1555: Portugal já está em endemia e deve voltar à normalidade, diz Pedro Simas

– Ainda não consegui entender estes “especialistas” em virologia. Com os números das estatísticas a aumentarem diariamente, em infecções, falar que já estamos em endemia??? Pessoalmente, deixei de acreditar nos “especialistas” de medicina, alguns deles autênticos negacionistas que não se coíbem de colocar em risco a vida e a saúde de muitas pessoas que vão nas conversas deles. Mas cada um (ainda) é livre de opinar. Nos políticos então é um fartote de aldrabice contínua. Os rebanhos da carneirada gostam sempre de seguir os seus pastores.

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

“Concordo com a OMS. Esta é a evolução normal dos vírus e das pandemias. É isso que a ciência nos diz ao longo dos últimos 100 anos”, referiu Pedro Simas, para quem as assimetrias de vacinação ainda existentes entre vários países europeus está a fazer com que se demore a declarar a transição de pandemia para endemia.

© Pedro Simas© Libia Florentino / Global Imagens

Portugal já entrou na fase de endemia de covid-19 e deve voltar à normalidade, protegendo os grupos de risco e acabando com o uso generalizado de máscara e com os isolamentos, defendeu esta quarta-feira o virologista Pedro Simas.

Em declarações à Lusa, o investigador do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa adiantou que concorda com o director da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a Europa, que admitiu recentemente que a pandemia pode acabar em breve nesse continente.

“Concordo com a OMS. Esta é a evolução normal dos vírus e das pandemias. É isso que a ciência nos diz ao longo dos últimos 100 anos”, referiu Pedro Simas, para quem as assimetrias de vacinação ainda existentes entre vários países europeus está a fazer com que se demore a declarar a transição de pandemia para endemia.

No domingo, o responsável da OMS para a Europa, Hans Kluge, considerou que, perante o recente aumento de casos de contaminação provocados pela variante Ómicron, as políticas de saúde devem agora centrar-se em “minimizar a disrupção e em proteger as pessoas vulneráveis”, em vez de procurar diminuir a intensidade da transmissão do vírus.

De acordo com Pedro Simas, no caso de Portugal, que tem cerca de 90% da população com a vacinação completa contra a covid-19, os números dos cuidados intensivos mantêm-se “muito estáveis”, o que prova a eficácia da vacina contra a doença grave e morte.

“Não deve haver ninguém em Portugal que não tenha imunidade para este vírus”, adquirida através da vacina, mas também da imunidade natural gerada pela infecção com o coronavírus SARS-CoV-2, a qual deve atingir já cerca de 60% da população, referiu o virologista.

Perante esta taxa de imunização, “tem de se voltar à normalidade” com algumas excepções, que passam pela vacinação dos grupos de risco com a terceira dose – idosos e pessoas com doenças associadas -, que podem continuar a usar máscara, avançou.

Para o investigador, o uso generalizado da máscara deixou de ser necessário nesta fase, a testagem de despiste do SARS-CoV-2 deve apenas ser feita “em contexto hospitalar” e cabe às famílias “fazerem a sua autogestão” através de testes.

“É muito importante que o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge continue a monitorizar as variantes, mas não é expectável que apareça uma variante que destrua a nossa imunidade protectora. Em princípio, isso não vai acontecer”, disse Pedro Simas, para quem “Portugal já entrou em endemia há bastante tempo”.

Relativamente aos confinamentos, Pedro Simas adiantou que, actualmente, “não são muito eficientes”, até porque o país continua com uma taxa alta de infecções de SARS-CoV-2.

“Temos de assumir a nossa condição, e não estando o Serviço Nacional de Saúde em `stress´ (cuidados intensivos), não faz sentido isolar as crianças e famílias inteiras em casa, quando nem sequer é um confinamento absoluto”, avançou.

De acordo com o especialista, confinar cerca de 10% da população — cerca de um milhão de pessoas – “acaba por interferir na sociedade”, sem que isso tenha um efeito na prevenção das infecções.

“Houve alturas de confinamentos severos e totais, houve alturas de testar, houve alturas de vacinar e até com a terceira dose, agora é altura de não testar e de desconfiar”, preconizou Pedro Simas, ao salientar que estas decisões têm de ser tomadas com base na ciência.

Tendo em conta que nos próximos dias o mundo vai atingir o marco “histórico” de 10 mil milhões de vacinas administradas, o virologista estima que, dentro de poucos meses, a OMS possa anunciar que a “pandemia vai acabar este ano”, considerando não apenas a população mundial vacinada, mas também a imunidade natural adquirida pela infecção.

“A urgência de vacinar outros países já passou, porque se perdeu esta oportunidade”, avançou o investigador, segundo o qual a disseminação da variante Ómicron a nível global pode representar o “fim da pandemia no mundo inteiro”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
26 Janeiro 2022 — 15:21

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“Sou a favor que na população em geral se comece a retirar as máscaras”, diz virologista

– Não sou virologista, apenas uma cobaia que vai aprendendo com os erros de quem se apelida de “cientista” e moldando as necessidades pessoais à estrutura viral do momento. Nunca apreciei ser “carneiro” de um qualquer rebanho e seguir as “orientações” do pastor. Por isso e mesmo que hoje fosse abolida a obrigação de utilizar a máscara (que até me causa alguma indisposição), eu continuaria a usá-la até constatar que existe segurança exterior suficiente para deixar de a usar. Mas… e há sempre um mas… nesse dia, colocarei a viseira (que também tenho) para continuar a minha protecção dos Walking Deads que por aí vegetam, quais indigentes intelectuais e/ou morais.

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/VIROLOGISTAS

O virologista Pedro Simas defende que “estamos em condições de começar a testar com prudência o regresso à normalidade”.

O virologista Pedro Simas
© Libia Florentino / Global Imagens

“Temos que ser inteligentes e usar a máscara e outras medidas de prevenção se de facto houver maior incidência de outros vírus respiratórios na população de risco e não na população em geral. Sou a favor que na população em geral se comece a retirar as máscaras e nada melhor do que começar pelo exterior.” Esta é a posição do virologista Pedro Simas sobre a possibilidade do levantamento de máscaras. Isto numa altura em que existe uma elevada taxa de vacinação no país.

Em entrevista à rádio TSF, Pedro Simas considera mesmo que algumas medidas de desconfinamentos previstas para Setembro já podiam entrar em vigor, tendo em conta os níveis de vacinação. “Fazia sentido ter revisto algumas medidas já no inicio de Agosto, porque a imunidade de grupo na sequência da vacinação evoluiu muito. Estamos em condições de começar a desconfinar, a testar com prudência o regresso a uma vida normal.”

Segundo o Jornal de Notícias, o uso obrigatório de máscara continuará a ser obrigatório até 12 de Setembro, mesmo com 70% da população totalmente vacinada, uma meta que poderá acontecer já esta semana. O Governo só deverá avaliar a entrada em vigor da segunda fase de desconfinamento na reunião de Conselho de Ministros de 26 de Agosto.

Virologista optimista com o próximo outono/inverno, mas preocupado com vírus da gripe

No que se refere ao próximo outono/inverno, o virologista Pedro Simas mostrou-se optimista, considerando, em declarações à TSF, que será mais próximo da normalidade. Mostrou-se, no entanto, preocupado, uma vez que nos últimos dois anos ficou quase esquecido o vírus da gripe em termos de vacinação.

“É muito importante que tenhamos um forte plano de vacinação, porque durante dois anos interrompemos o círculo natural de outros vírus respiratórios. É muito importante que todos os anos exista uma percentagem da população infectada com gripe e outros vírus respiratórios para manter a imunidade de grupo. Isso foi interrompido e há expectativa se vai aumentar muito ou não a incidência destas infecções respiratórias”, referiu Pedro Simas.

O virologista referiu que “todas estas medidas de mitigação de transmissão do vírus SARS-CoV-2”, como o uso das máscaras, “têm impacto nos outros vírus respiratórios”. “Sabemos que para este tipo de infecções virais a circulação da infecção na população é muito importante para manter a imunidade populacional”.

Nesse sentido, explicou, “a imunidade de grupo para estes grupos não bloqueia ou erradica a circulação do vírus na comunidade, esta é uma imunidade que tem efeito protector sobre a infecção de outras pessoas mas não é absoluto”. “Mas vamos ter que aceitar que existe uma taxa de infecção que é normal para estes vírus”, indicou na mesma entrevista.

Diário de Notícias
DN
19 Agosto 2021 — 11:07

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585: Virologista fala em vírus com taxa de mortalidade de 75% (e aconselha humanidade a aprender como evitar futuros surtos)

 

SAÚDE/VÍRUS/EPIDEMIOLOGIA

Wikimedia

No meio de uma pandemia global que já infectou quase 100 milhões de pessoas, a Ásia deverá estar atenta a outra ameaça de um vírus com taxa de mortalidade muito maior do que a do SARS-CoV-2.

O vírus Nipah, que tem origem em morcegos e é muito parecido com o SARS-CoV-2, já causou muitos surtos na Malásia, Singapura, Índia e no norte da Austrália, ao longo dos últimos 20 anos.

Agora, investigadores estão a alertar para o facto de este vírus ter o potencial de afetar muitas pessoas, se as lições não forem aprendidas com o surto de covid-19.

De acordo com a IFL Science, o primeiro surto do vírus Nipah aconteceu no ano de 1999, na Malásia, e, na altura, foram registados 265 casos de encefalite aguda que foram originalmente atribuídos à encefalite japonesa.

Desde então, pequenos surtos ocorreram quase anualmente entre 2000 e 2020, sempre com uma taxa de mortalidade surpreendente de até 75%.

Normalmente, vírus com uma taxa de mortalidade tão elevada acabam por matar os seus hospedeiros muito rapidamente e, por isso, acabam por não ser transmitidos com eficácia suficiente para que se tornem uma ameaça generalizada.

No entanto, o vírus Nipah difere de muitos outros. Embora os sintomas ocorram, normalmente, entre o 4.º e o 14.º dias após a infecção, o vírus pode incubar por períodos de tempo muito elevados – até 45 dias, de acordo com a Organização Mundial de Saúde -, o que permite um longo período de transmissão.

Depois do período de incubação, os sintomas aparecem e incluem febre, dores de cabeça e vómitos, entre outros que são semelhantes à infecção por influenza, e são seguidos por tonturas, sintomas neurológicos e encefalite aguda.

Embora sejam usados vários medicamentos antivirais como tratamento de suporte para os pacientes, não existe ainda nenhuma cura ou tratamento directo para o vírus e os pacientes que sobrevivem ficam, por vezes, com problemas neurológicos de longo prazo, incluindo alterações de personalidade e convulsões.

As estirpes actuais do vírus Nipah, apesar de continuarem a ser uma ameaça, não são transmissíveis por aerossol, nem são transportadas pelo ar, o que significa que não representam o mesmo risco de transmissão do SARS-CoV-2, que provoca a covid-19.

O vírus Nipah transmite-se, maioritariamente, através da ingestão de alimentos contaminados que estiveram em contacto com morcegos da fruta infectados. Além disso, a doença pode ser transmitida por contacto com fezes de suínos infectadas e também já foi observada a transmissão de pessoa para pessoa.

O estudo e análise de vírus como o Nipah podem permitir que o mundo se prepare para as ameaças de vírus emergentes.

Com a covid-19 espalhada por todo o planeta, é fundamental compreender quais são as doenças existentes que podem causar uma devastação semelhante – particularmente como é que o mundo se pode proteger de vírus transmitidos por morcegos, sugere a virologista Veasna Duong.

“Sessenta por cento das pessoas que entrevistamos não sabiam que os morcegos transmitem doenças. Ainda há falta conhecimento”, disse Duong em declarações à BBC.

“Observamos [morcegos da fruta] aqui [no Cambodja] e na Tailândia. Existem em mercados, áreas de culto, escolas e locais turísticos como Angkor Wat [no Cambodja] – há um grande poleiro de morcegos lá”, disse.

“Num ano normal, Angkor Wat hospeda 2,6 milhões de visitantes: isso significa que há 2,6 milhões de oportunidades para o vírus Nipah ser transmitido de morcegos para humanos, num local apenas”, acrescentou Duong.

Por Sofia Teixeira Santos
27 Janeiro, 2021

 

 

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551: Novo tratamento pode travar sintomas da covid-19

 

SAÚDE/TRATAMENTOS7COVID-19

Rawpixel

No Reino Unido, uma equipa de cientistas acabou de recrutar os primeiros participantes de um novo estudo de anticorpos de longa acção. Se o tratamento for eficaz, pode dar àqueles que já foram expostos ao SARS-CoV-2 protecção contra o desenvolvimento de sintomas.

O University College London Hospitals (UCLH), no Reino Unido, iniciou dois testes de um medicamento desenvolvido pela farmacêutica AstraZeneca que pode impedir que pacientes infectados desenvolvam os sintomas associados à covid-19.

“Sabemos que esta combinação de anticorpos pode neutralizar o vírus“, explicou a virologista Catherine Houlihan, citada pelo Science Alert. “Esperamos descobrir que administrar este tratamento através de uma injecção pode levar à protecção imediata contra o desenvolvimento de covid-19 em pessoas que foram expostas – quando seria tarde demais para oferecer uma vacina.”

O novo tratamento com anticorpos, chamado AZD7442, foi desenvolvido com a combinação de dois anticorpos monoclonais (AZD8895 e AZD1061), que são produzidos em laboratório a partir de clones de células do sistema imunológico de pessoas infectadas.

Os anticorpos monoclonais são produzidos para agir sobre um determinado alvo, o que significa que as moléculas podem ser direccionadas para neutralizar partes específicas de microorganismos invasores ou conduzir substâncias até às células de uma parte do corpo.

“Ao alvejar a região da proteína spike do vírus, os anticorpos podem bloquear a ligação do vírus às células humanas e, portanto, espera-se que bloqueiem a infecção”, escreveu a equipa no site US ClinicalTrials.gov.

Os investigadores escrevem ainda que foram introduzidas substituições de aminoácidos nos anticorpos “para estender as suas meias-vidas, o que deve prolongar o benefício profilático e diminuir a função efetora, a fim de diminuir o risco potencial de aumento da doença dependente de anticorpos”.

O medicamento não é usado para prevenir a infecção, mas sim para impedir que uma pessoa já infectada ou exposta ao vírus desenvolva sintomas da covid-19. O paciente tornar-se-ia assintomático, como já acontece naturalmente em vários casos.

Em comunicado, Mene Pangalos, vice-presidente executivo de pesquisa e desenvolvimento da AstraZeneca, disse que “esta combinação de anticorpos […] tem o potencial de melhorar a eficácia e durabilidade do uso [do medicamento], além de reduzir a probabilidade de resistência viral”.

Por Liliana Malainho
2 Janeiro, 2021

 

 

 

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