844: Infarmed registou quase 8,500 suspeitas de reacções adversas à vacina

Infarmed registou quase 8500 suspeitas de reacções adversas à vacina

Perto de 8.500 suspeitas de reacções adversas às vacinas contra a covid-19 foram notificadas em Portugal, entre as quais 55 casos de morte em idosos, revelam dados do Infarmed.

“Os casos de morte ocorreram num grupo com uma mediana de idades de 78 anos e não pressupõem necessariamente a existência de uma relação causal com a vacina administrada, uma vez que podem também decorrer dos padrões normais de morbilidade e mortalidade da população portuguesa”, salienta o “Relatório de Farmacovigilância — Monitorização da Segurança das Vacinas contra a covid-19 em Portugal”.

Desde o início da campanha de vacinação a 27 de Dezembro de 2020 até ao dia 26 de Junho, foram registadas 8.470 notificações de reacções adversas (RAM), num total de 8.470.118 doses administradas, 3.290 (39%) classificadas como “graves” e 5.180 (61%) como “não graves.

Das reacções notificadas como “graves”, 1.947 foram classificadas como “clinicamente importantes” (23%), 943 geraram incapacidade (11%), 252 motivaram hospitalização (3%), 93 representaram “risco de vida” (1%) e 51 morte (0,6%).

Dos casos classificados como graves, cerca de 90% dizem respeito a situações de incapacidade temporária na sua maioria e outras são consideradas “clinicamente significativas” pelo notificador, refere a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde.

Lusa

Diário de Notícias
03 jul 09:22
Por Carlos Nogueira

 

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708: Tratamento trava trombose causada pela vacina da AstraZeneca

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAS/ASTRAZENECA

Steven Cornfield / unsplash

Um grupo de médicos austríacos publicou um estudo em que mostra como trataram paciente que estava com sintomas do tipo raro de trombose com hemorragia associado à imunização com vacinas de vector viral.

A equipa médica austríaca explica como evitou o desenvolvimento de um caso do tipo incomum de tromboses com hemorragias que têm sido associadas, em casos raros, à toma da vacina da AstraZeneca, numa mulher de 62 anos.

Ao Público, Paul Knöbl, da Universidade Médica de Viena, que coordenou o estudo, explicou que foram administradas “altas doses de imunoglobulinas por via intravenosa e outros anticoagulantes, que não a heparina, cautelosamente doseados, juntamente com a realização de análises clínicas, pode ser o tratamento que salva vidas nesta situação muito rara”.

O estudo de caso sobre a síndrome rara que tem sido observada em pessoas imunizadas com vacinas contra a covid-19 que usam a tecnologia de vector viral para inserir no organismo a proteína da espícula do coronavírus, e desencadear uma reacção imunitária – como a da AstraZeneca e também a da Johnson & Johnson é relatado no estudo publicado na revista Journal of Thrombosis and Haemostasis.

A síndrome envolve tromboses em sítios pouco comuns no corpo e é associada a uma diminuição no número de plaquetas (trombocitopenia).

De acordo com um comunicado de imprensa da Universidade Médica de Viena, provavelmente a vacina estimula a produção de anticorpos que activam as plaquetas para formar coágulos e as podem marcar também para destruição.

É uma reacção imunitária, semelhante à que pode acontecer em algumas pessoas tratadas com o medicamento heparina: pode-se formar uma nova molécula, que passa a juntar a heparina a uma proteína específica (fator de plaquetas 4) libertada pelas plaquetas, e que as marca para destruição pelo sistema imunitário. É por isso que não é recomendado o uso do anticoagulante heparina para tratar a VITT.

No entanto, a mortalidade desta síndrome é elevada, sendo que 40% a 50% e exige tratamento rápido e adequado. Contudo, frisam os investigadores austríacos, até agora as indicações terapêuticas eram essencialmente “empíricas e baseadas em dados in-vitro”, ou seja, provêm de experiências em laboratório.

“Estamos a observar actualmente sete pacientes com trombocitopenia trombótica induzida por vacina. O tratamento foi eficaz em todos, e os valores das análises normalizaram-se”, garante Knöbl.

ZAP ZAP //

Por ZAP
19 Maio, 2021

 

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572: Maioria dos hospitalizados com covid-19 continua com pelo menos um sintoma seis meses após a infecção

 

SAÚDE/COVID-19

Ketut Subiyanto / Pexels

A maioria dos pacientes com covid-19 que foram hospitalizados continuam a manifestar pelo menos um sintoma do novo coronavírus seis meses depois de a infecção ter sido detectada, sugere uma nova investigação.

O novo estudo foi esta semana publicado na revista médica The Lancet e contou com os dados de 1.733 pacientes hospitalizados num hospital de Wuhan, China. Os participantes tinham uma idade média de 57 anos e tiveram alta entre Janeiro e Maio de 2020.

73% dos pacientes afirmaram que continuaram a manifestar sintomas depois de terem superado a covid-19, sendo os mais frequentes a fadiga ou fraqueza muscular (63%), dificuldade para dormir (26%) e ansiedade ou depressão (23%).

“Como a covid-19 é uma doença tão recente, estamos apenas a entender alguns dos seus efeitos a longo prazo nos pacientes. A nossa análise indica que a maioria dos pacientes continua a viver como pelo menos alguns dos efeitos do vírus após a alta hospitalar, evidenciando a necessidade de atendimento médico após a alta, principalmente para quem manifestou infecções graves”, escreveram os autores, citados pelo agência Europa Press.

Os pacientes hospitalizados mais graves apresentavam, seis meses depois do início dos sintomas, uma função pulmonar deteriorada e anomalias no tórax, sintomas que, segundos os cientistas, podem indicar danos nos órgãos.

“O nosso trabalho frisa também a importância de levar a cabo estudos de acompanhamento mais longos em populações maiores para entender todo o espectro de efeitos que a covid-19 pode ter nas pessoas”, remata a equipa.

A covid-19 já matou pelo menos 1.934.693 pessoas no mundo desde o início da pandemia, em Dezembro de 2019, segundo o levantamento realizado esta segunda-feira pela agência de notícias AFP de fontes oficiais às 11:00.

Mais de 90.196.880 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia, dos quais pelo menos 55.592.800 pessoas foram consideradas curadas.

Os números baseiam-se nos levantamentos comunicados diariamente pelas autoridades de saúde de cada país e não têm em consideração as revisões efectuadas posteriormente por organismos de estatística, como na Rússia, Espanha e Reino Unido.

Por Sara Silva Alves
12 Janeiro, 2021

 

 

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523: Segunda vaga da pandemia em Portugal: perda de olfacto e paladar são agora mais comuns

 

SAÚDE/COVID-19/SINTOMAS

Além da febre e da tosse – que eram os sintomas mais característicos no covid-19 – a perda de olfacto e paladar estão a afectar cada vez mais doentes. Os médicos referem um quadro “cada vez mais inespecífico”, que inclui por vezes dor de garganta, dores musculares, mas também queixas gastro-intestinais. Quem esteve doente nesta segunda vaga e perdeu o olfacto demora a recuperá-lo.

© Leonel de Castro/Global Imagens

A perda de paladar e olfacto – que os médicos descrevem como anosmia e ageusia – são os sintomas mais comuns nesta segunda vaga da covid-19. Depois do estudo que foi tornado público por investigadores britânicos, o DN recolheu vários testemunhos junto de doentes infectados actualmente ou recentemente, que apontam para um cenário idêntico em Portugal.

“Notamos sobretudo uma instalação rápida dos sintomas, diria mesmo muito rápida, e agravamento progressivo de todos eles. Mas o cheiro e o paladar, que não eram assim tão frequentes, estão a ser muito reportados”, confirmou ao DN Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar. A questão da perda de paladar já era apontada nas infecções respiratórias banais, mas não com a mesma intensidade nem frequência com que agora é notada.

Há pessoas que estão a fazer teste por sua iniciativa porque perdem o paladar, apenas”, sublinha Válter Alves dos Santos, médico no Centro de Saúde de Pombal e na urgência do Centro Hospitalar de Leiria, que diariamente está a lidar com doentes em diversas fases, através da plataforma Trace Covid ou noutro registo.

“A sensação que tenho é que esta segunda vaga trouxe sintomas mais inespecíficos, e que também incomodam mais as pessoas”, conta ao DN, referindo-se aos que são mais frequentes: o cansaço geral, as mialgias e a sensação de fraqueza generalizada. Mas existem doentes também apenas com sintomas gastro-intestinais e não tanto respiratórios, como era expectável. Reportam dores musculares, articulares, aquelas sensações dolorosas inespecíficas, e que são difíceis de controlar ou tratar”. Por outro lado, o médico – que tem por comparação a primeira vaga da doença – verifica outro fenómeno: “dentro de um mesmo seio familiar, por alguma razão, temos doentes positivos e outros negativos, mesmo quando todos estiveram em contacto”.

Foi o caso de Raul Testa, 35 anos, adjunto da presidente da Câmara da Marinha Grande. A menos de um mês de se tornar pai, testou positivo para a covid-19 ao mesmo tempo que a mulher, grávida, testava negativo, depois dos primeiros sintomas. No final de Outubro, inesperadamente acordou com febre, o que nele é raro. “Também estava congestionado, mas isso já era normal nesta altura, por causa da rinite alérgica e da sinusite”, conta ao DN. Ligou ao médico de família, que lhe prescreveu o teste. Começava aí um périplo de sintomas que durariam cerca de duas semanas. A seguir veio a tosse, a perda de olfacto (de que ainda não recuperou totalmente, um mês depois) e até a falta de ar. “Fiz um esforço por não recorrer ao hospital, porque sabia que seria mais um a entupir os serviços, que poderiam ser precisos para quem estivesse pior.” Raul – que ainda hoje não desconfia qual foi a cadeia de transmissão que o apanhou – teve febre durante 11 dias consecutivos.

Ana Cristina, 29 anos, agora já com teste negativo, teve na perda de paladar e olfacto os primeiros sintomas. Juntaram-se a febre, “dores extremas no corpo, perda de apetite, e consequente perda de peso”. Ao contrário da mãe, com quem mora e que esteve primeiro infectada, não teve tosse, apenas febre – o único sintoma comum. “Ainda sinto algum cansaço… e já passaram 15 dias desde que tive alta e um teste negativo”, conta ao DN.

Dor de garganta dificulta diagnóstico

O médico Válter Alves dos Santos também tem observado que um dos sintomas descritos é a dor de garganta. Nenhum dos doentes ouvidos pelo DN a reporta, mas nos relatos apanhados nos rastreios é também cada vez mais frequente, a par da obstrução nasal.

Já o presidente da APMGF lembra que “a febre e a tosse continuam a ser os sintomas mais reportados, também porque são dos mais fáceis de identificar, e até relacionados com situações mais graves”, sublinha o médico. “A tosse é muito frequente e de agravamento súbito e progressivo, nesta segunda vaga“, acrescenta Rui Nogueira.

Mas a dor de garganta é preocupante, por outra razão: “Muitas dores de garganta estão relacionadas com amigdalites purulentas, que necessitam de antibiótico. E isso leva-nos a ter de observar o doente.” Rui Nogueira não consegue dizer com exactidão se essa é uma característica desta segunda vaga. Ou se, por outro lado, “agora estamos a aprender mais”. O médico sublinha que “temos muito mais casos, quatro vezes mais do que tínhamos na primeira vaga. É uma casuística maior, vamos encontrar mais características em cada doente”, conclui, perante a incerteza – que afinal é característica deste novo vírus: “Não sei se na primeira vaga também seria assim e nós não demos assim tanta conta.”

Inês Gonçalves, que já morou em vários países, vive agora em Bruxelas. Faz parte dos primeiros portugueses infectados com covid-19. Chegou a Portugal em Março, vinda da Holanda, e por isso foi considerada “um caso importado”. A jovem de 26 anos começou a sentir-se doente e percebeu que, por lá, “só estavam a tratar doentes graves”. Numa altura em que se sabia muito pouco sobre a doença e apenas alguns sintomas eram conhecidos, comprou uma máscara, um bilhete de avião e voltou rapidamente para Portugal. Ficou em isolamento desde que chegou, até conseguir falar com a linha SNS 24, e finalmente fazer teste, que daria positivo. Aliás, só ao fim do terceiro teste deu negativo, mais de um mês depois.

A doença, para ela, durou cerca de 15 dias. “Durante esse tempo tive febre, também dificuldade em respirar e até subir as escadas me cansava. Estive uns cinco dias assim, dormia de noite e de dia. Depois dessa primeira semana, tive tosse durante mais uma semana. Mas tudo começou com cansaço extremo, dor de cabeça e febre.” Nunca teve perda de olfacto, de paladar ou dor de garganta. Um mês depois sentia-se bem, como dantes, sem qualquer sequela. No final do verão mudou-se para a Bélgica.

DGS acrescenta sintomas

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) refere que “os sinais e sintomas da covid-19 variam em gravidade, desde a ausência de sintomas (sendo assintomáticos) até febre (temperatura igual ou superior 38º C), tosse, dor de garganta, cansaço e dores musculares”. Nos casos mais graves, a DGS indica “pneumonia grave, síndrome respiratória aguda grave, septicemia, choque séptico e eventual morte”.

A autoridade de saúde nacional afirma que mais recentemente foi “verificada anosmia [perda do olfacto] e em alguns casos a perda do paladar, como sintoma da covid-19”. “Existem evidências da Coreia do Sul, da China e de Itália de que doentes com covid-19 desenvolveram perda parcial ou total do olfacto, em alguns casos na ausência de outros sintomas”, lê-se no site da DGS.

A investigação sobre o novo coronavírus prossegue, uma vez que permanece a incógnita sobre muitos os efeitos da doença nas pessoas, quais as sequelas, bem como as formas de transmissão do vírus.

Diário de Notícias

Paula Sofia Luz

 

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514: Investigadores britânicos indicam qual o sintoma mais comum de covid-19. E não é a tosse

 

SAÚDE/COVID-19/SINTOMAS

Após analisar os dados referentes àqueles que testaram positivo à covid-19 entre Agosto e Outubro, investigadores concluíram que a perda do paladar e/ou do olfacto foi o sintoma mais reportado pelos doentes, sobretudo nos mais jovens.

© EPA/ANDY RAIN

O vírus responsável pela covid-19 continua a ser estudado pelos cientistas e agora sabe-se mais sobre o SARS-Cov-2 do que no início da pandemia que já provocou milhões de infectados em todo o mundo. Num trabalho recente, levado a cabo por investigadores britânicos, foi possível concluir o sintoma mais comum da doença.

A tosse seca e a febre começaram por ser indicados como fazendo parte da sintomatologia de covid-19 e sinais a que devíamos dar atenção. A estes acrescentaram-se outros sintomas, como fadiga, dor de estômago, perda de olfacto e do paladar, bem como perturbações a nível mental.

Agora, uma equipa de investigadores britânicos assegura que o sintoma mais comum entre os doentes infectados pelo novo coronavírus, sobretudo nos mais jovens, é a anosmia, termo usado para a perda parcial ou total do olfacto, e ageusia, enfraquecimento do sentido do paladar.

Chegou-se a esta conclusão após análise de dados do Serviço Nacional de Estatística (ONS, na siga em inglês), no Reino Unido.

Entre 15 de Agosto e 26 de Outubro, o gabinete de estatística britânico verificou que o número de pessoas que testaram positivo para a covid-19 e que relataram perda de paladar e de olfacto aumentou significativamente em todas as faixas etárias. Ou seja, trata-se de um sintoma que está a tornar-se cada vez mais frequente entre os que contraíram a doença.

Nos doentes com mais de 35 anos, entre 20% e 40% apresentaram perda de olfacto ou de paladar, em comparação com cerca de 15% a 25%, do mesmo grupo, que reportaram febre e entre 13% e 18% dos que indicaram tosse.

A prevalência deste sintoma foi mais evidente nos mais jovens. Nos doentes com menos de 35 anos, até 60% dos que testaram positivo para a covid-19 apresentaram anosmia, face aos cerca de 15 a 25% que reportaram febre e os que tiveram febre (menos de 10%).

Nas crianças, a tosse é pouco comum

“As pessoas que testam positivo à covid-19 são geralmente mais propensas a ter sintomas de perda de gosto ou cheiro e febre“, lê-se no relatório do ONS, citado pelo Daily Mirror.

Na análise, os investigadores do ONS referem que a febre é o segundo sintoma mais comum.

Os resultados desta investigação também mostram que as crianças em idade escolar infectadas pelo vírus têm menos probabilidade de ter tosse. “A taxa de positividade de crianças em idade escolar que apresentam tosse mantém-se baixa (cerca de 5%)”, refere a análise, referindo-se a dados entre Agosto e Outubro. Por outro lado, diz a estatística, o mesmo indicador para jovens com menos de 35 anos e para os que tem 35 anos ou mais “aumentou de forma constante para cerca de 10% a 15%”.

É, aliás, revelado que os dados analisados pelo King’s College mostraram que 52% das crianças infectadas não registaram os sintomas clássicos de adultos.

O que diz a DGS sobre os sintomas?

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) refere que “os sinais e sintomas da covid-19 variam em gravidade, desde a ausência de sintomas (sendo assintomáticos) até febre (temperatura igual ou superior 38.0 ºC), tosse, dor de garganta, cansaço e dores musculares”. Nos casos mais graves, a DGS indica “pneumonia grave, síndrome respiratória aguda grave, septicemia, choque séptico e eventual morte”.

A autoridade de saúde nacional afirma que mais recentemente foi “verificada anosmia (perda do olfacto) e em alguns casos a perda do paladar, como sintoma da covid-19”. “Existem evidências da Coreia do Sul, China e Itália de que doentes com covid-19 desenvolveram perda parcial ou total do olfacto, em alguns casos na ausência de outros sintomas”, lê-se no site da DGS.

A investigação, no entanto, prossegue sobre o novo coronavírus para que se conheça melhor os efeitos da doença nas pessoas, quais as sequelas, mas também as formas de transmissão do vírus, de modo a combatê-lo de forma eficaz.

Diário de Notícias
DN
25 Novembro 2020 — 14:21

 

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509: Os três sintomas que podem antecipar um caso grave de covid-19

 

SAÚDE/COVID-19/SINTOMAS

Febre, tosse e dificuldade em respirar. São estes os três sintomas que podem indicar que se está perante um caso grave da doença provocada pelo SARS-CoV-2, conclui um estudo da Sociedade Espanhola de Medicina Interna.

Unidade de Cuidados Intensivos num hospital em Madrid
© OSCAR DEL POZO / AFP

Existem sintomas que podem antecipar um caso grave de covid-19. São eles: febre, tosse e dificuldade em respirar, conclui um estudo da Sociedade Espanhola de Medicina Interna (SEMI). A investigação, que envolveu mais de 12 mil doentes, sugere que estes três sintomas indicam que se está perante uma situação que poderá ter uma evolução mais grave da infecção causada pelo SARS-CoV-2.

O vírus responsável pela covid-19 representa um desafio para a humanidade e é no conhecimento científico que se depositam muitas das esperanças para o combater de forma eficaz, a par do desenvolvimento das vacinas. É por isso que se multiplicam estudos que levantam um pouco mais do véu sobre o novo coronavírus que já infectou mais de 56 milhões de pessoas em todo o mundo. É o caso do trabalho de investigação levado a cabo pela Sociedade Espanhola de Medicina, que teve a participação do Hospital de Salamanca.

Neste estudo foi possível associar sintomas dos doentes com covid-19 à antecipação da evolução da doença e os resultados preliminares apontam um trio preocupante que pode revelar-se fatal.

“Doentes com dispneia [falta de ar] seriam a priori aqueles com qualquer outro tipo de pneumonia, mas se febre e tosse forem adicionadas, a sua evolução pode ser pior”, explica José Ángel Martín Oterino, chefe do serviço de Medicina Interna do Hospital de Salamanca, citado pela La Gaceta de Salamanca.

Já quem manifesta sintomas de uma constipação comum, além da perda de paladar e de olfacto, geralmente desenvolve uma infecção menos grave, refere o estudo, cujos dados preliminares foram dados a conhecer num artigo publicado no Journal of Clinical Medicine.

Do grupo de pessoas com dor de cabeça e de garganta ou dores musculares, apenas 10% tiveram que ser internados em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI).

Os doentes que apresentam uma sintomatologia que inclui vómitos e diarreia também podem sofrer uma forma mais grave da doença provocada pelo novo coronavírus, mas, ainda assim, não atingem o nível de risco dos que tem dificuldade respiratória.

“Pacientes que apresentam a tríade clássica de febre, tosse e dispneia, bem como aqueles que também apresentam vómitos e diarreia são os que têm o pior prognóstico ,a priori; por outro lado, aqueles com sintomas como os de uma constipação comum ou com nítida perda de olfacto e paladar são os que apresentam um melhor prognóstico”, refere o médico Manuel Rubio-Rivas, membro do SEMI.

Análise abrangeu mais de 12 mil doentes internados com covid-19

Neste estudo, que envolveu 12 066 pessoas internados com covid-19 de diferentes hospitais espanhóis, os especialistas traçaram quatro grupos fenotípicos de pacientes hospitalizados e os sintomas que podem indicar como será a evolução da doença.

O primeiro grupo, com 8737 pacientes, 72,4% dos que participaram do estudo, foi o maior e mais numeroso e composto por pacientes com os três sintomas: febre, tosse e dificuldade em respirar. Nele se incluem sobretudo “homens mais velhos com maior prevalência de comorbidades”. “O tempo entre o início dos sintomas e a admissão também foi menor neste subgrupo de pacientes, em comparação com os outros grupos identificados. Um em cada 10 pacientes desse grupo necessitou de internamento em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) e um quarto deles morreu, representando a maior taxa de mortalidade entre os quatro grupos”, refere a SEMI.

O segundo grupo, com 9,9% dos pacientes, um total de 1196, apresenta dificuldade no paladar e perda de olfacto, “muitas vezes acompanhada de febre, tosse e/ou dispneia”. “Este grupo apresentou a menor percentagem de admissão em UCI e taxa de mortalidade”.

Em relação ao terceiro grupo, com 880 pacientes, 7,3% “apresentavam dor nas articulações e/ou músculos, dor de cabeça e dor de garganta”, que também costuma ser acompanhada de febre, tosse e/ou dispneia. Até 10,8% dos pacientes deste grupo necessitaram de cuidados intensivos.

O quarto grupo, com 1253 pacientes, 10,4% do total, manifestou sintomas como diarreia, vómitos e dores abdominais, “também muitas vezes acompanhadas de febre, tosse e/ou dispneia”. “Destes, 8,5% necessitaram de internamento em UCI e 18,6% morreram. Esta taxa de mortalidade é a segunda mais alta dos quatro grupos identificados”, lê-se no comunicado da Sociedade Espanhola de Medicina.

Uma classificação dos sintomas, divida por grupos, que, segundo Manuel Rubio-Rivas, pode ajudar os médicos a aplicar medidas de tratamento “mais adequadas em cada caso”, numa “medicina de maior precisão”.

Diário de Notícias
DN
20 Novembro 2020 — 01:24

 

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