1533: Pico de contágio da Ómicron entre o terceiro e sexto dia após infecção

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Estudo de investigadores japoneses aponta que ao contrário de outras variantes, o pico de contágio da Ómicron dá-se mais tarde e vai até ao sexto dia de isolamento. Em Portugal a quarentena é de sete dias, mas no Reino Unido são cinco dias.

© TIAGO PETINGA/LUSA

O pico da transmissão da variante Ómicron dá-se entre o terceiro e o sexto dia depois de um teste positivo à covid-19. Esta é pelo menos a conclusão de um estudo do Instituto de Doenças Infecciosas do Japão, publicado na revista britânica BMJ. Uma conclusão que, de alguma forma, coloca em causa o período de apenas cinco de isolamento que é praticado em alguns países.

Os investigadores responsáveis por este estudo asseguram que a quantidade de ARN viral do coronavírus é mais alta entre o terceiro dia e o sexto dia de infecção e do surgimento de sintomas. Ou seja, isto significa que o pico do contágio dá-se precisamente até à véspera do final do isolamento de sete dias que é imposto em Portugal e em vários países europeus. Nalguns casos, existem países, como o Reino Unido e os EUA, onde o isolamento é de apenas cinco dias.

Estudos anteriores sobre a mesma temática, mas relativamente a outras variantes do vírus, indicavam que o pico da transmissão dava-se dois dias antes do surgimento de sintomas e três dias após a infecção.

Em declarações à revista BMJ, Paul Hunter, professor de Medicina da Universidade de East Anglia, nos EUA, e um dos maiores defensores da redução do tempo de isolamento – nos EUA e no Reino Unido são apenas cinco dias -, diz que este estudo “vem baralhar as águas”. “Ainda estou a trabalhar nas evidências a favor e contra, já que o estudo japonês mudou o que era o nosso entendimento”, referiu.

Recentemente, o Reino Unido decidiu, à semelhança de outros países, reduzir o período de isolamento de casos decCovid-19 positivos para cinco dias agora que a vacinação de reforço foi disponibilizada para jovens de 16 e 17 anos.

As pessoas infectadas residentes em Inglaterra podem sair da quarentena após cumprirem cinco dias de isolamento completos, desde que possuam teste negativo.

Em Portugal a situação é diferente. No dia 31 de Janeiro, a Direcção-Geral da Saúde anunciou que o período de isolamento de pessoas infectadas assintomáticas e contactos de alto risco passava de 10 para 7 dias.

Em comunicado, a DGS explicava que a decisão estava “alinhada com orientações de outros países e resulta de uma reflexão técnica e ponderada”, tendo em conta o período de incubação da variante Ómicron”.

Nesse mesmo dia, em entrevista à RTP 3, Graça Freitas, directora-geral da Saúde, indicou que a redução para cinco dias do período de isolamento estava “em aberto”. Graça Freitas fez questão em sublinhar que o novo período de isolamento (sete dias) apenas se verifica para a variante Ómicron , “um dia que surja uma nova variante temos de adoptar novamente o sistema com novos paradigmas de resposta”

Diário de Notícias
DN
19 Janeiro 2022 — 11:39

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1497: Aumento de infectados pode prolongar processo de vacinação até ao verão

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VACINAÇÃO

A Ómicron está a afastar milhares de pessoas da vacinação de reforço ou, no caso das crianças, da primeira dose. O Núcleo de Coordenação para a Vacinação sabe que acima dos 30 anos há 2,8 milhões de pessoas para receber nova dose, mas não sabe quantas foram infectadas e não apareceram. Fim da onda ditará o do processo.

Mais de 3 milhões de pessoas acima dos 50 anos já receberam a dose de reforço contra a covid-19.
© António Pedro Santos / Lusa

Quando o processo de vacinação começou há um ano, precisamente a 26 de Dezembro de 2020, a grande dificuldade com que se deparou a task force para executar o plano desenhado era a escassez de vacinas e quando é que estas iriam chegar ao nosso país para se poder vacinar os quase 3 milhões de pessoas que integravam os grupos mais vulneráveis e de risco, desde idosos, doentes crónicos e profissionais de saúde, que precisavam de ser protegidos contra a covid-19 ainda durante o inverno.

Agora, “a grande dificuldade é a própria infecção”, admite ao DN Carlos Penha Gonçalves, o médico militar que assumiu a responsabilidade do Núcleo de Coordenação da Vacinação (NCV), após a extinção da task force liderada por Gouveia e Melo, actual chefe do Estado-Maior da Armada.

É que o aumento significativo de casos devido à elevada contagiosidade da nova variante do SARS-CoV-2 está a afastar diariamente milhares de pessoas da vacinação de reforço, ou porque ficam infectadas ou porque estão em isolamento profilático. Por exemplo, no caso das crianças dos 5 aos 11 anos, o grupo dos elegíveis é de quase 626 mil, mas 45 mil já foram eliminadas por terem contraído a doença nos últimos 90 dias, segundo divulgou a Direcção-Geral da Saúde (DGS) nesta segunda-feira.

Para Penha Gonçalves este “é o grande problema que estamos a viver agora, tanto com os adultos como com as crianças, cujos números de infecção também têm vindo a aumentar”, porque, explica, “em relação ao processo de vacinação, este já está muito dinâmico e oleado”.

O problema é que “a população elegível muda todos os dias, porque há milhares que deixam de poder ser vacinados porque foram infectados ou porque estão em isolamento”. E perante uma situação destas “é impossível prever quantas pessoas temos para vacinar e durante quanto tempo”. Especificando: “É preciso ter em conta que quem se infectou agora só daqui a cinco meses é que poderá receber a terceira dose – isto no caso de ter apanhado as vacinas de Pfizer, Moderna ou AstraZeneca. Se foi vacinado com a Janssen espera três meses para o reforço. Portanto, o processo poderá ir até junho ou mais.”

De acordo com o que referiu ao DN, o número máximo de pessoas acima dos 30 anos elegíveis para a dose de reforço que existe neste momento “é de 2,8 milhões, mas este é o número máximo de elegíveis, porque, ao certo, não sabemos quantos são, porque não sabemos quantos destes foram infectados ou ficaram em isolamento e não puderam vir à vacinação”, reforça.

Recorde-se que Portugal teve ontem 33 340 novos casos de infecção, tendo chegado, na semana passada, a um número máximo nunca antes registado, 39 570 casos. A responsabilidade é da Ómicron, identificada na África do Sul há pouco mais de um mês, sobre a qual já se sabe que é mais contagiosa do que a Delta, mas menos grave.

Na reunião que junta peritos e políticos, no Infarmed, na passada quarta-feira, os especialistas do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge anunciaram que as projecções que tinham apontavam para que o pico desta onda epidémica pudesse ser atingido nesta semana ou na próxima, com uma variação no número de infecções que poderia ir dos 40 mil aos 130 mil casos diários.

Fim da vacinação depende do fim da onda epidémica

Números antes nunca vistos e que fazem o responsável pelo NCV explicar que, agora, o atraso na vacinação só depende da infecção. “Em números redondos posso dizer que somos capazes de vacinar cerca de 500 mil pessoas por semana. Neste momento, temos já mais de 3 milhões acima dos 50 anos com a dose de reforço. Se olharmos para as pessoas acima dos 18 anos, faltam-nos uns cinco milhões para vacinar.

Ora, se vacinarmos meio milhão por semana, o processo de vacinação ficaria concluído em dez semanas, mas se todos os dias há mais pessoas infectadas que não vão poder fazer a vacina, o fim da vacinação vai ser determinado pela onda epidémica. Se a onda parar no final de Janeiro poderemos acabar no fim de Junho, se a onda se prolongar por Fevereiro e Março o processo de vacinação vai prolongar-se mais, porque vamos ter de vacinar grupos de pessoas relativamente pequenos, durante bastante tempo”, sublinha.

O coordenador do NCV argumenta que esta situação também acontece por “estarmos a vacinar num pico de infestação, o que não é frequente, mas é o que está a acontecer”. Ou seja, “a nossa realidade evolui dia a dia e todas as semanas. E nós temos de nos adaptar e estar sempre a regenerar o grupo dos elegíveis para daqui a uns tempos os podermos chamar de volta ao processo”. As pessoas que se infectarem agora são remetidas para o lote dos elegíveis para daqui a cinco meses, as que estão em isolamento profilático e não podem comparecer à vacinação poderão ser vacinadas em dias da modalidade casa aberta, assim que cumprirem o prazo de isolamento indicado pela autoridade de saúde.

Mensagem de agendamento: 50% não respondiam

– E da parte do SNS24 que NÃO RESPONDEM no prazo previsto ao auto-agendamento, confirmando a data pretendida pelo utente, depois de dois agendamentos, uma vez que a data pretendida não é considerada definitiva?

Neste momento, e para acelerar ainda mais o processo, explica o coronel, “estamos a motivar a modalidade do auto-agendamento. É um processo que funciona. As pessoas sabem se podem ou não apanhar a vacina e fazem o seu agendamento e nós depois fazemos o check-in de elegibilidade e marcamos uma data com um intervalo de tempo pequeno, para que a pessoa não falhe. E assim não temos agendas cheias nem muitas faltas”.

Uma situação que foi sentida no início do processo da vacinação de reforço. Penha Gonçalves conta: “Começámos por vacinar as faixas etárias acima dos 80 anos e era muito difícil a estas pessoas fazer o auto-agendamento. Por isso, tivemos de recorrer ao agendamento local, que é mais moroso. Era por telefone e muitas vezes tínhamos de ligar aos filhos ou pedir que os chamassem para explicar tudo”.

Quando se passou para a fase dos 70 anos ou dos 60, a situação melhorou, mesmo assim, afirma, “tivemos uma taxa de não respostas à mensagem de agendamento de cerca de 50%. Muitas pessoas não respondiam à mensagem, mas depois apareciam no local e à hora marcada para se vacinarem. Percebemos a percentagem de pessoas que faziam isto e conseguimos equilibrar o sistema e vacinar todas”.

Novas datas para vacinar crianças: 5, 6, 26 e 27 de Fevereiro

Nas faixas etárias que estão agora a ser chamadas, 45 e mais anos, e como têm mais acesso às novas tecnologias, “o auto-agendamento está a funcionar muito bem”. “Tem sido um método muito mobilizador e isso viu-se agora com a comunidade escolar e com as crianças. Daí que volte a ser o principal método para ordenar todo o processo”, argumenta o coronel.

Aliás, no caso das crianças, destaca, “foi possível vacinar mais de 300 mil em apenas seis dias”. “Foram dois períodos a que os pais responderam muito bem, começámos no fim de semana de 18 e 19 de Dezembro e agora de 5 a 9 de Janeiro, em que se vacinaram mais de 145 mil crianças (145 788, segundo a DGS). A próxima fase de vacinação para crianças já está agendada para os dias 5 e 6 de Fevereiro e 26 e 27 do mesmo mês. Durante estes dias os centros de vacinação estarão dedicados às crianças, quer seja para a segunda dose quer seja para a primeira. São dias dedicados à vacinação pediátrica e os pais assim podem organizar a sua vida”, comentou.

O responsável pelo NCV explica que “a forma da curva que temos agora para os doentes é mesma que vamos ter para a vacina”, quando a onda passar. Por agora, nada há em termos de organização que possa emperrar o processo, sublinhando que o atraso registado no início da vacinação de reforço, noticiado pelo DN na altura, “foi completamente recuperado”. “O plano era atingir 2,4 milhões de vacinados em Dezembro e no final do ano tínhamos 3 milhões”, frisa.

A preocupação é mesmo “o número de infectados que ainda possamos vir a ter, porque isso vai prolongar o processo e a principal incógnita agora é essa”.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
12 Janeiro 2022 — 00:07

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1495: Ómicron responsável por 93,2% das infecções em Portugal

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Variante Ómicron tinha já atingido uma frequência de 89,6% dos casos de infecções registadas no país a 3 de Janeiro.

A variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2 é responsável por 93,2% das infecções em Portugal, em consequência de um “crescimento galopante” em Dezembro, que foi mais acelerado em Lisboa e Vale do Tejo, estimou esta terça-feira o INSA.

“Desde 6 de Dezembro, tem-se verificado um elevado crescimento na proporção de casos prováveis da variante Ómicron, tendo atingido uma proporção estimada de 93,2% no dia 10 de Janeiro”, refere o relatório do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a diversidade genética do SARS-CoV-2.

Em 03 de Janeiro, a Ómicron tinha já atingido uma frequência de 89,6% dos casos de infecções registadas no país.

Segundo o instituto que monitoriza a evolução deste coronavírus em Portugal, o “aumento abrupto de circulação comunitária” da Ómicron tem paralelo com o cenário observado em países como o Reino Unido e a Dinamarca.

De acordo com o INSA, esta variante foi detectada pela primeira vez em Portugal na semana de 22 a 28 de Novembro, tendo registado um “crescimento galopante de circulação durante o mês de Dezembro”.

“Os dados de sequenciação mostram ainda uma considerável heterogeneidade em termos regionais”, indicando que o número e o momento das introduções, bem como o início da circulação comunitária mais abrangente, ocorreu deforma distinta nas várias regiões do país.

“De facto, a circulação comunitária da variante Ómicron ocorreu precocemente e de forma mais intensa na região de Lisboa e Vale do Tejo, tendo-se tornado dominante cerca de uma a duas semanas mais cedo do que nas restantes regiões”, adiantou o relatório.

Relativamente à Delta, variante que foi a predominante em Portugal durante vários meses, “tem vindo a diminuir a sua frequência relativa desde a semana de 22 a 28 de Novembro em resultado do aumento abrupto de circulação da variante Ómicron”.

“De entre as várias sub-linhagens da variante Delta ainda em circulação, destaca-se a linhagem AY.4.2, a qual, na semana de 27 de Dezembro de 2021 a 02 de Janeiro de 2022, mantinha ainda uma circulação considerável no Algarve”, avançou ainda o INSA.

No âmbito da monitorização contínua da diversidade genética do SARS-CoV-2, têm sido analisadas uma média de 527 sequências por semana desde o início de Junho de 2021.

Estas sequências foram obtidas de amostras colhidas aleatoriamente em laboratórios distribuídos pelos 18 distritos de Portugal continental e pelas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, abrangendo uma média de 132 concelhos por semana.

A covid-19 provocou 5.494.101 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 19.161 pessoas e foram contabilizados 1.693.398 casos de infecção, segundo a última actualização da Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A Ómicron, considerada preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detectada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, em Novembro, foram notificadas infecções em pelo menos 110 países.

Diário de Notícias
DN/Lusa
11 Janeiro 2022 — 18:49

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1493: Afinal, a Deltacron existe ou é uma “provável contaminação”?

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Pixabay

Vários especialistas lançam dúvidas quanto à existência de uma nova variante de covid-19, a Deltacron, como foi baptizada por ser, alegadamente, uma mistura da Ómicron com a Delta. Há quem defenda que foi apenas um erro de laboratório.

Os primeiros casos da suposta nova variante foram detectados no Chipre, pelo professor de Ciências Biológicas Leondios Kostrikis. O também responsável pelo Laboratório de Biotecnologia e Virologia Molecular anunciou a descoberta de 25 casos de Deltacron, caracterizando-a como “uma combinação” das variantes Delta e Ómicron.

Contudo, especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS) contestam que estejamos perante uma nova variante.

A epidemiologista Maria van Kerkhove, directora técnica da OMS para a covid-19, acredita que o que está em causa é “uma provável contaminação durante a sequenciação” feita em laboratório, conforme sublinhou numa publicação no seu perfil do Twitter.

Van Kerkhove também contestou a existência da Flurona, uma suposta combinação dos vírus da covid-19 e da gripe.

“Não usemos palavras como Deltracron e Flurona”, pois “implicam a combinação de vírus/variantes e isto não está a acontecer“, notou Van Kerkhove na mesma publicação no Twitter.

Também a especialista em doenças infecciosas da OMS, Krutika Kuppalli, considerou, na mesma rede social, que “não existe Deltacron, nem Flurona”.

“A Ómicron e a Delta não formaram uma super-variante“, reforçou, concluindo igualmente que o que pode estar em causa é uma “contaminação de laboratório de fragmentos da Ómicron num espécimen Delta”.

Contudo, Leondios Kostrikis continua a afirmar que a Deltacron existe mesmo e que não há qualquer erro laboratorial, conforme um testemunho enviado por email à Bloomberg News e que está a ser divulgado por vários órgãos de informação.

Nesta altura, a Ómicron é a variante que mais novos casos de covid-19 tem provocado em muitos países pelo mundo. Em Portugal, por exemplo, é já a variante dominante, com mais de 90% dos casos.

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ZAP
11 Janeiro, 2022

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1491: Aviso da OMS. Mais de metade dos europeus poderão ficar infectados com a Ómicron

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/OMICRON

Devido à transmissão mais fácil do vírus graças à variante Ómicron, as estimativas apontam para que mais de metade da população europeia possa ser infectada com esta variante. OMS cautelosa não classifica o vírus como endémico.

Hans Kluge, Diretor Regional da OMS Europa
© ALEXANDER ASTAFYEV / SPUTNIK / AFP

A Organização Mundial de Saúde (OMS) previu esta terça-feira que mais de metade dos europeus poderá ficar infectada com a variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2, reconhecendo que fez aumentar as hospitalizações, mas não as mortes atribuídas à covid-19.

Apesar da rapidez “sem precedente” de contágio, “há uma quantidade maior de casos assintomáticos, há uma quantidade menor de pessoas que precisam de ser hospitalizadas e as taxas de mortalidade nos hospitais são mais baixas”, sublinhou em conferência de imprensa o director europeu da organização, notando a eficácia das vacinas já aprovadas.

Hans Kluge afirmou que ao ritmo actual, se prevê que mais de 50 por cento da população da região será infectada pela Ómicron nas próximas seis a oito semanas”, indicando que as mutações dessa variante “lhe permitem aderir mais facilmente às células humanas, podendo infectar mesmo as pessoas que foram já infectadas ou estão vacinadas”. O responsável reforçou que a disseminação da variante fez aumentar o número de pessoas internadas com covid-19 mas que a taxa de mortalidade se mantém estável.

Na região europeia da OMS, que inclui 53 países, registaram-se mais de sete milhões de contágios durante a primeira semana de 2022 e, de acordo com dados actualizados na segunda-feira, 26 países comunicaram que acima de 1% da sua população tinha testado positiva para o SARS-CoV-2 a cada semana.

Para o responsável, que assinalou o contágio “sem precedente”, a vaga actual “desafia os sistemas de saúde e a prestação de serviços em vários países onde a Ómicron se propagou rapidamente”. Hans Kluge considerou que o objectivo de 2022 é, antes de mais, estabilizar a pandemia, reconhecendo que “o vírus já surpreendeu mais do que uma vez”.

Devido às várias mutações do vírus, a OMS defende que ainda não é possível considerar o SARS-CoV-2 uma endemia, como acontece com a gripe. “Temos um vírus que evolui muito rapidamente e que coloca desafios novos. Não estamos em condições de o poder classificar como endémico”, afirmou a responsável europeia pelas emergências sanitárias, Catherine Smallwood.

A covid-19 provocou 5.486.519 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse. Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 19.133 pessoas e foram contabilizados 1.660.058 casos de infecção, segundo a última actualização da Direcção-Geral da Saúde.

Diário de Notícias
DN/Lusa
11 Janeiro 2022 — 13:33

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1490: Vacina da Pfizer contra a Ómicron deve estar pronta em Março

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Giuseppe Lami / EPA

O objectivo é que a nova vacina não seja apenas eficaz contra os internamentos e as mortes, mas que também previna a propagação da doença. A produção já começou e a distribuição deve arrancar em Junho.

A vacina da Pfizer contra a variante Ómicron já está a ser produzida e deve estar pronta em Março, avança Albert Bourla, CEO da empresa, à CNBC. A distribuição deve arrancar em Junho.

A vacina está pronta em Março. Já começámos a fabricar algumas quantidades por nosso risco”, revela Bourla.

O director executivo da farmacêutica norte-americana avança também que já há governos interessados na compra desta nova vacina, apesar de não ser claro ainda se é precisa uma vacina específica para a Ómicron, visto que as vacinas actuais continuam a ser eficazes na prevenção da doença grave e da morte.

Bourla refere que deve o objectivo é que a nova vacina seja eficaz contra outras variantes que circulam e que previna a infecção e não só os internamentos.

“A esperança é que consigamos algo que tenha uma protecção muito, muito melhor particularmente contra as infecções, porque a protecção contra as hospitalizações e as doenças graves já é razoável agora, com as vacinas actuais, desde que se tenha a terceira dose”, afirma.

Na última semana, a Organização Mundial da Saúde deu conta de um novo número máximo de casos diários em todo o mundo, com mais de dois milhões de contágios, e este aumento deve-se em grande parte devido à variante Ómicron, que já se tornou dominante em centenas de países devido à sua alta transmissibilidade.

Em Portugal, onde nas últimas semanas também se têm batido recordes de novos casos, a variante Ómicron já é responsável por mais de 90% dos contágios, segundo os dados dos relatórios linhas vermelhas do Instituto de Saúde Pública Dr.º Ricardo Jorge (INSA).

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11 Janeiro, 2022

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Chipre detecta possível nova variante: a “Deltacron” combina a Delta e a Ómicron

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VARIANTE DELTACRON

Pelo menos 25 pessoas estão infectadas com esta nova variedade do coronavírus responsável pela covid-19.

© EPA/ALEX PLAVEVSKI

O que será uma nova variante do vírus SARS-CoV-2 foi detectada no Chipre, anunciou o director do Laboratório de Biotecnologia e Virologia Molecular daquele país.

Segundo Leondios Kostrikis, citado pela Bloomberg, “existem actualmente co-infecções Ómicron e Delta, e encontrámos esta variante que é uma combinação das duas”.

Em declarações à Sigma TV, na sexta-feira, este responsável afirmou que o nome de trabalho para esta variedade é “Deltracron”, uma vez que foi já possível identificar marcadores genéticos tanto da Delta como da Ómicron.

O cientista afirmou ainda estarem a ser tratados 25 pacientes com esta variante. Não é ainda sabido se se trata de uma variedade “mais patológica ou contagiosa”, ressalvou Leondios Kostrikis, mas deixou claro: “Tendo em conta que a Ómicron é bem mais contagiosa, é expectável que esta última se sobreponha”.

Diário de Notícias
DN
09 Janeiro 2022 — 17:19

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1482: Variante Ómicron representa 98% dos casos no Médio Tejo

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Os dados analisados pelo laboratório do Serviço de Patologia Clínica do Centro Hospitalar Médio Tejo constatou que a Ómicron passou a ser a predominante a partir de 21 de Dezembro.

© MIGUEL A. LOPES/LUSA

A variante Ómicron é responsável por 98% dos casos positivos de infecção por covid-19 detectados na primeira semana do ano pelo laboratório do Serviço de Patologia Clínica do Centro Hospitalar Médio Tejo (CHMT), foi este domingo anunciado.

Da análise em tempo real efectuada pelo laboratório daquele serviço a todas as amostras positivas foi possível apurar que até 6 de Janeiro, na área de influência dos hospitais do CHMT, que servem 250.000 utentes, se registaram oito internamentos em cuidados intensivos covid-19, dos quais apenas um doente infectado com a variante Ómicron, – que entretanto já teve alta para enfermaria.

“Os dados recolhidos e analisados pelo CHMT demonstram também que a variante Ómicron passou a ser a predominante na região do Médio Tejo a partir de 21 de Dezembro”, indicou a instituição em comunicado.

O laboratório de Patologia Clínica está a realizar a detecção de Ómicron desde 12 de Dezembro. Desde essa data, e até dia 06 de Janeiro, foram detectadas 896 infecções por esta variante.

Mais de metade dos casos (53%) verificou-se em pessoas na faixa etária dos 20 aos 49 anos. Uma fatia de 19% dos casos detectados corresponde à faixa etária acima dos 60 anos (e apenas 9% dos casos positivos aconteceu utentes mais idosos, acima dos 80 anos), de acordo com a informação oficial.

“Os mais novos, com idade inferior a 20 anos representam 15% dos casos de variante Ómicron detectados”, segundo a mesma fonte.

O director do Serviço de Patologia Clínica do CHMT, Carlos Cortes, citado no documento, destacou dois aspectos que se evidenciam dos dados de infecção por covid-19 recolhidos e analisados: um “avanço impressionante da variante Ómicron”, que ilustra a capacidade de contágio, e o facto de a grande maioria dos pacientes apresentar sintomas ligeiros.

O clínico sublinhou que em pouco menos de um mês, se passou de uma média diária de 10% de variante Ómicron e 90% de variante Delta, para uma média de 98% de Ómicron e 2% de Delta.

Advertiu também que estas evidências “não podem transmitir à população uma falsa sensação de protecção ou segurança face à evolução da pandemia”, pelo que é “essencial manter os cuidados de prevenção”, como a utilização de máscara, evitar grandes aglomerações e manter o distanciamento recomendado nas actividades do quotidiano, a par do reforço da vacinação.

Diário de Notícias
DN/Lusa
09 Janeiro 2022 — 13:57

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1475: Covid-19: OMS alerta que Omicron não deve ser considerada suave

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Giuseppe Lami / EPA

A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse, esta semana, que a variante Omicron não deve ser considerada “suave”, até porque continua a matar pessoas em todo o mundo.

Estudos recentes sugerem que a Omicron tem uma menor probabilidade de fazer com que as pessoas adoeçam gravemente do que a demonstrada pelas variantes anteriores, escreve a BBC.

No entanto, o número recorde de pessoas que foram infectadas com a mais recente variante deixou os sistemas de saúde sob forte pressão, disse o responsável pela OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Segundo aquele órgão, o número de casos globais aumentou 71% na última semana — sendo que 90% dos casos graves dizem respeito a indivíduos não vacinados.

Embora a Omicron pareça ser menos severa em comparação com a Delta, especialmente nos vacinados, isso não significa que deva ser classificada como suave”, alertou Tedros Ghebreyesus, esta quinta-feira, durante uma conferência de imprensa .

“Tal como as variantes anteriores, a Omicron está a hospitalizar pessoas e está a matar pessoas”, continuou.

“O tsunami dos casos é tão grande e rápido, que é arrebatador para os sistemas de saúde em todo o mundo”, concluiu.

A Omicron é uma variante altamente contagiosa e pode infectar tanto pessoas não vacinadas como vacinadas. No entanto, as vacinas continuam a proteger contra sintomas graves que podem levar ao internamento.

O responsável pela OMS voltou a apelar a uma melhor distribuição das vacinas contra a covid-19 para ajudar os países mais pobres a proteger as suas populações.

Com base na actual distribuição de vacinas, 109 países falharão o objectivo da OMS de que 70% do mundo se encontre totalmente vacinado até Julho.

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ZAP
7 Janeiro, 2022

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1434: 75% das infecções desta segunda-feira são da variante Ómicron

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Relatório do INSA aponta para uma redução drástica da circulação da Delta em Portugal.

A variante Ómicron do coronavirus SARS-CoV-2, que provoca a doença covid-19, atingiu uma proporção estimada de 75% na segunda-feira, segundo um relatório do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), divulgado esta terça-feira.

O relatório sobre a diversidade genética do SARS-CoV-2 em Portugal indica que houve um “crescimento exponencial” de casos prováveis da variante Ómicron, ao mesmo tempo que houve uma redução de circulação da variante Delta.

Os dados indicam que a variante Ómicron é dominante em Portugal (mais de 50% dos casos) e que, segundo o INSA, este “aumento abrupto de circulação comunitária tem paralelismo com o cenário observado em outros países como, por exemplo, a Dinamarca e o Reino Unido”.

O relatório, realizado pelo Núcleo de Bioinformática do Departamento de Doenças Infecciosas do INSA, refere que até esta terça-feira foram analisadas 24.198 sequências do genoma do novo coronavírus, obtidas a partir de amostras colhidas em mais de 100 laboratórios, hospitais e instituições, representando 303 concelhos de Portugal.

Têm sido analisadas uma média de 533 sequências por semana desde o início de Junho de 2021, provenientes de amostras colhidas aleatoriamente em laboratórios distribuídos pelos 18 distritos de Portugal continental e pelas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, abrangendo uma média de 129 concelhos por semana.

Na semana 50, de 13 a 19 de Dezembro, a variante de preocupação Ómicron registava uma frequência relativa provisória de 10,1% (dados apurados até 14 de Dezembro).

“De acordo com as estimativas obtidas com base na estratégia de monitorização em tempo-real da ‘falha’ na detecção do gene S, desde o dia 6 de Dezembro tem-se verificado um crescimento exponencial na proporção de casos prováveis da variante Ómicron, tendo atingido uma proporção estimada de 75% no dia 27 de Dezembro”, diz o INSA no relatório.

Quanto à variante Delta, o relatório indica que desde a semana 47 (22 a 28 de Novembro) tem vindo a diminuir a sua frequência relativa, “em resultado do aumento abrupto de circulação da variante Ómicron, destacando-se ainda as linhagens AY.4.2 e AY.43.5, com frequências relativas próximas de 5% nas últimas semanas, sendo, contudo, expectável que a sua circulação diminua significativamente nas próximas semana”, diz o INSA.

A covid-19 provocou mais de 5,4 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 18.909 pessoas e foram contabilizados 1.303.291 casos de infecção, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a ​​​​​​​Ómicron, considerada preocupante pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detectada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de Novembro, foram notificadas infecções em pelo menos 110 países, sendo dominante em Portugal.

Diário de Notícias
DN/Lusa
28 Dezembro 2021 — 21:36

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