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25/09/2019

 

3048: Estamos sozinhos no Universo? Cientistas detalham que exoplanetas poderiam albergar vida

CIÊNCIA

(CC0/PD) Buddy_Nath / Pixabay

Através da modelagem climática, uma equipa de cientistas da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, apontou que tipo de planetas têm maior probabilidade de serem habitáveis. A descoberta pode ajudar os astrónomos a seleccionar áreas específica no Universo para procurar vida.

Existem milhares de planetas para lá do Sistema Solar (exoplanetas), mas é extremamente difícil saber quais são as condições destes mundos.

“Existem muitas estrelas e planetas, o que significa que existem muitos objectivos (…) O nosso estudo pode ajudar a limitar o número de locais para os quais os telescópios apontam”, explicou o autor principal da investigação, Daniel Horton, em comunicado.

Para reduzir o número de alvos, os autores começara por combinar modelagem climática em 3D com fotoquímica e química atmosférica, para explorar a habitabilidades dos planetas em torno de estrelas anãs vermelhas do tipo M.

Estas estrelas são fracas e frias quando comparadas com o Sol, mas são as mais comuns, representando cerca de 70% de todas as estrelas da Via Láctea.

As simulações revelaram que os planetas que orbitam em torno de estrelas activas – ou seja, em torno daquelas que emitem muita radiação ultravioleta – são vulneráveis a perderem quantidades significativas de água devido à vaporização.

Por outro lado, exoplanetas que orbitam estrelas inactivas ou “silenciosas” têm maior probabilidade de manter água no estado líquido, um dos pressupostos que se acredita ser necessário para sustentar vida noutros mundos.

A equipa também observou que os planetas com camadas finas de ozono não podem sustentar vida, mesmo que a temperatura superficial seja ideia, uma vez que grandes quantidades de radiação ultravioleta acabam por penetrar o planeta.

Os autores do estudo acreditam que estes dados podem ajudar os astrónomos a limitar os locais onde poderá existir vida no Universo. O Telescópio Hubble, da NASA, é capaz de detectar vapor de água e ozono em exoplanetas, mas precisa de saber onde vasculhar.

“Estamos sozinhos? Esta é uma das maiores perguntas sem resposta (…) Se pudermos prever quais os planetas que têm maior probabilidade de abrigar vida, estaremos muito mais próximos de responder a esta pergunta durante as nossas vidas”, disse o co-autor do estudo Howard Chen, citado na mesma nota de imprensa.

Os resultados da investigação foram esta semana publicados na revista científica especializada Astrophysical Journal.

O Universo pode “guardar” mundos melhores do que a Terra para albergar vida

O Universo pode “guardar” outros mundos (exoplanetas) com melhores condições do que a própria Terra para albergar vida de forma…

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18 Novembro, 2019

 

3047: Viagens ao Espaço têm um novo perigo desconhecido para os astronautas

CIÊNCIA

NASA

Há um perigo inerente às longas viagens espaciais dos astronautas desconhecido até aos dias de hoje. Um novo estudo aponta que os cosmonautas podem ver o seu fluxo sanguíneo revertido na parte superior do corpo.

A gravidade não só afecta a vida na Terra, como também a falta dela pode representar um problema para os astronautas no Espaço. Como não há gravidade para puxar o sangue para a parte inferior dos nossos corpos, a cabeça e o peito ficam mais rosados e inchados.

Além disso, um novo estudo publicado esta semana na revista científica JAMA Netw Open, aponta que a circulação sanguínea pode reverter-se na parte superior do corpo dos astronautas.

A presença durante um longo período de tempo no Espaço, de acordo com o estudo divulgado pelo Tech Explorist, pode ter influência na forma como o sangue circula em várias artérias do corpo dos cosmonautas. Este representa um problema de saúde perigoso que era desconhecido até então.

Para chegarem a esta conclusão, os investigadores trabalharam de perto com 11 astronautas da Estação Espacial Internacional. Ao fim de 50 dias de missão, sete membros da tripulação apresentaram um fluxo sanguíneo estagnado ou invertido na veia jugular interna esquerda — responsável por levar sangue ao cérebro, à cara e ao pescoço. Um dos astronautas até desenvolveu um trombo na veia durante o voo.

“Esta foi uma descoberta inesperada. Não esperávamos ver estase e fluxo invertido. Isso é muito incomum. Na Terra, suspeitar-se-ia imediatamente de uma trombose, um tumor ou algo assim”, explicou Michael B. Stenger, autor principal do estudo.

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17 Novembro, 2019

 

3046: O Árctico pode ficar sem gelo no verão de 2044

CIÊNCIA

Kathryn Hansen / NASA / Flickr

As mudanças climáticas provocadas pelo Homem estão muito perto de tornar o Árctico livre de gelo, já a partir do verão de 2044.

Um artigo científico, publicado recentemente na Nature Climate Change por investigadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos Estados Unidos, coloca em foco as previsões dos cientistas para um período de 25 anos – e não são animadoras.

Os cientistas tentaram prever o futuro do gelo do Árctico por várias décadas, contando com uma série de modelos climáticos globais que simulam de que forma o sistema climático reagirá ao dióxido de carbono que entra na atmosfera.

Segundo o Europa Press, as previsões não são unânimes: algumas apontam para um Setembro sem gelo a partir de 2026; enquanto que outras sugerem que o fenómeno começará em 2132.

Chad Thackeray, autor principal do estudo, explica que as previsões sobre a perda de gelo divergem muito dependendo da maneira como as pesquisas interpretam o “feedback de albedo”, um fenómeno que ocorre quando um pedaço de gelo marinho derrete completamente, descobrindo uma superfície de água do mar mais escura e que absorve mais luz solar.

Esta mudança na reflectividade da superfície da luz solar causa um maior aquecimento local, o que leva a um maior derretimento do gelo, adianta o cientista, num comunicado da UCLA. Por sua vez, este ciclo agrava o aquecimento, uma das razões pelas quais o Árctico está a aquecer duas vezes mais rápido do que o resto do mundo.

Para esta investigação, a equipa de investigadores determinaram quais os modelos mais realistas tendo em conta a forma como pesam os efeitos do feedback de albedo.

Este fenómeno acontece durante todo o verão, quando o gelo derrete. Além disso, e felizmente em termos de pesquisa, o feedback de albedo acontece durante longos períodos de tempo, devido à acção das alterações climáticas.

A equipa analisou a representação de 23 modelos de degelo sazonal entre 1980 e 2015 e compararam-nos com observações de satélite. Depois, mantiveram os seis modelos “mais realistas” e descartaram todos os outros, o que lhes permitiu reduzir o intervalo de previsões de um Árctico livre de gelo.

De acordo com a investigação, avizinha-se um período infeliz. Ainda que seja difícil imaginar, os cientistas afirmam que estamos a caminho de tornar o Árctico livre de gelo marinho, durante um certo período de tempo (nomeadamente o verão de cada ano), a partir do ano 2044 até 2067.

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18 Novembro, 2019

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3045: Antes de morrer, os glóbulos brancos fazem uma dança da morte

CIÊNCIA

Cientistas da Universidade La Trobe, na Austrália, revelaram, pela primeira vez, de que forma os glóbulos brancos controlam os momentos finais da sua própria morte.

A equipa de investigadores da universidade australiana identificou uma proteína nas células moribundas, chamada Plexin B2, que é responsável pela coordenação de um estágio chave da apoptose (morte celular).

O artigo científico, publicado dia 12 de Novembro na Cell Reports, é um avanço significativo no entendimento do que pode desencadear vários estados de doenças, como a inflamação ou a auto-imunidade.

A líder da investigação, Georgia Atkin-Smith, adiantou que a função principal da Plexin B2 foi descoberta quando a equipa de cientistas usou a tecnologia de edição genética CRISPR para eliminar a proteína dos glóbulos brancos.

“Normalmente, os glóbulos brancos sofrem morte dinâmica e disparam estruturas longas, frisadas e em forma de colar, fragmentando-se em pequenos pedaços”, disse Atkin-Smith. “No entanto, nunca entendemos como ou por que motivo acontece esta dança da morte.”

Esta nova investigação identificou a proteína Plexin B2 como a primeira molécula que controla este evento, destaca o Phys.org.

Atkin-Smith disse que a exclusão genética desta proteína impede que as células moribundas formem estruturas com “contas”. “Surpreendentemente, esse defeito no processo da morte celular comprometeu significativamente a sua remoção pelos ‘camiões de lixo’ do corpo, conhecidos como fagócitos.”

As células moribundas costumam enviar sinais para os fagócitos – “come-me” – mas a eliminação da Plexin B2 pode limitar o número de fragmentos que estão prontos para ‘se comer’.

Esta investigação é o seguimento de uma outra pesquisa, publicada em Junho na Cell Death and Differentiation, que também demonstrou a importância da fragmentação da célula moribunda, por meio de um processo chamado blebbing, explica a Cosmos.

Para Atkin-Smith, entender de que forma as células moribundas são removidas pelos fagócitos é fundamental. “Defeitos neste processo desencadeiam uma grande variedade de distúrbios inflamatórios, como a auto-imunidade“, acrescentou a investigadora.

“Agora, e pela primeira vez, temos uma nova visão do que pode ser a causa subjacente destas doenças”. O próximo passo é analisar as principais descobertas de biologia e aplicá-las em modelos pré-clínicos de auto-imunidade.

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18 Novembro, 2019

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3044: Reconstruida mulher xamã que foi uma das últimas caçadoras-colectoras da Suécia

CIÊNCIA

Uma mulher caçadora-colectora que viveu há sete mil anos no que é actualmente a Suécia foi trazida à vida numa reconstrução.

A mulher de olhos azuis usava uma capa de penas, um colar de ardósia e um cinto feito de 130 dentes de animal. A sua pele escura estava pintada com padrões brancos e sentava-se pernas cruzadas num “trono” de chifres de veado, de acordo com a descrição do LiveScience.

O seu corpo foi encontrado nos anos 80, enterrado na vertical numa sepultura em Skateholm – um sítio arqueológico na costa sul da Suécia – entre outros enterros que datam de 5.500 a.C. a 4.600 a.C, de acordo com a National Geographic.

Como o seu corpo estava tão ricamente enfeitado, acredita-se que a mulher tenha sido uma pessoa importante na sua comunidade de caçadores-colectores.

A reconstrução em tamanho real será revelada ao público numa exposição que será inaugurada em 17 de Novembro no Museu Trelleborg da Suécia, segundo anunciaram representantes do museu em comunicado.

Conhecida como Enterro XXII pelos arqueólogos, a mulher tinha entre 30 e 40 anos quando morreu e tinha cerca de dois metros de altura. Com base nas evidências de ADN recolhidas noutras sepulturas em Skateholm, os cientistas determinaram que as pessoas que viviam na região na época tinham olhos de cor clara e pele escura.

Durante esta época da Idade da Pedra, por volta de 10.000 a.C. até 8.000 a.C., os humanos europeus antigos estavam a voltar-se para a agricultura e a abandonar o estilo de vida de caçadores-colectores. No entanto, os enterros de Skateholm e outros locais na Europa sugerem que grupos de caçadores-colectores persistiram por quase 1.000 anos após o surgimento da agricultura, segundo Nat Geo.

Foi Oscar Nilsson, arqueólogo e escultor especializado em reconstruções faciais, que criou o rosto expressivo da mulher. Trabalhando a partir de uma tomografia computorizada do crânio, Nilsson juntou o rosto músculo por músculo, construindo a sua expressão singular através de camadas de cartilagem e tecidos moles.

“O rosto humano é um motivo que nunca deixa de me fascinar: a variação da estrutura subjacente e a variedade de detalhes parecem infinitas”, escreve Nilsson no seu site. “E todos os rostos que reconstruo são únicos. São todos individuais.”

Durante a reconstrução, Nilsson imaginou a mulher caçadora-colectora como xamã. De facto, o seu enterro ornamentado sugere que ocupava “algum tipo de posição especial na sociedade”, mas é impossível dizer com certeza qual era seu papel, segundo disse Ingela Jacobsson, directora do Museu Trelleborg.

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18 Novembro, 2019

 

3043: Pombos estão a perder dedos ou patas por causa da poluição

CIÊNCIA

robert.claypool

Basta passar algum tempo na praça de uma cidade para ver que alguns pombos têm patas feridas ou dedos em falta. Embora possamos pensar que isto é causado por algum vírus ou pelos eventuais desentendimentos entre estes pássaros, a verdade é que nós também podemos ser os culpados.

De acordo com o IFLSCience, que cita um estudo publicado na Biological Conservation, muitos deles ficam com cabelos e fios enrolados nos dedos, que lhes cortam a circulação e resultam em necrose e na eventual perda do membro.

Para iniciar a investigação, a equipa de investigadores andou pelas ruas de Paris, em França, onde categorizou 46 locais com base em tipos de habitat como, por exemplo, densidade de pessoas, folhagem e prédios próximos.

Os cientistas encontraram 30 pombas com dedos mutilados, entre Abril e maio de 2013, anotando o estado dos danos em cada um deles. Também registaram a cor dos pássaros devido à ligação entre a coloração e a resposta imune celular.

Na sua amostra, um em cada cinco pombos adultos foi mutilado. A equipa não encontrou correlação entre deformidades nas patas e doença e, quando uma pata estava ferida, a outra não tinha mais probabilidade de ser magoada do que o normal.

Em vez disso, a equipa descobriu que “a mutilação dos dedos em pombos urbanos ocorre em áreas onde a poluição é alta, identificada aqui como poluição atmosférica e sonora, e que a mutilação é mais numerosa quando os habitantes humanos são mais numerosos”.

Os cientistas sugerem que a poluição do ar não é a causa directa, mas sim uma aproximação para quantas pessoas estão numa determinada área. Também observaram um aumento nas lesões nos dedos com a maior densidade de fios e cabelos no chão, como é o caso de zonas com cabeleireiros.

“Isto também acontece com outras aves urbanas”, afirma Frédéric Jiguet, investigador do Museu Nacional de História Natural (MNHN) e autor do estudo, acrescentando que ainda recentemente libertou um corvo com fios de plástico nos dedos.

“Os seres humanos costumam acusar os pombos de serem animais sujos, com doenças, mas a verdade é que são mutiladas porque vivem na sua sujidade. Na verdade, são vítimas da poluição humana. Sofrem muito mais com a nossa poluição do que nós com a sua presença”, acusa.

Outras hipóteses propostas anteriormente para este problema incluem infecções nas patas por andarem em cima dos seus excrementos, infecções provocadas pela bactéria Staphylococcus, lesões por impedimentos químicos ou físicos (como fios em edifícios) e deformidades hereditárias.

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17 Novembro, 2019

 

3042: Descoberto no Japão fóssil de pássaro com 120 milhões de anos

CIÊNCIA

(dr) Masanori Yoshida
Reconstituição da ave Fukuipteryx prima

O fóssil de um pássaro do Cretáceo recentemente descoberto no Japão pode levar os cientistas a repensarem alguns detalhes sobre a evolução do voo.

Há cerca de 120 milhões de anos, um pássaro com o tamanho de um pombo voou sobre as florestas do Cretáceo, naquilo que agora é o Japão. O fóssil recentemente descoberto, preservado em três dimensões, é o primeiro pássaro desta era encontrado fora da China.

Segundo o Live Science, este pássaro antigo, agora chamado Fukuipteryx prima, possui uma característica encontrada em pássaros modernos que não se vê noutros fósseis de aves deste período: uma placa óssea perto da cauda.

Conhecida como pigóstilo, esta estrutura triangular suporta penas da cauda e tem sido associada à evolução de caudas mais curtas para voar. Mas os investigadores suspeitam agora que, embora essa placa tenha surgido à medida que as caudas se tornaram menores, não é necessariamente uma adaptação ao voo.

De acordo com Takuya Imai, autor principal do estudo, publicado na revista científica Communications Biology, e professor assistente do Instituto de Pesquisa de Dinossauros da Universidade da Província de Fukui, os F. prima têm membros anteriores mais longos do que os membros posteriores, ossos do ombro não fundidos e uma cauda encurtada com um pigóstilo.

Embora alguns dinossauros não-aviários possam ter tido alguma dessas características, apenas os pássaros têm todos, disse o investigador em declarações ao mesmo site.

Tal como o Archaeopteryx — o pássaro mais antigo já conhecido —, o Fukuipteryx tinha uma pélvis não fundida e uma fúrcula (também conhecida por “osso da sorte”) em forma de U: marcas de pássaros primitivos.

Outros ossos intactos do fóssil incluem costelas, vértebras e ossos de membros, bem como o pigóstilo, que era “longo, robusto, em forma de bastão” e que terminava com “uma estrutura parecida com uma pá”, dizem os investigadores, acrescentando que, em alguns aspectos, o formato do pigóstilo deste pássaro lembra o de uma galinha doméstica.

Anteriormente, pensava-se que as caudas dos pássaros diminuíam à medida que os animais se adaptavam ao voo. Mas o Fukuipteryx prima é um pássaro mais primitivo do que o último dos aviadores de cauda longa: uma espécie chamada Jeholornis, que viveu na China entre 122 e 120 milhões de anos.

Isto sugere que a perda das caudas longas e a aparência do pigóstilo podem não estar ligadas ao voo. “Precisamos de mais evidências para clarificar esta situação”, diz Imai.

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17 Novembro, 2019

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3041: Com a ajuda de um radar, cientistas revelaram pegadas de mamutes e humanos pré-históricos

CIÊNCIA

(dr) Cornell University
Os cientistas no Monumento Nacional de White Sands, no Novo México, nos EUA

Espalhados pelo Monumento Nacional de White Sands, nos Estados Unidos, encontram-se os “rastos fantasma” de mamutes mortos há milhares de anos. Agora, investigadores conseguiram revelar pegadas de humanos.

De acordo com o Science Alert, esta descoberta, que remete para o final do Plistoceno, há cerca de 12 mil anos, foi possível graças ao radar de penetração no solo (GPR), capaz de analisar o que se passa por baixo da superfície do solo sem ser necessário escavar.

“Nunca pensámos analisar pegadas. Mas acontece que o próprio sedimento tem uma memória que regista os efeitos do peso e do momento do animal. Isso dá-nos uma forma de entender a biomecânica da fauna extinta que nunca tivemos antes”, declara em comunicado o investigador Thomas Urban, da Universidade de Cornell.

Entre as trilhas descobertas estão 800 metros de pegadas humanas, cruzadas com as impressões de um grande Proboscidea, possivelmente um mamute-colombiano (Mammuthus columbi).

Os resultados coincidem com a análise realizada no ano passado pela mesma equipa. Neste caso, no entanto, foram revelados muito mais detalhes sobre o sedimento subjacente, que podem mostrar como estas criaturas antigas estavam a caminhar.

“Mas há implicações maiores do que apenas este caso de estudo. A técnica poderia ser aplicada em muitos outros locais com pegadas fossilizadas, incluindo potencialmente de dinossauros”, explica Urban, um dos autores do estudo agora publicado na revista científica Scientific Reports.

Com o GPR, os cientistas não precisam de esperar pelas condições perfeitas para identificar e analisar as pegadas, algo que é particularmente útil nas paisagens instáveis de White Sands, assim como noutros lugares espalhados pelo mundo.

“Embora nunca possamos encontrar os restos fossilizados do animal que especificamente fez estas pegadas, sabemos como se moveu, quão grande era, quão rápido estava a andar, apenas por olhar para estas pegadas”, afirma a paleontóloga Lisa Buckley, que não esteve envolvida na pesquisa, em declarações à Gizmodo.

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16 Novembro, 2019

 

3040: Encontrado templo milenar usado em rituais pagãos de veneração da água

CIÊNCIA

(h) Andina

O local tem 3.000 anos, onde investigadores encontraram 21 sepulturas, bem como várias peças de cerâmica e anéis de cobre. O templo era usado em rituais pagãos de veneração da água.

Uma equipa de arqueólogos encontrou um templo cerimonial com 3 mil anos na região de Lambayeque, no noroeste do Peru. No sítio arqueológico também foram achadas 21 sepulturas e uma série de itens usados como oferendas durante os enterros da época, relata a Agencia Andina.

O templo tem 40 metros de largura e 56 metros de comprimento. A descoberta, entre grandes blocos de granito, possui também sinais de gravuras rupestres, e é a única estrutura megalítica da região. “É um templo para venerar a água, porque na frente há um altar com buracos, que eram altares ligados à adoração da água“, explicou Walter Alva, director do Museu das Tumbas Reais de Sipán, à agência peruana.

Alva afirmou que a descoberta teve lugar numa zona onde se encontram dois rios, um ponto conhecido como Tinkuy, que era considerado um espaço sagrado pelas culturas da época.

Nas sepulturas estavam localizadas peças cerâmicas, elementos metálicos como facas e tupus (ornamentos usados pelas mulheres incas) e anéis de cobre de criança.

Além disso, os objectos também forneceram pistas para conhecer as diferentes fases do templo. “Todos eles tinham vasos colocados como oferendas e mostram que depois de quase 2 mil anos, eles usaram este lugar novamente como um espaço para enterros populares“, acrescentou o director do museu.

Alva acredita que a descoberta é importante para o desenvolvimento de investigações sobre Lambayeque.

ZAP // Sputnik News

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16 Novembro, 2019

 

3039: Grande tempestade de areia pode ter ditado o fim de um império da Mesopotâmia

CIÊNCIA

martin_heigan / Flickr

O Império Acádio da Mesopotâmia entrou em colapso devido a uma enorme tempestade de areia, sugeriu uma nova investigação levada a cabo por cientistas da Universidade de Hokkaido, no Japão.

Em comunicado, os especialistas explicam que a tempestade terá continuado durante um período de tempo, causando graves problemas agrícolas na região que levaram, consequentemente, à queda do império.

A descoberta de seis corais fósseis com 4.100 anos no Golfo de Omã foi fundamental para encontrar novas evidências sobre o fenómeno climático que ocorreu na época. Os cientistas compararam as amostras recentemente encontradas com dados antigos e modernos e informações meteorológicas.

Os resultados revelaram que, durante o colapso do império, a área em causa enfrentou períodos significativos de seca devido aos ventos conhecidos como shamals, que trazem grandes quantidades de poeira. Apesar destes fenómenos serem comuns durante o Inverno, naquela época terão demorado mais do que o habitual.

“O impacto das tempestades de areia e da falta de chuva terão causado grandes problemas agrícolas, levando, possivelmente, o reino à instabilidade social e à fome, factores que já tinha sido associados ao colapso do império”, pode ler-se na nota.

O Império Acádio prosperou graças ao desenvolvimento da irrigação e desapareceu quando os seus assentamentos foram repentinamente abandonados há 4.200 anos. A região não foi repovoada durante os 300 anos seguintes da queda do império.

“Embora a marca oficial do colapso do império Acádio seja a invasão da Mesopotâmia por outras populações, as nossas amostras de fósseis são janelas temporais que sugerem que variações no clima contribuíram significativamente para o seu declínio”, explicou Tsuyoshi Watanabe, um dos autores do estudo, cujos resultados foram no início deste mês publicados na revista Geo Science World.

ZAP //

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16 Novembro, 2019

 

3038: Caracóis estão a ficar amarelos para se adaptarem às alterações climáticas

CIÊNCIA

Mad Max / Wikimedia

Nas áreas urbanas, os caracóis estão a ficar com as cascas amarelas para se adaptarem às alterações climáticas. Os cientistas vão agora analisar os padrões das penas dos pássaros, para perceberem se também há uma adaptação da sua parte.

Uma equipa de investigadores deu oportunidade às pessoas de, por momentos, se tornarem elas mesmas cientistas. Com recurso a uma aplicação para o smartphone, os investigadores pediram às pessoas que fotografassem caracóis para perceberem como é que os ambientes urbanos afectam este molusco.

Segundo o Massive Science, os caracóis são altamente sensíveis à mudança de temperatura, daí as suas conchas pálidas os ajudarem a manter-se frescos. A espécie estudada, Cepaea nemoralis, pode ter até três tonalidades de cor: rosa, amarelo e castanho.

O estudo publicado em Julho na revista científica Communications Biology procurou perceber se havia uma predominância de caracóis com cores mais claras na cidade, devido às adaptações à temperatura mais quente.

As fotografias captadas pelos utilizadores da app eram analisadas por um algoritmo, que concluiu que havia mais caracóis amarelos nas áreas urbanas. Isto confirma a ideia inicial dos investigadores, já que o amarelo reflete mais o sol em comparação com as outras cores.

Por outro lado, aperceberam-se que os espécimes das áreas urbanas não tinham menos riscas pretas do que os das florestas. A equipa de investigadores acredita que esta se pode tratar de uma forma única de ajustar a radiação de calor.

Agora, para o futuro, os cientistas esperam voltar a recorrer à população e às novas tecnologias para ajudar a analisar os padrões de penas em pássaros nas áreas urbanas. Os cientistas holandeses esperam perceber a forma como as alterações climáticas podem afectar os animais voadores.

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17 Novembro, 2019

 

3037: Cientistas desvendam novas pistas sobre o maior macaco que já existiu

CIÊNCIA

(dr) Wei Wang

O mítico “Bigfoot” é uma criatura lendária mas, durante milhões de anos, o verdadeiro — um símio com o dobro do tamanho de um ser humano adulto — percorreu as florestas do Sudeste Asiático, antes de se extinguir há centenas de milhares de anos.

Segundo o Live Science, o Gigantopithecus blacki tinha cerca de três metros e pesava até 270 quilos. Mas, por mais robusto que tenha sido em vida, os fósseis deste primata são poucos e difíceis de encontrar — dentes e quatro mandíbulas parciais —, deixando muitas perguntas sobre a linhagem e aparência evolutiva deste macaco já extinto.

Por exemplo, na Ásia subtropical onde viveu, o único ADN viável veio de fósseis de outros animais com mais de dez mil anos, de acordo com um novo estudo publicado agora na revista Nature.

No entanto, os autores do estudo desenvolveram recentemente um novo método para recuperar e reconstruir sequências de proteínas do esmalte dentário e testaram essa técnica num molar datado de há 1,9 milhões de anos. Então, os cientistas compararam o que encontraram com um banco de dados de sequências de proteínas de grandes símios que ainda existem nos dias de hoje.

“O que observámos foi o número de diferenças nas sequências. Assumimos que quanto menor o número de diferenças, mais próximas as duas espécies se relacionam, e mais tarde divergiram”, disse o autor principal do estudo, Enrico Cappellini, professor associado da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca.

A equipa descobriu que o “Bigfoot” extinto não é um parente humano próximo, tal como os chimpanzés e os bonobos. Em vez disso, as sequências que mais se assemelhavam às proteínas do Gigantopithecus pertenciam aos orangotangos atuais, e acredita-se que a linhagem dos macacos gigantes se separou da dos primos há cerca de 12 a 10 milhões de anos, escreveram os cientistas no estudo.

O sucesso do seu método levanta possibilidades intrigantes para investigar sequências de proteínas noutros primatas extintos de áreas tropicais, “ou seja, espécies extintas mais intimamente associadas à nossa própria linhagem evolutiva”, disse Cappellini.

Nas reconstruções, o Gigantopithecus geralmente assemelha-se a um orangotango de grande dimensão. No passado, essas representações artísticas baseavam-se em informações limitadas dos fósseis e no que se sabia sobre a variedade de primatas e o habitat antigo.

Mas, embora as novas evidências confirmem uma estreita relação evolutiva entre os Gigantopithecus e os orangotangos, os dados não podem dizer aos cientistas qual era a aparência do macaco extinto, acrescentou o investigador.

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17 Novembro, 2019

 

3036: Sondas sob a forma de raias podem ser perfeitas para explorar o lado mais sombrio de Vénus

CIÊNCIA

CRASH Lab, University at Buffalo

A agência espacial norte-americana (NASA) acaba de aceitar o conceito de uma nave espacial inspirado em raias, que foi proposto por um grupo de cientistas para explorar Vénus, especialmente o seu lado mais sombrio.

Criado pelo Laboratório CRASH, da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, o projecto em causa pressupõe uma estrutura que se transforma com asas que flutuam como as barbatanas peitorais das raias, explicam os cientistas em comunicado.

De acordo com os cientistas, o projecto poderia facilitar o uso eficaz dos ventos fortes que se fazem sentir nas camadas superiores de Vénus, bem como oferecer aos cientistas um controlo sobre o veículo sem precedentes.

O projecto – BREEZE – é um dos doze conceitos revolucionários seleccionados pela NASA para o programa Advanced Innovative Concepts, que financia tecnologias, em estados iniciais, que podem “mudar o que é possível no Espaço”.

“Ao seguir as nossas dicas da natureza, especificamente as das raias do mar, procuramos maximizar a eficiência do voo. O design permitirá um grau de controlo até agora inatingível para uma nave espacial”, apontou o autor principal do projecto, Javid Bayandor, professor associado de engenharia mecânica e aeroespacial.

Seis outros objectos escolhidos em anos anteriores receberam financiamentos adicionais.

Segundo conta a Russia Today, o BREEZE contornaria Vénus a cada quatro a seis dias. Os seus painéis solares carregavam as baterias a cada dois ou três dias na parte iluminada do planeta para iniciar as ferramentas para que estas pudessem recolher amostras atmosféricas, rastrear padrões climáticos e monitorizar actividades vulcânicas, entre outros.

As asas do BREEZE seriam activadas por um sistema interno de tensão que forneceria a capacidade de atingir empuxo – ato de puxar para si -, controlo, estabilidade, elevação adicional e a compressão mecânica necessária para o controlo activo da elevação.

Todas estas características são muito importantes nas condições inóspitas do planeta, que incluem temperaturas superficiais próximas dos 500 centígrados e nuvens espessas de ácido sulfúrico, pode ler-se na mesma nota de imprensa.

Vénus leva 243 dias para completar uma rotação em torno do seu eixo, mais do que os 225 dias necessários para o planeta orbitar o Sol. Na prática, um dia em Vénus dura mais do que o seu próprio ano. Por este mesmo motivo, grandes partes do planeta permanecem no escuro, contrastando com a parte iluminada.

A tecnologia sob a qual assentam as “raias espaciais” poderá ser futuramente utilizada na exploração de outras partes do Sistema Solar, como Titã, a lua de Saturno, ou até mesmo o ambiente subaquático da Terra.

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16 Novembro, 2019

 

3035: O “último refúgio” do Árctico está prestes a desaparecer

CIÊNCIA

O mais antigo e mais espesso gelo marinho do Árctico está a desaparecer duas vezes mais depressa do que o gelo no resto do Oceano Árctico.

Um novo vídeo, criado pela União Geofísica Americana, mostra a era do gelo marinho no Oceano Árctico a norte da Gronelândia desde 1984, logo após o início de observações confiáveis por satélite.

No vídeo, é possível ver que a região outrora robusta de gelo marino mudou drasticamente nas últimas décadas, tornando-o progressivamente mais jovem e mais fina com o passar do tempo.

O vídeo foi feito com base em dados divulgados num novo estudo publicado a 15 de Outubro na revista especializada Geophysical Research Letters. Estudos anteriores sugeriram que este seria o último lugar a perder a sua cobertura de gelo permanente. No entanto, os novos modelos mostram que as investigações estavam erradas, uma vez que o gelo está a desaparecer duas vezes mais depressa do que o resto do gelo do Árctico.

A nova investigação usou observações de satélite e dados atmosféricos para mostrar  a forma como a espessura do gelo em duas sub-regiões do “último refúgio de gelo” flutua cerca de 1,2 metros de ano para ano. No entanto, também detalha uma perda total de 0,4 metros de espessura de gelo por década, totalizando uma perda de 1,5 metros desde o final da década de 1970.

A mudança na previsão acontece porque o gelo é muito mais móvel do que se pensava anteriormente. Embora as sub-regiões sejam antigas, estão sujeitas a fortes correntes oceânicas e ventos atmosféricos que resultam no fluxo de gelo mais antigo da região.

De acordo com o IFLScience, a extensão e espessura do gelo marinho diminui e flui ao longo do ano, dependendo da estação. Além disso, algumas sub-regiões do gelo podem flutuar mais do que outras.

“Não podemos tratar a última área de gelo como uma área monolítica de gelo que vai durar muito tempo”, disse Kent Moore, autor principal do estudo e físico atmosférico da Universidade de Toronto, no Canadá, em comunicado. “Na verdade, há muita variabilidade regional”.

A vida selvagem que vivem nas partes superiores do Hemisfério Norte, desde aves marinhas a ursos polares, depende do gelo marinho para refúgio, descanso, nidificação, forrageamento e caça. Além disso, o gelo do mar desempenha um papel crucial no transporte e distribuição de nutrientes para a água do mar. Portanto, se o gelo do mar colapsar, a cadeia alimentar do Árctico será a próxima.

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16 Novembro, 2019

 

3034: Vai ser preciso “ser-se rico” para visitar a famosa Ilha de Komodo

MUNDO

zoofanatic / Flickr

Em breve, os turistas que queiram visitar a Ilha de Komodo, o famoso lar de mais de 5.000 dragões de Komodo, terão de ser ricos. O aviso é do Governo local indonésio, que chegou mesmo a ponderar fechar a ilha para proteger a espécie.

“Os turistas que vêm aqui têm de ser ricos”, disse o governador local, Viktor Laiskodat, que propõe cobrar muito mais para que os turistas possam visitar a famosa ilha.

Actualmente, visitar a ilha custa cerca de 13 dólares, mas os preços vão aumentar substancialmente. “Quem é pobre pode não vir (…) Temos muitas pessoas assim. Por isso, não queremos mais”, disse o governante, responsável por uma das províncias mais pobre do país, citado pelo The Strait Times.

O Governo local abandonou recentemente a ideia de fechar a Ilha de Komodo a turistas em 2020, optando antes por transformá-la num “destino premium“.

O objectivo passa essencialmente por controlar o número de turistas e aumentar a taxa de entrada: actualmente, são necessários entre 9 a 11 euros, mas no futuro os bilhetes poderão chegar aos 900 euros, segundos números avançados pela agência Reuters.

As autoridades disseram ainda que os visitantes que não queiram pagar a nova taxa de entrada podem visitar a ilha de Rinca, também na Sonda Oriental, onde vivem pequenos dragões de Komodo.

A Ilha de Komodo, que todos os meses recebe 10.000 visitantes, foi considerada pela National Geographic como um dos dez melhores destinos turísticos do mundo.

Ilha dos dragões-de-Komodo não fecha aos turistas. Mas as visitas ficam muito caras

Depois de meses de debates, a Indonésia decidiu, ao contrário do planeado, que a ilha dos dragões-de-Komodo não será encerrada….

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15 Novembro, 2019

 

3033: SpaceX efectuou um novo teste à sua cápsula Crew Dragon… E desta vez não explodiu!

TECH

A cápsula Crew Dragon da SpaceX tem estado sob testes para poder, nos próximos anos, transportar humanos para a ISS, Lua ou até Marte! Depois da explosão de Abril, a empresa de Elon Musk testou de novo os motores do veículo espacial.

Desta vez os resultados foram bem sucedidos e não se registou uma situação tão grave como em Abril. Apesar disso, os desenvolvimentos nos motores continuam para ultimar pormenores para testes futuros!

A cápsula Crew Dragon é um dos projectos actuais mais importantes para a SpaceX. A empresa liderada por Elon Musk tem vários marcos que pretende alcançar e este veículo espacial é essencial em quase todos eles. Assim sendo, o seu desenvolvimento é extremamente crucial para o sucesso das missões da empresa.

A cápsula espacial tem capacidade para sete pessoas e já demonstrou ser capaz de viajar até à ISS e voltar. Não obstante, um último teste, realizado em Abril, correu bastante mal. Durante testes de segurança, a cápsula explodiu e a SpaceX teve então de rever os seus sistemas de segurança.

Depois de todos os desenvolvimentos, a Crew Dragon foi novamente colocada à prova. Num teste realizado recentemente, as mudanças implementadas tiveram o resultado esperado… Ao contrário de Abril, não se registou nenhuma explosão nos motores e o teste estático foi completado com sucesso!

A novidade foi partilhada pela própria empresa no Twitter, com uma imagem do momento em que os propulsores estavam a realizar o teste.

SpaceX @SpaceX

Full duration static fire test of Crew Dragon’s launch escape system complete – SpaceX and NASA teams are now reviewing test data and working toward an in-flight demonstration of Crew Dragon’s launch escape capabilities

A SpaceX irá agora, em conjunto com a NASA que é parceira neste projecto, avaliar os dados recolhidos pela experiência e preparar os próximos passos na preparação da Crew Dragon.

SpaceX efectuou vários testes bem sucedidos aos para-quedas da Crew Dragon…

SpaceX efectuou vários testes bem sucedidos aos para-quedas da Crew Dragon

A cápsula Crew Dragon é essencial para as missões espaciais da SpaceX. Assim, a empresa de Elon Musk efectuou vários testes aos seus para-quedas, que foram bem sucedidos. Estes testes foram importantes para o … Continue a ler SpaceX efectuou vários testes bem sucedidos aos para-quedas da Crew Dragon

 

Estrela “fugitiva” foi expulsa do “Coração da Escuridão”

CIÊNCIA

Impressão de artista da expulsão de S5-HVS1 por Sagitário A*, o buraco negro no centro da Via Láctea. O buraco negro e a parceira estelar de S5-HVS1 podem ser vistas no plano de fundo, perto do canto inferior esquerdo da imagem. S5-HVS1 está no plano da frente, afastando-se a grandes velocidades.
Crédito: James Josephides (Produções Astronómicas de Swinburne)

Uma estrela que viaja a velocidades ultra-rápidas após ser expelida pelo buraco negro super-massivo no coração da nossa Galáxia foi avistada por uma equipa internacional de astrónomos. O seu trabalho foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. Viajando a uma incrível velocidade de 6 milhões de quilómetros por hora, a estrela está a mover-se tão depressa que deixará a Via Láctea e entrará no espaço intergaláctico.

De nome S5-HVS1, a estrela foi descoberta na direcção da constelação de Grou pelo autor principal Sergey Koposov da Universidade Carnegie Mellon como parte do levantamento S5 (Southern Stellar Stream Spectroscopic Survey) liderado por Ting Li de Carnegie. Estava a mover-se 10 vezes mais depressa do que a maioria das estrelas da Galáxia.

“A velocidade da estrela é tão alta que inevitavelmente deixará a Galáxia para nunca mais regressar,” disse o co-autor Douglas Boubert da Universidade de Oxford.

As estrelas de alta velocidade têm sido uma grande fonte de curiosidade para os astrónomos desde a sua descoberta há duas décadas. Dado que S5-HVS1 se move tão depressa e por ter passado relativamente perto da Terra – a 29.000 anos-luz, o que é praticamente “aqui ao lado” por padrões astronómicos – forneceu uma oportunidade sem precedentes para melhor entender estes fenómenos. Graças a estas circunstâncias únicas, os investigadores conseguiram traçar a sua viagem de volta ao centro da Via Láctea, onde existe um buraco negro com 4 milhões de vezes a massa do Sol.

“Isto é muito emocionante, pois há muito que suspeitamos que os buracos negros podem expulsar estrelas com velocidades muito altas. No entanto, nunca tivemos uma associação inequívoca de uma estrela tão rápida com o Centro Galáctico,” explicou Koposov. “Nós pensamos que o buraco negro ejectou a estrela a uma velocidade de milhares de quilómetros por segundo há cerca de 5 milhões de anos. Esta expulsão ocorreu quando os antepassados do ser humano estavam apenas a aprender a andar erectos.”

Há trinta anos, o astrónomo Jack Hills propôs que estrelas super-rápidas pudessem ser expelidas por buracos negros através de um processo que agora tem o seu nome.

“Esta é a primeira demonstração clara do mecanismo Hills em acção,” disse Li.

“Ver esta estrela é realmente incrível,” acrescentou. “Achamos que deve ter-se formado no Centro Galáctico, um local muito diferente do nosso ambiente local. É uma visitante de uma terra estranha.”

Originalmente, S5-HSV1 vivia com uma companheira num sistema binário, mas aproximaram-se demais do Sagitário A*, o buraco negro super-massivo no centro da Via Láctea. Na luta gravitacional que se seguiu, a estrela companheira foi capturada pelo buraco negro, enquanto S5-HSV1 foi expulsa a uma velocidade extremamente alta.

“A minha parte favorita desta descoberta é pensar de onde esta estrela veio e para onde está a ir,” disse Ji. “Nasceu num dos locais mais loucos do Universo, perto de um buraco negro super-massivo com muitas outras amigas estelares próximas; mas vai deixar a nossa Galáxia e morrer sozinha, no meio do nada.”

A descoberta inicial foi feita com o Telescópio Anglo-Australiano e acompanhada com observações do satélite Gaia da ESA, que permitiu aos astrónomos revelar totalmente a velocidade da estrela e a sua viagem.

“As observações não teriam sido possíveis sem as capacidades únicas do instrumento 2dF do AAT,” disse Daniel Zucker, astrónomo da Universidade Macquarie em Sydney e membro do Comité Executivo do S5.

“Estou tão empolgado por esta estrela ter sido descoberta pelo S5,” acrescentou Kyler Kuehn do Observatório Lowell e outro membro do Comité Executivo do S5. “Embora o principal objectivo científico do S5 seja investigar os fluxos estelares – a perturbação por galáxias anãs e enxames globulares – nós dedicámos recursos do instrumento para procurar alvos interessantes na Via Láctea e ‘voilá!’, encontrámos algo incrível ‘de graça’.”

Astronomia On-line
15 de Novembro de 2019

 

3031: A NASA pode já ter encontrado o misterioso Planeta X

CIÊNCIA

NASA

O misterioso Planeta X, um planeta gigante desconhecido nos confins do Sistema Solar e que mexe com as órbitas de algumas das rochas do Cinturão de Kuiper, pode já ter sido visto pela NASA.

Acredita-se que o Planeta X tenha cerca de cinco vezes a massa da Terra. Não se sabe exactamente o que é nem onde se localiza – e muito menos onde começar a procurá-lo. No entanto, agora, uma equipa de investigadores acredita que podemos já ter todos os dados que precisamos.

De acordo com os autores do estudo publicado no mês passado na revista especializada Research Notes of the AAS, Matthew J Holman, Matthew J Payne e Andras Pa, o satélite TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA pode já ter visto este planeta misterioso, mas ainda não tivemos tempo de procurá-lo nas fotografias nas vastas áreas de dados captadas pelo caçador de planetas.

O TESS procura exoplanetas usando o método de trânsito – ou seja, aguarda enquanto observa os trechos do céu, esperando que algo se atravesse na frente da luz das estrelas distante. No entanto, uma única exposição não poderia capturar algo tão distante e fraco como o Planeta X, por isso, o TESS usa o método de rastreamento digital.

O rastreamento digital envolve o empilhamento de imagens do mesmo campo de visão um sobre o outro, aumentando assim o brilho de objectos distantes. Até agora, a técnica tem sido usada com grande efeito na busca de novos asteróides, mas ainda não foi usada na busca pelo Planeta X ou qualquer outro objecto misterioso e massivo que exista além de Neptuno.

Por outro lado, o Planeta X é um alvo em movimento. Por isso, de acordo com o Russia Today, são necessários alguns cálculos para descobrir a sua trajectória à medida que se move pelo espaço. “Para descobrir novos objectos, com trajectórias desconhecidas, podemos tentar todas as órbitas possíveis!”, escreveram os autores.

O rastreamento digital tem sido usado em conjunto com o Telescópio Espacial Hubble para descobrir vários objectos além de Neptuno. Embora seja teoricamente possível, na prática, qualquer pessoa que queira encontrar o Planeta X nos dados do TESS teria de testar todas as órbitas possíveis – e até os supercomputadores mais poderosos do mundo precisariam de algum tempo para realizar essa tarefa.

A existência do Planeta X, que os cientistas acreditam ser gigante e gélido, foi prevista pela primeira vez no trabalho de Konstantin Batygin e Mike Brown em Janeiro de 2016. As suas propriedades físicas e químicas devem ser semelhantes às de Úrano e Neptuno e o misterioso mundo deverá ter um longo período de órbita: 15 mil anos.

O misterioso Planeta X pode ser um buraco negro do tamanho de uma bola de bowling

O misterioso Planeta X pode ser um buraco negro de massa planetária, sugere um novo estudo teórico conduzido por Jakub…

Há cientistas que sustentam ainda que o “novo” membro do Sistema Solar possa ser também responsável pela inclinação incomum do Sol.

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15 Novembro, 2019

 

3030: Cientistas reconstruiram a cara mutilada de uma guerreira Viking

CIÊNCIA

(dr) National Geographic

Um esqueleto encontrado num cemitério Viking em Solør, na Noruega, tinha sido identificado como sendo de uma mulher há vários anos, mas os especialistas não tinham a certeza se tinha sido verdadeiramente uma guerreira.

Agora, a reconstrução da sua face mutilada parece confirmar o seu estatuto. Ao jornal britânico The Guardian, Ella Al-Shamahi, arqueóloga, explicou que que esta última parte só estava em disputa “porque a ocupante era uma mulher” – apesar do seu local de enterro estar preenchido com um arsenal de armas que incluía flechas, espada, escudo, lança e um machado.

Cientistas britânicos assumem que o aparente ferimento na cabeça no seu crânio tenha tido origem numa espada, embora ainda não se saiba se essa foi a causa da morte da mulher. O exame aos seus restos mortais mostrou sinais de cura, o que pode indicar que essa lesão era muito mais antiga.

No entanto, a reconstrução facial 3D trouxe o seu rosto completo de lacerações brutais de volta à vida depois de mais de mil anos. Al-Shamahi acredita que esta é “a primeira evidência já encontrada de uma mulher viking com um ferimento de batalha“.

Para Al-Shamahi, olhar para a reconstrução da mulher, cujos restos mortais estão agora preservados no Museu de História Cultural de Oslo, foi uma vitória científica.

Caroline Erin, que trabalhou na reconstrução na Universidade de Dundee, no Centro de Anatomia e Identificação Humana, deixou claro que os resultados não são perfeitos. O processo começou por adicionar tecido muscular e depois estratificar a pele. “A reconstrução resultante nunca é 100% precisa, mas é suficiente para gerar reconhecimento de alguém que os conhecia bem na vida real”, explicou.

“Estou tão empolgada porque este rosto não era visto há mil anos”, disse Al-Shamahi. “De repente, tornou-se realmente real”, disse, acrescentando que o túmulo estava “completamente cheio de armas”. Segundo o Ancient Origins, muitos guerreiros vikings acreditavam que as armas poderiam ser usadas na vida após a morte.

Para o especialista em Vikings e consultor arqueológico do projecto, Neil Price, estas últimas descobertas são apenas o começo. Price acredita que as mulheres desempenharam um papel substancial na guerra viking.

Al-Shamahi deverá apresentar um próximo documentário da National Geographic sobre a conquista.

Esta evidência contraria a ideia de que as mulheres Viking não eram guerreiras. Mas, de acordo com o All That’s Interesting, não é a primeira vez que esse conceito é contrariado, uma vez que, em 2017, um teste de ADN confirmou que um esqueleto Viking enterrado com armas e cavalos na Suécia era, ao contrário do que se pensava, do sexo feminino.

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Por ZAP
15 Novembro, 2019

 

3029: “Veado rato”, desaparecido durante quase 30 anos, foi reencontrado por cientistas

CIÊNCIA

O veado rato vietnamita (Tragulus versicolor) é uma espécie de animal que estava desaparecida há quase 30 anos e que foi agora reencontrada por cientistas.

O animal é uma espécie de pequeno veado, com pequenas presas, mas que tem o tamanho de um hamster. Conhecido como “veado rato”, e visto pela última vez há quase 30 anos, foi apanhado por câmaras instaladas estrategicamente pelos cientistas. A espécie é considerada endémica do Vietname, país onde foi novamente avistada.

“Não havia motivo para pensar que estava extinto, mas, ao mesmo tempo, não sabíamos que não estava extinto”, disse o autor do estudo, Andrew Tilker, da Global Wildlife Conservation, citado pela Live Science. “Nenhum cientista tinha ideia se ainda andava por aí”, acrescentou.

Tilker confessou ainda que a sua equipa há muito que tem feito esforços para reencontrar esta espécie. O artigo foi com os detalhes foi publicado, esta segunda-feira, na revista Nature Ecology & Evolution. De acordo com a National Geographic, a equipa de especialistas espera que esta redescoberta sirva para aprimorar a protecção da espécie.

Graças às câmaras activadas por sensor de movimento, os investigadores conseguiram captar 275 fotografias da espécie, durante cinco meses. Posteriormente, voltaram a instalar ainda mais câmaras durante o mesmo período de tempo e conseguiram outras 1.881 fotos.

Global Widlife Conservation

Os cientistas continuam sem saber quantos espécimes tem a população e se, de facto, a espécie continua em vias de extinção. No Vietname, a caça ilegal é um problema que ameaça várias espécie.

“Queremos perceber o quão ameaçada a espécie está e desenvolver estratégias de conservação baseadas em evidências para protegê-la. Se não implementarmos esforços de conservação para proteger esta espécie agora, da próxima vez que ela desaparecer, talvez não a encontremos novamente”, explicou Tilker.

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14 Novembro, 2019

 

3028: A Internet quântica pode estar mais próxima do que nunca

CIÊNCIA

sakkmesterke / Canva

Um novo estudo torna mais real a probabilidade de vir a existir uma Internet quântica. Para além de resolver vários problemas de segurança dos dias de hoje, também seria capaz de resolver problemas que os actuais computadores são incapazes de o fazer.

Graças à sua natureza dupla, que permite conter dois estados de informação ao mesmo tempo, os computadores teriam mais poder e maior velocidade. Trazer estas características às massas é um objectivo em comum para vários investigadores, já que os seus benefícios seriam notáveis para a sociedade e para a ciência.

O novo estudo foi publicado, na semana passada, na revista científica Physical Review X. Nesta investigação são comparadas duas abordagens diferentes (clássica e quântica) para resolver um problema computacional conhecido como “clustering” — que consiste em agrupar bocados de informação com base nas suas semelhanças.

Segundo a Inverse, os investigadores dificultaram a tarefa ao algoritmo quântico, de forma a testar o seu verdadeiro potencial. Em vez de lhe fornecerem informação pré-catalogada, como na abordagem clássica, obrigaram o algoritmo a ter de fazê-lo por si próprio. Este processo seria fundamental na existência de uma Internet quântica, pelo que esta experiência aproxima mais esta realidade.

O objectivo do algoritmo quântico é encontrar um equilíbrio entre observar informação suficiente para categorizá-la correctamente e não observar demasiado ao ponto de degradá-la.

Tendo isto em conta, a equipa de investigadores notou que o seu algoritmo alcançou esta premissa, mantendo a informação ao máximo no seu estado original, enquanto a organizava de forma correta.

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Por ZAP
14 Novembro, 2019

 

3027: China quer ir a Marte em 2020

CIÊNCIA

A China anunciou que tem a tecnologia pronta para colocar uma sonda à superfície de Marte já em 2020, algo que só a NASA conseguiu atingir até agora.

É a primeira missão interplanetária da China e vai ter dois objectivos: colocar uma sonda na órbita de Marte e aterrar uma outra sonda à superfície do “planeta vermelho”. O sistema de propulsão necessário já terá passado todos os testes exigidos, de acordo com uma nota do Xi’an Aerospace Propulsion Institute. Esta entidade terá verificado o desempenho e o controlo do sistema em várias operações, como pairar, evitar perigos, abrandar e a fase de aproximação à superfície, concluindo que os mecanismos de propulsão estão prontos.

A China já escolheu dois locais preliminares para aterrar em Marte, perto da Utopia Planitia, em duas elipses de aproximadamente 100×40 quilómetros, noticia o Spectrum. A sonda colocada à superfície vai pesar 240 quilos, terá o dobro da massa que têm as sondas lunares chinesas, e terá integradas câmaras de navegação, de topografia e multi-espectrais, um radar de detecção no subsolo, um instrumento de espectroscopia por laser semelhante ao da Curiosity, um detector de campos magnéticos e um detector de clima.

O desafio neste momento passa por ter o foguetão Long March 5 pronto para colocar este equipamento e estas sondas a caminho de Marte. O foguetão estreou-se em 2016, teve um voo falhado em 2017 e já foi alvo de duas alterações a nível do design dos motores. Em Dezembro, será feito mais um voo de testes, aonde irá colocar um grande satélite em órbita geo-estacionária. Caso este voo não tenha sucesso, a China terá de aguardar mais 26 meses pela abertura da janela Hohmann, no final de 2022, para chegar a Marte.

Chegar a Marte é parte do desafio, mas a aterragem à superfície a ser uma parte talvez ainda mais complexa, devido às circunstâncias particulares da atmosfera e da gravidade. Recorde-se que o momento da aterragem foi quando muitas missões, como as da Agência Espacial Europeia e da Roscosmos russa, falharam.

Exame Informática
12.11.2019 às 8h35