959: Estudo sobre carga viral em vacinados lança alerta: certificado não substitui uso de máscara

– Digam isso aos labregos acéfalos indigentes que continuam a elaborar as suas vidinhas “sociais” como se a “gripezinha” do Covid-19 se curasse com uma aspirina e um cházinho de limão. Das poucas vezes que saio à rua, a maioria desses labregos não usam máscara ou têm-na pendurada nos queixos ou nos braços e quanto a distanciamento físico, estamos conversados: é tudo ao molhe e fé em deus… E depois admiram-se dos MILHARES DE INFECTADOS diários

SAÚDE/PANDEMIA//MÁSCARAS/VACINADOS

Os EUA foram dos primeiros a deixar cair o uso de máscara. Foi logo em maio, quando tinham cerca de 60% da população vacinada. Mas as conclusões de um estudo da Universidade de Massachusetts sobre a carga viral em vacinados e em não vacinados fizeram-nos voltar atrás. As regras básicas de protecção são fundamentais. Especialistas portugueses dizem que a informação traz novos desafios, como a discussão da terceira dose e da validade do certificado digital.

Uso de máscara e distanciamento físico são medidas básicas mas fundamentais para evitar a transmissão, mesmo em pessoas vacinadas.
© Diana Quintela Global Imagens

O Estado de Massachusetts, tal como muitos outros estados norte-americanos, levantou todas as restrições associadas à covid-19, inclusive o uso de máscara, no final de maio. Mas há uns dias voltou a instituir a sua obrigatoriedade. A decisão tem por base um estudo realizado pela universidade do Estado que demonstra que a carga viral de uma pessoa vacinada, que acabou por contrair a doença, é idêntica à carga viral de uma não vacinada. Ou seja, uma pessoa vacinada, mesmo que não fique doente, também pode transportar o vírus e transmite-lo.

“Este dado vem mudar muita coisa, sobretudo o conceito de transmissibilidade. A vacinação é muito importante, mas antes pensava-se que a carga viral de um vacinado era reduzida, não permitindo a transmissão, mas, pelos vistos, não é assim. E isto vem lançar novos desafios”, diz ao DN o imunologista Manuel Santos Rosa e professor catedrático da Faculdade de Medicina de Coimbra.

Aliás, o professor alerta mesmo para o facto de se ter de repensar uma estratégia como a que seguimos em que o certificado digital de vacinação é uma arma de combate à infecção. “O certificado de vacinação deveria ser um instrumento que nos dissesse que, neste momento, temos quase a certeza de que esta pessoa não está infectada e que não é transmissora do vírus. Ora bem, esta nova informação vem demonstrar que o que parecia ser um certificado de garantia, de que não havia riscos, não é. Aquilo que um certificado pode comprovar é que a pessoa vacinada está protegida e que, provavelmente, não irá desenvolver doença grave, mas no que toca ao conceito de transmissão penso que se deve repensar as estratégias de luta contra a infecção”, defende o médico. Argumentando: “Neste momento, um teste negativo diz-nos mais do que o certificado sobre alguém que vai viajar, que está num restaurante, num espectáculo ou num evento familiar. Diz-nos que essa pessoa não está mesmo infectada”. Como imunologista, Manuel Santos Rosa sublinha que “a informação do estudo da universidade de Massachusetts é muito importante e deve ser tida em conta”.

Uso de máscara é das medidas que mais nos protege

O bastonário dos médicos, Miguel Guimarães, concorda que os resultados dos estudos da Universidade de Massachusetts colocam em cima da mesa a importância do certificado digital e de uma terceira dose, referindo mesmo ao DN que o assunto ainda não foi discutido no Gabinete de Crise para a Covid-19 da ordem, mas que deverá ser. “Esta informação vem colocar um novo desafio que terá implicações na estratégia que seguimos para controlar a infecção”, afirma.

Embora, sustente que “a estratégia não terá de ser muito diferente da que seguimos, mas tem de fazer passar a mensagem que as regras de protecção individuais, como o uso de máscara, distanciamento físico e higienização das mãos, têm de continuar a ser cumpridas, mesmo pelas pessoas vacinadas. Isto é fundamental. É preciso que as pessoas percebam que o certificado de vacinação dá-nos algumas garantias, de que a pessoa está mais protegida contra a doença grave, mas não substitui o uso de máscara. Esta é das medidas que mais no protege”.

Para o pneumologista Carlos Robalo Cordeiro, também presidente da Sociedade Respiratória Europeia (ERS), este estudo, no fundo, vem comprovar o que a comunidade científica tem vindo a dizer. Ou seja, “o facto de se estar vacinado não pode fazer com que se deixe de cumprir integralmente as regras de protecção determinadas pela OMS e pela DGS”.

Carlos Robalo Cordeiro assume mesmo “se a evidência científica mostra que vacinado, que é infectado, tem uma carga viral semelhante à de um não vacinado, devemos pensar então se a questão da terceira dose não deve ser discutida de forma universal”. O pneumologista, também director de serviço nos Hospitais Universitários de Coimbra, considera que “a imunidade celular é igualmente importante no combate à infecção e, se calhar, deveria ser mais discutida do que está a ser”.

No entanto, admite que “o certificado digital de vacinação também o é, porque, apesar de tudo, atesta maior protecção, e deve ser válido agora e mais para a frente”. Agora, concorda, que a vacinação e um certificado “não podem desobrigar as pessoas a cumprirem as regras e os cuidados a ter para evitar a doença”, mencionando a máscara e o distanciamento social, bem como a testagem frequente.

Surto estudado nos EUA envolvia casos com vacinados

De acordo com o Centro de Controlo de Doenças (CDC na sigla inglesa) dos EUA, o estudo da universidade de Massachusetts teve como base um surto ocorrido no condado de Princetown, numa estância turística no Cabo Cod. O surto atingiu mais de 900 casos, tornou-se persistente e três quartos dos infectados eram pessoas vacinadas. E o motivo que levou os cientistas a quererem saber o porquê deste surto foi precisamente o ter ocorrido no condado do Estado com maior taxa de vacinação e a maioria dos infectados estar vacinada.

As conclusões parecem não deixar dúvidas: o surto está associado às festividades em Provincetown, que incluíram eventos com muitas pessoas, em espaços fechados e abertos, em bares, restaurantes, casas de aluguer e outras habitações, e os investigadores, que fizeram testes a uma parte do universo de mais de 900 pessoas, “encontraram sensivelmente o mesmo nível de vírus nas pessoas que foram vacinadas e nas outras”.

Mais. De entre os que tinham as duas doses da vacina, cerca de 80% sentiram sintomas, como tosse, dor de cabeça, febre, dores de garganta e dores musculares. Após a divulgação dos resultados desta investigação, as autoridades de Massachusetts voltaram a impor o uso de máscara e o próprio CDC, segundo relata o Washington Post, também está a considerar outras alterações no aconselhamento da luta contra o SARS CoV-2 nos EUA, como o regresso generalizado do uso de máscara e a exigência da vacinação de médicos e de outros trabalhadores da saúde.

O jornal revela ainda que “dirigentes do CDC confirmaram haver mais estudos, e de âmbito superior, a serem feitos, onde estão a seguir seguidos dezenas de milhares de vacinados e não vacinados em todo o país”. Uma coisa parece estar garantida é que esta mudança no conceito de transmissibilidade está associada à variante Delta, que o CDC dos EUA, confirma ter um grau de contágio idêntico ao da varicela.

Lutar contra uma variante que é tão contagiosa quanto a varicela

Miguel Guimarães recorda igualmente que, neste momento, o mundo está a lutar contra uma variante com “um grau de transmissibilidade muito idêntico ao da varicela, em que uma pessoa pode infectar oito a nove pessoas, o que é uma coisa brutal”, sublinhando que “este estudo está a fazer com que se volte ao básico, às medidas de protecção individual e colectivas”.

O bastonário mantém, “para se controlar a infecção, a vacinação é essencial – se não a tivéssemos a nossa incidência seria quatro a cinco vezes superior – mas as outras medidas também o são. É preciso que restaurantes e outras entidades com espaços onde se realizam grandes eventos exijam o uso de máscaras, cumpram a lotação, o distanciamento entre lugares e mesas”. Como diz, “estas medidas são fundamentais, se as pessoas as cumprirem à risca estarão protegidas”.

Quanto ao certificado de vacinação, que neste momento é solicitado para a entrada em espaços fechados ao fim de semana, “tenho muitas dúvidas que se continue a exigir”, pois, justifica, “um teste de laboratório é mais importante, comprova que, de facto, não há carga viral”. Aliás, para Miguel Guimarães, para grandes eventos, como festas familiares, casamentos, baptizados e outros, esta medida deveria ser a única aceite.

“Os grandes surtos têm ocorrido sobretudo em situações destas em que as pessoas estão mais à vontade e o tempo todo sem máscaras”, recomendando que “nos restaurantes a máscara só se deveria retirar no período em que se está a comer”, de forma a diminuir o tempo de exposição a um eventual contágio. O representante dos médicos reforça que o certificado digital de vacinação “é importante, mas não substitui o uso da máscara. A infecção só cai a pique se estivermos confinados ou se andarmos sempre de máscara, e mudando-a de seis em seis horas”.

O estudo realizado nos EUA veio alertar para o seguinte, e como menciona o Washington Post, “a guerra mudou” e agora há preocupação crescente com a possibilidade de os vacinados poderem ser fonte de contágios generalizados.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
05 Agosto 2021 — 00:15


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823: Testes grátis à covid-19 em Lisboa. Eis onde pode encontrar os postos móveis

SAÚDE/COVID-19/TESTES GRÁTIS/POSTOS MÓVEIS

Mufid Majnun / unsplash

Lisboa deu início a uma campanha de testagem massiva gratuita que se prolonga até sábado. Eis os postos móveis onde pode realizar o seu teste à covid-19.

Até sábado, Lisboa dá a oportunidade a residentes e não residentes de realizar, de forma gratuita, um teste à covid-19. A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a que regista o maior número de novos infectados.

A iniciativa é uma parceria entre o Ministério da Saúde, Cruz Vermelha Portuguesa, e Câmara Municipal de Lisboa, através da Polícia Municipal e Protecção Civil.

O jornal Expresso elaborou uma lista dos postos móveis onde as pessoas se podem deslocar para realizar o seu teste grátis à covid-19.

Postos móveis:

28 de Junho, segunda-feira

  • Gare do Oriente — das 9h30 às 12h30
  • Largo do Intendente — das 17h às 20h

29 de Junho, terça-feira

  • Estação de Entrecampos — das 9h30 às 12h30
  • Mercado de Alvalade — das 9h às 13h
  • Mercado de Arroios — das 9h às 13h
  • Mercado 31 de Janeiro — das 9h às 13h
  • Alameda Dom Afonso Henriques — das 17h às 20h

30 de Junho, quarta-feira

  • Gare do Oriente — das 9h30 às 12h30
  • Restauradores — das 17h às 20h

1 de Julho, quinta-feira

  • Estação de Entrecampos — das 9h30 às 12h30
  • Largo de São Domingos — das 17h às 20h

2 de Julho, sexta-feira

  • Gare do Oriente — das 9h30 às 12h30
  • Av. Almirante Reis — das 17 às 20h

3 de Julho, sábado

  • Praça Paiva Couceiro — das 10h às 13h
  • Alameda Dom Afonso Henriques — das 10h às 13h
  • Martim Moniz — das 17h às 20h
  • Alameda Dom Afonso Henriques — das 16h às 19h

ZAP //

Por ZAP
28 Junho, 2021

 

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Máscaras e distanciamento social podem “durar anos”

 

SAÚDE/CORONAVÍRUS/COVID-19

Epidemiologista inglesa explica que a normalidade não regressa enquanto o mundo inteiro não estiver vacinado em grande percentagem.

Uma imagem que faz parte do quotidiano (aqui em Moscovo), que não poderemos abandonar tão cedo.
© YURI KADOBNOV/AFP

O aviso é da epidemiologista Mary Ramsay: não se pense em deixar de lado as máscaras e as medidas de distanciamento social tão cedo. “Penso que certamente durante alguns anos, pelo menos até que outras partes do mundo estejam tão bem vacinadas como nós, e os números tenham descido em todo o lado, ou seja, quando pudermos regressar muito gradualmente a uma situação mais normal”, disse a directora do departamento de Vacinação da agência de saúde (equivalente à DGS) de Inglaterra.

Este aviso acontece dias antes de as medidas restritivas serem um pouco aliviadas. A partir de dia 29 os ingleses poderão juntar-se até ao número de seis ao ar livre, sendo que grupos de pais e crianças até 15 pais podem encontrar-se ao ar livre. As instalações desportivas e de lazer ao ar livre também podem reabrir, e a proibição dos desportos ao ar livre é levantada. O plano de desconfinamento não prevê que antes de 21 de Junho sejam removidas todas as restrições.

Mary Ramsay advertiu que é “muito importante” não baixar a guarda porque qualquer vírus em circulação irá inevitavelmente atacar aqueles que são vulneráveis. “Temos de olhar com muito cuidado antes que qualquer uma destas restrições seja levantada”, disse.

No Reino Unido foram vacinados mais de 27 milhões de pessoas, dos quais 2,2 milhões com as duas doses, com o governo a celebrar o “enorme sucesso” do programa de vacinação. Em 162 países e territórios foram administradas mais de 425 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, doença que já provocou a nível global mais de 2,7 milhões de mortos.

No campo político, o ministro da Defesa britânico Ben Wallace criticou a ameaça da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em proibir a exportação das vacinas da AstraZeneca, que se comprometeu em entregue mais das 90 milhões de doses no primeiro trimestre aos países europeus. Para Wallace a proibição será “contraproducente” e a reputação de Bruxelas está em jogo.

cesar.avo@dn.pt

Diário de Notícias
César Avó
21 Março 2021 — 21:11

 

 

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565: Utilização de máscara bloqueia 99,9% das grandes gotículas ligadas à covid-19

 

SAÚDE/COVID-19/MÁSCARAS

Anna Shvets / Pexels

Já era de conhecimento geral que as máscaras tinham um grande peso no combate à disseminação da covid-19, o que não se sabia é que estas reduzem o risco de espalhar grandes gotículas em 99,9%. 

As conclusões foram obtidas depois de ter sido realizada uma experiência de laboratório com seres humanos. Imaginem-se dois indivíduos separados por dois metros de distância, sendo que um deles está a tossir sem máscara: este último vai acabar por colocar a outra pessoa em risco porque será exposta a 10 mil vezes mais gotículas do que se o outro individuo estivesse a usar uma máscara.

“Não restam mais dúvidas de que as máscaras podem reduzir drasticamente a dispersão de gotículas potencialmente carregadas de vírus”, disse o autor Ignazio Maria Viola, que também é professor na Escola de Engenharia da Universidade de Edimburgo.

O investigador acredita que as grandes gotículas respiratórias sejam as principais responsáveis ​​pela transmissão do SARS-CoV-2. As menores, por vezes chamadas de aerossóis, podem permanecer suspensas no ar por períodos mais longos.

“Nós exalamos continuamente uma grande variedade de gotas, da escala micro à escala milimétrica. Algumas das gotas que andam no ar morrem mais rápido do que outras, dependendo da temperatura, humidade e da velocidade do ar”, explicou o professor.

Porém, este estudo, publicado no Royal Society Open Science no dia 23 de Dezembro, concentrou-se em partículas grandes, o que significa que são cerca de duas a quatro vezes maiores do que a largura de um fio de cabelo humano. No caso dos aerossóis, estes tendem a seguir correntes no ar e por isso dispersam mais rapidamente.

Com estas descobertas a equipa quer evidenciar ainda mais a necessidade de se fazer uma utilização correta da máscara. “Se usarmos máscara, estamos a mitigar a transmissão do vírus numa ordem muito superior”, frisa Ignazio Maria Viola.

O especialista revela ainda que, durante o estudo, a equipa percebeu que a máscara pode evitar o contacto com 99,9% das grandes gotículas que circulam no ar.

De acordo com o Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) em Seattle, Washington, pelo menos 55 mil vidas podem ainda ser salvas nos Estados Unidos nos próximos quatro meses, caso se aplique uma política universal de uso de máscara.

Como recorda o Phys, no início deste mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) actualizou a sua orientação sobre a utilização de máscaras, de modo a recomendar que estas sejam usadas em ambientes fechados na presença de outras pessoas, sobretudo se a ventilação for inadequada.

Por Ana Moura
5 Janeiro, 2021

 

 

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521: COVinBOX-BPA: Dispositivo impede a contaminação de profissionais

 

SAÚDE/COVID-19/PROTECÇÃO

O mundo deposita esperança nas vacinas que estão para vir. No entanto, até lá, há ainda um longo caminho a percorrer, tempo esse que pode ser usado para criar soluções que nos protejam.

Na Covilhã foi recentemente criado um dispositivo que impede a contaminação de profissionais. Vamos conhecer o projecto COVinBOX-BPA.

COVinBOX-BPA – A Barreira Protectora de Aerossóis

Uma parceria Empresarial, Hospitalar e Universitária permitiu criar uma barreira protectora de aerossóis que impede a contaminação de profissionais de saúde quando tratam doentes com COVID-19 e outras doenças infecciosas do foro respiratório.

O COVinBOX-BPA (Barreira Protectora de Aerossóis) foi desenvolvido por médicos anestesiologistas do Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira (CHUCB) e por um professor da unidade de I&D Aeronautics and Astronautics Research Center (AEROG) sediada na Universidade da Beira Interior. O dispositivo será produzido e comercializado pela Joalpe International.

O primeiro dispositivo-barreira “foi criado com plástico em forma de tenda, montada sobre o separador entre a área de anestesia e área cirúrgica e depois a tenda de plástico foi montada sobre a estrutura de um andarilho, e a partir daqui nasceu a estrutura da COVinBOX.

O equipamento encontra-se em fase de certificação pelo Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, aguardando igualmente a obtenção da certificação CE.

Primeiro pensada apenas para proteger a equipa da sala operatória, à medida que os protótipos foram evoluindo e tendo em conta a protecção de profissionais de saúde de outras áreas, “chegou-se ao protótipo final, com aplicação em blocos operatórios, unidades de cuidados intensivos, enfermarias, serviços de urgência, salas de emergência, consultórios médicos de qualquer especialidade, consultórios de medicina dentária e de outros profissionais de saúde oral, lares de idosos, unidades de cuidados continuados e transporte de doentes em ambulância e dentro do hospital”, acrescenta o investigador.

O protótipo foi apresentado este sábado, numa sessão restrita de demonstração no CHUCB

Pplware
Imagem: DN e Jornal do Fundão
Autor: Pedro Pinto
28 Nov 2020

415: Detectado factor climático determinante para a propagação do coronavírus

 

SAÚDE/COVID-19/CLIMA

Rovena Rosa / ABr

Altas temperaturas combinadas com baixa humidade propiciam que as gotículas contaminadas com o novo coronavírus evaporem mais rapidamente, reduzindo a sua capacidade de infectar pessoas.

De acordo com os cientistas, citados pelo canal estatal russo RT, a velocidade a que as gotículas de saliva se evaporam, determinada pela temperatura e humidade relativa da atmosfera, é um factor chave no ritmo de proliferação da covid-19.

Através de um modelo informático, a equipa descobriu que “as altas temperaturas e a baixa humidade provocam altas taxas de evaporação das gotículas de saliva contaminadas, o que reduz significativamente a viabilidade do vírus”, afirma Talib Dbouk, um dos autores do estudo publicado, esta terça-feira, na revista científica Physics of Fluids.

Além disso, os investigadores examinaram a influência da velocidade do vento na propagação do vírus, tendo descoberto que a nuvem de gotículas contaminadas mantém a sua forma esférica tanto com ventos de 10 metros por segundo como de 15 metros por segundo. Portanto, o distanciamento social deve ser respeitado não só na direcção do vento, mas também na direcção perpendicular a ele, acrescentam os cientistas.

“Estas descobertas devem ser tidas em conta devido à possibilidade de uma segunda vaga no outono e no inverno, quando as baixas temperaturas e as altas velocidades do vento aumentarão a sobrevivência e a transmissão do vírus no ar”, afirma a equipa.

A pandemia do novo coronavírus já infectou mais de 31 milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo mais de cinco milhões na Europa, segundo um recente balanço da agência AFP.

ZAP //

Por ZAP
24 Setembro, 2020

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