1082: Bons hábitos alimentares podem reduzir a probabilidade de contrair covid-19

– Os excessos alimentares são e serão sempre prejudiciais à saúde, por isso, comer com regras básicas de quantidade e qualidade, são elementares. Uma dieta mediterrânica contém todos os ingredientes para uma alimentação racional e equilibrada, assim como quem preferir uma dieta macrobiótica (em declínio actualmente em favor da alimentação vegan e vegetariana), que contém todos os elementos necessários a um excelente equilíbrio pessoal. Fui macrobiótico durante mais de cinco anos e sei do que falo porque além de praticar a cozinha macrobiótica com minha esposa, estudei a matéria e fomos há décadas atrás, fornecedores de refeições rigorosamente macrobióticas a um grande estabelecimento da especialidade. E não é apenas comer frutas e vegetais mas todo o tipo de proteína vegetal (soja), cereais (especialmente o arroz integral) e outros produtos integrais (leguminosas), algas marinhas, escolher produtos produzidos biologicamente (sem inclusão de químicos), etc.

F. Gomes

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

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Um novo estudo indica que as pessoas que comem muitas frutas e vegetais podem ter menos probabilidades de contrair covid-19.

Num pesquisa que envolveu 590 mil adultos, os investigadores descobriram que as pessoas que eram adeptas de um estilo de vida mais saudável – e que incluíam vegetais e frutas nas suas refeições – tinham menos 9% de probabilidades de contrair covid-19 do que os indivíduos que têm dietas menos saudáveis.

Segundo o estudo publicado na revista Gut, também o risco de desenvolver a doença num nível considerado grave diminuiu em 41%.

Ainda assim, os especialistas alertam que incluir uma alimentação saudável no dia a dia não é uma receita mágica para manter a covid-19 longe.

A solução mais aconselhada continua a ser a vacinação. “Seja vacinado”, enfatiza Aaron Glatt, especialista em doenças infecciosas e porta-voz da Infectious Diseases Society of America.

Jordi Merino, principal autor do estudo, corrobora o conselho de Glatt, alertando que embora a dieta tenha um grande peso na saúde das pessoas, no caso da covid-19, não pode substituir o papel da vacinação e da máscara de protecção facial.

Durante a pesquisa, informa o Web MD, os milhares de participantes foram separados em quatro grupos diferentes. A divisão foi feita tendo em conta a ingestão regular de alimentos como vegetais, frutas, grãos inteiros, legumes e óleos vegetais.

Os investigadores perceberam que, em média, um quarto dos participantes com as dietas mais ricas em vegetais eram ligeiramente menos propensos a desenvolver covid-19 do que o grupo que mantinha uma dieta sem frutas e vegetais.

Os resultados mostram ainda que quando as pessoas acabaram por adoecer, quem tinha uma alimentação considerada boa, tinha um risco inferior de contrair a doença num modo grave.

Em termos absolutos, a taxa de covid-19 grave foi de 1,6 por 10.000 pessoas por mês no grupo com as pessoas com dietas mais saudáveis e no grupo com as dietas mais pobres, a taxa era de 2,1 por 10.000.

Merino destaca ainda que estas conclusões podem ser influenciadas por outros factores, como é o caso da idade, raça, prática de exercício, peso corporal, hábito de fumar e situação sócio-económica.

Os autores reforçam, no entanto, que ter uma alimentação saudável é benéfico em todos os aspectos da vida do ser humano, como tal, não é surpreendente que possa ajudar a manter a covid-19 mais afastada – ou pelo menos não ter tantos sintomas quando se contrai a doença.

“É bastante razoável sugerir que uma dieta saudável será benéfica”, rematou Glatt.

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Ana Isabel Moura, ZAP //

Por Ana Isabel Moura
19 Setembro, 2021

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