852: Nova tecnologia diagnostica doenças infecciosas em minutos

CIÊNCIA/TECNOLOGIA/DIAGNÓSTICOS

Artem Podrez / Pexels

Investigadores da Universidade McMaster, no Canadá, desenvolveram uma nova tecnologia que permite fazer o diagnóstico de uma doença infecciosa, comprovado cientificamente, em menos de uma hora.

Ir ao médico e sair do consultório com um diagnóstico cientificamente confirmado está muito mais próximo da realidade devido à nova tecnologia desenvolvida pelos investigadores da Universidade McMaster.

Os cientistas, especialistas em engenharia, bioquímica e medicina, criaram um teste rápido para a detecção de infecções bacterianas que pode produzir resultados precisos e fiáveis em menos de uma hora, eliminando a necessidade de enviar amostras para um laboratório.

A investigação, publicada no dia 24 de Junho na revista Nature Chemistry, descreve a eficácia do teste no diagnóstico de infecções do trato urinário a partir de amostras clínicas reais, mas a equipa está a adaptar o teste para detectar a presença de outras bactérias e para o diagnóstico rápido de vírus, incluindo o SARS-CoV-2, responsável pela covid-19.

Além disso, planeia também testar a sua viabilidade para a detecção de marcadores de cancro.

“Isto significa que os pacientes vão poder obter melhores tratamentos, resultados mais rápidos e evitar complicações graves. Pode também evitar o uso desnecessário de antibióticos, que é algo que nos pode ganhar tempo na batalha contra a resistência anti-microbiana”, disse Leyla Soleymani, co-autora do artigo e professora associada de engenharia física, citada pela Phys.

“Isto dará aos médicos a ciência para apoiar o que já suspeitam com base nas suas capacidades e experiência”, acrescentou a também co-autora Yingfu Li, professora de bioquímica e ciências biomédicas.

A nova tecnologia baseada no ADN utiliza um dispositivo semelhante a um medidor de glicose no sangue – um micro-chip analisa uma gota de fluido corporal (sangue, urina ou saliva) utilizando moléculas que podem detectar a assinatura proteica específica de uma infecção. O dispositivo, do tamanho de um dispositivo USB, liga-se a um smartphone e este exibe o resultado.

Soleymani et. al / McMaster University

“Como cientistas, queremos fazer as coisas acontecer”, disse Li.

A nossa equipa tem conhecimentos em diferentes áreas científicas e de engenharia, e “quando os juntamos para ajudar as pessoas, dá-nos sentimento especial”, concluiu.

Actualmente, a confirmação de diagnósticos é um processo que pode levar dias, até porque implica o envio de amostras para laboratório, que as cultiva. Mas o fornecimento de resultados imediatos aos pacientes pode reduzir a propagação da infecção, melhorar a qualidade de vida dos pacientes e simplificar o trabalho dos médicos.

A nova tecnologia pode distinguir estirpes das mesmas bactérias, ajudando a decidir qual o antibiótico mais indicado para aquela infecção — o que pode ajudar a combater o problema associado à resistência anti-microbiana.

“Médicos identificaram os atrasos nos testes como um problema que precisava de ser resolvido”, disse Soleymani, explicando que a sua equipa procurou construir um sistema que pudesse dar o máximo de informação possível ao médico durante a primeira visita do paciente.

Agora, os investigadores estão a testar adaptar o dispositivo à detecção do vírus que causa a covid-19, utilizando amostras de uma clínica.

“Esta tecnologia é muito versátil e estamos muito próximos de a utilizar para testes covid-19”, revelou Li.

Os investigadores estão a explorar aprovações regulamentares e parcerias industriais para que a tecnologia seja utilizada o mais rapidamente possível, não só no Canadá, mas em todo o mundo.

“Penso que esta tecnologia é um passo no sentido de democratizar o diagnóstico e gestão de doenças”, disse a autora principal Richa Pandey.

ZAP //

Por ZAP
5 Julho, 2021

 

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812: AR recomenda ao Governo que garanta acesso a tele-consultas com recurso a imagem

SAÚDE/AR/TELE-CONSULTAS

O parlamento aprovou esta sexta projectos de resolução que recomendam ao Governo que garanta o acesso a tele-consultas e que avance com o Plano Estratégico Nacional de Tele-saúde criado em 2019.

Assembleia da República
© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Os quatro projectos de resolução (iniciativas sem força de lei) foram aprovados na sessão plenária desta sexta-feira por unanimidade.

O projecto de resolução do PS recomenda ao Governo que “impulsione a actualização e implementação do Plano Estratégico Nacional de Tele-saúde aprovado em 2019, bem como da regulamentação já existente nesta matéria, criando um comité consultivo permanente de tele-saúde, coordenado pelo Centro Nacional de Tele-saúde”.

Os socialistas propõem ao Governo que “promova a implementação da tele-consulta (preferencialmente com som e imagem), nos cuidados de saúde primários, de forma a melhorar o acesso dos utentes ao seu médico família” e “generalize a oferta de serviços de tele-saúde nos diferentes níveis de cuidados”.

O PSD propõe ao Governo que sejam garantidos, ainda este ano, “o acesso universal dos utentes do Serviço Nacional de Saúde [SNS] aos respectivos médicos de família ou outro médico assistente, através de tele-consulta com recurso a imagem” e que seja criada uma “equipa de missão com função técnica de implementação do Plano Estratégico Nacional de Tele-saúde (PENTS), em articulação com as ordens profissionais na área da saúde, associações de doentes e sociedades científicas”.

O BE recomenda ao Governo o reforço das “unidades do SNS para a realização de tele-consultas, através da instalação de equipamentos tecnológicos modernos e capazes”, e também o reforço e formação dos recursos humanos “de forma a garantir uma resposta eficaz e atempada na área da tele-medicina”.

Os bloquistas querem também que o executivo que “garanta a interoperabilidade dos sistemas de informação existentes no SNS, permitindo a comunicação e acesso a informação, dentro das regras estritas e já existentes que respeitam a privacidade e segurança desses mesmos dados”.

Também o PCP defende “o acesso universal à tele-consulta com recurso a imagem, por decisão do utente” e propõe uma equipa de missão para a implementação do plano estratégico de tele-saúde.

O PCP recomenda ao Governo que “proceda às alterações legislativas necessárias para a consideração do acesso à tele-saúde como parte integrante do direito à saúde” e garante os meios para essa resposta.

Hoje, foram também aprovados projectos de resolução pelo reforço da protecção social e do apoio a vítimas de violência doméstica no âmbito da pandemia (apresentado pela deputada não inscrita Joacine Katar Moreira), pela construção de novas instalações para o Departamento de Investigação Criminal da PJ de Portimão e pela criação da área marinha protegida de interesse comunitário na baía de Armação de Pêra (ambas do BE).

Foi também aprovado um projecto de resolução do PCP que recomenda ao Governo a simplificação do acesso ao título de reconhecimento do estatuto da agricultura familiar e concretização de apoios concretos aos seus titulares e outro do PAN pela publicação de dados relativos à prestação de cuidados nas áreas da obstetrícia e neo-natologia.

Diário de Notícias
DN com Lusa
25 Junho 2021 — 15:16

 

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390: Um super computador analisou a covid-19 e propôs uma nova teoria

 

SAÚDE/COVID-19/TECNOLOGIA

Oak Ridge National Laboratory / Flickr
O supercomputador Summit

O supercomputador Summit analisou o novo coronavírus e sugeriu uma nova teoria que pode explicar o impacto da doença no corpo humano: a Hipótese de Bradicinina.

O Summit é um supercomputador desenvolvido pela IBM e que é usado pelo Laboratório Nacional de Oak Ridge, nos Estados Unidos. Os investigadores recorreram ao seu poder para analisar mais de 40 mil genes de 17 mil amostras genéticas para tentar compreender melhor o novo coronavírus.

Quando os cientistas analisaram os resultados, que demoraram mais de uma semana a ficarem prontos, foi um “momento eureka”, salientou Daniel Jacobson, investigador-chefe de biologia de sistemas computacionais em Oak Ridge, citado pelo portal Elemental.

O supercomputador sugeria uma nova teoria sobre como a covid-19 afectava o corpo humano: a Hipótese de Bradicinina. Esta teoria oferece um modelo que explica vários aspectos da doença, incluindo alguns dos seus sintomas mais bizarros. Além disso, sugere dez tratamentos potenciais, descritos num estudo publicado na revista científica eLife, em Julho.

Aparentemente, o vírus entra no corpo através dos receptores ACE2 no nariz. Depois, segue para o corpo, entrando noutras células onde ACE2 também está presente, como os intestinos, rins e coração.

A análise do Summit mostra que a covid-19 não só infecta as células que já expressam vários receptores ACE2, como sequestra os próprios sistemas do corpo, induzindo-os a aumentar esses receptores noutros sítios. É assim que, acreditam os investigadores, o coronavírus chega aos pulmões.

O sistema renina-angiotensina (SRA) controla muitos aspectos do sistema circulatório, incluindo os níveis corporais de uma substância química chamada bradicinina, que normalmente ajuda a regular a tensão arterial. Quando o coronavírus atinge o SRA, faz com que os mecanismos para regular bradicinina fiquem descontrolados e haja uma acumulação excessiva desta substância no corpo.

A Hipótese de Bradicinina apresentada pelo Summit sugere que esta “avalanche” é responsável por muitos dos efeitos mortais da covid-19.

O excesso de bradicinina no corpo faz com que os vasos sanguíneos vazem. À medida que isto acontece, os investigadores sustentam que os pulmões podem encher-se de líquido. Adicionalmente, as células imunes também vazam para os pulmões, causando inflamação.

Os efeitos da covid-19 não se ficam por aqui. A doença também aumenta a produção de ácido hialurónico nos pulmões. É geralmente usado em sabonetes e loções, já que consegue absorver mais de mil vezes o seu peso em fluidos. Quando combinado com o fluido nos pulmões, forma uma espécie de hidrogel.

“É como tentar respirar através da gelatina”, descreve Jacobson.

ZAP //

Por ZAP
10 Setembro, 2020

 

356: Tecnologia ajuda pacientes de Alzheimer a recuperar a memória

SAÚDE/ALZHEIMER

Vielight
Neuro RX Gamma

Uma nova tecnologia semelhante a uns headphones pode ajudar a reverter os sintomas da doença de Alzheimer. O dispositivo aponta luz directamente para as regiões responsáveis pela memória no cérebro.

Uma empresa canadiana criou uma tecnologia que se pode revelar bastante útil para pacientes com a doença de Alzheimer, já que pode ser capaz de restaurar a memória das pessoas. Os cientistas responsáveis pela inovação acreditam que o brilho da luz directamente nas áreas do cérebro danificadas pela doença pode reverter o Alzheimer.

O dispositivo, chamado Neuro RX Gamma, assemelha-se a uns headphones e aponta luzes LED para o cérebro através do nariz e do crânio. Segundo o Tech Explorist, a tecnologia é adequada a um uso doméstico, não é invasiva e foca-se na região do cérebro responsável pela memória.

A luz infravermelha é enviada através de quatro díodos posicionados sobre o couro cabeludo e um posicionado dentro da narina. Os cientistas sugerem que a luz melhora as mitocôndrias que fornecem energia às células e estimula o cérebro a activar células imunes que combatem doenças e tentam livrar-se delas.

O Neuro RX Gamma aprimorou as habilidades de escrita e leitura, recuperou a memória, melhorou o sono, ansiedade e stress, reduziu o mau humor e aumentou o desenvolvimento cognitivo.

Além disso, em experiências iniciais, a inovação mostrou reverter os sintomas de Alzheimer, livrar-se de proteínas tóxicas acumulados no cérebro e melhorar as células responsáveis pela memória. Caso isto se confirme nos ensaios clínicos, esta será a primeira tecnologia capaz de reverter a doença.

ZAP //

Por ZAP
26 Abril, 2020