1705: SNS 24: Como ter uma Tele-consulta através do smartphone, tablet e PC

SAÚDE PÚBLICA/SNS 24/TELE-CONSULTA

A Tele-consulta é uma consulta à distância, que permite a interacção e partilha de informação, com registo obrigatório no processo clínico do cidadão. Pode ocorrer em tempo real (síncrona) ou em diferido (assíncrona).

Saiba como pode aceder a uma Tele-consulta usando a app SNS 24 e também o PC ou tablet.

A plataforma utilizada pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) para Tele-consultas é a “Live”. Trata-se de uma plataforma segura de video-chamada, à qual os profissionais de saúde e utentes acedem para realizar tele-consultas em tempo real, no SNS.

Nos cuidados de saúde primários já é possível fazer o pedido de marcação de tele-consulta, desde que a unidade em questão já utilize a plataforma e este modelo de atendimento. Nos cuidados de saúde hospitalares as marcações de consultas e tele-consultas estão sempre sujeitas à avaliação clínica dos profissionais de saúde.

Se a sua unidade de saúde disponibilizar atendimento através da plataforma de tele-consulta, estas podem ser marcadas pelo utente na respectiva unidade de saúde, em qualquer momento, dependente das vagas existentes.

Como posso aceder à Tele-consulta agendada?

Para aceder a uma consulta via Internet, usando a aplicação móvel do SNS 24 deve: aceder à aplicação com a Chave Móvel Digital ou o Número de Utente de Saúde e na opção ‘Favoritos’ aceder a ‘Tele-consulta’ clicar em ‘Confirmar’ aguardar nessa página até que a opção ‘participar’ fique verde.

Para ter acesso a uma consulta via Internet terá que estar agendada pela unidade de saúde. Para a realizar o utente deverá ter um dos seguintes dispositivos electrónicos: computador com câmara e colunas, ou telemóvel, ou tablet.

Podem ser realizadas em tele-consulta todas as consultas que o seu profissional de saúde considere que reúnem as condições necessárias para serem efectuadas à distância, sem comprometer a qualidade da prestação de cuidados de saúde.

A realização das tele-consultas permite:

  • promover outros meios de acesso dos cidadãos a cuidados de saúde
  • aproximar os utentes dos profissionais de diferentes níveis de cuidados
  • optimizar a gestão de recursos no Serviço Nacional da Saúde
  • reduzir o número de deslocações dos utentes e cuidadores, promovendo a sustentabilidade e melhorando gestão da vida familiar ou profissional
  • promover a capacitação do cidadão na gestão da sua saúde e doença

No caso de um PC ou tablet, basta que aceda aqui.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
10 Abr 2022


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética na Ucrânia

 

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1658: Cerca de 40% dos serviços de saúde interrompidos devido à pandemia

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/SERVIÇOS DE SAÚDE

A OMS alerta para as desigualdades e perturbações nos serviços essenciais de saúde durante a pandemia, que afectaram cerca de 40% na Europa.

© Nicolas TUCAT / AFP

Cerca de 40% dos serviços essenciais de saúde foram interrompidos na Europa no primeiro ano da pandemia, um padrão que se manteve em 2021, e a covid-19 está a ter um “impacto desproporcional” na saúde mental dos europeus.

O alerta consta do Relatório Europeu da Saúde 2021 da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado esta quinta-feira, que considera que ainda existe uma “janela crítica de oportunidade” para os governos e as autoridades saúde nacionais tomarem as medidas necessárias para minimizar o impacto da pandemia a vários níveis.

Segundo o documento da OMS Europa, durante os primeiros meses da pandemia, 40% dos serviços essenciais de saúde foram pelo menos parcialmente interrompidos, uma perturbação que se manteve em 2021, com a suspensão a atingir cerca de 29% desses serviços.

“O impacto da pandemia na saúde da população vai para além do impacto da própria doença. Afectou igualmente o acesso universal a cuidados de qualidade e a promoção e protecção da saúde física, mental e social e do bem-estar da população em geral”, sublinha o relatório.

De acordo com a OMS, comparando com a situação de 2020, a magnitude e a extensão das perturbações nos serviços de saúde nacionais parecem ter diminuído ao longo de 2021, ano em que o “cancelamento dos cuidados de saúde continuou a ser um problema grave e está associado a questões de disponibilidade de pessoal e camas de internamento”.

O relatório aponta o exemplo dos rastreios e tratamentos do cancro da mama, do colo do útero e colo-rectal, que na maioria dos mais de 50 países que integram a região europeia da OMS foram parcialmente interrompidos ou atrasados.

“O número de diagnósticos de cancro diminuiu significativamente”, adianta a OMS, ao alertar que os diagnósticos e tratamentos tardios do cancro têm impacto nas taxas de sobrevivência do paciente.

A OMS reconhece que os dados variam sobre a quantificação do aumento do número de mortes evitáveis por cancro, mas aponta o exemplo do Reino Unido, onde um estudo estimou que os óbitos adicionais em cinco anos devido ao cancro da mama, colo-rectal, do pulmão e do esófago situam-se entre 3.300 e 3.600.

“As políticas de cancelamento (parcial) de cirurgias electivas não urgentes e/ou redução do tempo de hospitalização dos doentes foram implementadas por muitos países, incluindo a Bélgica, a República Checa, a Dinamarca, a Alemanha, a Irlanda, os Países Baixos, Portugal, a Suíça, a Turquia e o Reino Unido”, refere o documento.

O relatório adianta também que a pandemia teve um “impacto desproporcionado” na saúde mental dos europeus, afectando principalmente as mulheres nas faixas etárias entre os 18 e 24 anos e dos 35 aos 44 anos.

A OMS alerta ainda que a pandemia “não está a afectar todos igualmente”, uma vez que os seus efeitos directos e indirectos “têm sido muito mais prejudiciais para a saúde e o bem-estar” das crianças, adolescentes, mulheres, idosos, refugiados e migrantes, grupos marginalizados, pessoas com doenças ou incapacidades de longa duração, que trabalham em empregos precários, desempregadas e que vivem na pobreza.

“Embora a covid-19 possa afectar todos, não está a afectar todos de forma igual. É importante perceber que a morbilidade e mortalidade relacionadas com a covid-19 tendem a seguir um gradiente social e está relacionada com as condições em que as pessoas nascem, crescem, vivem, trabalham e envelhecem”, avança a OMS.

Entre 24 de Janeiro de 2020, quando foi registado o primeiro caso de covid-19 na Europa, e 31 de Dezembro de 2021, mais de 102 milhões de pessoas de um total de 929 milhões de habitantes na região europeia da OMS foram infectadas com SARS-CoV-2 e cerca de 1,7 milhões morreram devido à infecção.

Diário de Notícias
DN/Lusa
10 Março 2022 — 10:57

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