1071: Variante Delta permanece dominante em Portugal

– A “libertação” do povo português, dada pela governança, ainda vai causar estragos! O bicho não foi de férias, continua por cá e agora são os seus filhotes (variantes) que nos estão a lixar! Não tomem cuidado com os filhotes do bicho e depois não se queixem! Exclusão feita aos acéfalos indigentes intelectuais e morais, Walking Deads, Whisperers, negacionistas & afins.

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/VARIANTE DELTA

A variante delta é considerada uma das mais transmissíveis pela Organização Mundial de Saúde.

© Lusa

A variante Delta do vírus SARS-CoV-2 permanece dominante no país, sendo responsável por 99,7% das infecções, avança esta terça-feira o INSA, que adianta que foi detectado um caso da variante Gamma na região de Lisboa e Vale do Tejo.

A variante Delta (B.1.617.2) apresenta uma frequência relativa de 99,7% na semana de 30 de Agosto a 05 de Setembro, mantendo-se dominante em todas as regiões, de acordo com os dados apurados até à data”, indica o relatório semanal da diversidade genética do novo coronavírus do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Do total de sequências da Delta já analisadas pelo INSA, 66 apresentaram uma mutação adicional na proteína `spike´, uma sub-linhagem conhecida por ‘Delta Plus’ que tem “mantido uma frequência relativa abaixo de 1%” desde Junho.

Relativamente à variante Gamma, após três semanas sem detecção de qualquer caso nas amostragens aleatórias, foi detectado um caso na semana de 30 de Agosto a 05 de Setembro na região de Lisboa e Vale do Tejo, avança o relatório, que refere que não foi detectado qualquer caso da variante Beta.

Quanto à Alpha, associada inicialmente ao Reino Unido e que chegou a ser a predominante em Portugal, continua sem registo de casos nas últimas quatro semanas.

Estas quatro variantes – Delta, Gamma, Beta e Alpha – estão classificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como de preocupação (VOC — Variant of Concern), por poderem ser mais transmissíveis, causar maior gravidade de doença ou possuírem características que permitem a evasão ao sistema imunitário, com potencial redução da eficácia das vacinas.

No âmbito da monitorização contínua da diversidade genética do SARS-CoV-2, tem sido analisada uma média de 552 sequências genéticas do coronavírus SARS-CoV-2 por semana desde o início de Junho, provenientes de amostras colhidas aleatoriamente em laboratórios dos 18 distritos de Portugal continental e das regiões autónomas dos Açores e da Madeira, abrangendo uma média de 126 concelhos por semana.

Em Junho, o instituto anunciou um reforço da vigilância das variantes do vírus que causa covid-19 em circulação em Portugal, através da sua monitorização em contínuo.

Segundo o INSA, esta estratégia permitiu uma melhor caracterização genética do SARS-CoV-2, uma vez que os dados são analisados continuamente, deixando de existir intervalos de tempo entre análises, que eram dedicados, essencialmente, a estudos específicos de caracterização genética solicitados pela saúde pública.

Diário de Notícias
Lusa
14 Setembro 2021 — 15:49

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1036: Variante Delta não provoca casos mais graves nas crianças

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/CRIANÇAS/VARIANTE DELTA

(dr) Envato Elements

A variante Delta não causa casos mais graves de covid-19 em crianças e adolescentes em comparação com outras variantes, indicam os primeiros dados divulgados sexta-feira pelas autoridades de saúde norte-americanas, noticiou a AFP.

A agência noticia refere que as preocupações com as consequências da variante Delta nos mais jovens têm aumentado nas últimas semanas nos Estados Unidos, face ao número crescente de crianças hospitalizadas infectadas com aquela variante.

Os Centros de Prevenção e Controlo de Doenças (CDC), a principal agência federal de saúde pública dos Estados Unidos, analisou dados de pacientes hospitalizados com covid-19 em 99 condados de 14 Estados, cobrindo cerca de 10% da população norte-americana.

Em particular, aquela agência federal comparou o período do início de Março a meados de Junho com o período de meados de Junho até final de Julho, quando a variante Delta tornou-se dominante nos EUA.

Entre esses dois períodos, a taxa de hospitalização de crianças e adolescentes de 0 a 17 anos, na realidade, aumentou cinco vezes.

Mas “a proporção de crianças e adolescentes hospitalizados por doença grave”, por exemplo com admissão em cuidados intensivos, “era semelhante antes e durante o período em que Delta era dominante”, conclui o estudo.

Em detalhe, das 3.116 crianças e adolescentes hospitalizados nos três meses e meio antes da variante Delta, cerca de 26% foram internados em terapia intensiva, 6% foram colocados num ventilador e menos de 1% morreu. Depois com a variante Delta, de 164 hospitalizações registadas num mês e meio, cerca de 23% foram internados em cuidados intensivos, 10% colocados num ventilador e menos de 2% morreram.

“As diferenças entre os dois períodos não são, portanto, estatisticamente significativas”, o entender dos especialistas da CDC.

O CDC nota, no entanto, que o número de crianças com casos graves da doença foi reduzido entre meados de Junho e o final de Julho, limitando assim a relevância das comparações feitas.

Os analistas sublinham que os dados precisam de continuar a ser avaliados de perto, no futuro próximo.

O trabalho realizado também demonstra ainda que as vacinas protegem bem os adolescentes contra a variante Delta, pois as taxas de hospitalização foram cerca de 10 vezes maiores para adolescentes não vacinados do que para aqueles vacinados durante o período de predominância do Delta.

Nos EUA, os adolescentes podem receber injecções da vacina Pfizer a partir dos 12 anos.

Além disso, um segundo estudo publicado hoje mostra que a vacinação de adultos tende a proteger as crianças da contaminação.

Em análise estiveram as visitas às urgências, bem como o número de hospitalizações em todo o país, durante o mês de Agosto.

Nos Estados com a menor cobertura de vacinação/imunização para a população em geral, o número de atendimentos de urgência por crianças e adolescentes foi três vezes maior do que nos Estados altamente imunizados, e o número de internamentos foi quase 4 vezes maior.

“Mais crianças são infectadas com covid-19 porque a doença está a circular mais”, justificou a directora do CDC, Rochelle Walensky, referindo-se aos dois estudos agora divulgados.

Segundo Walensky, os estudos demonstram que “a vacinação funciona” e, por outro, que “não houve aumento da gravidade da doença em crianças”.

ZAP // Lusa

Por Lusa
4 Setembro, 2021

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

985: Pai da vacina da AstraZeneca diz que imunidade de grupo é impossível com variante Delta

SAÚDE/PANDEMIA/VACINAS/ASTRAZENECA

Andrew Pollard considera que, com a variante Delta, “o vírus continuará a infectar pessoas que foram vacinadas”

. Em ordem a esta afirmação do “pai” da vacina AstraZeneca, li ontem um cartaz que até possui o seu grau de realidade: “Se os vacinados podem infectar terceiros, qual a razão do Certificado de Vacinação?

© HENRY NICHOLLS / POOL / AFP

O director do Centro de Vacinação de Oxford, Andrew Pollard, alertou esta terça-feira que alcançar a imunidade de grupo “não é uma possibilidade”, uma vez que a variante Delta se tornou dominante.

O responsável, que liderou o projecto da vacina da Oxford/AstraZeneca com a imunologista Sarah Gilbert, disse numa comissão parlamentar que os programas de vacinação não se deverão basear na ideia de alcançar a tal “imunidade de grupo”.

“Sabemos claramente que, com a variante Delta, o vírus continuará a infectar pessoas que foram vacinadas, e isso significa que qualquer pessoa que ainda não foi vacinada vai ser infectada a qualquer momento”, disse aos deputados.

Pollard alertou ainda que no futuro “pode surgir uma variante que talvez seja ainda mais transmissível entre as populações vacinadas”, o que “dá ainda mais razões para não girar os programas de vacinação em torno da imunidade de grupo”.

O que Pollard acredita é que no Reino Unido haverá uma “fase de consolidação” na luta contra a covid-19 e que a doença passará de “epidémica” a “endémica”.

A agência de saúde pública da Inglaterra publicou na semana passada um relatório em que alerta que há indícios de que “os níveis do vírus nas pessoas vacinadas que estão infectadas com a variante Delta podem ser semelhantes aos detectados em pessoas não vacinadas”, o que afecta a facilidade de transmissão.

Entre quase 1500 pacientes hospitalizados com a variante Delta no Reino Unido desde 19 de Julho, 55,1% não foram vacinados, enquanto 34,9% tinham a vacinação completa.

A variante Delta do coronavírus que provoca a covid-19 é a mais prevalecente em Portugal, com uma frequência relativa de 98,9% na semana que terminou a 1 de Agosto, segundo o Instituto Ricardo Jorge.

De acordo com o mais recente relatório de situação sobre diversidade genética do novo coronavírus SARS-CoV-2 em Portugal, do total de sequências da variante Delta analisadas, 62 apresentam a mutação adicional K417N na proteína Spike (a chamada Delta Plus), que tem mantido uma frequência relativa abaixo de 1% desde a semana de 14 a 20 de Junho.

O relatório de diversidade genética do SARS-CoV-2 indica que a frequência da variante Delta chega a atingir os 100% nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

Diário de Notícias
DN
11 Agosto 2021 — 08:54

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

937: Relatório indica que variante Delta é tão contagiosa quanto a varicela

SAÚDE/COVID-19/VARIANTE DELTA/VARICELA

Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA pedem acção imediata para a “ameaça muito séria” que é a variante detectada originalmente na Índia.

© EPA/JUSTIN LANE

Um relatório interno dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos descreveu a variante Delta da covid-19 como sendo tão contagiosa quanto a varicela, avança o jornal The New York Times, que teve acesso ao documento.

A variante originalmente descoberta na Índia também tem maior probabilidade de romper a protecção oferecida pelas vacinas, indica o relatório, que esteve na base da reversão nas directrizes anunciadas na terça-feira para utilização de máscara em norte-americanos totalmente vacinados.

Embora as vacinas possam perder algum poder perante a variante Delta, os números do CDC mostram que os imunizantes são altamente eficazes na prevenção de doenças graves, internamentos e mortes.

Uma nova investigação mostrou que as pessoas vacinadas infectadas com a variante Delta carregavam quantidades enormes do vírus no nariz e na garganta, disse a directora do CDC, Rochelle Walensky, ao The New York Times.

A variante Delta é mais transmissível do que os vírus que causam doenças MERS, SARS, ébola, constipação comum, gripe sazonal e varíola, refere o relatório, que também indica que esta mutação pode ter maior probabilidade de desenvolver doenças graves.

“O CDC está muito preocupado com os dados que chegam de que a variante Delta é uma ameaça muito séria que requer acção imediata”, afirmou Walensky.

Segundo o CDC, existem 35 mil infecções sintomáticas por semanas entre os 162 milhões de norte-americanos vacinados.

O próximo passo imediato para a agência norte-americana é “reconhecer que a guerra mudou”, lê-se ainda no relatório. Os dados da agência sugerem também que os norte-americanos terão de continuar a usar máscara em ambientes fechados e em ambientes públicos, em zonas em que existe alta incidência de transmissão do vírus.

Pessoas com o sistema imunológico fraco também devem usar máscaras mesmo em locais onde não haja alta transmissão do vírus e o mesmo também deve acontecer com os que estão em contacto com crianças pequenas, idosos ou pessoas vulneráveis.

O CDC deve publicar dados adicionais sobre a variante Delta ainda nesta sexta-feira.

Diário de Notícias
DN
30 Julho 2021 — 08:23



© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

“Resposta das UCI é gerível, mas se tiver de aumentar será à custa dos outros doentes”

SAÚDE/COVID-19/UCI’S

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, a ocupação de camas nos cuidados intensivos está nos 86%, já esteve nos 90% e já houve doentes que tiveram de ser transferidos para outras regiões. No norte, na semana passada, o aumento de casos fez duplicar em 50% os internamentos, sendo expectável que nesta semana aumente ainda mais. Quem está no terreno diz que a resposta é gerível, mas se casos continuarem a subir, esta terá de ser à custa dos doentes não covid.

Matosinhos, 25 / 03 / 2021 – Covid-19: Reportagem na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Pedro Hispano para trabalho sobre o que mudou nos hospitais com a pandemia.
(Artur Machado / Global Imagens)

O número de casos de covid-19 em Portugal continua a surpreender. Só ontem foram registados quase tantos (2.650) como no dia 13 de Fevereiro (2.856), altura em que a terceira vaga começava a atenuar. Neste momento, a situação só não é tão preocupante porque quando se olha para os números de internamentos ou de óbitos a realidade é outra. Enquanto ontem havia 742 pessoas internadas, das quais 131 em unidades de cuidados intensivos (UCI), a 13 de Fevereiro havia 4.850, das quais 803 em UCI. E o mesmo acontece em relação aos óbitos: ontem registaram-se nove, a 13 de Fevereiro foram 149. Quem está no terreno reconhece que o impacto que a doença está a ter agora nada tem que ver com o das anteriores vagas, sobretudo no período de Janeiro e Fevereiro, mas se tal é assim “é graças à vacinação”, sublinha ao DN o coordenador da Unidade de Cuidados Cirúrgicos do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, António Pais Martins.

Para este médico, a resposta que está a ser dada pela medicina intensiva “ainda é gerível, mas não pode aumentar muito mais, senão terá de ser à custa da resposta que estamos a dar aos doentes não covid”, alertando mesmo para o facto de a ocupação de camas na região de Lisboa e Vale do Tejo, nas últimas semanas, “já ter chegado aos 90% e mais. Nestes dias está nos 86%, mas, nas semanas anteriores já tivemos necessidade de transferir doentes, por exemplo para unidades do Alentejo, para se acautelar uma resposta mais efectiva aos outros doentes”.

Pais Martins, que também é director da secção de medicina intensiva da Sociedade Portuguesa de Anestesiologia, relembra que desde o início da pandemia que a resposta a nível da medicina intensiva é feita em rede no Serviço Nacional de Saúde (SNS): Lisboa e Vale do Tejo tem três grandes centros de referência e várias outras unidades, “mas não podemos correr o risco de o sistema voltar a ficar saturado”. E para isso, sublinha o especialista, “é necessário que a população continue a cumprir as regras de protecção individual. Só assim será possível conter a transmissão e evitar mais hospitalizações”.

António Pais Martins reforça mesmo que a diferença desta vaga para as anteriores é o processo de vacinação. “A nossa sorte é que temos o grupo dos mais idosos quase todo vacinado, senão seria muito mais complicado”. Mesmo assim, e quando olha para o número de casos que estão a marcar o início desta semana e a subida nos internamentos, não deixa de desabafar: “Quem diria? Ninguém no país poderia imaginar que, mesmo com o desconfinamento, voltássemos a ter milhares de casos por dia, mas esta situação não está a acontecer só em Portugal.

É muito semelhante em outros países, veja o que se passa em Espanha, por exemplo em Barcelona, no Reino Unido ou na Bélgica, e tudo por causa da nova variante.” E se há alguma tranquilidade no terreno, argumenta, “é por causa da vacinação, e quanto mais se acelerar este processo mais será possível travar as hospitalizações, mas é necessário que a população, sobretudo a mais jovem, também a aceite”.

Até porque, e como refere, esta variante não veio trazer só um aumento na transmissão da doença, mudou também o perfil do doente que dá entrada nos cuidados intensivos. “Neste momento, tenho nove pessoas internadas na minha unidade, com idades entre os 35 e os 48 anos. E se no início havia uma característica nestes doentes, homens e a maioria com excesso de peso ou mesmo obesidade, agora, embora não haja números que indiquem ser um padrão, estamos a receber doentes saudáveis e sem comorbilidades. O que para nós é uma situação preocupante.”

Lisboa e Vale do Tejo é a região com maior pressão no aumento de casos desde o início de Maio – vindo sempre a registar 40% a 60% dos casos de todo o país. Só ontem tinha 1.141 casos, de um total nacional de 2.650. António Pais Martins refere ao DN que, se não houver uma redução de casos na região, o período de férias que aí vem para muitos dos profissionais de saúde e nomeadamente da medicina intensiva pode estar em risco.

Variante Delta mudou regras do jogo

A variante Delta, cuja origem está associada à Índia, está em força na comunidade. Aliás, segundo o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e no Algarve 100% dos casos têm a sua marca. Para quem está no terreno foi a Delta que veio mudar de novo as regras do jogo. Entrou na Europa pelo Reino Unido e rapidamente se espalhou por mais 90 países incluindo Portugal.

José Artur Paiva, director do Serviço de Medicina Intensiva do Centro Hospitalar Universitário São João, no Porto, diz mesmo: “Esta variante veio introduzir o que chamo de game changer. É bastante mais transmissível do que as outras, mesmo em relação à variante Alpha, do Reino Unido, em cerca de mais 70%, e é também mais invasiva, tem mais facilidade de entrar nas células do hospedeiro, e isto fez que acelerasse a transmissão da doença. Isto é o lado negativo desta variante. O lado positivo é que a vacinação em relação à variante Delta mantém um grau bastante elevado de efectividade contra a doença grave”, diz, especificando: “Quando falo em game changer é no sentido em que a transmissão foi acelerada significativamente e talvez não tenhamos tido essa percepção, tal como se teve em relação à variante Alpha.” E o resultado está à vista: “Um aumento significativo de casos na comunidade que levou a um aumento de hospitalizações. Há um percentual dos casos positivos que corresponde a um percentual de hospitalização. Portanto, sabíamos que as hospitalizações iriam aumentar, mas a boa noticia é que este percentual agora é muito mais baixo do que foi nas vagas anteriores.”

No norte internamentos ainda vão subir mais

José Artur Paiva afirma que o aumento de internamentos “não é uma surpresa”, sublinhando que, nas últimas semanas, o aumento de entradas em medicina intensiva foi de 35%, embora com uma distribuição bastante heterogénea no país. “Em Lisboa e Vale do Tejo os números continuam a ser elevados, mas já num planalto, o aumento na última semana foi de 11%.

No Algarve, na semana que terminou, os internamentos subiram muito (60%), mas esta aceleração já parece ser agora menor. No norte, estamos a ter uma aceleração, na semana passada os internamentos em medicina intensiva aumentaram 50%. Só que a partir de números relativamente baixos”. Mas com o aumento de casos – ontem a região norte voltou a ser a segunda com maior número (939) – “é expectável que nas próximas semanas as admissões na medicina intensiva ainda aumentem mais”. “O lado positivo é que estamos ainda com alguma folga na resposta.

À excepção de Lisboa e Vale do Tejo, a taxa de ocupação nas outras regiões é de 50% a 60%. No norte, por exemplo, os internamentos em UCI estão a aumentar, mas ainda não tivemos necessidade de transferir doentes para outras regiões”, diz José Artur Paiva, sublinhando, no entanto, que “a resposta nacional à covid ainda é gerível”. “As linhas vermelhas não são fixas e o segredo está em adaptar-se a resposta à procura de doentes, promovendo, sempre que necessário, a transferência entre hospitais da mesma região ou entre regiões.”

No sul ou no norte, a mensagem é a mesma. Se por um lado há preocupação, porque os casos continuam a aumentar, por outro há tranquilidade, porque, “ainda há uma folga na resposta”, mas a população tem de cumprir as regras de protecção.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
14 Julho 2021 — 00:13

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

861: Variante Delta responsável por perto de 90% das infecções em Portugal

SAÚDE/COVID-19/VARIANTE DELTA

Portugal está, nos últimos dias, a acelerar o ritmo da vacinação contra a covid-19 para responder à rápida propagação da variante Delta, considerada 60% mais transmissível do que a Alpha, com a `task force´ que coordena a logística a apontar para a administração de cerca de 850 mil doses por semana.

A variante Delta do vírus SARS-CoV-2, associada à Índia e considerada mais transmissível, é responsável por perto de 90% dos casos de infecção em Portugal e registou um forte incremento no Norte, na Madeira e nos Açores.

Os dados constam do relatório do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a diversidade genética do vírus que provoca a covid-19 hoje divulgado e que confirma que a Delta já era a variante prevalecente em Portugal na semana de 21 a 27 de Junho.

“Como esperado, a sua frequência tem aumentado em todas as regiões” no último mês, registando-se um “forte incremento” no Norte, onde já representa 71.1% das infecções, na Madeira (85.7%) e nos Açores (64.7%), avança o instituto.

Portugal está, nos últimos dias, a acelerar o ritmo da vacinação contra a covid-19 para responder à rápida propagação da variante Delta, considerada 60% mais transmissível do que a Alpha, com a `task force´ que coordena a logística a apontar para a administração de cerca de 850 mil doses por semana.

De acordo com o INSA, do total de sequências da variante Delta analisadas, 55 apresentam a mutação adicional K417N na proteína `spike´ (sub-linhagem AY.1), o que significa que, na amostragem nacional de Junho, não tem evidenciado uma tendência crescente.

Relativamente à variante Alpha, associada inicialmente ao Reino Unido e que chegou a ser a predominante em Portugal, o INSA adianta que “continua com forte decréscimo de frequência a nível nacional”, apresentando uma frequência relativa de 9.8%.

“A frequência relativa das variantes Beta e Gamma, associadas inicialmente à África do Sul e ao Brasil (Manaus), respectivamente, mantém-se baixa e sem tendência crescente nas últimas amostragens a nível nacional”, refere ainda o relatório.

Entre outras variantes de interesse já detectadas em Portugal, o instituto aponta a circulação da variante com a linhagem B.1.621, detectada inicialmente na Colômbia, a qual apresentou frequências relativas entre 1% e 0.4%, assim como a Lambda, com circulação vincada no Peru e do Chile, a qual foi detectada em apenas dois casos em Portugal, desde Abril deste ano.

O INSA já analisou 10.824 sequências do genoma do novo coronavírus, obtidas de amostras colhidas em mais de 100 laboratórios, hospitais e instituições, representando 288 concelhos de Portugal.

Em Junho, o instituto anunciou um reforço da vigilância das variantes do vírus que causa covid-19 em circulação em Portugal, através da sua monitorização em contínuo.

Esta nova estratégia permite uma melhor caracterização genética do SARS-CoV-2, uma vez que os dados serão analisados continuamente, deixando de existir intervalos de tempo entre análises, que eram dedicados, essencialmente, a estudos específicos de caracterização genética solicitados pela saúde pública.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em Março de 2020, morreram 17.118 pessoas e foram registados 892.741 casos de infecção, de acordo com a Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, a Índia ou a África do Sul.

Diário de Notícias
DN/Lusa
06 Julho 2021 — 16:56

 

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes