614: Sessão de Observação astronómica 28/09/2018

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OFIUCO – Associação de Divulgação da Astronomia

AVISO » Sessão de observação astronómica nocturna no próximo dia 28/9/2018 (6ª feira), a partir das 21.00h, no átrio do MUSEU DO QUARTZO (Viseu), com a colaboração da OFIUCO; tragam os vossos binóculos e telescópios!!!

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392: Dicas

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Hoje, experimentei uma mudança no layout dos equipamentos. Tenho uns binóculos Omegon 20×80 com um peso de 2,130 kg e que, por isso mesmo, obriga a estarem montados num tripé para observação. E até ficar resolvido o problema do refractor Bresser-Messier 102/1000m, retirei o SkyWatcher 80/400mm do piggyback instalado nas braçadeiras do Mak 127 e coloquei em seu lugar os binóculos, de mais fácil acesso e de orientação visual.

O SW 80/400 foi montado num tripé com cabeça giratória Cullmann enquanto aguardo pela vinda de um anel de baixo perfil, a fim de conseguir foco lunar com este refractor. É um problema de intra-foco apenas quando pretendo fotografar a Lua, embora em visualização terrestre não tenha qualquer problema, mas não o pretendo para este fim.

Seguem imagens do layout do Mak 127 com os Omegon 20×80 e do 80/400 no tripé.

Nesta configuração, utilizei o mesmo dovetail (branco) com que estava montado no piggyback do Mak 127

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47: Observar o Sol em segurança

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A observação do sol, mesmo com o auxílio de aparelhos ópticos, causa graves riscos para a visão humana se os procedimentos de segurança correctos não forem acautelados. Uma má utilização dos filtros solares ou de aparelhos de observação, assim como a observação directa, podem causar cegueira instantânea ou gradual sem regressão! Leia os riscos para o olho humano.

filtroSolarOcularTransp2É obrigatório o uso de filtros solares oculares e fazer a observação por tempos curtos!

A utilização de filtros solares para protecção dos olhos (filtros oculares) ou de equipamentos adequados para observação dos eclipses solares, é absolutamente imperiosa. Estes filtros especializados reduzem drasticamente toda a radiação solar: ultravioleta, visível e infravermelha. Só através deles se poderá observar um disco solar luminoso bem definido, porém, não deve fazer uma observação continuada do sol mesmo usando os filtros solares. As características físicas destes filtros traduzem-se por uma transmitância inferior a 0,003% na banda visível  e inferior a 0,5% no IV próximo.

Se usar óculos deve colocar os filtros solares oculares antes deles e não esforce a vista. Não tendo os meios adequados é preferível desistir da observação directa e recorrer à observação por projecção, que aumenta a imagem e proporciona uma visão segura e confortável.

Prefira a observação do sol pelos métodos de Projecção !

As observações de maior segurança e que permitem um bom resultado, recorrem à projecção da imagem solar num alvo,

metodo_projecaoSol Como projectar uma imagem do Sol

megrezSolar_webou fazem-se através dum telescópio equipado com filtro objetivo solar adequado (transmitância inferior a 0,003% na banda visível  e inferior a 0,5% no IV próximo), um equipamento que deve ser adquirido em lojas da especialidade.

Veja estas descrições nos métodos e equipamentos de observação e siga as instruções escrupulosamente.

Pode ainda dirigir-se a um local onde haja observações do sol por pessoas qualificadas e responsáveis.

1ª regra: NUNCA observar o sol directamente sem filtros solares oculares*.

2ª regra: NUNCA usar óculos escuros, vidros negros de fumo, películas ou negativos fotográficos, radiografias, disquetes, CDs, DVDs, filtros de gelatina, polaróides, filtros Wratten, folhas de alumínio em quaisquer ocasiões e circunstâncias na observação do Sol. Não é recomendável o uso de quaisquer filtros de soldador abaixo do #14.

3ª regra: NUNCA usar os filtros solares oculares combinados com binóculos, câmaras fotográficas, telescópios ou outros instrumentos ópticos. Veja aqui a razão. Estes filtros solares SÓ devem ser usados para observação ocular directa, fazendo intervalos frequentes para descanso a fim do olho não aquecer demasiado.

4ª regra: NUNCA colocar os filtros solares na ocular do instrumento óptico, ou seja, na lente onde se espreita para ver através dos binóculos ou telescópio. Nesta situação o filtro solar derrete deixando entrar intensidade suficiente para queimar a retina.

5ª regra: NUNCA fazer uso dos filtros solares oculares já utilizados ou que estejam guardados, antes de os testar adequadamente, pois porque podem ter microfuros, arranhões ou imperfeições que deixem passar mais radiação do que a permitida. Lembre-se que a queimadura do olho é indolor, o perigo é demasiado e arrisca a sua saúde. Antes de usá-los deve testar a segurança olhando através deles para uma luz muito forte (e próxima) em casa e procurar por falhas, furos e riscos.

6ª regra: NUNCA exceder a observação contínua com óculos de protecção especial por períodos de mais 30 segundos, fazendo sempre intervalos de 3 minutos de descanso. Evita-se, desta forma, a acumulação de calor na retina. IMPORTANTE lembrar que o aquecimento da retina não é sentido tal como se sente o aquecimento da pele, uma vez que a queimadura da retina é INDOLOR! Se prolongar demasiado a observação, a retina aquece sem se aperceber e pode causar lesões irreversíveis incluindo a cegueira parcial ou total. Além disso evita-se que o filtro aqueça em demasia, reduzindo a possibilidade de deteriorar o plástico do filtro.

* Os filtros solares oculares são vendidos nalgumas lojas de material astronómico ou em revistas de astronomia (estrangeiras) nestas ocasiões. Devem ter marca CE obrigatória, cumprindo a Norma Europeia EN 169/1992 e a Directiva Europeia CEE 89/686.

O olho humano possui naturalmente mecanismos de protecção contra as radiações eletromagnéticas. Por exemplo:

  1. A redução da intensidade luminosa faz-se por contracção da pupila ou o cerrar das sobrancelhas.
  2. A córnea absorve os UV abaixo dos 0,30 μm.
  3. O cristalino filtra um pouco a radiação entre os 0,30 e os 0,40 μm.
  4. A córnea, o cristalino e a úvea filtram a radiação acima dos 1,4 μm, os infravermelhos (IV) longos.
  5. O pigmento xantofílico na mácula reduz a exposição dos fotoreceptores.
  6. O epitélio pigmentado está protegido pela melanina e por antioxidantes.

visao1Mas está cientificamente comprovado que olhar para o sol sem protecção provoca lesões oftalmológicas graves e que há factores que aumentam esses riscos:

  1. Cristalinos mais transparentes nos jovens.
  2. Ausência de cristalino nas pessoas operadas a cataratas.
  3. Cirurgias oculares que enfraqueçam a retina.
  4. Existência de patologias retinianas prévias, como por exemplo associada a diabetes.
  5. Medicação com algumas substâncias como a ingestão de tetraciclinas.
  6. Aumento da temperatura corporal devido a factores como febre ou mesmo clima de verão.
  7. Fundo ocular muito pigmentado que favorece o aumento de temperatura retiniana.

Proteja os jovens e as crianças em particular! Se teve cirurgias oculares ou está doente não olhe para o sol.   Nestes casos utilize apenas a observação por projecção!

Sem protecção, a observação do sol num eclipse solar provoca lesões oftalmológicas graves, em consequência da queimadura das células da retina. A retina não tem qualquer protecção eficaz para as radiações entre os 0,38 e os 1,4 μm. Pode fazer uma observação directa do sol usando uns filtros solares oculares e seguindo as regras de segurança.

filtroSolarOcularTransp4_webEfeitos da Radiação Solar na Estrutura Ocular

A elevação da temperatura retiniana é induzida pela luz entre os 0,5 e os 1,4 μm (verde, amarelo, vermelho e IV). Esta radiação é essencialmente absorvida no tecido epitelial pigmentado escuro situado debaixo da retina e transformado em calor. Para intensidades elevadas de luz a retina pode literalmente ficar “cozida” por este efeito e o grande problema é que a queimadura retiniana é indolor!

A elevação da temperatura retiniana é responsável por uma desnaturação das proteínas tecidulares, bastando uma exposição inferior ao minuto (sem filtros oculares protetores) para o aparecimento de lesões. Pode ser mais rápido e grave se houver previamente patologias retinianas ou medicação com tetraciclinas.

A energia dos raios azul-violeta até aos UV é responsável por uma cadeia complexa de reações foto-oxidativas degenerando na fotocoagulação da retina, o que destrói os cones e os bastonetes (os sensores de luz, diminui a capacidade visual) ou seja, criando uma retinopatia fotoquímica.

As observações sucessivas durante um período de tempo, tem efeitos cumulativos sobre a química da retina. Por isso, as pessoas devem ser comedidas e espaçar o mais possível as suas observações, fazendo-as por pouco tempo.

Os Sintomas da Lesão Ocular

Assim, a exposição retiniana à luz solar directa não provoca qualquer dor imediata pois não há aí sensores de dor. Por isso, a lesão (queimadura) retiniana passa despercebida até surgirem os primeiros sintomas horas ou dias depois. Estes podem ser:

  1. Aparecimento de Post imagem persistente.
  2. Visão enevoada.
  3. Escotoma: aparecimento de uma área negra à frente do olho.

O resultado final é a diminuição de acuidade visual, que nos 6 meses seguintes pode ou não melhorar.

Por vezes, mesmo não havendo fixação prolongada do sol, a lesão pode ser macular (zona em torno da fóvea e onde os cones já são muito densos) pois as fibras de Henle funcionam como fibras ópticas que focalizam e transmitem a radiação para a fóvea (a zona de maior acuidade visual do olho). Nestes casos a lesão retiniana pode não regredir e evoluir até à cegueira parcial.

Ao sentir o início destes sintomas deve consultar logo um oftalmologista.

A radiação eletromagnética solar é constituída por partículas designadas por fotões, que transportam o campo eletromagnético. Melhor ainda, são o próprio campo eletromagnético em propagação, o que é também um fenómeno ondulatório, ou seja, a propagação de uma onda no espaço.

Consoante a energia crescente que os fotões carregam, a radiação eletromagnética assume a designação de ondas de rádio, de micro-ondas, radiação infravermelha (IV) próxima dos 0,78 aos 1,4 μm, luz visível entre os 0,38 e os 0,78 μm, radiação ultravioleta (UV), raios-X e raios gama (γ). A sua energia é inversamente proporcional ao comprimento de onda (cdo) do fotão que se propaga. Daí os infravermelhos terem menos energia que a luz visível e esta ter menos energia que os ultravioletas.

RadiacaoSolar

Do ponto de vista médico oftalmológico, para além dos fotões mais abundantes na radiação solar que estão na luz visível, com o máximo na cor verde, há ainda preocupação com a contribuição bastante importante dos infravermelhos próximos, pois a retina não tem qualquer protecção eficaz para as radiações entre os 0,38 e os 1,4 μm. Leia sobre os riscos que os IV têm para a visão.

Também há uma quantidade não desprezável de raios ultravioleta muito energéticos. Os UV situam-se para lá do extremo azul do espectro visível, com cdo entre os 0,01 e os 0,38 μm (mícrons = milésimo de milímetro). Os ultravioletas C (UVC) têm energia suficiente para quebrar algumas ligações químicas e induzir reacções fotoquímicas entre moléculas nos tecidos celulares. Felizmente, o gás ozono na atmosfera terrestre absorve bastante os UVC provenientes do sol.

Entende-se daqui a necessidade dos filtros para observação solar terem uma transmitância inferior a 0,003% na banda visível e inferior a 0,5% nos IV próximos. Este é o grande problema dos pseudo-filtros que (por vezes) são usados para observar o sol directamente: CDs, DVDs, óculos de sol, películas de raiosX ou fotográficas, vidros com negro de fumo, máscaras de soldador de densidade abaixo do #14, etc..

Intensidade adequada à Visão…

Os filtros solares para serem efectivos e dar segurança à visão humana têm de eliminar a radiação solar nociva e fornecer o nível de intensidade confortável para a visão, em todos os comprimentos de onda. A intensidade máxima da luz solar corresponde ao sol no zénite. Mesmo um eclipse parcial de 99% tem luz suficiente para causar queimaduras na retina!

Ora, os filtros seguros para observação solar devem ter uma transmitância inferior a 0,003% (densidade ≈4,5) entre os 0,38 e os 0,78 μm, e inferior a 0,5% no IV próximo dos 0,78 aos 1,4 μm (densidade ≈2,3) para garantir níveis adequados de radiação à retina humana (em “Total Solar Eclipse of 1999 August 11“, Fred Espenak e Jay Anderson).

Este é o grande problema dos pseudo-filtros que (por vezes) são usados para observar o sol directamente: disquetes, CDs, DVDs, óculos de sol, películas de raiosX ou fotográficas, vidros com negro de fumo, máscaras de soldador abaixo do #14, etc.. Os primeiros baseiam-se em finas películas metálicas com imperfeições e micro furos que deixam passar radiação, ou resposta insuficiente nos IV, mas o  mesmo pode acontecer com películas fotográficas e vidros negros.

Observar o pôr-do-sol

Com o sol mais baixo em relação ao horizonte, perde-se intensidade solar directa por dispersão da luz na atmosfera terrestre, em particular na cores azul e violeta. Contudo, o infravermelho (IV) não é tão disperso e segue mais em frente, o que cria uma situação importantíssima de realçar.

Com o sol próximo do horizonte, a intensidade total da radiação directa diminui levando a pupila ocular a abrir para deixar entrar mais luz. Como o efeito de dispersão atmosférica é pouco eficiente nos raios IV, traduz-se num aumento da quantidade de radiação IV que entra no olho e é captada no epitélio pigmentado. Como a retina não tem protecção eficaz para os IV entre os 0,38 e os 1,4 μm e o aquecimento é indolor, podem causar-se lesões oftalmológicas graves em consequência da queimadura das células da retina. Por isso, evite observar longamente o sol nascente ou poente!

O Uso de Filtros Solares com Instrumentos Ópticos

filtroSolarOcularTransp1A junção dos filtros solares oculares para observação solar directa com outros aparelhos de óptica activa é extremamente perigosa e pode conduzir à cegueira total em pouco tempo. A razão é que estes aparelhos concentram a luz solar sobre uma área pequena no filtro, criando uma imagem do sol muito mais brilhante do que os valores declarados nas normas que regulamentam a intensidade máxima para a retina humana.

Nunca utilize os filtros solares oculares em conjunto com aparelhos ópticos!

EnergiaSolar_smallUm outro problema está relacionado com a concentração de raios solares feita pelos telescópios, binóculos ou mesmo câmaras fotográficas reflex sobre os filtros solares: a imagem do sol que estes instrumentos geram é tão brilhante que pode derreter (plásticos) poliéster em poucos segundos, ficando depois uma entrada directa da luz solar na retina, queimando-a imediatamente e sem dor!

Uma situação igualmente perigosa ocorre com os filtros solares fornecidos pelos fabricantes de telescópios pequenos e baratos (mesmo alguns binóculos) para serem colocados na ocular do aparelho, ou seja a lente onde se encosta o olho para ver. O perigo reside no facto do elevado aquecimento a que este filtro fica sujeito, pois a toda a luz solar recolhida fica aí concentrada numa pequeníssima área. O risco de partir ou derreter o filtro é grande e, depois, a luz concentrada do sol entra até à retina, queimando-a imediatamente e sem dor!

O QUE NÃO PODE USAR PARA OBSERVAR O SOL

Nunca utilize óculos de sol, fotos negras ou vidros negros!

Não substitua os filtros oculares solares ou vidro de soldador nº 14 por outros que “parecem bons”. O uso de óculos de sol muito escuros, fotos negativas, radiografias, vidros negros de fumo, ou combinações destes, não garantem a segurança da sua visão nem evitam uma possível cegueira. NÃO OS UTILIZE.

Nunca utilize os filtros oculares em conjunto com aparelhos ópticos! A utilização combinada destes filtros solares com instrumentos ópticos activos (binóculos, câmaras fotográficas ou telescópios) deve ser totalmente evitada. Não o faça e impeça as pessoas de o fazerem.

 

Métodos de Projecção para Observação Indirecta

1. Projecção Usando uma Folha com Furos (pin-hole):

Uma simples folha de cartolina preta com um pequeno furo é suficiente para se projectar a imagem do sol sobre outra folha de cartolina branca (um anteparo) relativamente afastada. Faça furos de tamanhos diferentes para escolher aquele que forma a melhor imagem.

2. Projecção por Reflexão usando um espelho coberto:

Coloque uma folha de papel com um pequeno furo sobre um espelho, o diâmetro do furo pode ser a de um lápis. Cobra totalmente a parte espelhada, deixe apenas visível a parte descoberta do furo e mantenha o papel bem junto da superfície do espelho. Depois aponte o espelho para o sol e faça a imagem do sol reflectir sobre um anteparo à sombra, que pode ser uma parede, cartolina, etc..

met23. Projecção por Reflexão com Instrumentos Ópticos:

– Binóculos ou Telescópio

A projecção por reflexão com um instrumento óptico, por exemplo binóculo ou telescópio, é realizada apontando o instrumento óptico para o sol e colocando uma folha de papel atrás da ocular. Afasta-se ou aproxima-se a folha até conseguir o melhor foco com uma imagem nítida. Este método fornece imagem mais nítida, e o tamanho dependerá das características ópticas do instrumento.

metodo_projecaoSolmet3No caso de utilizar um telescópio, não faça as observações com oculares de grande aumento, pois o aquecimento gerado pela amplificação dos raios solares será um problema.

Cuidado com o aquecimento das lentes. Para evitar o excesso de aquecimento deve-se diafragma a objectiva: coloque um papel ou cartolina branca com um furo de 5 cm de diâmetro (por exemplo) na frente da objectiva (entrada de luz do instrumento). Quanto menor o furo maior será a protecção contra o sobreaquecimento, porém mais escura ficará a imagem.

– O Solarscope

O Solarscope fornece uma maneira mais segura e conveniente de visualizar a imagem do sol do que outros métodos mais comuns. Os raios solares atravessam a lente, reflectem-se num pequeno espelho na base e projectam a imagem do sol na parede branca interior. O Solarscope facilmente se alinha com o sol em poucos segundos, sem a complicação de telescópios, filtros solares e tripés.

Podes ser usado na observação de manchas solares, trânsitos solares de Mercúrio e Vénus, e também eclipse solares. É muito recomendado para utilização nas escolas.

Métodos para Observação Directa

1. Telescópios e Binóculos:

Os telescópios e binóculos podem ser utilizados para observação solar desde que possuam filtros próprios  para observação solar, colocados à entrada da objectiva. Podem ser adquiridos em lojas da especialidade. Note que um bom filtro solar deve ter pelo menos uma transmitância inferior a 0,003% na banda visível e inferior a 0,5% nos IV próximos. Os melhores têm transmitância inferior a 0,001%, como a película da Baader. Veja o gráfico das densidade ópticas de filtros comummente usados (B.R. Chou e F. Espenak, 1997).

2. “Óculos” para Eclipses:

filtroSolarOcularTransp1Um método seguro e simples para observar o Sol directamente é adquirir uns filtros solares oculares ou “óculos para eclipses”. Este instrumento garante níveis seguros de radiação e pode ser encontrado nalgumas lojas de equipamentos astronómicos ou revistas (estrangeiras) de astronomia, nestas ocasiões. Estes filtros de protecção ocular devem ter a marca CE obrigatória e cumprir a Norma Europeia EN 169/1992 e a Directiva Europeia CEE 89/686.

O QUE NÃO PODE USAR PARA OBSERVAR O SOL

Nunca utilize óculos de sol, fotos negras ou vidros negros!

Não substitua os filtros oculares solares ou vidro de soldador nº 14 por outros que “parecem bons”. O uso de óculos de sol muito escuros, fotos negativas, radiografias, vidros negros de fumo, ou combinações destes, não garantem a segurança da sua visão nem evitam uma possível cegueira. NÃO OS UTILIZE.

Nunca utilize os filtros oculares em conjunto com aparelhos ópticos! A utilização combinada destes filtros solares com instrumentos ópticos activos (binóculos, câmaras fotográficas ou telescópios) deve ser totalmente evitada. Não o faça e impeça as pessoas de o fazerem.

Os conteúdos destas páginas foram elaborados em parceria com as seguintes entidades:

dgsLOGOtranspcontactos:  218 430 500 | Email: geral@dgs.pt

SPO_LogoAzulTranspSmall_webSociedade Portuguesa de Oftalmologia

contactos:  217 820 443 | Email: socportoftalmologia@gmail.com

In OAL-Observatório Astronómico de Lisboa

 

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37: Perseidas. Uma chuva de estrelas para abrilhantar as noites do fim de semana

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REUTERS / DADO RUVIC

Reserve a noite de sábado para domingo para olhar o céu e nem precisa de ficar acordado até muito tarde já que em Portugal o pico é visível na madrugada do dia 13 a partir da 1 hora

As noites do próximo fim de semana, que se prevêem pelo menos amenas, vão oferecer a oportunidade ideal para observar as Perseidas, a chuva de estrelas anual que marca o verão dos apaixonados pelas astronomia.

Aproxima-se o pico desta chuva de estrelas – também conhecida como as Lágrimas de São Lourenço, por ocorrer perto do dia 10 de Agosto, dedicado ao santo -, que este ano será a 12 de Agosto, a partir das 14.00 e até às 2.30 do dia seguinte. Ou seja, reserve a noite de sábado para domingo para olhar o céu – e nem precisa de ficar acordado até muito tarde já que em Portugal o pico é visível na madrugada do dia 13 a partir da 1 hora, segundo o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).

O OAL lembra que valerá a pena “observá-las à noite nos dias próximos do pico e até ao dia 24 de Agosto” e que a melhor altura será nas noites próximas da Lua Nova, ou seja, no fim de semana seguinte – a fase de Lua Nova ocorre no dia 21 às 19:30 horas. Em média, esperam-se cerca de 150 meteoros por hora.

Os conselhos para uma boa observação são simples: fuja à poluição luminosa, se puder, escolha céus pouco nublados e não se esqueça de levar uma manta confortável para se sentar e apreciar o espectáculo. Não é necessário qualquer equipamento.

Esta chuva de estrelas é causada pelo cruzamento da Terra, no seu movimento de translação, com a órbita do cometa Swift-Tuttle, que vai deixando um rasto de detritos, poeiras e pequenas partículas – são estes detritos que entram na atmosferas terrestre deixando “rastos luminosos” designados popularmente como estrelas cadentes. A constelação de Perseus aparecerá acima do horizonte a Nordeste.

Diário de Notícias
astronomia
10 DE AGOSTO DE 2017 | 10:54
DN

A chuva de meteoros δ Aquáridas e Perseidas em Agosto

A chuva de meteoros nocturna das δ Aquáridas será visível até ao dia 23 de Agosto. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite a sudeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Aquário (o radiante).

Em 12 de Agosto de 2017 ocorre a actividade máxima da famosa chuva de meteoros das Perseidas entre as 14h00 e as 02h30 horas do dia 13. Em Portugal, o pico será visível na madrugada do dia 13 a partir da 1 hora. Contudo valerá a pena observá-las à noite nos dias próximos do pico e até ao dia 24 de Agosto. A melhor altura de observação será nas noites próximas da Lua Nova. O instante da fase de Lua Nova ocorre no dia 21 às 19:30 horas. A constelação de Perseus aparecerá acima do horizonte a Nordeste.

Fig. 3 – Céu visível às 2h00 do dia 13 de Agosto em Lisboa mostrando a constelação de Perseus.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das δ Aquáridas e Perseidas

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Observatório Astronómico de Lisboa

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Omegon Binóculo Nightstar 20×80

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Equipamento indispensável a quem vai iniciar-se na astronomia. Afirmam os entendidos na matéria que antes de comprar um telescópio, deve comprar-se uns bons binóculos para pesquisar o espaço. Mais vale uns bons binóculos que um telescópio barato…

Testei hoje estes binóculos e são fantásticos! Um autêntico telescópio!!! Amanhã, vou afiná-los melhor.

Omegon Binóculo Nightstar 20×80

Dado o tamanho e o peso (+ de 2 Kg), estes binóculos têm de ser montados num tripé.

Especificações:

Capacidade

Tipo de construção Prismas porro
Aumento 20
Diâmetro da lente frontal (mm) 80
Pupila de saída (mm) 4,0
Distância do olho (mm) 18,0
Material do vidro BaK-4
Revestimento da lente múltiplo
Sistema de focalização Foco central
Compensação de dioptria +/- 3,5
Viseiras para oculares Dobrável
lado da compensação de dioptrias do lado direito

Especialidades

Função zoom
Estabilizador de imagem
Medidor de distância
Bússola
À prova de respingos sim
Bolsa protectora sim
Oculares para portadores de óculos sim

Campo de visão

Campo de visão real (°) 3,4
Campo de visão aparente (°)
Campo de visão a 1.000m (m) 60
Limite mais próximo do foco (m) 33,0
Intensidade da luz 16,0
Factor de penumbra 40,0

Geral

Comprimento (mm) 290
Largura (mm) 220
Altura (mm) 105
Peso (g) 2130
Série Nightstar
Material da superfície Blindagem de borracha
Cor preto

Áreas de uso

Astronomia bom
Caça não recomendado
Navegação não recomendado
Teatro não recomendado
Observação de pássaros não recomendado

Um binóculo muito atraente, com alta definição.

Através da conexão para tripés integrada pode-se fixar o binóculo em qualquer tripé no comercio com conexão de 1/4″.

Aplicações:

  • Astronomia: Com a abertura de 80mm que colecta quase 20% mais luz do que uma abertura de 70mm, reconhece-se mais objectos celestes e assim sendo galáxias muito distantes e estrelas individuais.

Vantajosa é também a distancia ao olho de 18mm, bem como “viseiras de borracha macia” dobráveis para portadores de óculos. Assim os óculos se apoiam na borracha evitando mais problemas com os mesmos.

Um multi-revestimento completo em todas as superfícies ópticas não é comum mas até isso está presente no 20×80. Desta forma obtemos excelente clareza de imagem com alto contraste.

 

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