1018: 120 mil jovens dos 12 aos 15 anos vacinados no primeiro dia

SAÚDE PÚBLICA/JOVENS/VACINAÇÃO

Foram vacinados 118 mil jovens até às 17:00 deste sábado, o primeiro dia em que iniciaram o processo todos os que têm entre 12 e 15 anos. Estima-se que ultrapassem os 120 mil neste dia.

Primeiro dia da vacia para quem tem com idades entre os 12 e 15 anos no centro de vacinação covid de Cascais
© TIAGO PETINGA/LUSA

O último balanço da task-force do plano de vacinação indica que 118 mil jovens se vacinaram até às 17:00 deste sábado, o que significa 29% do grupo etário dos 12 aos 15 anos. As estimativas do Instituo Nacional de Estatística indicam 409.873 residentes com estas idades em Portugal.

O coordenador, o vice-almirante Gouveia de Melo, estima que se ultrapassem os 120 mil neste primeiro dia de vacinação dos mais novos.

Agendaram a vacina 110 mil jovens para este fim de semana, muitos mais apareceram através da modalidade “Casa Aberta”. Funciona segundo o horário de cada centro de vacinação e mediante uma senha (retirada via Internet ou no local).

A vacinação deste grupo etário continua este domingo, prologando-se para o próximo fim de semana.

Esta manhã, o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo manifestou-se confiante de que irá ser ultrapassado em muito o número de jovens inscritos para a vacinação neste fim de semana, e que se ficou por um terço do universo elegível.

“Com esta pandemia é muito difícil fugir ao vírus”, disse, recordando a proximidade da abertura do ano lectivo. E recomendou aos pais que sigam as recomendações da DGS e vacinem os filhos.

O vice-almirante foi recebido com aplausos no posto de vacinação de Alcabideche, em Cascais, e confessou-se emocionado. “Não estava à espera. Já visitei muitos pavilhões, mas eu julgo que os problemas recentes fizeram com que os pais também tomassem mais consciência deste processo. Acho que estes aplausos foram mais para me animar e eu agradeço imenso e fico comovido”, disse Gouveia e Melo, aos jornalistas, no final da visita.

Diário de Notícias
DN
21 Agosto 2021 — 19:29

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45 mil jovens já vacinados este sábado e vice-almirante “emocionado”

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/VACINAÇÃO JOVENS

Henrique Gouveia e Melo apelou a que os pais sigam a recomendação da DGS e vacinem os seus filhos. Foi recebido em Alcabideche com palmas.

Vice-almirante Henrique Gouveia e Melo está a acompanhar o processo de vacinação dos mais jovens
© Rita Chantre / Global Imagens

O vice-almirante Henrique Gouveia e Melo quis acompanhar de perto o processo de vacinação dos jovens entre os 12 e 15 anos, que está a decorrer este fim de semana. E no posto de vacinação de Alcabideche O coordenador da task force para o processo de vacinação contra a covid-19 emocionou-se. Não só porque recebeu a informação que já estariam vacinadas durante amanhã 45 mil pessoas, como pelo incentivo que recebeu à chegada, com palmas.

Aos jornalistas, o vice-almirante admitiu que recebeu com agrado as palmas de jovens, que o acolheram à sua chegada. Recordou o episódio que se viu envolvido na semana passada quando foi insultado por um grupo de activistas anti-vacinação para concluir: “A barreira do negacionismo é muito pequena em Portugal e ainda bem para nós”.

“A barreira do negacionismo é muito pequena em Portugal e ainda bem para nós.”

Gouveia e Melo manifestou-se confiante que irá ser ultrapassado em muito o número de jovens inscritos para a vacinação e que se ficou por um terço do universo elegível. “Com esta pandemia é muito difícil fugir ao vírus”, disse, recordando a proximidade da abertura do ano lectivo. E recomendou aos pais que sigam as recomendações da DGS e vacinem os filhos.

O coordenador da task force para a vacinação admitiu ainda aos jornalistas que “faz sentido” uma terceira dose para os mais vulneráveis, mas sempre com a ressalva: “Não sou técnico”.

“Estamos a acabar um processo de emergência, com esforço colectivo, incluindo da população, e essa terceira dose será já num processo normal”, afirmou.

Diário de Notícias
Paula Sá
21 Agosto 2021 — 12:35

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984: Já há acordo na vacinação juvenil. Mas não há na utilidade dos testes

SAÚDE/PANDEMIA/VACINAÇÃO JUVENIL

A DGS foi ao encontro do que o Governo (e o PR) defendiam no que toca à vacinação da faixa etária dos 12 aos 15 anos. Pode começar, incondicionalmente. Contudo, há divisões agora sobre a utilidade de testes serológicos para avaliar a necessidade ou não de terceiras doses.

Governo assegura que jovens dos 12 aos 17 estarão vacinados até 19 de Setembro
© António Cotrim/Lusa

Está resolvida a controvérsia sobre a vacinação na faixa etária 12-15 anos. Em conferência de imprensa, a directora-geral da Saúde, Graça Freitas, anunciou que “a DGS recomenda a vacinação de todos os adolescentes dos 12 aos 15 anos de idade”, sem necessidade de indicação médica.

Com esta directiva, a vacinação deste grupo deixa de ficar circunscrita a situações específicas, como os casos em que os jovens têm doenças de risco. A chefe da DGS explicou que a decisão surge depois de analisados “novos dados disponibilizados nos últimos dias”, em concreto os impactos registados nos “mais de 15 milhões adolescentes vacinados nos Estados Unidos e na União Europeia” que revelaram ser “extremamente raros” os casos de miocardites e pericardites.

Portanto, tendo em conta os novos dados, a DGS decidiu então alargar a todos os jovens desta faixa etária a vacina contra a covid-19 que deverá começar a ser ministrada em breve. “Está aberto o caminho para a vacinação”, disse Graça Freitas, sublinhando que não se pode criar a “expectativa de que é hoje que começa”, estando dependente do plano de vacinação da task force que coordena este processo. Sobre a possibilidade de os mais novos – cerca de 400 mil – começarem a ser vacinados contra a covid-19 antes do arranque do ano lectivo, Graça Freitas disse esperar que tal aconteça, mas caso arranque uns dias depois do início das aulas tal “não terá um impacto negativo importante” para a saúde.

Há muito que o governo defendia que devia ser este o caminho – para o início do ano lectivo se fazer sem problemas pelo lado dos estudantes. Logo a seguir à conferência de imprensa de Graça Freiras, o primeiro-ministro veio a terreiro saudar a decisão da DGS. “Congratulo-me que a ciência tenha confirmado ser possível cumprir o nosso dever de garantir protecção universal a todas as crianças maiores de 12 anos”, escreveu António Costa numa mensagem publicada na sua conta oficial na rede social Twitter.

Segundo garantiu, “tudo está a postos para garantir a administração de duas doses de vacinas até ao início do ano lectivo”. “As vacinas foram compradas, a logística aprontada e o calendário definido: os jovens entre 12 e 17 anos podem ter vacinação completa até 19 de Setembro.”

A decisão da DGS pareceu assim vir ao encontro das pressões que o governo há muito fazia. Contudo, a directora-geral enquadrou-a em “novos dados”. Admitiu, porém, que a DGS não esteve “nem surda nem cega” às diversas opiniões que se foram manifestando. “Obviamente, não estivemos surdos nem cegos a tudo o que foi sendo dito, mas a decisão foi baseada num parecer da Comissão Técnica de Vacinação sobre o qual a Direcção-Geral da Saúde não tem a mínima intervenção”, salientou Graça Freitas.

“Nós temos de estar certos à data, com o que sabemos, com os dados que temos, que os benefícios superam os riscos e que esses riscos são conhecidos, são controlados, são mínimos, têm um carácter e uma evolução benigna e são extremamente raros e, há dez dias, faltava-nos alguma informação, nomeadamente gerada na União Europeia”, afirmou. E quanto às “variadíssimas opiniões” que têm acontecido sobre a pandemia, afirmou que a diversidade “é um bem em si”: “Estamos numa democracia. As pessoas que têm informação privilegiada ou que têm a sua opinião podem e devem dá-la.”

Há consenso agora nesta questão – mas ainda não há na utilidade dos testes para efeitos de calibragem do processo de vacinação – nomeadamente para decidir o problema, não resolvido ainda, da terceira dose de vacina. Aqui a DGS parece estar de um lado e o governo do outro, mais uma vez.

No sábado, o governo – através de um comunicado do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social – anunciou que iria promover um estudo serológico a 5 mil funcionários e utentes de lares de idosos (no Alentejo e no Algarve). Objectivo: aumentar o conhecimento científico actual sobre a duração dos efeitos da vacina na população idosa. “Os resultados do estudo serão partilhados com as autoridades de saúde e poderão contribuir para decisões futuras sobre esta matéria”, lia-se no comunicado. Nas entrelinhas ficava claro: as “decisões futuras” são sobre a terceira dose.

Isto foi no sábado. Ontem, na conferência de imprensa, o imunologista Luís Graça, membro da membro da Comissão Técnica de Vacinação, disse, basicamente, “não, obrigado”: “A decisão sobre a necessidade de uma terceira dose terá de ser tomada com base em dados da protecção que as vacinas continuam a manter contra a doença que é causada por esta infecção e não por dados serológicos.”

“Os testes serológicos não estão recomendados em Portugal nem nos outros países para ser base para a tomada de decisões sobre o estado de protecção conferido pelas vacinas contra a covid-19”, disse o especialista, lembrando que os ensaios clínicos que foram a base da autorização da utilização das vacinas não se basearam em serologia, mas sim na eficácia das vacinas em prevenir infecções e prevenir a doença causada por essa infecção em pessoas vacinadas. O que importa é ir sempre medindo se há ou não um aumento de infecções. E é isso que “deve condicionar medidas para reforçar a protecção de grupos populacionais onde esta efectividade possa estar a decair”.

joao.p.henriques@dn.pt

Diário de Notícias
João Pedro Henriques
11 Agosto 2021 — 00:20

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