1770: Bruxelas avisa UE para estar preparada para rápidas restrições se necessário

– O que não faltam para aí são acéfalos irracionais “descontraídos” e “esquecidos”… Só quando lhes bater à porta é que se vão lembrar de rezar à santa deles…

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/RESTRIÇÕES

“Este não é um momento de descontracção e de esquecimento”, avisou a comissária europeia da Saúde sobre a pandemia de covid-19. Afirmou que os Estados-membros precisam “de estar preparados para reintroduzir rapidamente” medidas restritivas, caso seja necessário.

A comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, alertou que o vírus SARS-CoV-2, responsável pela covid-19, “ainda está entre nós, está a circular, a infectar e a sofrer mutações constantes”
© EPA/STEPHANIE LECOCQ

A comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, avisou esta quinta-feira que ainda não é “momento de descontracção e de esquecimento” da pandemia de covid-19, avisando os Estados-membros que têm de estar preparados para reintroduzir rapidamente medidas restritivas, se necessário.

“Este não é um momento de descontracção e de esquecimento, é uma altura que devemos aproveitar para estarmos preparados para aumentar a nossa vigilância e, por isso, pedi aos Estados-membros que considerassem uma série de acções para os próximos meses, a fim de desenvolverem a preparação e coordenação da UE [União Europeia]”, declarou a responsável europeia da tutela, no Parlamento Europeu, em Bruxelas.

Intervindo na primeira reunião da comissão especial parlamentar sobre as lições da resposta à pandemia da covid-19, Stella Kyriakides vincou ser necessário “ter sistemas de vigilância em funcionamento para que, no caso de haver uma nova variante e um aumento súbito nos casos, os Estados-membros possam imediatamente detectá-la e ser capazes de reagir”.

“Precisamos de estar preparados para reintroduzir rapidamente medidas não-farmacêuticas [medidas restritivas]”, insistiu a comissária europeia da Saúde.

E exemplificou: “Se fecharmos todos os centros de vacinação, se tudo o que foi criado for subitamente suspenso e se tivermos uma situação em que precisamos de reagir, será mais difícil pô-lo a funcionar imediatamente”.

“O vírus ainda está entre nós, está a circular, a infectar e a sofrer mutações constantes”

Actualmente, cerca de 325 milhões de pessoas na UE estão totalmente vacinadas contra a covid-19 e perto de 230 milhões receberam uma dose de reforço.

No entanto, “mais de 100 milhões de europeus ainda não estão vacinados ou estão apenas parcialmente vacinados, [pelo que] temos de continuar a comunicar-lhes com as nossas campanhas de vacinação e continuar a abordar as causas da hesitação vacinal com um alcance personalizado ao nível da comunidade”, pediu Stella Kyriakides.

Reconhecendo que a situação epidemiológica da covid-19 melhorou, já que apesar de haver um número elevado de casos na UE os hospitais não estão sobrecarregados e a mortalidade é baixa, a responsável assumiu que “a situação é, pelo menos de momento, controlável”.

Porém, “o vírus ainda está entre nós, está a circular, a infectar e a sofrer mutações constantes”, razão pela qual “temos de nos preparar para o outono e o inverno e manter as nossas populações mais vulneráveis protegidas”, adiantou Stella Kyriakides.

E concluiu: “Vivemos na era das pandemias. Não sabemos quando virá a próxima crise, mas temos de estar preparados para a enfrentar”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
12 Maio 2022 — 11:30


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
For the victims of the genocide practiced
by the Soviet Union of Putin, in Ukraine

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1769: Pessoas com 80 ou mais anos e residentes em lares vão receber segunda dose de reforço

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/IDOSOS

A vacinação nos lares vai iniciar-se já na segunda-feira, enquanto as pessoas com 80 ou mais anos vão começar a ser vacinadas durante a próxima semana, nos centros de vacinação ou nos centros de saúde.

As pessoas com 80 ou mais anos e os residentes em Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI) vão ser vacinadas com a segunda dose de reforço de um imunizante contra a covid-19.

A vacinação nos lares vai iniciar-se já na segunda-feira, enquanto as pessoas com 80 ou mais anos vão começar a ser vacinadas durante a próxima semana, nos centros de vacinação ou nos centros de saúde, após serem convocadas por agendamento local, através de SMS ou chamada telefónica, como já aconteceu noutras fases da vacinação.

“A população elegível é de cerca de 750 mil pessoas, que devem ser vacinadas com um intervalo mínimo de 4 meses após a última dose ou após um diagnóstico de infecção por SARS-CoV-2, ou seja, este reforço abrange também as pessoas que recuperaram da infecção”, indica o comunicado enviado esta quinta-feira pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) às redacções.

Trata-se de uma antecipação de uma medida já prevista pelo governo, uma vez que a ministra da Saúde, Marta Temido, tinha anunciado no início deste mês que as pessoas com mais de 80 anos iam receber um novo reforço da vacina contra a covid-19 a partir do final de Agosto ou início de Setembro e que estava também a ser equacionado para as pessoas entre 60 e 80 anos. O objectivo, explica a DGS, é “melhorar a protecção da população mais vulnerável, face ao actual aumento da incidência de casos de covid-19 em Portugal”.

Paralelamente, passam a ser elegíveis para receber uma dose adicional de vacina contra a covid-19 as crianças e jovens entre os 12 e 15 anos com condições de imunossupressão, na sequência de um parecer favorável da Comissão Técnica de Vacinação Contra a COVID-19 (CTVC). Os jovens com estas condições serão vacinados de acordo com orientação e prescrição médica.

Na terça-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu que a quarta dose devia ser administrada apenas em idosos ou pessoas com o sistema imunitário fragilizado, reiterando como prioritária a vacinação primária a nível global. “Não há dados específicos que justifiquem recomendar a quarta dose de forma mais generalizada”, adiantou a cientista chefe da organização, Soumya Swaminathan, numa conferência de imprensa sobre a evolução da pandemia da covid-19 no mundo.

Diário de Notícias
DN
12 Maio 2022 — 20:48


Pelas vítimas do genocídio praticado
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1768: Portugal entra em nova onda ao chegar quase aos 25 mil casos diários

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES

De uma semana para a outra, casos aumentam quase 50%. Portugal pode ser o primeiro da Europa a registar uma nova onda, que “já está bem definida”, diz Carlos Antunes da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Autoridades da saúde e políticas já deveriam estar a explicar à população o que se está a passar e a tomar medidas. Internamentos e óbitos já estão a aumentar entre os idosos.

Testes de diagnóstico deixaram de ser gratuitos e taxa de positividade já está em 42%, em cada dez oito estão infectados.

Mais uma vez, o vírus SARS CoV-2 vem mostrar que tudo pode mudar de uma uma semana para outra, basta uma nova linhagem de uma das variantes já existentes ou um nova variante mesmo. Portugal é disso um exemplo. O número de casos aumentou em quase 50% em apenas uma semana, aquela em que o país voltou a passar a barreira dos 20 mil e os 24 mil casos, quando na semana passada, as projecções com base nos dados de casos reais, avaliados pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, apontavam para que se atinge apenas os 15 ou 16 mil casos como média diária.

O professor Carlos Antunes, que desde o início da pandemia integra a equipa que faz a modelação da evolução da pandemia, confirma: “Quase sem darmos por isso, volta a acontecer um aumento exponencial de casos. Já estamos com um crescimento de velocidade cruzeiro, mais casos em todas as regiões e faixas etárias, mais óbitos e já se começa a denotar um aumento nos internamentos em algumas regiões”.

Portanto, do ponto de vista matemático pode dizer-se que estamos perante “uma nova vaga, que, matematicamente, está perfeitamente definida, e que do ponto de vista epidemiológico está associada a vários factores, um deles é o aparecimento de uma nova linhagem da Ómicron, a BA.5, que está a prevalecer em relação à BA.2, outro à maior mobilidade e contacto social com menor protecção”.

O analista de dados diz mesmo que “um crescimento assim ainda não foi detectado em outros países da Europa”, e que “Portugal pode ser o primeiro, embora já esteja a acontecer na África da Sul e nos EUA”. O professor admite nunca ter pensado que tanta gente pudesse abdicar do uso de máscara tão rapidamente, que a medida deveria ter deixado de ser obrigatória para ser recomendada, mas com uma mensagem forte de que esta deveria continuar a ser usada em espaços fechados com muita gente e que o crescimento de casos está dependente da auto-avaliação do risco.

Podemos estar a caminhar para uma vaga idêntica à de Janeiro

O professor considera ser importante que a informação sobre o estado da situação volte a ser dada à população de forma clara e diariamente, “a população perdeu a noção do risco e é preciso que a informação lhe chegue”, defendendo mesmo que as autoridades políticas e de saúde já deveriam estar a fazer conferências para explicar o que se está a acontecer, embora reconheça que esta atitude tem a ver com a ponderação do risco que estão a fazer.

Há uma semana, Carlos Antunes dizia ao DN que, mesmo que houvesse um aumento de casos, a situação em termos de gravidade estava tranquila, agora diz não se saber o que pode acontecer. “Vamos ver se a protecção vacinal e a imunidade natural vão ser suficientes para parar esta onda ou se vamos ter mesmo a necessidade de aplicar medidas e dar um passo atrás, já se percebeu que há alguma resistência política, e que os testes gratuitos não vão voltar, vai continua a ser a Linha SNS 24 a encaminhar o doente, nem a obrigação do uso de máscara, mas Portugal deveria reequacionar isso imediatamente, sob pena de actuar tardiamente”.

Os casos dispararam e a informação está a ficar desactualizada de dia para dia. No início da semana, o R(t), índice de transmissibilidade a nível nacional segundo o INSA estava em 1.14, na terça-feira o Instituto Superior Técnico veio dizer que já estava em 1.17 e, hoje, quinta-feira, a nossa avaliação já dá 1.19. Pode parecer contraditório, mas não é. O tempo de análise é que é diferente”. A tendência de crescimento já se está a fazer sentir nos internamentos em enfermarias nalgumas regiões e nos óbitos nas faixas etárias acima dos 65 anos, embora mais na faixa acima dos 80 anos.

Conforme destaca Carlos Antunes, “os óbitos já estão a dar sinal de aumento. Na semana passada, em relação à semana anterior, a mortalidade por milhão de habitantes a 14 dias ainda estava a descer. “Estava nos 24 óbitos e a média da mortalidade estava nos 19 mortos, agora já está a subir outra vez. A mortalidade por milhão de habitantes a 14 dias está em 27.5 óbitos e a mortalidade diária em em 24 óbitos. O mesmo se está a passar com os internamentos em enfermarias, acima dos 65 anos, em que o aumento já é bem visível na região Norte”.

Nesta quinta-feira, a comissária europeia para a Saúde alertou os Estados-membros para estarem preparados para terem de votar atrás nas restrições, caso fosse necessário, mas o ECDC, por exemplo abandonou a obrigatoriedade das máscaras nos aeroportos e nos aviões. Portanto, e perante estes sinais exteriores, “pode haver alguma teimosia política em não voltar atrás”, justifica.

Mas, a verdade, é que a taxa de positividade na testagem é de 42%, uma taxa nunca antes atingida. “Em cada dez que fazem teste, oito estão positivos”, explica, acrescentando que a tendência registada agora em número de casos e de positividade em testes revela um aumento superior ao do Carnaval.

“Provavelmente, estamos a caminhar para uma vaga semelhante à de Janeiro, em termos de casos e de óbitos, em que chegámos às 50 e 60 mortes diárias”. E porquê? Porque “todas as etárias estão a subir, os mais novos, entre os 10 e os 29 anos, estão com a maior dinâmica, devido aos contactos sociais, mas um dos problemas graves no nosso país é que não conseguimos separar os que podem ser infectados sem consequências dos mais vulneráveis. O aumento de casos a parir dos 65 está com maior ritmo e a partir dos 80 anos também. E isto indicia que vamos ter um aumento de óbitos e de internamentos a partir de agora”.

Por tudo isto, o Carlos Antunes defende que “já se deveria estar a tomar medidas, apelando, mesmo individualmente, ao regresso do uso de máscara em espaços fechados sem ventilação e com muita gente para proteger os mais idosos e vulneráveis.

De acordo com a análise da equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Portugal voltou a passar a barreira dos 20 mil casos, na segunda-feira foram 20.486, terça 24.572 e quarta 24.866, e a chegar quase aos 30 óbitos diários, 29, 27 e 25, respectivamente. As projecções apontam para que a partir da próxima semana, “o país possa estar já numa tendência como a que registámos em Janeiro, quer em número de casos diários quer em óbitos”.

Por isso, diz, “é preciso que a população tenha perfeita consciência desta situação, porque agora estamos dependentes da auto-avaliação do risco”, declarando que “é a academia que está a vir dar conta da situação” .

Nesta altura, o país já ultrapassou os quatro milhões de casos e os 22 mil óbitos, está com 4.044.134 de infectados desde o início da pandemia e com 22.550 óbitos, quando no final de 2021 havia 1.389.646 e 18.955 óbitos.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
12 Maio 2022 — 22:37


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1767: OMS: Número de mortos na Europa ultrapassa os 2 milhões

– Os acéfalos indigentes irracionais que continuam a encarar esta pandemia mortal como se tratasse de uma “gripezinha”, continuam a não acreditar na realidade dos factos. Mais de DOIS MILHÕES DE MORTOS só na Europa!!! Vamos para a borga cambada!

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/EUROPA/MORTOS

O número de mortos causados pela pandemia de covid-19 ultrapassou os dois milhões de pessoas na Europa, já há muitos meses epicentro da doença, anunciou esta quinta-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Um funcionário retira equipamento de protecção na ala Covid 19 do Hospital das Forças Armadas do Porto, 2 de Dezembro de 2020. Preparado para “abrir portas” a qualquer momento para receber doentes dos hospitais do Norte, no Hospital das Forças Armadas do Porto a gestão da segunda vaga da pandemia é feita “diariamente” e missão continua a ser “cuidar com dignidade”. (ACOMPANHA TEXTO DE 05/12/2020) JOSÉ COELHO/LUSA
© LUSA

“Foi atingido um marco devastador, já que o número de mortes por covid-19 relatadas por países da região da OMS na Europa ultrapassou os dois milhões de pessoas”, disse um porta-voz da OMS, citado pela agência de notícias francesa AFP.

No total, a OMS na Europa — cujos países membros se estendem até à Ásia central — registou 2.002.058 mortes causadas pela pandemia em 218.225.294 casos de infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2.

O país do mundo com maior número de mortos continua a ser os Estados Unidos, tendo ultrapassado a marca de um milhão de mortes, anunciou hoje a Casa Branca.

Após uma recuperação na primeira quinzena de Março, a pandemia do coronavírus SARS-Cov 2 diminuiu na Europa, tendo o número de casos diminuído 26% nos últimos sete dias e o de mortes baixado 24%.

Mais de dois anos após as primeiras restrições adoptadas para combater a infecção, a maioria dos países europeus pretende “virar a página da covid-19” e já restam poucas limitações no continente.

Em termos mundiais, o número de novos casos relatados continua a cair, excepto nas Américas e em África, segundo referiu a OMS.

No seu relatório semanal sobre a pandemia, divulgado na terça-feira, a agência de saúde da ONU disse que cerca de 3,5 milhões de novos casos e mais de 25.000 mortes foram relatadas globalmente, o que representa, respectivamente, reduções de 12% e 25% dos casos.

A tendência de queda do número de infectados registados começou em Março, embora muitos países tenham já desmantelado os programas de testes e vigilância, o que torna mais difícil uma contagem precisa dos casos.

Segundo a OMS, apenas duas regiões continuam a ver os número de infecções por covid-19 aumentarem: as Américas, com mais 14%, e a África, com mais 12%.

Os números permaneceram estáveis no Pacífico ocidental e caíram no resto do mundo, referiu a agência.

Ainda assim, o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, avisou, em conferência de imprensa realizada esta semana, que “o aumento de casos em mais de 50 países mostra a volatilidade do vírus”.

O responsável sublinhou que as variantes da covid-19, incluindo as versões mutantes da Ómicron, são altamente contagiosas e estão a provocar um ressurgimento da pandemia em vários países.

O director-geral da OMS referiu ainda que só as taxas relativamente altas de imunidade da população estão a impedir um aumento das hospitalizações e mortes, mas avisou que “isso não é garantido nos locais onde os níveis de vacinação são baixos”.

Nos países mais pobres, apenas cerca de 16% das pessoas foram vacinadas contra a covid-19.

O relatório da OMS observou que algumas das maiores subidas no número de infectados 19 foram observadas na China, que registou um aumento de 145% na última semana.

Diário de Notícias
DN/Lusa
12 Maio 2022 — 14:01


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
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1766: Subida de casos lança pressão para passo atrás nas máscaras e nos testes

… “”Já sabíamos que com o alívio das medidas, em especial do uso obrigatório de máscara, ia existir um aumento do número de casos”.”

– Se já sabiam então o porquê de levantarem as medidas de segurança sanitária? Incompetência? Irracionalidade? Imbecilidade? Já não bastam os acéfalos que nunca cumpriram as regras durante TODA a pandemia?

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/AUMENTO DE CASOS

Incidência disparou e médicos de Saúde Pública defendem passo atrás no uso de máscaras na maioria dos espaços fechados. Com a corrida às urgências a bater recordes, director do serviço no São João aponta à incoerência do fim de testes comparticipados

Urgências concorridas, mas internamentos seguem estáveis
© Tiago Petinga / Lusa

Entre o crescimento de uma nova linhagem, mais transmissível, da variante Ómicron (já responsável por 37% dos novos casos no país), o fim generalizado do uso de máscara e a ocorrência de diversos eventos de massa, como festas estudantis ou futebolísticas, Portugal viu disparar de novo a incidência de casos de covid-19 no último mês, com alguns serviços de urgência a registarem níveis de afluência recorde nos últimos dias.

Os modelos matemáticos, como o revelado ontem pelo Instituto Superior Técnico, mostram que a possibilidade de uma sexta vaga pandémica no país “está a desenhar-se de forma muito intensa”. E isso leva alguns sectores da Saúde a alertarem para a necessidade de serem reequacionadas algumas das últimas medidas implementadas, como o fim generalizado do uso de máscara em espaços fechados e dos testes gratuitos.

“Já sabíamos que com o alívio das medidas, em especial do uso obrigatório de máscara, ia existir um aumento do número de casos. Mas, a verdade é que passar de oito mil casos de média a sete dias para 14 mil casos, como aconteceu no último mês – e os últimos dados até já mostram que estamos nos 15 mil -, é uma subida muito acentuada”, refere ao DN Gustavo Tato Borges, presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública.

Uma subida que, “não sendo alarmante, é preocupante”, diz, “porque sabemos que há nesta altura uma dificuldade no acesso a testagem e que a linha SNS24 está assoberbada, o que leva a crer que estes números estejam até sub-dimensionados”, acrescenta. Gustavo Borges nota ainda que a subida de incidência começa também “a reflectir-se no aumento de casos graves e da mortalidade, embora de forma menos acentuada”.

Perante os indicadores de que uma sexta vaga pode estar a iniciar-se, o médico de Saúde Pública considera que seria aconselhável dar alguns passos atrás. “Se admito um recuo no uso de máscaras? Não só admito como recomendo.

Aliás, nós manifestámos-nos contra o fim generalizado do uso obrigatório na altura em que o governo o decretou e penso que o ideal nesta fase seria reintroduzir a máscara em alguns espaços fechados com aglomeração de pessoas, como centros comerciais, supermercados e os locais de trabalho”, diz. A excepção, admite, “poderiam ser, nas escolas, as salas de aulas, durante o tempo lectivo, desde que bem arejadas”.

Independentemente de haver ou não esse recuo no uso das máscaras, Gustavo Tato Borges recomenda à população que mantenha a prudência que, admite, não tem visto nos últimos tempos. “Uma coisa é a máscara não ser obrigatória, outra é não ser precisa”.

De acordo com o relatório de evolução elaborado por especialistas do Instituto Superior Técnico, o fim do uso de máscaras “parece ter tido um efeito muito acentuado na subida de casos actual”, provocando um “excesso de contágios” sobretudo em ambiente laboral. Face à “tendência de agravamento significativo” da pandemia, cujo índice de transmissibilidade (Rt) já subiu para 1,17, os especialistas do IST admitem o aumento da mortalidade nos próximos 30 dias.

Sem testes grátis, urgências entopem

Com o aumento de casos, tem disparado também a afluência aos serviços de urgência hospitalar. No hospital de São João, no Porto, a última segunda-feira bateu um recorde, com mais de mil pessoas nas urgências. Nelson Pereira, director do serviço, diz que “nos últimos três ou quatro dias regista-se um aumento considerável de queixas respiratórias e casos de Covid confirmados.” Estes, diz, “mais do que duplicaram em relação a valores de há duas ou três semanas”, com “a percentagem de positividade dos testes a rondarem actualmente os 40%, o que é assinalável”.

Nelson Pereira diz que “o fenómeno era previsível” face à liberalização das medidas, associada, no Porto, “aos festejos da semana académica da Queima das Fitas”, que se têm reflectido na média etária dos doentes que acorrem ao serviço: “são sobretudo jovens.”

Para o director das Urgências do São João , apesar de “alguma subida” nos internamentos, “não é isso que preocupa nesta altura”, mas sim, “a pressão desmesurada” sobre o serviço de urgências, que se “reflecte na qualidade assistencial”.

“Hoje, as pessoas vão esperar mais tempo para serem atendidas e permanecer mais tempo no hospital”. Até porque os próprios profissionais também têm sido atingidos pelo aumento de casos, refere Nelson Pereira, que aponta para a necessidade urgente de rectificar o que apelida de “incoerência” na política de testagem.

“Por um lado, dizemos que a epidemia já não é grave e liberalizamos tudo, mas ao mesmo tempo os doentes continuam a ter de estar isolados e precisam de uma declaração especial a confirmar o isolamento para contexto laboral. Mas como já não têm testes comparticipados, correm para as urgências à procura do teste gratuito e da declaração que lhes permite ficar em casa”, descreve.

Por isso, diz, “das duas uma: ou é importante continuar a testar e voltam a comparticipar os testes, ou então assume-se que não é justificável testar toda a gente e esta passa a ser uma doença como outra qualquer, sem necessidade de declarações específicas para esta situação”, defende Nelson Pereira, sem valorizar tanto o fim do uso das máscaras, lembrando que ainda ontem foi decretado o fim da obrigatoriedade da máscara nos aeroportos europeus.

Sexto país com mais incidência na Europa

Os dados mais recentes disponíveis na plataforma do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), actualizados há uma semana (6), mostram Portugal como o sexto país com maior incidência de casos a 14 dias – e o terceiro na incidência entre os maiores de 65 anos. Além disso, é um de apenas três países com tendência crescente de casos, a par de Espanha e Croácia.

Antecipar quarta dose?

Perante a subida exponencial de casos no último mês, poderá fazer sentido antecipar a quarta dose da vacina para os mais velhos? Para Gustavo Tato Borges, esse pode ser um cenário se o aumento da incidência “começar a reflectir-se nos internamentos e na mortalidade dos mais velhos”. Mas, sublinha, “seria mais vantajoso conseguirmos conter esta vaga sem esse recurso. A dose de reforço seria mais importante por alturas de Setembro, em conjunto com a da gripe, para os mais idosos enfrentarem o outono/inverno”.

rui.frias@dn.pt

Diário de Notícias
Rui Frias
12 Maio 2022 — 00:17


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1765: Linhagem BA.5 responsável por 37% dos casos e pode atingir os 80% este mês

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/LINHAGENS

De acordo com o INSA, a variante BA.5 duplicou a sua frequência entre as semanas de 11 e 17 de Abril e 18 e 24 de Abril.

© Artur Machado / Global Imagens

A linhagem BA.5 da variante Ómicron já é responsável por 37% dos casos de infecção em Portugal, uma tendência de crescimento que deve chegar aos 80% a 22 de maio, estima o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

“Projecta-se que a linhagem BA.5 possa atingir uma frequência relativa de cerca de 80% ao dia 22 de maio, assumindo uma tendência de crescimento relativo de 13% por dia e um tempo de duplicação de cerca de seis dias”, adianta o relatório sobre a diversidade genética do coronavírus SARS-CoV-2 em Portugal.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já admitiu que essa linhagem, que apresenta várias características genéticas consideradas de interesse pelos especialistas, caso de mutações com impacto na entrada do coronavírus nas células, pode ser mais transmissível do que a BA.2, mas ressalvou que ainda não existem dados que comprovem que provoca covid-19 mais grave.

De acordo com o INSA, a BA.5 duplicou a sua frequência entre as semanas de 11 e 17 de Abril e 18 e 24 de Abril, estimando que represente “37% dos casos positivos ao dia 8 de maio”.

O último relatório do grupo de trabalho do Instituto Superior Técnico sobre a evolução da pandemia, divulgado terça-feira pela Lusa, alerta que as novas linhagens da variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2, em conjugação com a eliminação da obrigatoriedade do uso generalizado de máscara, podem estar a contribuir para o aumento do número de casos.

De acordo com o documento, a incidência média a sete dias aumentou de 8.763 para 14.267 casos desde 19 de Abril, o que se deve “à retirada abrupta do uso de máscara em quase todos os contextos e à nova linhagem BA.5 da variante Ómicron que começa a instalar-se” no país.

Quanto à BA.2, que foi detectada pela primeira vez em Portugal no final de 2021 e que passou a ser a dominante na última semana de Fevereiro deste ano, apresenta uma prevalência decrescente, representando agora 62,9% das amostras analisadas pelo INSA.

Foram também identificadas pela primeira vez no país sequências da BA.2.12.1, associada a dois casos detectados nas regiões Centro e Lisboa e Vale do Tejo, uma sub-linhagem que “tem suscitado interesse internacional” e que tem apresentado um considerável aumento de circulação em alguns países, caso dos Estados Unidos da América, refere o relatório, que avança ainda que, até à data, não foi detectado qualquer caso BA.4 em Portugal.

No âmbito da monitorização contínua da diversidade genética do SARS-CoV-2 que o INSA está a desenvolver, têm sido analisadas uma média de 523 sequências por semana desde o início de Junho de 2021, provenientes de amostras colhidas aleatoriamente em laboratórios distribuídos pelos 18 distritos de Portugal continental e pelas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, abrangendo uma média de 139 concelhos por semana.

Diário de Notícias
DN/Lusa
11 Maio 2022 — 15:25


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‘Acinetobacter baumannii’. A bactéria que é uma “ameaça” em hospitais

SAÚDE PÚBLICA/BACTÉRIAS/HOSPITAIS

As infecções devido a esta bactéria podem manifestar-se de diferentes formas, desde pneumonias a infecções urinárias, “podendo ser de difícil diagnóstico e tratamento e estando associadas a elevadas taxas de mortalidade”.

Serviço nos Hospitais
© Orlando Almeida/Global Imagens

Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) alertaram esta quarta-feira para a necessidade de prevenir surtos do microrganismo ‘Acinetobacter baumannii’ em ambiente hospitalar, considerando que, face ao contexto pandémico, estão criadas condições para uma “tempestade perfeita”.

“Num contexto de covid-19 e de sobrelotação de hospitais, muita ocupação de cuidados intensivos, em que há menos tempo e a pressão é maior, é evidente que estão criadas condições para que esse microrganismo [‘Acinetobacter baumannii’] possa sobreviver e possa causar mais infecções. É preciso procurá-lo e diagnosticá-lo”, descreveu à Lusa o investigador Acácio Rodrigues.

O professor da FMUP, que sobre este tema assina com o investigador Diogo Duarte um artigo científico no Journal of Pathology, Microbiology and Immunology, avaliou o risco actual de rápida transmissão desta bactéria em ambiente hospitalar e concluiu que estão criadas as condições para uma “tempestade perfeita” face ao contexto da pandemia da covid-19.

A completa lotação das unidades de cuidados intensivos, a falta de tempo e o ‘burnout’ dos profissionais de saúde, bem como o atraso na detecção do ‘Acinetobacter baumannii’, são aspectos descritos pelos investigadores que alertam para “o aparecimento de uma ameaça grave”.

“Isto é um problema. Os hospitais têm de ser seguros”, sublinhou Acácio Rodrigues.

O ‘Acinetobacter baumannii’ é um microrganismo que coloniza doentes e coloniza o ambiente.

As infecções podem manifestar-se de diferentes formas, desde pneumonias a infecções urinárias, “podendo ser de difícil diagnóstico e tratamento e estando associadas a elevadas taxas de mortalidade”.

Este microrganismo “tem uma capacidade muito acrescida, comparativamente a outros, de sobreviver em ambientes húmidos e ambientes adversos e, eventualmente, infectar doentes que venham a contactar com superfícies onde tenham estado doentes previamente colonizados e infectados”, acrescentou o docente.

Acresce que este é uma bactéria que “desenvolve resistência aos antibióticos, aos desinfectantes e aos detergentes”, razão pela qual os investigadores defendem uma “maior rotatividade” dos produtos usados nas limpezas de equipamentos e superfícies, bem como “atenção redobrada” em unidades de cuidados intensivos, unidades de queimados, entre outras que acolhem doentes críticos.

Informação remetida à Lusa pela FMUP destaca que esta bactéria “pode persistir durante largos meses” em superfícies e equipamentos hospitalares, como aparelhos de ventilação colonizados, e que a transmissão do ‘Acinetobacter baumannii’ ocorre directamente pelo contacto entre doentes infectados e pelo contacto dos doentes com profissionais de saúde.

Para prevenir surtos, o investigador frisa que em causa não está uma medida única de prevenção, mas sim “uma conjugação de medidas”.

O despiste precoce da colonização por este microrganismo, o isolamento de doentes, bem como medidas acrescidas e muito cuidadosas de desinfecção das superfícies dos quartos hospitalares são algumas das recomendações.

As estratégias de prevenção da transmissão desta bactéria podem, ainda, passar pela inclusão de ‘checklists’ (lista de verificação de tarefas de uma rotina ou de itens necessários) nos procedimentos hospitalares e educação dos profissionais, com os investigadores a recomendarem “uma boa comunicação”.

Sobre a rotatividade dos produtos de limpeza e desinfecção, e de modo a evitar a resistência da bactéria aos desinfectantes, os autores do estudo recomendam a “rotatividade dos compostos a cada três meses”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
11 Maio 2022 — 12:37


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
For the victims of the genocide practiced
by the Soviet Union of Putin, in Ukraine

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1763: Máscaras deixam de ser recomendadas em aeroportos e voos da UE na segunda-feira

– Estamos a entrar na SEXTA VAGA? Com todas estas facilidades, não tarda está aí a bater à porta a 7ª. vaga!

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/FACILITISMO MORTAL

As regras relativas às máscaras continuarão a variar por companhia aérea, apesar do fim da recomendação da obrigatoriedade pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação e pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças.

© Spencer Platt/Getty Images/AFP

A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) e o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) informaram hoje que, a partir da próxima segunda-feira, deixam de recomendar máscaras obrigatórias em aeroportos e voos europeus.

Num comunicado conjunto hoje divulgado, relativo às viagens aéreas na União Europeia (UE) em altura de levantamento de restrições relacionadas com a covid-19, a EASA e o ECDC indicam que vão “retirar a recomendação de uso obrigatório de máscaras médicas nos aeroportos e a bordo de um voo”, embora lembrando que “uma máscara facial continua a ser uma das melhores protecções contra a transmissão” do SARS-CoV-2, nomeadamente para pessoas mais vulneráveis.

“A actualização do Protocolo Conjunto sobre Segurança Sanitária na Aviação tem em conta os últimos desenvolvimentos da pandemia, em particular os níveis de vacinação e a imunidade adquirida naturalmente e o levantamento das restrições num número crescente de países europeus”, justificam estas agências da EU.

Em causa estão então novas recomendações para as viagens aéreas na UE sobre o uso de máscaras faciais que deverão entrar em vigor a partir da próxima segunda-feira.

Ainda assim, as regras relativas às máscaras continuarão a variar por companhia aérea para além dessa data, pelo que estas agências europeias assinalam que, em voos de ou para um destino onde o uso de máscaras ainda é necessário nos transportes públicos, deve-se continuar a encorajar o uso de máscaras, de acordo com as recomendações.

Também os passageiros vulneráveis devem continuar a usar uma máscara facial independentemente das regras, defendem a EASA e o ECDC, especificando que, nestes casos, deve ser usada uma máscara do tipo FFP2/N95/KN95, “que oferece um nível de protecção mais elevado do que uma máscara cirúrgica padrão”.

Citado pela nota de imprensa, o director executivo da EASA, Patrick Ky, destaca que, “a partir da próxima semana, as máscaras de rosto deixarão de ser obrigatórias nas viagens aéreas em todos os casos, alinhando-se amplamente com as novas exigências das autoridades nacionais em toda a Europa em matéria de transportes públicos”.

“Para os passageiros e tripulações aéreas, este é um grande passo em frente na normalização das viagens aéreas”, adianta Patrick Ky, pedindo porém aos passageiros que se comportem “de forma responsável e respeitem as escolhas dos outros à sua volta”.

Já a directora do ECDC, Andrea Ammon, observa que, “embora os riscos se mantenham, […] as intervenções e vacinas não-farmacêuticas [medidas restritivas] permitiram que as vidas começassem a voltar ao normal”, daí já não ser recomendado o uso obrigatório de máscara em viagens aéreas na UE.

Ainda assim, Andrea Ammon aponta ser “importante ter presente que, juntamente com o distanciamento físico e a boa higiene das mãos, [o uso de máscara] é um dos melhores métodos para reduzir a transmissão”.

Nas directrizes hoje divulgadas, está ainda incluída uma “flexibilização das medidas mais rigorosas sobre as operações aéreas, o que ajudará a aliviar o fardo sobre a indústria, mantendo ao mesmo tempo medidas apropriadas em vigor”, adiantam as agências da UE.

A actualização surge numa altura em que as máscaras faciais deixam de ser obrigatórias em muitos Estados-membros da UE e em que algumas companhias aéreas já não o impõem.

Segundo os dados do ECDC, cerca de 325 milhões de pessoas na UE estão totalmente vacinadas contra a covid-19 e perto de 230 milhões receberam uma dose de reforço.

Diário de Notícias
Lusa/DN
11 Maio 2022 — 10:34


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
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Covid-19. Portugal com transmissibilidade de 1,17 e sexta vaga “a começar a desenhar-se”, diz relatório

– Expectável esta situação graças aos grunhos labregos dos dois sexos que continuam na boa-vai-ela, na irracionalidade, na imbecilidade, na acefalia, no tratamento irresponsável que sempre deram face a uma PANDEMIA MORTAL! Apenas sinto imensa pena de quem é infectado e/ou morre por culpa destes anormais.

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/SEXTA VAGA

Relatório do Instituto Superior Técnico indica que a incidência média a sete dias aumentou de 8.763 para 14.267 casos desde 19 de Abril, o que se deve “à retirada abrupta do uso de máscara em quase todos os contextos e à nova linhagem BA.5 da variante Ómicron que começa a instalar-se” no país.

© PAULO SPRANGER / Global Imagens

A eliminação do uso de máscara aumentou as infecções em Portugal, que atingiu um índice de transmissibilidade (Rt) de 1,17 e que poderá registar uma sexta vaga de covid-19, indica um relatório do Instituto Superior Técnico sobre a pandemia.

“A possibilidade de uma sexta vaga está a desenhar-se de forma muito intensa”, avança o relatório do grupo de trabalho do Instituto Superior Técnico (IST) que acompanha a evolução da covid-19 em Portugal e a que a Lusa teve hoje acesso.

Segundo esta avaliação de risco da pandemia elaborada por Henrique Oliveira, Pedro Amaral, José Rui Figueira e Ana Serro, que compõem este grupo de trabalho coordenado pelo presidente do IST, Rogério Colaço, “a actual situação é de aumento do perigo pandémico face ao anterior relatório” de 19 de Abril.

De acordo com o documento, a eliminação do uso de máscaras “parece ter tido um efeito muito acentuado na subida de casos actual”, uma medida que os especialistas do IST consideram ter sido “acertada” nas escolas, mas que está a provocar um “excesso de contágios” em ambiente laboral.

“A sua eliminação em contexto laboral e a não recomendação de teletrabalho quando este é possível, provoca um excesso de contágios que, segundo os nossos modelos, está a contribuir fortemente para a subida presente” de infecções, sublinha ainda o relatório do IST.

O uso generalizado de máscaras deixou de ser obrigatório a partir de 22 de Abril, com excepção dos estabelecimentos de saúde, incluindo farmácias comunitárias, assim como nos lares de idosos, serviços de apoio domiciliário, unidades de cuidados continuados e transportes colectivos de passageiros.

Subida de casos positivos “provavelmente contribuirá” para o aumento da mortalidade nos próximos 30 dias

O grupo de trabalho do Técnico considera também que os dados existentes indicam que as novas linhagens da variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2 podem estar a contribuir para o aumento do número de casos.

Face à “tendência de agravamento significativo” da pandemia em Portugal, os especialistas admitem que a recente subida de casos positivos de SARS-CoV-2 “provavelmente contribuirá” para o aumento da mortalidade nos próximos 30 dias.

O pico deste indicador na recente vaga da Ómicron foi registado em 6 de Fevereiro e os óbitos diários em média a sete dias passaram de 20.9 para os actuais 20.3.

De acordo com o relatório do IST, a incidência média a sete dias aumentou de 8.763 para 14.267 casos desde 19 de Abril, o que se deve “à retirada abrupta do uso de máscara em quase todos os contextos e à nova linhagem BA.5 da variante Ómicron que começa a instalar-se” no país.

Com dados de 9 de maio, o grupo de trabalho adianta que o Indicador de Avaliação da Pandemia (IAP) do Instituto Superior Técnico e da Ordem dos Médicos está agora nos 83.8 pontos, com tendência de subida e acima do “nível de alarme”.

O IAP combina a incidência, a transmissibilidade, a letalidade e a hospitalização em enfermaria e em cuidados intensivos, apresentando dois limiares: o nível de alarme, quando atinge os 80 pontos, e o nível crítico, quando chega aos 100 pontos.

“Aconselhamos o reforço da monitorização e passar a mensagem de que o perigo pandémico ainda não terminou”, destaca ainda o relatório, que acrescenta que a “monitorização dos números da pandemia deve ser feita de forma rigorosa e transparente até a declaração de fim da pandemia” pela Organização Mundial da Saúde.

“Para efeitos de análise, previsão e de comunicação, o facto de a Direcção-Geral da Saúde apresentar os dados dos internamentos à sexta-feira com dados relativos à segunda-feira anterior constitui um défice de informação devida ao público e à comunidade médica e científica que evita a prevenção e a tomada de medidas por parte dos serviços”, alerta ainda o relatório.

Diário de Notícias
DN/Lusa
11 Maio 2022 — 07:56


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1761: OMS diz que quarta dose da vacina deve ser apenas para idosos e imunodeprimidos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/IDOSOS/4ª. DOSE

A quarta dose contra a covid-19 deve ser administrada apenas em idosos ou pessoas com o sistema imunitário fragilizado, defendeu a Organização Mundial da Saúde (OMS), reiterando como prioritária a vacinação primária a nível global.

Britânia Margaret Keenan, de 91 anos, que foi a primeira mulher no Reino Unido a receber a vacina da Pfizer, recebe dose de reforço
© Jacob King / POOL / AFP

“Não há dados específicos que justifiquem recomendar a quarta dose de forma mais generalizada”, adiantou a cientista chefe da OMS, Soumya Swaminathan, numa conferência de imprensa sobre a evolução da pandemia da covid-19 no mundo.

A especialista reiterou que a OMS recomenda um processo de vacinação contra o coronavírus SARS-CoV-2 composto por duas doses iniciais e uma de reforço, o que permite “uma resposta imunitária mais completa e forte”.

“Consideramos que a primeira fase de vacinação é composta por três doses”, explicou Soumya Swaminathan, ao reconhecer que uma “quarta dose pode ajudar” na imunização das pessoas com mais idade ou com doenças que afectam o sistema imunitário.

Segundo alegou, uma parte considerável da população mundial ainda não tem acesso a vacinas, como é o caso de África, continente onde apenas 15% da população total receberam as primeiras duas doses.

“Em África, apenas 26% da população com mais de 60 anos recebeu duas doses e isso é muito preocupante porque em qualquer surto futuro, como o que estamos a ver em alguns países, esse grupo estará em risco de desenvolver doença grave”, alertou Soumya Swaminathan.

Recentemente, a ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou que as pessoas com mais de 80 anos vão receber um novo reforço da vacina contra a covid-19 a partir do final de Agosto ou início de Setembro e que estava também a ser equacionado para as pessoas entre 60 e 80 anos.

Diário de Notícias
DN/Lusa
10 Maio 2022 — 17:57


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