1682: Boletim da DGS com dados de 10 dias antes: “Estamos às escuras”

– Portugal é um país adiado. Andamos todos às escuras em muitas áreas e domínios não só da saúde pública como em outras áreas da sociedade. Instituições e entidades que têm por DEVER e OBRIGAÇÃO fazerem CUMPRIR AS LEIS existentes, assobiam para o lado e os infractores vão gozando com esta inoperância e incompetência generalizada e continuam despudoradamente sem serem sequer beliscados.

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INCOMPETÊNCIAS

Miguel A. Lopes / Lusa
A directora-geral de Saúde, Graça Freitas

Matemático Henrique Oliveira acredita que faltam muitas informações no boletim semanal relacionado com os números do coronavírus.

Durante dois anos a Direcção-Geral da Saúde (DGS) divulgou diariamente os números relacionados com a COVID-19. Até que, há duas semanas, surgiu o primeiro boletim semanal.

Deixou de haver boletins todos os dias e passou a haver uma actualização semanal, desde o dia 11 de Março.

“A actual fase justifica a alteração do padrão de divulgação, sendo descontinuados ambos os relatórios diários”, justificou a DGS.

O boletim semanal mais recente, publicado na sexta-feira passada, mostrou que Portugal registou menos casos, menos mortos e menos internamentos em relação à semana anterior.

Mas qual é a semana em causa?

O documento da DGS indica que são dados relativos ao período entre os dias 8 e 14 de Março. Mas o boletim foi publicado no dia 18 de Março.

As contas do matemático Henrique Oliveira vão mais longe: os boletins saem à sexta-feira mas, pelo menos neste caso mais recente, os dados apresentados eram relativos à segunda-feira anterior – e esses dados de segunda-feira acumulavam dados que vinham desde a terça-feira da semana anterior.

“Ou seja, na sexta-feira seguinte à segunda-feira em que saem os dados, esses dados já estão quase com 15 dias de atraso” – atraso de 10 dias, concretamente.

Em declarações à rádio Observador, Henrique Oliveira avisa que estão a faltar “muitas informações” neste boletim semanal.

E, apesar dos indícios que apontam para uma subida dos números da pandemia em Portugal, uma vez que a suavização das medidas foi adiada, não há dados oficiais sobre esse possível cenário.

Estamos às escuras. Não sabemos se há novas variantes e se estão a ganhar terreno. Só vamos saber hoje (sexta-feira), e de forma nebulosa, o que está a acontecer. Estamos completamente às escuras”, avisou o matemático.

Nuno Teixeira da Silva
25 Março, 2022

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