1113: Incidência continua a descer e R(t) sobe. Portugal na zona verde da matriz de risco. 230 infectados e uma morte

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Há mais cinco pessoas internadas com covid-19. São, no total, 420, indica o boletim diário da DGS. Registaram-se mais 230 novos casos e uma morte associada à infecção por SARS-CoV-2.

Campanha de vacinação em Viana do Castelo
© Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

Foram confirmados, nas últimas 24 horas, 230 novos casos de covid-19 em Portugal, de acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Há ainda o registo de mais uma morte (na região Norte) associada à infecção por SARS-CoV-2, indica o relatório desta segunda-feira (27 de Setembro).

No que se refere à situação nos hospitais, há agora 420 doentes internados (mais cinco face ao reportado no domingo), 79 dos quais estão em unidades de cuidados intensivos (menos quatro).

Em dia de actualização dos valores da matriz de risco, verifica-se que a taxa de incidência a 14 dias continua a descer. Passou de 127,3 para 111,6 casos por 100 mil habitantes em todo o território nacional. Já no continente, a incidência está agora em 113,5 infecções por 100 mil habitantes (antes era de 129,7).

Em sentido inverso, o índice de transmissibilidade, R(t), passa de 0,83 para 0,85, a nível nacional, e de 0,82 para 0,84, no continente.

Com a actualização destes dois indicadores, Portugal passa a estar na zona verde da matriz de risco.

© DGS

Boletim da DGS indica que foram registados mais 479 casos de pessoas que recuperaram da doença – são, no total, 1.017.935. Desta forma, o número de casos activos de covid-19 recua para 31.285 (menos 250).

Na distribuição geográfica de novas infecções, a área de Lisboa e Vale do Tejo reportou 78 casos e a região Norte 54.

Confirmaram-se mais 38 casos no Alentejo, 35 no Algarve, 17 no Centro, cinco nos Açores e três na Madeira.

©

Dados actualizados sobre a evolução da pandemia numa altura em que o país tem mais de 83% da população totalmente vacinada. Até às 19:00 de domingo, cerca de 8,27 milhões de pessoas em Portugal continental tinham a vacinação completa contra a covid-19, segundo disse à Lusa fonte oficial da task force que coordena o processo de vacinação.

Estes números significam que 83,89% da população de Portugal continental tem o esquema vacinal completo, sendo que cerca de 8,53 milhões de pessoas já receberam pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19.

Desde o início do processo de vacinação, em Dezembro de 2020, foram administradas cerca de 15,21 milhões de inoculações em território continental.

Vacinação contra a gripe começa mais cedo devido à pandemia

E devido à pandemia de covid-19, a vacinação contra a gripe começou esta segunda-feira, mais cedo do que é habitual, havendo 2,24 milhões de vacinas para serem distribuídas gratuitamente a grupos de risco pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A primeira fase da vacinação gratuita, que arranca hoje, destinada a residentes, utentes e profissionais de estabelecimentos de respostas sociais, doentes e profissionais da rede de cuidados continuados integrados e profissionais do SNS e também as grávidas, segundo a DGS.

“Em 2021, em contexto de pandemia covid-19, mantêm-se medidas excepcionais e específicas no âmbito da vacinação gratuita contra a gripe, nomeadamente o início mais precoce, a vacinação faseada e a gratuitidade para os profissionais que trabalham em contextos com maior risco de ocorrência de surtos e/ou de maior susceptibilidade e vulnerabilidade”, referiu a DGS em comunicado.

Mais de 231.740.830 casos de infecção em todo o mundo

Ainda no que se refere à evolução da pandemia, mas a nível global, a covid-19 matou pelo menos 4.744.890 pessoas no mundo desde o final de Dezembro de 2019, segundo um balanço feito esta segunda-feira pela AFP a partir de fontes oficiais.

Mais de 231.740.830 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados desde então, quando o gabinete da Organização Mundial da Saúde (OMS) na China declarou a doença.

A grande maioria dos doentes recuperou, mas uma parte ainda mal avaliada conserva sintomas durante semanas, por vezes meses.

No domingo, registaram-se no mundo 4.602 mortes e 32.362 novos casos de infecção pelo vírus SARS-CoV-2, que provoca a doença da covid-19.

Diário de Notícias
DN
27 Setembro 2021 — 14:27

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1112: Mais de dois milhões de vacinas contra a gripe começam hoje a ser administradas

– Não percebi a que se refere “residentes”…

SAÚDE PÚBLICA/VACINAS/GRIPE

Esta primeira fase destina-se a residentes, utentes e profissionais de estabelecimentos de respostas sociais, doentes e profissionais da rede de cuidados continuados integrados e profissionais do SNS e grávidas.

© Ivo Pereira / Global Imagens

A vacinação contra a gripe arranca hoje em Portugal, mais cedo do que o habitual devido à pandemia de covid-19, havendo 2,24 milhões de vacinas para serem distribuídas gratuitamente a grupos de risco pelo Serviço Nacional de Saúde.

Hoje inicia-se a primeira fase da vacinação gratuita destinada a residentes, utentes e profissionais de estabelecimentos de respostas sociais, doentes e profissionais da rede de cuidados continuados integrados e profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e também as grávidas, segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Na segunda fase, serão integrados os outros grupos-alvo abrangidos pela vacinação gratuita, destacando-se pessoas com idade igual ou superior a 65 anos e pessoas portadoras de doenças ou outras condições previstas na norma da vacinação contra a gripe 2021/22.

Para esta época gripal (2021/2022), haverá 2,24 milhões de doses de vacinas contra a gripe, mais cerca de 146.000 doses face à época gripal 2020/2021, o que representa um aumento de 7%, de acordo com a DGS.

À semelhança do que tem acontecido nos últimos anos, as vacinas disponíveis em Portugal serão tetravalentes, incluindo quatro tipos de vírus da gripe: Dois do tipo A e dois do tipo B.

As autoridades de saúde decidiram antecipar o início da campanha de vacinação, que começa habitualmente em Outubro, devido à situação pandémica.

“Em 2021, em contexto de pandemia covid-19, mantêm-se medidas excepcionais e específicas no âmbito da vacinação gratuita contra a gripe, nomeadamente o início mais precoce, a vacinação faseada e a gratuitidade para os profissionais que trabalham em contextos com maior risco de ocorrência de surtos e/ou de maior susceptibilidade e vulnerabilidade”, refere a DGS em comunicado.

Na sexta-feira, a ‘task force’ que coordena a vacinação contra a covid-19 informou em comunicado que os centros onde são administradas as vacinas anti-covid iriam “em breve” ser empenhados na vacinação da gripe.

A Lusa pediu mais informações à ‘task force’ sobre este processo de administração da vacina da gripe nestes centros, mas não foi disponibilizada mais informação.

A Direcção-Geral da Saúde apela à adesão das pessoas que têm critério para a vacinação contra a gripe, num processo que será feito de forma organizada, decorrendo nos próximos meses.

A DGS recorda que habitualmente a gripe é curada espontaneamente, mas podem ocorrer complicações, particularmente em pessoas com doenças crónicas ou com 65 ou mais anos.

A vacina contra a gripe é fortemente recomendada para grupos prioritários da população e é uma medida de prevenção primária com impacte na ocorrência e gravidade da doença.

Em Portugal, a vacina é gratuita para cidadãos a partir dos 65 anos, para residentes e internados em instituições, mas também para um grupo de pessoas com doenças específicas, profissionais de saúde do SNS e para os bombeiros.

Diário de Notícias
Lusa
27 Setembro 2021 — 07:46

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1109: Mais duas mortes e 599 casos de covid-19 nas últimas 24 horas

Estatística desta semana até hoje, Domingo:

– 0.599 infectados – 26.09.2021 – 2 mortes
– 0.713 infectados – 25.09.2021 – 5 mortes
– 0.757 infectados – 24.09.2021 – 9 mortes
– 0.885 infectados – 23.09.2021 – 5 mortes
– 0.891 infectados – 22.09.2021 – 8 mortes
– 0.780 infectados – 21.09.2021 – 11 mortes
– 0.306 infectados – 20.09.2021 – 7 mortes

Total da semana – 4.931 infectados e 47 mortes

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Estão internadas 415 doentes com covid-19, dos quais 83 em unidades de cuidados intensivos, indica o boletim diário da DGS.

A partir de 1 de Outubro entra em vigor a terceira fase do plano de desconfinamento
© Diana Quintela / Global Imagens

Portugal confirmou, nas últimas 24 horas, 599 novos casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Relatório deste domingo (26 de Setembro) refere também que morreram mais duas pessoas devido à infecção por SARS-CoV-2. Os dois óbitos ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo e na região Centro.

Nos hospitais portugueses estão agora 415 doentes internados (mais sete face ao dia anterior), dos quais 83 estão em unidades de cuidados intensivos.

Registam-se mais 543 casos de pessoas que recuperaram da doença, elevando para 1.017.456 o número total de recuperados, sendo que Portugal tem agora 31.535 casos activos da infecção (mais 54).

Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a região com mais novos casos (219), com o Norte a surgir logo a seguir (208).

Verificam-se mais 79 infecções por SARS-CoV-2 no Centro, 61 no Algarve, cinco no Alentejo, 18 na Madeira e nove nos Açores.

© DGS

Dados actualizados da pandemia em Portugal numa altura em que o país deverá atingir na próxima semana os 85% da população com a vacinação completa, de acordo com as estimativas da task force.

Entretanto, a estrutura que coordena o processo de inoculação, criou um núcleo que vai ajudar a assegurar a transição da vacinação contra a covid-19 para a vacinação contra a gripe, informou este fim de semana o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo.

“Na minha ‘task force’, já preparámos um núcleo de transição que ajudará a fazer esse processo de transição para o internalizar no Ministério da Saúde, como deve ser, e passar a operações correntes e a não ser uma operação extraordinária como o foi até agora”, disse o coordenador da task force.

Henrique Gouveia e Melo recordou que a infra-estrutura usada contra a covid-19 vai manter-se disponível, “com pequenas adaptações”, para vacinar a gripe e também para vacinar quem necessitar de uma terceira dose contra a covid-19.

Pandemia responsável por mais de 4,7 milhões de mortes no mundo

Ainda no que se refere à evolução da pandemia, a infecção por SARS-CoV-2 fez pelo menos 4.740.525 mortes no mundo desde que o gabinete da OMS na China declarou a doença, no final de Dezembro de 2019, segundo um balanço feito este domingo pela AFP a partir de fontes oficiais.

Mais de 231.483.340 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.

Os Estados Unidos são o país mais afectado, tanto em número de mortes como de casos, com 687.751 mortes para 42.940.458 casos registados, segundo a contagem da universidade Johns Hopkins.

Diário de Notícias
DN
26 Setembro 2021 — 16:23

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

‘Task force’ está a preparar transição para a vacina da gripe

SAÚDE PÚBLICA/VACINAS/GRIPE/TASK FORCE

“Vim a descobrir aqui na saúde uma humildade e uma entrega que, eventualmente, supera a dos próprios militares”, elogiou Gouveia e Melo.

O vice-almirante e coordenador da task-force para a vacinação, Gouveia e Melo
© TIAGO PETINGA/LUSA

A ‘task force’ criou um núcleo que vai ajudar a assegurar a transição da vacinação contra a covid-19 para a vacinação contra a gripe, afirmou este sábado o coordenador daquela estrutura, Henrique Gouveia e Melo.

“Na minha ‘task force’, já preparámos um núcleo de transição que ajudará a fazer esse processo de transição para o internalizar no Ministério da Saúde, como deve ser, e passar a operações correntes e a não ser uma operação extraordinária como o foi até agora”, disse aos jornalistas Henrique Gouveia e Melo, que falava à margem das comemorações do Dia do Farmacêutico, no Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra.

Segundo o responsável, o processo de vacinação deverá terminar entre o fim de Setembro e o início de Outubro, acreditando que a ‘task force’ terminará quando acabar também esse esforço de vacinação contra a covid-19.

Henrique Gouveia e Melo recordou que a infra-estrutura usada contra a covid-19 vai manter-se disponível, “com pequenas adaptações”, para vacinar a gripe e também para vacinar quem necessitar de uma terceira dose contra a covid-19.

“Vamos continuar todos de alguma forma ligados a este processo para ajudar nesta transição, para que a transição seja suave e para que todos os portugueses beneficiem do seu sistema nacional de saúde na sua máxima extensão”, referiu, salientando que, apesar de se sair de uma crise, surge agora um período também “preocupante”, porque as máscaras e todas as restrições face à pandemia poderão ter retirado “alguma protecção natural à gripe”.

Durante a cerimónia, organizada pela Ordem dos Farmacêuticos, o coordenador da ‘task force’ realçou que sempre julgou – “até de forma ~’snob'” -, que os militares tinham “o condão da entrega e da missão”.

“Vim a descobrir aqui na saúde uma humildade e uma entrega que, eventualmente, supera a dos próprios militares”, frisou.

Na cerimónia, também participaram a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, Ana Paula Martins, e a ministra da Saúde, Marta Temido, através de uma mensagem em vídeo.

Nessa mensagem, a ministra realçou o papel dos farmacêuticos no combate à pandemia, mas também apontou para o futuro, considerando que é altura de “continuar o caminho de tornar o Serviço Nacional de Saúde mais justo, mais inclusivo e com mais respostas de proximidade”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
25 Setembro 2021 — 20:23

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1104: Mais 713 novos casos e cinco mortes nas últimas 24 horas

– Estatísticas desta semana até hoje, Sábado:

– 0.713 infectados – 25.09.2021 – 5 mortes
– 0.757 infectados – 24.09.2021 – 9 mortes
– 0.885 infectados – 23.09.2021 – 5 mortes
– 0.891 infectados – 22.09.2021 – 8 mortes
– 0.780 infectados – 21.09.2021 – 11 mortes
– 0.306 infectados – 20.09.2021 – 7 mortes

Total da semana: 4.332 infectados e 45 mortes

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

O boletim diário da Direcção-Geral da Saúde dá conta que neste sábado estão também internados 408 doentes, dos quais 83 estão em unidades de cuidados intensivos.

No dia 1 de Outubro, Portugal vai aliviar mais restrições. É a abertura total da sociedade.
© Gonçalo Delgado Global Imagens

Portugal registou neste sábado, 25 de Setembro, mais 713 novos casos de infecção por SARS CoV-2 e mais cinco óbitos. Há ainda a registar menos dois internamentos do que ontem, 408, mas mais sete doentes nos cuidados intensivos, havendo agora 83.

O país mantém-se assim pelo quarto dia consecutivo abaixo dos mil casos de infecção. A tendência continua a ser decrescente com a incidência a diminuir também. Neste sábado, o boletim da DGS indica 127,3 por 100 mil habitantes a nível nacional e 129,7 por 100 mil habitantes no continente. O R(t) – índice de transmissibilidade, está em 0,83 a nível nacional e 0,82 no continente.

Dos cinco óbitos registados, dois ocorreram na região Norte, dois na região Centro e  na região de Lisboa e Vale do Tejo. Alentejo, Algarve e as ilhas, Madeira e Açores não registaram mortes nas últimas 24 horas. Portugal soma agora um total de 17 952 mortes, desde o início da pandemia, Março de 2020, e 1 066 346 casos de infecção de covid-19.

Neste sábado, há ainda menos 278 casos activos, sendo agora o total de 31 481, e menos contactos em vigilância, 317, num total de 28 604.

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou mais casos, 266, seguida da região Norte, 204, e da do Centro, 85 casos. As regiões do Algarve e do Alentejo tiveram 70 e 63 novos casos, respectivamente. A Madeira teve 14 e os Açores 11.

Neste dia foram dados como livres da doença mais 986 doentes, havendo um total de 1 016 913 de recuperados desde o início da pandemia.

EMA deverá autorizar terceira dose

Números divulgados num dia em que o DN anuncia, segundo fontes ligadas à vacinação, que a Agência Europeia do Medicamento (EMA. na sigla inglesa) deverá autorizar já na próxima o reforço vacinal, com a terceira dose, para maiores de 65 anos, estando Portugal à espera desta luz verde para avançar com o plano de vacinação para esta fase, o qual já está traçado, segundo o primeiro-ministro, estimando-se que fique concluído até ao Natal.

“À luz da evidência científica tudo aponta que a decisão da EMA vá nesse sentido”, sublinharam as mesmas fontes. Portanto, esta é a interpretação que deverá ser aceite pelos peritos do Comité de Medicamentos de Uso Humano (CHMP na sigla inglesa) da EMA, mas também dos peritos da Comissão Técnica de Vacinação da DGS.

Segundo explicaram ao DN, “a evidência científica disponibilizada até agora vai no sentido de que o esquema vacinal é eficaz, mas começa a ficar claro que esta protecção, apesar de ser significativa, não é tão elevada ao fim de uns meses, como logo após a vacinação nas faixas etárias acima dos 65 anos. Neste sentido, tendo em conta os resultados de dois grandes estudos científicos e a experiência de alguns países, que iniciaram a terceira dose, tudo indica que a administração desta tem risco reduzido e um impacto positivo nestas pessoas.”

Recorde-se que Portugal já conseguiu atingir 83% de população vacinada, estando a seis pontos percentuais do total de população que pode ser inoculada (89%) -11% são menores de 12 anos. Mas Portugal é também dos países que, desde o início de Setembro, pode vacinar com a terceira dose todas as pessoas maiores de 16 anos com imunossupressão.

A recomendação foi feita pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) a 1 de Setembro, após parecer da CTV, e de o Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC) ter considerado que esta deveria ser recomendada “para pessoas com sistema imunológico gravemente enfraquecido, como parte da sua vacinação primária”.

Reforço com Pfizer a quem tomou Coronavac aumenta anticorpos

Mas neste sábado foi também anunciado um novo estudo que revela: uma dose da vacina Pfizer-BioNTech após duas da chinesa Coronavac multiplica por 20 o nível de anticorpos contra a covid-19. O estudo foi feito no Uruguai, onde 24% da população teve acesso a este esquema vacinal.

Segundo noticia a Agência Lusa, desde o início de Março que os investigadores do Instituto Pasteur de Montevideu e da Universidade da República (Udelar) estão a trabalhar num projecto de investigação para estudar a evolução dos níveis de anticorpos contra a SARS CoV-2 em função das vacinas e doses administradas.

O estudo, que envolve mais de 200 voluntários, deve durar dois anos e prevê que sejam feitos regularmente testes serológicos.

Um subgrupo de 57 pessoas que receberam duas doses de Coronavac e depois uma dose de Pfizer-BioNTech fizeram quatro análises ao sangue: uma antes da vacinação, outra 18 dias depois, outra 80 dias após a segunda dose de Coronavac, e uma última 18 dias após a terceira dose de Pfizer-BioNTech.

Após a primeira análise ao sangue, nenhum dos participantes tinha anticorpos específicos contra o vírus. Após a segunda, 100% dos voluntários tinham anticorpos, mas a níveis variáveis.

Depois da terceira análise houve uma diminuição geral dos anticorpos em comparação com o teste anterior.

Finalmente, após o quarto exame, todos os participantes mostraram um aumento dos níveis de anticorpos em média 20 vezes superior aos resultados do teste de sangue anterior.

Sergio Bianchi, investigador do Instituto Pasteur, sublinhou numa conferência de imprensa que se trata de “resultados preliminares” e que os estudos continuarão para avaliar durante quanto tempo os anticorpos persistem.

O ministro da Saúde uruguaio, Daniel Salinas, congratulou-se com os resultados do estudo, sublinhando a importância de avaliar a mistura de vacinas com ferramentas científicas.

No Uruguai, com 3,5 milhões de pessoas, 72% da população está vacinada de acordo com o protocolo completo de Coronavac, Pfizer ou Astrazeneca, e 24% já recebeu uma terceira dose de reforço.

Diário de Notícias
25 Setembro 2021 — 14:50

Tratamento do cancro da tiróide: o “hoje” é encorajador?

SAÚDE PÚBLICA/CANCRO DA TIRÓIDE

No Dia da Sensibilização para o Cancro da Tiróide, a 24 de Setembro, é importante lembrar que o diagnóstico de malignidade origina um turbilhão de emoções que precisam de ser bem digeridas e compreendidas. No caso do cancro da tiróide é essencial a ajuda no esclarecimento com a transmissão de informação clara e com rigor científico pelo Endocrinologista.

Os nódulos da tiróide são muito frequentes na população portuguesa. Estima-se que 4 a 7% da população tenha um nódulo palpável, mas se o diagnóstico for por ecografia, estes números atingem os 30 a 60%. No entanto, apenas cerca de 5% a 10% dos nódulos da tiróide são um cancro. De uma forma geral, podemos afirmar que o cancro da tiróide é pouco frequente, sendo diagnosticados em Portugal cerca de 500 novos casos por ano – e é 3 a 4 vezes mais habitual no sexo feminino.

Quero destacar que, apesar de a incidência do cancro da tiróide em Portugal e no mundo estar a aumentar, provavelmente associado ao desenvolvimento tecnológico que permite o diagnóstico em fases mais precoces, a mortalidade mantém-se felizmente baixa.

Apesar dos carcinomas da tiróide não serem todos iguais, a maioria tem cura ou um excelente prognóstico e não está associado a sofrimento físico. Esta é a mensagem tranquilizadora que procuro passar ao dar o diagnóstico e no decorrer do acompanhamento do doente.

O mais frequente é o carcinoma diferenciado da tiróide, que inclui o carcinoma papilar (representa 70 a 80% de todos os cancros da tiróide) e o carcinoma folicular (representa entre 10 a 15%). O prognóstico é muito bom, com taxas de mortalidade inferiores a 1%, ou seja, a maior parte dos doentes são curados após o primeiro tratamento.

É fundamental que o tratamento seja realizado num centro especializado, com uma equipa multidisciplinar, que discuta a situação clínica em particular e defina toda a estratégia a adoptar. A cirurgia é a primeira opção terapêutica, para a grande maioria dos carcinomas, sendo que a sua extensão irá depender da extensão da doença, da idade do doente, da presença de nódulos bilaterais e das doenças associadas. A experiência do cirurgião é essencial para o sucesso do tratamento.

Nos últimos anos, perante cancros milimétricos – e em situações pontuais – já se começa a optar por fazer apenas a vigilância do nódulo, por sabermos que a probabilidade de o cancro aumentar e agravar, é muito baixa. Mas atenção: esta opção só deverá ser realizada em centros especializados.

Após a cirurgia é necessário repor a hormona tiroideia, com medicação para o resto da vida, que mantém o bem-estar do doente. Esta medicação tem dois benefícios: por um lado, substituir a hormona que a tiróide produziria; por outro, suprimir qualquer estímulo para o crescimento das suas células. Daí que este tratamento se denomine terapêutica supressiva. O grau de supressão, avaliado com a realização de análises, dependerá das características do tumor, da idade do doente e das doenças associadas.

A cirurgia é curativa em grande parte dos carcinomas diferenciados da tiróide. No entanto, em determinados casos, é necessário efectuar tratamento com iodo radioactivo. Este é um tratamento realizado há várias décadas, seguro e eficaz, que consiste em ingerir uma pequena quantidade de iodo radioactivo, para destruir o tecido tiroideu (benigno ou maligno) que não tenha sido removido com a cirurgia. Relativamente à Quimioterapia e Radioterapia, geralmente não são utilizadas, com excepção dos doentes de casos mais graves, nos quais os pacientes já não são sensíveis ao iodo radioactivo.

Apesar da eficácia do tratamento, a doença pode reaparecer em alguns casos, sobretudo nos gânglios linfáticos cervicais ou na região cervical onde se encontrava a glândula, ou, mais raramente, pode surgir noutras partes do corpo. Por esse motivo, é fundamental o acompanhamento a longo prazo por uma equipa especializada. Realço que, mesmo nestas situações de recidiva, o cancro pode ser tratado!

Já está em investigação o mecanismo que permite às células malignas perderem a capacidade de captarem o iodo radioactivo e a forma como se poderá reverter este processo. O sucesso desta descoberta vai permitir melhorar o tratamento desta pequena percentagem de casos de pior prognóstico.

Por tudo isto, sim, os dias de hoje são encorajadores. Deixo um apelo: se notar o aparecimento de um nódulo cervical procure imediatamente um médico endocrinologista, já que o diagnóstico precoce é o maior aliado no sucesso do tratamento.

Coordenadora da Unidade de Endocrinologia do Hospital CUF Descobertas – CUF oncologia

Diário de Notícias
Inês Sapinho
24 Setembro 2021 — 00:01

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes