1356: Ómicron pode ter sofrido mutação com um vírus de constipações comuns

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Vírus da nova variante transmite-se mais facilmente, causando sobretudo uma doença leve ou assintomática, segundo um estudo.

© EPA/NARONG SANGNAK

A variante Ómicron do vírus da covid-19 pode ter sofrido uma mutação a partir de material genético de outro vírus, sendo o mais provável um dos vírus da constipação comum. A sequência genética da nova variante não aparece em nenhuma das versões anteriores do coronavírus SARS-CoV-2, mas é omnipresente em muitos outros vírus, incluindo aqueles que causam constipação comum, e também no genoma humano, segundo um estudo publicado na OSF Preprints, citado pela agência Reuters.

Ao apanhar esse fragmento específico, a Ómicron pode iludir o sistema imunitário e escapar do ataque do sistema imunológico humano. Segundo Venky Soundararajan, um dos investigadores, isso pode significar que o vírus se transmite mais facilmente, causando uma doença mais leve ou assintomática. Os cientistas ainda não sabem se a Ómicron é mais infecciosa do que outras variantes, se causa doenças mais graves ou se ultrapassará o Delta como a variante mais prevalecente.

As células dos pulmões e o sistema gastro-intestinal podem ser afectadas pelo SARS-CoV-2 e outros coronavírus da constipação comum em simultâneo, segundo estudos anteriores. Essa co-infecção cria o cenário para uma recombinação viral, um processo no qual dois vírus diferentes na mesma célula hospedeira interagem enquanto fazem cópias de si mesmos, gerando novas cópias que possuem algum material genético de ambos.

Ainda segundo o estudo, a mesma sequência genética aparece muitas vezes num dos vírus que causam constipações em pessoas – conhecido como HCoV-229E – e no vírus da imunodeficiência humana (HIV- Sida).

O estudo ainda não foi revisto por pares da comunidade científica.

Portugal é o país da Europa com mais casos Ómicron. Até este sábado foram identificados pela DGS 34 casos da nova variante, 30 deles ligados ao surto de covid-19 do Belenenses SAD.

Diário de Notícias
DN
04 Dezembro 2021 — 23:15

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1351: Covid-19. Há 34 casos de Ómicron em Portugal

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Conclusões constam no “relatório das linhas vermelhas” do Instituto Ricardo Jorge,

© Rita Chantre / Global Imagens

Portugal tem pelo menos 34 pessoas infectadas com a variante Ómicron da covid-19, segundo foi esta sexta-feira revelado pelo Instituto Ricardo Jorge.

O número, reportado às 18h00 deste dia, consta no “relatório das linhas vermelhas” desta instituição, que faz o balanço da pandemia no país.

“No que diz respeito à variante Ómicron, às 18h do dia actual, estão identificados um total de 34 casos. Estes casos incluem os casos sequenciados para a variante Ómicron e os casos nos quais foram identificadas mutações específicas, fortemente preditores da variante Ómicron. De momento, estes casos foram assintomáticos ou apresentaram sintomas ligeiros, não tendo ocorrido internamentos ou óbitos”, pode ler-se no documento.

De resto, a evolução da doença no território nacional apresenta “uma tendência fortemente crescente”, segundo o documento, com 386 novos casos por 100 mil habitantes, em acumulado nos últimos 14 dias.

“O R(t) apresenta valor igual ou superior a 1, indicando uma tendência crescente da incidência de infecções por SARS-CoV-2 a nível nacional (1,13) e em todas as regiões”, pode ler-se ainda.

A nível hospitalar, “o número de casos de COVID-19 internados em Unidades de Cuidados Intensivos no continente revelou uma tendência fortemente crescente, correspondendo a 50% (na semana anterior foi de 40%) do valor crítico definido de 255 camas ocupadas”.

Perante este cenário a conclusão dos especialistas do Instituto Ricardo Jorge é que a “actividade epidémica de SARS-CoV-2 [encontra-se em] intensidade elevada, com tendência fortemente crescente a nível nacional. A pressão nos serviços de saúde e o impacto na mortalidade são moderados, mas com tendência crescente”.

Além disso, “a emergência de uma nova variante de preocupação (Ómicron), suporta a necessidade de reforçar a vigilância epidemiológica, virológica e do controlo de fronteiras em Portugal, até serem conhecidas mais informações”.

Diário de Notícias
DN
03 Dezembro 2021 — 22:06

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1344: 75 doentes, 2.898 novos casos, 13 mortes. O maior aumento de internados num só dia desde Fevereiro

– Estatísticas até hoje, Quinta-feira:

02.12.2021 – 2.898 infectados – 13 mortos
01.12.2021 – 4.670 infectados – 17 mortos
30.11.2021 – 2.907 infectados – 11 mortos
29.11.2021 – 1.635 infectados – 13 mortos

Total da semana: 12.110 infectados – 54 mortos

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Estão 916 pessoas internadas devido à covid-19, indica o boletim diário da Direcção-Geral da Saúde. Desde Agosto que não existiam tantas pessoas internadas. E desde Fevereiro que num só dia não havia tantos novos internados.

Profissionais de saúde preparam doses da vacina contra a covid-19 no centro de vacinação em Lisboa
© Rita Chantre / Global Imagens

Foram confirmados, em 24 horas, 2.898 novos casos de covid-19 em Portugal, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Há ainda a registar mais 13 mortes associadas à infecção por SARS-CoV-2.

O relatório desta quinta-feira (2 de Dezembro) indica que há agora 916 (+75) pessoas internadas devido à covid-19, das quais 112 (+12) estão em unidades de cuidados intensivos.

Estes dados surgem um dia depois da directora-geral da Saúde, Graça Freitas, admitir que “podemos ter uma duplicação de novos casos dentro de 26 dias”. Prevê, assim, que Portugal chegue ao Natal e Ano Novo com uma média de oito mil casos diários, garantindo que os hospitais “já têm escalas previstas para o Natal e os reforços necessários” para um eventual impacto ao nível dos internamentos.

Na entrevista à RTP, Graça Freitas, referiu que Portugal tem 19 casos da variante Ómicron, sendo que todos eles estão ligados ao surto de covid-19 do Belenenses SAD.

ECDC admite que Ómicron cause mais de metade de infecções nos próximos meses

Já esta quinta-feira, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC, na sigla em inglês) estimou que a variante Ómicron pode ser responsável por “mais de metade de infecções” nos próximos meses, caracterizando-a como risco elevado.

As provas actuais sobre a transmissibilidade, gravidade e fuga imune são altamente incertas para a variante de preocupação Ómicron, mas dados preliminares da África do Sul sugerem que pode ter uma vantagem substancial de crescimento sobre a variante Delta e, se for este o caso, a modelização matemática indica que se espera que a Ómicron cause mais de metade de todas as infecções por SARS-CoV-2 na UE/EEE [União Europeia e Espaço Económico Europeu] dentro dos próximos meses”, indica o ECDC.

No relatório divulgado hoje, esta agência europeia acrescenta que, “quanto maior for a vantagem de crescimento da Ómicron sobre a Delta e quanto maior for a sua circulação na UE/EEE, menor será o tempo esperado até que cause a maioria de todas as infecções” relacionadas com a covid-19.

“Acreditamos que a infecção anterior não protege contra a Ómicron”, diz investigadora

Já numa conferência de imprensa da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizada esta quinta-feira, uma investigadora fez saber que os anticorpos resultantes de uma primeira infecção com covid-19 não impedem uma pessoa de contrair novamente a doença com a variante Ómicron.

“Acreditamos que a infecção anterior não protege contra a Ómicron”, disse Anne von Gottberg, especialista em doenças infecciosas do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul (NICD), oradora na conferência da Organização Mundial da Saúde.

Há ainda muitas incógnitas sobre esta nova forma do coronavírus, anunciada na semana passada, que tem 32 mutações, incluindo o seu potencial de propagação e a sua resistência às vacinas.

A investigação está apenas a começar, mas as observações iniciais sugerem que pessoas anteriormente infectadas podem ter sido infectadas com a forma mutante do vírus, muitas vezes com sintomas menos graves, disse a mesma investigadora.

A variante, presente até à data em, pelo menos, 22 países – segundo a OMS -, foi detectada inicialmente na África do Sul e no Botsuana, e foi, entretanto, relatada em mais dois países africanos – Gana e Nigéria.

Diário de Notícias
DN
02 Dezembro 2021 — 14:48

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1343: Número de casos da variante Ómicron em Portugal sobe para 19. Infecções diárias podem duplicar até ao Natal

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Miguel A. Lopes / Lusa
A directora-geral de Saúde, Graça Freitas

Directora-geral da saúde admitiu ser a favor da vacinação das crianças, mas ressalvou que aguarda “com humildade” o parecer dos especialistas.

Graça Freiras revelou ontem, em entrevista à RTP3, que Portugal pode ver o seu número de infecções diárias de covid-19 duplicar no espaço de três semanas, um intervalo que coincidirá com o Natal. “Poderemos ter uma duplicação dos casos dentro de 26 dias”, apontou. A responsável admitiu ainda que esta subida pode ter impacto no número de internamentos e de óbitos.

Na entrevista, a directora-geral da saúde anunciou que o número de infectados com a variante Ómicron em Portugal subiu para 19, todos no âmbito do surto registados na Belenenses SAD. Segundo Graça Freitas, “há outros casos a serem investigados“, já que neste momento há 24 casos positivos identificados no total.

A propósito desta situação, a responsável revelou que o jogador que “testou primeiro teve um primeiro teste antigénio positivo, mas todos os testes que fez posteriormente, incluindo o PCR, foram negativos“. Ainda de acordo com a responsável, o jogador que regressou de África do Sul fez dois testes PCR que deram negativos, ao contrário do auto-teste, o que provoca muita incerteza em relação ao caso, podendo não ter sido o jogador em causa a trazer a nova variante para Portugal.

A directora-geral da saúde pediu “calma” aos portugueses relativamente à nova variante, dizendo que “não quer dizer que uma variante de preocupação venha a ser uma variante preocupante“. A responsável realçou o grande desconhecimento que existe ainda sobre a Ómicron, pelo que apela ao “princípio de responsabilidade“. “Até que a ciência nos conduza, vamos pelo princípio da precaução na saúde pública”.

Graça Freitas comentou ainda a recente polémica sobre a vacinação das crianças entre os 5 e os 11 anos, assumindo ser “claramente a favor” da medida, apesar de a Direcção Geral da Saúde aguardar “com humildade” a decisão dos especialistas, a qual, assegurou, será respeitada — apesar de estar já a ser preparado um calendário para o processo. “Não podemos estar à espera de uma decisão para pôr o mecanismo logístico a funcionar”, apontou. Se medida não for aprovada, vacinas podem ser doadas ou vendidas, explicou.

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ZAP
2 Dezembro, 2021

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1336: Costa pede cautela e admite mais medidas no Natal se elas forem necessárias

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Primeiro-ministro desvalorizou a variante Ómicron, mas pediu cautela até que se saiba mais sobre esta variante. Costa não descartou medidas mais restritivas no Natal caso estas sejam necessárias.

© Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens

O primeiro-ministro afirmou esta quarta-feira que a variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2 aparenta ser “mais transmissível, mas não necessariamente mais danosa para a saúde”, apelando a que, até que surja mais informação, se tenha o “máximo de cautela possível”.

Falando aos jornalistas pouco depois de participar na cerimónia de comemoração do 1.º de Dezembro, que decorreu na Praça dos Restauradores, em Lisboa, António Costa salientou que, das informações que existem até ao momento, a variante Ómicron terá “um maior índice de transmissibilidade”, mas não tem uma “sintomatologia muito diferente das variantes anteriores”.

No entanto, o chefe do executivo salientou que é “importante” saber-se mais sobre a nova variante e frisou que, até que haja mais informação, é necessário “o máximo de cautela possível”.

Questionado sobre a possibilidade de virem a ser adoptadas medidas suplementares no Natal, como a proibição de circular entre concelhos que aconteceu há um ano, Costa lembrou que já todos sabem quais as medidas de prevenção a adoptar para evitar contágio, salientou que “os portugueses têm sido exemplares”, mas admitiu: “Estamos sempre a tempo de adoptar medidas se elas forem necessárias”.

António Costa defendeu que se devem “adoptar as medidas necessárias o mais cedo possível e que perturbem o mínimo possível a vida das pessoas, o esforço de recuperação da economia, a protecção do emprego, das empresas”. Considerou fundamental estarmos “sempre atentos para tomar uma medida caso ela seja necessária”. “O que é que desejamos? Que ela não seja necessária. O que é que devemos ter presente? Se ela for necessária, cá estamos para adoptar as medidas“, disse.

O primeiro-ministro lembrou que as medidas que hoje entraram em vigor já estavam anunciadas antes mesmo de esta nova variante, a Ómicron, ter sido detectada em Portugal e que são “adequadas à gravidade daquilo que hoje sabemos desta variante”. Salientou, contudo, que “não nos podemos descuidar”.

Medida cautelar no Garcia de Orta

O primeiro-ministro explicou que o encerramento da urgência de pediatria do Hospital Garcia de Orta é uma “medida cautelar” e desdramatizou a situação relativamente aos casos de infecção pela variante Ómicron, ligados a jogadores e staff do Belenenses SAD. António Costa admitiu que ainda não se sabe muito sobre esta variante, que parece ser mais contagiosa, e que se optou por “jogar pelo seguro de forma a conter qualquer risco de contaminação”.

O encerramento deve-se a um caso confirmado de covid-19, num profissional de saúde, em funções no hospital e ligado ao surto no Belenenses SAD.

A nova variante do coronavírus SARS-CoV-2 (que provoca a covid-19), a Ómicron, foi recentemente detectada na África do Sul, tendo sido identificados, até ao momento, 13 casos desta nova estirpe em Portugal.

Diário de Notícias
DN/Lusa
01 Dezembro 2021 — 11:32

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1335: Portugal tem 14 casos de variante Ómicron num total de 59 na Europa

– Desconheço se este tipo de (más) notícias servem para desestabilizar ou confundir o povo que as lê. Dos 14 casos da nova variante Omicron em Portugal, segundo este mesmo meio de comunicação social já noticiou, são de 13 jogadores do Belenenses SAD e staff. E porque um deles regressou há pouco tempo da África do Sul. Vale tudo neste contexto de informação séria?

© EPA/CHAMILA KARUNARATHNE

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Portugal com 14 casos de variante Ómicron. Na Europa são 59

Portugal tem agora 14 casos confirmados da variante Ómicron do SARS-CoV-2, considerada de preocupação, anunciou hoje o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), falando num total de 59 pessoas infectadas com esta estirpe na Europa.

Numa actualização epidemiológica publicada ao início da tarde, que tem por base dados facultados ao ECDC pelos Estados-membros da União Europeia e Espaço Económico Europeu (UE/EEE) até às 12:00 (hora de Bruxelas, menos uma em Portugal), esta agência europeia informa que “15 casos adicionais da variante de preocupação Ómicron foram confirmados, elevando o total para 59”.

Em concreto, “os casos foram comunicados por 11 países da UE/EEE: Áustria (3), Bélgica (2), República Checa (1), Dinamarca (4), França (1, na Reunião), Alemanha (9), Itália (4), Países Baixos (16), Portugal (14), Espanha (2), e Suécia (3), de acordo com informações de fontes públicas”, precisa o ECDC.

Isto significa que Portugal, agora com 14 casos da estirpe Ómicron, é o segundo país da UE/EEE com mais casos.

Diário de Notícias
01 dez 13:49

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1334: Sintomas da variante Omicron são diferentes dos provocados pela Delta, afirma médica que identificou primeiros casos

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Luís Fonseca / Lusa

Médica sul-africana alertou os especialistas e investigadores que aconselham o Governo do seu país para a diferente sintomatologia apresentada pelos seus pacientes.

Angelique Coetzee, a médica que alertou os responsável políticos sul-africanos para a existência de uma nova variante no país, veio esclarecer que ao longo da sua pesquisa chegou à conclusão que os identificados com esta nova variante — agora conhecida como Omicron — têm sintomas distintos dos associados à variante Delta. A investigadora ressalvou, ainda assim, que é cedo para tirar conclusões sobre a agressividade ou resistência da variante, mas também se a doença que dela resulta é mais forte ou resistente aos medicamentos existentes.

Segundo Angelique Coetzee, os doentes infectados com a nova variante tendem a queixar-se de “fadiga, dores de cabeça e no corpo, dores de garganta ocasionais e tosse“, ao passo que, com a variante Delta, os sintomas mais recorrentes são pulsações elevadas, baixos níveis de oxigénio e perda de olfacto e paladar. Ao jornal britânico The Telegraph, a médica já tinha avançado que os sintomas associados à variante Omicron são “moderados, embora invulgares”.

Como exemplo, evocou o caso de um homem de 30 anos que se queixava de cansaço e dores de cabeça moderadas, não apresentando mais nenhum sintomatologia associada tipicamente à covid. “Os sintomas [de pacientes como Omicron] eram muito diferentes e moderados comparativamente aos que tenho tratado no passado”, disse à Bloomberg.

A médica decidiu iniciar a investigação quando, em Novembro, se apercebeu que chegavam ao seu consultório, em Pretória, o epicentro dos casos de covid-19 registados em África do Sul nas últimas semanas, poucos doentes covid-19 e muitos a apresentarem os mesmos sintomas (referidos acima). Foi aí que decidiu informar os cientistas e especialistas que aconselham o Governo sul-africano para este facto, com os laboratórios do país a identificarem a nova variante na semana seguinte.

“Achei que estes sintomas tão diferentes não podiam estar ligados à variante Delta”, disse a médica, citada pelo Público. “Não acho [que a variante] vá desaparecer, mas acho que causará uma doença ligeira. Pelo menos é o que espero. Por agora, estamos confiantes de que podemos lidar com isto.”

A médica, citada pela mesma fonte, acrescentou que a maioria dos pacientes que acompanha e na qual foi identificada a variante são homens saudáveis e que reportavam um cansaço foram do normal — além disso, metade não tinham sido vacinados.

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ZAP
30 Novembro, 2021

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Johnson & Johnson já está a desenvolver vacina contra variante Omicron

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Nova variante voltou a trazer restrições ao tráfego aéreo internacional
© EPA/Philipp Guelland

A Johnson & Johnson afirma que está “em processo de avaliação da eficácia da sua vacina contra a covid-19 contra variantes”, incluindo a Omicron.

O laboratório Johnson & Johnson (J&J) revelou na segunda-feira que já começou a desenvolver uma nova versão da sua vacina contra a covid-19, visando especificamente a nova variante Omicron, caso a actual fórmula não seja suficientemente eficaz.

Em comunicado de imprensa, a empresa norte-americana explicou que está “em processo de avaliação da eficácia da sua vacina contra a covid-19 contra variantes”, incluindo a Omicron.

Ao mesmo tempo, o grupo farmacêutico está “a trabalhar numa vacina mais específica para a variante Omicron, que a irá desenvolver se necessário”, noticia a agência AFP.

A J&J salientou, no entanto, que “continua confiante” na resposta imunológica da sua actual vacina de toma única contra as variantes.

O laboratório acrescentou que pode iniciar “rapidamente” os ensaios clínicos caso seja necessário, garantiu o responsável pela investigação, Mathai Mammen.

A farmacêutica Pfizer já começou a desenvolver uma nova versão da sua vacina contra a covid-19 visando especificamente a nova variante Omicron, caso a actual vacina não seja suficientemente eficaz para a combater, adiantou também na segunda-feira o seu presidente.

“Há ainda muitas incertezas” em redor da nova variante detectada na África do Sul e declarada “preocupante” pela Organização Mundial de Saúde (OMS), sublinhou o presidente da Pfizer, Albert Bourla em entrevista à cadeia televisiva norte-americana CNBC, citada pela AFP.

O medicamento contra a covid-19 desenvolvido pela Pfizer para tratar a doença, que demonstrou eficácia de 89% contra hospitalizações e mortes durante os ensaios clínicos, também foi desenvolvido com a ideia de que pudessem surgir mutações do vírus, referiu Albert Bourla.

“Estou muito, muito confiante na capacidade [do medicamento] contra todas as mutações, incluindo a Omicron]”, frisou.

“É preciso ter em mente (…) que a situação é diferente quando se faz um tratamento”, reduzindo de dez para uma o número de pessoas que necessitam de hospitalização, apontou ainda.

A empresa farmacêutica norte-americana Moderna disse no domingo que a ser necessário o desenvolvimento de uma nova vacina adaptada à variante Omicron esta terá lugar no início de 2022.

Diário de Notícias
DN/Lusa
30 Novembro 2021 — 07:52

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1326: Moderna poderá desenvolver vacina contra nova variante no início de 2022

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Centenas de pessoas da empresa farmacêutica norte-americana estão a trabalhar na nova estirpe. O médico-chefe da Moderna disse que nas próximas semanas espera ser possível determinar a eficácia da vacina existente contra a Omicron.

© Joseph Prezioso / AFP

A empresa farmacêutica norte-americana Moderna, disse no domingo que a ser necessário o desenvolvimento de uma nova vacina adaptada à variante Omicron esta terá lugar no início de 2022.

“Se tivermos de criar uma vacina completamente nova, isso será no início de 2022”, disse o médico-chefe da Moderna, Paul Burton, numa entrevista à BBC.

Burton disse ainda que o fabricante de medicamentos tem tido centenas de pessoas a trabalhar na nova estirpe desde quinta-feira e explicou que nas próximas semanas espera ser possível determinar a eficácia da vacina existente contra a Omicron.

Desde que a nova variante foi identificada em meados da semana passada, os principais fabricantes ocidentais de vacinas covid-19, incluindo a Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson com sede nos EUA, começaram a testar a eficácia dos seus produtos contra a estirpe.

A Pfizer e o seu parceiro alemão BioNTech emitiram uma declaração na sexta-feira explicando que os seus laboratórios já estão a testar a variante para determinar se a sua vacina (uma das mais utilizadas nos EUA e nos países europeus) pode precisar de alguns “afinamentos”.

Por seu lado, a Moderna advertiu que as mutações observadas na variante são “preocupantes” e explicou que irá testar várias doses de reforço da sua vacina para ver qual é a reacção.

A Johnson & Johnson, que comercializa a sua vacina na Europa sob o nome da sua subsidiária Janssen, disse que já está a testar a eficácia do seu produto “contra a nova variante”.

Novavax com sede nos EUA e a britânica AstraZeneca também disseram que estão a testar o efeito das suas vacinas contra a nova variante.

Diário de Notícias
DN/Lusa
29 Novembro 2021 — 07:23

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Casos de Omicron no Belenenses SAD obrigam a plano de testagem “muito rigoroso”, diz Graça Freitas

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Os 13 infectados com a variante Omicron no Belenenses SAD apresentam uma “evolução favorável”, afirmou a directora-geral da Saúde. “Tratando-se de uma nova variante”, vai ser efectuada “uma identificação mais alargada dos contactos e proceder ao seu isolamento”, disse.

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas
© Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, afirmou esta segunda-feira que os 13 casos confirmados da nova variante Omicron em Portugal “não são exclusivamente em jogadores do Belenenses SAD, porque também há casos no staff”.

“Tratando-se de uma nova variante”, as autoridades vão avançar com “uma identificação mais alargada dos contactos e proceder ao seu isolamento”, adiantou a responsável pela DGS em declarações à rádio TSF.

Sobre o estado de saúde dos infectados, Graça Freitas disse à SIC Notícias que apresentam uma “evolução favorável”, alguns são assintomáticos, sendo que a maior parte destas pessoas estava vacinada contra a covid-19, “senão todas”. “Apesar de estarem vacinadas, sabemos que a vacina não é 100% efectiva, adquiriam a doença, no entanto, até agora a doença tem tido uma evolução favorável nas 13 pessoas infectadas”.

De acordo com a directora-geral da Saúde, a nova variante obriga a um plano de testagem “muito rigoroso”, com o objectivo de “quebrar cadeias de transmissão”.

Graça Freitas explicou que o objectivo é agora o de procurar intensivamente os contactos destes casos e os contactos que forem identificados, independentemente do seu estado vacinal e grau de exposição, vão ser testado. O plano contempla três testes, um quando são identificados, outro ao quinto dia e um ao 10º dia.

Jogadores do Benfica também vão ser testados por “precaução”

Também os jogadores que estiveram em campo no jogo de sábado frente ao Benfica vão entrar neste plano de testagem. Ainda durante esta segunda-feira, todos vão ser testados, por uma questão de precaução, disse à TSF. “Tratando-se de uma nova variante, temos de apertar a malha”, admitiu. O objectivo é testar e isolar para impedir a propagação da doença.

Por uma questão de “precaução”, também os jogadores do Benfica serão testados, embora não sejam contactos de risco, uma vez que os doentes já estavam isolados. Trata-se de uma intensificação das medidas habituais.

Devido às incertezas que esta nova variante suscita, vão ser testadas mais pessoas do que o habitual e vão ficar mais pessoas em isolamento, referiu Graça Freitas.

“O INSA [Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge] fará o trabalho de identificar o vírus e saber se [os casos] pertencem ou não à nova variante e, portanto. Estão estas duas frentes a trabalhar activamente”, disse em entrevista à TSF.

“Há um isolamento mais pro-activo, mais intenso e uma testagem também mais intensa dos contactos e, portanto, isso é o plano que está neste momento a ser feito e é o que nós podemos fazer”, resumiu.

Graça Freitas reiterou ainda o apelo às pessoas que tenham viajado da África Austral ou de países em que haja a variante que auto-monitorizem os seus sintomas e que entrem em contacto com o SNS 24.

Em relação às autoridades de saúde pediu para “mais uma vez” estarem “muito atentos” nos inquéritos epidemiológicos a possíveis ligações epidemiológicas dos casos que encontram e a outros casos que possam ter viajado para sítios onde a variante está a circular ou se os próprios casos vieram de outros locais.

Alertou ainda que “os vírus circulam e se esta variante tiver muita competência, por ser uma variante muito transmissível, vai instalar-se vai propagar-se por todo o mundo”.

“Temos que estar continuamente alerta porque de facto a pandemia não acabou e estas variantes podem surgir em qualquer sítio, sobretudo, em sítios que estão pouco vacinados porque há a possibilidade de isso acontecer e a possibilidade de uma variante se propagar, como disse a Organização Mundial da Saúde, para todo o mundo rapidamente”, salientou.

Devia ter sido adiado o jogo com o Benfica? “Não é da nossa competência”, diz Graça Freitas

Questionada sobre se o jogo devia ter sido adiado, afirmou que não é uma competência das autoridades da saúde.

O que acontece em termos de desporto não é da nossa competência, portanto, será de competência dos clubes da Liga, do que for, mas não é da competência da Saúde que isso fique absolutamente claro”, esclareceu Graça Freitas.

À saúde, rematou, “compete identificar doentes, isolar os doentes, procurar os seus contactos, estratificar o risco desses contactos (…) isso é nosso papel e depois às entidades desportivas compete, enfim, planear a parte desportiva do plantel que resta”.

O INSA anunciou esta segunda-feira que foram identificados em Portugal 13 casos da Omicron, a nova variante do coronavírus, que foi considerada como sendo de “preocupação” pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Com Lusa

Diário de Notícias
DN
29 Novembro 2021 — 10:27

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