1185: No Reino Unido, o aumento de infeções está a causar preocupação. O que explica este cenário?

SAÚDE PUBLICA/COVID-19/REINO UNIDO

Facundo Arrizabalaga / EPA

No Reino Unido, os casos e internamentos estão a subir, sendo que alguns especialistas já apelam a um regresso de algumas restrições antes do inverno. Mas o que pode estar a causar este aumento dos números?

Numa altura em que a subida das infecções está a preocupar vários especialistas britânicos, o Governo de Boris Johnson está a ser desafiado a adoptar um “plano B”, de regresso a algumas restrições para impedir contágios da covid-19 antes do inverno. A preocupação é proteger o sistema nacional de saúde que já está novamente próximo do limite.

O Reino Unido, que foi um dos países do mundo a avançar mais rapidamente para o processo de vacinação, está agora a assistir a um aumento de casos que pode ser comparável com os meses assoladores do inverno passado, refere a BBC.

O número de pessoas com teste positivo para a covid-19 tem aumentado nas últimas semanas e já houve dias em que se registaram 40.000 casos.

Embora grande parte da população já esteja vacinada, há outros factores que podem justificar esta situação.

De acordo com a BBC, houve um relaxamento do uso de máscara por parte dos britânicos. Os habitantes de Inglaterra mostram ter uma probabilidade significativamente mais alta de não usar qualquer tipo de protecção facial, comparando com pessoas que vivem, por exemplo, na Alemanha, França, Espanha ou Itália.

Vários estudos já comprovaram que o uso de máscara é fulcral para prevenir a infecção, ainda assim, desde que o processo de vacinação começou a acelerar, muitos habitantes optaram por pôr de lado o uso desta protecção mesmo quando se encontram em zonas de grande fluxo de pessoas.

Uma outra razão que pode explicar esta nova onda de infecções é o facto do Reino Unido ter abandonado a maior parte das restrições mais cedo do que a maioria dos restantes países da Europa Ocidental.

As pessoas tiveram “autorização” para começar a frequentar bares e discotecas no início do verão, enquanto na maior parte dos outros países europeus este passo só foi dado mais tarde. Veja-se o caso de Portugal, em que os estabelecimentos de diversão nocturna só reabriram no início de Outubro.

Por outro lado, uma pesquisa do Imperial College também sugere que os britânicos são ligeiramente mais propensos, do que alguns dos seus vizinhos europeus, a usar transportes públicos e têm menos tendência a evitar sair de casa.

Há ainda uma outra situação que pode influenciar esta subida drástica de casos: em Inglaterra há cada vez mais pessoas a deixaram o teletrabalho e a voltarem ao trabalho presencial.

A questão da imunidade da vacina

Apesar de Inglaterra ter sido um dos primeiros países a avançar com o processo de vacinação em massa, esse avanço pode estar agora a ter consequências negativas, já que as pessoas que foram vacinadas há mais tempo podem estar a perder a tão desejada imunidade.

Um estudo sugere que a protecção da vacina contra a infecção do vírus diminui significativamente após cinco ou seis meses da toma das suas doses – o que também pode justificar o cenário de aumento de casos.

Contudo, embora o Reino Unido seja pioneiro no processo de vacinação, há um grupo populacional que foi sendo deixado para trás: as crianças.

As vacinas para crianças de 12 a 15 anos no Reino Unido só começaram a ser administradas a 20 de Setembro. Até agora, apenas 15% dos jovens dos 12 aos 15 anos recebeu uma dose da vacina, o que comparado com muitos países coloca o Reino Unido no fim da lista de países com uma boa taxa de vacinação em menores.

Em declarações ao Público, Tiago Correia, professor de Saúde Internacional e investigador do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa, destaca ainda que em Inglaterra os níveis de vacinação não são suficientemente altos para evitar um aumento do número de casos.

Esta razão é corroborada pelos números, que indicam que o país só tem 66% da população totalmente vacinada e a administração da terceira dose aos mais vulneráveis não está a ser tão rápida quanto esperado, realça o The Guardian.

O especialista coloca em cima da mesa outro factor que pode contribuir para este aumento, recordando que a vacina mais usada para inocular os britânicos foi a da Oxford/AstraZeneca – que apresenta uma taxa de eficácia mais baixa do que, por exemplo, a da BioNTech/Pfizer (a vacina mais usada em Portugal).

Tiago Correia diz ainda que o aumento já era previsto pelo SAGE, o grupo de especialistas que aconselha o Governo.

Surge a dúvida de qual é o limite a atingir para que se tome a decisão política de voltar a impor algumas restrições.

Esta quarta-feira, após o Governo rejeitar adoptar o chamado “Plano B” e voltar a impor algumas medidas, o organismo que junta os serviços públicos de saúde (NHS) de Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte apelou à reintrodução do uso obrigatório de máscara em locais fechados e com muitas pessoas.

Caso não o faça, os serviços de saúde vão enfrentar “uma crise no Inverno”, alertou o chefe executivo do organismo, Matthew Taylor.

A seu ver, frisa Tiago Correia, continua a ser cedo para discutir se poderá vir a ser necessário aplicar medidas mais restritivas novamente. Tudo dependerá da evolução da pandemia.

Por Ana Isabel Moura
21 Outubro, 2021

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611: Variante do Reino Unido é até 70% mais mortal, aponta estudo

 

SAÚDE/COVID-19/VARIANTE REINO UNIDO

Um estudo divulgado pelo Governo britânico indica que a nova variante do novo coronavírus, agora predominante no país, pode ser até 70% mais mortal que as anteriores.

© EPA/ANDY RAIN

O novo relatório, que se baseia na análise de cerca de 12 estudos, revela que a chamada variante ‘Kent’, nome do condado onde foi inicialmente identificada, é provavelmente 30% a 70% mais mortal do que outras variantes.

Estes estudos compararam a hospitalização e as taxas de mortalidade entre as pessoas infectadas com a nova variante e com outras.

“Os resultados da análise são preocupantes”, disse o médico David Strain, professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Exeter e responsável clínico da Covid-19 no Royal Devon & Exeter Hospital.

“A maior transmissibilidade significa que as pessoas que anteriormente estavam entre as de baixo risco de contrair a covid-19 [particularmente as mulheres mais jovens e em boa forma física] estão agora a apanhá-la e acabam no hospital”, afirmou Strain.

Segundo o mesmo especialista, “isto é realçado pelos últimos números de hospitalizados, que agora indicam uma proporção de quase 50:50 entre homens e mulheres, em comparação com o facto de ser predominante nos homens na primeira vaga”.

Os resultados do Estudo do New and Emerging Respiratory Virus Threats Advisory Group, publicado na sexta-feira na página oficial do Governo britânico, tem por base uma investigação preliminar, que foi divulgada a 21 de Janeiro.

O grupo responsável pelo estudo inclui peritos de universidades e agências públicas de todo o Reino Unido.

Os consultores científicos do Governo do Reino Unido manifestam ainda preocupação sobre como as mutações podem alterar as características da doença.

A variante do Reino Unido tinha, na passada quinta-feira, uma prevalência de 43% no número de novos casos de covid-19 registados em Portugal, revelou naquele dia o primeiro-ministro, António Costa.

Diário de Notícias

DN/Lusa

 

 

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551: Novo tratamento pode travar sintomas da covid-19

 

SAÚDE/TRATAMENTOS7COVID-19

Rawpixel

No Reino Unido, uma equipa de cientistas acabou de recrutar os primeiros participantes de um novo estudo de anticorpos de longa acção. Se o tratamento for eficaz, pode dar àqueles que já foram expostos ao SARS-CoV-2 protecção contra o desenvolvimento de sintomas.

O University College London Hospitals (UCLH), no Reino Unido, iniciou dois testes de um medicamento desenvolvido pela farmacêutica AstraZeneca que pode impedir que pacientes infectados desenvolvam os sintomas associados à covid-19.

“Sabemos que esta combinação de anticorpos pode neutralizar o vírus“, explicou a virologista Catherine Houlihan, citada pelo Science Alert. “Esperamos descobrir que administrar este tratamento através de uma injecção pode levar à protecção imediata contra o desenvolvimento de covid-19 em pessoas que foram expostas – quando seria tarde demais para oferecer uma vacina.”

O novo tratamento com anticorpos, chamado AZD7442, foi desenvolvido com a combinação de dois anticorpos monoclonais (AZD8895 e AZD1061), que são produzidos em laboratório a partir de clones de células do sistema imunológico de pessoas infectadas.

Os anticorpos monoclonais são produzidos para agir sobre um determinado alvo, o que significa que as moléculas podem ser direccionadas para neutralizar partes específicas de microorganismos invasores ou conduzir substâncias até às células de uma parte do corpo.

“Ao alvejar a região da proteína spike do vírus, os anticorpos podem bloquear a ligação do vírus às células humanas e, portanto, espera-se que bloqueiem a infecção”, escreveu a equipa no site US ClinicalTrials.gov.

Os investigadores escrevem ainda que foram introduzidas substituições de aminoácidos nos anticorpos “para estender as suas meias-vidas, o que deve prolongar o benefício profilático e diminuir a função efetora, a fim de diminuir o risco potencial de aumento da doença dependente de anticorpos”.

O medicamento não é usado para prevenir a infecção, mas sim para impedir que uma pessoa já infectada ou exposta ao vírus desenvolva sintomas da covid-19. O paciente tornar-se-ia assintomático, como já acontece naturalmente em vários casos.

Em comunicado, Mene Pangalos, vice-presidente executivo de pesquisa e desenvolvimento da AstraZeneca, disse que “esta combinação de anticorpos […] tem o potencial de melhorar a eficácia e durabilidade do uso [do medicamento], além de reduzir a probabilidade de resistência viral”.

Por Liliana Malainho
2 Janeiro, 2021

 

 

 

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538: Nova estirpe detectada no Reino Unido pode espalhar-se mais rapidamente

 

SAÚDE/CORONAVÍRUS/COVID-19

Epidemiologistas do Reino Unido identificaram uma nova variante da covid-19 e alertam que esta se pode espalhar mais rapidamente dos restantes tipos já detectados.

Uma nova variante da covid-19 identificada no Reino Unido pode espalhar-se mais rapidamente, alertou este sábado Chris Whitty, epidemiologista e conselheiro científico do governo britânico. Acrescentou que estão no terreno para confirmar se esta nova variante tem uma taxa de mortalidade mais alta que as outras estirpes já detectadas.

“Conforme anunciado na segunda-feira, o Reino Unido identificou uma nova variante de covid-19 por meio da vigilância genómica da Public Health England (instituto de saúde inglês), disse o médico em comunicado, citado pela agência Reuters. Sublinha: “Como resultado da rápida disseminação da nova variante, dados preliminares às taxas de incidência e ao rápido aumento das infecções no sudeste do país, o Grupo Consultivo de Ameaças de Novos Vírus Respiratórios Emergentes (NERVTAG) concluiu que esta a nova variante se pode espalhar mais rapidamente”.

Whitty diz que a informação foi passada à Organização Mundial da Saúde (OMS) e que continuam a analisar os dados disponíveis para melhorar compreensão desta nova realidade.

Segunda-feira, a OMS tinha avançado com a informação da existência uma nova variante da covid-19, salientando que ainda não há provas de que esta estirpe se comporte de maneira diferente dos restantes tipos do vírus já detectados.

A África do Sul também fala numa nova variante do vírus que afecta principalmente pacientes mais jovens.

Diário de Notícias
DN
19 Dezembro 2020 — 15:24

 

 

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