1320: Negacionistas. Há centenas de polícias que se recusam a ser vacinados

– Se não querem ser vacinados, RUA COM ELES porque por força da sua actividade, contactam diariamente com a população e o NEGACIONISMO pode levar a um maior nível epidemiológico. Esta, é mais uma demonstração de completa imaturidade cívica e falta de profissionalismo, por quem deveria dar o exemplo e faz precisamente o contrário. Estes negacionistas, constituem um PERIGO EXTREMO para a população. Que moral, que competência ou que autoridade têm estes polícias negacionistas em aplicarem as regras sanitárias a quem não as cumpre?

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/NEGACIONISTAS/POLÍCIA

Tal como nas Forças Armadas, nas polícias há quem se recuse a ser vacinado, mas também não têm qualquer restrição operacional a não ser em missões internacionais. A PSP não sabe quantos agentes tem não vacinados

O maior sindicato da PSP, ASPP, critica que tenham sido colocados polícias não vacinados em operações de fiscalização
© Orlando Almeida / Global Imagens

São 1.017 na GNR, 76 na Polícia Judiciária (PJ) e a PSP não sabe sequer o número dos que não quiseram ser vacinados contra a covid-19, de acordo com as informações facultadas ao DN por fontes oficiais destas instituições. São centenas os polícias que rejeitam a vacina, tal com os militares das Forças Armadas, conforme tinha noticiado o DN.

Na GNR estes não vacinados representam cerca de 5,5%, na PJ pouco mais de 3%, percentagens ligeiramente superiores aos 2,3% estimados de recusa de vacinação na sociedade civil, mas ainda assim abaixo da taxa dos militares – 10% na Marinha, 6% no Exército (a Força Aérea não facultou dados).

“Estes dados são preocupantes, como já foram os das Forças Armadas, desde logo porque são pessoas que têm funções de responsabilidade na sociedade. Sou por princípio contra a vacinação obrigatória, mas em certas funções como estas, os militares ou os profissionais de saúde, a vacinação deve ser forte e reiteradamente recomendada”, sublinha o pneumologista Filipe Froes, coordenador do gabinete de crise para a covid-19 da Ordem dos Médicos.

Este especialista sublinha que “uma taxa de não vacinados como estas pode ter impacto no estado de prontidão e no absentismo. Estas pessoas que trabalham em condições de maior risco e exposição a doenças não estão devidamente protegidas e deviam estar. O facto de trabalharem em contacto intenso com outras pessoas pode facilitar também, perante formas assintomáticas da doença, a transmissão a terceiros”.

Além disso, “estes profissionais devem ser um exemplo para a sociedade, para as famílias e para a própria instituição”.

Proibidos de entrar em missões internacionais

Na GNR, com um efectivo de 23.102 militares, 94,46% têm a vacinação completa. Segundo o comando-geral, dos 1281 não vacinados (5,54%), 264 invocaram razões médicas e 1017 “manifestaram não intenção de vacinação, sem apresentar justificação, não obstante as várias campanhas internas de informação e apelo a vacinação”.

Ainda assim, salienta a GNR, “poderão sempre existir alguns destes militares que foram entretanto vacinados pelo SNS e que não tenham procedido ao devido carregamento da informação no portal interno, pelo que o número poderá ser inferior ao indicado”.

A Guarda diz que “os militares não vacinados têm indicação para cumprir as normas base de protecção individual, principalmente o uso constante de máscara cirúrgica na interacção com terceiros, bem como o auto isolamento imediato, contactando autoridade de saúde, sempre que surgirem sintomas sugestivos de infecção covid-19. Estão adicionalmente interditos à participação em missões internacionais, uma vez que não cumprem todos os pré-requisitos da preparação médico-sanitária preconizada para projecção no exterior”.

Desde o início da pandemia a GNR teve 3.200 militares infectados (13,8% do efectivo). Neste momento há 23.

Esta fonte oficial garante que “devido ao reduzido número de militares não vacinados e às medidas gerais de protecção, o impacto operacional é considerado como muito reduzido”.

César Nogueira, presidente da Associação de Profissionais da Guarda, a mais representativa desta força de segurança, assinala que “como a vacinação não é obrigatória cabe a cada um a decisão de a tomar ou não”

No entanto, assevera, “é uma situação que a alguns preocupa, a outros não e outros não querem saber mesmo“. Este dirigente associativo reconhece que a situação “pode trazer constrangimentos a nível funcional, apesar da maioria dos caso dos não vacinados não estarem no serviço operacional, mas os que estão certamente terão que seguir as determinações impostas aos demais cidadãos, com as devidas precauções.”

No seu entender, “o Comando deve impor e exigir testes com frequência”.

PJ exigiu vacina a novos inspectores

Na PJ a contabilização feita aos vacinados e não vacinados junta inspectores e pessoal de apoio. Segundo a direcção nacional “3,15% do efectivo de recursos humanos – inclui trabalhadores da investigação criminal e apoio `investigação criminal -, num total de 76 pessoas, não está vacinado”.

Apresentaram duas razões: “rejeição pessoal do processo de vacinação e impossibilidade por razões médicas (gravidez, alergias, etc)”, sendo que estas últimas serão, de acordo com esta fonte oficial, “a maior parte”. Ao contrário do que, aparentemente, sucede na GNR.

Desde o início da pandemia e até à presente data, existiram 297 casos de infectados na PJ (12% dos 2400 funcionários).

A direcção da PJ salienta como exemplo que em relação aos “100 novos inspectores, do 43º Curso de Formação de Inspectores iniciado em 5 de Julho, foi possível garantir a vacinação prévia de todos os formandos, bem como o acompanhamento semanal, por testagem de despiste, evitando-se o risco de interrupção lectiva.

O presidente da Associação Sindical da Carreira de Investigação Criminal (ASFIC), que representa os inspectores, confirma que o número de não vacinados é muito baixo na PJ. “Haverá 2 ou 3 não vacinados na investigação criminal. Pessoalmente não conheço nem trabalho com nenhum. São casos tão isolados que são um não caso”, afiança.

Questionada sobre se estão em vigor medidas restritivas operacionais em relação a não vacinados, a PJ diz que “a legislação não permite a discriminação entre trabalhadores vacinados e não vacinados na exacta medida em que actualmente a inoculação é uma decisão pessoal, optando a PJ por aplicar” algumas medidas de “organização interna, que permitam o distanciamento social” e quando não for possível “o uso de equipamentos de protecção individual”.

Quanto à “resposta investigatória e pericial cometida à PJ, nada ficou por ser feito, por causa da pandemia, de resto reflectido em várias operações de maior dimensão tornadas públicas ao longo destes quase dois anos”.

PSP desconhece taxa de não-vacinados

Na PSP não há informação sistematizada sobre esta matéria, conforme reconhece o porta-voz oficial: “No início do processo de vacinação da população portuguesa, 50% dos Polícias a nível nacional foram vacinados (cerca de 11 mil) por se integrarem no grupo prioritário. Para gestão desse processo, a PSP desencadeou um processo interno de registo, tendo sido verificada uma adesão maciça com uma taxa mínima de reservas (inferior a 1%). Atingida essa fasquia de vacinação, os polícias foram canalizados para o processo geral de vacinação. Nessa fase, não sendo a vacinação obrigatória, a PSP deixou de proceder à sistematização de informação neste âmbito, pelo que não nos é possível disponibilizar informação quantitativa”.

Esta força de segurança garante que “desde o início do processo, tem incentivado todo o pessoal a vacinar-se como importante medida de prevenção e contenção da pandemia, ademais atendendo ao grau de risco inerente ao exercício da missão policial: contacto diário com múltiplos cidadãos; frequência de variados espaços onde decorram ocorrências a solucionar; competências de controlo de pessoas infectadas ou sob confinamento médico preventivo”.

A PSP afirma que “já teve cerca de 9 centenas de pessoas em confinamento obrigatório, 1.400 em isolamento profilático e quase 1.600 recuperados” e assegura que tem “sido possível manter todas as esquadras e serviços em funcionamento permanente, assegurando continuamente a prestação de segurança aos cidadãos”.

O porta-voz da direcção nacional assinala que “todo o efectivo, polícias e pessoal sem funções policiais, executa normalmente todas as suas atribuições em cumprimento das medidas de prevenção em vigor (nomeadamente uso de máscara e frequente higiene das mãos, entre outras)”.

Refere que “tem sido verificado que, mesmo após o processo de desconfinamento, a grande maioria dos polícias, mesmo em locais e circunstâncias nos quais não é obrigatório o uso de máscara, prefere usar este meio de prevenção, numa clara interiorização do nível de risco e da importância da prevenção individual.

O presidente da Associação Sindical de Profissionais de Polícia (ASPP) tem, no entanto, algumas críticas. “A ASPP considerada importante a vacinação, pois é evidente que tem evitado situações mais graves, no entanto, é uma decisão que assenta na liberdade de cada um, para já”.

Paulo Jorge Santos acrescenta que “obviamente estamos preocupados com esta pandemia que nos assola enquanto comunidade, e apelamos ao sentido de responsabilidade, mas não deixamos de referir que outras variáveis neste combate foram descuradas pelo governo e pela direcção nacional da PSP. Principalmente outros mecanismos de combate à pandemia e combate à infecção, em concreto a vacinação, modelos de organização de trabalho, meios e instrumentos físicos de combate e procedimentos pós detecção de infectados. Temos registo passado de situações que após polícias sinalizados a PSP não aplicou as normas da DGS”.

Este dirigente sindical confirma que não foram notadas limitações operacionais a não vacinados. “Os polícias como qualquer cidadão, receiam partilhar espaços com indivíduos que sabem não estar vacinados, não somos diferentes dos demais cidadãos. Aliás, a PSP colocou vários polícias no terreno em operações de fiscalização sem estarem vacinados. Algo que na altura criticámos”.

Diário de Notícias
Valentina Marcelino
28 Novembro 2021 — 00:18

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

968: Vacina da Janssen. Agência europeia identifica trombocitopenia imune como efeito secundário

– Não se morre da doença, morre-se da cura…

SAÚDE/PANDEMIA/VACINA JANSSEN/EFEITO SECUNDÁRIO

A Agência Europeia do Medicamento identificou como efeito secundário da vacina contra a covid-19 da farmacêutica Janssen a trombocitopenia imune, uma doença auto-imune que leva à diminuição ou destruição das plaquetas no sangue, essenciais no processo de coagulação.

© EPA/MARTIN DIVISEK

O regulador europeu do medicamento (EMA, na sigla em inglês) concluiu ainda que vários casos notificados de desmaios e zumbidos estão relacionados com a toma desta vacina de dose única.

Apesar disto, a EMA mantém inalterada a relação risco-benefício da vacina da farmacêutica do grupo norte-americano Johnson & Johnson, realçando que previne as hospitalizações e mortes por covid-19.

Os peritos do comité de segurança da EMA recomendaram, numa reunião esta semana, actualizar a informação sobre a vacina para incluir a trombocitopenia imune como uma “reacção adversa” e aconselharam que fosse mencionada no plano de gestão de riscos como um “risco importante identificado”.

Na origem da recomendação estiveram casos notificados que constam da base de dados europeia e norte-americana de possíveis efeitos secundários, assim como dados de segurança global da farmacêutica e artigos científicos.

A EMA decidiu incluir uma advertência dirigida aos profissionais de saúde e às pessoas que tomarem a vacina da Janssen para que estejam atentos a sintomas como hematomas e sangramento excessivo.

Na trombocitopenia imune, o sistema imunitário “ataca e destrói por erro as plaquetas”, células sanguíneas “necessárias à coagulação normal do sangue”, explicou o regulador.

A agência decidiu, também, que vai adicionar no folheto da vacina da Janssen os desmaios e os zumbidos como possíveis reacções adversas.

Para chegar a esta conclusão, o comité de segurança da EMA analisou 1.183 casos de desmaios identificados como parte de relatórios sobre reacções à imunização relacionadas com a ansiedade e investigou seis casos de zumbidos observados em ensaios clínicos e 108 assinalados pela farmacêutica no seguimento de relatórios.

Em Portugal, a vacina da Janssen pode ser administrada a homens a partir dos 18 anos e a mulheres a partir dos 50 anos.

Diário de Notícias
DN/Lusa
06 Agosto 2021 — 20:10


© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

BIOHAZARD – RISCO BIOLÓGICO

Este símbolo significa que existe risco biológico (BIOHAZARD) em locais infectados biologicamente ou radioactivos (nucleares).

Tive conhecimento por um amigo de infância que felizmente e bem cedo foi trabalhar e residir num país estrangeiro que, num concelho português de ALTO RISCO, devido à PANDEMIA do coronavírus SARS-CoV-2, COVID-19 e ao nível de infecções verificados, um grupo de gente andava na apanha de máscaras e luvas deitadas criminosamente para o chão, contaminando o espaço de “depósito” e de quem anda nessa “apanha”, sem qualquer equipamento de protecção como os usados nos espaços hospitalares com perigo de contaminação.

É muito triste constatar que esta gente não possui a mínima noção do perigo que corre, pese o facto de nem serem meninos de coro.

No mínimo e para este tipo de actuação, teriam de se equipar desta forma:

© EPA/ADI WEDA


© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

876: Vacinas da Pfizer e da Moderna podem estar associadas a inflamações cardíacas

SAÚDE/COVID-19/VACINAS/PFIZER/MODERNA

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) denunciou hoje que as vacinas da Pfizer e da Moderna poderão estar associadas a ocorrências raras de inflamações no coração, após analisar 321 casos já vacinados contra o SARS-CoV-2.

As vacinas da Moderna e da Pfizer podem ter efeitos secundários
© Artur Machado/Global Imagens

A miocardite e pericardite são doenças inflamatórias do coração, apresentando sintomas como a falta de ar, palpitações e dores no peito.

O Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância (PRAC) estudou 145 casos de miocardite e 138 casos de pericardite, após serem inoculados com a vacina da Pfizer, tendo analisado apenas 19 casos de cada inflamação, dos vacinados com a Moderna.

Até ao final de maio, cerca de 177 milhões de doses da vacina da Pfizer e 20 milhões doses da Moderna haviam sido administradas Espaço Económico Europeu (EEE).

O PRAC aconselhou actualizar as informações das vacinas, no sentido de incluir o efeito colaterais e aumentar a consciencialização entre as equipas de saúde e os utentes.

O comité recomendou ainda a restrição da comercialização da vacina da Johnson&Johnson para as pessoas com histórico de síndrome de derrame capilar, doença de Clarkson.

De acordo com o PRAC, é aconselhável adicionar uma advertência para doença de Clarkson, em que o fluido vaza pequenos vasos sanguíneos provocando inchaço, pressão arterial baixa, espessamento do sangue e níveis baixos de albumina no sangue.

O PRAC acrescentou que as informações do produto usado na AstraZeneca incluem um aviso para consciencializar sobre os casos de síndrome de Guillain-Barré (SBG), que podem ter sido relatados após a vacinação.

A síndrome provoca inflamação nos nervos e pode resultar em dor, dormência, fraqueza muscular e dificuldade em andar.

Em Junho, o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos anunciou que a ocorrência de inflamações no coração em adolescentes e jovens adultos poderá estar associada às vacinas da Pfizer e da Moderna contra o SARS-CoV-2.

De acordo com a informação divulgada por este organismo, há registo de inflamações no coração, ainda que raras, em adolescentes e jovens adultos que receberam os fármacos desenvolvidos pela Pfizer (em parceria com a BioNTech) e pela Moderna, duas vacinas centralizadas no método RNA (Ácido Ribonucleico).

Investigadores convocados pelo CDC revisitaram estas ocorrências de miocardite e pericardite, ou seja, inflamações do músculo cardíaco ou da membrana do coração.

Diário de Notícias
Lusa
10 Julho 2021 — 09:25

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

741: Internamentos e incidência a subir em dia com duas mortes

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Portugal contabiliza nas últimas 24 horas mais 388 novos casos confirmados, a maioria dos quais (206) registados na região de Lisboa e Vale do Tejo. Há mais sete doentes em UCI, num total de 59.

© LUÍS FORRA/LUSA

Portugal registou nas últimas 24 horas mais 388 casos e dois óbitos por covid-19, segundo os dados do boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira, 7 de Junho.

Nesta altura estão 291 pessoas hospitalizadas, ou seja mais 26 do que no domingo. Há 59 doentes em cuidados intensivos, mais sete que ontem.

O país tem agora mais 109 casos activos, num universo de 23.824, com mais 277 recuperados da doença. Sendo que os contactos em vigilância também aumentaram bastante, pois há mais 953.

A região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se verificou uma das mortes pela infecção de covid-19, contabilizou mais 206 novos casos, ou seja, mais do que no resto do país. No Norte houve 96 casos, sendo que também tem um morto contabilizado. Já na região Centro apenas há 18 novos casos, na do Alentejo 13 e na do Algarve 32.

Na Madeira não se registaram novas infecções, enquanto nos Açores foram mais 26 casos reportados.

O R(t) desceu de 1,08 para 1,07 em todo o território e no continente registou-se um decréscimo de 0,02 para os 1,08.

Já a incidência continua a aumentar, sendo agora de 72,2 casos de infecção por 100 mil habitantes em todo o território, quando antes era de 69,8 casos pelo mesmo número de habitantes. Se contabilizarmos apenas o continente, subiu de 67,5 para os 70,6 casos por 100 mil habitantes.

Quase 6.700 suspeitas de reacções adversas à vacina registadas em Portugal

Quase 6.700 suspeitas de reacções adversas às vacinas contra a covid-19 foram registadas em Portugal e houve 44 casos de morte comunicados em idosos com várias doenças, mas não está demonstrada a relação causa-efeito, segundo o Infarmed.

De acordo com o último relatório a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, até final de maio foram notificadas 6.995 reacções adversas, a maior parte (68,3%) referentes à vacina da Pfizer/BioNtech, com 4.782 casos, seguindo-se a da AstraZeneca (Vaxzevria), com 1.509, a da Moderna, com 387, e a da Janssen, com 17 casos.

O Infarmed sublinha, contudo, que “a notificação no âmbito do Sistema Nacional de Farmacovigilância não pressupõe necessariamente a existência de uma relação causal com a vacina administrada” e que a vacinação contra a covid-19 “é a intervenção de saúde pública mais efectiva para reduzir o número de casos de doença grave e morte originados por esta pandemia”.

Os dados do Infarmed indicam que por cada 1.000 doses administradas foram comunicadas 1,21 reacções no caso da Pfizer (Comirnaty), 1,24 no caso da AstraZeneca (Vaxzevria), 0,74 referentes à Moderna e 0,16 à vacina da Janssen.

No total de 5.790.080 doses administradas, o Infarmed registou 44 notificações de casos de morte em idosos com outras comorbilidades e em que não está demonstrada a relação causal com a vacina administrada.

“Os casos de morte ocorreram em pessoas com uma mediana de idades de 81 anos e não pressupõem necessariamente a existência de uma relação causal com a vacina administrada, uma vez que podem também decorrer dos padrões normais de morbilidade e mortalidade da população portuguesa”, refere a Autoridade Nacional do Medicamento.

Das reacções registadas, 3.957 referem-se a casos não graves (59,1%) e 2.738 a casos graves (40,9%), refere o Infarmed, sublinhando que a maior parte (90%) das reacções adversas a medicamentos classificadas como graves se referem a “casos de incapacidade, maioritariamente temporária”.

A maioria das reacções notificadas ao Infarmed foram registadas em mulheres (4,712) e, por faixas etárias, aquela que mais notificações tem é a dos 30 aos 49 anos.

As 10 reacções mais notificadas referem-se a casos de reacção no local de injecção (3.250), dores musculares ou nas articulações (3.007), dores de cabeça (1.964), febre (1.800), astenia, fraqueza ou fadiga (1.123), náuseas (773), tremores (687), alterações/aumento dos gânglios (569), eritema/eczema ou erupção (481) e parestesias (400), ou seja, sensação de formigueiro ou picadas.

No relatório, o Infarmed lembra ainda que a maioria das reacções adversas a medicamento mais notificadas se enquadram “no perfil reatogénico comum de qualquer vacina” e que grande parte destas reacções se resolve “em poucas horas ou dias, sem necessidade de intervenção médica, e não deixando sequelas”.

Ordem dos Médicos quer critérios de gravidade e cobertura vacinal na matriz de risco

A Ordem dos Médicos manifestou-se esta segunda-feira apreensiva com as mudanças na matriz de risco que fundamenta as novas fases de desconfinamento por causa da pandemia e defende a inclusão de critérios de gravidade e da cobertura vacinal.

Num comunicado emitido na sequência da divulgação das novas fases de desconfinamento (a partir de dia 14) e da evolução epidemiológica recente, o bastonário e o Gabinete de Crise para a covid-19 da Ordem dos Médicos (OM) defendem que deve voltar a ser incluído o indicador da transmissibilidade e que devem ser considerados igualmente a taxa de positividade dos testes e critérios de gravidade, como os internamentos em enfermaria e cuidado intensivos, a evolução temporal e os óbitos.

Sugerem também a introdução da cobertura vacinal (taxa por grupo etário, 1.ª toma e esquema completo) e do impacto da circulação das novas variantes do vírus.

O controlo rigoroso (testagem e quarentena) à entrada do país de todos os viajantes com estadia em locais de risco para as novas variantes, o alargamento da vacinação a toda a população adulta e a programação da vacinação da população pediátrica (<18 anos) para antes do início da próxima época escolar, observando as recomendações da Organização Mundial da saúde, são outras das sugestões apresentadas.

A OM manifesta ainda incompreensão “pela utilização exclusiva de valores de incidência de novos casos por 100.000 habitantes, nos últimos 14 dias, para fundamentar as medidas de desconfinamento”, como os horários de funcionamento da restauração e a lotação de espaços públicos.

Considera igualmente que a definição de concelhos de baixa densidade utilizada na matriz que fundamenta as novas fases de desconfinamento se baseia “em critérios de coesão territorial insuficientemente caracterizados e sem implicações de saúde pública”.

No comunicado, a OM sugere igualmente que seja incentivada a testagem, em particular, a todos os sintomáticos, incluindo jovens e crianças.

O bastonário e o Gabinete de Crise para a covid-19 da OM defendem a “realização periódica, massiva e alargada de rastreios populacionais, centrados nos não vacinados” e dizem Portugal deve “aproveitar a presidência europeia para definir critérios uniformes de desconfinamento na União Europeia, nomeadamente a implementação com a maior celeridade do passaporte vacinal a aplicar, igualmente, aos residentes em território nacional”.

Apelam ainda a que toda a população mantenha o cumprimento e a adesão às medidas de prevenção e controlo da infecção, nomeadamente o uso da máscara, a higienização das mãos e o distanciamento social.

Diário de Notícias
DN
07 Junho 2021 — 14:05

 

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

[ratingwidget_toprated type=”posts” created_in=”all_time” direction=”ltr” max_items=”5″ min_votes=”1″ order=”DESC” order_by=”avgrate”]

 

740: Revelação do Infarmed. Quase 6.700 suspeitas de reacções adversas à vacina registadas em Portugal

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAS/REACÇÕES ADVERSAS

07 jun 08:26
Por Nuno Fernandes

Quase 6.700 suspeitas de reacções adversas à vacina registadas em Portugal

Quase 6.700 suspeitas de reacções adversas às vacinas contra a covid-19 foram registadas em Portugal e houve 44 casos de morte comunicados em idosos com várias doenças, mas não está demonstrada a relação causa-efeito, segundo o Infarmed.

De acordo com o último relatório a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, até final de maio foram notificadas 6.995 reacções adversas, a maior parte (68,3%) referentes à vacina da Pfizer/BioNtech, com 4.782 casos, seguindo-se a da AstraZeneca (Vaxzevria), com 1.509, a da Moderna, com 387, e a da Janssen, com 17 casos.

O Infarmed sublinha, contudo, que “a notificação no âmbito do Sistema Nacional de Farmacovigilância não pressupõe necessariamente a existência de uma relação causal com a vacina administrada” e que a vacinação contra a covid-19 “é a intervenção de saúde pública mais efetiva para reduzir o número de casos de doença grave e morte originados por esta pandemia”.

Os dados do Infarmed indicam que por cada 1.000 doses administradas foram comunicadas 1,21 reações no caso da Pfizer (Comirnaty), 1,24 no caso da AstraZeneca (Vaxzevria), 0,74 referentes à Moderna e 0,16 à vacina da Janssen.

No total de 5.790.080 doses administradas, o Infarmed registou 44 notificações de casos de morte em idosos com outras comorbilidades e em que não está demonstrada a relação causal com a vacina administrada.

“Os casos de morte ocorreram em pessoas com uma mediana de idades de 81 anos e não pressupõem necessariamente a existência de uma relação causal com a vacina administrada, uma vez que podem também decorrer dos padrões normais de morbilidade e mortalidade da população portuguesa”, refere a Autoridade Nacional do Medicamento.

Das reacções registadas, 3.957 referem-se a casos não graves (59,1%) e 2.738 a casos graves (40,9%), refere o Infarmed, sublinhando que a maior parte (90%) das reacções adversas a medicamentos classificadas como graves se referem a “casos de incapacidade, maioritariamente temporária”.

A maioria das reacções notificadas ao Infarmed foram registadas em mulheres (4,712) e, por faixas etárias, aquela que mais notificações tem é a dos 30 aos 49 anos.

As 10 reacções mais notificadas referem-se a casos de reacção no local de injecção (3.250), dores musculares ou nas articulações (3.007), dores de cabeça (1.964), febre (1.800), astenia, fraqueza ou fadiga (1.123), náuseas (773), tremores (687), alterações/aumento dos gânglios (569), eritema/eczema ou erupção (481) e parestesias (400), ou seja, sensação de formigueiro ou picadas.

Lusa

Diário de Notícias


07 Junho 2021 — 07:01

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

[ratingwidget_toprated type=”posts” created_in=”all_time” direction=”ltr” max_items=”5″ min_votes=”1″ order=”DESC” order_by=”avgrate”]

 

427: Transportes públicos são “ponto nevrálgico” da transmissão da covid-19

 

SAÚDE/COVID-19/TRANSPORTES PÚBLICOS

Mário Cruz / Lusa

O infecciologista Jaime Nina defendeu hoje que é necessário quadruplicar a oferta dos transportes públicos para permitir a distância necessária entre os passageiros, considerando que são um “pontos nevrálgico” da transmissão da covid-19.

“Os transportes públicos é um dos pontos nevrálgicos da transmissão”, afirmou, defendendo que “para manter o distanciamento, os autocarros, os comboios e o Metro deviam ter fila sim, fila não, com passageiros”.

Mas para isso era preciso “ter quatro vezes mais carruagens, autocarros, e quatro vezes mais motoristas e maquinistas”, disse o infecciologista do Hospital Egas Moniz em entrevista à agência Lusa, a propósito do agravamento da situação epidemiológica da covid-19.

Se esta solução tivesse começado a ser pensada em Maio, tinha havido tempo para reforçar a frota e ter “maquinistas e motoristas suficientes”. “É caro? É, mas ter a economia fechada não é mais caro”, questionou, argumentando que “só uma semana de economia fechada para tentar evitar [a propagação do vírus] pagava isto tudo e ainda sobrava muito dinheiro”.

O especialista lamentou que não haja “uma abordagem global” e que se esteja a ver “sector a sector”, prevendo “um problema com o inverno”.

“Enquanto que no verão as pessoas evitam os transportes públicos, têm as janelas abertas, se estiver uma chuva desgraçada não estou a ver ninguém a andar de carro com as janelas abertas, nem a andar muito na rua quando pode andar de autocarro”, disse o professor na Universidade Nova de Lisboa, no Instituto de Higiene e Medicina Tropical e da Faculdade de Ciências Médicas.

Sobre a evolução da epidemia, Jaime Nina disse que já está na segunda “onda”: “o Agosto foi um bocado molhado, houve chuva, e isso teve logo uma repercussão em toda a Europa, não só em Portugal”.

Mas, nesta fase, está a atingir mais os jovens, uma situação que disse estar relacionada com o aumento de testes: “estão a apanhar pessoas infectadas que há três meses não eram apanhadas porque tinham uma doença mais ligeira, e como tal, a letalidade está a baixar porque há mais casos ligeiros”.

O infecciologista saudou o aumento da testagem, mas considerou que tem sido “muito lentamente” e “muito longe daquilo que deveria ser feito”.

A este propósito, fez uma analogia futebolística: “a táctica que Portugal e a Europa está a usar é como se chamasse os 10 jogadores de campo tudo em frente da baliza de olhos fechados a tentar apalpar a bola e não a deixar passar”.

“Era muito mais preferível andar a correr pelo campo todo atrás da bola” e tentar apanhá-la e controlá-la.

Exemplificou com o que países como Singapura, Taiwan, Hong Kong e Coreia do Sul estão a fazer ao nível de testes para apanhar os casos ligeiros e cortar as cadeias de transmissão.

“Portugal fez cerca de dois milhões de testes, Singapura vai quase em 100 milhões para uma população um bocadinho mais pequena que a nossa”, disse, observando que, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, Portugal tem mais de 1.900 mortes e Singapura tem 27, com um número de casos sensivelmente igual.

No seu entender, “há muita coisa que está a falhar no rastreio e no encaminhamento de casos” porque “o Ministério da Saúde está a utilizar quase exclusivamente os recursos próprios”.

“Depois não tem médicos e técnicos de saúde pública, não tem laboratórios de biologia molecular quando há um manancial enorme de pessoas disponíveis”, salientou.

Em Abril e Maio, contou, “quando toda a gente estava aflita porque não havia capacidade de fazer os testes todos”, os laboratórios de biologia molecular da Universidade Nova estavam fechados com as pessoas em teletrabalho, apesar da faculdade os ter colocado ao dispor.

Por outro lado, podiam chamar os estudantes de medicina: “Era bom para eles porque estavam a fazer um trabalho útil e relevante para o seu curso e, obviamente, era bom para o Ministério da Saúde porque triplicava ou quadruplicava a mão de obra necessária para fazer rastreio de casos”.

ZAP // Lusa

Por ZAP
27 Setembro, 2020

[ratingwidget_toprated type=”posts” created_in=”all_time” direction=”ltr” max_items=”5″ min_votes=”1″ order=”DESC” order_by=”avgrate”]

 

424: Doentes hospitalizados com covid-19 podem vir a sofrer de stress pós-traumático

 

SAÚDE/COVID-19/STRESS

O medo da morte e do desconhecido são levados ao limite. Ansiedade, insónias e delírios são alguns dos sintomas a que os doentes devem estar atentos após o evento traumático de um internamento com covid-19.

Doente com covid-19 num hospital em El Salvador
© MARVIN RECINOS / AFP

“Era como estar no inferno. Vi pessoas a morrer e todos os funcionários tinham máscaras e só se viam os seus olhos – foi tão solitário e assustador.” A experiência de Tracy, uma doente com covid-19, relatada pela BBC, é semelhante à de todos os outros doentes hospitalizados devido ao coronavírus. Tracy foi internada no Hospital Whittington, no norte de Londres, em Março e passou mais de três semanas lá – uma das quais nos cuidados intensivos. Desde que recebeu alta em Abril, esta mulher de 59 anos está com dificuldade em dormir, tem constantemente medo de morrer e sofre de flahsbacks que a levam de novo para a cama do hospital.

“Tem sido muito difícil. Fisicamente, estou tão cansado. Estou a começar a recuperar, mas o lado mental é muito difícil”, diz. Tracy está agora a receber apoio psicológico. “Eu tenho uma boa rede de apoio de familiares e amigos e sou uma pessoa positiva – e estou a lutar. Acho que haverá muitas pessoas numa situação semelhante, se não pior.”

Tracy é apenas uma das muitas pessoas que ficaram com cicatrizes psicológicas da sua experiência com o coronavírus. As pessoas que estiveram gravemente doentes internadas no hospital com coronavírus têm grandes probabilidade de sofrer de stress pós-traumático (SPT), dizem os médicos.

No Reino Unido, o Grupo de Trabalho de Resposta ao Trauma Covid considera que os doentes que passaram pelo cuidados intensivos são aqueles que correm um risco maior e que devem ser acompanhados durante pelo menos durante um ano após o internamento. Esta conclusão baseia-se num estudo da University College London que mostra que 30% dos pacientes que sofreram doenças graves em surtos de doenças infecciosas no passado desenvolveram SPT, além de também serem comuns os problemas de depressão e ansiedade.

Hospital no México
© ALFREDO ESTRELLA / AFP

Para chegar a estas conclusões, os investigadores analisaram estudos anteriores realizados em pacientes com outros coronavírus, como o SARS e o MERS. Num período de acompanhamento de quase três anos após a doença, quase um em cada três pacientes recuperados desenvolveu sintomas de stress pós-traumático. Além disso, 15% dos pacientes com SARS ou MERS relataram sintomas de depressão aproximadamente um ano após a recuperação e mais de 15% tiveram vários outros problemas (fadiga constante, mudanças de humor, distúrbios do sono, problemas de memória). Portanto, os autores afirmam que existe um risco de os mesmos problemas surgirem em pacientes com covid-19.

Muitos pacientes com SARS e MERS hospitalizados também apresentaram sintomas de delírio (confusão, agitação, consciência alterada) durante o combate à doença. Os primeiros dados da covid-19 sugerem que o delírio também é comum entre os pacientes actuais.

“A probabilidade de os doentes hospitalizados com covid-19 virem a sofrer de stress pós-traumático é alta”, confirma ao DN a psicóloga Ana Marques. Se para todos nós esta já é uma situação complicada porque estamos perante uma doença grave e desconhecida, que obviamente desperta a ansiedade, os doentes com covid-19 estão ainda mais vulneráveis. Além de terem a saúde debilitada pelo vírus, “as pessoas internadas estiveram isoladas durante bastante tempo, privadas da sua família e das suas rotinas, sem saberem quando era dia ou noite, e ainda por cima rodeadas por toda aquela parafernália. E, além disso, estavam cheias de medo.”

Segundo esta psicóloga, existem dois medos principais que todas as pessoas sentem ao longo da sua vida: o medo do abandono e o medo da morte. Ora, os doentes hospitalizados com covid-19 sentiram estes medos “levados ao limites”, diz, lembrando por exemplo o caso das pessoas mais velhas ou com demência que não conseguem perceber exactamente o que lhes está a acontecer e porque é que, de repente, os seus familiares não as visitam, sentindo-se abandonadas.

Também a psicóloga Cécile Domingues, da Clinica da Mente, concorda que a pandemia acarreta riscos que vão muito para além da doença física. “Toda a gente tem medo porque é uma doença desconhecida. E as imagens que nos chegam dos hospitais são muito assustadoras, muito perturbadoras até para quem está de fora quanto mais para quem está no hospital”. O internamento com covid-19 será, seguramente, “algo traumático”. “O medo da morte é muito real, as pessoas sabem que podem morrer”, diz.

Doente com covid-19 à chegada ao hospital na China
© AFP

Por isso, consideram estas duas especialistas, é normal que após o internamento, algumas pessoas continuem a sofrer de ansiedade, pesadelos ou insónias – ou nos casos mais graves sofram delírios ou possam vir a ter depressões.

Os sintomas são muito diversos e por isso é preciso ficar atento. As crises de ansiedade podem ser provocadas por uma simples ida ao médico ou por um cheiro que seja idêntico ao do hospital. Há pessoas que ficam com tanto medo de infectar os outros que passam a ter comportamentos obsessivos de limpeza. Pode haver uma agressividade latente que, em determinadas situações, dá origem a episódios violentos.

“É importante que estas pessoas sejam acompanhadas durante quatro semanas. Se esses sintomas persistirem podemos dizer que se trata de stress pós-traumático”, explica Cécile Domingues.

Diário de Notícias

Maria João Caetano
29 Junho 2020 — 18:04

 

[ratingwidget_toprated type=”posts” created_in=”all_time” direction=”ltr” max_items=”5″ min_votes=”1″ order=”DESC” order_by=”avgrate”]

 

414: Hospital de Lisboa deixou entrar pessoas sem máscara

 

SAÚDE/COVID-19

Caroline Blumberg / EPA

O Hospital da Luz, em Lisboa, permitiu a entrar e circulação de pessoas sem máscara dentro das instalações. O hospital garante que foi um “erro humano” e que não voltará a acontecer.

A Rádio Renascença escreve, esta quinta-feira, que o Hospital da Luz, em Lisboa, autorizou a circulação de pessoas sem máscara. Ouvido pela rádio, João Carreiro esteve no hospital e foi testemunha do que aconteceu.

“Comecei a ver várias pessoas a entrar sem máscara. E, às sete e pouco da manhã, dirigi-me ao segurança e disse-lhe que a situação me deixava desconfortável. Que não queria arranjar problemas a ninguém, mas que lhe pedia se ele podia ter mais atenção”, explicou.

“[O segurança] disse que estava a cumprir ordens, que quem tinha entrado eram funcionários do hospital, que não eram controlados e entravam como queriam. E que os utentes que fossem para as urgências, se não tivessem máscaras, eles não tinham máscaras para dar até às sete e meia da manhã”, acrescentou o utente.

As pessoas perguntavam ao segurança se também podiam entrar sem máscara, ao que o trabalhador permitia. Este comportamento, notou João Carreiro, ia claramente contra as indicações da Direcção-Geral de Saúde. A justificação dada era que a aplicação do plano de segurança da covid-19 era feita apenas em algumas horas do dia.

“A urgência está aberta 24 horas e as regras funcionarem só num período do dia não faz qualquer sentido. São as pessoas em quem confio que têm mais cuidado [os funcionários] e vi que entram ali sem qualquer atenção”, disse à Renascença.

Face a esta situação, o utente preencheu uma queixa no livro de reclamações e chamou a PSP.

O hospital não nega que isto tenha acontecido, embora garante que não tenha passado de um mal-entendido, que provocou um “erro humano”.

Pedro Libano Monteiro, administrador executivo do Hospital da Luz, garante que não voltará a repetir-se. Numa situação como esta, explica, as pessoas normalmente são alertadas para a importância do cumprimento das regras.

“Todas as pessoas, utentes e colaboradores devem sempre usar sempre a máscara e é obrigatório o seu uso dentro das instalações”, garante Pedro Libano Monteiro.

ZAP //

Por ZAP
24 Setembro, 2020

 

[ratingwidget_toprated type=”posts” created_in=”all_time” direction=”ltr” max_items=”5″ min_votes=”1″ order=”DESC” order_by=”avgrate”]

 

315: Leituras de glicemia

Este post serve de ALERTA para todos os diabéticos do tipo 1, que utilizam o sistema de medição da glicemia por sensor/leitor dos laboratórios Abbott, sob a designação de FreeStyle Libre.

E porque este tipo de episódios já não é a primeira, nem a quinta vez que acontecem, transcrevo o e-mail que enviei ao médico dela (Endócrinas):

Boa tarde sr. Doutor

Serve o presente para informá-lo, uma vez mais, que o sistema de medição de glicemia da minha filha é uma autêntica máquina de ganhar dinheiro, apenas isso, porque quanto a fiabilidade e confiabilidade, é igual a ZERO!

Referencio esta situação que já aconteceu várias vezes anteriormente porque devem existir muitos diabéticos a utilizarem este sistema por ser prático mas só e apenas por isso.

Esta madrugada, cerca das 06:00 horas, fui medir a glicemia à Vera e o leitor deu LO, ou seja, pela indicação do laboratório ABBOTT, é uma medição (não medida) que se encontra abaixo de 40mg/dl. E a hipoglicemia verifica-se a valores iguais ou inferiores a 70mg/dl (APDP). E segundo informação desta APDP (Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal), saber tratar uma hipoglicemia é extremamente importante para evitar complicações graves que podem advir, como o coma hipoglicemico.

Ora, a medição efectuada hoje pelas 06:00 horas, não correspondeu à realidade dos valores, quando medidos directamente pelo sistema de bolha de sangue e palheta e mais grave ainda, por isso a minha referenciação, quando esses valores foram obtidos pelo mesmo leitor apenas com a diferença que o LO foi via sensor e 106 por palheta e feita medição imediatamente após a leitura por palheta, continuava a dar LO.

Ora, se LO está abaixo de 40 (até onde o leitor mede), a reacção imediata do cuidador é fornecer açúcar para que esse valor suba. Se afinal a Vera estava com 106, não era necessária essa medida, por isso acordou com 219, que depois baixou.

Ganham-se muitos milhões, neste país e em outros onde o sistema está implantado, à custa dos doentes e da sua saúde com certo perigo para a sua sobrevivência.

Um bom resto de Domingo

Fica então o ALERTA e nunca confiem, em absoluto, quando medições neste sistema situam-se com a situação LO. Façam de seguida uma medição com palheta, via bolha de sangue, se possível com as palhetas que são lidas pelo mesmo leitor do FreeStyle Libre e são gratuitas quando pedidas aos laboratórios Abbott.

Resposta do médico: Pois não é ainda um sistema preciso e nunca será, pois mede o açúcar na pele e não no sangue. É útil se prestar mais atenção à seta da tendência. Em termos globais mostrou ser aceitável mas não é comparável às glicemias.

Esclarecedor, hein? Quantos milhões estes laboratórios não ganham à pala deste produto?