45 mil jovens já vacinados este sábado e vice-almirante “emocionado”

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/VACINAÇÃO JOVENS

Henrique Gouveia e Melo apelou a que os pais sigam a recomendação da DGS e vacinem os seus filhos. Foi recebido em Alcabideche com palmas.

Vice-almirante Henrique Gouveia e Melo está a acompanhar o processo de vacinação dos mais jovens
© Rita Chantre / Global Imagens

O vice-almirante Henrique Gouveia e Melo quis acompanhar de perto o processo de vacinação dos jovens entre os 12 e 15 anos, que está a decorrer este fim de semana. E no posto de vacinação de Alcabideche O coordenador da task force para o processo de vacinação contra a covid-19 emocionou-se. Não só porque recebeu a informação que já estariam vacinadas durante amanhã 45 mil pessoas, como pelo incentivo que recebeu à chegada, com palmas.

Aos jornalistas, o vice-almirante admitiu que recebeu com agrado as palmas de jovens, que o acolheram à sua chegada. Recordou o episódio que se viu envolvido na semana passada quando foi insultado por um grupo de activistas anti-vacinação para concluir: “A barreira do negacionismo é muito pequena em Portugal e ainda bem para nós”.

“A barreira do negacionismo é muito pequena em Portugal e ainda bem para nós.”

Gouveia e Melo manifestou-se confiante que irá ser ultrapassado em muito o número de jovens inscritos para a vacinação e que se ficou por um terço do universo elegível. “Com esta pandemia é muito difícil fugir ao vírus”, disse, recordando a proximidade da abertura do ano lectivo. E recomendou aos pais que sigam as recomendações da DGS e vacinem os filhos.

O coordenador da task force para a vacinação admitiu ainda aos jornalistas que “faz sentido” uma terceira dose para os mais vulneráveis, mas sempre com a ressalva: “Não sou técnico”.

“Estamos a acabar um processo de emergência, com esforço colectivo, incluindo da população, e essa terceira dose será já num processo normal”, afirmou.

Diário de Notícias
Paula Sá
21 Agosto 2021 — 12:35

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Vice-almirante. Centro de vacinas da Unilabs “não tem a nossa confiança para voltar a funcionar”

SAÚDE PÚBLICA/UNILABS/VACINAÇÃO

Gouveia e Melo disse ao Porto Canal que os meios da Unilabs “estiveram um dia e meio a inocular” vacinas sobre as quais não se conhecem as condições. Se estavam estragadas, por exemplo. E em cima disto ainda demorou “mais de 24 horas” até a task force ser informada do problema.

O coordenador nacional da ‘task-force’ do Plano de Vacinação contra a covid-19, vice-almirante, Henrique Gouveia e Melo, foi insultado por populares anti-vacinas à entrada para o Centro de Vacinação de Odivelas durante o fim de semana de vacinação de jovens de 16 e 17 anos, no Pavilhão Multiusos de Odivelas, 14 de Agosto de 2021.
© MIGUEL A. LOPES/LUSA

O centro de vacinação covid-19 operado pela empresa Unilabs no Porto (no espaço do Queimódromo), o único no país que é gerido por privados, esteve a administrar vacinas de qualidade muito duvidosa “durante um dia e meio” e quando o problema foi detectado, já tardiamente, ocorreu uma demora adicional de “mais de 24 horas” até a task-force da vacinação ser notificada, declarou o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, ao Porto Canal, esta quarta-feira.

Posto isto, o chefe máximo da task-force diz que o espaço da Unilabs não tem condições para trabalhar.

“Enquanto não vêm os resultados [do inquérito entretanto aberto] e nós não percebermos o que é que aconteceu, neste momento, este CVC [centro de vacinação covid-19] não tem a confiança da task-force para poder voltar a funcionar“, disse o militar ao canal de televisão.

Em comunicado, fonte oficial da equipa de Gouveia e Melo explica que “os factos ocorridos referem-se a uma quebra na cadeia de frio e à inoculação ocorrida a 9 de Agosto (durante todo o dia) e 10 de Agosto (no período da manhã) de vacinas que estiveram armazenadas fora dos parâmetros normais de temperatura estabelecidos”.

Ou seja, há fortes dúvidas sobre se o acondicionamento estava bem feito, permitindo uma nivelação adequada da temperatura necessária para assegurar a melhor qualidade das vacinas.

Fonte oficial da task-force diz ainda que “os funcionários deste centro de vacinação, quando se aperceberam, interromperam a administração das vacinas dos lotes que tinham estado armazenados fora dos parâmetros adequados da cadeia de frio”. Problema: isto só aconteceu “a meio do dia 10”, segundo o vice-almirante.

Gouveia e Melo diz mesmo que “estiveram um dia e meio a inocular” vacinas em relação às quais não se conhecem as condições de qualidade. E que em cima disto ainda demorou “mais de 24 horas” até a task-force ser informada do problema.

“Atraso de 24 horas ou mais na notificação do problema”

Há um “atraso na notificação”. “Desde o momento em que pararam porque perceberam que havia um problema [a meio do dia 10] até que eu ser notificado passaram mais de 24 horas”, afirmou ainda o chefe da missão de vacinação ao Porto Canal. O vice-almirante afirma que só foi “notificado às 18h30 do dia 11 de Agosto”.

Fonte da mesma missão refere que “esta comunicação só chegou ao conhecimento da task-force, através da ARS Norte, ao final do dia de 11 de Agosto, data a partir da qual foram dadas instruções, após rápida concordância do Ministério da Saúde, para suspender as operações deste centro de vacinação”.

“A ocorrência foi de imediato encaminhada para a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS), Polícia Judiciária (PJ) e Administração Regional de Saúde (ARS) Norte, tendo sido aberto um inquérito que se encontra em curso.”

O inquérito em curso tem três focos. “O motivo que levou à quebra na cadeia de frio; os procedimentos efectuados por este centro, uma vez que a quebra na cadeia de frio não foi detectada, originando a inoculação de vacinas que estiveram armazenadas fora dos parâmetros normais de temperatura estabelecidos; e o atraso na notificação da ocorrência, uma vez que a task-force só teve conhecimento do sucedido no final da tarde de 11 de Agosto, através da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte”, diz a nota oficial.

E Unilabs só deu pelo problema no dia seguinte

A responsável pelo centro de vacinação do Queimódromo do Porto, a Unilabs, disse esta quarta-feira ao Público que “reportou a falha na cadeia de frio às autoridades de saúde presentes no local”, o Agrupamento dos Centros de Saúde (Aces) do Porto Ocidental, a 10 de Agosto, terça-feira, mal o problema foi detectado.

Ainda segundo o Público, a Unilabs garante que “foram seguidos todos os protocolos e pedidos de informação que vieram dessa entidade da ARS [Administração Regional de Saúde] do Norte, no próprio dia e nos dias subsequentes, com a maior celeridade e total transparência”.

Mas para o vice-almirante o problema parece ser maior e mais complexo do que isto. É que a ameaça à integridade e qualidade das vacinas terá começado dia 9 de manhã. Ou até antes, não se sabe.

A Unilabs diz que só detectou o problema no dia 10. Segundo o vice-almirante, a meio desse dia 10, terça-feira. O que dá a tal janela de desconhecimento de dia e meio sobre o que realmente se passou com as vacinas que entretanto foram sendo administradas.

O que em si levanta um outro problema: estamos perante um risco sério para a saúde pública e para o sucesso da campanha de vacinação.

Centro de vacinas do Queimódromo abriu há pouco mais de um mês

Este centro de vacinas do Queimódromo do Porto foi inaugurado no passado dia 8 de Julho, há pouco mais de um mês.

Segundo a Unilabs, “a 8 de Julho, a Unilabs Portugal, a Câmara Municipal do Porto, a ARS Norte e o Centro Hospitalar Universitário de São João abriram este primeiro centro de vacinação covid-19 em drive thru [os utentes chegam de carro e são vacinados sem sair do veículo], no Queimódromo do Porto”.

“Numa fase inicial de piloto, com intuito de aperfeiçoar o processo, o drive thru conta com 12 linhas de vacinação, que permitirão uma vacinação em larga escala, com cerca de 2 mil inoculações diárias, com toda a segurança, conforto e rapidez que o processo exige”, diz ainda a empresa.

“O centro de vacinação foi preparado em Fevereiro foi assegurado a custo zero” pela Unilabs Portugal, pela Câmara do Porto e pelo Hospital de São João. Teve luz verde para abrir em Julho passado.

A Unilabs é, segundo a própria, “uma rede nacional com mais de 1000 unidades de atendimento em Análises Clínicas, Anatomia Patológica, Cardiologia, Gastrenterologia, Genética Médica, Medicina Nuclear e Radiologia”.

O grupo de origem suíça nascido em 1987 entrou em Portugal “em Janeiro de 2006 com a aquisição de 85% da empresa Medicina Laboratorial Dr. Carlos Torres”, diz a Unilabs Portugal.

Dinheiro Vivo

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998: Gouveia e Melo recebido com insultos de manifestantes anti-vacinas

– Se a vacina contra o coronavírus é um mal necessário, que o seja! Agora, estes talibãs anti-vacinas, que professam ideologias extremistas como os jihadistas islâmicos, demonstram clara e inequivocamente que desprezam a democracia e optam pela sua ditadura, aquela que pretendem impor aos demais membros da comunidade, não lhes conferindo o direito de se vacinarem. É a merda putrefacta que inunda parte da nossa sociedade e com a qual temos de viver.

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/VACINAÇÃO

Responsável da task-force afirmou que “o obscurantismo no século XXI continua”.

O coordenador Nacional da ‘Task Force’ para o Plano de Vacinação contra a covid-19, vice-almirante, Henrique de Gouveia e Melo, confrontado por populares à entrada para o Centro de Vacinação de Odivelas durante o fim de semana de vacinação de jovens de 16 e 17 anos, no Pavilhão Multiusos de Odivelas, 14 de Agosto de 2021.
© MIGUEL A. LOPES/LUSA

O vice-almirante Gouveia e Melo foi recebido no sábado à noite por algumas dezenas de manifestantes anti-vacinação, que gritavam “assassino”, com o responsável da ‘task-force’ a considerar que “o obscurantismo no século XXI continua”.

O relógio batia as 22:15 quando o vice-almirante entrou pela porta principal do Pavilhão Multiusos de Odivelas, onde estão a ser vacinados jovens de 16 e 17 anos contra a covid-19, por entre protestos do movimento anti-vacinação, cujas palavras de ordem eram bem audíveis mesmo com as portas fechadas.

O coordenador Nacional da ‘Task Force’ para o Plano de Vacinação contra a covid-19, vice-almirante, Henrique de Gouveia e Melo (C), confrontado por populares à entrada para o Centro de Vacinação de Odivelas durante o fim de semana de vacinação de jovens de 16 e 17 anos, no Pavilhão Multiusos de Odivelas, 14 de Agosto de 2021.
© MIGUEL A. LOPES/LUSA

Questionado pelos jornalistas sobre o que é que os manifestantes lhe tinham dito quando entrou, o vice-almirante afirmou: “Olhe, o que estão a dizer agora, genocídio e assassínio, chamam-me assassino, o que quer que eu lhe diga?”.

O responsável da ‘task-force’ salientou que a “única coisa” que tinha a dizer aos manifestantes era que “o obscurantismo no século XXI continua, há ondas de obscurantismo”.

É claro, disse, que as pessoas “têm direito às suas opiniões”, mas “não têm é o direito a impor a sua opinião aos outros”.

E, quando essa “opinião é imposta já de forma violenta, deixa de ser democracia, portanto têm direito à sua opinião, têm direito a falar uns com os outros, não têm direito a empurrar, não têm direito a condicionar as pessoas e, por isso, é que eu entrei ali pela porta principal”, sublinhou.

Os manifestantes anti-vacinação tinham começado a reunir-se em frente à porta principal do Centro de Vacinação de Odivelas cerca das 21:00. Alguns mascarados com fatos brancos e outros sem máscara e sem cumprirem o distanciamento social, exibiam uma longa faixa que dizia: “As crianças não são cobaias”.

À chegada, o vice-almirante Gouveia e Melo disse que tinham sido vacinados “até agora” – cerca das 22:00 de sábado – “mais de 102 mil jovens”, o que considerou ser um “balanço muito positivo”.

Para domingo, “apelo aos jovens para voltar a comparecer ao processo de vacinação porque a vacina é o elemento mais seguro para passarmos esta fase pandémica”, disse.

O responsável da ‘task-force’ visitou o Centro de Vacinação e falou com alguns jovens.

Já na área de recobro, confessou que ver jovens a furar a manifestação “para se virem vacinar” era “dos momentos mais inspiradores” que tinha neste processo de vacinação.

“Ter conversado com jovens que disseram: ‘aqueles senhores andaram a encher-me a cabeça e eu passei pela fila e vim vacinar-me’ enche-me o peito de esperança porque o nosso povo, afinal de contas, tem muito mais sabedoria do que a gente possa pensar”, enfatizou o vice-almirante, enquanto passava “Simply the best” [simplesmente o melhor] de Tina Turner, uma escolha do DJ Jigar Govinde.

O coordenador Nacional da ‘Task Force’ para o Plano de Vacinação contra a covid-19, vice-almirante Henrique de Gouveia e Melo (C), durante a visita ao Centro de Vacinação de Loures durante o fim de semana de vacinação de jovens de 16 e 17 anos, no Pavilhão António Feliciano Bastos, em Loures , 14 de Agosto de 2021.
© RODRIGO ANTUNES/LUSA

Quando Gouveia e Melo foi cumprimentar o DJ, este afirmou: “Esta música é dedicada a si”, arrancado sorrisos ao vice-almirante.

Agradecendo o gesto, o responsável da ‘task-force’ ripostou: “Dedique esta música não a mim, mas a todo este grupo que anda aqui a vacinar-se”.

À saída, o vice-almirante saiu por onde entrou, pela porta principal, por entre gritos de manifestantes a chamarem-no de assassino repetidamente, ladeado pela Polícia de Segurança Pública (PSP).

Mortos “meramente especulativos”

Ainda antes da chegada do vice-almirante, uma das organizadoras do protesto, Ana Desirat, bancária de profissão e politóloga de formação, explicou à Lusa a razão da sua presença no local.

Ana Desirat teceu críticas à comunicação social, à semelhança do que outros elementos presentes já tinham feito, apontando que esta “não tem sido transparente com esta situação toda que se está a passar”.

Os mortos devido à covid-19 “que têm sido apregoados”, disse, não são os verdadeiros, mas “meramente especulativos”.

O coordenador Nacional da ‘Task Force’ para o Plano de Vacinação contra a covid-19, vice-almirante, Henrique de Gouveia e Melo, confrontado por populares à entrada para o Centro de Vacinação de Odivelas durante o fim de semana de vacinação de jovens de 16 e 17 anos, no Pavilhão Multiusos de Odivelas, 14 de Agosto de 2021.
© MIGUEL A. LOPES/LUSA

“Houve um grupo de cidadãos que exigiu uma série de respostas” ao Ministério da Saúde e à Direcção-Geral de Saúde, ao qual não foi dada resposta e foi “necessário intervir em termos de tribunal para que” tivessem sido obtidas respostas, relatou.

Questionada porque estavam no Centro de Vacinação de Odivelas, explicou a presença porque a autarquia “vergonhosamente fez uma coisa que se chama crime de coação sobre a juventude” do concelho, que passa pelo facto de ter sido publicado nas redes sociais um ‘post’ em que dizia: “Venham tomar um ‘shot'”.

Este ‘shot’, salientou, “é uma injecção carregada de grafeno que é utilizado só em doenças muito graves e terminais”, o que na sua opinião é errado e induz os jovens em erro, criticando ainda o recurso ao DJ.

“Vamos ficar aqui a protestar até que seja necessário, nem que seja até à uma da manhã”, assegurou Ana Desirat.

“Hoje de manhã fizemos uma acção na Cidade Universitária em que, por acaso, conseguimos que pelo menos seis jovens tenham arrepiado caminho” e não tenham tomado a vacina, contou.

Questionada sobre se já tinham convencido algum jovem em Odivelas a não vacinar-se, cerca das 21:30, a resposta foi peremptória: “Aqui não porque chegámos agora, mas temos esperança de conseguir convencer alguém”.

Até cerca das 22:00 de sábado tinham sido vacinadas, na totalidade do Agrupamento de Centros de Saúde de Loures e Odivelas, “cerca de 3.000 pessoas”, afirmou o director executivo, António Alexandre.

Já no que respeita a Odivelas, os números andavam “por volta dos 1.600”.

Durante o tempo que a Lusa esteve no Centro de Vacinação, a afluência não era muita.

“Tivemos uma quebra, a partir das 18:00, penso que provavelmente por causa dos jogos de futebol” que estavam a decorrer, considerou o director executivo do Agrupamento de Centros de Saúde de Loures e Odivelas.

“Penso que isso poderá ter tido alguma influência, mas estamos à espera, já começámos a ter algum movimento, estamos expectantes que isto possa recuperar até à 01:00”, afirmou.

A Casa Aberta, para vacinação sem marcação, começou às 22:00.

“O balanço é sempre positivo, estamos a entrar naquela fase que é luta homem a homem, nesta altura todas as vacinas contam como em qualquer processo democrático em que todos os votos contam, nesta altura todas as vacinas contam”, rematou António Alexandre.

“Naturalmente que a nossa expectativa era vacinar quatro mil, cinco mil pessoas, se não chegarmos a isso, depois amanhã [domingo] também é dia”, concluiu.

Diário de Notícias
DN/Lusa
15 Agosto 2021 — 01:15

 

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924: Vacinação de jovens avança a 14 de Agosto se houver aval da DGS

SAÚDE/COVID-19/VACINAÇÃO

A reunião de peritos decorreu esta terça-feira no Infarmed para avaliar novas medidas de desconfinamento.

Reunião de peritos no Infarmed

A vacinação contra a covid-19 dos jovens com menos de 18 anos arranca no fim de semana de 14 e 15 de Agosto, caso haja aval da Direcção-Geral da Saúde (DGS), indicou esta terça-feira o coordenador da ‘task force’.

“Em 14 de Agosto, vamos iniciar a vacinação dos adolescentes dos 16 e 17 anos. Entre os 12 e os 15 anos será nos dois fins de semana a seguir, se a DGS acordar da importância da vacinação desta faixa da população”, explicou Gouveia e Melo na reunião no Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, voltou a juntar especialistas, Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para a análise da situação epidemiológica.

Segundo o líder da logística em torno do processo de vacinação, esta “ainda é uma faixa muito significativa” da população portuguesa, representando cerca de 1,5 milhões de pessoas até aos 15 anos de idade.

“É uma quantidade muito elevada de pessoas susceptíveis ao vírus e com uma grande mobilidade, por causa das escolas e dos infantários, e um grande contacto comunitário”, lembrou Henrique Gouveia e Melo.

O processo de vacinação dos jovens está actualmente em análise pela DGS e uma decisão deve ser conhecida oficialmente nos próximos dias, depois de ter sido anteriormente solicitado pelo organismo liderado por Graça Freitas um período de cerca de duas semanas para análise de toda a informação disponível sobre as vacinas nesta população.

Task force pediu à DGS redução do intervalo entre doses para três semanas

A task force da vacinação contra a covid-19 solicitou à Direcção-Geral da Saúde (DGS) a redução do intervalo entre primeiras e segundas doses, a fim de aumentar mais rapidamente a protecção da população, anunciou esta terça-feira o coordenador da estrutura.

“Pedimos à DGS para encurtar o intervalo para as segundas doses, porque, uma vez que vamos avançando nas primeiras doses para percentagens quase finais de vacinação, é importante reduzir o intervalo para as segundas doses dentro do que são as recomendações das vacinas, porque, ao fazermos essa redução, aumentamos fortemente a protecção contra o vírus”, explicou o coordenador da task force, Henrique Gouveia e Melo.

No ponto de situação sobre a vacinação efectuado esta terça-feira na reunião no Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, voltou a juntar especialistas, membros do Governo, presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, o líder da logística da vacinação destacou também o impacto deste processo na incidência de novos casos.

“Em termos de influência da vacinação na incidência, (…) há uma correlação geográfica. A vacinação condiciona a incidência e isto é bastante positivo, porque conforme vamos avançando na vacinação, o vírus tem menos margem de manobra”, observou, adiantando a sua expectativa de que, a partir do final de Agosto, com 70% da população com vacinação completa, “a incidência vai ter uma grande quebra”.

Henrique Gouveia e Melo agradeceu ainda aos cerca de 4.700 profissionais envolvidos no processo de vacinação, mas avisou que o ritmo não pode abrandar até ao final do verão.

“Há uma corrida entre o ritmo de vacinação e a incidência e nós estamos a ganhar essa corrida, mas não podemos folgar este ritmo, porque isso é ‘dar oxigénio’ ao vírus e temos de continuar a um ritmo muito elevado”, resumiu.

Sobre a protecção de populações mais desfavorecidas, Henrique Gouveia e Melo revelou ainda que já foram vacinados contra a covid-19 pelo menos 255.888 cidadãos estrangeiros.

Portugal pode receber um milhão de vacinas nas próximas duas semanas

Portugal pode vir a receber cerca de um milhão de vacinas contra a covid-19 entre esta e as próximas duas semanas, adiantou hoje o coordenador da ‘task force’ da vacinação, face a um corte de vacinas da AstraZeneca.

“Vamos perder cerca de 470 mil vacinas da AstraZeneca porque já não fazem sentido no nosso plano, mas há um esforço – quer do Infarmed, quer do Ministério da Saúde – para adquirir vacinas em parceiros europeus e esse esforço pode trazer ao nosso plano de vacinação neste momento – na semana que passou e nas próximas duas semanas — cerca de um milhão de vacinas, o que é muito importante para a aceleração do processo de vacinação”, revelou Henrique Gouveia e Melo.

“Tivemos uma maior disponibilidade de vacinas em Julho, teríamos uma menor disponibilidade em Agosto, não fossem estas negociações que estão a ser conduzidas com sucesso pelo Ministério da Saúde e pelo Infarmed para ir buscar vacinas da Janssen e da Pfizer a parceiros europeus para reforçar neste mês o processo”, acrescentou.

Numa intervenção realizada na reunião no Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, volta a juntar especialistas, membros do Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, o vice-almirante responsável pela ‘task force’ reconheceu também que foram recebidas nos primeiros três trimestres menos 5,4 milhões de vacinas face às previsões iniciais.

Já em relação ao último trimestre de 2021, Gouveia e Melo disse que a expectativa inicial apontava para a recepção de 8,5 milhões de vacinas, mas, afinal, deverão chegar somente 5,2 milhões de vacinas ao país.

Em termos de evolução do processo de vacinação, o coordenador da ‘task force’ vincou uma vez mais a sua previsão de atingir os 70% de primeiras doses administradas por volta do dia 08 de Agosto e o mesmo valor para segundas doses “no final de Agosto, início de Setembro”. Da mesma forma, defendeu que o processo está a ser maximizado para aumentar o ritmo de vacinação, mas sem comprometer a administração de segundas doses na população.

Henrique Gouveia e Melo traçou ainda um retrato do processo de vacinação por grupos etários, resumindo que “as faixas acima dos 60 anos estão, praticamente, totalmente protegidas”; na faixa dos 50 anos há ainda 4% para completar o esquema vacinal e nos 40 anos essa percentagem de cobertura vacinal em falta é de 10%.

“Já estamos também muito avançados na faixa dos 30 anos, a avançar fortemente na faixa dos 20 anos e a planear agora para a faixa de baixo”, referiu o coordenador da ‘task force’.

Variante Delta representa 98,6% dos casos em Portugal

A variante Delta representa 98,6% dos casos em Portugal anunciou o microbiologista João Paulo Gomes, do Instituto Ricardo Jorge, que disse ser expectável o aparecimento de novas variantes, mas sem preocupação por causa da vacinação.

O especialista, que falava na reunião de peritos esta terça-feira no Infarmed, disse ainda que a variante Delta, associada à Índia, é também dominante na maior parte dos países europeus e que as variantes beta (Reino Unido) e gama (Manaus) não desapareceram, mas são residuais em Portugal.

Quanto à Delta plus, uma linhagem da variante Delta, disse que representa cerca de 0,6%, acrescentando que de um total de mais de 3.000 sequenciações da variante delta analisadas, 59 representam a Delta plus.

Segundo o especialista do Instituto Nacional Doutor Ricardo Jorge (INSA), foram detectados apenas três casos em Julho da variante Delta plus, que “constituem a continuação cadeias que existem há semanas”, sobretudo no litoral alentejano, no Algarve e na Região de Lisboa e Vale do Tejo.

João Paulo Gomes sublinhou o reforço na vigilância das variantes, adiantando que os especialistas sequenciavam 1.500 vírus/mês em maio e que, agora, sequenciam cerca de 600 por semana, o que resulta num total mensal que ronda os 2.400.

No total, disse que já foram sequenciados 12.625 genomas do novo coronavírus em mais de 100 laboratórios públicos e privados em mais de 300 concelhos.

Quanto às chamadas variantes de preocupação, sublinhou a tendência decrescente da variante Alfa (associada ao Reino Unido), que foi sendo ao longo do tempo substituída pela variante Delta, e que actualmente representa apenas 1% dos casos.

Também com expressão residual em Portugal estão as variantes Beta (África do Sul), sem casos detectados nas últimas semanas, e Gama (Manaus), que não ultrapassa os 0,4%.

João Paulo Gomes sublinhou igualmente que as variantes “vão partilhando mutações que anteriores variantes já tinham” e apontou a capacidade de “combinação de mutações” deste vírus, dizendo que estas combinações de mutações não trazem maior preocupação por causa da comprovada eficácia das vacinas.

Antes de João Paulo Gomes, Ana Paula Rodrigues, também do INSA, falou da evolução da incidência, apontando uma tendência para a estabilização, com uma aproximação do RT ao valor 1, o que indica que o país estará “próximo do pico da epidemia”.

Sobre o risco de morte por covid-19, disse que mostra uma tendência decrescente em todos os grupos etários, particularmente nos mais velhos, devido à vacinação.

Contudo alertou que nas pessoas de idade mais avançada, pela fragilidade que apresentam, “o risco é substancial, [o] que justifica a manutenção de medidas especificas” de controlo da infecção nestes grupos.

Incidência de novos casos regista tendência “ligeiramente crescente a estável”

A incidência de novos casos de covid-19 em Portugal regista uma tendência “ligeiramente crescente a estável”, com a velocidade de aumento “a diminuir”, adiantou hoje o director de serviços de Informação e Análise da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo a intervenção de André Peralta Santos já se nota uma estabilização no número de novos casos, apesar de existir ainda uma “tendência crescente dos internamentos e mortalidade” por covid-19.

A afirmação de André Peralta Santos surgiu na reunião no Infarmed, em Lisboa, que volta, dois meses depois, a juntar especialistas, membros do Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica do país.

“Desde meados de maio iniciámos um período de expansão da pandemia e estamos neste momento com uma incidência superior a 400 casos por 100 mil habitantes a 14 dias, com uma média diária de 3.000 casos. A velocidade tem vindo a diminuir e a tendência é ligeiramente crescente a estável”, explicou.

Em termos regionais, o especialista da DGS notou que “a maioria do território tem uma incidência superior a 120 casos por 100 mil habitantes, com focos de maior incidência na área metropolitana de Porto, Lisboa e Algarve”, embora nas duas últimas áreas se evidencie já “uma tendência de estabilização ou descida” dos casos.

Quanto ao Porto, André Peralta Santos observou que o aumento de incidência começou posteriormente em relação a Lisboa e ao Algarve, pelo que “ainda há mais zonas com tendência de crescimento” de casos.

Sobre a situação ao nível dos internamentos em enfermaria e em unidades de cuidados intensivos (UCI), regista-se uma “tendência crescente” desde o início de Junho, com uma taxa de ocupação de 78% em UCI do valor de referência de 255 camas definido pelos especialistas.

“É muito notória a redução de risco de hospitalização – mais de três vezes – se estiver vacinado”, sublinhou André Peralta Santos, reforçando que, em relação à semana 26 do ano, 68% dos doentes internados em enfermaria não estavam vacinados, 30% tinham a vacinação incompleta e apenas 2% apresentavam vacinação completa. Já em UCI, estes dados eram de 68% sem vacinação, 27% com a vacinação incompleta e 5% com o esquema vacinal completo.

O padrão de crescimento é comum a todas as faixas etárias, com predominância dos 20-79 em termos de ocupação em enfermaria e dos 40-59 em UCI, segundo André Peralta Santos, que relevou um aumento nas populações mais idosas, cujo impacto é “atenuado pela vacinação”.

“A mortalidade tem também observado uma tendência crescente, se bem que muito diferente daquilo que já foi”, indicou o perito da DGS, notando que está “já acima do limiar de referência do ECDC [Centro Europeu para o Controlo de Doenças] de 10 mortos por milhão de habitantes. No entanto, “vacinação completa reduz muito o risco de morte se a pessoa se vier a infectar com o SARS-CoV-2”, concluiu.

A taxa de positividade é actualmente de 5,2%, registando-se um aumento de testagem na população dos 15 aos 40 anos e uma diminuição na população dos 45 aos 70 anos, uma situação que está igualmente associada ao ritmo do processo de vacinação.

Peritos propõem evolução das medidas de acordo com taxa de vacinação

Os peritos consultados pelo Governo sugerem a evolução das medidas de restrição de acordo com a taxa de vacinação contra a covid-19 e insistem na importância do controlo de fronteiras e da ventilação dos espaços para evitar recuos no Outono/Inverno.

A ventilação/climatização adequada dos espaços, o uso do certificado digital e a auto-avaliação de risco são as três regras a aplicar em qualquer dos quatro níveis definidos de acordo com a taxa de vacinação, sendo que para os valores actuais (cerca de 60%) se aplica o nível 1.

Presente na reunião de peritos que decorre no Infarmed, Raquel Duarte, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, disse ainda que actualmente, e até ao nível 3, se deve privilegiar o teletrabalho sempre que possível e o desfasamento de horários, a manutenção da distância física e o uso de máscara ambiente fechado e sempre em eventos públicos.

Quando se evoluir para o nível seguinte na taxa de vacinação, a especialista admite que a máscara pode deixar de ser usada em ambientes exteriores se se puder manter a distância física.

Na restauração — uma área que “implica maior risco pois há a retirada de máscara” –, os peritos propõem o aumento do número de pessoas à volta da mesa em espaço interior (de seis para oito pessoas) e exterior (de 10 para 15) quando se progredir para o nível 2.

Nos grandes eventos em espaço delimitado, além das medidas gerais, sugerem que se mantenham circuitos de circulação de pessoas para garantir a distância. Em grandes eventos no interior sugerem o aumento da lotação ao longo dos diferentes níveis de evolução da taxa de vacinação, começando nos 50%.

Nos convívios familiares, defendem que se deve apostar nas medidas gerais (máscara, distanciamento, etc…) e na auto-avaliação de risco.

Especialista propõe actualização do limiar de incidência para 480 casos

A investigadora Andreia Leite, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Universidade Nova de Lisboa, propôs hoje a actualização do limiar de incidência na avaliação de risco da covid-19 para 480 casos por 100 mil habitantes.

A especialista apontou ainda para a definição de um limite de ocupação em unidades de cuidados intensivos (UCI) de 255 camas, durante a sua intervenção na reunião no Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, volta a juntar especialistas, membros do Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica do país.

“Estamos em condições de actualizar o limiar de incidência para 480 casos por 100 mil habitantes (actualmente 240 por 100 mil), que se poderá traduzir numa ocupação de 255 camas” em UCI, defendeu, acrescentando que nesta fase de transição é necessário continuar a “caracterizar a situação nas suas várias dimensões” (probabilidade de infecção e doença grave) e “identificar alterações das características da epidemiologia da doença”, ou seja, novas variantes.

Paralelamente, Andreia Leite apresentou uma proposta de alterações da avaliação do risco assente em manter “os indicadores de transmissão, actualizar os limiares de incidência e de internamentos em UCI (com revisão periódica), incluir indicadores de gravidade clínica e de impacto na mortalidade e considerar a cobertura vacinal como indicador do planeamento de desconfinamento e não de definição de controlo da epidemia”.

A investigadora da ENSP da Universidade Nova de Lisboa defendeu ainda a utilização de um quadro resumo dos vários indicadores que seja estratificado por região e grupo etário e incluir a consideração da informação dos indicadores, a sua tendência e o nível de confiança no indicador, com uma explicação clara para a população.

Para a elaboração desta proposta foi realizado um estudo sobre vários países para compreender o efeito da cobertura vacinal na tomada de decisão sobre os respectivos processos de desconfinamento e o levantamento de medidas não farmacológicas.

“Esta decisão implica a aceitação da circulação do vírus, de um elevado número de casos e isso pode ter consequências”, observou.

Entre as consequências de tal situação, Andreia Leite destacou uma eventual “sobrecarga de serviços”, sobretudo de unidades de cuidados intensivos, pressupõe a “possibilidade da covid longa”, cujos efeitos e dimensões não são ainda totalmente conhecidos, e o “aparecimento de novas variantes” do vírus SARS-CoV-2.

“Atrasando o levantamento de medidas não farmacológicas vamos dar tempo à vacinação de ter o seu efeito e, assim, conseguirmos ter a protecção conferida pela vacina. Isso traduz-se num menor número de camas atingido”, salientou.

A terminar, Andreia Leite assumiu ser importante “continuar a considerar o papel de medidas não farmacológicas”, reconhecendo que a evolução do processo de vacinação apresenta um nível “bastante positivo”, mas que “ainda não é suficiente para garantir o controlo” da pandemia em exclusivo.

Vacinas mRNA registam “elevada efectividade” na população acima dos 65 anos

As vacinas que utilizam o mecanismo mRNA (Pfizer e Moderna) apresentam uma “elevada efectividade” nas pessoas com mais de 65 anos, segundo um estudo apresentado pela investigadora Ausenda Machado, do Instituto de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

“Os resultados sugerem uma elevada efectividade da vacina mRNA na população com 65 ou mais anos, 14 dias após a segunda dose”, afirmou a perita do INSA na reunião do Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, volta a juntar especialistas, membros do Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica da covid-19 em Portugal.

“Não se verificou um decaimento da efectividade ao longo do tempo”, continuou Ausenda Machado, que salientou ainda uma diminuição de 85% no número de internamentos na população com idade superior a 80 anos. Por outro lado, não deixou de admitir que face ao actual aumento da incidência ” é normal que o número de casos também aumente na população vacinada” contra a doença.

De acordo com o estudo apresentado pela especialista do INSA, a efectividade das vacinas mRNA para as pessoas entre os 65 e os 79 anos com apenas uma dose é de 37% e de 35% em relação à população acima dos 80 anos. Com as duas doses de vacina e o período de 14 dias após a segunda toma, a efectividade sobe para os 78% na faixa etária 65-79 anos e para 68% entre as pessoas com idade superior a 80 anos.

A monitorização das vacinas ao longo do tempo indicou que a efectividade nas pessoas entre os 65 e os 79 anos contra infecção sintomática é de 89% nos 14 a 27 dias após a segunda dose e permanece de forma consistente em torno dos “80% até pelo menos 42 dias”.

Já em relação aos maiores de 80 anos, a efectividade nos 14 a 27 dias depois da segunda dose é de 70%, mantendo-se nessa ordem até pelo menos 42 dias após o esquema vacinal completo.

Por fim, Ausenda Machado notou que a ausência de indicadores na população com menos de 65 anos se deveu à pouca expressão da cobertura vacinal à data da realização do estudo, advogando que esta monitorização da efectividade é para continuar no futuro.

Uma em cada quatro pessoas entre 26 e 65 anos com resistência às vacinas

Uma em cada quatro pessoas entre os 26 e os 65 anos mostrou resistência a tomar a vacina contra a covid-19 e os motivos mais apresentado são a falta de eficácia, o medo de efeitos secundários e a necessidade de mais informação.

Os valores foram apresentados na reunião de peritos que decorre nas instalações do Infarmed, em Lisboa, por Carla Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, que indicou uma percentagem de 13% de resistência nos maiores de 65 anos no inquérito feito pelos especialistas.

Outras das razões apresentadas para a resistência relativamente às vacinas são a existência de doenças que não permitiram ainda a vacinação, considerarem que as vacinas não foram suficientemente testadas e não terem conseguido falar com o médico para apoiar a decisão.

Quanto à percepção de risco de doença avançada por covid-19, Carla Nunes disse que os mais velhos apresentam valores mais elevados, com uma percentagem de 60,9%.

No que se refere à saúde mental, adiantou que as perguntas relativas ao estado de ansiedade e/ou tristeza por causa das medidas de confinamento revelaram que os mais novos apresentam maiores valores, com cerca de 30% a dizerem que se sentiram ansiosos ou tristes todos os dias ou quase todos os dias. Os maiores de 65 anos apresentaram valores de 11%.

Sobre quando consideram que serão levantadas todas as restrições por causa da pandemia, a grande maioria considera que deverá ser em Dezembro ou para lá dessa data.

Quanto à adequação das medidas de restrição, 47% consideram-nas pouco ou nada adequadas, um valor que vem aumentando desde o ano passado e que se faz sentir sobretudo nos homens e nos mais jovens.

No que se refere à facilidade de adopção das medidas definidas pelas autoridades, tem crescido o grupo do que as consideram difíceis e muito difíceis de adoptar e são os mais jovens que apresentam maiores dificuldades.

Segundo a especialista, 31,4 das pessoas referem ser difícil ou muito difícil manter o distanciamento, 16,8% dizem ser difícil o uso da máscara (com os de idade entre 26 e 45 a manifestar maior dificuldade).

A lavagem de mãos apresenta uma dificuldade residual, sempre menor de 10% nas diferentes faixas etárias.

Já quanto à facilidade de evitar confraternizar com amigos e familiares, a maior dificuldade é apontada pelos mais novos.

Diário de Notícias
Lusa
27 Julho 2021 — 13:51

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Suspensa modalidade “casa aberta” devido a problemas com vacinas da Janssen

SAÚDE/COVID-19/VACINA JANSSEN/SUSPENSÃO DE MODALIDADE “CASA ABERTA”

A suspensão temporária da vacinação sem agendamento devido à redução da disponibilidade de vacinas surge depois de ter sido interrompida a administração de doses de um lote da marca Janssen no Centro de Vacinação de Mafra.

© EPA/ETIENNE LAURENT

A modalidade “casa aberta” para a vacinação foi suspensa devido à redução da disponibilidade de vacinas, na sequência da interrupção de um lote da marca Janssen, anunciou esta quinta-feira a Task Force.

“Tendo em conta a suspensão de um lote de vacinas da marca Janssen, conforme divulgado por nota à imprensa do Infarmed de 14 de Julho, e a consequente redução na disponibilidade de vacinas, foi decidido suspender, de imediato, modalidade “casa aberta”, refere uma nota da Task Force da vacinação enviada às redacções.

A Task Force do plano de vacinação salienta que a modalidade “casa aberta” será retomada “logo que possível”.

A modalidade “casa aberta” estava disponível para a vacinação de primeiras doses de pessoas com 40 ou mais anos e que não tenham sido infectados com covid-19 nos últimos seis meses.

Segundo a Task Force, a ‘casa aberta’ permite assegurar que todas as pessoas elegíveis são chamadas ao processo de vacinação.

Na quarta-feira, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) anunciou a suspensão de um lote de vacinas da Janssen depois de utentes terem desmaiado após a toma da vacina no Centro de Vacinação Covid-19 de Mafra.

A Autoridade Nacional do Medicamento informou “que não foram reportadas, até à presente data, suspeitas de defeito de qualidade deste lote noutros centros de vacinação em que o mesmo está a ser utilizado”.

O Infarmed decidiu dar início a um processo de investigação da qualidade das unidades remanescentes da vacina naquele local de vacinação, assim como, suspender este lote até as devidas averiguações estarem concluídas”, pode ler-se num comunicado enviado à nossa redacção.

Os últimos números oficiais indicam que mais de 42% dos portugueses já têm a vacinação completa e 60% já tomou pelo menos uma dose.

Só esta semana foram administradas mais de um milhão de doses, o valor mais alto desde o início da campanha de vacinação contra a covid-19.

A pandemia de covid-19 já matou em Portugal 17.182 pessoas e foram registados 916.559 casos de infecção, de acordo com a Direcção-Geral da Saúde.

Actualizado às 12:25

Diário de Notícias
DN/Lusa
15 Julho 2021 — 11:47

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711: Mais 3 mortes e 559 casos em Portugal. Rt e incidência sobem

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Há agora 55 pessoas com covid-19 internadas nos cuidados intensivos, indica o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde.

Centro Municipal de Vacinação na Cidade Universitária, em Lisboa
© Leonardo Negrão / Global Imagens

Registaram-se mais 559 casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas, de acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O relatório desta sexta-feira (21 de Maio) indica que morreram mais 3 pessoas devido à infecção por SARS-CoV-2.

Estão agora internados 207 pessoas (menos 1 que ontem), das quais 55 em unidades de cuidados intensivos, menos 3 que ontem.

Os dados da DGS indicam que o Rt subiu e passou a ser de 1.03 a nível nacional, e o mesmo no continente. A incidência também subiu nas últimas 24 horas e passou para 52,6 casos de infecção por SARS-CoV-2/ COVID-19 por 100 000 habitantes a nível nacional. E 49,5 casos de infecção por SARS-CoV-2/ COVID-19 por 100 000 habitantes no Continente.

Dados actualizados da pandemia em Portugal um dia depois de se saber que a task force do plano de vacinação vai implementar um sistema que passa por iniciar a vacinação de várias faixas etárias com o intervalo de uma semana, entre o final de maio e o início de Junho, e em simultâneo.

Assim sendo, primeiro começarão a ser vacinados os maiores de 50 anos. Uma semana depois os maiores de 40 e uma semana mais tarde os maiores de 30. Segundo explicou ao DN fonte da task force, o auto agendamento para estas faixas etárias será aberto uns dias antes do início da vacinação, embora, neste momento, ainda não seja possível avançar com datas.

Algarve vai receber mais vacinas para acelerar processo

Já esta sexta-feira, o DN dá conta que a Administração Regional de Saúde do Algarve vai receber mais vacinas para poder acelerar o processo de vacinação, segundo fonte da task force, liderada pelo vice-almirante Gouveia e Melo,.

O objectivo “é poder vacinar-se mais rapidamente a população maior de 60 anos para se iniciar ao mesmo tempo em todo o país a vacinação faseada e em simultâneo das faixas etárias dos 50, 40 e 30 anos“, explicou a mesma fonte.

Também hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez saber que o excesso de mortalidade causado pela pandemia é duas a três vezes maior do que as mortes atribuídas à covid-19 desde o surgimento dos primeiros casos no final de 2019 na cidade chinesa de Wuhan.

Segundo a OMS a covid-19 causou pelo menos três milhões de mortes directas e indirectas em 2020, enquanto o número de mortes atribuídas ao vírus foi de cerca de 1,8 milhões.

“Isso corresponde a estimativas semelhantes que preveem que o número total de mortes é pelo menos 2 a 3 vezes maior” do que o número oficial de mortes da covid, disse em conferência de imprensa a vice-directora geral responsável pelos dados da OMS, Samira Asma.

De acordo com seus cálculos, a especialista estima que a pandemia já causou “cerca de 6 a 8 milhões” de mortes directas e indirectas.

Diário de Notícias
DN
21 Maio 2021 — 14:03

 

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