231: O paracetamol não se limita a tirar as dores

Cientistas acabam de descobrir que ao inibir as dores o paracetamol também mexe com as emoções.

João Paulo Meneses

João Paulo Meneses

Em concreto, há uma redução da capacidade de estabelecer empatia com os outros, em resultado do consumo do analgésico.

Os consumidores mais regulares de paracetamol serão, portanto, menos capazes de sentir compaixão com quem lhe está próximo.

Três investigadores da Ohio State University forneceram o analgésico a diversos voluntários e mediram depois as respostas que estes deram em função do sofrimento alheio.

E os resultados dizem que esse sofrimento não parece nada de especial aos consumidores de acetaminofeno, segundo um dos co-autores Dominik Mischkowski.

Além de ser prescrito para a dor crónica, o paracetamol está presente em centenas de outros medicamentos.

TSF
12 de MAIO de 2016 – 23:54

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203: Alheira de Mirandela pode ser um bom alimento para os doentes renais

Um médico prescrever uma alheira para a dieta de um doente renal pode parecer estranho, mas numa clínica de hemodiálise de Mirandela é isso que vai acontecer. A clínica pegou na receita e adaptou o enchido às necessidades de quem padece da doença.

tsf13012015O alimento foi apresentado hoje e resulta de um desafio lançado pela empresa Tecsam, responsável pela unidade de Mirandela, à Faculdade de Ciências de Nutrição do Porto, que encontrou o que procurava na receita original da alheira à base de aves criada pelos judeus e que ao longo dos tempos foi sendo adaptada à tradições transmontanas da carne de porco.

Os promotores prometem, a partir da terra da famosa alheira de Mirandela, criar um alimento que pode também ajudar a atenuar o problema de subnutrição de proteínas de que padecem alguns doentes renais em hemodiálise, por não comerem carne e peixe.

A responsável pelo estudo para o projecto produtos alimentares adaptados a doentes em hemodiálise, Olívia Pinho, confessou que quando foi confrontada com o desafio hesitou por lhe parecer um contra-senso dar alheira, um enchido gordo e salgado, a estes doentes. As desconfianças desapareceram depois de a empresa de Mirandela lhe ter apresentado a ideia que surgiu da dificuldade em alimentar os hemodialisados, que ficam com um baixo teor de proteína, com perda de músculo e por vezes desnutrição.

A investigadora analisou várias alheiras produzidas nesta região de Trás-os-Montes e encontrou aquela que tem o ponto certo para estes doentes: um enchido à base de carne de aves, com azeite, pão e ervas aromáticas, em vez da carne de porco, banha e alho. É uma alheira que tem menos potássio e sódio, que estes doentes não podem ingerir. A investigadora alerta, contudo que «tem de se ter muito cuidado e alguma vigilância sobre os restaurantes que vão aderir» e «atenção à quantidade» que os doentes vão ingerir.

Os produtores vão poder comercializar este enchido com um rótulo adaptado a chamar a atenção de que pode ser consumido por estes doentes.

O administrador da empresa responsável pelo centro de hemodiálise, Nunes Azevedo, explicou como surgiu esta ideia e que o novo produto já foi experimentado entre os cerca de 100 doentes que fazem tratamento nesta unidade.

As conclusões deste trabalho serão apresentadas no congresso português de nefrologia e na Associação europeia de diálise e transplante.

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Publicado em 13/01/2015 às 22:32

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200: Causas cancro: «Má sorte» pesa mais do que estilo de vida ou genes

tsf02012015A ocorrência da maior parte dos tipos de cancro pode ser atribuída mais à «má sorte» do que a factores de risco conhecidos, como o hábito de fumar, segundo um estudo norte-americano.

A investigação que chegou a essa conclusão tem o objectivo de explicar a razão de alguns tecidos do corpo serem mais vulneráveis ao cancro do que outros.

Os resultados, publicados no jornal científico Science, mostraram que dois terços de todos os tipos de cancro analisados são originados de forma aleatória por mutações genéticas, independentemente do estilo de vida levado pelo paciente.

Mas a organização Cancer Research UK afirmou que um estilo de vida saudável ainda aumenta muito as probabilidades de não desenvolver a doença.

Nos Estados Unidos, 6,9% da população desenvolve cancro de pulmão, 0,6% tem cancro cerebral e 0,00072% sofre de tumores na laringe em algum momento das suas vidas. As toxinas do cigarro podem explicar porque é que o cancro do pulmão é mais comum.

Mas, apesar do sistema digestivo estar mais exposto a toxinas do ambiente do que o cérebro, os tumores cerebrais são três vezes mais comuns que os do intestino.

O estudo foi realizado por investigadores da Universidade Johns Hopkins e da Escola de Saúde Pública Bloomberg. Afirmam acreditar que a explicação para esse factor aleatório está na forma como os tecidos do corpo se regeneram.

Células velhas e desgastadas do corpo são constantemente substituídas através de células-tronco, que se dividem para formar novas células.

Mas em cada divisão há o risco de que ocorra uma mutação perigosa, que aumenta as probabilidades de a célula-tronco se tornar cancerígena. O ritmo dessa renovação celular varia de acordo com a parte do corpo, sendo mais rápida no intestino e mais lenta no cérebro, por exemplo.

Os pesquisadores compararam o número de vezes que essas células se dividem em 31 tecidos do corpo durante a vida de um indivíduo com os dados de incidência de cancro nessas partes do corpo. Concluíram que dois terços dos tipos de carcinoma eram «provocados pelo azar» de células-tronco em processo de divisão sofrerem mutações imprevisíveis. Esses tipos de cancro incluem: cancro no cérebro, no intestino delgado e no pâncreas.

Segundo Cristian Tomasetti, professor assistente de oncologia e um dos investigadores, as ações de prevenção não são suficientes para impedir a ocorrência desses tipos de carcinoma.

«Se dois terços da incidência de cancro nos tecidos é explicada por mutações de DNA aleatórias que ocorrem na divisão das células-tronco, mudar o estilo de vida e os hábitos é uma grande ajuda para prevenir certos tipos de cancro, mas não é efectivo em relação a uma grande variedade de outros tipos», afirmou.

«Temos que concentrar os nossos esforços em encontrar formas de detectar esses cancros mais cedo, em fases em que ainda sejam curáveis”.

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Publicado 02/01/2015 às 09:13

189: Iogurte pode substituir colonoscopia

E que tal comer uma colher de iogurte em vez de fazer uma colonoscopia?

A ideia talvez agrade à maioria das pessoas e está a ser estudada por Sangeeta Bhatia, uma professora do MIT. O trabalho da investigadora passa por produzir uma molécula sintética que se introduz no iogurte e que vai detectar o cancro do cólon e do recto.

Iogurte pode substituir colonoscopia

Depois das nano-partículas passarem pelo aparelho digestivo, uma amostra de urina mostra os resultados num papel reactivo. É um processo semelhante aos testes de gravidez.

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03/10/2014 | 18:48

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185: Quando o seu filho sustém a respiração sabe porque é? (vídeo)

Os motivos podem ser muitos mas, neste vídeo em particular, a razão é muito específica. Nele, vemos uma criança a praticar suster a respiração por longos períodos de tempo. No início, parece ser apenas aborrecimento ou brincadeira de criança. A verdadeira razão é revelada no final. São apenas 60 segundos.

O vídeo foi realizado pela Havas Worlwide de Helsínquia – direcção criativa de Marko Vuorensola, direcção de arte de Jon Gustavson e copy de Marko Vuorinen – para passar uma importante mensagem.

Mais sobre a campanha pode ser encontrado no site http://www.ashbabies.fi

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Publicado 12/09/2014 às 22:35

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181: O sistema imunitário humano em acção (em imagens)

Neste momento decorre uma guerra dentro de si. Ela é entre as células especializadas do seu sistema imunitário e os patógenos que tentam invadir o seu corpo…

A primeira missão das células do nosso sistema imunitário é distinguir entre os patógenos que podem deixar-nos doentes e as nossa próprias células. A segunda é destruir os agentes invasores.

Estas imagens mostram momentos dessa guerra permanente e foram originalmente publicadas numa edição da revista National Geographic de 1986, num artigo de Peter Jaret com fotografias de Lennart Nilsson, tiradas para o Boehringer Ingelheim International. Recentemente um utilizador partilhou-as no imgur, onde já foram vistas por mais de 300 mil pessoas.

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Publicado 05/09/2014 às 15:00

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179: Doentes com Alzheimer vão poder usar pulseiras em 2015

A ideia é aproveitar o que já está a ser feito com a pulseira “Estou Aqui”, usada pelas crianças nos meses de verão, e alargar este projecto aos portadores de Alzheimer durante todo o ano.

Os doentes com Alzheimer vão poder usar pulseiras a partir de 2015 para serem localizados, aproveitando o que já está a ser feito com a pulseira “Estou Aqui”, usada pelas crianças nos meses de verão, noticia o jornal Público.

O objectivo da PSP e da Associação de Familiares e Amigos de Doentes com Alzheimer é alargar este projecto aos portadores de Alzheimer durante todo o ano.

Em declarações à TSF, o subcomissário João Moura explicou que se trata de uma «pulseira única, pessoal e intransmissível dotada de um código alfanumérico» que permite um «contacto mais célere, direccionado e objectivo» quando for perdida.

«Caso uma pessoa com Alzheimer se perca e se afaste do seu local de segurança, a PSP estará mais disponível para a encontrar via 112, sendo que os dados são confidenciais e apenas geridos pela autoridade policial», explicou.

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Publicado 29/08/2014 às 11:41

178: Consumo de tomate reduz risco de cancro da próstata

foto Reuters/David Mdzinarishvili

foto Reuters/David Mdzinarishvili

Homens que comem mais de 10 porções de tomates por semana têm um risco 18 por cento menor de desenvolver cancro da próstata, sugere uma nova pesquisa realizada pelas universidades britânicas de Cambridge, Oxford e Bristol.

De acordo com o estudo hoje publicado na revista médica “Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention”, que pertence à Associação Americana de Pesquisa do Cancro, homens que comem essas porções de tomate e seus derivados semanalmente demonstraram ter menor risco de aumentar cancro da próstata, a segunda variedade de tumor maligno mais comum nas pessoas de sexo masculino em todo o mundo.

Os pesquisadores das universidades de Cambridge Oxford e Bristol avaliaram as dietas e estilo de vida de 1.806 homens com idades entre 50 e 69, com cancro da próstata, e compararam com a dos outros 12.005 homens sem a doença.

A equipa de investigadores avaliou o estilo de vida dos dois grupos, nomeadamente se na sua dieta se incluía o selénio, cálcio e alimentos ricos em licopeno, produtos associados à prevenção do cancro da próstata.

E no final, apurou-se que os homens que tiveram ingestão ideal desses três componentes alimentares tiveram um menor risco da doença, refere a revista médica Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention.

A redução do risco do desenvolvimento da doença deve-se ao licopeno, um antioxidante que repele as toxinas que podem provocar danos nas células e ADN, disse a pesquisadora da Faculdade de Medicina da Universidade de Bristol, Vanessa Er, que liderou o estudo.

«Os nossos resultados sugerem que o tomate pode ser importante na prevenção do cancro da próstata. No entanto, mais estudos precisam ser realizados para confirmar os nossos resultados, especialmente por meio de testes em humanos. Os homens ainda devem comer uma grande variedade de frutas e legumes, manter uma alimentação saudável, controlar o peso e manterem-se activos», afirmou Vanessa Er.

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Lusa
Publicado 27/08/2014 às 19:33

167: Chip diagnostica diabetes em poucos minutos

Trata-se de um microchip feito com nanopartículas de ouro que identifica a presença de biomarcadores da doença com uma gota de sangue. O diagnóstico é feito em minutos em vez de vários dias.

A tecnologia foi desenvolvida na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e pode facilitar o diagnóstico de doentes com diabetes tipo 1.

Brian Feldman, um dos investigadores da Universidade de Stanford, segura o microchip

Brian Feldman, um dos investigadores da Universidade de Stanford, segura o microchip

O microchip, descrito na última edição da prestigiada revista Nature Medicine, é tão simples que pode ser utilizado fora de um hospital ou de um laboratório, e em grandes grupos de pessoas simultaneamente.

O sistema está preparado para detectar os auto-anticorpos, proteínas produzidas pelo organismo que sofre da variação auto-imune da doença. São eles que atacam as células beta pancreáticas, produtoras da insulina, o que provoca o diabetes tipo 1.

Actualmente, o diagnóstico pode durar até três dias, mas o microchip criado pelos investigadores da Universidade de Stanford utiliza uma tecnologia que torna o processo mais rápido.

Uma gota de sangue é o suficiente. O microchip é capaz de sinalizar a presença dos biomarcadores típicos do diabetes com 2 microlitros de sangue (uma única gota tem 35 microlitros). O segredo está nas nanopartículas de ouro depositadas sobre a placa de vidro que intensificam o sinal fluorescente que indica a reacção entre um conjunto seleccionado de antígenos e seus respectivos anticorpos.

Os criadores do microchip já pediram a aprovação da FDA, a agência norte-americana que regula remédios e alimentos. O preço estimado deste método ronda os 15 euros e cada peça poderia ser usada até 15 pessoas.

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25/07/2014 | 19:41

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152: Portugueses consumiram três milhões de Omeprazol em 2013, medicamento pode ser prejudicial

O fármaco é usado no tratamento da úlcera gástrica e da doença do refluxo gastro-esofágico. A ingestão prolongada deste fármaco e de outros semelhantes pode levar a uma carência da vitamina B12, osteoporose ou o retardamento de diagnósticos graves entre outros.

tsf29052014Os portugueses consumiram em 2013 quase três milhões de unidades de omeprazol, um medicamento para o tratamento da úlcera gástrica e da doença do refluxo gastro-esofágico, mas cuja utilização prolongada sem indicação clínica pode ser prejudicial.

Dados da Consultora IMS Health, a que a Lusa teve acesso, revelam que no ano passado foram consumidas 2.973.591 unidades de omeprazol, no valor de 13.447.694 euros.

Nos últimos anos tem-se assistido a um crescimento acentuado do consumo deste fármaco, de tal forma que, em 2008, a autoridade que regula o sector (Infarmed) decidiu investigar o seu «consumo excessivo».

Apesar deste aumento – o crescimento abrandou em 2010 — o valor gasto na compra destes fármacos baixou significativamente, passando de 77.153.835 euros por 2.407.520 unidades, em 2007, para 13.447.694 euros por 2.973.591 unidades, em 2013.

A diminuição do preço, associado a um desconhecimento sobre as verdadeiras indicações deste fármaco, bem como os riscos que podem resultar de uma toma prolongada, são razões apontadas por gastroenterologista Hermano Gouveia para o aumento deste consumo.

Este dirigente da Sociedade Portuguesa de Gastroenterologia (SPG) disse à agência Lusa que a organização está atenta a este fenómeno e que há algum tempo estuda o seu impacto na saúde, sempre que a toma não tem justificação clínica.

«É um medicamento seguro, mas que está a ser sobre-utilizado», disse, afirmando que há quem o use como protector gástrico quando estão a tomar outros fármacos, mas sem necessidade, pois nem todos os medicamentos são lesivos para a mucosa do estômago.

Além disso, acrescentou, o facto deste fármaco ser um protector gástrico não significa que seja esta a sua indicação médica e muito menos como minimizador de efeitos associados a indisposições gástricas.

Um estudo recentemente publicado na revista científica da Associação de Médicos Americanos atribuiu à ingestão prolongada deste fármaco e de outros semelhantes uma carência da vitamina B12.

A investigação refere que as pessoas que tomaram diariamente um medicamento do grupo do omeprazol durante dois ou mais anos tinham 65 por cento mais de probabilidades de ter níveis baixos de vitamina B12, que tem um papel importante na formação de novas células, do que os que não ingeriram o fármaco.

Confrontado com este estudo, o Infarmed indicou que «a possibilidade de redução da absorção da vitamina B12 em terapêuticas a longo prazo com omeprazol foi já identificada há vários anos, especificamente actualizada na informação do medicamento desde procedimento de arbitragem a nível europeu em 2010».

Além desta carência vitamínica, Hermano Gouveia refere outros riscos da toma prolongada de omeprazol, como a osteoporose ou o retardamento de diagnósticos graves, por estes estarem «disfarçados» com o efeito do fármaco.

O especialista alerta ainda para o risco acrescido de infecções e, logo, maior incidência de sintomas como diarreias.

Para Hermano Gouveia, o medicamento pode e deve ser utilizado, mas desde que prescrito por médico após avaliação clínica e nunca por iniciativa da pessoa.

A este propósito, lembrou que, apesar do omeprazol ser um medicamento de receita médica obrigatória, pode ser adquirido sem necessidade de prescrição em doses mais baixas, o que não diminui o risco.

In TSF online
Lusa
Publicado 29/05/2014 às 11:39

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