1171: Foi vacinado com AstraZeneca ou Johnson? Dose de reforço vai ser da Pfizer

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/VACINAÇÃO

Georgi Licovski / EPA

A vacinação de reforço já está em curso desde dia 11 de Outubro, segunda-feira, junto dos residentes e utentes de Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas, como lares, e das pessoas com mais de 65 anos de idade.

Contudo, o que não se sabia é que as pessoas que na primeira fase foram inoculadas com vacinas da AstraZeneca ou Johnson, agora irão receber uma dose da Pfizer.

A informação consta na norma da Direcção-Geral da Saúde (DGS) relativa à vacinação, actualizada no dia 8 de Outubro.

“A vacinação das pessoas elegíveis para uma dose de reforço deve ser realizada com uma vacina de mARN (Comirnaty), com um intervalo de, pelo menos, seis meses após a conclusão do esquema vacinal primário, independentemente da vacina utilizada no esquema vacinal primário”. A Comirnaty é a vacina anticovid-19 desenvolvida pela Pfizer e pela BioNTech.

Em resposta ao jornal Público, a DGS garante que há vacinas suficientes para garantir este reforço.

Já no dia 17 de Setembro, em declarações aos jornalistas, a ministra da Saúde disse que existem doses suficientes para, se necessário, revacinar toda a população.

“Estamos a preparar tudo para a possibilidade de haver necessidade de vacinar uma população mais frágil pela sua imunidade natural, designadamente em função da idade”, referiu Marta Temido.

  ZAP //

Por ZAP
14 Outubro, 2021

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1159: Arranca hoje a vacinação dos mais idosos com a terceira dose

SAÚDE PÚBLICA/IDOSOS/VACINAÇÃO/TERCEIRA DOSE

A administração da terceira dose da vacina contra a covid-19 começa a ser administrada aos idosos que tomaram a vacina da gripe há mais de 14 dias.

© EPA

Os idosos que tomaram a vacina da gripe há mais de 14 dias vão começar a receber a terceira dose da vacina contra a covid-19 a partir desta segunda-feira, conforme disse à Lusa a directora-geral da Saúde.

“Estamos à espera que haja uma orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para podermos, se for possível, administrar [o reforço da] vacina contra a covid-19 e a vacina contra a gripe no mesmo dia, em locais do corpo diferentes, mas na mesma sessão vacinal”, disse Graça Freitas.

A directora-geral destacou que, enquanto essa recomendação não é conhecida, vai ser dado início à vacinação, nesta segunda-feira, “vacinando as pessoas que já tiveram a vacina da gripe há 14 dias e que já têm o intervalo para poderem ter o reforço da vacinação contra a covid-19”.

Os que têm 80 ou mais anos e os utentes de lares e de unidades de cuidados continuados começam esta semana a receber a terceira dose da vacina para reforçar a sua imunidade contra o vírus SARS-CoV-2.

Inclusão dos profissionais de saúde nos grupos prioritários está a ser ponderada

Estes dois grupos foram considerados prioritários para receberem este reforço da imunização contra a covid-19, anunciou na sexta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS), que definiu que a administração desta terceira dose será, nesta fase, destinada às pessoas com mais idade.

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, adiantou que a dose de reforço será administrada seis meses após a vacinação completa a “pessoas que ficaram com imunidade na primeira série vacinal”, sendo agora necessário “passar a imunidade outra vez para o nível óptimo”.

Relativamente a outros grupos, a directora-geral acrescentou que a inclusão dos profissionais de saúde está a ser ponderada, mas para já não são considerados prioritários.

Paralelamente a este reforço de imunidade que arranca esta semana, já está a ser administrada uma dose adicional da vacina contra o coronavírus SARS-CoV-2 a pessoas imuno-suprimidas, tendo já sido vacinadas cerca de 13 mil pessoas deste grupo.

Diário de Notícias
DN/Lusa
11 Outubro 2021 — 08:40

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1137: Maiores de 65 anos serão vacinados com 3ª. dose a partir de 11 de Outubro

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/VACINAÇÃO/IDOSOS/3ª. DOSE

Administração será por fases e começará nos lares e a pessoas com mais de 80 anos.

António Lacerda Sales
© Diana Quintela /Global Imagens

 

Os portugueses com mais de 65 anos vão começar a ser vacinados com a terceira dose da vacina contra a covid-19 a partir de 11 de Outubro, anunciou esta segunda-feira o secretário de Estado Adjunto e da Saúde.

António Lacerda Sales avançou que a Direcção-Geral da Saúde (DGS) vai emitir nas próximas horas uma norma com “o suporte técnico para essa terceira dose” contra a covid-19 ou dose de reforço, ressalvando que a vacina vai começar por ser administrada a pessoas residentes em lares de idosos e com mais de 80 anos.

“Iniciaremos pelas faixas mais vulneráveis, nomeadamente pelas estruturas residenciais para idosos, pela faixa acima dos 80 anos e depois iremos de uma forma decrescente até à faixa igual ou superior aos 65 anos, como foi feito quando foi a primeira fase de vacinação covid”, disse aos jornalistas o secretário de Estado à margem da assinatura do acordo de cooperação entre o INEM, Liga dos Bombeiros Portugueses e Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, em Lisboa.

O governante sublinhou também que esta dose de reforço deverá ser administrada a partir de 11 de Outubro.

O secretário de Estado afirmou que se estava à espera da decisão da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), que foi conhecida neste dia, para que “a DGS pudesse também tomar a sua decisão técnica” e para que Portugal pudesse avançar com essa dose de reforço ou terceira dose.

A EMA indicou que doses de reforço da vacina anticovid-19 da BioNTech/Pfizer “podem ser consideradas” para pessoas com mais de 18 anos, após seis meses da segunda dose, para aumentar os anticorpos.

A EMA decidiu também hoje que uma terceira dose da vacina anticovid-19 da BioNTech/Pfizer e da Moderna só deverá ser administrada na União Europeia (UE) a pessoas com “sistemas imunitários gravemente enfraquecidos”, após 28 dias.

Questionado sobre se a terceira dose da vacina contra a covid-19 pode ser administrada em simultâneos com a da gripe, António Lacerda Sales disse que se aguarda por uma decisão da Organização Mundial de Saúde (OMS), que “muito em breve” deve pronunciar-se sobre a questão da co-administração.

“Neste momento não há essa indicação técnica, estamos a vacinar com uma diferença de 14 dias. Iniciámos a vacinação da gripe no dia 27 de Setembro. A iniciar a vacinação da terceira dose, como todos esperamos, será a partir do 11 de Outubro, quando se perfaz os 14 dias”, disse.

O secretário de Estado lembrou ainda que esta dose de reforço terá de ser administrada seis meses após a segunda dose.

“São estes os planos e é com este planeamento que estamos a trabalhar para podermos no dia 11 de Outubro começar a vacinar com a dose de reforço ou terceira dose”, sustentou, sublinhando que Portugal já está a administrar a doentes imuno-suprimidos uma dose adicional.

Em Portugal, a Direcção-Geral da Saúde actualizou, também no início de Setembro, as normas para admitir uma terceira ​​​​​​​dose adicional da vacina a imuno-deprimidos com mais de 16 anos, como transplantados, seropositivos e doentes oncológicos.

Diário de Notícias
DN/Lusa
04 Outubro 2021 — 23:30

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1135: Agência Europeia de Medicamentos aprova 3ª dose de vacina para imunodeprimidos

– Mais uns MILHÕE$ a entrarem nos cofres das farmacêuticas!!!

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/VACINAÇÃO 3ª. DOSE

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) decidiu esta terça-feira que uma terceira dose da vacina anticovid-19 da BioNTech/Pfizer e da Moderna só deverá ser administrada na União Europeia (UE) a pessoas com “sistemas imunitários gravemente enfraquecidos”, após 28 dias.

© DN/Lusa

“O comité de medicamentos humanos da EMA concluiu que uma dose extra das vacinas anticovid-19 Comirnaty [nome comercial da vacina do consórcio farmacêutico BioNTech/Pfizer] e Spikevax [nome comercial da vacina da Moderna] pode ser administrada a pessoas com sistemas imunitários gravemente enfraquecidos, pelo menos 28 dias após a sua segunda dose”, indica o regulador da UE em comunicado de imprensa.

A agência justifica que este aval dado esta segunda-feira surge depois de vários “estudos terem demonstrado que uma dose extra destas vacinas aumentou a capacidade de produzir anticorpos contra o vírus que causa a covid-19 em doentes com sistemas imunitários enfraquecidos”.

“Embora não haja provas directas da capacidade de produzir anticorpos nestes doentes protegidos contra a covid-19, espera-se que a dose de reforço aumente a protecção pelo menos em alguns doentes”, adianta a EMA, assegurando que “continuará a monitorizar quaisquer dados que surjam sobre a sua eficácia” e que acrescentará informação sobre esta ‘luz verde’ aos fármacos.

Na semana passada, a EMA anunciou estar a avaliar um pedido da farmacêutica Moderna para administrar uma terceira dose de reforço da vacina anticovid-19 na UE, para maiores de 12 anos após seis meses.

Antes, no início de Setembro, o consórcio farmacêutico Pfizer/BioNTech submeteu uma solicitação semelhante à EMA para restabelecer a protecção de vacinados com 16 anos de idade ou mais após seis meses da segunda dose.

Tanto a vacina da Moderna, como a da Pfizer/BioNTech, assentam na tecnologia do RNA mensageiro.

Ainda assim, apesar de o regulador ter analisado tais pedidos, é do entendimento dos seus especialistas que as provas actuais sobre a eficácia da vacina e a duração da protecção mostram que as vacinas anticovid-19 aprovadas na UE asseguram alta protecção contra doenças graves e internamentos na população em geral das vacinas, pelo que uma terceira dose só é admitida para grupos vulneráveis como imuno-deprimidos.

A posição do regulador dos medicamentos é idêntica à do Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), que num relatório divulgado no início de Setembro – e co-assinado por especialistas da EMA – defendeu não existir “necessidade urgente” de administrar doses de reforço da vacina anticovid-19 à população em geral, dado que os fármacos aprovados na UE são “altamente protectores” contra doença grave.

Ainda assim, o ECDC admitiu “a opção de administrar uma dose adicional de vacina a pessoas que possam ter uma resposta limitada ao ciclo primário de vacinação”, incluindo “indivíduos imuno-deprimidos, por exemplo, receptores de transplantes”, bem como “indivíduos mais velhos e frágeis”.

Em Portugal, a Direcção-Geral da Saúde actualizou, também no início de Setembro, as normas para admitir uma terceira dose adicional da vacina a imuno-deprimidos com mais de 16 anos, como transplantados, seropositivos e doentes oncológicos.

Diário de Notícias
Lusa
04 Outubro 2021 — 16:00

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1101: Investigador diz que terceira dose generalizada só faz sentido com vacina actualizada

– Miguel Castanho diz que persistir nas mesmas vacinas “é chover no molhado”. A terceira dose “só faz sentido” com “uma vacina actualizada”

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/VACINAÇÃO/TERCEIRA DOSE

Miguel Castanho diz que persistir nas mesmas vacinas “é chover no molhado”. A terceira dose “só faz sentido” com “uma vacina actualizada”, assume.

© EDUARDO COSTA/LUSA

A administração generalizada de uma terceira dose só faz sentido com uma vacina contra a covid-19 actualizada às novas variantes do vírus SARS-CoV-2, defendeu esta quinta-feira o investigador Miguel Castanho, para quem persistir nas mesmas vacinas “é chover no molhado”.

“Não creio que seja necessário, a breve trecho, uma terceira dose de forma generalizada – eventualmente para doentes do sistema imunitário, sim – e, em minha opinião, só faz sentido considerar essa hipótese para uma vacina actualizada”, adiantou à Lusa o investigador do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Segundo disse, a administração generalizada na população de uma dose de reforço com as vacinas que já estão a ser utilizadas é “chover no molhado”, face às novas variantes do coronavírus que provoca a covid-19, caso da Delta, predominante em Portugal e considerada mais transmissível.

“A imunidade conferida pelas vacinas em uso neste momento durará tempo suficiente para se actualizar, produzir e distribuir as vacinas actualizadas”, defendeu Miguel Castanho.

Já para José Aranda da Silva, especialista em indústria farmacêutica e antigo bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, a evolução da pandemia “será favorável” nos próximos meses, uma vez que os “dados referentes à vacinação são muito positivos”, mas admitiu a possibilidade de um reforço da imunização.

“A evolução será favorável, mas possivelmente teremos de ter um reforço da vacinação. Até ao momento, as notícias sobre medicamentos que possam erradicar a doença, como acontece com outros vírus, não são animadoras”, disse à Lusa o primeiro presidente do Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed).

Segundo Aranda da Silva, como acontece em todos os medicamentos, a eficácia das vacinas contra a covid-19 não é de 100%, “pelo que haverá sempre uma parte da população que não fica imunizada”.

“Esta é uma realidade com todas as vacinas e a verdade é que, mesmo assim, com as vacinas conseguimos erradicar do planeta doenças infecciosas que foram devastadoras para a população de diversos continentes durante séculos”, salientou o especialista.

O virologista José Miguel Pereira reitera também que a vacina contra a covid-19 não confere 100% de imunidade, uma vez que “há sempre um grupo de indivíduos que não adquirem a capacidade de criarem uma resposta imunologicamente competente para este agente viral”.

Segundo o especialista, as vacinas actualmente em uso, sendo eficazes a prevenir a covid-19, “não permitem aparentemente evitar que o vírus SARS-CoV-2 infecte e colonize as células das vias respiratórias dos vacinados”, apesar de se tratar, na maioria dos casos, de infecções assintomáticas ou benignas.

No entanto, diversos estudos revelam que as pessoas vacinadas e que ficam infectadas possuem menores cargas virais e de menor duração nas vias respiratórias, adianta o investigador.

“Ou seja, a probabilidade de haver transmissão a partir de um hospedeiro vacinado que tenha sido infectado é muito menor do que a que se verifica quando essa infecção ocorre num hospedeiro não vacinado”, assegura José Miguel Pereira.

A administração de uma terceira dose de vacina contra a covid-19 pode vir a ser administrada a dois grupos distintos da população, admitiu quarta-feira a directora-geral da Saúde (DGS), Graça Freitas.

“A questão da terceira dose tem duas componentes: para os imuno-suprimidos é uma outra oportunidade de ficarem imunizados; para as pessoas que tiveram a sua vacinação, mas porque são velhos, doentes ou terem outra condição que não os deixou duradouramente protegidos, está a ser equacionado um reforço. São estes estudos que estão a ser feitos e que têm muito a ver com a duração da imunidade”, afirmou a responsável da DGS.

A covid-19 provocou pelo menos 4.461.431 mortes em todo o mundo, entre mais de 213,79 milhões de infecções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 17.689 pessoas e foram contabilizados 1.028.421 casos de infecção confirmados, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

Diário de Notícias
DN/Lusa
26 Agosto 2021 — 16:48

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1100: EMA deverá autorizar terceira dose aos idosos. Portugal só aguarda luz verde

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/VACINAÇÃO/TERCEIRA DOSE/IDOSOS

O primeiro-ministro António Costa anunciou que o país já tem calendário para avançar com o reforço vacinal contra o SARS-CoV-2 para os maiores de 65 anos. O DN apurou que esta é a opinião dos peritos da Comissão Técnica da DGS e que a mesma vai ao encontro do que deve ser decidido, na próxima semana, pelos peritos da EMA.

Evidência científica tem revelado que protecção imunitária contra a covid-19 é mais elevada logo após a vacinação do que ao fim de seis meses.
© Ivo Pereira Global Imagens

A evidência científica disponibilizada até agora vai no sentido de que o esquema vacinal é eficaz, mas começa a ficar claro que esta protecção, apesar de ser significativa, não é tão elevada ao fim de uns meses, como logo após a vacinação nas faixas etárias acima dos 65 anos. Neste sentido, tendo em conta os resultados de dois grandes estudos científicos e a experiência de alguns países, que iniciaram a terceira dose, tudo indica que a administração desta tem risco reduzido e um impacto positivo nestas pessoas.” Foi desta forma que fonte ligada ao processo da vacinação explicou ao DN o que deve ser seguido em relação ao reforço vacinal para a faixa etária sénior.

De acordo com a mesma, esta é também a interpretação que deverá ser aceite pelos peritos do Comité de Medicamentos de Uso Humano (CHMP na sigla inglesa) da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), do qual se espera uma decisão no início de Outubro, provavelmente já na próxima semana, no sentido da autorização do reforço vacinal aos maiores de 65 anos. “À luz da evidência científica tudo aponta que a decisão da EMA vá nesse sentido”, sublinhou a mesma fonte.

Portanto, quando nesta quinta-feira o primeiro-ministro, António Costa, se dirigiu ao país a anunciar que estavam reunidas as condições para se avançar para a terceira e última fase do desconfinamento prolongado iniciado em Julho e ainda que estava tudo pronto para se avançar com a terceira dose aos maiores de 65 anos, sabia ser este o entendimento dos peritos da Comissão Técnica de Vacinação (CTV) contra a Covid-19.

Portugal aguarda assim apenas luz verde da EMA para avançar, já que “”vivemos num espaço europeu e devemos aguardar pela autorização da EMA, até para que sejam disponibilizadas vacinas para este efeito”, explicaram ao DN. No entanto, há Estados membros da UE que já decidiram administrar esta dose de reforço, mesmo sem decisão da autoridade de saúde europeia, embora “enfrentem riscos legais mais elevados, sem uma decisão formal da EMA”, argumentaram as fontes do DN.

Mas, na quinta-feira passada, António Costa garantiu que o país tem doses suficientes de vacinas para iniciar esta nova campanha contra a covid-19, esperando que esta esteja finalizada pelo Natal, de forma a que todos possamos viver esta quadra “mais protegidos”.

Recorde-se que Portugal já conseguiu atingir 83% de população vacinada, estando a seis pontos percentuais do total de população que pode ser inoculada (89%) -11% são menores de 12 anos. Mas Portugal é também dos países que, desde o início de Setembro, pode vacinar com a terceira dose todas as pessoas maiores de 16 anos com imunossupressão. A recomendação foi feita pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) a 1 de Setembro, após parecer da CTV, e de o Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC) ter considerado que esta deveria ser recomendada “para pessoas com sistema imunológico gravemente enfraquecido, como parte da sua vacinação primária”.

A norma da DGS inclui pessoas transplantadas (há menos de três meses), com VIH/sida, doentes com doença oncológica ativa, síndrome de Down e com outras doenças auto-imunes. Uma recomendação que também já é seguida por outros países fora do espaço europeu, nomeadamente os EUA, que, nesta semana, também autorizaram o reforço vacinal para maiores de 65 anos. O epidemiologista conselheiro da Casa Branca, Anthony Fauci, tinha afirmado, no domingo passado, numa entrevista, que era inevitável a terceira dose para os idosos e que a administração Biden estava apostada em fazê-lo.

A União Europeia espera luz verde da EMA, que, desde o dia 6 de Setembro, e tal como foi anunciado, está a avaliar os dados apresentados pela Pfizer/ BioNTech sobre os resultados em relação aos estudos realizados sobre a dose de reforço a pessoas como mais de 65 anos, dada seis meses após a segunda toma.

Ainda não há evidência para terceira dose nos mais novos

A discussão da terceira dose da vacina contra a covid-19 não vai ficar por aqui, mesmo depois desta decisão da EMA. Para as fontes do DN, este reforço vacinal tem de continuar a ser monitorizado. Até porque a questão também já está a ser colocada em relação à população em geral, mas, segundo os peritos portugueses, “ainda não há informação suficiente disponível sobre este assunto. Ou seja, em relação aos mais idosos sabemos que existe uma diminuição da protecção que acaba por se traduzir num aumento de risco em relação à doença, mas para os grupos mais novos isto não é assim tão evidente”.

Por isso, sublinharam os mesmos, “a questão tem de continuar a ser monitorizada, mesmo em relação a outros grupos de risco. Daqui a uns tempos pode chegar-se à conclusão de que a população adulta também deve receber a terceira dose“, acrescentando: “As vacinas foram criadas para nos proteger em relação à doença grave e muito grave e, neste aspecto, já provaram a sua eficácia. Basta olhar para o que se passa nos lares portugueses, onde vão sendo registados alguns surtos, mas com um número reduzido de óbitos e com infecções ligeiras ou mesmo sem sintomas.”

As mesmas fontes ressalvam que, em relação às faixas etárias menores de 65 anos que esta avaliação deve ter em conta a realidade de cada país. “Mesmo dentro do espaço europeu, as realidades são diferentes. Há países que têm uma cobertura vacinal mais elevada do que outros e há países que têm uma população muito mais idosa do que outros, como é o caso de Portugal. E, por agora, é esta que deve ser protegida”, sustentam. Recorde-se que o ECDC, num parecer emitido no início deste mês, admitiu “não haver necessidade urgente” de administrar doses de reforço a indivíduos totalmente vacinados na população geral.

A decisão da EMA em relação à terceira dose deve ser conhecida já na próxima semana. A vacina da Pfizer/BioNTech foi a primeira a ser analisada, mas, de acordo com um comunicado da UE, o laboratório da Moderna também vai apresentar à EMA os resultados a que chegou.

A União Europeia assinou três acordos com a Pfizer/BioNTech para a compra de 2,4 mil milhões de doses, sendo que o último acordo prevê a disponibilização de cerca de 900 milhões de vacinas, o que significa que uma parte destas será utilizada em reforços, caso estes venham a ser considerados necessários ou se surgirem novas variantes do vírus. Neste momento, 70% da população da UE já foi totalmente vacinada. Situação muito diferente é a que vivem outros países de continentes como África, Ásia e América Latina. Por isso mesmo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem vindo a solicitar aos países mais ricos que retardem este reforço em prol da campanha de vacinação para os países mais carenciados.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
25 Setembro 2021 — 00:15

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