1088: DGS confirma 31 surtos activos em creches, ATL e jardins de infância

SAÚDE PÚBLICA/INFECÇÕES/COVID-19

© EPA/DANIEL DAL ZENNARO

Portugal registava na segunda-feira um total de 31 surtos activos de covid-19 em creches, centros de actividades de tempos livres (ATL) ou jardins de infância, que resultaram em 232 casos de infecção, confirmou hoje a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com os dados fornecidos pela autoridade de saúde, estes 232 casos de contágio envolvem alunos, funcionários e coabitantes dos mesmos, sendo que alguns já estarão inclusivamente recuperados da doença. Em relação aos agrupamentos de escolas, a DGS adiantou que “apenas foram identificados casos isolados na sequência da política de testagem implementada”.

Comparando o actual número de surtos com o início de 2021, quando as actividades lectivas presenciais ainda decorriam e antes da pior vaga da pandemia no país, durante os meses de Janeiro e Fevereiro, a descida é evidente, pois nesse período chegaram a ser contabilizados 190 surtos nos estabelecimentos escolares.

Além dos surtos em contexto escolar, a DGS divulgou ainda os números relativos aos lares de idosos, onde se verificavam até 20 de Setembro 43 surtos, com um acumulado de 676 casos de covid-19, entre os quais alguns já terão sido dados como recuperados. A situação nestes estabelecimentos residenciais é também melhor face ao início do ano, quando em Fevereiro o número de surtos activos ascendeu a 405 e os infectados eram aproximadamente 12 mil.

Em termos totais, o território continental somava até há dois dias 184 surtos activos, que se traduziram em 1915 casos confirmados. A nível regional, a grande maioria dos 184 surtos estava concentrada na região de Lisboa e Vale do Tejo (100), seguida do Norte (26), Centro (24), Alentejo (22) e Algarve (12).

Lusa

Diário de Notícias
22 set 17:11
Por Nuno Fernandes

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1077: Portugal tem cerca de 45 surtos de covid-19 em lares

SAÚDE PÚBLICA/SURTOS COVID-19/LARES

Informação foi dada por Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Portugal regista actualmente cerca de 45 surtos de covid-19 em lares no país, com efeitos menores nas pessoas, disse hoje a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.

Neste momento temos cerca de 45 surtos em lares em todo o país e o que está a acontecer é que mesmo na situação em que há surtos, os efeitos do próprio surto e da doença nas pessoas são menores”, disse Ana Mendes Godinho.

A ministra falava aos jornalistas no final da apresentação do “maior estudo” sobre imunidade em lares, realizado em Agosto, na região do Alentejo e Algarve a um universo de 5.174 pessoas: 2.303 funcionários de lares e 2.871 utentes residentes.

O estudo aponta, segundo o responsável, para uma “diminuição abrupta dos anticorpos em pessoas com mais de 70 anos que tenham tido duas doses de vacina e quatro meses após a vacinação completa”.

“Contrariamente, as pessoas que tiveram covid-19 e que receberam uma dose de vacina mantêm níveis altos de anticorpos ao longo de todo o tempo”, segundo a apresentação do estudo, hoje em Viseu.

Intitulado “Protector covid-19”, o estudo foi realizado pelo Algarve Biomedical Center, em parceria com a fundação Champalimaud, contou com o apoio do Ministério do Trabalho, Solidariedade e da Segurança Social.

A população do estudo foi maioritariamente feminina, e entre os funcionários a idade média foi de 47 anos enquanto nos utentes foi de 85 anos. Destes, 2.277 têm mais de 80 anos e mais de 1.000, têm mais de 90 anos.

Ainda assim, a ministra disse aos jornalistas que a evolução nos lares “tem sido muitíssimo positiva do ponto de vista do impacto que a pandemia tem tido nas organizações” e nas instituições, comparando com Janeiro, em que se registaram “números muito grandes de surtos” nos lares.

A situação veio a diminuir à medida também que a vacinação foi acontecendo, nós priorizámos desde o momento zero a vacinação nos lares (…) com efeitos muitíssimo positivos no impacto dos surtos nos lares”, afirmou.

Actualmente, as instituições têm “uma capacidade de gestão das situações de uma forma completamente diferente, até porque, os funcionários também estão vacinados” e “há uma capacidade de gestão dos recursos humanos de uma forma muito mais eficaz e controlada”.

Lusa

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1059: Surto em festas em Santa Cruz aumenta para 63 infectados

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/SURTOS/SANTA CRUZ

Os 63 infectados associados às festas em Santa Cruz têm idades entre os 15 e os 25 anos. A Câmara de Torres Vedras alega que “o surto está controlado”.

O surto de covid-19 associado à participação em festas de diversão nocturna na praia de Santa Cruz, no concelho de Torres Vedras, aumentou para 63 infectados, segundo o mais recente boletim epidemiológico deste município.

O surto teve um aumento de 52 para 63 infectados, com idades entre os 15 e os 25 anos, nas últimas 48 horas, e regista os primeiros três recuperados, de acordo com o boletim divulgado pelo município a partir de informação reportada pelas autoridades locais de saúde.

Fonte oficial da Câmara de Torres Vedras explicou que “o surto está controlado”, havendo agora 10 contactos de risco em vigilância activa.

Os casos activos associados têm idades entre os 15 e os 25 anos.

Segundo a mesma fonte, o contágio aconteceu no último fim de semana de Agosto, durante uma festa privada com cerca de 60 pessoas e em festas ocorridas em pelo menos três bares de diversão nocturna, que se mantêm abertos, uma vez que não há funcionários afectados.

Os primeiros casos foram detectados, no início dessa semana, entre um grupo de amigos que se juntaram na praia e na piscina e que frequentaram um bar.

Contagiaram depois outros cidadãos que, por sua vez, infectaram outros em festas ocorridas em pelo menos outros dois bares de diversão nocturna, de acordo com a investigação efectuada pelas autoridades de saúde aquando do inquérito epidemiológico.

Desde o início da pandemia, Torres Vedras, no distrito de Lisboa, contabiliza 6.985 casos confirmados, dos quais 161 estão activos. Outras 6.648 pessoas recuperaram e 176 morreram, de acordo com o boletim epidemiológico.

A covid-19 provocou pelo menos 4.593.164 mortes em todo o mundo, entre mais de 222,46 milhões de infecções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 17.836 pessoas e foram contabilizados 1.052.127 casos de infecção confirmados, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

Diário de Notícias
Lusa
10 Setembro 2021 — 13:10

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508: Mais três casos de legionella. Desligadas torres de refrigeração de duas empresas, uma delas é a LongaVida

 

SAÚDE/LEGIONELLA/SURTO

“Cumprindo as indicações da autoridade de saúde e na sua presença, a título preventivo, a LongaVida desligou de imediato as suas torres de refrigeração”, avançou a empresa situada em Matosinhos. Há já 85 pessoas que contraíram a doença.

Matosinhos, 18/11/2020- Fábrica da Longa Vida em Perafita, Matosinhos.
(Pedro Correia/Global Imagens)

A empresa de produtos lácteos LongaVida, em Matosinhos, adiantou esta quarta-feira (18) ter desligado as suas torres de refrigeração “a título preventivo” devido ao surto de legionella na região do Grande Porto que já afectou 85 pessoas.

“Cumprindo as indicações da autoridade de saúde e na sua presença, a título preventivo, a LongaVida desligou de imediato as suas torres de refrigeração”, avançou, em comunicado.

O surto de ‘legionella’ que está a afectar a região do Grande Porto registou esta quarta-feira mais três casos, que deram entrada no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, confirmou fonte da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte).

Com estes novos casos, sobe para 85 o número de pessoas que contraíram a doença, desde 29 de Outubro, nos concelhos de Matosinhos, Vila do Conde e Póvoa de Varzim, sendo que nove morreram com complicações associadas e 20 continuam internadas em três hospitais do distrito do Porto.

A empresa LongaVida efectua todos os controles exigidos por lei às suas torres de refrigeração, estando a acompanhar de perto o surto em colaboração com as autoridades que se encontram a realizar inspecções nesta área geográfica.

Referindo que “quaisquer informações” sobre este tema deverão ser prestadas pelas autoridades competentes, a empresa espera que a situação possa ser “rapidamente” esclarecida.

“Para a LongaVida a segurança das suas pessoas e das suas operações é uma prioridade não negociável”, vincou.

A origem do surto ainda não foi descoberta, mas a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte divulgou, na terça-feira, que, “como medida cautelar, a Autoridade de Saúde de Matosinhos procedeu à suspensão do funcionamento das torres de refrigeração de duas indústrias, localizadas no concelho de Matosinhos“, embora sem especificar quais.

Sem uma explicação concreta para a dispersão geográfica do surto, a ARS-Norte avançou que a mesma “é compatível com uma eventual fonte ambiental sujeita aos efeitos das alterações climáticas da depressão Bárbara”.

Câmara de Matosinhos acompanha com “preocupação o desenvolvimento do surto”

Hoje, a Câmara Municipal de Matosinhos, numa reacção à suspensão das torres de refrigeração de duas fábricas do concelho, disse estar a “acompanhar de perto e com preocupação o desenvolvimento do surto”.

Independentemente do concelho onde se situem estas instalações, o importante é que o foco tenha sido identificado e que esta situação possa, em breve, ser ultrapassada. A autarquia tem disponíveis todos os meios necessários para actuar, caso estes sejam solicitados pelas entidades de saúde responsáveis pela gestão do caso”, garantiu a Câmara de Matosinhos, em comunicado.

Na semana passada, o Ministério Público anunciou a abertura de um inquérito para investigar as causas do surto.

A doença do legionário, provocada pela bactéria ‘Legionella pneumophila’, contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

Diário de Notícias
DN/Lusa
18 Novembro 2020 — 19:31

 

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