869: O céu nocturno de Junho em 2019

 

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Junho de 2019

Mercúrio será visível ao anoitecer na constelação de Touro, movendo-se depois para a constelação de Gémeos e Caranguejo. Encontra-se na direcção Noroeste.   A sua magnitude no inicio do mês varia de -1,4 a 0,8. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2019”.

Vénus será visível ao amanhecer na constelação de Carneiro, movendo-se para a constelação de Touro. Encontra-se na direcção Nordeste.  A sua magnitude no inicio do mês é de -3,7.

Marte será visível ao anoitecer na constelação de Gémeos, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Noroeste. A sua magnitude ao longo do mês é de 1,8.

Júpiter será visível durante a noite na constelação de Ofíuco. No dia 16, Júpiter estará a 2°S da Lua pelas 20 horas.Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês é de -2,6.

Saturno será visível durante a noite na constelação de Sagitário. No dia 19, Saturno estará a 0,4°N da Lua pelas 5 horas.Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,3 a 0,1.

Fig. 1 – Céu visível às 22:00 horas do dia 1 de Junho em Lisboa mostrando o planeta Júpiter.

Fig. 2 – Céu visível às 05:20 horas do dia 15 de Junho em Lisboa mostrando os planetas Vénus, Saturno e Júpiter.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Junho

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Visibilidade dos Planetas em 2019 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros Ariétidas, ζ Perseidas e β Táuridas em Junho

Nesta altura ocorrem as chuvas de meteoros das Ariétidas, a famosa das ζ Perseidas e as β Táuridas que são diurnas. Ambas as constelações do Carneiro, Perseu e do Touro encontram-se próximas do Sol, e isso faz com que estas chuvas de meteoros sejam difíceis de se verem a olho nu. Alguns dos primeiros meteoros são visíveis no momento das primeiras horas da manhã, geralmente uma hora antes do amanhecer.

Ver tabela mais abaixo para obter informações sobre os períodos de visibilidade e as datas de máxima actividade para cada uma destas chuvas de meteoros.

Em 2006, a IMO (International Meteor Organization) decidiu definir uma série de chuvas de meteoros conhecidas sob a designação ANT (The Antihelion Source).

O ANT é uma grande área, aproximadamente oval ao redor da α = 30◦ por δ = 15◦ em tamanho, centrado cerca de 12◦ a leste do ponto da oposição solar sobre a eclíptica, daí o seu nome. Não é uma verdadeira chuva de meteoros (portanto, não tem número oficial de chuva de meteoros do IAU), mas é sim uma região do céu em que um número variável, se fraco, de chuva de meteoros secundários activos têm seus radiantes.

Fig. 3 (do IMO) mostra os radiantes entre maio a Julho, o radiante do ANT em Junho encontra-se na constelação de Sagitário.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das η Aquáridas, Ariétidas e ζ Perseidas

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoróides.

Fases da Lua em Junho

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em Junho

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Fig. 5 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
3 Jun 2019

851: O céu nocturno de Maio em 2019

 

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de maio de 2019

Mercúrio será visível ao amanhecer até o dia 8 na constelação de Peixes, movendo-se depois para a constelação da Carneiro. Encontra-se na direcção Nordeste.  A partir do dia 26 reaparecerá visível ao anoitecer na constelação de Touro e encontra-se na direcção Noroeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -0,4 a -1,4. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2019”.

Vénus será visível ao amanhecer na constelação de Peixes, movendo-se para a constelação de Carneiro. Encontra-se na direcção Nordeste.  A sua magnitude no inicio do mês é de -3,7.

Marte será visível ao anoitecer na constelação de Touro, movendo-se para a constelação de Gémeos, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Oeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 1,6 a 1,8.

Júpiter será visível durante a noite na constelação de Ofíuco. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,5 a -2,6.

Saturno será visível durante a noite na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sul. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,5 a 0,3.

Fig. 1 – Céu visível às 21:00 horas do dia 1 de maio em Lisboa mostrando o planeta Marte.

Fig. 2 – Céu visível às 05:30 horas do dia 15 de maio em Lisboa mostrando os planetas Vénus, Saturno e Júpiter.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Maio

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Visibilidade dos Planetas em 2019 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros η Aquáridas, Ariétidas e ζ Perseidas em Maio

A Terra cruza a órbita do cometa 1P/Halley e são os restos deste cometa os responsáveis pela chuva de meteoros das η Aquáridas. A sua actividade decorre entre 19 de Abril e 28 de maio. As previsões indicam que as η Aquáridas terão uma  THZ (Taxa Horária Zenital) estimada relativamente baixa, de apenas 40 meteoros por hora. O pico desta chuva de meteoros ocorre no dia 6 de maio pelas 15 horas. Será muito difícil observar as η Aquáridas, pois esta constelação só começa a nascer depois das seis horas da manhã a sudeste, próxima da altura do crepúsculo civil. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Aquário (o radiante).

Fig. 3 – A deslocação da posição do radiante das η Aquáridas entre 19 de Abril a 28 de Maio.

Em finais de Maio têm inicio as chuvas de meteoros das Ariétidas e das ζ Perseidas que serão essencialmente diurnas, visíveis a partir das primeiras horas da manhã, geralmente uma hora antes do amanhecer, por ambas as constelações do Carneiro e de Perseu se encontrarem próximas do Sol.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das η Aquáridas, Ariétidas e ζ Perseidas

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em Maio

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em Maio

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Fig. 5 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
30 Abr 2019

 

844: Domingo de Páscoa (21/04/2019)

 

[Créditos: Nasa/Stephen Leshin] NGC 772 (ou Arp 78), Galáxia espiral na constelação do Carneiro.

Em 2019 o Domingo de Páscoa ocorre no dia 21 de Abril.

A data da Páscoa é definida como o primeiro Domingo a seguir à primeira Lua Cheia após o Equinócio da Primavera no hemisfério Norte.

Para o cálculo do Domingo de Páscoa não se consideram os verdadeiros instantes de Lua Cheia e de equinócio, mas sim valores aproximados que foram definidos pela igreja no Concílio de Niceia (já no século IV). Essas datas são conhecidas por Lua Cheia eclesiástica e equinócio eclesiástico. Há várias razões históricas para essa decisão, uma delas é obter uma data única para a Páscoa em todos os países cristãos. Por exemplo, em anos como 2019, em Portugal o equinócio é no dia 20 à noite e a Lua Cheia no dia 21 de madrugada, mas devido aos diferentes fusos horários, o equinócio é já no dia 21 nos países asiáticos. Assim, a Páscoa seria logo em Março na Europa, mas teria de se esperar pela Lua de Abril para os países asiáticos (já que a Lua de Março, sendo no mesmo dia do equinócio já não contaria).

Assim definiu-se o equinócio eclesiástico como sendo 21 de Março sempre, independentemente do equinócio astronómico.

Quanto à Lua Cheia eclesiástica, é definida como o 14º dia de um certo mês de um certo calendário lunar. Em geral o dia de Lua Cheia eclesiástica pode calhar até a um máximo de 2 dias de diferença do verdadeiro dia de Lua Cheia. Esta Lua é definida desta forma complicada, para que a Páscoa cristã não se afaste muito da Páscoa judaica que é definida com base num calendário lunar.

Assim sendo, este ano acontece que a Lua Cheia eclesiástica de Março não ocorre depois do equinócio eclesiástico e assim a primeira Lua Cheia (eclesiástica) após o equinócio (eclesiástico) é a de Abril.

Esta surpresa de ter a Páscoa em Abril, embora haja uma Lua Cheia astronómica em Março logo após o equinócio astronómico, vai ocorrer mais algumas vezes nas próximas décadas, pois estamos num período em que o equinócio astronómico ocorre a 20 e não a 21 de Março. Caso contrário, esta discrepância não ocorreria e assim, se explica porque este ano celebra-se a Páscoa a 21 de Abril e não a 24 de Março.

Contexto Histórico

Como já referimos anteriormente a escolha do Domingo de Páscoa junta três acontecimentos fundamentais no cristianismo:

  1. A Primavera
  2. A Lua Cheia
  3. A Páscoa Cristã

A Primavera. Quando Moisés tirou o povo hebreu do Egipto e conduziu-o para o deserto numa data algo indefinida, fez uma mudança importante no calendário judaico, como vem referido no texto bíblico do Êxodo (23,14-17). Moisés e Aarão foram instruídos para alterar a tradição do início do ano civil no sétimo mês (Ethanim, no equinócio de outono) para o primeiro mês em que começa a primavera, o mês Aviv onde se fazia a colheita da cevada, também de nome Nisan (ou Nisã), pois foi nessa época que aconteceu o Êxodo.

A Lua Cheia. Nos calendários lunares como o judaico, o mês inicia-se com o primeiro avistamento do crescente lunar, tecnicamente na Lua Nova. Os meses são de 29 ou 30 dias pois o período das lunações (mês sinódico) é de 29,53 dias. Assim, 1 ano civil pode ter 12 meses (ou normal com 354 dias) ou 13 meses lunares (ou bissexto, com 385 dias), que no calendário israelita designa-se por embolísmico. O texto bíblico do Êxodo (12,18) indica que a festa dos pães ázimos, que precedeu a saída do Egipto, deve celebrar-se do dia 15 ao 21 de Nisan. O dia 15 dum mês lunar corresponde à Lua Cheia.

A Páscoa Cristã. Jesus Cristo foi a Jerusalém celebrar a Páscoa judaica, é crucificado e morre na 6ª feira a 15 de Nisan, mas a festividade principal nesse ano ficou para o dia santo hebraico, o Sábado. No primeiro dia da semana, o domingo, é celebrada a Sua ressurreição (Lucas, 24).

Daí em diante o povo cristão quis celebrar a Páscoa como a ressurreição de Cristo ao domingo. Porém, para manter a tradição judaica usada em muitos locais, os outros dois factores foram  respeitados: o início da primavera e a Lua Cheia.

Feliz Páscoa 2019!

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
7 Abr 2019

 

830: O céu nocturno de Abril em 2019

 

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Abril de 2019

Mercúrio será visível ao amanhecer na constelação de Aquário, movendo-se depois para a constelação da Peixes. Encontra-se na direcção Sudeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de 0,7 a -0,4. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2019”.

Vénus será visível ao amanhecer na constelação de Aquário, movendo-se para a constelação de Peixes, passando depois pela constelação da Baleia e voltando no final para a constelação de Peixes. Encontra-se na direcção Sudeste. No dia 02, Vénus estará a 3°N da Lua pelas 05 horas e no dia 10, estará a 0,3°S de Neptuno pelas 05 horas. A sua magnitude no inicio do mês varia de -3,8 a -3,7.

Marte será visível ao anoitecer na constelação de Touro, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Oeste. No dia 16, Marte estará a 7°N de Aldebarã pelas 23 horas. A sua magnitude ao longo do mês varia de 1,4 a 1,6.

Júpiter será visível durante a madrugada na constelação de Ofiúco. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,2 a -2,5.

Saturno será visível de madrugada na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,5 a 0,6.

Fig. 1 – Céu visível às 21:00 horas do dia 1 de Abril em Lisboa mostrando o planeta Marte.

Fig. 2 – Céu visível às 06:15 horas do dia 15 de Abril em Lisboa mostrando os planetas Mercúrio, Vénus, Saturno e Júpiter.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Abril

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Visibilidade dos Planetas em 2019 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das Líridas e η Aquáridas em Abril

A partir de meados de Abril iniciam as Líridas, são umas das chuvas de meteoros de menor intensidade, têm uma duração de visibilidade de apenas 10 dias (entre 14 a 30 de Abril), com a actividade máxima de apenas 18 meteoros na THZ (Taxa Horária Zenital), o pico desta chuva de meteoros ocorre à 01:00 hora do dia 24 de Abril. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite a nordeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. As Líridas são conhecidas desde os tempos antigos, pois há registos chineses antigos deste enxame de 687 a.C., os cronistas relataram “as estrelas caiem como chuva”.

As Líridas estão associadas aos restos de poeira deixados pela passagem do cometa Tatcher e estas partículas entram na nossa atmosfera provocando este fenómeno de chuva de meteoros. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação da Lira (o radiante).

Fig. 3 – A deslocação da posição do radiante das η Aquáridas entre 19 de Abril a 28 de Maio.

Também a partir de meados de Abril a Terra cruza a órbita do cometa 1P/Halley e são os restos deste cometa os responsáveis pela chuva de meteoros das η Aquáridas. A sua actividade decorre entre 19 de Abril a 28 de maio. Será muito difícil observar as η Aquáridas, pois esta constelação só começa a nascer depois das seis horas da manhã a sudeste, próxima da altura do crepúsculo civil. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Aquário (o radiante).

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Líridas e η Aquáridas

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoróides.

Fases da Lua em Abril

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em Abril

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Fig. 5 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
31 Mar 2019

 

819: Super Lua Cheia (21/03/2019)

 

Na noite de 20 para 21 de Março, a Lua estará maior e mais brilhante que o habitual. Esta “Super Lua” é provocada pela ocorrência simultânea da fase de Lua Cheia e da presença da Lua no perigeu (ponto da órbita da Lua, em que esta se encontra mais próxima da Terra). O instante da fase de Lua Cheia ocorrerá no dia 21 de Março às 01:43 horas.

A melhor ocasião para observar esta “Super Lua Cheia” , será no momento do nascimento da Lua, em que ela aparece no horizonte, ou seja, no dia 20 de Março em Lisboa pelas 18:17 horas, Porto pelas 18:13 horas, Funchal pelas 18:53 horas e Ponta Delgada pelas 18:27 horas. A Lua nascerá no quadrante nordeste, no azimute 97º (contado de Sul para Este).

A Lua cheia no perigeu é 14% maior e 30% mais brilhante do que quando acontece no apogeu.

Para além disso, se for observada perto do horizonte parecerá ainda maior com um aumento extra de cerca de 5%. Este ultimo efeito é apenas uma ilusão óptica e desaparece quando a Lua sobe no céu.

Neste perigeu que ocorrerá às 19:47 horas do dia 19 de Março, a Lua estará a uma distância de aproximadamente de 359 377 km da Terra. Nesta Super Lua de Março os instantes do perigeu e da lua cheia estão desfasados de 29:56 horas. Veja aqui a lista das Super Luas até 2050, sendo de assinalar as Super Luas de 2031 e 2034.

Este fenómeno é cíclico, pelo que o próximo ocorrerá a 09 de Março de 2020.

Para obter informação sobre os azimutes, altura e passagem meridiana da Lua consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Passagem Meridiana, Altura e Azimute da Lua (Lisboa). Consulte também no nosso site os instantes do nascimento/ocaso do Sol e da Lua para as várias cidades portuguesas.

A órbita lunar

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. Isso faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra em cada mês lunar (27,3 dias). O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. Sendo a distância média Terra-Lua <dTL>= 384.400 km, o perigeu e apogeu médios ficam a 363 100 e 405 700 quilómetros, respectivamente.

Fig. 1 -A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Pode ver-se na Fig. 2 a forma ‘real’ da órbita lunar, quando calculada com a força gravítica do sol e de todos os planetas do sistema solar, mas dispostos no plano da eclíptica (duas dimensões, 2D).

Fig. 2 – Órbita lunar duma simulação do Sistema Solar completo, a 2D. (clique…)

Clique na imagem para ver uma simulação da evolução temporal da órbita lunar. Nota-se que a órbita não é uma elipse fechada e que processa em torno do ponto médio, o centro de massa (CM) do sistema Terra-Lua. É distinguível o movimento da Terra em torno do CM. A excentricidade das órbitas varia entre 2,6% e 7,7%.

A órbita lunar e as fases da Lua

À medida que a Terra progride à volta do Sol, surge a fase de Lua Cheia quando há  um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. Porém, a Lua Cheia só ocorre próxima do perigeu uma vez por ano, como se vê na Fig.3, designando-se por Lua Cheia no perigeu.

Fig. 3 – A fase de Lua Cheia em várias posições da órbita lunar (com excentricidade exagerada).

Habitualmente a Lua passa no perigeu com outras fases de iluminação (ver Fig.4).

Fig. 4 – Algumas fases da Lua quando está no perigeu, em função da órbita terrestre.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
19 Mar 2019

 

813: Equinócio da Primavera 2019

 

Em 2019 o Equinócio da Primavera ocorre no dia 20 de Março às 21:58 horas[1]. Este instante marca o início da Primavera no Hemisfério Norte. Esta estação prolonga-se por 92,789 dias até ao próximo Solstício que ocorre no dia 21 de Junho às 16:54 horas. Os instantes estão referenciados à hora legal.

Os equinócios ocorrem duas vezes por ano, na primavera e no outono, nas datas em que o dia e a noite têm igual duração[2]. A partir daqui até ao início do outono, o comprimento do dia começa a ser cada vez maior e as noites mais curtas, devido ao Sol percorrer um arco mais longo e mais alto no céu todos os dias, atingindo uma altura máxima no início do Solstício de Verão. É exactamente o oposto no Hemisfério Sul, onde o dia 20 de Março marca o início do Equinócio de Outono.

O eixo de rotação da Terra está inclinado em relação ao plano da translação. Isto implica que ao longo do ano, à medida que a Terra avança na sua trajectória à volta do Sol, o ângulo de incidência dos raios solares vai variando e é também diferente em cada latitude da Terra. Em consequência, no Hemisfério Norte é no Verão que o Sol está mais tempo acima do horizonte, atingindo uma altura maior no céu e proporcionando dias mais longos e temperaturas mais altas. Inversamente, é no Inverno que o Sol permanece por menos tempo acima do horizonte, possibilitando dias mais curtos e temperaturas mais baixas. Nos equinócios, a Terra atinge um ponto da sua órbita no qual a incidência dos raios solares é igual em todas as latitudes. Ou, visto do referencial da Terra, o equinócio é definido como o instante em que o Sol, no seu movimento anual aparente, passa no equador celeste. A palavra de origem latina aequinoctium agrega o nominativo aequus (igual) com o substantivo noctium, genitivo plural de nox (noite). Assim significa “noite igual” (ao dia), pois nestas datas dia e noite têm igual duração, ou pelo menos tal é a ideia que permeia a sociedade, que como explicamos em seguida não é totalmente exacta.

[1] . Explicação sobre o equinócio ser no dia 20

Muitas pessoas associam o início da Primavera ao dia 21 de Março e lembram-se que durante o século XX o equinócio ocorria por vezes no dia 21 e por vezes no dia 20. No entanto desde 2008 que se tem mantido sempre no dia 20 de Março.

Isto explica-se devido ao período de translação da Terra não ser de exactamente 1 ano (365 dias) mas de 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 48 segundos. Assim, num dado ano, a Terra atinge o ponto orbital correspondente ao equinócio cerca de 5h49′ mais tarde do que no ano anterior, ocorrendo o equinócio cada vez mais tarde. Ao fim de 4 anos, a diferença acumulada seria já de quase 1 dia (23h16′ em média). No entanto a aplicação da correcção do ano bissexto ao fim de 4 anos faz com que a data recue 1 dia. Assim, ao fim de um ciclo de 4 anos, a data do equinócio atrasa cerca de 44 minutos. Isto significa que ao fim de cerca de 30 ciclos de 4 anos a data recua 1 dia completo. Foi isto que aconteceu nas últimas décadas, em que a data ia oscilando entre os dias 21 e 20 até que em 2008 se fixou no dia 20, indo manter-se neste dia até 2044. (Note-se que estamos a considerar UTC, já que a data também depende do fuso horário). A partir de 2044 vai começar a oscilar entre os dias 20 e 19. No entanto este efeito não vai continuar para sempre, com as datas a recuarem cada vez mais. Isto porque o ano 2100 não vai ser bissexto, permitindo ter uma sequência de 7 anos não bissextos. Isto é suficiente para que a data não recue mais e a oscilação entre 20 e 19 passe a uma oscilação entre 21 e 20 logo a partir de 2100. Assim, com estas 2 correcções de ano bissexto, consegue-se manter o equinócio confinado aos dias 19, 20 e 21 de Março.

[2]. Explicação sobre a suposta igual duração do dia e da noite no equinócio da Primavera

Os equinócios estão definidos como o instante em que o ponto central do Sol passa no equador e, por isso, efectivamente o centro solar nasce no ponto cardeal Este e põe-se exactamente a Oeste. Assim, entre o instante da manhã em que o Sol está a uma distância zenital de 90º e o instante da tarde em que se encontra novamente a uma distância zenital de 90º passam-se 12 horas. (Note-se que como a Terra avança na sua órbita ao longo do dia, o Sol não se mantém no equinócio todo o dia e isso leva a uma pequena alteração deste intervalo de tempo. Por exemplo este ano, como o instante do equinócio ocorre depois do ocaso do Sol, a duração deste intervalo de tempo é superior às 12 horas, sendo de 12h08min).

Contudo, mesmo que este intervalo fosse de 12 horas, este facto não resultaria numa duração do dia solar de 12 horas pois o Sol não é um ponto, tem um diâmetro. Sabemos que o diâmetro aparente do Sol é de 32′ (minutos de arco). Além disso a refracção atmosférica faz com que quando vemos o bordo superior no horizonte, o Sol se encontra cerca de 50′ abaixo do horizonte (ou seja mais abaixo do que os 32′ em que estaria se não houvesse refracção). A luz directa no chão surge quando o bordo superior do Sol nasce (estando o Sol a uma distância zenital de 90º50′) e, no ocaso, a luz directa desaparece quando o bordo superior toca o horizonte (estando o Sol a uma distância zenital de 90º50′). Assim, estes 100 minutos de arco extra (50′ x 2) produzem 7 minutos a mais de luz solar directa. Por esta razão, no equinócio a duração do dia é cerca de 7 minutos maior do que a duração da noite. Para a duração da noite e do dia serem efectivamente iguais é necessário que o Sol tenha uma declinação um pouco menor. Isso acontecerá uns dias mais cedo, no dia 17 de Março de 2019, em que haverá muito perto de 12 horas de luz solar directa no solo. Nesse dia o disco solar nasce às 06:45:23 horas e põe-se às 18:45:11 horas (em Lisboa), diferindo a duração do dia e da noite em apenas 12 segundos.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
15 Mar 2019

 

794: Destaques no céu nocturno de 27/02/2019

 

Alinhamento de Vénus, Saturno e Júpiter

Na manhã do dia 27, Vénus e Saturno separaram-se, e formam um alinhamento com Júpiter, na presença da Lua em fase minguante. Estarão perto do horizonte na direcção sudeste aproximadamente a uma hora antes do nascer do Sol. Consulte aqui toda a informação sobre “O céu nocturno de Fevereiro em 2019“.

Fig. 1 – No dia 27 de Fevereiro pelas 05:30 horas observação do alinhamento entre os planetas Saturno, Vénus e Júpiter a sudeste.

Oportunidade para observar Mercúrio

Não esquecendo Mercúrio também pois fará a sua melhor exibição do ano no dia 27, para os observadores no Hemisfério Norte. Procure um horizonte limpo, olhe para oeste, logo após o pôr-do-sol. Mercúrio estará apenas 10 graus acima do horizonte a uma distância da largura de um punho com o braço estendido. Este pequeno planeta está mais perto do Sol do que da Terra, e se move muito rapidamente na sua órbita, o que significa que está escondido no brilho do Sol a maior parte do tempo durante o ano. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2019”.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
21 Fev 2019

 

769: O céu nocturno de Fevereiro em 2019

 

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Fevereiro de 2019

Mercúrio será visível ao anoitecer a partir do dia 8 na constelação de Aquário. Encontra-se na direcção Sudoeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -1,4 a 0,0. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2019”.

Vénus será visível ao amanhecer na constelação de Aquário. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude no inicio do mês varia de -4,1 a -3,9.

Marte será visível ao anoitecer na constelação de Escorpião, movendo-se para a constelação de Ofiúco, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Sul. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,9 a 1,2.

Júpiter será visível ao amanhecer na constelação de Balança. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -1,9 a -2,0.

Saturno será visível ao anoitecer na constelação de Sagitário. No dia 02, Saturno estará a 0,6°S da Lua pelas 07 horas (Ocult.) Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês é de 0,6.

Fig. 1 – Céu visível às 21:00 horas do dia 1 de Fevereiro em Lisboa mostrando o planeta Marte.

Fig. 2 – Céu visível às 06:00 horas do dia 15 de Fevereiro em Lisboa mostrando os planetas Saturno, Vénus e Júpiter.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Fevereiro

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Visibilidade dos Planetas em 2019 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

Fases da Lua em Fevereiro

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fig. 3 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em Fevereiro

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

A Super Lua de Fevereiro ocorrerá na terça-feira dia 19, quando a Lua se encontra simultaneamente em fase de Lua Cheia e a uma distância da Terra inferior a 110% do perigeu da sua órbita.

Super Lua com “um anel de Saturno” sob a ponte Vasco da Gama. Créditos de imagem: Ismael Tereno / 21 Janeiro 2019

Nesse dia a Lua atingirá o perigeu (a 356761 quilómetros da Terra) às 09h03, e estará em fase de Lua Cheia às 15h54, estando os 2 acontecimentos apenas desfasados entre si de 06h51min. No dia 19 a Lua nasce às 18h17, depois do instante de Lua Cheia. Nessa altura, a Lua vai parecer maior do que o habitual, não apenas devido à ocorrência de Super Lua, mas também porque estando próxima do horizonte ocorre um efeito extra de ampliação (devido a interpretação cerebral). No dia seguinte, dia 20, a Lua nasce às 19h32 e continuará a parecer maior do que o habitual.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
31 Jan 2019

– Não me sinto na “obrigação” de colocar um link directo para esta informação do OAL dado que aquando do envio – a pedido deles – de imagens do eclipse da Lua em 21 de Janeiro, retiraram o logótipo deste Blogue com a informação que não podia fazer publicidade ao mesmo. Este trabalho, assim como o do Blogue Spacenews, não me dá qualquer tipo de rendimento financeiro e apenas se baseia na carolice e no gosto que tenho por esta área. E além do tempo que perco a corrigir o brasuquês com que escrevem as informações, para a minha língua materna que é o português, ainda tenho de configurar todos os links deles para abrirem numa nova página.

Lisboa, Portugal
© F Gomes – Blogue Eclypse

767: Astronovas

 

No sábado dia 02 pelas 06h06min poderão observar o final da ocultação de Saturno pela Lua. Nesse instante, a Lua nasce com Saturno a reaparecer por trás. A Lua nascerá no quadrante sudeste, no azimute 62º (contado de Sul para Este). Saturno estará visível a olho nu até ao nascer do Sol. Os detalhes da ocultação de Saturno de dia 2 estão publicados em: http://oal.ul.pt/ocultacao-de-saturno-02-02-2019/.

No domingo dia 19 pelas 18h17min poderão observar a Super Lua na ocasião do seu nascimento. A Lua nascerá no quadrante nordeste, no azimute 107º (contado de Sul para Este). Os detalhes desta Super Lua Cheia (19/02/2019) estão publicados em: http://oal.ul.pt/super-lua-cheia-19-02-2019/.

Finalmente, como habitualmente temos publicado mensalmente um artigo sobre o céu nocturno de cada mês, onde vem uma descrição detalhada da visibilidade de todos os planetas visíveis a olho nu e também os eventos astronómicos para esse mesmo mês. Veja o artigo “O céu nocturno de Fevereiro em 2019” em http://oal.ul.pt/o-ceu-noturno-de-fevereiro-em-2019/.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
por e-mail
31/01/2019
Observatório Astronómico de Lisboa
Tapada da Ajuda
1349-018 Lisboa
PORTUGAL

 

758: As fotografias do eclipse total da Super Lua (21/01/2019)

 

Dado que recebo várias newsletters de instituições ligadas à Astronomia, recebi ontem uma do OAL – Observatório Astronómico de Lisboa a solicitar que quem possuísse fotografias do eclipse total da Lua de 21 do corrente, enviasse para publicação. Enviei dois dos meus trabalhos e foram publicados como poderão ver a seguir. Pela primeira vez, desde que abracei esta área de fotógrafo lunar, foi publicado um trabalho meu. Obrigado, OAL!

Eclipse Total da Super Lua (21/01/2019)

Na passada madrugada de dia 21 houve quem ficasse acordado para se deslumbrar com um fenómeno raro: o do eclipse total da Super Lua. O momento mais esperado ocorreu a partir do instante do começo do eclipse total pelas 4h41min, o máximo do eclipse ocorreu às 5h12min e, passados 4 minutos, pelas 5h16min ocorreu o instante da fase de Lua Cheia. Foi um verdadeiro espectáculo para os apaixonados que guardaram esses momentos especiais em fotografias. Aqui reunimos algumas das fotografias que nos foram enviadas por subscritores das newsletters do OAL.

O OAL reuniu estas mesmas fotografias para poder mostrar a todos e em especial àqueles que não tiveram oportunidade de observar o eclipse. Os próximos eventos deste tipo serão apenas em 2021 e 2033, mas infelizmente não serão visíveis em Portugal. Se deixou escapar este evento especial e raro de eclipse total da Super Lua, saiba que a próxima oportunidade de o poder ver em Portugal será somente no dia 11 de Fevereiro de 2036!

Contudo, muito antes disso, haverá mais eclipses lunares totais visíveis em Portugal. O próximo daqui a 3 anos, em 16 de Maio de 2022.

http://oal.ul.pt/as-fotografias-do-eclipse-total-da-super-lua-21-01-2019/

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
24 Jan 2019