246: Fazer transferências bancárias só com n.º de telemóvel vai ser possível para todos

 

– DICA: Sendo cliente do MbWay, tem a possibilidade de emitir Cartões de Crédito apenas do valor da compra que pretende efectuar. Esta é uma forma de segurança ao não utilizar um Cartão de Crédito convencional em compras online.

🇵🇹 BANCO DE PORTUGAL // 💰 TRANSFERÊNCIAS // TELEMÓVEL 📱

Até agora tal já é possível, mas apenas os bancos e clientes aderentes do sistema MbWay (da empresa SIBS).

Os clientes bancários vão poder fazer transferências digitando apenas o número de telemóvel da pessoa para quem enviam o dinheiro, em vez de o IBAN, devendo esta solução ser disponibilizada até final do primeiro trimestre de 2024, anunciou esta segunda-feira o BdP.

Até agora tal já é possível, mas apenas os bancos e clientes aderentes do sistema MbWay (da empresa SIBS).

Já a partir do próximo ano, todos os bancos que operam em Portugal têm de disponibilizar esta funcionalidade. A este sistema os clientes não têm de aderir, basta que a sua conta bancária esteja associada a um número de telefone.

“No nosso ‘homebanking‘ fazemos uma transferência normal, não precisamos de digitar o IBAN [número de identificação bancária]. Este serviço ficará disponível em qualquer canal, em qualquer serviço de transferências”, afirmou esta segunda-feira o administrador do BdP Hélder Rosalino, em conferência de imprensa no Museu do Dinheiro, em Lisboa.

O administrador do Banco de Portugal disse que esta solução tecnológica está em desenvolvimento e que custará ao BdP “centenas de milhares de euros”. Já os bancos pagarão o custo dessa funcionalidade na mensalidade que pagam por estarem no Sistema de Compensação Interbancária (SICOI).

Contudo, disseram esta segunda-feira os responsáveis do regulador e supervisor bancário, os bancos não podem cobrar aos clientes por este serviço, ou seja, podem cobrar pela transferência, mas não o uso dessa funcionalidade específica.

Questionado sobre as críticas da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Hélder Rosalino recusou que com ela o BdP “esteja a concorrer com os prestadores de serviços de pagamento”.

“O BdP não concorda com esses reparos e críticas, não estamos a concorrer com os prestadores de serviços de pagamento, estamos a desenvolver funcionalidades que podem melhorar os serviços de pagamento”, afirmou.

Também até final do primeiro trimestre será disponibilizada outra funcionalidade na qual numa transferência de dinheiro após a digitação do IBAN é apresentado o nome do beneficiário dessa transferência.

Quando um cliente faz uma transferência aparece o nome completo do beneficiário e só depois de aparecer essa informação o cliente concretiza a transferência.

Hélder Rosalino considerou esta segunda-feira que ambas as soluções “minimizam as situações de envio de fundos para destinatários errados”.

Questionado sobre a possibilidade de se criar uma base de dados de números de IBAN e números de telefone fraudulentos, que impeça que sejam transferidos dinheiro para essas contas, Hélder Rosalino disse que “esse tema também está a ser analisado” mas que implica uma regulamentação complexa e que mexe com a protecção de dados pessoais e considerou que as funcionalidades esta segunda-feira apresentadas serão importantes meios de redução da fraude.

DN/Lusa
25 Setembro 2023 — 17:58



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125: Bancos “estão a espoliar depositantes e devedores”. 11 milhões de lucro por dia

 

– É preciso ser-se “doutor economista” para chegar a esta conclusão? E SÓ AGORA É QUE DERAM POR ISSO? 🙁

🇵🇹 BANCA // 💰🤑ROUBOS // DEPOSITANTES

Os cinco grandes bancos nacionais tiveram um lucro de mais de 11 milhões por dia nos primeiros seis meses do ano. O economista Eugénio Rosa considera que a banca está a “espoliar depositantes e devedores”.

Raghu Rai, Le Rétroviseur / Flickr

Os cinco grandes bancos nacionais apresentaram um lucro líquido consolidado de 1,9 mil milhões de euros no primeiro semestre do ano — cerca de 11 milhões de euros por dia.

Este resultado, catapultado pelas subidas das taxas de juro determinadas pelo Banco Central Europeu, representa um aumento de quase 60% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Numa altura em que as famílias enfrentam sérias dificuldades, que obrigaram já a banca a reestruturar mais de 62 mil créditos à habitação, os lucros recorde registados no setor estão a levantar vozes críticas.

Uma dessas vozes é a do economista Eugénio Rosa, que não tem dúvidas de que “os bancos estão a espoliar depositantes e devedores, nomeadamente os dos créditos para a habitação e PMEs”, o que “só pode conduzir o país à recessão económica e a mais pobreza”.

Em declarações ao semanário Sol, o economista critica a “teoria económica” do Governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, segundo a qual “os enormes lucros dos bancos são necessários para compensar os que não tiveram nos períodos de baixas de juros”.

“É pena”, diz o antigo deputado do PCP, que Centeno não aplique aos salários a teoria de que “na média dos últimos 10 anos, os lucros são normais”.

O economista salienta que a banca não remunera cerca de metade dos depósitos, — e os que remunera “é a uma taxa muito baixa, inferior à inflação” — e estima que os depositantes tenham perdido cerca de 17 mil milhões de poder de compra.

Eugénio Rosa recorda que os certificados de aforro do Estado da categoria E, “embora dessem uma taxa de juro (3,5%) ainda inferior à inflação, no entanto reduziam a perda de poder compra das poupanças dos portugueses”.

Em Junho, o Governo mudou as regras dos certificados de aforro, tendo cancelado a Série E, lançando uma nova série F com um máximo de juro de 2,5% — uma “mudança brusca que deu muito jeito à Banca“.

“Por aqui se vê mais uma vez de que lado está o Governo, que esquece a obrigação de proteger as pequenas e médias poupanças dos portugueses. A atractividade dos certificados desapareceu”, acusa o economista.

Juros em máximos, lucros disparam

Os juros na Zona Euro têm atingido máximos históricos, desde que a guerra na Ucrânia começou e a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, já avisou que é “improvável” que o pico dos juros já tenha chegado.

Na semana passada, o BCE voltou a aumentar as taxas directoras, e Lagarde deixou em aberto novos aumentos. “Pode ser uma subida ou uma pausa”, mas garantidamente não será um corte.

Este aumento continuado das taxas de juro tem sido o principal factor a alavancar o crescimento dos lucros dos principais bancos a operar em Portugal no primeiro semestre do ano.

Nestes primeiros seis meses, A CGD lucrou 607,9 milhões de euros, mais 25% face a Junho de 2022, tendo a margem financeira crescido 124,7% para 1.316 milhões de euros.

No mesmo período, o BCP multiplicou por quase sete vezes os lucros para 423,2 milhões de euros, tendo a sua margem financeira subido 39,5% para 1.374 milhões de euros.

O Novo Banco teve lucros de 373,2 milhões de euros (aumento de 39,9%), com a margem financeira a crescer 95,5% para 524 milhões de euros. Este foi o único dos grandes bancos que não apresentou resultados em conferência de imprensa.

Os lucros do Santander foram de 333,7 milhões de euros (mais 38,3%), tendo a margem financeira aumentado 58,4% para 586,5 milhões de euros, e o BPI apresentou lucros de 256,2 milhões de euros (mais 26,1%), com a margem financeira a subir 85% para 435 milhões de euros.

ZAP // Lusa
5 Agosto, 2023


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88: Cuidado: Andam a usar nome e a imagem do Banco de Portugal

 

🇵🇹 BANCO DE PORTUGAL // 💰FRAUDES

Todos nós já sabemos que hoje em dia o que não faltam para aí são esquemas fraudulentos para roubar dados e até dinheiro das vítimas. Os esquemas são diversos, sendo muito comum os burlões usarem o nome e imagem de instituições para terem alguma credibilidade no esquema fraudulento. Atenção ao que circular em nome do Banco de Portugal (BdP).

Segundo o comunicado, o BdP tem tomado conhecimento de situações em que cidadãos são contactados por entidades que reclamam o pagamento de quantias associadas a “responsabilidades de serviços”, a título de “impostos pendentes”.

Nesses contactos, são enviados aos visados documentos que utilizam indevidamente o nome e a imagem do Banco de Portugal, com os quais se procura atestar a existência desses montantes em dívida.

Os documentos têm uma configuração semelhante aos mapas da Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal.

O Banco de Portugal esclarece o seguinte:

  • Antes de contratarem quaisquer empréstimos ou entregarem quaisquer quantias no âmbito de possíveis contratos de financiamento, os clientes devem verificar, cuidadosamente, a legitimidade das entidades financiadoras, nomeadamente, mediante consulta prévia, no site do Banco de Portugal, da lista de instituições registadas e, portanto, habilitadas a exercer actividade financeira em Portugal (https://www.bportugal.pt/entidades-autorizadas).
  • O Banco de Portugal gere uma base de dados sobre responsabilidades de crédito — a Central de Responsabilidades de Crédito — com informação prestada pelas entidades participantes (instituições que concedem crédito) sobre os créditos concedidos aos seus clientes. Por conter dados sigilosos, o mapa da Central de Responsabilidades de Crédito apenas pode ser consultado pelo titular dos dados ou por quem tenha poderes para o representar, e sempre mediante autenticação.

O BdP não presta serviços bancários comerciais a particulares ou empresas, não concede créditos nem aceita depósitos das referidas entidades, não procede à cobrança de comissões por transferências transfronteiras, nem emite certificados para o desbloqueamento de fundos.

Por conseguinte, o BdP aconselha as pessoas a não entrarem em contacto com eventuais promotores dessas actividades ou transacções que utilizem indevidamente o nome e o logótipo do Banco de Portugal.

O Banco também aconselha as pessoas a não enviarem dinheiro, nem fornecerem informação bancária ou relativa a cartões de crédito a quem declare que representa o BdP ou que afirme ter uma relação bancária com o mesmo.

Os utilizadores que identifiquem ou recebam documentação duvidosa que se refira ao BdP, ou que alegadamente seja da sua proveniência, devem informar imediatamente as autoridades policiais e contactar o BdP, enviando um e-mail para info@bportugal.pt

Pplware
Autor: Pedro Pinto
16 Jul 2023



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52: Poupe dezenas de euros por ano ao mudar para uma conta bancária de serviços mínimos

 

FINANÇAS PESSOAIS // BANCA // SERVIÇOS MÍNIMOS

Os encargos cobrados anualmente aos clientes não podem ser superiores a 1% do valor do indexante dos apoios sociais (equivalente a 4,80 euros em 2023), ou seja, os custos com esta conta não devem ultrapassar os 0,048 euros por ano.

Poupe dezenas de euros por ano ao mudar para uma conta bancária de serviços mínimos.
© Gerardo Santos/Global Imagens

Se tem uma ou mais contas bancárias, certamente paga comissões. Para saber ao certo quanto paga de comissões bancárias, deve consultar o extracto de comissões, um documento que contém informação sobre todas as comissões cobradas pelos serviços associados à conta.

Conta de serviços mínimos bancários: O que é e quais são as vantagens?

Sejam de manutenção, levantamentos ou outros movimentos, o encargo anual com estas comissões pode ser elevado. Mas há algumas formas de poupar nas comissões que paga ao banco.

Comece por dar preferência ao homebanking, ao invés de se dirigir ao balcão do banco. Isto porque há bancos que cobram comissões, por exemplo, por receberem documentação em papel em vez de em formato digital.

Para poupar, prefira também os bancos online. Bancos que operam apenas na Internet cobram menos comissões do que as instituições tradicionais, uma vez que não têm o mesmo peso de custos que os bancos com balcões.

Outra forma de poupar é domiciliar o seu ordenado na conta. Há bancos que reduzem ou isentam comissões bancárias, se o titular da conta aí domiciliar o ordenado, a pensão ou um rendimento fixo.

E já ouviu falar em contas pacote? Estas contas agregam um conjunto de serviços, sendo cobrada uma única comissão. Pode ser uma solução para poupar nas comissões.

Por fim, pode também poupar se optar por uma conta de serviços mínimos bancários. As contas de serviços mínimos bancários são uma alternativa que permite poupar dezenas de euros por ano em comparação com as tradicionais contas à ordem.

Conta de serviços mínimos bancários: o que inclui?

Para ter uma conta de serviços mínimos não pode ser titular de mais nenhuma conta de depósito à ordem. Por isso, se só tiver uma, pode convertê-la numa conta de serviços mínimos bancários.

Este tipo de conta permite ter acesso a um conjunto de serviços bancários considerados essenciais a um custo relativamente reduzido.

Os encargos cobrados anualmente aos clientes com serviços mínimos bancários não podem ser superiores a 1% do valor do indexante dos apoios sociais (equivalente a 4,80 euros em 2023), ou seja, os custos com esta conta não devem ultrapassar os 0,048 euros por ano.

Assim, uma conta de serviços mínimos bancários inclui os seguintes serviços:

  •  Abertura e manutenção de uma conta de depósito à ordem – a conta de serviços mínimos bancários;
  •  Utilização de cartão de débito para movimentação da conta;
  •  Acesso à movimentação da conta através de caixas automáticos na União Europeia, serviço de homebanking e balcões da instituição de crédito;
  •  Realização de depósitos, levantamentos, pagamentos de bens e serviços e débitos directos;
  •  Realização de transferências intra-bancárias (isto é, transferências para contas da mesma instituição de crédito), sem restrição quanto ao número de operações que podem ser realizadas;
  •  Realização de transferências inter-bancárias (ou seja, transferências para contas abertas noutras instituições) através de caixas automáticos, sem restrição quanto ao número de operações que podem ser realizadas, e através de homebanking, com um máximo de 24 transferências por ano;

– Realização, por cada mês, de cinco transferências através de aplicações de pagamento operadas por terceiros de montante igual ou inferior a 30 euros por operação.

Dinheiro Vivo

Dinheiro VivoDinheiro Vivo
14 Junho, 2023 • 09:48


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45: É o fim das comissões bancárias! Saiba o que muda…

 

🇵🇹 PORTUGAL // FIM DAS COMISSÕES BANCÁRIAS

A partir de hoje os clientes dos bancos vão deixar de pagar várias operações bancárias. A lei já foi publicada em Diário da República e acaba com várias comissões e limita outras. Saiba tudo o que muda a partir de hoje.

Bancos não podem cobrar comissões, por alteração da titularidade de conta

A lei que agora foi publicada em Diário da República resulta de projetos apresentados pelo PS e pelo PAN e foi aprovada em Abril no Parlamento, com a abstenção da Iniciativa Liberal e o voto favorável dos restantes partidos. Segundo o que é referido, os bancos passam a estar proibidos de cobrar comissões por prestação de crédito a partir de 29 de Junho.

Segundo o indicado no DR, as instituições de crédito não podem cobrar comissões, por alteração da titularidade de conta de depósito à ordem, decorrentes das seguintes situações:

  • a) Divórcio, separação judicial de pessoas e bens, dissolução da união de facto ou falecimento de um dos cônjuges;
  • b) Remoção de titulares de conta de depósito à ordem, quando estes fossem os representantes legais de outro titular que tenha atingido a maioridade;
  • c) Inserção ou remoção de titulares de conta de depósito à ordem em que um dos titulares seja menor, maior acompanhado ou se encontre insolvente, quando esses titulares sejam representantes legais do titular nas referidas situações;
  • d) Remoção de titulares falecidos;
  • e) Alteração dos titulares, representantes e demais pessoas com poderes de movimentação de contas de depósito à ordem tituladas por condomínios de imóveis, por instituições particulares de solidariedade social, tal como definidas no Decreto-Lei n.º 119/83, de 25 de Fevereiro, que aprova o Estatuto das Instituições Particulares de Solidariedade Social, ou por pessoas colectivas a quem tenha sido reconhecido o estatuto de utilidade pública, nos termos da Lei n.º 36/2021, de 14 de Junho, que aprova a lei-quadro do estatuto de utilidade pública

Relativamente aos limites à cobrança de comissões, refere o documento que…

    • a) Fotocópias de documentos da instituição que respeitem ao consumidor;
    • b) Emissão de segunda via de extractos bancários ou outros documentos.
  • 2 – No âmbito de depósito de moedas, as instituições de crédito não podem cobrar comissões superiores a 2 % do valor da operação.
  • 3 – A comissão pelo serviço de envio de fundos para contas de moeda electrónica não pode ser superior à comissão cobrada pelo serviço de transferência.
  • 4 – No caso de incumprimento, num mesmo mês, do pagamento de prestações relativas a contratos de crédito distintos, mas garantidos por uma mesma garantia, as instituições de crédito apenas podem cobrar a comissão associada ao incumprimento que ocorrer em primeiro lugar.»

Protecção do Consumidor de Serviços Financeiros

Pplware
Autor: Pedro Pinto
30 Mai 2023


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e Criador de Conteúdos Digitais


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