646: Mudança da Hora – 28 Outubro 2018

Na madrugada de 28 de Outubro de 2018 (domingo), a Hora Legal muda do regime de Verão para o regime de Inverno.

– Em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, às 2:00 horas da manhã atrasamos o relógio de 60 minutos, passando para a 1:00 hora da manhã.

– Na Região Autónoma dos Açores a mudança será feita à 1:00 hora da madrugada de domingo, dia 28 de Outubro, passando para a meia-noite (00:00), do mesmo dia.

Pode consultar mais informação sobre o calendário do período da hora de verão até 2021 e a legislação aplicável na página Mudança da Hora.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
3 Out 2018

 

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639: Portugal não vai acabar com a mudança da hora

(CC0/PD) Comfreak / pixabay

O primeiro-ministro defendeu que Portugal deve manter o actual regime bi-horário e ter uma hora de verão e uma hora de inverno. “Não vejo razão para que se contrarie a ciência”, considerou António Costa.

Questionado, em entrevista à TVI, qual a posição do Governo português sobre a discussão no âmbito da União Europeia sobre este tema, António Costa salientou o que, até agora, foi expresso pela “entidade competente”, o Observatório Astronómico de Lisboa.

“O que foi expresso até ao momento é o entendimento de que em Portugal devemos manter este regime bi-horário, com hora de verão e hora de inverno. Não vejo razão para que se contrarie a ciência e se faça algo de forma discricionária”, afirmou.

António Costa salientou não ser “nem contra, nem a favor” do fim da mudança da hora, mas considerou que “há matérias sobre as quais não vale a pena ter doutrinas políticas”.

“Vale a pena seguir o que é a informação da ciência. Se a ciência entende que o regime horário mais adequado é este, quem sou eu para dizer o contrário?”, afirmou.

Recentemente, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já tinha defendido que a União Europeia tem assuntos mais importantes a resolver do que a questão da mudança da hora, sobre a qual não quis revelar já a sua posição.

No final de Agosto, o presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, anunciou que esta instituição vai propor formalmente o fim da mudança de hora na União Europeia, depois de um inquérito não vinculativo feito a nível comunitário, segundo o qual mais de 80% dos inquiridos disseram preferir manter sempre o mesmo horário.

Já em Setembro, Juncker defendeu a supressão da mudança da hora, responsabilizando cada Estado-membro por escolher o horário de inverno ou de verão no seu último discurso sobre o Estado da União. “Em maio de 2019 [data das eleições europeias], os europeus não vão aplaudir-nos se continuarmos a mudar a hora duas vezes por ano”, disse.

“A mudança de hora deve ser suprimida. Os Estados-membros devem decidir por si próprios se querem que os cidadãos vivam no horário de verão ou no de inverno”, disse.

A ser formalizada, a proposta da comissão terá de ser aprovada pelo Parlamento Europeu e depois pelo Conselho Europeu.

ZAP // Lusa

Por ZAP
2 Outubro, 2018

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635: O céu nocturno de Outubro em 2018

Quase todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Outubro de 2018

Mercúrio será visível ao anoitecer a partir do dia 7 na constelação de Virgem, e depois move-se para a constelação de Balança. Encontra-se na direcção Sudoeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -0,5 a 0,1. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2018”.

Vénus será visível ao anoitecer até dia 8 na constelação de Virgem. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude no inicio do mês varia de -3,8 a -3,7.

Marte será visível durante a noite na constelação de Capricórnio, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês é de 1,8.

Júpiter será visível ao anoitecer na constelação de Balança. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,1 a -1,9.

Saturno será visível ao anoitecer na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,5 a 0,6.

Fig. 1 – Céu visível às 20h do dia 1 de Outubro em Lisboa mostrando os planetas Marte, Júpiter e Saturno.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de OutubroÚrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano.

Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2018/ Visibilidade dos Planetas em 2018 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das Dracónidas e  das Oriónidas em Outubro

Nesta altura do ano, temos as duas chuvas de meteoros das Dracónidas e das Oriónidas. O instante da actividade máxima das Dracónidas é no dia 9 à 1h10min, perto da Lua Nova (a 9 de Outubro) e um período de actividade muito curto (Período de Visibilidade de 06/10 a 10/10). As Dracónidas (também chamado Giacobínidas) é uma chuva de meteoros que está associada ao cometa Giacobini-Zinner.

Fig. 2 – (figura do IMO) mostra o radiante da chuva de meteoros das Dracónidas em Outubro, que encontra-se na constelação do Dragão.

As Oriónidas terão no dia 21 a data de actividade máxima perto da Lua Cheia (a 24 de Outubro) e um período de actividade mais alargado (Período de Visibilidade de 02/10 a 07/11). Esta chuva de meteoros resulta dos detritos deixados pelo cometa Halley, que passou a última vez pela Terra em 1986.

Fig. 3 – (figura do IMO) mostra o radiante da chuva de meteoros das Oriónidas em Outubro, que encontra-se na constelação de Orionte.

Como tanto as Dracónidas como as Oriónidas são chuvas de fraca intensidade, para as observar aconselhamos evitar noites nubladas e a poluição luminosa das grandes cidades, e procurar um horizonte desimpedido.

O nome “Dracónidas” resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Dragão, assim o radiante da chuva das Dracónidas encontra-se na constelação do Dragão.
O mesmo acontece com o nome da chuva das Oriónidas pois o seu radiante está na constelação de Orionte.

Informação sobre as Dracónidas e as Oriónidas

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em Outubro

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fases_da_lua

Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2018/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em Outubro

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Apogeu

Fig. 5 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

OAL-Observatório Astronómico de Lisboa
28 Set 2018

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619: Equinócio de Outono 2018

Em 2018 o Equinócio de Outono ocorre no dia 23 de Setembro às 02:54 horas. Este instante marca o início do Outono no Hemisfério Norte.

Esta estação prolonga-se por 89,812 dias até ao próximo Solstício que ocorre no dia 21 de Dezembro às 22:23 horas.

A figura mostra o ângulo de incidência dos raios solares em relação ao eixo da Terra, durante os equinócios.

Equinócio: instante em que o Sol, no seu movimento anual aparente, passa no equador celeste. A palavra de origem latina aequinoctium agrega o nominativo aequus (igual) com o substantivo noctium, genitivo plural de nox (noite).

Assim significa “noite igual” (ao dia), pois nestas datas o senso comum diz-nos que o dia e a noite têm igual duração. No entanto não é bem assim. Os equinócios estão definidos como o instante em que o ponto central do sol passa no equador e, por isso, efectivamente o centro solar nasce no ponto cardeal Este e põe-se exactamente a Oeste, encontrando-se durante 12 horas acima do horizonte matemático em qualquer lugar da Terra nestes dias.

Contudo, este facto não resulta numa duração do dia solar de 12 horas pois o Sol não é um ponto, tem um diâmetro. A luz directa no chão surge quando o bordo superior do sol nasce e, no ocaso, a luz directa desaparece quando o bordo superior toca o horizonte.

O diâmetro aparente do Sol é de 32′ (minutos de arco). Além disso a refracção atmosférica  faz com que quando vemos o bordo superior no horizonte, o centro do sol se encontra cerca de 50abaixo do horizonte (ou seja mais abaixo do que os 32′ que estaria se não houvesse refracção).

Assim, estes 100 minutos de arco extra (50′ x 2) produzem 7 minutos a mais de luz solar directa. Por esta razão, no equinócio a duração do dia é cerca de 7 minutos maior do que a duração da noite. Só uns dias mais tarde, quando o Sol tiver uma declinação um pouco menor, teremos a duração da noite e do dia efectivamente iguais.

Isso acontecerá no dia 26 de Setembro de 2018, em que haverá 12,00 horas com luz solar directa no solo. Nesse dia o disco solar nasce às 07:27:40 horas e põe-se às 19:27:26 horas (em Lisboa), com apenas 14 segundos de desvio às 12h certas.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
17 Set 2018

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604: Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço

Como surgiram e evoluíram o Sol, a Terra e os planetas do Sistema Solar? Não perca a nova edição do curso “Sistemas Planetários: o nosso e os outros”.

Começa já neste sábado, 8 de Setembro, orientado por Rui Agostinho, investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Ainda há vagas para estas quatro sessões, sempre aos sábados, no Observatório Astronómico de Lisboa.

Contacte-nos para mais informações e inscrições através do endereço em http://divulgacao.iastro.pt/pt/contactos/


Créditos da imagem: NASA/FUSE/Lynette Cook

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599: O céu nocturno de Setembro em 2018

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Setembro de 2018

Mercúrio será visível ao amanhecer até dia 14 na constelação de Leão, e depois move-se para a constelação de Virgem. Encontra-se na direcção Nordeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -0,5 a -1,2. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2018”.

Vénus será visível ao anoitecer na constelação de Virgem. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude no inicio do mês varia de -4,4 a -4,5.

Marte será visível durante a noite na constelação de Capricórnio, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,2 a -1,4.

Júpiter será visível ao anoitecer na constelação de Balança. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -1,9 a -1,8.

Saturno será visível durante a noite na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sul. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,3 a 0,5.

Fig. 1 – Céu visível às 21h do dia 1 de Setembro em Lisboa mostrando os planetas Vénus, Marte, Júpiter e Saturno.

Fig. 2 – Céu visível às 06h do dia 1 de Setembro em Lisboa mostrando o planeta Mercúrio.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Setembro

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano.

Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2018/ Visibilidade dos Planetas em 2018 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

Fases da Lua em Setembro

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fases_da_lua

Fig. 3 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2018/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em Setembro

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Apogeu

Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
31 Ago 2018

(Foram corrigidos 16 erros ortográficos ao texto original)

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529: CALENDÁRIO ASTRONÓMICO DE BOLSO (JULHO/2018 – JUNHO/2019)

 

Desde o verão de 2015 que o OAL passou a disponibilizar anualmente na secção “Dados Astronómicos” um Calendário Astronómico de Bolso, em formato A4, frente e verso.

  • A versão já conhecida permite dobrar o calendário em formato de bolso, transportá-lo e ter um prático calendário para as observações astronómicas. Poderá consultar o calendário e descarregar o PDF aqui.
  • A nova versão permite dobrar e recortar o calendário em formato de Livro. Descarregue esta nova versão do calendário aqui.

Veja também as instruções de montagem das duas versões deste Calendário Astronómico de Bolso mais abaixo.

Este folheto contém um resumo das efemérides, já disponíveis on-line, respeitantes aos fenómenos visíveis a olho nu, o que inclui dados mensais sobre a visibilidade dos planetas, fases da lua, eclipses, nascimento e ocaso do sol e da lua, estações do ano, chuvas de meteoros e cometas.

O Calendário Astronómico de Bolso

O Calendário Astronómico de Bolso/Livro

BOAS OBSERVAÇÕES ASTRONÓMICAS!

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
20/07/2018

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520: Pode ver agora o Vesta, o asteróide mais brilhante de todos. Ou esperar 20 anos

 

Actualização 14072018@17:20:

Com um céu destes não há Vesta que se aviste…

O único asteróide visível a olho nu está a passar próximo da Terra. Situa-se perto de Saturno e pode ser observado durante a lua nova

© NASA

Se perder esta oportunidade, terá de esperar quase 20 anos para tentar observar novamente o Vesta a olho nu. É agora, durante a lua nova, que o asteróide mais brilhante de todos será mais facilmente identificado no céu à vista desarmada. Para isso, só tem de procurar um sítio escuro e, de preferência, tentar identificá-lo com o recurso a um mapa celeste. Um pequeno telescópio também pode ajudar.

O asteróide Vesta situa-se na constelação de Ofiúco, próximo de Saturno. Observá-lo poderá, contudo, não ser uma missão fácil. “A sua magnitude está no limite do que o olho humano consegue ver. Estas são as condições óptimas para o observar, porque é quando está mais próximo [da Terra]. Atinge um brilho que lhe permite ser visível a olho nu, mas não é um espectáculo assombroso no céu, porque está no limiar do que a vista humana consegue ver”, explica Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).

Convém procurar um local com pouca poluição luminosa, por isso a cidade está fora de questão. “Na cidade, ou nas vilas, com luz, é para esquecer. Não vai conseguir vê-lo”. Como “a luz ofusca estes objectos fraquinhos”, a lua nova “é a melhor altura” para observar o asteróide.

Se tiver um mapa celeste, deve procurar Saturno, “mais fácil de ver porque é um ponto mais brilhante e não cintila”. Depois, é tentar identificar Vesta, que fica aproximadamente a 170 milhões de quilómetros da Terra. “É comparável às estrelas mais fraquinhas que estarão no céu, mas não cintila tanto”.

A melhor hora para o observar é durante a sua passagem meridiana, quando está mais alto no céu e se encontra na direcção sul (azimute 0º). No dia 16, por exemplo, acontece às 23.28, mas no dia 31 de Julho a passagem ocorre mais cedo, às 22.25. Contudo, quantos mais dias passam, mais difícil será a sua identificação. Outros horários podem ser encontrados na página no OAL.

Telescópio pode ajudar

Um pequeno telescópio pode, segundo o astrónomo, tornar a missão “mais interessante”. Mas convém que seja um bom equipamento, com uma óptica de qualidade, calibrado e automatizado. “Se for bom, nota-se que o pontinho é circular, contrariamente às estrelas, que são pontos matemáticos. Ampliando-se, vê-se que tem um pequeno diâmetro, ao contrário das estrelas, que nunca têm diâmetro”, esclarece o professor do departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Para imaginar a dimensão de Vesta, Rui Agostinho diz que “caberia dentro da Península Ibérica e não ocuparia uma boa parte”.

Estas alturas de maior aproximação da Terra, que ocorrem a cada 20 anos, adianta o especialista, “não são particularmente importantes para estudar as propriedades físicas do asteróide, porque as sondas conseguem fazê-lo [e já fizeram] muito melhor do que os telescópios terrestres”. Mas, para quem o quiser fazer com um telescópio, é a melhor altura, “porque é quando se consegue ver o lado direito e esquerdo”.

Vesta foi descoberto a 29 de Março de 1807 por Heinrich Wilhelm Olbers e está localizado na cintura de asteróides entre Marte e Júpiter. “Sabe-se que tem uma superfície altamente reflectora, mais do que a lua. Há modelos que mostram que terá sido um pequeno planeta em formação – um protoplaneta. Não teve massa suficiente para fica completamente esférico”, afirma o director do OAL.

Diário de Notícias
Joana Capucho
14 Julho 2018 — 14:57

Seria óptimo se o céu estivesse limpo de nuvens, não tivesse uma tremenda poluição luminosa e atmosférica, mas mesmo assim, logo vou tentar se descortino essa rocha… porque daqui a 20 anos já não devo pertencer a este planeta.

– Infelizmente o céu, como esperado, estava coberto com nuvens e de Vesta. nem se avistou nada… Fica para a próxima encarnação…

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515: Eclipse Total da Lua, em 27-28 de Julho de 2018

Este eclipse total será visível a partir da Austrália, Antárctida, Ásia, África, Médio Oriente, Europa, América do Sul, sul do Oceano Pacífico, Oceano Índico e do Oceano Atlântico. Grandeza da umbra do eclipse = 1.613 considerando o diâmetro da lua como unidade.

Em Portugal continental, a lua nasce numa altura em que está já a decorrer a totalidade do eclipse e encontra-se próxima do planeta Marte na constelação do Capricórnio. Os planetas Saturno, Júpiter e Vénus estarão à direita. (ver tabela mais abaixo, com os detalhes para as várias cidades portuguesas)

Fig. 1 – Céu visível às 21h30min do dia 27 de julho em Lisboa mostrando a Lua e os planetas Vénus, Marte, Júpiter e Saturno.

O eclipse total da Lua é um fenómeno astronómico que ocorre quando a Terra se encontra entre o Sol e a Lua de forma a projectar a sua sombra na Lua e a Lua atravessa completamente a sombra da Terra. Isto sucede quando a Lua, em fase de Lua cheia, passa nos seus nodos ou na sua proximidade.

Na maioria das vezes, durante um eclipse total, a Lua adquire uma coloração muito bonita que pode variar de um tom amarelo-escuro a um vermelho-alaranjado bastante vivo, ou mesmo cor de cobre.

Porque se torna visível e colorida a Lua quando era suposto estar às escuras? Ao observar os momentos finais do pôr do Sol nota-se uma infinidade de diferentes tonalidades do vermelho. Este efeito provocado pela refracção da luz nas diferentes camadas atmosféricas prolonga-se no espaço e, caso a Lua fique na direcção da luz projectada, vê-se esta coloração na Lua.

As diferentes tonalidades que podem ser observadas num eclipse lunar podem demonstrar o estado de saturação da nossa atmosfera com poeiras provenientes de actividade vulcânica recente ou de fenómenos meteorológicos de grande dimensão. Quanto maior for a quantidade de poeiras existentes na atmosfera, mais escuro será o eclipse e a coloração da Lua.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
11 Jul 2018

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504: O céu nocturno de Julho em 2018

Vesta visível à vista desarmada em Julho de 2018

O asteróide Vesta (4 Vesta) estará visível à vista desarmada até aproximadamente dia 20 de Julho, na constelação de Ofiúco, não muito longe de Saturno. A melhor altura para o observar será durante a sua passagem meridiana, quando está mais alto no céu. Nessa altura estará na direcção sul (azimute 0º). Opte por um local e dia  em que o céu seja mais escuro (como Quarto Minguante, Lua Nova) para possibilitar a visualização, pois a sua magnitude está no limite da visibilidade a olho nu.

crédito de imagem: Nasa

O asteróide Vesta foi descoberto em 29 de Março de 1807 por Heinrich Wilhelm Olbers e  encontra-se na cintura de asteróides entre Marte e Júpiter, a 2,36 UA do Sol. Vesta é um asteróide tipo V. O seu tamanho e o brilho na sua superfície fazem de Vesta o asteróide mais brilhante de todos. É o único asteróide que ocasionalmente é visível a olho nu.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso do asteróide Vesta.

Fig. 1 – Céu visível às 22h15min do dia 15 de Julho em Lisboa mostrando os planetas Vénus, Marte, Júpiter, Saturno e o asteróide Vesta.

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Julho de 2018

Mercúrio será visível ao anoitecer até dia 28 na constelação de Caranguejo, e depois passa para a constelação de Leão. Encontra-se na direcção Sudoeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -0,2 a 1,8. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2018”.

Vénus será visível ao anoitecer na constelação de Leão. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude no inicio do mês varia de -3,9 a -4,1. No dia 9, Vénus estará a 1,1°N de Régulo pelas 21 horas. 

Marte será visível durante a madrugada na constelação de Capricórnio, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,1 a -2,8. No dia 1, Marte estará a 5°S da Lua pelas 3 horas. No dia 26, Marte estará em movimento retrogrado. No dia 27, Marte estará em oposição pelas 05 horas, e estará a 7°S da Lua pelas 23 horas.  No dia 31, Marte estará à distância mínima da Terra pelas 9 horas.

Júpiter será visível durante toda a noite na constelação de Balança. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,3 a -2,1.

Saturno será visível ao anoitecer e durante grande parte da noite na constelação de Sagitário. No dia 1, Saturno estará a 1,6°S da Lua pelas 2 horas. No dia 28, Saturno estará a 1,8°S da Lua pelas 5 horas. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,0 a 0,2.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Julho

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano.

Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2018/ Visibilidade dos Planetas em 2018 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros Ariétidas, ζ Perseidas, β Táuridas e δ Aquáridas em Julho

Nesta altura ocorrem 3 chuvas de meteoros diurnas: as Ariétidas, as ζ Perseidas e as β Táuridas. Tanto a constelação de Carneiro, como as de Perseu e do Touro encontram-se próximas do Sol, e isso faz com que estas chuvas de meteoros sejam difíceis de se ver a olho nu. Alguns dos primeiros meteoros são visíveis no momento das primeiras horas da manhã, geralmente uma hora antes do amanhecer. Ver tabela mais abaixo para obter informações sobre os períodos de visibilidade e as datas de máxima actividade para cada uma destas chuvas de meteoros.

A chuva de meteoros nocturna das δ Aquáridas ocorre entre 12 de Julho e 23 de Agosto, e a actividade máxima de intensidade desta chuva de meteoros será no dia de 30 de Julho. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite a sudeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Aquário (o radiante).

Também neste mês de Julho inicia a famosa chuva de meteoros nocturna das Perseidas que ocorre entre 17 de Julho e 24 de Agosto.

Em 2006, a IMO (International Meteor Organization) decidiu definir uma série de chuvas de meteoros conhecidas sob a designação ANT (The Antihelion Source). O ANT é uma grande área, aproximadamente oval, com extensão de 30◦ em ascensão recta e 15◦ em declinação, centrado num ponto cerca de 12◦ a leste do ponto da oposição solar sobre a eclíptica, daí o seu nome. Não é uma verdadeira chuva de meteoros (e portanto não tem um número oficial de chuva de meteoros do IAU), mas é sim uma região do céu em que um número variável, embora baixo, de chuva de meteoros secundários activos têm os seus radiantes.

Fig. 2 – (figura do IMO) mostra os radiantes entre maio a Julho, o radiante do ANT em Junho encontra-se nas constelações de Sagitário e de Escorpião.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Ariétidas, ζ Perseidas, β Táuridas, δ Aquáridas e Perseidas

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoróides.

Fases da Lua em Julho

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fases_da_lua

Fig. 3 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2018/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em Julho

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Apogeu

Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

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