1787: Casos de varíola dos macacos em Portugal pode ser um surto

SAÚDE PÚBLICA/MONKEYPOX/SURTO

A infecciologista Margarida Tavares, do grupo de trabalho da Direcção Geral da Saúde, revela que além dos cinco casos de Monkeypox, conhecido por varíola dos macacos, já confirmados estão em estudo mais “cerca de 15”, todas na região de Lisboa e Vale do Tejo.

© José Carmo / Global Imagens

Os casos de infecção pelo vírus Monkeypox, também conhecido por varíola dos macacos, confirmados em Portugal podem constituir um surto, mas não está “para já” identificada qualquer ligação entre eles para além do local onde foram detectados, disse esta quarta-feira a infecciologista Margarida Tavares.

“Podemos utilizar a palavra surto porque podemos falar em surto sempre que há um aumento de casos face ao que é esperado. E nós não esperávamos que nenhum caso ocorresse em Portugal”, disse a médica que é membro do grupo de trabalho criado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) que está a gerir esta situação.

Em declarações, no Porto, a também directora do Programa Nacional para as Infecções Sexualmente Transmissíveis e VIH confirmou que os casos foram detectados numa clínica ligada a doenças sexualmente transmissíveis em homens jovens com idades entre os 20 e os 50 anos.

“Foram identificados em contexto de atendimento numa clínica de doenças sexualmente transmissíveis porque apresentavam lesões genitais. É verdade que são casos de homens que têm sexo com homens, mas essa pode só ter sido a forma como foi dado o alerta. Ainda não sabemos mais. Não está descrita, classicamente, a via de transmissão sexual [como passível de causar esta infecção], mas há transmissão por contacto próximo, íntimo e prolongado”, descreveu Margarida Tavares.

Salvaguardando que a situação em Portugal “está a ser acompanhada e estudada” e que se tratam de casos “muito recentes” que, do ponto de vista clínico, se traduzem em “situações muito ligeiras e benignas”, a infecciologista que trabalha no Hospital de São João adiantou que além dos cinco casos já confirmados estão em estudo mais “cerca de 15”. Todas as situações, frisou, estão localizadas na região de Lisboa e Vale do Tejo. “Mas para já não sabemos se existe relação. E sim, pode haver dispersão pelo país”, acrescentou.

Rejeitando a palavra “isolamento”, Margarida Tavares disse que as pessoas infectadas estão em casa e “estão aconselhadas a não contactar de forma próxima com outras pessoas”.

Margarida Tavares também rejeitou falar em grupos populacionais susceptíveis, apontando que qualquer semelhança que se encontre actualmente nos casos detectados pode estar relacionada “não com susceptibilidade”, mas sim com “oportunidade de contacto”.

Esta é a primeira vez que é detectada em Portugal infecção pelo vírus Monkeypox.

O vírus Monkeypox é do género Ortopoxvírus (o mais conhecido deste género é o da varíola) e a doença é transmissível através de contacto com animais, ou ainda contacto próximo com pessoas infectadas ou com materiais contaminados.

Margarida Tavares alertou para a partilha de objectos como roupas de cama ou roupas de banho e admitiu que pode haver transmissibilidade através de gotículas respiratórias e das lesões cutâneas, nomeadamente da crosta em caso de escamação.

Manifestando-se em lesões que podem parecer idênticas à varicela, a infecção por vírus Monkeypox foi detectada pela primeira vez num ser humano em 1970 em países sobretudo da África Central e da África Ocidental.

Em 2003 foram reportados nos Estados Unidos da América algumas dezenas de casos.

Também o Reino Unido reportou, recentemente, casos semelhantes de lesões ulcerativas, com a confirmação de infecção por vírus Monkeypox.

Hoje, em comunicado a DGS disse que “está a acompanhar a situação a nível nacional e em articulação com as instituições europeias”

Questionada se existe relação entre a situação reportada no Reino Unido e a realidade portuguesa, Margarida Tavares reiterou que a situação está a ser analisada.

Em causa está uma doença que se manifesta em lesões cutâneas desde pequenas manchas até lesões com conteúdo líquido ou mesmo crostas que acabam por cair.

Em algumas circunstâncias fica uma cicatriz e os sintomas são sistémicos como febre ou febrícula, mialgias, aumento dos gânglios.

Sobre o tempo de recuperação associado a esta infecção a médica adiantou que “do que está estudado, o fim do período de contagiosidade ocorre com a cura completa das lesões”, ou seja, quando as crostas caem, o que pode ocorrer entre duas a quatro semanas.

“Poderá haver alguma protecção das pessoas que foram vacinadas contra a varíola que terminou em 1973, mas tudo está ainda a ser analisado”, voltou a salvaguardar a infecciologista.

Diário de Notícias
DN/Lusa
18 Maio 2022 — 15:58

 

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1786: Monkeypox. Já há 14 casos de varíola dos macacos em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/MONKEYPOX/VARÍOLA DOS MACACOS

A DGS anuncia que subiu para 14 o número de casos de varíola dos macacos em Portugal, indicando que há ainda duas amostras em análise laboratorial. “Os casos identificados mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”.

© Telmo Pinto / Global Imagens (Arquivo)

Subiu para 14 o número de casos de infecção pelo vírus Monkeypox, também conhecido por varíola dos macacos, anunciou esta quarta-feira (18 de Maio) a Direcção-Geral da Saúde (DGS), indicando que há ainda duas amostras em análise laboratorial.

“A DGS informa que foram confirmados mais nove casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal, havendo, até ao momento, 14 casos confirmados”, refere a autoridade de saúde em comunicado.

De acordo com a DGS, os novos casos foram confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), ao final da tarde desta quarta-feira, “existindo ainda duas amostras em análise”.

Esta manhã, a DGS fez saber que tinham sido detectados mais de 20 casos suspeitos de infecção pelo vírus Monkeypox, todos na região de Lisboa e Vale do Tejo, cinco dos quais tinham sido confirmados pelo INSA, um número que sobe agora para 14.

“Relativamente aos restantes casos suspeitos, as amostras ainda serão remetidas para análise pelo INSA” e “os casos identificados mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”, lê-se na nota agora divulgada.

Explica a DGS que, neste momento, “decorrem ainda os inquéritos epidemiológicos, com o objectivo de identificar cadeias de transmissão e potenciais novos casos e respectivos contactos”.

“A DGS recorda que a doença por vírus Monkeypox é transmissível através de contacto com animais ou ainda contacto próximo com pessoas infectadas ou com materiais contaminados. A doença é rara e, habitualmente, não se dissemina facilmente entre os seres humanos”.

Caso as pessoas “apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço, devem procurar aconselhamento clínico”, recomenda a DGS.

“Perante sintomas suspeitos, o indivíduo deverá abster-se de contactos físicos directos. A abordagem clínica não requer tratamento específico, sendo a doença habitualmente auto-limitada em semanas”, refere ainda a DGS, que, juntamente com o INSA, acompanha a situação a nível nacional e em articulação com as instituições europeias.

Em actualização

Diário de Notícias
DN
18 Maio 2022 — 21:23

 

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1785: Farmácias com pico de procura e disponibilidade para realizar testes gratuitos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/FARMÁCIAS/TESTES

O aumento de casos de infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2 que se regista em Portugal levou a um pico de testes realizados na segunda-feira.

estes covid
© André Luís Alves / Global Imagens

As farmácias registaram na segunda-feira um pico de procura testes de covid-19, adiantou a presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), que já manifestou a disponibilidade para voltar a realizar despistes gratuitos à população.

“Na primeira semana [após o fim da comparticipação] houve uma diminuição na ordem dos 60% do número de testes efectuados nas farmácias. Nós tínhamos uma média de 25 mil, podendo chegar aos 30 mil dependente do dia da semana, e passámos a ter nove mil testes diários em média na primeira semana de Maio”, avançou à agência Lusa Ema Paulino.

Segundo disse, devido ao aumento de casos de infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2 que se regista em Portugal, “na última semana o número aumentou”, tendo-se registado um “pico de testes realizados na segunda-feira que chegou aos 15 mil”.

De acordo com a responsável da ANF, este serviço de testes rápidos de antigénio (TRAg) de uso profissional tem sido agora procurado maioritariamente por pessoas que apresentam sintomas de covid-19.

“A percepção e os relatos que vamos tendo é que a positividade é grande, porque são as pessoas que já apresentam sintomas que mais se dirigem às farmácias para efectuar o teste”, afirmou Ema Paulino.

De acordo com a farmacêutica, a ANF já apresentou a disponibilidade para voltar a fazer testes gratuitos à população portuguesa, seja através do regresso da modalidade de comparticipação pelo Serviço Nacional de Saúde, ou através do sistema em vigor de prescrição pela linha SNS 24.

“Nós já manifestámos a nossa disponibilidade para podermos, novamente, proporcionar testes gratuitos nas farmácias”, adiantou Ema Paulino, ao salientar que uma das possibilidades é fazer o teste “às pessoas que vêm já com essa referenciação do seu médico quer da linha SNS 24”.

“Ainda não temos resposta final se será uma solução a avançar ou não”, disse.

Os testes de despiste da covid-19 realizados nas farmácias e nos laboratórios deixaram de ser gratuitos a partir deste mês, anunciou o Ministério da Saúde no final de Abril, que alegou a “evolução positiva da situação epidemiológica de covid-19 em Portugal e a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde”.

De acordo com os dados do Ministério disponibilizados à Lusa, os cerca de 8,1 milhões de testes gratuitos, feitos ao abrigo deste regime excepcional que terminou no último dia de Abril, representaram uma comparticipação de mais de 118 milhões de euros.

Os TRAg começaram a ser comparticipados a 10 euros e depois a 15 euros e agora são de preço livre, dentro de intervalos determinados.

De acordo com o relatório da Direcção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a situação da pandemia em Portugal divulgado na sexta-feira, a proporção de testes positivos para SARS-CoV-2, entre 26 de Abril e 02 de Maio, foi de 26,7%, muito superior ao limiar dos 4% e com tendência crescente.

Diário de Notícias
DN/Lusa
18 Maio 2022 — 13:39

 

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1784: PRO.VAR quer o regresso do uso obrigatório de máscaras nos restaurantes

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MÁSCARAS

Medida seria aplicada para clientes e trabalhadores.

© Paulo Alexandrino / Arquivo Global Imagens

A PRO.VAR — Associação Nacional de Restaurantes quer a reposição da obrigatoriedade do uso das máscaras no interior dos estabelecimentos para clientes e trabalhadores, invocando, para tal, a “enorme pressão nos hospitais” provocada pelo aumento das infecções do novo coronavírus.

Em comunicado, a associação citou as declarações desta quarta-feira do director de urgências de medicina interna do Hospital S. João, Nélson Pereira, quando referiu que a “situação é grave” e que chegam “às 08:00 de cada dia sem nenhuma vaga no hospital”, para avançar com a reivindicação.

“A PRO.VAR entende que este é o momento do regresso das máscaras no interior dos estabelecimentos”, lê-se na nota de imprensa.

Para os responsáveis, o “coronavírus não vai desaparecer” e “as novas vagas serão frequentes”, defendendo, por isso, a necessidade de “aprender a viver com ele” antes de insistirem serem “os números que reflectem a enorme pressão nos hospitais”, continuando a citar os profissionais de saúde para escrever que algumas unidades de saúde “estão a atingir o limite”.

“Estamos preocupados, pois os restaurantes sempre privilegiaram a segurança e querem manter a confiança em alta. Por outro lado, os trabalhadores do sector da restauração durante o seu período de trabalho, estão muito expostos a uma grande circulação de pessoas, por essa razão defendemos o regresso ao uso obrigatório das máscaras para os clientes e trabalhadores”, prossegue o comunicado.

Enfatizando que a “preocupação existe por questões de saúde pública, mas também pela necessidade de assegurar que toda a equipe de trabalho não sofra baixas”, revelam que a “escassez de trabalhadores nos restaurantes é hoje uma realidade e qualquer elemento que fique em isolamento causa grandes constrangimentos ao normal funcionamento do mesmo”.

“São inúmeros os restaurantes que estão a reportar esta preocupação, alguns acabam por fechar, por falta de pessoal, seja de cozinha ou de sala”, acrescenta a ​​​​​​​PRO.VAR que desvenda a recusa de “muitos dos colaboradores” do uso da máscara “apesar da recomendação por parte da entidade patronal”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
18 Maio 2022 — 19:36

 

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1783: Marta Temido afasta para já máscara obrigatória e testes gratuitos em farmácias

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MÁSCARAS/TESTES

A ministra da Saúde indicou que o número de casos diários pode atingir os cerca de 60 mil no final do mês. INSA refere que a média diária aumenta para 22.805 casos de infecções e que o Norte regista Rt de 1,30, o mais alto de todas as regiões.

A ministra da Saúde, Marta Temido
© MIGUEL A. LOPES/LUSA

A ministra da Saúde, Marta Temido, revelou esta quarta-feira que hoje irá reunir com peritos para avaliar a situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, que tem revelado uma tendência crescente de novos casos.

Admitiu que a evolução da pandemia venha a condicionar a actividade hospitalar programada e recusou para já o regresso de testes gratuitos nas farmácias e uso obrigatório de máscaras

Nós temos estimativas do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) que apontam para cerca de 60 mil casos [diários] no final do mês de Maio. Sabemos que ainda estamos a subir em número de casos. Significa mais doença, mais pressão para os hospitais, para os serviços de saúde, isso é indesejável por todos porque precisamos de nos concentrar em responder a outras necessidades”, afirmou a ministra da Saúde, à margem do 5º aniversário da Associação de Distribuidores Farmacêuticos (ADIFA), que decorreu esta tarde no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. Significa também, continuou, a necessidade de “proteger, uma vez mais, os mais vulneráveis”.

“Nós continuamos a acompanhar a evolução da situação epidemiológica com os peritos, com reuniões regulares, não aquelas clássicas reuniões do Infarmed, mas reuniões de trabalho regulares. Hoje mesmo, haverá uma reunião informal com peritos para conseguirmos adaptar a nossa estratégia à evolução da situação”, disse.

A governante referiu que a resposta dos serviços de saúde à população também está a ser acompanhada. “Todos nós gostaríamos de poder responder só a outras patologias que não só a covid-19, mas sabíamos também que a pandemia não tinha acabado e que estávamos sujeitos a uma nova vaga de crescimento”.

Questionada sobre um possível regresso de restrições e de medidas, como os auto-testes gratuitos em farmácias e o uso obrigatório de máscaras em espaços fechados, para fazer face ao aumento de infecções pelo SARS-CoV-2, tendo em conta que amanhã reúne-se o Conselho de Ministros, Marta Temido esclareceu que a comparticipação dos testes é uma decisão do Ministério da Saúde “em função da evolução da situação epidemiológica”.

Voltar a comparticipar testes à covid-19 nas farmácias, uma decisão que nem precisa de aprovação em Conselho de Ministros, até poderá voltar a fazer sentido, mas não para já.

“Poderá fazer [sentido], designadamente numa outra altura em termos de sazonalidade da infecção. Neste momento, aquilo que estamos a apostar é a prescrição através da linha de Saúde24. A linha de saúde24 tem tido constrangimentos, percebo que isso dificulte a expectativa das pessoas no acesso à linha, mas recordo que temos introduzido melhorias”, defendeu a ministra

A ministra reiterou que “as pessoas que têm suspeita de serem um caso covid devem fazer um auto-teste”.

Destacou o facto de o método de testes ter evoluído muito durante a pandemia. “No início da pandemia só aceitávamos os testes PCR, depois passamos a aceitar os testes rápidos de antigénio, depois vulgarizaram-se os auto testes”, resumiu para dizer: “Hoje em dia o auto-teste tem uma fiabilidade elevada”, referiu, afastando o regresso aos testes gratuitos.

“Quando a pessoa entende necessitar de um teste confirmatório, ligando para a linha SNS 24 pode ter acesso a esse teste rápido de antigénio, já disponibilizado praticamente quase automaticamente”, sublinhou. “Mas estamos, cada vez mais, num padrão de resposta à doença em que é a auto-responsabilização e o cidadão, que são colocados – não abandonados – perante a necessidade de adaptar os seus comportamentos àquilo que é a evolução da doença”, considerou Marta Temido.

Marta Temido reconheceu os efeitos do aumento do número de casos, nomeadamente no aumento da pressão hospitalar, sobretudo no norte do país, e admitiu o condicionamento da actividade hospitalar programada, o que é “uma grande preocupação”.

“Sabemos que temos que combinar a resposta à covid-19 e aquilo que é também a expectativa social de um funcionamento o mais regular possível com a resposta às outras necessidades assistenciais. E sabemos que temos os nossos serviços sobre uma intensíssima pressão que merece naturalmente a nossa preocupação e o nosso acompanhamento e a nossa tentativa de reforço de mecanismos e por isso mesmo é que é preciso que todos façam a sua parte”, disse.

Média diária aumenta para 22.805 casos de infecções. Norte regista Rt de 1,30, o mais alto de todas as regiões

Declarações da ministra da Saúde numa altura em que a média de infecções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal, sendo que o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) de 1,30, o mais alto de todas as regiões, indica esta quarta-feira o INSA.

Segundo o relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a evolução da covid-19 no país, o Rt – que estima o número de casos secundários de infecção resultantes de cada pessoa portadora do vírus — atingiu os 1,23 a nível nacional e 1,24 em Portugal continental no período entre 9 e 13 de Maio.

Os dados hoje divulgados avançam ainda que o número médio de casos diários de infecção a cinco dias passou dos 14.400 para os 22.805 em Portugal, sendo ligeiramente mais baixo (21.980) no continente.

Por regiões, a Madeira é a única que apresenta um Rt abaixo do limiar de 1, apesar de ter registado um aumento de 0,86 para 0,99.

Este indicador é mais alto no Norte, que passou de 1,17 para 1,30, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo com 1,23, o Centro com 1,17, o Algarve com 1,15, os Açores com 1,14 e o Alentejo com 1,13.

“Todas as regiões, à excepção da região autónoma da Madeira, apresentam a média do índice de transmissibilidade (cinco dias) superior a 1, o que indica uma tendência crescente” de novas infecções, alerta o INSA.

De acordo com o documento, todas as regiões registam também uma taxa de incidência bastante superior a 960 casos por 100 mil habitantes em 14 dias, sendo a mais elevada nos Açores (2.933,1), seguindo-se o Centro (2.797,2), o Alentejo (2.678,5), o Norte (2.505,9), Lisboa e Vale do Tejo (1.888), o Algarve (1.842,1) e a Madeira (962,1).

O INSA estima que, desde o início da pandemia e até 13 de Maio, Portugal tenha registado 4.118.509 casos de infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2 que provoca a covid-19.

Notícia actualizada às 20:12

Diário de Notícias
DN com Lusa
18 Maio 2022 — 20:23

 

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1782: Detectados casos de infecção por vírus Monkeypox em Portugal

– Porra, pá! Já não basta o vírus putineiro, temos agora de levar com o vírus macaco?

SAÚDE PÚBLICA/VÍRUS MONKEYPOX

DGS apela aos “indivíduos que apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço” para que procurem aconselhamento clínico.

Foram detectados mais de 20 casos suspeitos de infecção pelo vírus Monkeypox, todos na região de Lisboa e Vale do Tejo, cinco dos quais já confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, adianta a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Os casos, confirmados precisamente esta quarta-feira, foram identificados maioritariamente em jovens, e todos do sexo masculino. Os infectados “estão estáveis, apresentando lesões ulcerativas.”

Segundo comunicado enviado às redacções, a DGS “identificou o alerta e centraliza, nesta fase, todas as acções de detecção, avaliação, gestão e comunicação de risco relacionadas com estes casos, através do Centro de Emergências em Saúde Pública (CESP)”.

“O vírus Monkeypox é do género Ortopoxvírus e a doença é transmissível através de contacto com animais ou ainda contacto próximo com pessoas infectadas ou com materiais contaminados. A doença é rara e, habitualmente, não se dissemina facilmente entre os seres humanos”, indica a nota.

A DGS comunicou esta terça-feira o alerta aos profissionais de saúde, nomeadamente aos médicos e aos enfermeiros, “com o objectivo de identificarem eventuais casos suspeitos e de os notificarem”, e apela aos “indivíduos que apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço” para que procurem aconselhamento clínico.

Perante o aparecimento destes sintomas, deverão ser evitados “contactos físicos directos”.

O Reino Unido reportou recentemente casos semelhantes de lesões ulcerativas, com a confirmação de infecção por vírus Monkeypox.

A DGS está a acompanhar a situação a nível nacional e em articulação com as instituições europeias.

Diário de Notícias
DN
18 Maio 2022 — 10:53

 

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1781: Covid-19: Linhagem BA.5 da variante Ómicron já é dominante em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/LINHAGENS

Linhagem apresentava uma relativa estimada de 63,6% dos casos a 15 de Maio e poderá atingir os 80% no domingo.

A linhagem BA.5 da variante Ómicron tem apresentado uma frequência relativa “marcadamente crescente”, estimando-se que já seja dominante em Portugal, segundo dados divulgados na terça-feira pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

“Após a sua primeira detecção na semana 13 (28 de Março a 3 de Abril), a linhagem BA.5 tem apresentado uma frequência relativa marcadamente crescente, estimando-se que já seja dominante em Portugal (frequência relativa estimada de 63,6% ao dia 15 de Maio)”, salienta-se no relatório sobre a diversidade genética do coronavírus SARS-CoV-2 em Portugal.

No último relatório do INSA foi projectada a tendência de crescimento a 15 dias da linhagem BA.5 em Portugal, e os dados obtidos desde então têm tido uma grande sobreposição com a projecção, consolidando que a linhagem BA.5 poderá atingir uma frequência relativa de 80% a 22 de Maio.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já admitiu que essa linhagem, que apresenta várias características genéticas consideradas de interesse pelos especialistas, caso de mutações com impacto na entrada do coronavírus nas células, pode ser mais transmissível do que a BA.2, mas ressalvou que ainda não existem dados que comprovem que provoca covid-19 mais grave.

Segundo o INSA, a linhagem BA.2 apresenta uma tendência decrescente na sua frequência relativa, estimando-se que representasse 36,4% das amostras positivas a 15 de Maio.

“Recentemente, foi detectada e tem vindo a ser monitorizada uma sub-linhagem da BA.2 (BA.2.35) caracterizada pela mutação adicional L452R na proteína Spike, que desde a sua detecção a 1 de Março, tem apresentado em termos globais uma frequência relativa com tendência crescente, representando 3,4% das sequências analisadas na semana de 2 a 8 de Maio (dados em apuramento)”, adiantou.

A sub-linhagem BA.2.12.1 foi detectada consecutivamente nas últimas duas amostragens aleatórias por sequenciação entre os dias 25 de Abril e 08 de Maio, e em três das sete regiões, sugerindo um aumento da sua circulação em Portugal.

“Esta linhagem tem suscitado interesse internacional pois caracteriza-se pela mutação adicional L452Q na proteína Spike e tem apresentado um considerável aumento de circulação em alguns países, nomeadamente nos Estados Unidos da América”, indicou o INSA.

Segundo o INSA, a frequência relativa da linhagem BA.1 atingiu um máximo na semana de 10 a 16 de Janeiro (95,6%) altura em que iniciou uma tendência decrescente. Estima-se que a sua circulação seja residual actualmente, tendo sido detectada uma frequência inferior a 1% desde a semana de 18 a 24 de Abril).

Relativamente à linhagem BA.3, não foi detectado qualquer caso em Portugal desde a 20 de Março, enquanto que a linhagem BA.4 não foi detectada, até à data, no país.

No âmbito da monitorização contínua da diversidade genética do SARS-CoV-2 que o INSA está a desenvolver têm sido analisadas uma média de 523 sequências por semana desde o início de Junho de 2021, provenientes de amostras colhidas aleatoriamente em laboratórios distribuídos pelos 18 distritos de Portugal continental e pelas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, abrangendo uma média de 139 concelhos por semana.

Diário de Notícias
DN/Lusa
18 Maio 2022 — 07:52

 

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1780: Covid-19 altera função respiratória. Faltam meios para fazer exames de prevenção

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/FUNÇÃO RESPIRATÓRIA

Dois anos depois da pandemia, já é possível concluir que 30 a 50% dos doentes que estiveram internados ficaram com problemas respiratórios. Fundação Portuguesa do Pulmão defende exame para o qual praticamente não há recursos.

Há um número elevado de doentes que estiveram internados que apresentam problemas respiratórios.
© Artur Machado/Global Imagens

“Estima-se que 30 a 50% da população que esteve internada com covid-19 tem a função respiratória alterada”. Este alerta é do presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão, que usa estes dados para defender que a maioria da população deveria fazer uma espirometria -um exame que avalia a função respiratória.

José Alves, pneumologista e professor universitário, diz ao DN que a “necessidade de todos fazerem uma espirometria é cada vez maior”, embora esteja consciente que aí “entramos noutro problema, porque neste momento é muito difícil disponibilizar esse exame”.

Durante anos ouviu os médicos de família queixarem-se da dificuldade em aceder a esse meio complementar de diagnóstico. “Por isso mesmo a Fundação criou a possibilidade de se fazer quase ao domicílio”, afirma. José Alves acredita mesmo que “toda a gente deveria fazê-lo, independentemente de ter tido ou não covid-19”.

A título de exemplo, o médico lembra que “as pessoas sabem qual é a sua tensão arterial, ou pelo menos sabem que existe, tal como sabem o que é o colesterol, ou a glicémia. Mas a função respiratória ninguém sabe. Depois acontece que há pessoas que têm pulmões fracos e outras não. E conforme têm ou não, vão ter mais doenças pulmonares”, explica.

O presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão lembra que “a mortalidade por doenças respiratórias continua a ser a maior em termos evitáveis”. E é por isso que insiste tanto na espirometria.

“Sempre que se pede, ela tem que ser feita em ambiente hospitalar, e com a assinatura de um técnico de cardiologia e de um pneumologista. É mais ou menos o equivalente a fazer um mapa da tensão arterial, aplicado à função respiratória. Para isso, é preciso que haja patologia prévia”.

José Alves lembra que “não é nada complicado de fazer, mas é burocrático: é preciso marcar, há poucas marcações possíveis, são precisas duas pessoas para assinar”. E foi a pensar nisso que a Fundação adquiriu recentemente 20 aparelhos que permitem fazer espirometria ao domicílio.

De resto, “vamos mesmo fazer uma série de rastreios em juntas de freguesia, para que se saiba que isso se pode fazer”, afirma o presidente ao DN, adiantando que “se houver pedidos que justifiquem a compra de mais aparelhos, arranjaremos maneira de adquirir mais”.

“Porque é preciso convencermo-nos disto: é tão importante fazer esse exame a uma pessoa que teve covid-19 como a uma pessoa que fuma, por exemplo. Sabe-se hoje que quem fuma dois maços de tabaco por dia tem grande probabilidade de ter DPOC (doença pulmonar obstrutiva crónica). E depois de perder a função respiratória já não há como a recuperar”.

A importância das vacinas

De acordo com os estudos mais recentes, a covid-19 deixou doentes desprotegidos relativamente a outras doenças respiratórias graves. “Estima-se que 30% a 50% dos adultos com diagnóstico de covid-19 grave possam ter anomalias pulmonares persistentes, após a doença aguda. À semelhança do que já acontece nos Países Baixos e na Andaluzia, onde a vacinação anti-pneumocócica é recomendada a doentes hospitalizados por covid-19 com evidência de disfunção pulmonar, a Fundação Portuguesa do Pulmão lembra a importância da prevenção”, refere um comunicado daquela entidade.

A Fundação reforça, também, a eficácia e a segurança das vacinas, sublinhando que a vacinação continua a ser a melhor forma de prevenção de doenças respiratórias graves como a pneumonia. “Terminado o inverno, não devemos baixar a guarda. Tal como no resto do mundo, as doenças respiratórias continuam a ser uma das principais causas de morbilidade e mortalidade em Portugal. Embora a grande maioria seja prevenível ou tratável com intervenções economicamente acessíveis, não temos assistido a uma redução global da sua prevalência”.

Segundo o Observatório Nacional das Doenças Respiratórias, morrem, diariamente, 36 pessoas com doenças respiratórias no nosso país. 16 desses óbitos têm como causa a pneumonia.

Estudos recentes revelam que 30% a 50% dos adultos com diagnóstico de covid-19 grave podem desenvolver anomalias pulmonares persistentes, após a doença aguda. Nos Países Baixos e na Andaluzia, as autoridades de saúde apostam na imunização para tornar o organismo mais robusto contra as infecções respiratórias. Recomendam, por isso, a vacinação anti-pneumocócica a doentes hospitalizados por covid-19, com evidência de disfunção pulmonar.

“Os últimos dois anos mostraram-nos a importância da prevenção – evitar o que já nos é possível, sempre com atenção a quem está mais vulnerável”, explica José Alves.

“Quem esteve infectado com covid-19, por exemplo, corre maior risco de contrair novas infecções respiratórias. Algumas delas podem ser prevenidas através de imunização. É o caso da pneumonia. Para quê correr riscos?”, questiona, enquanto lembra que a pneumonia não é um exclusivo do tempo frio. “Não podemos baixar a guarda, mesmo com a subida das temperaturas. Devemos preveni-la sempre e podemos fazê-lo em qualquer altura do ano, com particular atenção aos grupos de risco”.

Quem teve covid-19 grave e adultos com doenças crónicas como diabetes, asma, DPOC e outras doenças respiratórias crónicas, doença cardíaca, doença hepática crónica, doentes oncológicos, portadores de VIH e doentes renais, deve ser protegido.

A vacina anti-pneumocócica é recomendada pela Direcção-Geral da Saúde e já está incluída no Plano Nacional de Vacinação para as crianças e para os grupos considerados de maior risco, mas a sua eficácia está comprovada em todas as faixas etárias. No caso dos adultos, basta uma dose.

dnot@dn.pt

Diário de Notícias
Paula Sofia Luz
17 Maio 2022 — 00:15

 

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“Se for preciso começar a vacinar maiores de 65, o sistema também está preparado para o fazer”

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/REFORÇO

A nova fase da vacinação começou ontem em lares do país. Da lista dos elegíveis, fazem parte os residentes de 3.700 lares, independentemente da idade, e os maiores de 80 anos. O coordenador do Núcleo de Apoio à Vacinação, coronel Carlos Penha Gonçalves, diz ao ​​​​​​​DN que esta nova etapa deverá terminar em Julho.

Residentes de 3700 lares vão ser vacinados durante três semanas

A Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19, da Direcção-Geral da Saúde, recomendou a toma da quarta dose, ou segunda de reforço, para os maiores de 80 anos e o aumento de casos já fez com que esta fosse antecipada com o “objectivo de melhorar a protecção da população mais vulnerável, face ao actual aumento da incidência de casos em Portugal”.

Recorde-se que, inicialmente, e segundo foi anunciado pela ministra da Saúde há duas semanas, este processo de vacinação só deveria começar em finais de Agosto, princípio de Setembro. Mas começou hoje com várias equipas de profissionais de centros de saúde e de unidades locais de saúde a irem a lares para vacinar os residentes. E o coordenador do Núcleo de Apoio à Vacinação Contra a Covid-19, o médico militar Carlos Penha Gonçalves, só espera que a população continue a aderir a esta fase como o fez em relação às outras.

A DGS actualizou a norma da vacinação na sexta-feira para incluir esta 5.ª fase e o processo teve início ontem. De acordo com o coronel Penha Gonçalves, há cerca de 750 mil pessoas para vacinar. “Trata-se da população residente em 3.700 lares, independentemente da sua idade, mas por uma questão epidemiológica, e os maiores de 80 anos que vivem na comunidade. E a estimativa é que esta fase fique concluída no fim de Julho”, destaca ao DN.

Em relação à população dos lares, o processo até pode ser concluído rapidamente, “daqui a três semanas, mas tudo irá depender também do número de pessoas que foram infectadas na última vaga da covid-19, em Janeiro e Fevereiro, e que têm de respeitar um intervalo de quatro a cinco meses para receber esta dose”, sustenta. O médico militar e investigador na área da Bioética do Instituto Ciência da Gulbenkian refere que este processo terá uma fase intensa até meio de Julho, que começará a atenuar a meio do mês para caminhar para a fase final.

O segundo processo de reforço da vacinação para os mais idosos começou muito antes do previsto, e numa altura em que já se debate também a administração da quarta dose aos maiores de 65 anos. Fonte da CTV confirmou ao DN não haver ainda qualquer decisão, mas que a evolução da doença está a ser acompanhada e que, como tem sido prática, a situação será tomada se se verificar que “esta faixa etária ficará mais protegida contra a doença grave provocada pela covid-19 no período do outono ou do inverno”.

Por agora, tal não se coloca, a menos que, admite, a situação epidemiológica também evolua de tal forma que justifique antecipar a decisão, tal como aconteceu em relação aos maiores de 80 anos devido a nova onda provocada pela variante Ómicron.

Se houver esta necessidade, de vacinar os maiores de 65 anos, será mais de um milhão de pessoas que terão de ser vacinadas. O coronel Penha Gonçalves diz ao DN que “o sistema está preparado para o fazer”, argumentando: “O sistema foi preparado com elasticidade suficiente para, no caso de haver nova solicitação, poder responder. Estou completamente convencido que há resposta se houver mais uma nova fase”.

Recorde-se que, neste momento, também está a decorrer a vacinação da terceira dose dos infectados em Janeiro e Fevereiro. São também cerca de um milhão de pessoas. Mas Carlos Penha Gonçalves está ciente da resposta que o sistema montado tem para dar e só espera mesmo que “a população continue a responder como o fez inicialmente”, colocando Portugal como um dos países do mundo com maior cobertura vacinal.

Os dados disponibilizados ao DN indicam que 92,1% do total da população já tem o esquema de vacinação completo (duas doses), que 62,4% já tem a terceira dose de reforço (84% da população elegível – também uma das percentagens mais elevadas da Europa) e que 56% da população pediátrica, dos 5 aos 11 anos, também já foi vacinada com as duas doses.

A fase do segundo reforço para os mais idosos e vulneráveis já começou nos lares, mas, durante esta semana, também “já haverá municípios que vão começar a vacinar os idosos na comunidade”´, refere Penha Gonçalves. “Há alguns que já começaram hoje a ser agendados, mas temos de dar dois a três dias para que possam responder, mas entre quinta e sexta-feira vão começar a ser vacinados”.

Por agora, e segundo referiu ao DN, ainda é o Núcleo de Apoio à Vacinação Contra a Covid-19, composto maioritariamente por militares, que vai estar à frente da quinta fase da vacinação, mas, “depois, logo se vê”, reforçando, de novo, que “o sistema está preparado” para continuar.

Neste momento, Portugal é dos países que já está a cumprir a recomendação feita há duas semanas pelo Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC, sigla inglesa), porque, justificava a DGS em comunicado, “a evidência científica tem vindo a sugerir que a vacinação com uma segunda dose de reforço apresenta benefício na prevenção de doença grave, hospitalização e morte, em grupos populacionais com 80 ou mais anos”.

De acordo com os dados sobre a evolução da doença, o aumento de casos tem vindo a ser registado em todas as faixas etárias, com maior incidência nas faixas mais novas, mas as mortes estão a ocorrer acima dos 70 anos e com maior incidência no grupo acima dos 80, cerca de 95%.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
17 Maio 2022 — 00:14

 

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1778: SNS24 com prescrição automática para teste à COVID-19

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/TESTES

Face à actual situação epidemiológica, o SNS24 passou a ter prescrição automática para teste à COVID-19 em caso de auto-teste positivo. Infelizmente a linha tem estado bastante congestionada.

Os números mais recentes COVID-19 no nosso país revelam que o não uso da máscara fez aumentar o número de casos. Além disso, nota-se também uma subida no que diz respeito ao número de mortos.

NS24 está novamente com constrangimentos

A ministra da Saúde revelou que quem tiver um auto-teste positivo para o vírus SARS-CoV-2 e ligar para a linha Saúde 24 terá acesso a uma prescrição automática para teste rápido de antigénio.

A governante considerou que esta opção é adequada à actual situação epidemiológica e garante o atendimento e encaminhamento automático para o acesso à prescrição “sem os constrangimentos de espera”.

Segundo a CNN, há vários relatos, sobretudo nas redes sociais, por parte de utentes, mas os médicos também já começaram a fazer os seus alertas. Os hospitais e unidades de saúde familiar estão a receber mais pacientes com COVID-19 do que o esperado, muito por causa do fim dos testes gratuitos nas farmácias e daquilo que dizem ser uma referenciação feita “indevidamente” por parte da linha SNS24, que começa a acusar pressão face ao elevado número de novos casos diários – e cuja média diária está nos 14 mil, mas pode rapidamente alcançar os 30 mil.

Desde Janeiro até 10 de maio, foram atendidas mais de 5,8 milhões chamadas pela linha SNS 24, 474 mil das quais a partir de 22 de Abril, dia em que a máscara deixou de ser obrigatória na generalidade dos espaços fechados e que, dizem os especialistas, tem contribuído para o aumento do número de infecções.

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Autor: Pedro Pinto