1233: Mais de 20 sub-linhagens da variante Delta detectadas

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/SUB-LINHAGENS DELTA

Relatório do INSA ressalva, contudo, que a discriminação das sub-linhagens não indica que apresentem maior transmissibilidade do vírus, associação a doença severa ou maior capacidade de evasão ao sistema imunitário.

© Paulo Spranger/Global Imagens

Mais de 20 sub-linhagens da variante Delta do coronavírus SARS-CoV-2 foram detectadas nas últimas semanas em Portugal e a AY.4.2, que tem merecido o interesse a comunidade científica internacional, aumentou de circulação desde meados de Outubro.

Segundo o relatório hoje divulgado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), 22 sub-linhagens da Delta foram “detectadas consecutivamente” nas últimas três semanas com análises concluídas e na semana ainda com dados provisórios.

O INSA ressalva que a discriminação das sub-linhagens, que têm o prefixo “Y”, não indica que apresentem maior transmissibilidade do vírus, associação a doença severa ou maior capacidade de evasão ao sistema imunitário.

Relativamente à AY.4.2, a que tem suscitado particular interesse na comunidade científica internacional devido à sua crescente prevalência no Reino Unido, o relatório adianta que, após várias semanas com frequências reduzidas, verificou-se um “aumento da circulação desta sub-linhagem” nas semanas entre 18 e 24 e 25 e 31 de Outubro, representando 1,8% e 3,2% das amostras a nível nacional.

“Contudo, é de notar que os casos detectados nesse período foram exclusivamente no Algarve (16 casos) e na Madeira (três casos)”, refere o INSA, ao explicar que esta sub-linhagem apresenta duas mutações adicionais na proteína `spike´ do vírus, responsável pela ligação e entrada do SARS-CoV-2 nas células humanas.

Foram detectadas até à data 28 casos associados a esta sub-linhagem em Portugal, os quais representam várias introduções independentes no país.

As 10.943 sequências da Delta analisadas pelo INSA dividem-se em mais de 40 sub-linhagens.

De acordo com o instituto, entre 11 e 24 de Outubro, a variante Delta continuou a ser dominante em todo o país, não tendo sido detectados casos da Gamma desde Setembro e da Beta desde Julho.

No âmbito da monitorização contínua da diversidade genética do SARS-CoV-2, foram já analisadas 20.424 sequências do genoma do novo coronavírus, obtidas de amostras colhidas em mais de 100 laboratórios, hospitais e outras instituições, representando 303 concelhos de Portugal.

Em Junho, o instituto anunciou um reforço da vigilância das variantes do vírus que causa covid-19 em circulação em Portugal, através da sua monitorização em contínuo.

Segundo o INSA, esta estratégia permitiu uma melhor caracterização genética do SARS-CoV-2, uma vez que os dados são analisados continuamente, deixando de existir intervalos de tempo entre análises, que eram dedicados, essencialmente, a estudos específicos de caracterização genética solicitados pela saúde pública.

A covid-19 provocou pelo menos 5.047.055 mortes em todo o mundo, entre mais de 249,76 milhões infecções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em vários países.

Diário de Notícias
Lusa
09 Novembro 2021 — 15:20

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1183: Sub-variante da Delta identificada em Israel. Detectados 9 casos em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/SUB-VARIANTE DELTA

O primeiro caso da variante AY4.2 em Israel está associado a uma criança de 11 anos proveniente da Europa, que está sob quarentena. Em Portugal, já foram identificados nove casos e no Reino Unido as autoridades de saúde estão a monitorizar a nova variante, que está a propagar-se.

© Carlos Alberto / Global Imagens

O Governo israelita revelou esta quinta-feira que foi detectado neste país um primeiro caso da nova variante ​​​​​​​AY4.2 do coronavírus da covid-19, sub-variante da variante Delta, já identificada em vários países europeus, incluindo Portugal e Reino Unido.

Segundo o Ministério da Saúde de Israel, o primeiro caso está associado a uma criança de 11 anos proveniente da Europa, que está sob quarentena, e foi detectado no Aeroporto Internacional Ben Gurion de Telavive.

“A variante AY4.2, que foi descoberta em vários países da Europa, foi identificada em Israel”, anunciou o ministério em comunicado, esclarecendo que mais nenhum caso foi detectado desde então.

A nova variante, rara e aparentemente sem riscos acrescidos de contágio face à Delta, a mais transmissível das variantes do SARS-CoV-2 em circulação, foi descoberta em Israel quando o país estava a considerar o levantamento de algumas das restrições em vigor, em particular as que visam o turismo.

Face ao aparecimento da variante AY4.2, o primeiro-ministro israelita, Naftali Bennett, instruiu para que fosse reforçada a investigação epidemiológica sobre esta sub-variante da Delta e contactados os países onde a mesma já foi identificada para troca de informações. Eventuais alterações nas regras de entrada de turistas no país irão ser ponderadas.

“Não há razão para crer, neste momento, que represente um maior risco”, diz ministro britânico

No Reino Unido, onde o número de novas infecções está a aumentar aproximando-se dos níveis da violenta vaga que atingiu o país no inverno passado, as autoridades de saúde estão a monitorizar a nova variante, que está a propagar-se.

Segundo o ministro da Saúde, Sajid Javid, “não há razão para crer, neste momento, que ela represente um maior risco”.

Apesar do aumento de novos casos e da pressão hospitalar, o Governo britânico rejeitou na quarta-feira os apelos para a reposição das restrições, como o uso de máscaras em espaços interiores e o teletrabalho, optando por dar primazia à vacinação.

Em Portugal já foram detectados nove casos da variante AY4.2, de acordo com o mais recente relatório do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge sobre diversidade genética do novo coronavírus SARS-CoV-2 e que data de terça-feira.

“A análise genética indica que os casos detectados em Portugal, entre 24 de Agosto e 4 de Outubro, representam várias introduções independentes do vírus, as quais estão sob investigação pelas autoridades de saúde”, refere o relatório.

Diário de Notícias
DN/Lusa
21 Outubro 2021 — 07:31

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