1726: Semana da Páscoa já fez aumentar casos entre os 10 e os 19 e entre os 40 e 69 anos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/CASOS

O professor da Faculdade de Ciências que faz a modelação da evolução da doença afirmou ao DN que os dados integrais dos últimos dias demonstram um aumento de infecção na faixa etária dos mais novos, que o R (t) se mantém “na linha de água, 1.0” e que a meta dos 20 óbitos por milhão de habitante já está mais longe, “foi atirada para a segunda quinzena de Maio”.

Férias, viagens de finalistas e festas da Páscoa já fizeram aumentar casos de covid-19
© Gonçalo Delgado Global Imagens

Na semana da Páscoa, a média de casos diários voltou a subir em relação à semana anterior, mas, no fim de semana, foram registados números muito baixo. No dia 15, a estatística da Direcção-Geral da Saúde (DGS) indica que se registaram 4.832 novos casos e 25 óbitos, no dia 16 foram 7.216 e 26 óbitos, no dia 17, domingo de Páscoa, 3.165 e 13 óbitos, mas na segunda-feira, já foram 12.056 casos e 19 óbitos, um aumento que o analista diz ter a ver com o acerto dos resultados da testagem.

No entanto, explica também, que o número reduzido de casos no fim de semana, tem a ver com a redução na testagem, o que tem feito com que “estejamos perante uma subavaliação nos valores dos infectados”. Até à hora da publicação deste texto, a DGS não tinha divulgado ainda o número de casos registados no dia 19.

Mas a análise dos dados disponíveis no período da semana da Páscoa já deu para perceber que, nesses dias, houve um aumento de casos nalgumas faixas etárias, é o tal sinal de que já se estava à espera e se tinha verificado na sexta-feira anterior à Páscoa. Houve um grande salto no número de casos na faixa entre os 10 e os 19 anos, o que pode ser associado às férias, mais convívio e viagens de finalistas, e entre os 40 e os 69 anos. Agora, é preciso aguardar para ver que impacto é que este aumento vai ter em termos de gravidade da doença”.

Por agora, o professor de ciências diz que o R (t) se mantém na linha de água, de 1.0, mas não sabemos se este efeito é real ou se está subestimado. Outro aumento registado na semana passada foi a nível dos internamentos nas enfermarias, cujo valor subiu dos 1100 para os 1200, sobretudo dos hospitais das regiões Norte, Centro e Lisboa e Vale do Tejo, embora tenha havido uma descida nos casos mais graves, já que os internamentos em cuidados intensivos estão agora a oscilar entre os 45 e os 50, quando há uma semana estavam ainda nos 60″.

Na faixa etária acima dos 80 anos, Carlos Antunes refere que a análise da sua equipa aponta para uma estabilidade no número de casos. “Há 15 dias que estamos abaixo dos 600 casos diários, mais acima dos 580, mas é preciso manter este indicador em vigilância, porque é este que também determina um aumento ou não dos óbitos”.

Em relação aos óbitos, os dados da semana da Páscoa indicam mais uma descida muito ligeira no número de óbitos, que passou dos 28 para os 27,7 por milhão de habitantes a 14 dias. O que faz o analista da Faculdade de Ciências comentar, que a meta dos 20 óbitos por milhão de habitantes “está cada vez mais longe. A este ritmo, que está cada vez mais lento, está a ser empurrada para a segunda quinzena de maio”. A média diária de óbitos está nos 20.

Para o professor, um dos indicadores que recomendam alguma cautela é a positividade na testagem. Estamos a fazer menos testes e a taxa de positividade é agora da ordem dos 24%, muito acima do critério internacional de 4%. No entanto, Carlos Antunes refere ser preciso aguardar mais um pouco para se observar o impacto real da Páscoa, mas se o governo não abdicar do critério dos 20 óbitos como meta para uma decisão política, “vai ter de esperar”.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
20 Abril 2022 — 19:51


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética na Ucrânia
For the victims of the genocide practiced
by the Soviet Union in Ukraine

 

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1719: Das regras de protecção para a covid-19 ao pouco chocolate e sal, recomendações da DGS

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/DGS

A Direcção-Geral Saúde divulgou ontem nas redes sociais um conjunto de recomendações para que a Páscoa seja um período saudável. E estas vão desde o isolamento e o uso de máscara por causa da covid ao consumo de pouco chocolate, sal e álcool.

É tempo de Páscoa, mas não exagere nos doces, sal e álcool, diz DGS
© EPA/VALDA KALNINA

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, realizou nesta semana uma conferência de imprensa para relembrar os portugueses que a pandemia ainda não acabou a nível global, nem tão pouco em Portugal. Graça Freitas relembrou que a transmissibilidade por SARS-CoV-2 ainda “é muito elevada no nosso país”, tal como confirmava também o relatório sobre as linhas vermelhas da situação epidemiológica desta sexta-feira.

Na conferência de imprensa, a directora-geral pediu mesmo à população que mantenha as regras de protecção contra a doença, nomeadamente o isolamento para quem está infectado ou com sintomas bem como o uso de máscara, o maior tempo possível, nos espaços fechados para convívio familiar ou nos estabelecimentos comerciais, como restaurantes, cafés, bares, etc.

A estas recomendações juntam-se outras ainda no âmbito da protecção contra a covid-19, como o arejamento dos espaços fechados, como manter janelas abertas ou sistema de ventilação a funcionar. Ou manter o distanciamento adequado entre pessoas sempre que for possível e a higienização das mãos.

Mas não só. Neste sábado, a DGS difundiu uma nova mensagem nas redes sociais com dicas à população de forma a viver a poder viver uma “Páscoa Saudável”. E estas vão desde a recomendação do reforço vacinal, casos para quem ainda não o fez, e está elegível para o efeito, ao consumo de doces. “Consuma moderadamente doces e chocolates”, recomenda a DGS. Ou da lembrança do uso de máscara em espaços ou em aglomerados às “refeições saudáveis”; ou da lavagem e desinfecção frequente das mãos ao “evitar o consumo de sal e de açúcar em excesso”; ou do arejamento dos espaços interiores até às actividades em família e ao ar livre.

Numa semana em que o a DGS lançou também, um novo manual para a prática de exercício ao ar livre e em que o país registou uma média diária de mais de oito mil casos diários de covid-19, tendo dois dias em que ultrapassou, os 11 mil, a autoridade de saúde decidiu relembrar alguns conselhos que poderão ajudar a que este período seja vivido de forma mais saudável.

Diário de Notícias
DN
16 Abril 2022 — 15:25


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética na Ucrânia

 

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