971: Internamentos voltam a diminuir no dia em que há mais 17 mortes e 2.621 novos casos

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SAÚDE/PANDEMIA/INFECÇÕES/MORTES

O boletim epidemiológico diário da Direcção-Geral da Saúde dá conta que, neste sábado, há mais 2.621 novos casos de covid-19 e 17 mortes, 838 internamentos, dos quais 186 em unidades de cuidados intensivos.

Mesmo vacinados, número de casos nas faixas mais velhas está a aumentar.
© Leonel Castro Global Imagens

Portugal registou nas últimas 24 horas mais 2.621 casos de novas infecções e 17 mortes por covid-19, segundo os dados do boletim da Direcção-Geral da Saúde (DGS) deste sábado, 7 de Agosto. Há ainda registar nova descida nos internamentos, 838, menos 28 do que no dia anterior, dos quais 186 em cuidados intensivos, menos seis do que no dia anterior.

Portugal soma assim um total de 984.985 infectados e 17.457 óbitos, desde o início da pandemia. No dia ontem, havia 44.018 casos activos de covid-19, menos 628 do que na sexta-feira, e 63.939 contactos em vigilância, também menos 4019 do que no dia anterior.

Neste sábado, a incidência a nível nacional é de 362,7 casos de infecção por 100 000 habitantes e no continente é de 369,2 casos por 100.000 habitantes. O R(t), índice de transmissibilidade, mantém-se em 0,92 a nível nacional e no continente.

A região de Lisboa e Vale do Tejo volta a estar à frente no número de infecções positivas, com 1.075 casos do total das últimas 24 horas, seguem-se as regiões do Norte com 878 casos, a do Centro com 216, a do Algarve com 215 e a do Alentejo com 127. A Madeira registou 37 casos e os Açores registaram 73 casos. Os óbitos registaram-se em Lisboa e Vale do Tejo (9), no Norte (4), no Alentejo (2), no Algarve (1) e Centro (1).

Estes números surgem numa altura em que o país já atingiu os 70% de população com vacinação completa, e no dia em que a task force para a vacinação anuncia que voltou a estar aberto o auto-agendamento para os maiores de 18 anos.

Mas neste fim de semana há a registar o relatório das linhas vermelhas divulgado ontem ao fim da tarde que confirma que a mortalidade é “elevada” e que deve aumentar nas próximas semanas. Em causa está a subida de novas infecções nas faixas etárias dos mais idosos, acima dos 80 anos.

O relatório de monitorização das linhas vermelhas, da Direcção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge, assinala ainda a desaceleração da pandemia a nível nacional, mas realça a mortalidade: o grupo etário acima dos 80 anos é o único que mantém uma tendência de crescimento de casos, apesar de ser aquele que tem maior percentagem de vacinados e a taxa de incidência de novas infecções mais baixa (168 novos casos por cada 100 mil habitantes).

Por isso, destaca o relatório, a “tendência” entre os maiores de 80 anos pode traduzir-se no aumento de internamentos e de mortes nas próximas semanas, sabendo-se que os idosos são uma população de maior risco.

Diário de Notícias
DN
07 Agosto 2021 — 14:04

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938: Portugal regista diminuição de novos casos, internamentos e R(t)

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

O país contabiliza agora um total de 966.041 casos e 17.344 óbitos desde o início da pandemia

Portugal registou mais 2.595 casos e 14 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, indica o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta sexta-feira, 30 de Julho.

Há agora 50.811 casos activos de infecção por SARS-CoV-2, menos 750 do que na véspera.

O país contabiliza agora um total de 966.041 casos e 17.344 óbitos desde o início da pandemia.

Relativamente a hospitalizações, há agora 924 pessoas internadas (menos 30 do que no dia anterior), 199 dos quais em unidades de cuidados intensivos (menos nove).

O boletim da DGS aponta também que há mais 3.331 recuperados da doença, num total de 897.886.

A região Norte foi a que registou mais novos casos (950) e mortes (cinco), sendo que os restantes óbitos foram declarados em Lisboa e Vale do Tejo (quatro), Alentejo (dois), Algarve (dois) e Centro (um).

Lisboa e Vale do Tejo contabilizou mais 913 casos, o Centro mais 289, o Algarve mais 234, o Alentejo mais 130, os Açores mais 56 e a Madeira mais 23.

A taxa de incidência mantém-se em 439,3 casos por covid-19 por 100 mil habitantes no continente, mas baixou de 428,3 para 419,2 casos a nível nacional.

O R(t) diminuiu de 1,01 para 0,98 tanto a nível nacional como no continente.

Desconfinamento avança. Agora é a vacinação que mais ordena

O país passou a ser encarado como um todo único, sem diferenciações concelhias e por níveis de risco pandémico, de acordo com o novo plano de desconfinamento ontem anunciado pelo primeiro-ministro, após mais uma reunião do Conselho de Ministros.

“Vamos deixar de fazer a associação das medidas semanalmente adoptadas em função da evolução da matriz, não se justifica nesta fase da taxa de vacinação”, disse António Costa, na conferência de imprensa com que apresentou, no Palácio da Ajuda, as conclusões da reunião governamental.

Agora, o que contará é a percentagem de população vacinada. Está delineado um plano com três fases, avançando a primeira já a 1 de Agosto. Seja como for, como sempre nada é rígido: “Se as coisas não correrem bem, não deixaremos de parar ou mesmo recuar relativamente àquilo que é a trajectória que está definida. Se tudo correr bem, o ritmo da vacinação vai progredindo como está previsto – a um ritmo superior à involução da pandemia – e poderemos continuar a dar estes passos de forma tranquila e segura. Queremos retomar as actividades, mas garantindo a segurança de todas e de todos”, afirmou.

Costa aproveitou a conferência de imprensa para assegurar que há “uma total convergência” entre governo e Presidente da República para dar “um passo no sentido da retoma” devido à pandemia, uma convergência que considera alargar-se à restante população e partidos políticos. “Controlar a pandemia, garantir a retoma” foi precisamente o mote da conferência de imprensa.

Questionado sobre as declarações do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que, na reunião do Infarmed desta semana, declarou-se “irritantemente optimista”, António Costa começou por responder nunca se considerar irritante um optimista e “muito menos o senhor Presidente da República alguma vez poderá ser qualificado dessa forma”.

“O que eu entendi das palavras do senhor Presidente da República e do seu espírito é uma confiança acrescida relativamente à forma como tem vindo a ser controlada a pandemia, como foi reforçado o SNS, como tem corrido o processo de vacinação e como estamos em condições de poder dar este passo no sentido da retoma”, sublinhou.

Assim, “há uma total convergência de pontos de vista nesse sentido entre governo e Presidente da República”, que considerou ser “saudável”. “E creio que, aliás, com a generalidade da população portuguesa e das diferentes forças políticas, todos os ouvimos. Foram todas coincidentes no sentido de este ser o momento para retomarmos o processo de retoma, uns com maior ambição, outros com mais prudência, mas todos no mesmo sentido. Acho que há uma convergência geral no sentido deste progresso que o governo hoje aqui marca”, enfatizou.

Interrogado sobre se tinha dado nota a Marcelo Rebelo de Sousa sobre as medidas hoje tomadas pelo Conselho de Ministros, António Costa referiu que, “como é próprio e normal das relações entre o governo e o Presidente da República, cabe ao governo manter o Presidente da República informado sobre o andamento da condução da política geral do país”. “Nesse âmbito informamos o Presidente da República de quais são as decisões que vamos tomando.”

Costa descartou ainda que venham a surgir problemas graves de resistência juvenil à vacinação. “Não temos qualquer indicação de que vá haver qualquer tipo de resistência dos jovens à vacinação, pelo contrário. Tudo nos indica que os jovens estão ansiosos para poderem ter a sua vacinação, porque se querem proteger, porque não querem correr o risco de andar a infectar outros e porque querem ter maior liberdade de poderem aceder a um conjunto de actividades, onde hoje, para aceder, têm de ter o certificado de vacinação ou o incómodo de andarem a ser testados”, considerou. Segundo acrescentou, a testagem “não é propriamente a coisa mais agradável” na vida e portanto “é natural que, entre a vacinação e os testes, as pessoas prefiram naturalmente ser vacinadas”.

Sobre o avanço do plano de vacinação, Costa diz que há “condições para confiar no calendário da task force”, mesmo com os atrasos de fornecimento. “Não é expectável que haja um atraso que comprometa este calendário”, afirmou, assegurando que o fornecimento está “estabilizado”.

Diário de Notícias
DN
30 Julho 2021 — 14:17



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915: Novos casos por 100 mil habitantes, Rt e internados em UCI continuam a aumentar

SAÚDE/COVID-19/Rt/INTERNADOS

427 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias e Rt acima de 1 não só a nível nacional como em todas as regiões

© Ina FASSBENDER / AFP

O número de novos casos de infecção por covid-19 por 100 mil habitantes e o Rt mantêm uma tendência crescente em Portugal, revela o mais recente relatório da DGS e do INSA com a monitorização das linhas vermelhas.

De acordo com o documento enviado esta sexta-feira às redacções, foram registados 427 casos por 100 mil habitantes no acumulado dos últimos 14 dias.

O limiar de 240 casos por 100 mil habitantes na taxa de incidência acumulada a 14 dias já foi ultrapassado a nível nacional e nas regiões Norte, Lisboa e Vale do Tejo (LVT), Alentejo e Algarve, sendo que a região mais a sul regista uma taxa de incidência de 960 casos por 100 mil habitantes. Mantendo-se a taxa de crescimento actual, estima-se que a região Centro atinja esse valor nos próximos 15 dias.

Já o Rt continua a apresentar valores superiores a 1 não só a nível nacional (1,07) como em todas as regiões do país, com a tendência crescente a ser mais acentuada no Norte e no Alentejo, que apresentam um Rt de 1,16 e 1,11, respectivamente.

Também o número diário de casos internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente revelou uma tendência crescente, correspondendo agora a 70% (na semana passada foi de 68%) do valor crítico definido de 255 camas ocupadas.

O número de testes realizados à covid-19 aumentou nos últimos sete dias, sendo que 5,2% foram resultados positivos (na semana passada foi de 4,9%).

Relativamente à variante Delta, originalmente associada à Índia, é a dominante em todas as regiões, “com uma frequência relativa de 94,8% dos casos avaliados” na semana entre 5 a 11 de Julho.

O relatório com a monitorização das linhas vermelhas revela uma actividade epidémica “de elevada intensidade e tendência crescente, disseminada em todo o país e que afecta todas as idades, actualmente com maior impacto nas regiões Algarve, LVT e Norte” e associa o aumento da actividade epidémica “ao predomínio crescente da variante Delta”.

O documento indica que “o incremento do número de casos no grupo etário acima dos 80 anos pode vir a condicionar um aumento de número de internados e eventualmente do número de óbitos nas próximas semanas”.

Diário de Notícias
DN
23 Julho 2021 — 22:18

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822: Portugal no vermelho: taxa de incidência dispara e há mais de 500 internados

SAÚDE/COVID-19/INFECTADOS/MORTOS/R(t) NO VERMELHO

Portugal registou nas últimas 24 horas 902 novos casos e duas mortes por covid-19. Há agora 32.071 casos activos em Portugal., o maior número desde 24 de Março

© MÁRIO CRUZ/LUSA

De acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira (28 de Junho), há agora 502 pessoas hospitalizadas (mais 25 que no dia anterior), ultrapassando a barreira dos 500 pela primeira vez desde 6 de Abril. Deste total, 115 doentes estão internados em unidades de cuidados intensivos (menos um que no domingo).

Mais de metade dos 902 novos casos foram registados na região de Lisboa e Vale do Tejo (509), seguindo-se Norte (203), Algarve (100) e Centro (45).

Quanto às mortes, uma ocorreu em Lisboa e Vale do Tejo e a outra a Norte.

O número de casos activos neste momento, em Portugal, é de 32.071, o que representa um aumento de 292 infecções activas face ao dia anterior e o maior número de infecções activas dos últimos três meses (desde 24 de Março). O número de recuperados nas últimas 24 horas é de 608.

A taxa de incidência em Portugal Continental continua a subir de forma considerável e é agora de 161,7 casos por 100 mil habitantes – 158,5 a nível nacional (Madeira e Açores incluídos) -, quando na actualização anterior se situava nos 138,7 (e 137,5 a nível nacional).

O índice de transmissibilidade – R(t) – desceu ligeiramente: está nos 1,13 a nível nacional e nos 1,14 no território continental. Uma conjugação que não deixa dúvidas quanto à situação do país na matriz definida para gerir o plano de desconfinamento: Portugal está no vermelho.

Nos concelhos de baixa densidade populacional, que representam mais de metade do território continental, a linha vermelha que obriga os municípios a recuar no plano de desconfinamento está fixada nos 480 casos por cem mil habitantes nos últimos 14 dias e os restantes concelhos ficam sob alerta quando ultrapassarem os 240 casos por cem mil habitantes no mesmo período.

Em Portugal, morreram até hoje 17.086 pessoas e foram confirmados 875.449 casos de infecção por covid-19, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

Governo diz que o Supremo decidiu a seu favor sobre restrições à circulação na AML

O Supremo Tribunal Administrativo (STA) decidiu a favor do Governo em duas intimações urgentes contra medidas de restrição de circulação de e para a Área Metropolitana de Lisboa (AML), disse esta segunda-feira à agência Lusa fonte do executivo.

Segundo a mesma fonte do Governo, o STA “concluiu que as medidas não padecem de inconstitucionalidade, têm o devido suporte legal e respeitam o princípio da proporcionalidade”.

“Consequentemente, julgou as duas intimações improcedentes por não se verificar a violação de direitos, liberdades e garantias invocada pelos requerentes”, acrescentou.

As duas intimações contra as restrições aplicadas pelo Governo à circulação na AML, como medida de contenção da covid-19, foram apresentadas ao STA pelo presidente do Chega, André Ventura, e por um grupo de cidadãos.

Na quinta-feira, o presidente do Chega anunciou que o partido pretendia apresentar uma intimação junto do STA.

“Estas restrições são absurdas e hoje [quinta-feira], logo após o Conselho de Ministros e serem conhecidas as novas medidas do Conselho de Ministros, o Chega voltará ao STA, agora pegando nas medidas concretas que forem apresentadas para procurar determinar a sua inconstitucionalidade e a sua ilegalidade”, afirmou então o deputado.

Nesse mesmo dia, o Governo tinha anunciado a decisão de manter a proibição de circulação de e para a AML este fim de semana – entre as 15:00 de sexta-feira e as 06:00 desta segunda-feira – tal como já aconteceu entre 18 e 21 de Junho, salvo as excepções previstas na lei.

No entanto, ao contrário do que aconteceu na semana passada, neste fim de semana as pessoas com um certificado digital em como têm a vacinação contra a covid-19 completa ou em como recuperaram da doença nos últimos meses, poderiam passar.

Também passou a ser possível sair ou entrar na AML com um teste PCR (feitos nas últimas 72 horas) ou de antigénio (feito nas últimas 48 horas).

Em declarações aos jornalistas na quinta-feira, no final da reunião do Conselho de Ministros, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, explicou que estas medidas pretendem “a contenção” da variante ‘delta’ do coronavírus no resto do país, uma vez que a incidência é maior na AML, devido a vários factores.

A AML tem todos os seus 18 municípios sujeitos a medidas mais restritivas de desconfinamento, com destaque para Lisboa e Sesimbra.

Na quinta-feira, Lisboa juntou-se a Sesimbra e deu um passo atrás no processo de desconfinamento por estar em “risco muito elevado”, com uma taxa de incidência de covid-19 superior a 240 casos por cem mil habitantes nos últimos 14 dias.

Os restantes 16 municípios da AML encontram-se em “risco elevado” de incidência da covid-19, por terem 120 casos por 100 mil habitantes.

São eles Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.

Alemanha puxa do ‘travão de emergência’ face a Portugal

A Comissão Europeia disse esta segunda-feira (28) que a interdição a viagens não essenciais para Portugal adoptada pela Alemanha se integra no chamado “travão de emergência” previsto na decisão do Conselho da União Europeia (UE) sobre turismo no âmbito da covid-19.

Fomos informados pelas autoridades alemãs da decisão de considerar Portugal como uma área de variante de vírus, o que vem no contexto do travão de emergência que está previsto na recomendação do Conselho“, disse o porta-voz do executivo comunitário para a Justiça na conferência de imprensa diária do executivo comunitário.

Este ‘travão de emergência’ permite aos Estados-membros o endurecimento de medidas para travar a progressão do vírus SARS-Cov-2.

“Nesta fase, é importante que a recomendação do Conselho continue a ser a bússola orientadora para todos os Estados-membros neste contexto”, salientou.

As autoridades sanitárias da Alemanha colocaram Portugal na ‘lista vermelha’, uma decisão que vigorará a partir desta terça-feira e que obrigará todos os viajantes provenientes do território português a uma quarentena de 14 dias.

Diário de Notícias
DN
28 Junho 2021 — 14:46

 

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719: O dia com mais casos desde 22 de Abril. R(t) e incidência a subir

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Boletim da DGS regista, esta quarta-feira, 594 novos casos de infecção e 1 morte. Há 233 pessoas internadas, menos quatro que ontem.

© Rita Chantre / Global Imagens

Portugal registou esta quarta-feira 594 novos casos de infecção e 1 morte, de acordo com o balanço da DGS relativo aos efeitos da pandemia de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas. É o dia com mais casos desde 22 Abril, data em que se registaram 636 contágios.

233 pessoas estão internadas, menos 4 que ontem. Deste total, 53 doentes estão nos cuidados intensivos, mais um que no dia anterior.

Quer a incidência, quer o índice de transmissibilidade voltaram a subir. Este último, o R(t), está agora em 1,07 (considerando todo o país e apenas o território continental). Estava em 1,06 há dois dias, na última actualização destes dados.

A incidência no continente está agora nos 54,4 casos por 100 mil habitantes (estava em 52,5 há dois dias). A nível nacional está nos 57,8 casos por 100 mil habitantes, uma subida de mais de três pontos face à última segunda-feira.

© DGS

Há agora 22.347 casos activos de covid-19 em Portugal, mais 176 que no dia anterior. Mais 417 pessoas recuperaram da doença, para um total de 807.065 recuperados.

No total, Portugal já registou 846 434 casos de infecção por SARS-CoV-2 e 17 022 óbitos em resultado da covid-19.

A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a registar o maior número de contágios – 280, uma percentagem de 47,1% do total. Na região Norte há 185 novos casos, no Centro 64, no Algarve 18 e no Alentejo 13.

Nos Açores foram contabilizados 26 novos casos nas últimas 24 horas, enquanto na Madeira foram oito. Foi nesta região autónoma que ocorreu o único óbito por covid-19 das últimas 24 horas.

Governo anuncia alargamento da vacinação a maiores de 40 e 30 anos “a nível nacional”

O Governo anunciou que decidiu acelerar a vacinação contra a covid-19 “a nível nacional”, e não apenas em Lisboa, alargando-a a maiores de 40 e 30 anos a partir de 06 e 20 de Junho.

Numa mensagem publicada na conta oficial do Governo na rede social Twitter, no final da noite de terça-feira, o executivo escreveu que, devido ao “bom ritmo do Plano de Vacinação Anti-COVID19 e da disponibilidade de vacinas, foi decidida a aceleração da vacinação a nível nacional”.

O Governo precisou ainda que “o alargamento da vacinação a novas faixas etárias” vai arrancar a partir de 06 de Junho para “pessoas com mais de 40 anos” e, a partir do dia 20, para “pessoas com mais de 30 anos”, “em todo o território continental”.

Na terça-feira, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, tinha anunciado que a vacinação contra a covid-19 ia ser acelerada em Lisboa e Vale do Tejo, nas faixas dos 40 e 30 anos, na sequência de um aumento das infecções.

O anúncio da abertura da vacinação a nível nacional para estas faixas etárias surgiu horas depois de o presidente da Câmara do Porto ter exigido um tratamento equitativo para todo o país, acusando o Governo de beneficiar “o infractor”, ao acelerar a campanha na região de Lisboa e Vale do Tejo, devido a um aumento de infecções.

Não pode haver dois países, não pode haver um país e depois haver Lisboa. Tem de haver um único país e nós temos de exigir um tratamento igual para o todo nacional”, afirmou Rui Moreira, numa declaração vídeo publicada na página oficial da Câmara do Porto.

“O que eu queria dizer ao Governo claramente e às autoridades competentes é que nós exigimos um tratamento equitativo para todo o país nesta matéria”, reiterou.

Já depois do anúncio do secretário de Estado, o coordenador da ‘task force’ para a vacinação, vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, também confirmou ao jornal Público que o alargamento às faixas etárias dos 30 e 40 anos se fará a nível “nacional”, e não apenas na região de Lisboa.

Gouveia e Melo disse àquele jornal que a vacinação em Lisboa e Vale do Tejo irá, de facto, ser reforçada, por estar atrasada em relação a outras regiões do país, como o Alentejo e o Centro, mas lembrou que isso já está a ser feito no Algarve e adiantou que haverá igualmente um reforço de vacinas no Norte, “mas mantendo a mesma programação etária”.

“O nosso plano é nacional e estamos a recuperar as regiões [percentualmente] mais atrasadas e isto também vai incluir o Norte. A ideia é ter sempre as regiões equilibradas porque é o mais justo. Quando se fala em acelerar, é dar mais vacinas, mas mantendo a mesma programação etária”, assegurou.

Variante detectada na Índia presente em pelo menos 53 países

A variante de covid-19 detectada pela primeira vez na Índia já foi oficialmente sinalizada em 53 territórios, anunciou esta quarta-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A OMS recebeu ainda informações de fontes não oficiais de que a variante B.1.617 foi detectada em mais sete territórios, elevando o total para 60, de acordo com o relatório semanal de actualização epidemiológica da agência de saúde da ONU, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Segundo a OMS, a chamada “variante indiana” manifesta maior transmissibilidade, mas a gravidade dos casos envolvidos ainda está a ser investigada.

Portugal detectou seis casos daquela variante logo no final de Abril, todos “associados a Lisboa e Vale do Tejo”, segundo o investigador João Paulo Gomes, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

Na semana passada, o INSA informou que o número de casos associados a esta variante não ultrapassava a dezena, não havendo ainda transmissão comunitária daquela estirpe no território nacional.

A maior transmissibilidade da nova estirpe, detectada em Outubro, no oeste da Índia, poderá explicar a explosão do número de infectados no país, a braços com uma segunda vaga. O país já ultrapassou as 300 mil mortes desde o início da pandemia.

A nível mundial, o número de novos casos e de mortes por covid-19 continuou a diminuir na semana passada, com mais de 4,1 milhões de novos casos e 84.000 mortes adicionais, representando decréscimos de 14% e 2%, respectivamente, em relação à semana anterior.

A região europeia registou o maior declínio nas infecções e mortes nos últimos sete dias, seguida do Sudeste Asiático.

O número de casos nas Américas, Mediterrâneo Oriental e regiões africanas é semelhante ao da semana anterior.

“Apesar de uma tendência mundial decrescente ao longo das últimas quatro semanas, os casos de covid-19 e de mortes continuam elevados, com aumentos significativos em muitos países”, alertou no entanto a OMS.

Os números mais elevados de novos casos nos últimos sete dias registaram-se na Índia (1.846.055, menos 23% que na semana anterior), Argentina (213.046, mais 41%), Estados Unidos (188.410, menos 20%) e Colômbia (107.590, menos 7%).

Diário de Notícias
DN
26 Maio 2021 — 14:02

 

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714: DGS. Ninguém morreu mas internados aumentam

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

O boletim de hoje da DGS revela que ninguém morreu nas últimas 24 horas. No entanto, o número de pessoas está, lentamente, a aumentar.

Enfermeira prepara dose de vacina Pfizer
© EPA/Bienvenido Velasco

Foram registados 523 novos casos de infecção em Portugal nas últimas 24 horas, de acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O relatório deste sábado, 22 de Maio, indica que ninguém morreu nas últimas 24 horas.

Estão agora internadas 210 pessoas (mais três do que ontem), das quais 59 em unidades de cuidados intensivos (mais quatro do que ontem).

A incidência da pandemia está a aumentar visto que o número de novos infectados (+523) é maior do que o número de pessoas dadas como recuperadas (+482)

Geograficamente, 196 das novas infecções foram registadas em Lisboa e Vale do Tejo. No Norte foram 161, no Centro 43, no Alentejo 37, nos Açores 34 e na Madeira 31. O Algarve é onde se registaram menos novas infecções: 21.

Ao todo, desde o início da pandemia, já morreram em Portugal 17.017 pessoas, tendo sido infectadas 844.811.

Pandemia a crescer

Os dados da DGS não actualizam a “matriz de risco”. Como ontem foi noticiado, a pandemia está a crescer novamente em Portugal, segundo um relatório emitido ontem da Direcção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Instituto Ricardo Jorge (INSA) com a monitorização das linhas vermelhas para a covid-19.

O número de novos casos de infecção por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias foi de 53 casos, com uma tendência ligeiramente crescente a nível nacional.

A mesma tendência é seguida pelo valor do Rt (Índice de Transmissibilidade), que apresenta valores superiores a 1 a nível nacional (1,03) e na região de Lisboa e Vale do Tejo (1,11). “A manter esta taxa de crescimento, o tempo para atingir a taxa de incidência de acumulada a 14 dias de 120 casos por 100 mil habitantes, será de 61 a 120 dias e 31 a 60 dias, respectivamente, para o nível nacional e Lisboa e Vale do Tejo”, refere o documento.

No entanto, o número diário de casos de covid-19 em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente revelou uma tendência ligeiramente decrescente, correspondendo a 24% do valor crítico definido de 245 camas ocupadas.

Paralelamente, a proporção de testes positivos foi de 1,2%, valor que se mantém abaixo do objectivo definido de 4%. No entanto, observou-se um decréscimo do número de testes para detecção de SARS-CoV-2 realizados nos últimos sete dias.

A estimativa do INSA e da DGS revela que a variante britânica tem uma prevalência de casos de 91,2% em Portugal, tendo ainda sido detectados 88 casos da variante sul-africana, 115 da variante brasileira e dez da variante indiana.

No entender das duas entidades, é recomendado que o aumento dos valores do índice de transmissibilidade seja “acompanhado com atenção durante a próxima semana pois pode sinalizar o início de um período de crescimento da epidemia”.

Diário de Notícias

João Pedro Henriques
22 Maio 2021 — 14:05

 

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