1034: Já foram detectados 24 casos da variante Mu em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/VARIANTE MU

Portuguese Gravity / Unsplash

A variante foi detectada em Portugal pela primeira vez a 31 de Maio. A circulação no país é “muito limitada”, já que a Delta é responsável por 100% dos casos no país.

Foram detectados já 24 casos da variante Mu em Portugal, segundo noticia o Observador. Esta nova variante do coronavírus foi identificada pela primeira vez em Janeiro, na Colômbia. De acordo com um relatório da OMS, a variante tem mutações que podem indicar resistência às vacinas, mas ainda são necessários mais estudos.

A Mu foi detectada pela primeira vez em Portugal a 31 de Maio, “tendo atingido a sua maior frequência relativa (1.2%) durante a segunda semana de Junho, altura a partir da qual apresentou uma frequência com tendência decrescente”, adianta o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) ao mesmo jornal.

O último caso foi detectado no final de Julho e desde então não foi identificado mais nenhum caso desta variante “entre as centenas de amostras analisadas até à data do mês de Agosto”.

O INSA já tinha afirmado à TVI que a prevalência da Mu em Portugal vai ser “muito limitada”: “Estas observações apontam que a circulação da variante “Mu” (B.1.621) em Portugal será muito limitada, sendo que a epidemia de SARS-CoV-2 em Portugal é actualmente dominada pela variante Delta”.

Recorde-se que actualmente a variante Delta é responsável por 100% dos casos de covid-19 em Portugal e é a única em circulação no país. Em 2020, perante o surgimento de novas variantes, a Organização Mundial da Saúde começou a organizá-las como sendo de “interesse” ou “preocupantes”, dando-lhes nomes baseados em letras do alfabeto grego.

“A variante Mu tem uma constelação de mutações que indicam propriedades potenciais de resistência imunológica“, escreveu a OMS no boletim semanal onde revelou que está a vigiar a Mu, que continua a ser uma variante de “interesse”

Actualmente, há quatro variantes que geram mais preocupação, incluindo a Alpha, presente em 193 países, e a Delta, que domina em Portugal. A variante Mu é a quinta a receber uma monitorização mais próxima da OMS.

OMS vigia a Mu. Prevalência da variante aumenta na Colômbia e Equador

A Organização Mundial de Saúde (OMS) está a monitorizar uma nova variante do SARS-CoV-2, a Mu, identificada pela primeira vez…

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Adriana Peixoto, ZAP //

Por Adriana Peixoto
3 Setembro, 2021

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939: DGS recomenda vacina para jovens 12-15 só com comorbilidades(*)

SAÚDE/VACINAÇÃO/JOVENS

(*) COMORBILIDADES = COMORBIDADE = [Medicina]  Qualquer patologia independente e adicional a uma outra existente e em estudo num paciente.

Diretora-geral da Saúde, Graça Freitas
© ANDRÉ KOSTERS/POOL/LUSA
Sobre a lista das doenças crónicas para a vacinação dão jovens entre os 12 e 15 anos: “Está preparada e vamos publicá-la”

“A lista está preparada, vamos publicá-la para que toda a gente saiba, para que os médicos assistentes façam como fizeram com os adultos a sua sinalização”, esclareceu Graça Freitas sobre a lista de doenças crónicas para a vacinação dos jovens entre os 12 e os 15 anos com comorbilidades.

“Quando estiverem vacinadas com as duas doses poderão vir já a usufruir do novo esquema de isolamento profilático”

Sobre como vai ser feita a convocação para a vacinação dos jovens entre os 12 aos 15 com comorbilidades. “Esta questão está muito afinada na task force”

“A máquina da logística criará soluções para as recomendações técnicas”, disse a directora-geral da Saúde.

Ainda sobre a recomendação da DGS para a faixa etária dos 12 aos 15 anos e se há aqui uma componente política, Graça Freitas esclarece que “os técnicos fornecem informação para decisão superior”.

“O que aconteceu foi uma análise cuidadosa dos benefícios e riscos da recomendação da vacinação universal dos 12 aos 15 anos”.

Em relação ao isolamento profilático nas escolas:

“Quando estiverem vacinadas com as duas doses poderão vir já a usufruir de um novo esquema de isolamento profilático, que será ditado pela evolução a pandemia”, disse Graça Freitas.

“Estamos a fazer tudo para resolver a questão da falta de vacinas. Portugal está a fazer aquisições de vacinas a vários países”

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, referiu que de acordo com os estudos que vão saindo apontam para que a “imunidade natural, concedida pela doença, é robusta e duradoura”. Disse que o período de seis meses, as pessoas estão cobertas pela imunidade através de infecção, este intervalo continua a ser adequado.

Sobre a falta de vacinas, tudo esta a ser feito para resolver o problema.

“Estamos a fazer tudo para resolver a questão da falta de vacinas e Portugal está neste momento a fazer aquisições de vacinas a vários países, para vacinar o maior número de pessoas possível”, garantiu.

Encurtar o tempo entre a primeira e a segunda dose? “Os especialistas estão a avaliar neste momento”, diz Graça Freitas

Questionada sobre a possibilidade de encurtar o tempo entre a primeira e a segunda dose, a directora-geral da Saúde responder:

“Essa questão é muito complexa. à medida que vão saindo estudos, vai-se aprendendo que a evidência de hoje não é exactamente a evidência de amanhã”

“Tudo indica que o afastamento entre a primeira e a segunda dose produz uma imunidade mais duradoira e mais forte e, portanto, os nossos peritos estão a estudar o intervalo óptimo entre a dose 1 e a dose 2”.

“Como sabem, em termos de licenciamento para a vacina da Pfizer são 21/28 dias. Em termos de optimizar este intervalo, os especialistas estão a avaliar neste momento”

Diário de Notícias
30 Julho 2021 — 17:49



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937: Relatório indica que variante Delta é tão contagiosa quanto a varicela

SAÚDE/COVID-19/VARIANTE DELTA/VARICELA

Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA pedem acção imediata para a “ameaça muito séria” que é a variante detectada originalmente na Índia.

© EPA/JUSTIN LANE

Um relatório interno dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos descreveu a variante Delta da covid-19 como sendo tão contagiosa quanto a varicela, avança o jornal The New York Times, que teve acesso ao documento.

A variante originalmente descoberta na Índia também tem maior probabilidade de romper a protecção oferecida pelas vacinas, indica o relatório, que esteve na base da reversão nas directrizes anunciadas na terça-feira para utilização de máscara em norte-americanos totalmente vacinados.

Embora as vacinas possam perder algum poder perante a variante Delta, os números do CDC mostram que os imunizantes são altamente eficazes na prevenção de doenças graves, internamentos e mortes.

Uma nova investigação mostrou que as pessoas vacinadas infectadas com a variante Delta carregavam quantidades enormes do vírus no nariz e na garganta, disse a directora do CDC, Rochelle Walensky, ao The New York Times.

A variante Delta é mais transmissível do que os vírus que causam doenças MERS, SARS, ébola, constipação comum, gripe sazonal e varíola, refere o relatório, que também indica que esta mutação pode ter maior probabilidade de desenvolver doenças graves.

“O CDC está muito preocupado com os dados que chegam de que a variante Delta é uma ameaça muito séria que requer acção imediata”, afirmou Walensky.

Segundo o CDC, existem 35 mil infecções sintomáticas por semanas entre os 162 milhões de norte-americanos vacinados.

O próximo passo imediato para a agência norte-americana é “reconhecer que a guerra mudou”, lê-se ainda no relatório. Os dados da agência sugerem também que os norte-americanos terão de continuar a usar máscara em ambientes fechados e em ambientes públicos, em zonas em que existe alta incidência de transmissão do vírus.

Pessoas com o sistema imunológico fraco também devem usar máscaras mesmo em locais onde não haja alta transmissão do vírus e o mesmo também deve acontecer com os que estão em contacto com crianças pequenas, idosos ou pessoas vulneráveis.

O CDC deve publicar dados adicionais sobre a variante Delta ainda nesta sexta-feira.

Diário de Notícias
DN
30 Julho 2021 — 08:23



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922: Há duas variantes de um gene que provocarão a covid-19 grave em homens jovens

SAÚDE/COVID-19/VARIANTES/JOVENS

Foram identificadas duas variantes do gene TLR7 que estão associadas à forma grave de covid-19, sugere estudo. Investigadores consideram que esta pode ser a explicação pela qual homens jovens e saudáveis desenvolvem pneumonia grave devido à infecção pelo novo coronavírus.

© D.R.

Duas variantes do gene TLR7 que estão associadas à forma grave de covid-19 foram descobertas agora. Esta pode ser a explicação para que homens jovens e saudáveis desenvolvam pneumonia grave devido à infecção pelo novo coronavírus, concluem investigadores do estudo levado a cabo pelo Bellvitge Biomedical Research Institute (Idibell), Instituto Catalão de Oncologia (ICO), Hospital de Bellvitge e pela Universidade de Barcelona.

Na investigação, que contou com a participação da Universidade de Radbound, dos Países Baixos, foi feito o sequenciamento do gene TLR7 em 14 homens, entre os 30 e os 45 anos, que não tinham antecedentes clínicos, e que necessitaram de respiração artificial no tratamento à covid-19. Em dois deles destacou-se a presença “de variantes genéticas que afectam a resposta imunológica”, refere o instituto Idibell, em comunicado.

As duas variantes do gene não tinham sido descritas anteriormente, sendo que os irmãos homens desses dois doentes também as tinham e ambos desenvolveram forma grave de covid-19.

Os resultados do estudo, dado a conhecer na publicação Frontiers in Immunology, mostram a importância do rastreamento genético para mutações do gene TLR7 em homens jovens e sem factores de risco para a doença provocada pelo SARS-CoV-2.

Segundo a médica Conxi Lázaro, do grupo de Cancro Hereditário do Idibel e do Instituto Oncológico OIC, detectar as mutações deste gene “ajuda a escolher o melhor tratamento para o paciente”, mas não só.

“Diagnosticar deficiências no TLR7” também pode “ajudar a identificar pacientes pré-sintomáticos em risco” e colocar em prática, de forma precoce, “terapêuticas” para fazer face à infecção pelo novo coronavírus, considerou uma das responsáveis pelo estudo.

No cromossoma X estão localizados vários genes fundamentais para o funcionamento do sistema imunológico, entre os quais o TLR7. Em comparação com as mulheres, os homens ficam mais expostos a alterações do TLR7, uma vez que só têm uma cópia dos genes do cromossoma X. Se o gene desse cromossoma tiver um defeito não há um par que possa desempenhar a sua função. As mulheres são portadores de dois cromossomas X e os homens têm um Y e um X, logo são mais afectados pelas alterações do gene em causa.

No sexo feminino, para que a função deste gene seja afectada é necessário que ambas as cópias sejam alvo de alterações.

O gene que marca o início da resposta imunológica ao SARS-CoV-2

Recorda o jornal ABC que em Julho do ano passado foi descrita pela primeira vez uma relação entre alterações no gene TLR7 e o desenvolvimento de forma grave de covid-19 em dois pares de irmãos.

O investigador principal da Idibell, Xavier Solanich, no comunicado divulgado pelo instituto, considera que estas descobertas “reafirmam o papel fundamental do TLR7 no reconhecimento” do vírus responsável pela covid-19 e “no início de uma resposta imune antiviral precoce”.

Afinal, explica o instituto de investigação biomédica, o “TLR7 codifica um receptor na superfície das células imunes que reconhecem e iniciam a resposta imune contra vírus de RNA, como é o SARS-CoV-2”, que é um vírus de ácido ribonucleico.

DN
26 Julho 2021 — 18:50

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912: Reforço da vacina contra a covid-19 é prudência ou ganância?

SAÚDE/COVID-19/VACINAÇÃO

A ministra da Saúde espanhola anunciou a aplicação da 3.ª dose da vacina. A OMS, EMA e especialistas dizem que a prioridade é ajudar os países pobres. O Infarmed contratou mais 24 milhões de vacinas e para já diz que não há necessidade de nova toma.

Vacinação em Vila Nova de Cerveira
© Rui Manuel Fonseca/Global Imagens)

A ministra da Saúde espanhola, Carolina Darias, afirmou esta sexta-feira que “tudo aponta” para a necessidade de dar uma terceira dose da vacina contra a covid-19 face ao aparecimento de novas variantes e que podem reduzir a protecção contra este coronavírus.

Numa entrevista à rádio Onda Cero, cita o El País, anunciou: “Tudo parece apontar para que teremos de dar uma terceira da vacina e, nesse sentido, vamos subscrever, com o apoio da UE, um contrato com a Pfizer e Moderna. Falta determinar quando será o momento de administrar o reforço”.

A governante anunciou o reforço da vacinação depois da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Agência Europeia do Medicamento (EMA) terem defendido que a questão não se coloca para já. Afirmações na sequência de um pedido da Pfizer, há 15 dias, para avançar para a 3. * dose da vacina. Sendo que a própria farmacêutica acrescentou que tal decisão compete em primeira instância à ciência.

Numa nota enviada às redacções, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) refere que “a informação disponível até à data não permite concluir sobre a necessidade, e momento, de realização de reforço vacinal”, continuando-se a desenvolver o plano de vacinação..

O virologista Pedro Simas, do Instituto de Medicina Molecular, partilha das posições das organizações internacionais de saúde. “Ainda não chegámos à altura de tomar essa decisão. O grande objectivo é termos 70 % da população portuguesa com a vacinação completa, o que poderemos alcançar dentro de quatro a seis semanas. Temos quase 50 % com a vacinação completa e 65 % com uma dose. Seremos um dos países a chegar a essa meta porque temos uma grande adesão à vacinação, portanto, não é prioritário equacionar essa hipótese”, justifica.

O cientista defende que, ao se alcançar os 70 %, a imunidade de grupo, a população está protegida e preparada para reagir ao SARS-CoV-2; acrescenta que a imunidade celular alcançada é duradoura e que a protecção é reforçada pela própria circulação do vírus.

“Pandemia dos não vacinados”

Acrescenta uma outra razão para não se avançar para o reforço da vacinação: uma questão de ética.

Não há qualquer contra indicação em reforçar a vacinação, como não há em vacinar os menores de 18 anos (o que também não defendo), o problema é que o resto do mundo precisa de ser vacinado”, diz Pedro Simas, para sublinhar: “Actualmente, não há uma pandemia na população, há uma pandemia dos não vacinados”.

Ilustra a situação com os dados globais da vacinação: A nível mundial, 26,1 % da população levou uma dose da vacina contra a covid-19 e 13,1 % tem a vacinação completa, só que a distribuição dessas pessoas é muito assimétrica. Basta ver o que se passa nos países de língua portuguesa. Em Moçambique, por exemplo, 1,2 % da população levou uma dose da vacina e, apenas, 0,5 % completou o processo.

A justificação do cientista português vai ao encontro do que defende os responsáveis da OMS. Numa conferência de imprensa online, no dia 12 deste mês, apelaram à solidariedade dos países, acusando de “ganância” os que queriam avançar para a 3.ª dose, como Israel.

Patrícia Pacheco, directora do Serviço de Infecciologia, do Hospital Amadora-Sintra, começa por referir que ainda não há certezas científicas sobre o que fazer em relação a quem já tem a vacinação completa, mas que a questão do reforço deve ser analisado.

Acho que o caminho vai ser administrar uma 3.ª dose, nomeadamente entre as pessoas com uma maior vulnerabilidade, como os idosos e as que têm comorbidades. Não será o indicado para a população em geral, mas para os grupos de risco, por exemplo, para situações de vulnerabilidade imunológica, quem não tem capacidade pelo sistema imunitário de responder ao vírus”, explica a médica.

São essas as pessoas mais afectadas, e com maior gravidade, pela covid-19. São, também, estas as que estão entre os vacinados que chegam ao hospital com problemas derivados da doença. “É o que se passa no meu hospital, não sei o que se passa no país. É necessário ter essa informação para percebermos como será esse reforço, para quem e com que periodicidade”, defende Patrícia Pacheco.

No fundo, será uma situação idêntica ao que se passa com a gripe, contra a qual todos os anos os grupos de risco são vacinados. E o SARS-CoV-2 também veio para ficar, como explica Pedro Simas.

A DGS não respondeu ao DN sobre o que pensa fazer, mas já anunciou que a possibilidade será analisada.

O Infarmed, na mesma nota, diz que o problema não será falta de dinheiro.

Portugal tem “dois contratos estipulados, cujo volume de vacinas ultrapassa os 14 milhões, com os laboratórios BioNTech/Pfizer e Moderna”. E, para 2023, contratualizou com o consórcio BioNTech/Pfizer mais de 10 milhões de vacinas.

Diário de Notícias
Céu Neves
23 Julho 2021 — 22:04

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897: Detectado super anticorpo que pode combater variantes do SARS-CoV-2 e outros coronavírus

SAÚDE/COVID-19/ANTICORPO/CORONAVÍRUS

Equipa de especialistas da Fred Hutchinson Center, nos EUA, identificou um anticorpo que pode combater o vírus responsável pela covid-19 e as suas variantes, mas também outros tipos de coronavírus. Denominado S2H97, demonstrou ter capacidade para proteger contra a infecção por SARS-CoV-2.

© D.R.

“Uma molécula imune recém-identificada aumenta a esperança de uma vacina contra uma série de vírus relacionados com o SARS-CoV-2”, o responsável pela covid-19, lê-se na revista “Nature”, onde foi publicado um novo estudo que pode traduzir-se numa boa notícia no combate à pandemia.

Uma equipa de investigadores da Fred Hutchinson Cancer Research Center, nos EUA, identificou um anticorpo que pode combater não só o vírus que provoca a doença covid-19 e as suas variantes, mas também outros tipos de coronavírus.

O anticorpo em causa é designado por S2H97 e demonstrou ser mais potente na protecção contra a infecção por SARS-CoV-2.

A conclusão é de um estudo, publicado na revista especializada, que pode dar novas pistas e possibilidades no combate à pandemia, nomeadamente no que se refere ao desenvolvimento de vacinas e de tratamentos que podem ter uma área de actuação mais ampla.

O grupo de investigadores analisou 12 anticorpos presentes em pessoas infectadas pelo SARS-CoV-2 ou por outros coronavírus, e entre eles o S2H97 sobressaiu. Este anticorpo conseguiu mostrar ser suficientemente potente para evitar que diferentes variantes do coronavírus se propagassem entre as células que estavam em desenvolvimento em laboratório. Também mostrou ser potente para proteger os hamsteres contra a infecção por SARS-CoV-2, como escreve o El Mundo.

Tyler Starr, bioquímico do centro de investigação Fred Hutchinson, localizado em Seattle, afirmou, citado pelo jornal espanhol, que o S2H97 é o melhor anticorpo que já descobriram.

Resultados do estudo abrem novas possibilidades para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos

A análise de dados feita pelos cientistas teve como objectivo estudar a forma como as variantes do vírus afectam a união e ligação de anticorpos. No fundo, como as mutações conseguem escapar aos anticorpos. E os resultados deste trabalho de investigação podem abrir novas possibilidades no desenvolvimento de vacinas e de tratamentos contra estes vírus.

Os dados mostram “características que devem ser prioritárias para o desenvolvimento terapêutico contra a pandemia actual e possíveis pandemias futuras”, indica o estudo.

Arinjay Banerjee, um virologista da universidade Saskatchewan, no Canadá, fala em boas notícias, mas à revista Nature deixa uma pergunta no ar. “A grande questão que permanece é: e em relação aos vírus que ainda não conhecemos?”

Apesar de não se conseguir testar um anticorpo num vírus desconhecido, Banerjee considera que este tipo de descobertas pode ajudar a preparar o mundo para os próximos coronavírus que se transferem da vida selvagem para os seres humanos.

Diário de Notícias
DN
16 Julho 2021 — 09:37

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