1144: Estudo revela que pessoas perfeccionistas sofreram mais na pandemia

– “O perfeccionismo é um traço de personalidade caracterizado pela tendência para estabelecer padrões de desempenho excessivamente elevados, “acompanhada de (auto)avaliação demasiado crítica e evitamento de falhas. As pessoas perfeccionistas têm risco elevado de sofrer de ansiedade, depressão e stress”, esclarece, citada pela UC, a investigadora.”

Não me considero um perfeccionista nato mas estou muito perto disso. Estabeleço padrões de desempenho elevados e evito as falhas pessoais no desempenho das tarefas a que me dedico. Contudo, talvez por ter no passado participado em treino militar exigente, participação numa guerra de guerrilha, isolamento social e familiar durante quase dois anos e outros factores análogos, conquistei uma resistência pessoal talvez não acessível à maioria das pessoas. O confinamento – ainda me encontro confinado, sem sair de casa (estou à espera que o Estado cumpra a lei no que toca à GRATUITIDADE dos passes sociais aos ex-combatentes da guerra do Ultramar, lei essa APROVADA há mais de um ano e ainda NÃO CUMPRIDA) -, não me tem afectado psicologicamente porque desenvolvo exercícios para que isso aconteça.

SAÚDE MENTAL/CONFINAMENTO/PANDEMIA/PERFECCIONISMO

A amostra do estudo da da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra foi constituída por 413 adultos, homens e mulheres, da população portuguesa, recrutados entre setembro e dezembro de 2020.

Um estudo pioneiro, divulgado nesta quarta-feira e conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), concluiu que as pessoas perfeccionistas sofreram mais durante a pandemia de covid-19.

Primeiro a nível internacional a avaliar o papel do perfeccionismo no sofrimento psicológico durante a pandemia de covid-19, este estudo foi realizado por investigadores do Instituto de Psicologia Médica da FMUC, dirigido pelo catedrático António Macedo, em colaboração com a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC), indica, numa nota enviada hoje à agência Lusa, a Universidade de Coimbra (UC).

Segundo os resultados da investigação, publicada na revista científica Personality and Individual Differences, as pessoas mais perfeccionistas “tiveram mais medo da covid-19, pensaram mais repetida e negativamente sobre a pandemia e as suas consequências, e isso levou a que tivessem mais sintomas de depressão, ansiedade e stress”, refere Ana Telma Pereira, docente da FMUC e coordenadora do estudo.

O perfeccionismo é um traço de personalidade caracterizado pela tendência para estabelecer padrões de desempenho excessivamente elevados, “acompanhada de (auto)avaliação demasiado crítica e evitamento de falhas. As pessoas perfeccionistas têm risco elevado de sofrer de ansiedade, depressão e stress”, esclarece, citada pela UC, a investigadora.

A amostra do estudo foi constituída por 413 adultos, homens e mulheres, da população portuguesa, recrutados entre Setembro e Dezembro de 2020.

“Embora as mulheres tenham demonstrado níveis mais elevados de perfeccionismo (na sua dimensão autocrítica), pensamento repetitivo negativo (preocupação e ruminação) e perturbação psicológica do que os homens, as três facetas do perfeccionismo que avaliámos, e que são atualmente as consideradas mais relevantes (perfeccionismo rígido, auto-crítico e narcísico), tiveram este efeito de aumentar a perturbação psicológica, independentemente do género”, realça Ana Telma Pereira.

A investigadora explica que as reacções psicológicas a pandemias dependem muito da personalidade da pessoa, uma vez que “são influenciadas pelos traços de personalidade, pois estes determinam a forma como se interpretam as situações e, portanto, as emoções e comportamentos que geram”.

“Este foi o primeiro estudo publicado na literatura científica internacional a comprovar empiricamente o impacto negativo do traço de personalidade nas reacções psicológicas à pandemia de covid-19”, sublinha.

“Mais concretamente, verificámos que as diversas componentes do perfeccionismo, quer intra-pessoais (o próprio exigir-se a excelência), quer inter-pessoais (entender que os outros lhe exigem perfeição e, também, exigi-la aos outros), geraram mais ansiedade, depressão e ‘stress’ face à pandemia”, especifica Ana Telma Pereira.

Tendo em conta que o perfeccionismo tem vindo a aumentar significativamente “nas duas últimas décadas, principalmente entre os jovens, falando-se mesmo de uma ‘epidemia de perfeccionismo'”, Ana Telma Pereira nota que os resultados deste estudo evidenciam que “o perfeccionismo deve ser tido em conta na avaliação, prevenção e tratamento do impacto psicológico da(s) pandemia(s)”.

É difícil, concluiu, “alterar a personalidade, mas é possível ajudar as pessoas a reconhecer os seus traços e a desenvolver formas de lidar com os acontecimentos de vida que sejam menos negativamente influenciadas por eles”.

Além de Ana Telma Pereira e António Macedo, a equipa de investigadores integra Carolina Cabaços, Ana Araújo, Ana Paula Amaral e Frederica Carvalho.

Diário de Notícias
Lusa
06 Outubro 2021 — 11:19

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414: Hospital de Lisboa deixou entrar pessoas sem máscara

 

SAÚDE/COVID-19

Caroline Blumberg / EPA

O Hospital da Luz, em Lisboa, permitiu a entrar e circulação de pessoas sem máscara dentro das instalações. O hospital garante que foi um “erro humano” e que não voltará a acontecer.

A Rádio Renascença escreve, esta quinta-feira, que o Hospital da Luz, em Lisboa, autorizou a circulação de pessoas sem máscara. Ouvido pela rádio, João Carreiro esteve no hospital e foi testemunha do que aconteceu.

“Comecei a ver várias pessoas a entrar sem máscara. E, às sete e pouco da manhã, dirigi-me ao segurança e disse-lhe que a situação me deixava desconfortável. Que não queria arranjar problemas a ninguém, mas que lhe pedia se ele podia ter mais atenção”, explicou.

“[O segurança] disse que estava a cumprir ordens, que quem tinha entrado eram funcionários do hospital, que não eram controlados e entravam como queriam. E que os utentes que fossem para as urgências, se não tivessem máscaras, eles não tinham máscaras para dar até às sete e meia da manhã”, acrescentou o utente.

As pessoas perguntavam ao segurança se também podiam entrar sem máscara, ao que o trabalhador permitia. Este comportamento, notou João Carreiro, ia claramente contra as indicações da Direcção-Geral de Saúde. A justificação dada era que a aplicação do plano de segurança da covid-19 era feita apenas em algumas horas do dia.

“A urgência está aberta 24 horas e as regras funcionarem só num período do dia não faz qualquer sentido. São as pessoas em quem confio que têm mais cuidado [os funcionários] e vi que entram ali sem qualquer atenção”, disse à Renascença.

Face a esta situação, o utente preencheu uma queixa no livro de reclamações e chamou a PSP.

O hospital não nega que isto tenha acontecido, embora garante que não tenha passado de um mal-entendido, que provocou um “erro humano”.

Pedro Libano Monteiro, administrador executivo do Hospital da Luz, garante que não voltará a repetir-se. Numa situação como esta, explica, as pessoas normalmente são alertadas para a importância do cumprimento das regras.

“Todas as pessoas, utentes e colaboradores devem sempre usar sempre a máscara e é obrigatório o seu uso dentro das instalações”, garante Pedro Libano Monteiro.

ZAP //

Por ZAP
24 Setembro, 2020

 

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307: As apps de saúde do seu telemóvel podem estar a partilhar os seus dados

RawPixel / Pexels

Investigadores criaram contas falsas em várias aplicações de saúde e descobriram que estas apps estão a partilhar a informação dos utilizadores sem o seu consentimento.

Um estudo realizado por investigadores do Canadá, Estados Unidos da América e Austrália, e publicado, esta quarta-feira, na BMJ, mostra o que as aplicações de saúde estão a fazer com os dados dos seus “utentes”.

Os investigadores deste recente estudo chegaram à conclusão que as informações confidenciais sobre o estado de saúde dos seus pacientes podem estar a ser divulgadas sem a sua autorização.

Os cientistas testaram, entre outras, três das mais usadas aplicações de saúde: a Medscape, a Ada e a Drugs.com. As apps têm várias funcionalidades, entre as quais relembrar os seus utilizadores de quando devem tomar a sua medicação ou procurar por sintomas de doenças.

Segundo o Gizmodo, para efeitos da investigação, foram criados quatro perfis em cada uma dessas aplicações. Para rastrear o tráfego de rede relacionado com os dados do utilizador, eles usaram a aplicação 14 vezes com as mesmas informações de perfil.

Antes de usarem pela 15ª vez, fizeram uma mudança subtil nas informações do utente. A partir daí, seria possível comparar a diferença no tráfego de rede, para averiguar com clareza se os dados obtidos pela app estavam a ser partilhados com terceiros.

O processo pode soar complicado, mas os cientistas responsáveis pelo estudo chegaram a resultados bastante conclusivos. Os investigadores descobriram que 79% das aplicações testadas partilhavam informação dos utilizadores para fora da aplicação.

Enquanto alguma dessa informação é usada para melhor as funções da aplicação, outra provavelmente seria usada para criar anúncios personalizados para outras empresas. A análise feita a quem recebia os dados confidenciais notou que alguns eram enviados a agências de créditos bancários.

Apesar destes dados serem anónimos, os responsáveis do estudo comprovaram que certas empresas receberam informação suficiente para juntar a identidade dos utilizadores, caso quisessem.

“Não encontramos nada que fosse ilegal”

“O grande problema aqui é que não encontramos nada que fosse ilegal. E essas práticas de partilha de dados são altamente comuns”, disse a autora principal do estudo, Quinn Grundy, professora assistente da Faculdade de Enfermagem Lawrence S. Bloomberg, da Universidade de Toronto, ao Gizmodo.

“Mas se olharmos para inquéritos, as pessoas sentem que os dados de saúde são particularmente sensíveis e pessoais e, portanto, devem ser protegidos”, acrescentou Grundy.

Têm sido feitos esforços governamentais para proteger a privacidade dos cidadãos, principalmente através do Regulamento Geral de Protecção de Dados, aprovado na União Europeia, em maio do ano passado.

“Acho que um consumidor atento pode procurar uma aplicação, especialmente uma que funcione offline e não solicite acesso à Internet. Dessa forma, sabe-se com certeza que os seus dados não estão a ser enviados para outro lugar”, ressalvou Quinn Grundy.

ZAP //

Por ZAP
23 Março, 2019

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172: Infarmed nega riscos cancerígenos da pasta de dentes Colgate Total

A autoridade do medicamento, o Infarmed, emitiu um comunicado esta quarta-feira negando o risco cancerígeno do uso da pasta de dentes Colgate Total depois de uma notícia avançada pela agência Bloomberg.

dd13082014_02De acordo com o Infarmed, o triclosan é uma substância química utilizada de forma generalizada e em diferentes situações como conservante e «a sua utilização é permitida e segura desde que se observem as imposições da legislação europeia relativamente a esta classe de produtos».

«A legislação europeia relativa aos produtos cosméticos especifica uma concentração máxima de 0,3% em relação à utilização de triclosan como conservante. Este valor é considerado seguro pelo Comité da Segurança dos Consumidores da Comissão Europeia em pastas dentífricas, sabonetes de mãos, sabonetes corporais/geles de banho, desodorizantes, pós faciais e cremes corretores», assinala o Infarmed.

«Desta forma uma pasta de dentes para ser disponibilizada no mercado europeu poderá apresentar a substância triclosan numa concentração máxima de 0.3%», explica.

«Além disso, foram consideradas seguras para o consumidor outras utilizações de triclosan em produtos para as unhas, quando a utilização pretendida fosse a limpeza das unhas das mãos e dos pés antes da aplicação de unhas artificiais, a uma concentração máxima de 0,3 %, bem como em produtos para lavagem bucal a uma concentração máxima de 0,2 %», refere ainda o documento.

In Diário Digital online
13/08/2014 | 20:31

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138: Recibo de caixa electrónica expõe pessoas a produto tóxico, diz estudo

Manipular recibos emitidos por caixas electrónicas, lojas e supermercados faz as pessoas terem contacto com um componente químico tóxico que já foi associado com problemas de saúde. É o que conclui um estudo publicado na revista da Associação Médica Americana (Jama).

dd27022014Investigadores analisaram a urina de indivíduos que manusearam o papel térmico utilizado nesse tipo de impresso por duas horas seguidas sem uso de luvas. Eles apresentaram um aumento significativo de bisfenol A (BPA) na urina em relação a quem usava luvas.

A exposição ao BPA já foi associada a condições como infertilidade, obesidade, certos tipos de cancro e problemas de desenvolvimento cerebral em crianças. A substância, presente no papel térmico, também é encontrada no revestimento interno de enlatados e em embalagens plásticas duras e transparentes; o seu uso já foi banido de biberões.

Shelley Ehrlich, do Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati, nos Estados Unidos, e a sua equipa recrutaram 24 voluntários que forneceram amostras de urina antes e depois de manusear – com e sem luvas – os recibos impressos. O BPA foi detectado em 100% das amostras dos indivíduos que não usaram luvas.

Os cientistas avisam que um estudo maior é necessário para confirmar os resultados. Mas sublinham que são relevantes para pessoas que lidam diariamente com papéis térmicos no trabalho, como caixas de banco e de supermercado.

Um estudo mais antigo, publicado na Nature em 2010, já havia mostrado que o BPA presente em papéis térmicos é capaz de atravessar a pele. Na ocasião, o cientista Daniel Zalko, toxicologista do Instituto Francês para Pesquisa em Agricultura, alertou que o material não é a principal fonte de bisfenol A no ambiente, mas que grávidas deveriam ter mais cuidado ao manipular esses recibos, principalmente as que trabalham em caixas de supermercado.

In Diário Digital online
27/02/2014 | 14:15

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135: Inovação: Kenguru, o carro que as pessoas em cadeira de rodas conduzem

Kenguru é um carro eléctrico construído para pessoas que se encontram em cadeira de rodas poderem conduzir. Segundo avança o The Verge, a única porta do Kenguru fica na parte de trás para facilitar a entrada do condutor. Tem apenas um lugar e o volante é semelhante ao das motas.

O Kenguru é um carro diferente dos que se têm visto até agora. Segundo o The Verge, foi criado para se adaptar à necessidade de pessoas com problemas de mobilidade, e destaca-se pela comodidade que garante às pessoas em cadeira de rodas e pelo facto de ser eléctrico.

O carro não tem assentos a porta traseira abre-se para que o utilizador possa entrar com a cadeira de rodas sem dificuldades. O volante é semelhante ao de uma mota, o que torna mais acessível o ato da condução.

Uma carga eléctrica de oito horas é suficiente para garantir uma viagem de quase 100 quilómetros. O carro consegue atingir uma velocidade máxima de 40 Km/hora, facilitando as deslocações de pequena distância.

O projecto nasceu na Hungria, mas acabou por mover-se para os EUA e vai entrar em produção até ao final do primeiro semestre de 2015, devendo chegar ao mercado com um preço de 25 mil dólares, perto de 18 mil euros.

In Notícias ao Minuto online
21:01 – 16 de Fevereiro de 2014 | Por Notícias Ao Minuto

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