1188: Delta já originou 32 novas variantes, mas há países com pouca vacinação e vão aparecer mais

– Sem problema, cambada! Os Walking Dead’s podem continuar a caminhar pelos campos, os estádios de futebol podem estar cheios, as discotecas idem, as festas de casamentos e baptizados ibidem, espectáculos e afins, tudo na boa! Brinquem com o fogo e depois não se queixem que se queimam…

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/VARIANTES

Há uma nova variante que está a preocupar as autoridades – a AY.4.2, que deriva da Delta e foi identificada em Israel. A Organização Mundial da Saúde já a classificou como tendo ” interesse”. E já há países a adoptar novas restrições e outros a avaliar se avançam com elas ou não, para conter a transmissibilidade.

Número de casos dispara no Reino Unido devido à nova variante e os testes de rastreio voltaram às ruas.
© EPA/ANDY RAIN

Em Portugal, o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) já analisou quase dez mil sequências da variante Delta, desde que esta entrou no nosso país no início do ano. E detectou que, até este momento, já se dividiu em 32 sub-variantes.

Até agora, nenhuma tinha sido classificada de “interesse”, mas, em Setembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou os países para uma nova sub-variante identificada em Israel e que já se estava a desenvolver com evidência epidemiológica no Reino Unido, na Rússia e em muitos outros países, pedindo que fosse feita a monitorização do seu desenvolvimento e que se actuasse em consonância.

Trata-se da sub-variante AY.4.2, a qual já fez as autoridades britânicas, um mês depois deste alerta, recomendar, nesta semana, ao governo de Boris Johnson que estude a possibilidade de introduzir na sociedade novas restrições. O objectivo é conter a transmissibilidade, já que os casos de covid-19 voltaram a disparar nas duas últimas semanas, apesar da taxa elevada de população vacinada (ontem o Reino Unido registou 52 009 novos casos, o número mais elevado desde 17 de Julho).

Até ao momento, nenhuma entidade científica veio confirmar que esta sub-variante da Delta, que continua a ser dominante no mundo, possa ser tanto ou mais contagiosa, tanto ou mais resistente às vacinas existentes do que as suas antecessoras, a Alpha e a Delta.

“É muito, muito cedo”, referiu ontem o investigador em biologia molecular e responsável da Unidade de Investigação e Desenvolvimento do Departamento de Doenças Infecciosas do INSA, João Paulo Gomes, sublinhando que vai ser necessário “esperar várias semanas para se perceber se o impacto epidemiológico que parece estar a ter no Reino Unido terá reflexos ou não em outros países”.

Contudo, o investigador do INSA reforça que anteriormente também já foram dados outros “pequeninos alertas com outras pseudo-variantes” que apareceram, mas que depois não deram em nada. Por agora, refere, “podemos estar descontraídos, mas vamos estar naturalmente atentos ao evoluir da situação”.

Desde Abril de 2020 que o INSA faz estudos de diversidade genética do novo coronavírus SARS-CoV-2. Nas últimas duas semanas os resultados apontam ainda a Delta como sendo a predominante no nosso país, com uma frequência de 100%.

No entanto, e como explica o instituto em informação disponibilizada ao DN, os estudos vão continuar a ser feitos, embora agora mais assentes em amostragens semanais, mas de amplitude nacional, porque o objectiva continua a ser o de mostrar como o novo coronavírus está a evoluir, até dentro da própria variante Delta.

Em relação a esta nova sub-variante AY.4.2, João Paulo Gomes referiu que até agora foram registados apenas uma dezena de casos, na sua maioria associados ao Reino Unido, o que é explicável devido ao turismo e à mobilização profissional e até de migrantes de e para aquele território.

Embora o aparecimento de novas sub-variantes ou de sub-linhagens seja normal no mundo dos vírus, os especialistas sublinham que, e apesar de vacinados, os cuidados de protecção individual continuam a ser necessários, porque, na verdade, e embora pareça que a pandemia está a acalmar, “ainda ninguém pode afirmar com certezas qual o caminho que vai tomar”, explicaram ao DN.

Desequilíbrio na vacinação vai originar mais variantes

O responsável da Unidade de Investigação e Desenvolvimento do Departamento de Doenças Infecciosas do INSA já tinha explicado, muito recentemente, durante a última reunião que juntou políticos e peritos no Infarmed, em Setembro, para avaliar a situação epidemiológica do país, que “enquanto houver grandes desequilíbrios” no mundo no processo de vacinação – com países com baixa taxa de imunização – “é mais do que normal que apareçam novas variantes”, sustentando que “nos países com baixas taxas de vacinação há mais vírus em circulação” e menos pessoas protegidas para os combater. “É normal que isto possa levar à emergência de novas variantes”, as quais poderão chegar aos outros países, mesmo os que têm uma vacinação elevada, como Portugal.

Aliás, o desequilíbrio entre países na vacinação já está a ter repercussões mesmo na Europa e dentro dos 27 Estados membros da União Europeia. Basta olhar para o que está a acontecer no leste Europeu, com a Rússia, onde nos últimos dias o número de mortes ultrapassa o milhar e o número de novos casos atinge quase os 40 mil (36 339), a fechar de novo a sociedade e a colocar milhões de pessoas em casa.

A Ucrânia, cujo número de casos rondou, nesta semana, os 15 mil por dia e mais de 500 mortes, está a fazer o mesmo. E a República Checa, a Sérvia e Croácia também. Dentro da UE, a Letónia e a Eslováquia, onde as taxas de vacinação da população são da ordem dos 16%, também já voltaram a impor restrições, para tentar conter a transmissão da covid-19.

Neste momento, quando muitos pensavam que a situação começava a acalmar, os alarmes voltam a soar, uma nova variante pode mudar o curso da pandemia.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
22 Outubro 2021 — 00:15

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1176: Novo estudo. Variantes Delta e Delta Plus resistentes a alguns anticorpos

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/VACINAÇÃO/VARIANTES DELTA

Variantes Delta e Delta Plus infectam as células pulmonares com mais eficácia do que o vírus original.

O German Primate Center – Leibniz Institute for Primate Research de Göttingen, em parceria com a Faculdade de Medicina de Hannover, o Centro Médico da Universidade de Göttingen e a Universidade Friedrich-Alexander de Erlangen-Nürnberg, analisaram a razão pela qual a variante Delta se propaga mais e se a variante Delta Plus é mais perigosa.

De acordo com o jornal espanhol El Mundo, estes investigadores chegaram à conclusão que as variantes Delta e Delta Plus infectam as células pulmonares com mais eficácia que o vírus original. O trabalho destes cientistas foi publicado na revista Cell Reports.

O grupo de investigadores descobriu ainda que um dos quatro anticorpos usados para tratar a covid-19 não se mostrou eficaz contra as variantes Delta e Delta Plus, tendo-se mostrado mesmo resistente a dois anticorpos terapêuticos.

Ainda segundo o El Mundo, esta investigação mostrou que os anticorpos gerados pela vacinação com as vacinas Pfizer e AstraZeneca foram menos eficazes contra as variantes Delta e Delta Plus em comparação com o vírus original.

Foi ainda descoberto que as pessoas vacinadas primeiro com a vacina da AstraZeneca e depois da Pfizer apresentavam mais anticorpos contra a variante Delta do que quem tinha sido vacinado com duas doses da AstraZeneca.

Diário de Notícias
DN
16 Outubro 2021 — 11:03

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1034: Já foram detectados 24 casos da variante Mu em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/VARIANTE MU

Portuguese Gravity / Unsplash

A variante foi detectada em Portugal pela primeira vez a 31 de Maio. A circulação no país é “muito limitada”, já que a Delta é responsável por 100% dos casos no país.

Foram detectados já 24 casos da variante Mu em Portugal, segundo noticia o Observador. Esta nova variante do coronavírus foi identificada pela primeira vez em Janeiro, na Colômbia. De acordo com um relatório da OMS, a variante tem mutações que podem indicar resistência às vacinas, mas ainda são necessários mais estudos.

A Mu foi detectada pela primeira vez em Portugal a 31 de Maio, “tendo atingido a sua maior frequência relativa (1.2%) durante a segunda semana de Junho, altura a partir da qual apresentou uma frequência com tendência decrescente”, adianta o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) ao mesmo jornal.

O último caso foi detectado no final de Julho e desde então não foi identificado mais nenhum caso desta variante “entre as centenas de amostras analisadas até à data do mês de Agosto”.

O INSA já tinha afirmado à TVI que a prevalência da Mu em Portugal vai ser “muito limitada”: “Estas observações apontam que a circulação da variante “Mu” (B.1.621) em Portugal será muito limitada, sendo que a epidemia de SARS-CoV-2 em Portugal é actualmente dominada pela variante Delta”.

Recorde-se que actualmente a variante Delta é responsável por 100% dos casos de covid-19 em Portugal e é a única em circulação no país. Em 2020, perante o surgimento de novas variantes, a Organização Mundial da Saúde começou a organizá-las como sendo de “interesse” ou “preocupantes”, dando-lhes nomes baseados em letras do alfabeto grego.

“A variante Mu tem uma constelação de mutações que indicam propriedades potenciais de resistência imunológica“, escreveu a OMS no boletim semanal onde revelou que está a vigiar a Mu, que continua a ser uma variante de “interesse”

Actualmente, há quatro variantes que geram mais preocupação, incluindo a Alpha, presente em 193 países, e a Delta, que domina em Portugal. A variante Mu é a quinta a receber uma monitorização mais próxima da OMS.

OMS vigia a Mu. Prevalência da variante aumenta na Colômbia e Equador

A Organização Mundial de Saúde (OMS) está a monitorizar uma nova variante do SARS-CoV-2, a Mu, identificada pela primeira vez…

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Adriana Peixoto, ZAP //

Por Adriana Peixoto
3 Setembro, 2021

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939: DGS recomenda vacina para jovens 12-15 só com comorbilidades(*)

SAÚDE/VACINAÇÃO/JOVENS

(*) COMORBILIDADES = COMORBIDADE = [Medicina]  Qualquer patologia independente e adicional a uma outra existente e em estudo num paciente.

Diretora-geral da Saúde, Graça Freitas
© ANDRÉ KOSTERS/POOL/LUSA
Sobre a lista das doenças crónicas para a vacinação dão jovens entre os 12 e 15 anos: “Está preparada e vamos publicá-la”

“A lista está preparada, vamos publicá-la para que toda a gente saiba, para que os médicos assistentes façam como fizeram com os adultos a sua sinalização”, esclareceu Graça Freitas sobre a lista de doenças crónicas para a vacinação dos jovens entre os 12 e os 15 anos com comorbilidades.

“Quando estiverem vacinadas com as duas doses poderão vir já a usufruir do novo esquema de isolamento profilático”

Sobre como vai ser feita a convocação para a vacinação dos jovens entre os 12 aos 15 com comorbilidades. “Esta questão está muito afinada na task force”

“A máquina da logística criará soluções para as recomendações técnicas”, disse a directora-geral da Saúde.

Ainda sobre a recomendação da DGS para a faixa etária dos 12 aos 15 anos e se há aqui uma componente política, Graça Freitas esclarece que “os técnicos fornecem informação para decisão superior”.

“O que aconteceu foi uma análise cuidadosa dos benefícios e riscos da recomendação da vacinação universal dos 12 aos 15 anos”.

Em relação ao isolamento profilático nas escolas:

“Quando estiverem vacinadas com as duas doses poderão vir já a usufruir de um novo esquema de isolamento profilático, que será ditado pela evolução a pandemia”, disse Graça Freitas.

“Estamos a fazer tudo para resolver a questão da falta de vacinas. Portugal está a fazer aquisições de vacinas a vários países”

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, referiu que de acordo com os estudos que vão saindo apontam para que a “imunidade natural, concedida pela doença, é robusta e duradoura”. Disse que o período de seis meses, as pessoas estão cobertas pela imunidade através de infecção, este intervalo continua a ser adequado.

Sobre a falta de vacinas, tudo esta a ser feito para resolver o problema.

“Estamos a fazer tudo para resolver a questão da falta de vacinas e Portugal está neste momento a fazer aquisições de vacinas a vários países, para vacinar o maior número de pessoas possível”, garantiu.

Encurtar o tempo entre a primeira e a segunda dose? “Os especialistas estão a avaliar neste momento”, diz Graça Freitas

Questionada sobre a possibilidade de encurtar o tempo entre a primeira e a segunda dose, a directora-geral da Saúde responder:

“Essa questão é muito complexa. à medida que vão saindo estudos, vai-se aprendendo que a evidência de hoje não é exactamente a evidência de amanhã”

“Tudo indica que o afastamento entre a primeira e a segunda dose produz uma imunidade mais duradoira e mais forte e, portanto, os nossos peritos estão a estudar o intervalo óptimo entre a dose 1 e a dose 2”.

“Como sabem, em termos de licenciamento para a vacina da Pfizer são 21/28 dias. Em termos de optimizar este intervalo, os especialistas estão a avaliar neste momento”

Diário de Notícias
30 Julho 2021 — 17:49



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937: Relatório indica que variante Delta é tão contagiosa quanto a varicela

SAÚDE/COVID-19/VARIANTE DELTA/VARICELA

Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA pedem acção imediata para a “ameaça muito séria” que é a variante detectada originalmente na Índia.

© EPA/JUSTIN LANE

Um relatório interno dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos descreveu a variante Delta da covid-19 como sendo tão contagiosa quanto a varicela, avança o jornal The New York Times, que teve acesso ao documento.

A variante originalmente descoberta na Índia também tem maior probabilidade de romper a protecção oferecida pelas vacinas, indica o relatório, que esteve na base da reversão nas directrizes anunciadas na terça-feira para utilização de máscara em norte-americanos totalmente vacinados.

Embora as vacinas possam perder algum poder perante a variante Delta, os números do CDC mostram que os imunizantes são altamente eficazes na prevenção de doenças graves, internamentos e mortes.

Uma nova investigação mostrou que as pessoas vacinadas infectadas com a variante Delta carregavam quantidades enormes do vírus no nariz e na garganta, disse a directora do CDC, Rochelle Walensky, ao The New York Times.

A variante Delta é mais transmissível do que os vírus que causam doenças MERS, SARS, ébola, constipação comum, gripe sazonal e varíola, refere o relatório, que também indica que esta mutação pode ter maior probabilidade de desenvolver doenças graves.

“O CDC está muito preocupado com os dados que chegam de que a variante Delta é uma ameaça muito séria que requer acção imediata”, afirmou Walensky.

Segundo o CDC, existem 35 mil infecções sintomáticas por semanas entre os 162 milhões de norte-americanos vacinados.

O próximo passo imediato para a agência norte-americana é “reconhecer que a guerra mudou”, lê-se ainda no relatório. Os dados da agência sugerem também que os norte-americanos terão de continuar a usar máscara em ambientes fechados e em ambientes públicos, em zonas em que existe alta incidência de transmissão do vírus.

Pessoas com o sistema imunológico fraco também devem usar máscaras mesmo em locais onde não haja alta transmissão do vírus e o mesmo também deve acontecer com os que estão em contacto com crianças pequenas, idosos ou pessoas vulneráveis.

O CDC deve publicar dados adicionais sobre a variante Delta ainda nesta sexta-feira.

Diário de Notícias
DN
30 Julho 2021 — 08:23



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922: Há duas variantes de um gene que provocarão a covid-19 grave em homens jovens

SAÚDE/COVID-19/VARIANTES/JOVENS

Foram identificadas duas variantes do gene TLR7 que estão associadas à forma grave de covid-19, sugere estudo. Investigadores consideram que esta pode ser a explicação pela qual homens jovens e saudáveis desenvolvem pneumonia grave devido à infecção pelo novo coronavírus.

© D.R.

Duas variantes do gene TLR7 que estão associadas à forma grave de covid-19 foram descobertas agora. Esta pode ser a explicação para que homens jovens e saudáveis desenvolvam pneumonia grave devido à infecção pelo novo coronavírus, concluem investigadores do estudo levado a cabo pelo Bellvitge Biomedical Research Institute (Idibell), Instituto Catalão de Oncologia (ICO), Hospital de Bellvitge e pela Universidade de Barcelona.

Na investigação, que contou com a participação da Universidade de Radbound, dos Países Baixos, foi feito o sequenciamento do gene TLR7 em 14 homens, entre os 30 e os 45 anos, que não tinham antecedentes clínicos, e que necessitaram de respiração artificial no tratamento à covid-19. Em dois deles destacou-se a presença “de variantes genéticas que afectam a resposta imunológica”, refere o instituto Idibell, em comunicado.

As duas variantes do gene não tinham sido descritas anteriormente, sendo que os irmãos homens desses dois doentes também as tinham e ambos desenvolveram forma grave de covid-19.

Os resultados do estudo, dado a conhecer na publicação Frontiers in Immunology, mostram a importância do rastreamento genético para mutações do gene TLR7 em homens jovens e sem factores de risco para a doença provocada pelo SARS-CoV-2.

Segundo a médica Conxi Lázaro, do grupo de Cancro Hereditário do Idibel e do Instituto Oncológico OIC, detectar as mutações deste gene “ajuda a escolher o melhor tratamento para o paciente”, mas não só.

“Diagnosticar deficiências no TLR7” também pode “ajudar a identificar pacientes pré-sintomáticos em risco” e colocar em prática, de forma precoce, “terapêuticas” para fazer face à infecção pelo novo coronavírus, considerou uma das responsáveis pelo estudo.

No cromossoma X estão localizados vários genes fundamentais para o funcionamento do sistema imunológico, entre os quais o TLR7. Em comparação com as mulheres, os homens ficam mais expostos a alterações do TLR7, uma vez que só têm uma cópia dos genes do cromossoma X. Se o gene desse cromossoma tiver um defeito não há um par que possa desempenhar a sua função. As mulheres são portadores de dois cromossomas X e os homens têm um Y e um X, logo são mais afectados pelas alterações do gene em causa.

No sexo feminino, para que a função deste gene seja afectada é necessário que ambas as cópias sejam alvo de alterações.

O gene que marca o início da resposta imunológica ao SARS-CoV-2

Recorda o jornal ABC que em Julho do ano passado foi descrita pela primeira vez uma relação entre alterações no gene TLR7 e o desenvolvimento de forma grave de covid-19 em dois pares de irmãos.

O investigador principal da Idibell, Xavier Solanich, no comunicado divulgado pelo instituto, considera que estas descobertas “reafirmam o papel fundamental do TLR7 no reconhecimento” do vírus responsável pela covid-19 e “no início de uma resposta imune antiviral precoce”.

Afinal, explica o instituto de investigação biomédica, o “TLR7 codifica um receptor na superfície das células imunes que reconhecem e iniciam a resposta imune contra vírus de RNA, como é o SARS-CoV-2”, que é um vírus de ácido ribonucleico.

DN
26 Julho 2021 — 18:50

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