112: Preparem-se! Trabalhar até depois dos 75 anos já é uma tendência nos EUA

 

– Como Portugal é um país de atrasados mentais “empreendedores” tacanhos e xenófobos etários, quem tem a infeliz situação de ficar desempregado aos 50 anos, já é considerado “velho”, incapaz para todo o serviço, pese o facto de acumular décadas de experiência profissional, uma mais valia em qualquer empresa mesmo rasca! Mas ainda muito “novo” para solicitar a reforma! Aconteceu comigo, não é o “diz que disse” e está a acontecer com uma filha de 57 anos que está desempregada (despedimento colectivo) há mais de SETE ANOS e com mais de 30 de experiência profissional, inscrita no IEFP, sem qualquer subsídio ou ajuda social e vai fazendo umas “formaçõezinhas” de vez em quando, em videoconferência. São extremamente lamentáveis e deploráveis comentários depreciativos para quem possui técnica profissional e capacidade física para trabalhar com essa idade! O problema reside apenas nos grunhos labregos que chamam “peste grisalha” a pessoas com mais de 60 anos.

– Eu tenho SETENTA E SETE ANOS e trabalho mais de 12 horas diárias na minha actividade informática, pesquisa, ciência, fotografia e afins!

🇺🇸 EUA // TRABALHO // >75 ANOS

Americanizar as coisas é comum, mas, neste caso, pode não ser o ideal. Pelos Estados Unidos da América (EUA), trabalhar com mais de 75 anos está a tornar-se tendência e nós, europeus, podemos estar a ver o caso mal parado…

Há cerca de dois anos, o Bureau of Labor Statistics dos EUA partilhou que o número de trabalhadores com 75 anos ou mais cresceu 53,7% entre 2010 e 2020, e deverá crescer 96,5% entre 2020 e 2030.

Este prolongamento da idade activa deve-se não apenas ao facto de as pessoas envelhecerem mais saudáveis e de a esperança média de vida ser mais longa, mas também à realidade que muitos trabalhadores encontram aquando do final do seu percurso de trabalho: economias insuficientes para a vida que ainda têm pela frente.

Conforme indicado pelo Xataka, citando um relatório do Joint Economic Committee, de facto, quase metade de todas as famílias americanas não tem poupanças para a reforma, e mais de 15 milhões de adultos com 65 anos ou mais estão financeiramente inseguros.

Embora trabalhar mais horas possa ajudar a mitigar a crescente insegurança relativamente à reforma de hoje, não é uma solução viável para a crise de reforma que se aproxima.

Disse Geoffrey Sanzenbacher, professor associado de economia e investigador no Center for Retirement Research do Boston College.

Apesar da tendência e do fenómeno se estar, efectivamente, a detectar, nem todas as profissões permitem que o cidadão continue a trabalhar, após uma determinada idade, nomeadamente, aquelas que implicam tarefas que exigem esforços físicos.

Por ser segmentado, abrangendo profissões de nível de educação superior, este prolongamento resulta em desigualdades entre os americanos.

E, na Europa, também vamos trabalhar até depois dos 75 anos?

Ora, por cá, o europeus também estão a ir além da idade da reforma. Pela União Europeia, há homens e mulheres a trabalhar além dos 65, havendo casos em que chegam mesmo aos 75 anos.

As estatísticas apontam que a maioria são trabalhadores independentes, em part-time, frequentemente inseridos nos sectores social e da saúde. Quase 30% dos idosos que ainda trabalham dizem que o fazem para complementar a sua receita ou reforçar a reforma.

A Suécia é o país europeu com a percentagem mais alta de trabalhadores acima dos 75 anos. Isto explica-se por ser também o país com mais pessoas entre os 75 e os 79 anos.

Pplware
Autor: Ana Sofia Neto
29 Jul 2023


Ex-Combatente da Guerra do Ultramar, Web-designer,
Investigator, Astronomer and Digital Content Creator



published in: 2 meses ago

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