1098: Estudo traz uma nova esperança ao tratamento do cancro dos ovários

SAÚDE PÚBLICA/CANCRO/TRATAMENTO

AndreaObzerova / Canva

Novo estudo traz uma nova luz para a luta contra o cancro dos ovários. Combinação de medicamentos conseguiu reduzir o tamanho do tumor.

De acordo com o estudo, entre 25 pacientes que receberam uma combinação experimental de medicamentos para o cancro do ovário seroso, quase metade obteve uma redução significativa no tamanho do tumor.

Os resultados do estudo foram apresentados na European Society for Medical Oncology Progress, realizada na semana passada.

Embora o estudo tenha sido muito restrito, os resultados são animadores porque todos os pacientes que participaram já tinham tentado outro tipo de tratamentos sem sucesso.

Segundo o IFL Science, a quimioterapia e os tratamentos hormonais para o cancro dos ovários têm baixas taxas de sucesso em comparação com outros tipos de cancro — este cancro tira cerca de 160.000 vidas por ano.

Na primeira fase do estudo, os participantes receberam uma combinação dos medicamentos VS-6766 e defactinibe.

Foi observada uma redução significativa do tumor em quase metade dos pacientes — embora as estimativas de frequência de eficácia sejam aproximadas. Em média, os pacientes passaram 23 meses sem que os tumores evoluíssem.

Em breve será possível tirar novas conclusões, já que o estudo vai avançar para a segunda fase de testes que irá envolver 100 participantes.

O objectivo é analisar detalhadamente quão comuns são os benefícios, sendo que esta fase deverá começar em Dezembro deste ano e terminar em 2025. O estudo irá comparar a combinação dos dois medicamentos com VS-6766 sozinho.

“Se as descobertas forem confirmadas em estudos maiores, irão representar um avanço significativo no tratamento do cancro do ovário seroso”, referiu a líder da equipa Susana Banerjee, em comunicado.

A especialista destaca: “Temos muita esperança de que este se possa tornar o padrão de tratamento para mulheres com cancro do ovário seroso de baixo grau”.

De recordar que os ensaios de primeira fase testam principalmente a segurança do tratamento, e não a eficácia, portanto, observar esses benefícios substanciais também acabou por ser uma surpresa agradável.

O cancro do ovário seroso de baixo grau não é a forma mais comum de cancro dos ovários, mas tende a aparecer mais cedo do que os outros tipos e é particularmente difícil de tratar.

Apenas cerca de uma em cada oito pacientes com cancro do ovário seroso de baixo grau respondem à quimioterapia.

O estudo também frisa que o uso de medicamentos é mais útil se os médicos souberem de antemão quais são pacientes que têm maior probabilidade de responder a estes.

ZAP //

Por ZAP
24 Setembro, 2021

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810: Medicamentos para pressão arterial podem proteger a memória

SAÚDE/PRESSÃO ARTERIAL/MEMÓRIA

Rido / Canva

Os idosos que tomam determinados medicamentos para pressão arterial podem reter durante mais tempo as suas habilidades associadas à memória, sugere um novo estudo norte-americano.

Neste novo estudo, publicado na Hypertension, os investigadores descobriram que a toma de certos inibidores da ECA e bloqueadores do receptor da angiotensina II (ARBs), duas das principais classes de medicamentos para pressão arterial, que penetram no cérebro, podem impedir a entrada de substâncias tóxicas no cérebro.

Dos 12.900 pacientes analisados, os que tomaram medicamentos que penetram no cérebro demonstraram menos perda de memória em três anos, em comparação com aqueles que tomaram remédios que não cruzam a barreira hematoencefálica – estrutura que protege o sistema nervoso central de substâncias tóxicas presentes no sangue.

A hipertensão é considerada um factor de risco para a demência, existindo evidências sobre a redução do risco de comprometimento cognitivo através do controle rígido da pressão arterial, permitindo diminuir o declínio nas habilidades de memória e raciocínio à medida que as pessoas envelhecem.

De acordo com o investigador Daniel Nation, professor do Instituto para Deficiências de Memória e Distúrbios Neurológicos da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos (EUA), esta descoberta sugere que os medicamentos que penetram no cérebro podem trazer um “benefício adicional”, além da redução da pressão arterial.

“Acho que esse efeito é independente do controle da pressão arterial”, disse Nation. Os inibidores da ECA e os ARBs actuam no sistema renina-angiotensina do corpo, fundamental na regulação da pressão arterial. Mas o cérebro, explicou, tem seu próprio sistema renina-angiotensina, separado do corpo.

A equipa reuniu dados de 14 estudos com idosos, geralmente na faixa dos 60 ou 70 anos, que tomavam inibidores para hipertensão, alguns desses capazes de cruzar a barreira hematoencefálica. O que ainda não foi comprovado, apontou Daniel Nation, é se esses medicamentos reduzem o risco de demência.

O grupo apontou, no entanto, que embora esses pacientes se tenham saído melhor nos testes de memória, tiveram resultados piores relativamente à atenção. Este capacidade, porém, pode ser influenciado pelo stress e pelo humor.

Por Taísa Pagno
25 Junho, 2021

 

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782: 1.231 pessoas infectadas em Portugal após segunda dose da vacina. Cinco morreram

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAÇÃO/INFECÇÕES/MORTES

Mais de mil pessoas entre as quase dois milhões com a vacinação completa testaram positivo à covid-19

© Rita Chantre / Global Imagens

1.231 das quase dois milhões de pessoas que já tinham recebido as duas doses de uma vacina contra a covid-19 em Portugal ficaram infectadas com o vírus, sendo que cinco morreram, anunciou esta quinta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

A DGS, que tem feito a monitorização destes casos juntamente com outras instituições, entre as quais o Infarmed, apurou que, das mais de mil pessoas infectadas após a vacinação completa, “37% estavam na faixa etária dos 80 e mais anos, e 8% dos 70 aos 79 anos, estando os restantes distribuídos nas outras faixas etárias”.

Dos 1231 casos, registam-se 26 pessoas internadas com diagnóstico principal por covid-19, 77% com mais de 80 anos, e 17 pessoas com diagnóstico secundário.

Segundo a DGS, há a lamentar cinco óbitos com a vacinação completa, quatro dos quais tinham 80 ou mais anos.

“Todos os casos de infecção por SARS-CoV-2 são encaminhados por equipas médicas e de Saúde Pública, seguindo os normativos em vigor da DGS. Este seguimento clínico é independente do estado vacinal da pessoa. Em casos particulares, nas pessoas com esquema vacinal completo, a equipa médica ou de saúde pública pode requerer investigações suplementares, como a sequenciação genética do vírus”, pode ler-se um comunicado enviado às redacções.

Ainda assim, a entidade dirigida por Graça Freitas mostra confiança na vacinação. “Recordamos que a efectividade vacinal é muito elevada, mas não é de 100%, pelo que se continuam a recomendar as conhecidas medidas de precaução”, indica a nota.

“Mantém-se o apelo à vacinação, especialmente dos mais vulneráveis”, conclui.

Diário de Notícias
DN
17 Junho 2021 — 19:45

 

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772: Luzes cintilantes mostram potencial como novo tratamento para o Alzheimer

CIÊNCIA/SAÚDE/ALZHEIMER

Annabel_P / Pixabay

Uma equipa de investigadores usou som e luzes cintilantes para tratar ratos com a doença de Alzheimer, obtendo alguns resultados positivos. Agora, os cientistas testaram o mesmo tratamento em humanos, conseguindo mais uma vez resultados encorajadores.

A autora principal do estudo, Annabelle Singer, salienta que os resultados foram excelentes, até mesmo melhores do que esperavam. O estudo foi publicado em Maio na revista científica Alzheimer’s & Dementia: Translational Research & Clinical Interventions.

As luzes cintilantes estimulam as ondas gama, manipulando a actividade neural, recrutando o sistema imunitário do cérebro e eliminando os patógenos. Desta forma, o tratamento consegue travar com sucesso a luta contra o Alzheimer.

Esta foi a primeira vez que Singer e sua equipa conseguiram testar a estimulação sensorial gama por um longo período de tempo.

Os dez pacientes que participaram no estudo foram divididos em dois grupos. No primeiro, foram expostos à luz e som a 40 hertz, uma hora por dia durante oito semanas. No segundo grupo, o período foi de quatro semanas após um início atrasado.

Não só a luz e o som eram toleráveis, como provocaram uma resposta positiva do cérebro dos pacientes. Assim como os autores esperavam, a actividade cerebral — ondas gama — estava sincronizada com a estimulação externa.

As ondas gama estão associadas a funções cognitivas de alto nível, como percepção e memória, escreve o portal Big Think.

Alguns participantes relataram zumbido nos ouvidos, dores de cabeça e um leve desconforto que poderá ter sido tonturas relacionadas com as luzes. Mas, regra geral, Singer diz que o perfil de segurança do dispositivo era excelente.

“Estamos a conseguir envolvimento imunitário em humanos”, diz Singer. O tratamento desencadeou a actividade de citocinas, proteínas usadas na sinalização celular — um sinal de que a cintilação activou o sistema imunitário do cérebro.

Os investigadores questionaram-se se um teste mais longe em humanos faria diferença. Por exemplo, haveria actividade amilóide reduzida?

“Até agora, isso é muito preliminar e não estamos nem perto de tirar conclusões sobre o benefício clínico deste tratamento”, disse o co-autor James Lah. “Mas agora temos alguns argumentos muito bons para um estudo maior e mais longo com mais pessoas.”

O estudo surge numa altura em que a Food and Drug Administration (FDA), o regulador dos Estados Unidos para a alimentação e medicamentos, aprovou, pela primeira vez desde 2003, um novo medicamento para tratar o Alzheimer — que parece ser eficaz.

O fármaco, Aduhelm, que segundo a FDA é o “primeiro tratamento dirigido à fisiopatologia subjacente ao Alzheimer”, detecta placas beta-amiloides no cérebro, remove estas placas e desacelera o avanço da doença. Os efeitos benéficos ainda não são totalmente conhecidos, mas os resultados dos testes são promissores, diz o regulador.

Por Daniel Costa
17 Junho, 2021

 

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762: Funcionário da EMA sugere proibir-se vacina da AstraZeneca

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAS/ASTRAZENECA

Marco Cavaleri, responsável pela estratégia de vacinação da EMA, considera que a vacina de dose única da Johnson & Johnson apresenta “menos problemas do que a AstraZeneca”.

© EPA/RUNGROJ YONGRIT

Um alto funcionário da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) disse este domingo, numa entrevista ao jornal italiano La Stampa, que seria melhor deixar de administrar a vacina da AstraZeneca a todos os grupos etários quando houver alternativas disponíveis.

Marco Cavaleri, responsável pela estratégia de vacinação na EMA, também assumiu que a vacina da Johnson & Johnson deve ser utilizada de preferência para pessoas com mais de 60 anos.

Ambas as vacinas virais vectoriais foram aprovadas pelo regulador europeu para os maiores de 18 anos, mas houve relatos raros de coágulos sanguíneos. A União Europeia aprovou também duas vacinas de RNA de mensageiro, da Pfizer/BioNTech e Moderna.

No sábado, a Itália restringiu a utilização da vacina AstraZeneca a pessoas maiores de 60 anos, alegando o aumento dos riscos para a saúde dos mais jovens.

Questionado sobre se seria melhor proibir a AstraZeneca, inclusive para os maiores de 60 anos, Cavaleri disse: “Sim, e esta é uma opção que muitos países, como a França e a Alemanha, estão a considerar à luz da maior disponibilidade de vacinas por RNA mensageiro”.

“Contudo, os incidentes têm sido muito raros e ocorreram após a primeira dose. É verdade que há menos dados sobre a segunda dose, mas no Reino Unido está a correr bem [o programa de vacinação]. Nos jovens, o risco de adoecer diminui, e a mensagem para eles pode ser a de usar preferencialmente vacinas de RNA mensageiro, mas a escolha é de cada Estado”, acrescentou.

Cavaleri considerou ainda que a vacina de dose única da Johnson & Johnson apresenta “menos problemas do que a AstraZeneca”, apesar de ter sido menos utilizada. “Com uma dose única, é útil para algumas categorias difíceis de alcançar, mas é melhor reservá-la para os maiores de 60 anos”, disse.

A tecnologia do RNA mensageiro consiste em injectar nas células instruções genéticas para que elas possam produzir proteínas ou “antigénios” específicos do novo coronavírus. Estas proteínas serão entregues ao sistema imunitário, o qual produzirá depois anticorpos.

As vacinas “víricas”, tais como as da AstraZeneca e Johnson & Johnson, utilizam como portador outro vírus, que é modificado para transportar informação genética para combater a covid-19. Ambas utilizam um tipo muito comum de vírus chamado adenovírus como portador.

Diário de Notícias
DN/Lusa
13 Junho 2021 — 12:39

 

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755: Marta e Ricardo. Jovens adultos alertam para as sequelas da covid-19

 

SAÚDE/COVID-19/SEQUELAS

Marta Rangel, de 39 anos, e Ricardo Oliveira, de 31, alertaram esta sexta-feira para a doença que é uma “roleta russa” e que deixa várias sequelas que condicionam a vida após a alta hospitalar.

Dois adultos jovens, sem factores de risco e que estiveram em cuidados intensivos por covid-19, alertaram esta sexta-feira para a doença que é uma “roleta russa” e que deixa várias sequelas que condicionam a vida após a alta hospitalar.

“A covid-19 não é uma gripe. Não afecta só as pessoas mais velhas, não afecta só as pessoas com comorbilidades ou com factores de risco. É uma espécie de roleta russa que pode afectar qualquer pessoa e que nunca sabemos quando e em que nível nos pode afectar”, afirmou Marta Rangel, 39 anos, que foi infectada no dia do seu aniversário.

Num depoimento no lançamento da iniciativa “Retorno Pós-Covid”, organizada pelo Centro de Reabilitação Profissional de Gaia, a jornalista e criadora de conteúdos digitais relatou que terá sido infectada num “mero almoço com a família mais próxima”, onde foram seguidos “todos os cuidados recomendados” de protecção.

Segundo Marta Rangel, após os primeiros sintomas e depois de ter recebido a confirmação de um teste positivo, a doença “começou a escalar muito rápido”, o que a levou ao internamento no Hospital de São Francisco Xavier (Lisboa) e, de seguida, aos cuidados intensivos, onde esteve sempre consciente e com recurso a oxigénio de forma não invasiva.

Depois da alta hospitalar no início de Dezembro, Marta Rangel, que “sempre foi uma pessoa saudável, activa e sem qualquer factor de risco”, debateu-se com várias sequelas da doença, tendo sido acompanhada em dois hospitais numa fase “bastante incapacitante” em que ainda estava a recuperar.

“Para me levantar do sofá e ir à casa de banho, que está a três quatro metros, tinha de ir agarrada às paredes. Não conseguia sequer estar a conversar. Cansava-me muito e ficava com muita falta de ar”, recordou a jornalista que trabalha por conta própria.

“Acredito que, se tivesse de ter regressado logo ao trabalho, teria tido certamente algumas dificuldades, porque a infecção por covid foi bastante incapacitante durante algum tempo”, salientou, ao avançar que perdeu 60% da capacidade muscular que tinha antes da doença, mas que agora, cerca de seis meses depois, sente-se “praticamente no estado normal”.

Já para Ricardo Oliveira, que foi induzido em coma e que esteve em cuidados intensivos mais de um mês no Hospital Pedro Hispano (Matosinhos), o que mais o “castiga neste momento é ao nível psicológico”, apesar de apresentar limitações físicas derivadas das tromboses que sofreu.

“Fiquei com muitas sequelas para o resto da minha vida”, garantiu o jovem empresário de 31 anos, que, após recuperar da doença, conseguiu concretizar o seu “sonho” e abriu o próprio restaurante.

“Não podemos desistir e temos de seguir em frente. Sirvo à mesa a mancar, mas tem de ser. Não podemos deixar que o vírus nos vença”, salientou Ricardo Oliveira que, tal como Marta Rangel, não apresentava factores de risco para a covid-19, mas que agora tem de lidar com o cansaço como uma das sequelas da doença.

Na iniciativa participou também a médica internista do Hospital de Santa Maria (Lisboa), Sandra Brás, que, desde Março de 2020, coordena uma unidade de internamentos de covid-19, que já tratou cerca de 2.500 doentes.

Segundo a médica, a consulta presencial criada em Maio de 2020 de seguimento pós-covid, que dá prioridade aos doentes que tiveram doença grave e crítica, pretende minimizar o impacto que as sequelas têm na qualidade de vida, na sua dinâmica familiar e na actividade profissional dos recuperados.

Depois de cerca de 13 meses de actividade desta consulta, Sandra Brás identificou três grandes grupos de problemas nos seus utentes: manifestações físicas, manifestações neuro-cognitivas psiquiátricas e questões sociais e económicos.

“O vírus não escolhe idade, não escolhe sexo, não escolhe profissões”, alertou a especialista, ao avançar que na consulta no Hospital de Santa Maria são seguidos “trabalhadores da construção civil, advogados, médicos, tradutores, professores, empregados de supermercado”.

“E se aqueles que têm uma actividade de maior exigência física veem-se limitados pelas dores articulares e pelo cansaço, há um grupo de doentes cujo actividade laboral é mais intelectual — lembro-me em particular dos professores — para quem estas dificuldades e estas queixas neuro-cognitivas são extremamente marcantes”, sublinhou a médica.

Além de haver um atraso no retorno à actividade profissional, que acontece com a maioria dos doentes, há um “grande medo de não ser capaz de desempenhar as funções da mesma forma que o faziam antes da doença”, o que, nalguns casos, é geradora de ansiedade e de depressão, acrescentou.

“Muitos doentes têm receio de voltar a trabalhar, de sair à rua e de estar com a família e com amigos. O medo da reinfecção é, para alguns doentes, muito intenso e muito castrador”, referiu ainda Sandra Brás.

Para Diogo Pereira, médico neurologista da equipa do estudo NeuroCovid do Centro Hospitalar Universitário do Porto, “é certo que há uma clara repercussão neurológica” da infecção pelo vírus que provoca a covid-19, quer na fase aguda da doença, mas também no período pós infecção.

“Os quadros como alterações cognitivas, dores de cabeça e alterações de sono são, provavelmente, os maiores causadores de impacto funcional e de deterioração da qualidade de vida, sendo importante perceber a taxa de persistência desses sintomas”, adiantou neurologista.

Para o futuro, os especialistas pretendem apurar se estes sintomas neurológicos estão relacionados com a estirpe do vírus que causou a infecção, se há factores genéticos do doente que estejam relacionadas com estas alterações neurológicas e a reversibilidade dos sintomas.

A iniciativa “Retorno Pós-Covid” destina-se, através de acções de formação e do acompanhamento posterior, a pessoas que recuperaram da fase activa de infecção, mas que continuam a sentir dificuldades no seu dia-a-dia e que sentem ou antecipam limitações no seu desempenho profissional.

Esta resposta está implementada em quatro pólos em Porto, Coimbra, Lisboa e Faro, mas prevê também iniciativas `online´.

Em Portugal, morreram 17.044 pessoas dos 855.951 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

Diário de Notícias
Lusa
11 Junho 2021 — 21:17

 

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