769: O céu nocturno de Fevereiro em 2019

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Fevereiro de 2019

Mercúrio será visível ao anoitecer a partir do dia 8 na constelação de Aquário. Encontra-se na direcção Sudoeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -1,4 a 0,0. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2019”.

Vénus será visível ao amanhecer na constelação de Aquário. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude no inicio do mês varia de -4,1 a -3,9.

Marte será visível ao anoitecer na constelação de Escorpião, movendo-se para a constelação de Ofiúco, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Sul. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,9 a 1,2.

Júpiter será visível ao amanhecer na constelação de Balança. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -1,9 a -2,0.

Saturno será visível ao anoitecer na constelação de Sagitário. No dia 02, Saturno estará a 0,6°S da Lua pelas 07 horas (Ocult.) Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês é de 0,6.

Fig. 1 – Céu visível às 21:00 horas do dia 1 de Fevereiro em Lisboa mostrando o planeta Marte.

Fig. 2 – Céu visível às 06:00 horas do dia 15 de Fevereiro em Lisboa mostrando os planetas Saturno, Vénus e Júpiter.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Fevereiro

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Visibilidade dos Planetas em 2019 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

Fases da Lua em Fevereiro

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fig. 3 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em Fevereiro

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

A Super Lua de Fevereiro ocorrerá na terça-feira dia 19, quando a Lua se encontra simultaneamente em fase de Lua Cheia e a uma distância da Terra inferior a 110% do perigeu da sua órbita.

Super Lua com “um anel de Saturno” sob a ponte Vasco da Gama. Créditos de imagem: Ismael Tereno / 21 Janeiro 2019

Nesse dia a Lua atingirá o perigeu (a 356761 quilómetros da Terra) às 09h03, e estará em fase de Lua Cheia às 15h54, estando os 2 acontecimentos apenas desfasados entre si de 06h51min. No dia 19 a Lua nasce às 18h17, depois do instante de Lua Cheia. Nessa altura, a Lua vai parecer maior do que o habitual, não apenas devido à ocorrência de Super Lua, mas também porque estando próxima do horizonte ocorre um efeito extra de ampliação (devido a interpretação cerebral). No dia seguinte, dia 20, a Lua nasce às 19h32 e continuará a parecer maior do que o habitual.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
31 Jan 2019

– Não me sinto na “obrigação” de colocar um link directo para esta informação do OAL dado que aquando do envio – a pedido deles – de imagens do eclipse da Lua em 21 de Janeiro, retiraram o logótipo deste Blogue com a informação que não podia fazer publicidade ao mesmo. Este trabalho, assim como o do Blogue Spacenews, não me dá qualquer tipo de rendimento financeiro e apenas se baseia na carolice e no gosto que tenho por esta área. E além do tempo que perco a corrigir o brasuquês com que escrevem as informações, para a minha língua materna que é o português, ainda tenho de configurar todos os links deles para abrirem numa nova página.

Lisboa, Portugal
© F Gomes – Blogue Eclypse

767: Astronovas

No sábado dia 02 pelas 06h06min poderão observar o final da ocultação de Saturno pela Lua. Nesse instante, a Lua nasce com Saturno a reaparecer por trás. A Lua nascerá no quadrante sudeste, no azimute 62º (contado de Sul para Este). Saturno estará visível a olho nu até ao nascer do Sol. Os detalhes da ocultação de Saturno de dia 2 estão publicados em: http://oal.ul.pt/ocultacao-de-saturno-02-02-2019/.

No domingo dia 19 pelas 18h17min poderão observar a Super Lua na ocasião do seu nascimento. A Lua nascerá no quadrante nordeste, no azimute 107º (contado de Sul para Este). Os detalhes desta Super Lua Cheia (19/02/2019) estão publicados em: http://oal.ul.pt/super-lua-cheia-19-02-2019/.

Finalmente, como habitualmente temos publicado mensalmente um artigo sobre o céu nocturno de cada mês, onde vem uma descrição detalhada da visibilidade de todos os planetas visíveis a olho nu e também os eventos astronómicos para esse mesmo mês. Veja o artigo “O céu nocturno de Fevereiro em 2019” em http://oal.ul.pt/o-ceu-noturno-de-fevereiro-em-2019/.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
por e-mail
31/01/2019
Observatório Astronómico de Lisboa
Tapada da Ajuda
1349-018 Lisboa
PORTUGAL

 

758: As fotografias do eclipse total da Super Lua (21/01/2019)

Dado que recebo várias newsletters de instituições ligadas à Astronomia, recebi ontem uma do OAL – Observatório Astronómico de Lisboa a solicitar que quem possuísse fotografias do eclipse total da Lua de 21 do corrente, enviasse para publicação. Enviei dois dos meus trabalhos e foram publicados como poderão ver a seguir. Pela primeira vez, desde que abracei esta área de fotógrafo lunar, foi publicado um trabalho meu. Obrigado, OAL!

Eclipse Total da Super Lua (21/01/2019)

Na passada madrugada de dia 21 houve quem ficasse acordado para se deslumbrar com um fenómeno raro: o do eclipse total da Super Lua. O momento mais esperado ocorreu a partir do instante do começo do eclipse total pelas 4h41min, o máximo do eclipse ocorreu às 5h12min e, passados 4 minutos, pelas 5h16min ocorreu o instante da fase de Lua Cheia. Foi um verdadeiro espectáculo para os apaixonados que guardaram esses momentos especiais em fotografias. Aqui reunimos algumas das fotografias que nos foram enviadas por subscritores das newsletters do OAL.

O OAL reuniu estas mesmas fotografias para poder mostrar a todos e em especial àqueles que não tiveram oportunidade de observar o eclipse. Os próximos eventos deste tipo serão apenas em 2021 e 2033, mas infelizmente não serão visíveis em Portugal. Se deixou escapar este evento especial e raro de eclipse total da Super Lua, saiba que a próxima oportunidade de o poder ver em Portugal será somente no dia 11 de Fevereiro de 2036!

Contudo, muito antes disso, haverá mais eclipses lunares totais visíveis em Portugal. O próximo daqui a 3 anos, em 16 de Maio de 2022.

http://oal.ul.pt/as-fotografias-do-eclipse-total-da-super-lua-21-01-2019/

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
24 Jan 2019

 

738: As 3 Super Luas de 2019

O ano novo de 2019 vai começar com uma Super Lua logo no dia 21 de Janeiro. Para além dessa, haverá uma segunda Super Lua no dia 19 de Fevereiro e uma terceira Super Lua no dia 21 de Março. Estas serão as 3 únicas Super Luas de 2019. Os instantes de Lua Cheia não coincidirão exactamente com os instantes do perigeu. A Super Lua mais favorável para observar será a do dia 19 de Fevereiro, em que os instantes do perigeu e da lua cheia estão apenas desfasados de 06:51 horas, enquanto que na de dia 21 de Janeiro o desfasamento é de 14:43 horas e na de dia 21 de Março o desfasamento é de 29:56 horas. Isto faz com que a observação da Lua seja mais interessante no seu nascimento no dia 19 de Fevereiro pelas 18:17 horas.

Gostaríamos de realçar a Super Lua de Janeiro em que em simultâneo, vai ocorrer um Eclipse total da Super Lua. Na madrugada de 21 de Janeiro, a lua começará a entrar na penumbra pelas 02h35. Às 03h34, a lua entra na sombra e ficará completamente coberta a partir das 04h41. Pelas 05h12 o eclipse atinge o seu máximo, permanecendo na totalidade até às 05h44. Durante este período ocorrerá também o instante de Lua Cheia, às 05h16min.  A partir das 05h44, a Lua começa a sair da sombra, saindo totalmente pelas 06h51, terminando a ultima fase do eclipse pelas 07h50. No final do dia, pelas 19h59min, ocorrerá o perigeu.

Veja-se na tabela abaixo os instantes de lua cheia, lua no perigeu, nascimento e ocaso da lua para as três Super Luas de 2019. Nota-se na tabela que as distâncias do perigeu e apogeu não são constantes e que em 2019 o perigeu mais próximo é a 19 de Fevereiro. A lua nesse dia estará mais exuberante por atingir a distância mínima da Terra e a fase de Lua Cheia ocorrer poucas horas depois.

Para obter informação sobre os azimutes, altura e passagem meridiana da Lua consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Passagem Meridiana, Altura e Azimute da Lua (Lisboa).

Relembramos a definição de Super Lua: Fala-se em Super Lua sempre que o instante de Lua Cheia ocorre quando a Lua está a uma distância da Terra inferior a 110% do perigeu da sua órbita. Em termos temporais, isto significa que a diferença entre os instantes de Lua Cheia e do perigeu é menor do que 1 dia e 8 horas. Segundo esta definição é possível ocorrer uma Super Lua frequentemente, mas nem todas terão o mesmo tamanho e brilho aparentes. Consulte aqui nesta tabela a lista das Super Luas que irão ocorrer até 2050, “As Super Luas até 2050” .

Note-se ainda que quando se observa a lua próxima do horizonte, ocorre um efeito extra de ampliação, mas que é apenas uma ilusão óptica… confirme AQUI!

A órbita lunar

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. Isso faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra em cada mês lunar (27,3 dias). O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. Sendo a distância média Terra-Lua <dTL>= 384.400 km, no perigeu e apogeu (médios) a distância Lua-Terra é de 363 100 e 405 700 quilómetros, respectivamente.

Fig. 1 – Figura ilustrativa da órbita lunar. A excentricidade foi exagerada para melhor ilustrar o efeito.

Pode ver-se na Fig. 1.1 a forma ‘real’ da órbita lunar, quando calculada com a força gravítica do sol e de todos os planetas do sistema solar, mas dispostos no plano da eclíptica (duas dimensões, 2D).

Fig. 1.1 – Órbita lunar duma simulação do Sistema Solar completo, a 2D. (clique para ver a animação)

Clique na imagem para ver uma simulação da evolução temporal da órbita lunar. Nota-se que a órbita não é uma elipse fechada e que processa em torno do ponto médio, o centro de massa (CM) do sistema Terra-Lua. É distinguível o movimento da Terra em torno do CM. A excentricidade das órbitas varia entre 2,6% e 7,7%.

A órbita lunar e as fases da Lua

À medida que a Terra e o seu satélite natural progridem à volta do Sol, ocorre Lua Cheia quando há  um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. Porém, a Lua Cheia só ocorre próxima do perigeu uma vez por ano, como se vê na Fig.2. Designa-se por Lua Cheia no perigeu.

Fig. 2 – Figura ilustrativa das órbitas da Lua e da Terra com as excentricidades exageradas. A figura mostra a fase de Lua cheia em várias posições da órbita da Lua em torno da Terra.

Habitualmente a Lua passa no perigeu com outras fases de iluminação (ver Fig.3)

Fig. 3 – Figura ilustrativa das órbitas da Lua e da Terra com as excentricidades exageradas. A figura mostra as fases da Lua no perigeu em várias posições da órbita da Terra em torno do Sol.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
9 Jan 2019

 

729: O céu nocturno de Janeiro em 2019

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Janeiro de 2019

Mercúrio será visível ao amanhecer até dia 13 na constelação de Ofiúco, movendo-se para a constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -0,6 a -1,4.

Vénus será visível ao amanhecer na constelação de Balança. No dia 6, Vénus estará na máxima elongação O (47°) pelas 5 horas. No dia 22, Vénus estará a 2°N de Júpiter pelas 6 horas. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude no inicio do mês varia de -4,4 a -4,1.

Marte será visível ao anoitecer na constelação de Balança, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. No dia 12, Marte estará a 5°N da Lua pelas 20 horas. Encontra-se na direcção Sul. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,5 a 0,9.

Júpiter será visível ao amanhecer na constelação de Balança. No dia 3, Júpiter estará a 3°S da Lua pelas 8 horas. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -1,8 a -1,9.

Saturno será visível ao anoitecer na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,5 a 0,6.

Fig. 1 – Céu visível às 20:00 horas do dia 1 de Janeiro em Lisboa mostrando o planeta Marte.

Fig. 2 – Céu visível às 07:00 horas do dia 1 de Janeiro em Lisboa mostrando os planetas Mercúrio, Vénus e Júpiter.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Janeiro

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Visibilidade dos Planetas em 2019 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das Quadrântidas em Janeiro

Um bom início de ano para os observadores do hemisfério norte, com o pico da chuva de meteoros das Quadrântidas, que ocorre aproximadamente às 02:20 horas do dia 4 de Janeiro, com a Lua a favorecer as observações já que atingirá a fase de Lua nova no dia 6.

O nome Quadrântidas resulta da constelação obsoleta “Quadrans Muralis” (Quadrante Mural, assim designado em honra do Quarto de Círculo de Tycho Brahe), hoje parte da constelação do Boieiro. O radiante da chuva é próxima da Ursa Maior, entre as constelações do Dragão e do Boieiro, numa zona onde no passado se encontrava uma constelação já extinta: Quadrante Mural, criada em 1795 pelo astrónomo Jérôme Lalande e posteriormente abandonada pela Associação Internacional de Astronomia.

As Quadrântidas são umas das melhores chuvas de meteoros no hemisfério norte (actividade máxima de 110 meteoros na THZ (Taxa Horária Zenital), mas são pouco conhecidas porque a sua actividade é muita vezes de curta duração, com o pico a durar apenas 4 horas. Ver tabela abaixo.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Quadrântidas

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em Janeiro

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em Janeiro

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Fig. 5 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

O Eclipse total da Super Lua de Janeiro

A Lua cheia de Janeiro será uma Super Lua. Em simultâneo, vai ocorrer um Eclipse total da Super Lua,  em que na madrugada de segunda-feira dia 21, a lua começará a entrar na penumbra pelas 02h35. Às 3h34, a lua entra na sombra e ficará completamente coberta a partir das 04h41. Pelas 05h12 o eclipse atinge o seu máximo, permanecendo na totalidade até às 05h44. A partir das 05h44, a Lua começa a sair da sombra, saindo totalmente pelas 6h51, terminando a ultima fase do eclipse pelas 7h50.

A lua em Lisboa nasce às 17h06 de dia 20 e põe-se às 08h02 de dia 21, o que quer dizer que, se as condições climatéricas assim o permitirem, será possível acompanhar o eclipse na sua totalidade.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
31 Dez 2018

 

721: Solstício de Inverno 2018

Créditos de imagem: NASA – Winter 2004 Image from Blue Marble

O Solstício de Inverno ocorrerá no dia 21 de Dezembro de 2018 às 22h23min, marcando o início da estação no hemisfério norte (a mais fria apesar da Terra vir a estar o mais perto do sol a 3 de Janeiro). O sol neste dia de solstício estará o mais baixo possível no céu em Lisboa e aquando da sua passagem meridiana atingirá a altura mínima de 28° .

A tabela abaixo mostra que a duração do dia no Solstício de Inverno é efectivamente a mais curta. A 21 de Dezembro de 2018 o disco solar nascerá às 07:51:04 horas e pôr-se-á às 17:18:07 horas em Lisboa.

A duração do dia será de 09:27:03 horas, o que é apenas 1 segundo a menos do que no dia seguinte.

O Inverno prolonga-se por 88,98 dias até ao próximo Equinócio, a 20 de Março de 2019.

Solstícios: pontos da eclíptica em que o Sol atinge as alturas (distância angular) máxima e mínima em relação ao equador, isto é, pontos em que a declinação solar atinge extremos: máxima no solstício de Verão (+23° 26′) e mínima no solstício de Inverno (-23° 26′). A palavra de origem latina (Solstitium) associa-se ao facto do Sol travar o movimento diário de afastamento ao plano equatorial e “estacionar” ao atingir a sua posição mais alta ou mais baixa no céu local.

 

699: As Férias de Natal no OAL! (17 a 21 Dez 2018)

Este ano, o OAL preparou um programa especial para crianças e jovens durante a primeira semana de férias do Natal. Consulta o programa de actividades e inscreve-te!

17 DE DEZEMBRO | OAL

As Constelações (entre as 9:00 horas e 12:30 horas)

Começamos a programação das férias no OAL com histórias que nos dão a conhecer os mitos de outros tempos e conhecer as constelações celestes, ao mesmo tempo que se as imaginam e as desenham, unindo estrelas num mapa do céu. Construir um pequeno observatório de constelações e através dele observá-las é outra das actividades. Para além das constelações falamos também dos planetas e das estrelas, de modo a conhecer as suas diferenças. Vamos ainda, construir e aprender a utilizar um planisfério celeste.

Há enfeites de Natal (entre as 14:00 horas e 17:30 horas)

No primeiro dia das férias, vamos realizar um atelier divertido, para fazer decorações de Natal: estrelinhas, bolas de planetas para decorar a árvore de Natal, foguetões em origami, o único limite é a imaginação.

 18 DE DEZEMBRO | OAL

O Sistema Solar (entre as 9:00 horas e 12:30 horas)

Neste atelier, viajamos ao sistema solar, para explorar e identificar os diferentes corpos que o constituem.
Vamos construir um Modelo à Escala do Sistema Solar.

Máscaras de planetas (entre as 14:00 horas e 17:30 horas)

Dançar a dança dos astros com as máscaras que iremos construir e pintar. Jogar alguns jogos elucidativos e realização de experiências planetárias, por fim, faz-se uma dramatização sobre o tema “O que é o Sistema Solar? “

19 DE DEZEMBRO | OAL

Peddy Paper (entre as 9:00 horas e 12:30 horas)

Bem-vindos ao OAL. Acompanhem-nos nesta aventura no Observatório Astronómico de Lisboa e conheçam o desafio que vos lançamos.

Visita ao OAL (entre as 14:00 horas e 17:30 horas)

Nesta tarde vamos entrar no edifício histórico do OAL para ver os seus telescópios e aprender como funcionava um observatório do século XIX. Vamos também visitar os aspectos menos conhecidos do património do OAL, como as miras, e as casas dos astrónomos. Depois da visita podemos desenhar algum dos edifícios ou instrumentos do OAL que vimos.

20 DE DEZEMBRO | OAL

A Lua (entre as 9:00 horas e 12:30 horas)

Na segunda metade do séc. XX a corrida espacial foi uma disputa ocorrida entre a União Soviética (URSS) e os Estados Unidos da América pela supremacia na exploração e tecnologia espacial, que culminou na chegada do Homem à lua.
Prepara-te para a descolagem … 3… 2 …1!  Vamos descobrir a lua através de imagens. Conhecer o seu movimento, as suas fases, os eclipses, as marés e também as missões que levaram o homem à lua, que instrumentos lá deixaram, onde pousaram e como regressaram à Terra. Iremos usar mapas da lua. Conhecer as figuras que outras culturas imaginavam ao olhar para a lua e, porque não, desenhá-las? Por fim, vamos ainda ver um filme ou documentário sobre as viagens espaciais da ida à Lua.

Montagem de um telescópio (entre as 14:00 horas e 17:30 horas)

Nesta tarde vamos aprender a montar um telescópio transportável: telescópio Meade de 8” em montagem equatorial.

21 DE DEZEMBRO | OAL

A Astronomia da Hora (entre as 9:00 horas e 12:30 horas)

Neste atelier vamos aprender sobre “O que é a hora?” e como tem sido medida ao longo dos tempos. Vamos construir e aprender a utilizar dois instrumentos históricos para medir a hora: o relógio solar equatorial e o nocturlábio.

Há Bolachas de Natal (entre as 14:00 horas e 17:30 horas)

No último dia das férias no OAL, vamos realizar um atelier divertido: cozinhamos as mais maravilhosas bolachas de Natal, com formas dos planetas e de outros objectos celestes.

INSCRIÇÕES

Este programa é para crianças e adolescentes dos 6 aos 17 anos.

Inscrição de 1 dia: 12€ | Inscrição de 5 dias: 50€

A inscrição inclui lanche da tarde, mas não inclui almoço. Os almoços terão lugar na cafetaria do Instituto Superior de Agronomia no interior da Tapada da Ajuda e rondarão os 4€ – 5€.

Inscrição obrigatória através do endereço info@oal.ul.pt

Informações: 213 616 734

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
29 Nov 2018

 

698: O céu nocturno de Dezembro em 2018

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Dezembro de 2018

Mercúrio será visível ao amanhecer na constelação de Sagitário, movendo-se para a constelação de Ofiúco. Encontra-se na direcção Sudeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de 2,9 a -0,6. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2018”.

Vénus será visível ao amanhecer na constelação de Balança, e depois move-se para a constelação de Escorpião, por fim move-se para a constelação de Ofiúco. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude no inicio do mês varia de -4,5 a -4,6.

Marte será visível durante a noite na constelação de Virgem, e depois move-se para a constelação de Balança, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. No dia 14, Marte estará a 4°N da Lua pelas 23 horas. Encontra-se na direcção Sul. A sua magnitude ao longo do mês varia de -0,1 a -0,4.

Júpiter será visível ao amanhecer a partir do dia 4 na constelação de Balança. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -1,7 a -1,8.

Saturno será visível ao anoitecer na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês é de 0,5.

Fig. 1 – Céu visível às 18:30 horas do dia 1 de Dezembro em Lisboa mostrando os planetas Marte e Saturno.
Fig. 2 – Céu visível às 6:30 horas do dia 15 de Dezembro em Lisboa mostrando os planetas Mercúrio, Vénus e Júpiter.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Dezembro

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2018/ Visibilidade dos Planetas em 2018 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das Gemínidas e das Úrsidas em Dezembro.

Este mês a Terra cruza a órbita do Asteróide Faetonte e são os “detritos” deixados por este asteróide os responsáveis pelo enxame de meteoros que decorre anualmente entre 4 e 17 de Dezembro: o enxame das Gemínidas. O nome deste enxame resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação dos Gémeos (o radiante).
Os apaixonados por este tipo de fenómenos, e os curiosos em geral, poderão nas próximas noites perder algumas horas de sono para apreciar este belo espectáculo. Para as observar aconselhamos evitar noites nubladas, a poluição luminosa das grandes cidades e procurar um horizonte desimpedido.

A observação do pico das Gemínidas ocorre no dia 14 pelas 12h30, com o número bastante elevado de 120 meteoros por hora. Não será uma possível observar o seu pico que ocorre durante o dia.

A Terra também cruza a órbita do Cometa Tuttle e são os seus restos responsáveis pela chuva de meteoros das Úrsidas, que decorre anualmente entre 17 e 26 de Dezembro. As previsões mostram que o dia 22 de Dezembro, é o pico de intensidade máxima desta chuva. O número de estrelas cadentes observado não é muito elevado, apenas de 10 meteoros por hora. O nome deste enxame resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação da Ursa Menor (o radiante). O radiante das Úrsidas é circumpolar na maioria dos locais do hemisfério norte, como é o caso em Portugal. A lua estará em fase de Lua Cheia, dificultando as condições de observação.

Fig. 3 – (figura do IMO) mostra o radiante da chuva de meteoros das Gemínidas.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Gemínidas e das Úrsidas

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em Dezembro

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2018/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em Dezembro

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Apogeu

Fig. 5 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
30 Nov 2018

 

678: Lista das Estrelas

OAL mantém e fornece a Hora Legal Portuguesa, desenvolve e apoia actividades de investigação científica em Astrofísica, de divulgação e formação, de estudo e preservação do excelente acervo patrimonial, além de manter um serviço público nas suas áreas de intervenção.

Imagens

Existem no céu cerca de 9100 estrelas com magnitude inferior a 6,5. Estas são as estrelas visíveis a olho nu. Destas, compilamos uma tabela com cerca de 300 estrelas,  apresentadas por ordem alfabética do nome oficial IAU. Destacamos ainda numa outra tabela as 29 estrelas mais brilhantes no céu (com magnitude inferior a 1,7) e ordenadas por magnitude. As tabelas contêm a seguinte informação:

Nome – As estrelas, principalmente as mais brilhantes ou as mais utilizadas, foram ganhando vários nomes ao longo dos séculos, atribuídos por diferentes culturas.  Até recentemente, muitas das mais conhecidas estrelas tinham não só múltiplos nomes como também não tinham uma ortografia oficial. Esta situação foi alterada a partir de 2016, quando a União Astronómica Internacional (IAU) estabeleceu um grupo de trabalho com o mandato de  definir um nome único e oficial para cada estrela. O critério para a definição dos nomes tem sido o de utilizar os nomes mais conhecidos e já bem estabelecidos, dando preferência a nomes com uma só palavra, curtos e que não sejam idênticos aos nomes de outras estrelas, planetas ou satélites. Este é um trabalho em curso, que no final de 2017 tinha oficializado o nome de 313 estrelas. São estas as estrelas que compõem a lista apresentada. Para conhecer os diversos nomes que estas estrelas têm tido nas várias culturas e seu significado, recomendamos a leitura do livro “Star-Names and Their Meanings” de R. H. Allen, publicado em 1899, que está disponível em versão digital “Google books”.

Nome em português – O nome em português tem também sofrido modificações ao longo do tempo. Uma das primeiras publicações a estabelecer os nomes em português foi a tradução portuguesa da versão Lalande de 1795 do “Atlas Celeste” de John Flamsteed, feita por Ciera e Villas-Boas e publicada em 1804. Desde então ocorreram várias modificações e novas formas ortográficas foram fixadas na tradução portuguesa da obra “Astronomia” da enciclopédia Fischer coordenada por Karl Strumpff. A edição portuguesa (Ed. Meridiano, 1962) supervisionada por E. Conceição Silva, teve tradução de J. Falcão de Campos e colaboração do então director do OAL A. Perestrello Botelheiro. Foi essa ortografia que o OAL seguiu nas suas publicações até aos anos 1990, altura em que a actualizou. É essa ortografia revista que utilizamos nesta lista. O nome português só é indicado quando difere do nome IAU.

Designação – Além do nome próprio oficial, cada estrela contém várias designações em diversos catálogos de estrelas. Uma das designações mais conhecidas foi a primeira a ser estabelecida: a de Bayer no seu atlas “Uranometria” de 1603. Consiste em atribuir uma letra grega às estrelas de uma mesma constelação por ordem (aproximada) da sua magnitude aparente, seguida do nome latim da constelação na forma genitiva. É esta designação que indicamos na tabela, com o nome da constelação na forma abreviada. Na tabela das constelações, que pode ser encontrada aqui, indicamos o nome em português, latim (no nominativo e genitivo) e a abreviatura oficial para cada uma das 88 constelações. Para estrelas não incluídas no atlas de Bayer, indicamos antes o número de Flamsteed. Este esquema foi implementado por Lalande na edição francesa (1783) do catálogo de Flamsteed e consiste em atribuir um número por ordem de ascensão recta às estrelas de cada constelação. As designações em catálogos modernos são alfanuméricas e menos conhecidas do público em geral.

Coordenadas – São indicadas as coordenadas equatoriais, ascensão reta e declinação, (época J2000).

Magnitude – A magnitude indicada é a magnitude visual no sistema UBV de Johnson. Os valores indicados são os disponibilizados pelo IAU, na sua maioria retirados do catálogo de estrelas brilhantes (Bright Star Catalogue: Harvard Revised Photometry, HR).

Observações – Na tabela das estrelas mais brilhantes é indicado se as estrelas são múltiplas ou variáveis, e ainda se são visíveis ou não de algum ponto de Portugal Continental. As estrelas variáveis têm magnitude variável no tempo que varia periodicamente num intervalo limitado. Os intervalos indicados na tabela são os publicados pelo “International Variable Star Index” da AAVSO. As estrelas múltiplas são sistemas de duas ou mais estrelas muito próximas entre si e gravitacionalmente ligadas. Quando estes sistemas não são resolvidos a olho nu, são apercebidos como sendo uma única estrela que tradicionalmente recebe um único nome e um único valor de magnitude. A tabela indica a magnitude (m_A e m_B) de cada uma das estrelas constituintes do binário e a magnitude do sistema (m_S). Esta última corresponde à soma dos fluxos das estrelas constituintes e é por isso um valor menor do que as magnitudes individuais. É calculada pela seguinte fórmula.

Curiosidades –  A tabela maior contém uma coluna de curiosidades, incluindo por exemplo o significado dos nomes de algumas das estrelas, ou nomes populares porque foram conhecidas em Portugal.

Este artigo incluindo as tabelas encontra-se disponível em pdf neste link: http://oal.ul.pt/documentos/2018/11/lista-das-estrelas-artigo.pdf

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
7 Nov 2018