923: Teoria de 50 anos comprovada. Alienígenas podem estar a aproveitar buracos negros para obter energia

CIÊNCIA/ASTROFÍSICA

Goddard NASA

Uma equipa de cientistas da Universidade de Glasgow, na Escócia, demonstrou que a teoria proposta há meio século pelo físico Roger Penrose é, de facto, viável.

Há 50 anos, começou por ser uma especulação sobre como é que uma civilização alienígena poderia usar um buraco negro para produzir energia. Agora, foi finalmente comprovada em laboratório por uma equipa de cientistas da Universidade de Glasgow, na Escócia.

Em 1969, o físico britânico Roger Penrose sugeriu que poderia ser possível explorar um buraco negro ao ponto de este gerar energia. Para isso, seria preciso colocar um objecto dentro da ergosfera, a camada externa do horizonte de eventos do buraco negro.

Nesta região, o objecto iria adquirir uma energia negativa e seria forçado a dividir-se em dois, sendo que uma metade seria engolida pelo corpo celeste e a outra recuperada. O objecto engolido seria perdido para sempre, enquanto que a metade recuperada ganharia o dobro da energia, extraída da rotação do buraco negro.

A escala de dificuldade deste desafio é tão grande que Penrose sugeriu que só uma civilização muito avançada, talvez alienígena, estaria à altura desta tarefa.

Dois anos depois, o físico soviético Yakov Zel’dovich sugeriu que a teoria poderia ser testada com uma experiência terrestre, mostrando, assim, que é mesmo possível realizar a tal transferência de energia.

O especialista propôs que as ondas de luz torcidas, ao atingir a superfície de um cilindro de metal em rotação a uma determinada velocidade, seriam reflectidas com energia extra, extraída da rotação do cilindro, graças a uma peculiaridade do Efeito Doppler.

No entanto, para esta experiência resultar, o cilindro teria de girar, pelo menos, mil milhões de vezes por segundo – um verdadeiro desafio para a tecnologia daquela época.

Agora, 50 depois, a equipa de Glasgow conseguiu finalmente demonstrar a teoria com uma experiência laboratorial, usando ondas de som em vez de luz.

Segundo o New Atlas, os cientistas construíram um sistema de pequenas caixas de som que criam uma “torção” nas ondas. Estas, depois, são direccionadas para um absorvedor de som rotativo, na forma de um disco de espuma. Um conjunto de microfones atrás do disco capta o som das caixas, aumentando constantemente a velocidade de rotação.

Se a teoria de Penrose e Zel’dovich estivesse correcta, os cientistas observariam uma alteração na frequência e amplitude das ondas de som à medida que viajassem pelo disco, causada pelo Efeito Doppler. E foi exactamente o que aconteceu.

Marion Cromb, principal autora do artigo publicado na Nature Physics no dia 22 de Junho, explicou que o Efeito Doppler é bem conhecido: trata-se do fenómeno que ocorre quando uma sirene de ambulância parece mais à medida que se aproxima do ouvinte.

“O Efeito Doppler rotacional é semelhante, mas limitado a um espaço circular. As ondas sonoras distorcidas mudam de tom quando medidas do ponto de vista da superfície rotativa. Se a superfície gira suficientemente rápido, a frequência do som pode fazer algo muito estranho – pode ir de uma frequência positiva para uma negativa e, ao fazê-lo, rouba energia da rotação”, disse.

Nesta experiência, à medida que a velocidade do disco aumenta, o tom do som nas caixas diminui até ficar inaudível. Depois, aumenta novamente, até atingir e ultrapassar o tom anterior, com uma amplitude até 30% maior do que o som original.

“Estas ondas de frequência negativa são capazes de absorver parte da energia do disco giratório de espuma, tornando-se mais altas no processo – exactamente como Zel’dovich propôs em 1971”, concluiu Cromb.

Neste momento, num mundo desconhecido, um alienígena pode estar a realizar o mesmo processo com um buraco negro, para ligar uma televisão ou carregar o seu smartphone.

ZAP //

Por ZAP
27 Junho, 2020

 

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3922: Esta estrela é tão grande que poderia “engolir” toda a órbita de Saturno

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

ESO/M. Kornmesser

Uma equipa internacional de investigadores descobriu que a estrela super-gigante vermelha Antares é ainda mais gigantesca do que se pensava. Aliás, é tão grande que toda a órbita de Saturno caberia dentro dela.

Estudos anteriores revelaram que Antares, que se localiza a 550 anos-luz da constelação de Escorpião, é cerca de 700 vezes maior do que o nosso Sol. Porém, esse número aumenta dramaticamente quando é mapeada num espectro diferente.

“O tamanho de uma estrela pode variar drasticamente, dependendo do comprimento de onda da luz com que é observado”, disse Eamon O’Gorman, astrónomo do Instituto de Estudos Avançados de Dublin e principal autor do estudo, em comunicado. “Os comprimentos de onda mais longos do [Very Large Array] revelaram que a atmosfera da super-gigante é quase 12 vezes o raio da estrela“.

A equipa usou as últimas leituras do Very Large Array combinadas com o Atacama Large Millimeter / submilimeter Array para estudar a atmosfera de Antares. No processo, montou o mapa mais detalhado da existência de qualquer estrela além do Sol.

Assim, Antares é tão grande que toda a órbita de Saturno caberia dentro de si.

NRAO/AUI/NSF, S. Dagnello

Estrelas super-gigantes vermelhas são as maiores estrelas encontradas no Universo em termo de volume, mas não em massa. Estas estrelas são relativamente frescas e formam estrelas que começam a entrar em colapso. No fim da sua vida, colapsam e tornam-se uma super-nova.

A região acima da superfície da super-gigante a vermelho, a cromosfera, é mais fria do que a do Sol. Enquanto que a temperatura da cromosfera de Antares é cerca de 3.500ºC, a do Sol é de 20.000ºC.

A sua cromosfera também é muito mais extensa, estendendo-se para 2,5 vezes a do seu raio, em comparação com a cromosfera do Sol, que se estende a apenas 0,5% do seu raio.

“Descobrimos que a cromosfera é morna e não quente, em temperaturas estelares”, explicou O’Gorman. “A diferença pode ser explicada porque as nossas medições de rádio são um termómetro sensível para a maior parte do gás e plasma na atmosfera da estrela, enquanto as observações ópticas e ultravioletas anteriores eram sensíveis apenas a gases e plasma muito quentes”.

Examinando a cromosfera da estrela, os investigadores conseguiram até dizer de onde partem os ventos na sua superfície. “Conhecer os tamanhos e temperaturas reais das zonas atmosféricas dá-nos uma pista de como estes enormes ventos se começam a formar e quanta massa está a ser ejectada”, disse o co-autor Graham Harper, da Universidade do Colorado.

Imagem de gigante vermelha dá vislumbre surpreendente do futuro do Sol

Uma equipa de astrónomos liderada por Wouter Vlemmings, da Universidade de Tecnologia de Chalmers, usou o ALMA (Atacama Large Millimetre/Submillimetre…

Este estudo foi publicado este mês na revista científica Astronomy & Astrophysics.

ZAP //

Por ZAP
27 Junho, 2020

 

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