643: Ignite IAstro – Guimarães

Os investigadores do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) estão a percorrer Portugal e a levar o Universo a vilas e cidades longe dos grandes centros urbanos.

O formato dos eventos Ignite IAstro permite expor, de modo divertido e acessível, cerca de uma dezena de temas da investigação em ciências do espaço feita em Portugal.

Vamos viajar do Sistema Solar às estrelas e às galáxias, e falar dos instrumentos que nos permitem chegar tão longe.

Programa

Vénus: O Gémeo Falso
Ruben Gonçalves

Vénus é o planeta mais próximo da Terra e tem muitas semelhanças com o nosso planeta. Na mitologia romana, Vénus é a deusa que representa o amor, a beleza, a fertilidade e a prosperidade.

Mas será que este planeta é um destino apelativo para as férias de 2118?

Medindo Exoplanetas
Sérgio Sousa

Hoje em dia já se descobriram mais de 2000 planetas extra-solares que orbitam outras estrelas na nossa galáxia.
Vamos explicar como muitos destes planetas foram descobertos, e falar de técnicas, ferramentas e missões que nos permitem medir e caracterizar estes novos mundos longínquos.

Estranhos sistemas planetários
Pedro Viana

Inúmeros sistemas planetários têm sido descobertos, mas poucos se assemelham ao Sistema Solar. Em boa parte, isso deve-se à dificuldade em detectar na vizinhança de outras estrelas planetas tão pequenos como os que habitam o interior do Sistema Solar.

No entanto, já temos informação suficiente para poder afirmar que, em certos aspectos, o Sol se fez rodear por uma família de planetas muito estranha.

Estrelas na idade do armário
Raquel Albuquerque

À semelhança dos seres vivos, as estrelas nascem, crescem e morrem. Uma das fases mais activas da vida estelar ocorre na sua ‘puberdade’, quando as estrelas encontram o equilíbrio entre ganhos e perdas de matéria. Nesta breve apresentação, irei explorar as características mais rebeldes das estrelas jovens.

A sinfonia das estrelas
Tiago Campante

Muitas das estrelas que vemos no céu nocturno fazem parte de uma autêntica sinfonia estelar, como que de instrumentos musicais se tratassem. Vamos saber como os astrónomos “ouvem” o som das estrelas, usando depois essa informação para medirem com elevada precisão as suas propriedades.

Novas estrelas em galáxias antigas
Jean Michel Gomes

Há galáxias muito antigas, mas onde estão ainda a nascer estrelas. Isto é uma surpresa.
Uma surpresa ainda maior é o facto de esta formação estelar recente se dar numa estrutura espiral, que não é típica desta família de galáxias.

Dentro de um enxame… de galáxias!
Catarina Lobo

A maioria das galáxias não se encontra isolada no Universo: tal como a nossa Via Láctea, muitas pertencem a grupos ou a enxames de galáxias.

No interior destas enormes estruturas, as galáxias sofrem vários processos que as transformam ao longo do tempo cósmico e alteram a sua forma e a sua capacidade para formar novas estrelas. Nesta breve apresentação, vamos acelerar o tempo e ver a evolução das galáxias de enxame.

Somar a luz, ou telescópios em equipa
Tiago Magalhães

Ver melhor e mais longe implica aumentar a quantidade de luz que os telescópios captam. Uma alternativa a construir telescópios maiores, que são grandes desafios de engenharia, é somar a luz de vários telescópios mais pequenos.

Vamos falar sobre a interferometria da luz e como ela permite ‘construir’ telescópios virtuais.

O lado escuro da força
Tiago Barreiro

Mais de metade de todo o Universo conhecido pertence ao “lado escuro”. Ele não é observado directamente e o que o compõe continua a ser para nós um mistério.
Vamos dar um pouco de luz ao lado mais escondido do Universo.


Em cada evento Ignite IAstro, entre oito e dez investigadores do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço apresentam a sua investigação em apenas cinco minutos cada. Seguindo o conceito dos eventos Ignite, cada investigador terá de falar a compasso de uma sequência de 20 slides que avança automaticamente a cada 15 segundos.

Conheça o calendário da digressão na página do projecto.

Pode acompanhar a digressão através da newsletter IAstro, e também no Facebook e no Twitter.

Duração:

1h 30m

Entrada livre

 

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466: 12.Jun.2018

 

12062018@21:46: dado que a Lua “desapareceu” por uns dias (Lua Nova), o céu encontrava-se limpo e apesar da enorme PL existente, visualizei este pontinho branco (260ºW) que, pela posição no Stellarium, deu-me a sensação de ser Uranus. Ficam as imagens:

Ficha técnica:

  • Nikon Coolpix B500
  • Resolução: 4608×3456
  • Distância focal: 640mm (equiv. a 914mm)
  • Zoom digital: 4.000x
  • Tempo de exposição: 1s
  • Abertura: f/6.5
  • ISO: 1250
  • DPI: 300

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114: Sessão lunar 28.Set.2017

Novos testes serão efectuados na sessão de hoje. Entretanto, ficam os mapas.

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E enquanto não cai a noite, fica aqui mais um teste com o filtro solar. Estou à espera de um Filtro Solar Continuum (540 nm) Ø 1¼” Baader Planetarium e de um Filtro Solar ASTF para telescópio 140 mm Baader Planetarium. E posso dizer que estou bastante decepcionado com a nenhuma ajuda que disponho já que as pesquisas pela Internet levam-me principalmente a sites brasileiros (hemisfério sul) que importam material dos EUA principalmente. Por cá, na terreola, pouca coisa existe onde os astrónomos amadores possam desenvolver conhecimentos práticos e teóricos. Só por pura carolice. Tem valido vídeos no Youtube do Javier Molina da Astrocity.es mas às vezes ele fala tão rápido que não se percebe…

E a sessão lunar

Imagens obtidas com o telescópio Skywatcher Mak 127/1500, montagem equatorial SW EQ3-2,  Powermate Televue 2,5x (Barlow), filtro polarizador circular e Canon EOS 760D. Buscador Skywatcher 9×50 com retícula iluminada e ocular Vixen NPL 25mm.

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81: O Chandra pode ter boas notícias sobre a existência de vida no Universo

Um novo estudo em raios-X revelou que estrelas como o Sol e as suas primas menos massivas acalmam-se surpreendentemente depressa após uma juventude turbulenta. Este resultado tem implicações positivas para a habitabilidade a longo prazo dos planetas em órbita dessas estrelas.

Uma equipa de investigadores usou dados do Observatório de raios-X Chandra da NASA e do XMM-Newton da ESA para ver como o brilho de raios-X de estrelas semelhantes ao Sol se comporta ao longo do tempo.

A emissão de raios-X de uma estrela vem de uma camada fina, quente e exterior chamada coroa. A partir de estudos da emissão solar em raios-X, os astrónomos determinaram que a coroa é aquecida por processos relacionados com a interacção de movimentos turbulentos e com os campos magnéticos nas camadas exteriores de uma estrela.

Níveis elevados de actividade magnética podem produzir raios-X brilhantes e radiação ultravioleta a partir de proeminências estelares. A forte actividade magnética também pode gerar erupções poderosas de material a partir da superfície da estrela.

Estas erupções e radiação podem afectar os planetas e danificar ou destruir as suas atmosferas, conforme observado em estudos anteriores, incluindo trabalhos do Chandra relatados em 2011 e 2013.

Tendo em conta que os raios-X estelares espelham a actividade magnética, as observações em raios-X podem dizer aos astrónomos mais sobre o ambiente altamente energético ao redor da estrela. O novo estudo usa dados raios-X do Chandra e do XMM-Newton para mostrar que as estrelas como o Sol e as suas primas menos massivas diminuem de brilho em raios-X surpreendentemente depressa.

Os cientistas examinaram 24 estrelas com massas parecidas à do Sol ou menos, e idades de mil milhões de anos ou mais (o Sol tem 4,5 mil milhões de anos). O declínio observado no brilho de raios-X implica um declínio rápido na actividade energética, o que pode proporcionar um ambiente hospitaleiro para a formação e evolução da vida em quaisquer planetas em órbita.

“Esta é uma boa notícia para a habitabilidade futura de planetas em órbita de estrelas tipo Sol, porque a quantidade de raios-X e raios UV prejudiciais que atingem esses mundos oriundos de proeminências estelares será menor do que pensávamos,” realça Rachel Booth, estudante da Queen’s University em Belfast, Reino Unido, que liderou o estudo.

Este resultado é diferente de outros trabalhos recentes sobre estrelas de massas semelhantes à do Sol com idades inferiores a mil milhões de anos. O novo trabalho mostra que estrelas mais velhas diminuem de actividade muito mais depressa do que as suas homólogas mais jovens.

“Ouvimos muito sobre a volatilidade de estrelas menos massivas que o Sol, como TRAPPIST-1 ou Proxima Centauri, e como isso é mau para as atmosferas que podem sustentar vida nos seus planetas,” salienta Katja Poppenhaeger, co-autora da Queen’s University e do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica em Cambridge, em Massachusetts. “É refrescante ter boas notícias para partilhar sobre a potencial habitabilidade.”

Para compreender quão depressa o nível de actividade magnética estelar muda ao longo do tempo, os astrónomos necessitam de idades precisas para muitas estrelas diferentes. Esta é uma tarefa difícil, mas novas estimativas precisas de idades ficaram recentemente disponíveis graças a estudos do modo como uma estrela pulsa usando as missões Kepler da NASA e CoRoT da ESA. Estas novas estimativas de idade foram utilizadas para a maioria das 24 estrelas estudadas aqui.

Os astrónomos observaram que a maioria das estrelas são muito activas magneticamente quando jovens, porque giram rapidamente. À medida que a estrela em rotação perde energia com o tempo, gira mais devagar, a actividade magnética equilibra-se, juntamente com a emissão associada de raios-X, que cai.

“Não temos a certeza porque é que as estrelas mais velhas se acalmam relativamente depressa,” afirma o co-autor Chris Watson da Queen’s University. “No entanto, sabemos que levou à formação bem-sucedida da vida em pelo menos um caso“.

Uma possibilidade é que a diminuição da rotação das estrelas mais antigas ocorre mais depressa do que nas estrelas mais novas. Outra possibilidade é que o brilho em raios-X diminui mais rapidamente com o tempo para estrelas mais velhas e de rotação mais lenta do que para estrelas mais jovens.

// Centro Ciência Viva do Algarve

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