1524: Doentes com covid-19 assintomáticos transmitem menos que os sintomáticos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ASSINTOMÁTICOS

Roungroat / Rawpixel

Um estudo recente investigou a progressão da infecção de covid-19 em estudantes e funcionários no laboratório de testes clínicos da Universidade de Boston (BU).

Segundo a Medical Live Sciences, os resultados do estudo permitiram observar que indivíduos com covid-19 assintomáticos e pré-sintomáticos contribuíram para a transmissão da SARS-CoV-2, tal como os indivíduos sintomáticos.

No entanto, os pacientes assintomáticos são geralmente menos infecciosos do que os pacientes sintomáticos — ou seja, adquiriram cargas virais mais baixas que os indivíduos sintomáticos, que manifestaram as cargas virais mais elevadas. As cargas virais dos pré-sintomáticos encontravam-se entre estes extremos.

Protocolo seguido

A reacção quantitativa em cadeia da polimerase de transcrição inversa (qRT-PCR) é o padrão actual para os testes de coronavírus.

Este teste detecta o ácido ribonucleico SARS-CoV-2 (RNA) e comunica os valores do limiar do ciclo (CT), também referidos como intensidade do sinal PCR. Os valores de CT, inversamente proporcionais à carga viral, refletem o quão infeccioso é o vírus.

Por conseguinte, seria lógico assumir que os valores de CT seriam diferentes para indivíduos sintomáticos e assintomáticos da covid-19.

As informações relacionadas com a carga viral, os valores de CT, o momento de início dos sintomas, e a transmissibilidade da SRA-CoV-2 ajudaram os especialistas nos actuais esforços de mitigação do vírus.

O estudo preliminar, pré-publicado em Janeiro na medRxiv, incluiu cerca de 40.000 estudantes e funcionários do campus da Universidade de Boston (BU).

Destes 40.000 indivíduos, os investigadores amostraram 1.633 que deram positivo no teste covid-19, entre 7 de Agosto de 2020, e 18 de Março de 2021.

A equipa analisou retrospectivamente os sintomas clínicos, dados epidemiológicos de rastreio de contactos, e investigações laboratoriais em valores de CT.

A análise dos valores de CT em bruto incluiu todos os 1.633 casos positivos de SARS-CoV-2. Esta análise abrangeu todo o conjunto de dados, faixas etárias, bem como populações de estudantes e funcionários.

Foram utilizados iniciadores RT-qPCR, visando N1, N2, e RNA polimerase (RNase P) para avaliar cada amostra de teste.

As amostras com valores CT alvo N1 e N2 acima de 40 foram consideradas negativas para o SARS-CoV-2, enquanto que os valores abaixo de 40 para, pelo menos, um alvo, foram considerados positivos.

O alvo do gene humano RNase P foi utilizado para controlo de qualidade e não foi  para normalizar os valores N1 ou N2.

Todos os sujeitos de teste foram categorizados como pré-sintomáticos, sintomáticos, ou assintomáticos, e registaram os seus sintomas numa entrevista, com um profissional de saúde treinado.

Os indivíduos pré-sintomáticos experimentaram sintomas no dia 0 do teste RT-qPCR positivo ou em qualquer dia até 10 dias.

Os indivíduos assintomáticos não desenvolveram sintomas relacionados com a covid-19 antes ou depois de um teste RT-qPCR positivo, enquanto os indivíduos sintomáticos tiveram sintomas antes do dia do teste.

Durante o período de estudo, todos os casos positivos da SARS-CoV-2, independentemente dos sintomas, foram colocados em quarentena durante o mesmo período de tempo.

Conclusões do estudo

Os resultados do estudo permitiram observar uma forte relação entre a intensidade do sinal RT-qPCR e a presença ou ausência de sintomas.

Assim, os indivíduos assintomáticos tinham as cargas virais mais baixas— valores CT mais elevados — enquanto que os indivíduos sintomáticos tinham as cargas virais mais elevadas, e os pré-sintomáticos se encontravam entre estes extremos.

Os resultados demonstraram que os indivíduos sintomáticos tinham, em média, cargas virais mais elevadas do que aqueles que eram pré-sintomáticos ou assintomáticos, sugerindo assim que são mais infecciosos.

O protocolo dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos exige que ambos os resultados dos antigénios nucleocapsidos (N1 e N2) sejam positivos para que o resultado global do teste RT-qPCR seja declarado positivo.

No presente estudo, um teste RT-qPCR positivo foi considerado positivo quando um ou ambos os resultados do alvo antigénico N1 ou N2 davam positivo, o que torna esta estratégia de teste mais sensível do que a definição do CDC, embora um pouco menos específica.

Contudo, esta foi a abordagem escolhida, uma vez que a detecção de indivíduos assintomáticos com baixas cargas virais teria tornado a propagação de covid-19 mais eficaz, no campus de BU.

As comparações dos valores de CT entre os grupos de infectados foram realizadas através de testes estatísticos não paramétricos, testes Kruskal-Wallis, e Mann-Whitney U.

Os resultados mostraram que apenas 12,4% dos testes positivos tinham um único valor de CT amplificado (N1 ou N2) e eram assintomáticos.

Os estudos futuros vão mostrar se os valores de CT podem prever a capacidade de transmissão do novo coronavírus de cada indivíduo.

Enquanto que 87,7% do total de casos amplificaram ambos os alvos N1 e N2, 7,7% dos casos apenas amplificaram N1 e 4,7% apenas amplificaram N2.

Dos 87,7% de casos que detectaram ambos os alvos, 48,0% eram pré-sintomáticos, 34,2% eram sintomáticos, e 17,7% eram assintomáticos.

Ainda assim, não houve muita diferença na distribuição de indivíduos pré-sintomáticos, assintomáticos, ou sintomáticos entre as populações com apenas o alvo N1 ou apenas o N2. Isto sugere que os resultados globais diferiram ligeiramente dos testes definidos pelo protocolo do CDC.

Os resultados foram consistentes com o que os investigadores propuseram, sustentando que os pacientes assintomáticos são geralmente menos infecciosos do que os pacientes sintomáticos.

Uma vez que os valores da CT estão fortemente associados à sintomatologia, a maioria dos sujeitos de teste experimentaram pelo menos um sintoma em algum momento antes, ou nos dez dias seguintes ao teste positivo de covid-19.

Aqueles que relataram os sintomas no momento do diagnóstico tinham os valores mais baixos de CT, enquanto que aqueles que permaneceram assintomáticos tinham os valores mais altos de CT.

Apenas 5,5% dos sujeitos dos testes tinham sido vacinados contra a covid-19, na altura da recolha de dados, e a BU não exigiu a comunicação do estado de vacinação.

Este factor impediu a análise da interacção do estado de vacinação, em conjunto com os valores de CT ou os sintomas da covid-19.

Estudos adicionais devem agora abordar o estado da vacinação como uma variável na análise, semelhante à descrita neste estudo.

  ZAP //

ZAP
17 Janeiro, 2022

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1523: Portugal é quarto país da UE e sexto do mundo com mais novos contágios diários

– Podem agradecer aos grunhos labregos acéfalos indigentes walking deads esta situação…

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Portugal está com uma média de 3.440 novos casos por milhão de habitantes nos últimos sete dias.

© Artur Machado / Global Imagens

Portugal é o quarto país da União Europeia (UE) e sexto do mundo com mais novos casos diários de contágio com SARS-CoV-2 por milhão de habitantes nos últimos sete dias, segundo o ‘site’ estatístico Our World in Data.

De acordo com os dados actualizados à data desta segunda-feira, o estado-membro com maior média de novos contágios é França, com 4.370 por milhão de habitantes, seguida da Dinamarca (3.970) e Irlanda (3.590), enquanto Portugal está com uma média de 3.440 novos casos por milhão de habitantes nos últimos sete dias.

A nível mundial neste indicador, e considerando apenas os países e territórios com mais de um milhão de habitantes, no topo da lista encontra-se Israel, com uma média diária de 4.440 novos casos, seguido de França, Austrália (4.100), Dinamarca, Irlanda e Portugal.

Na semana passada, Portugal era o sétimo país da UE com mais novos casos, com uma média diária de 2.390.

A média europeia neste indicador subiu esta semana de 1.830 novos casos para 2.130, enquanto a mundial subiu de 307 para 372.

No contexto da UE, os países com menor média de novos casos por milhão de habitantes estão a leste: Polónia (377), Roménia (439), Eslováquia (534) e Hungria (653).

Portugal era na semana passada o quarto com menos mortes atribuídas à covid-19 por milhão de habitantes nos sete dias anteriores, com uma média de 1,52, mas hoje está em 2,67.

O estado-membro com maior média de mortes diárias a sete dias continua esta semana a ser a Bulgária, com 10,9, seguida da Polónia (9,6), Eslováquia (8,8) e Croácia (8,4).

Bulgária, Polónia, Geórgia (9,4), Eslováquia e Grécia (8,1) são os países com maior média de mortes diárias atribuídas à covid-19 a nível mundial.

A média da UE neste indicador situa-se em 3,98 (ligeira subida de quatro décimas) e a mundial em 0,9, mais uma décima do que na semana passada.

Diário de Notícias
DN/Lusa
17 Janeiro 2022 — 11:57

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1522: Há mais 125 doentes internados em dia com 31 mortes e 21.917 casos

– Estatísticas de hoje, Segunda-feira:

17.01.2022 – 21.917 infectados – 31 mortos

Total de hoje: 21.917 infectados – 31 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Relatório diário da DGS indica que há agora 1.938 pessoas internadas devido à covid-19, mais 125 do que ontem, domingo. Há ainda mais 21.917 novos casos sendo que a nível de incidência, nacional e no continente, subiu ligeiramente.

Centro de vacinação contra a covid-19 na Maia
© Amin Chaar / Global Imagens

Foram confirmados, nas últimas 24 horas, 21.917 novos casos de covid-19 em Portugal, de acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Há a registar mais 31 mortes associadas à infecção por SARS-CoV-2, indica o relatório desta segunda-feira (17 de Janeiro).

Estão agora 1.938 pessoas internadas (mais 125) devido à covid-19, das quais 174 (mais 6 que ontem) em unidades de cuidados intensivos.

Os níveis de incidência continuam a aumentar, sendo esta segunda-feira 3.840 casos de infecção por SARS-CoV-2/ COVID-19 por 100.000 habitantes, quer a nível nacional quer no continente.

Na passada sexta-feira, data da última contagem os valores eram de 3.813,6 casos por 100.000 habitantes a nível nacional e 3.796,0 no continente.

Ainda na matriz de risco, o R(t ) é actualmente de 1,13, uma ligeira descida face à última contagem – na sexta-feira – onde o valor era de 1,19 nacional e e no continente.

Dados actualizados da pandemia numa altura em que Portugal é o quarto país da União Europeia (UE) e o sexto do mundo com mais novos casos diários de contágio por milhão de habitantes nos últimos sete dias.

Portugal tem uma média de 3.440 novos casos por milhão de habitantes

Segundo o site estatístico Our World in Data, com dados actualizados à data desta segunda-feira, o estado-membro com maior média de novos contágios é França, com 4.370 por milhão de habitantes, seguida da Dinamarca (3.970) e Irlanda (3.590), enquanto Portugal está com uma média de 3.440 novos casos por milhão de habitantes nos últimos sete dias.

A nível mundial neste indicador, e considerando apenas os países e territórios com mais de um milhão de habitantes, no topo da lista encontra-se Israel, com uma média diária de 4.440 novos casos, seguido de França, Austrália (4.100), Dinamarca, Irlanda e Portugal.

Portugal era na semana passada o quarto com menos mortes atribuídas à covid-19 por milhão de habitantes nos sete dias anteriores, com uma média de 1,52, mas esta segunda-feira este indicador está em 2,67.

UE retira Canadá, Argentina e Austrália da lista de países ‘seguros’

Também esta segunda-feira, o Conselho da União Europeia retirou Canadá, Argentina e Austrália da lista de países ‘seguros’ para os quais recomenda o gradual levantamento das restrições de viagens não essenciais para a Europa, após reavaliação da situação epidemiológica da covid-19.

Em comunicado, o Conselho anuncia que, no quadro das revisões regulares que efectua ao abrigo da recomendação sobre o levantamento gradual das restrições temporárias às viagens não essenciais para a UE, actualizou a lista de países, regiões administrativas especiais e outras entidades e autoridades territoriais relativamente aos quais as restrições de viagem devem ser levantadas, tendo decidido retirar desta lista a Argentina, a Austrália e o Canadá.

A lista de países terceiros que a UE considera seguros a nível da pandemia da covid-19 e para os quais recomenda a autorização de viagens não essenciais passa assim a contar apenas com 13 países, designadamente Bahrein, Chile, Colômbia, Indonésia, Kuwait, Nova Zelândia, Peru, Qatar, Ruanda, Arábia Saudita, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos e Uruguai.

A estes países acresce a China, mas sujeito a confirmação de reciprocidade (de levantamento de restrições de viagens por parte de Pequim a cidadãos da UE), e as regiões administrativas de Macau e Hong Kong.

Diário de Notícias
DN
17 Janeiro 2022 — 15:23

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Virologista conselheiro de Von der Leyen prevê “explosão de casos” a cada inverno

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19

Para o assessor da presidente da Comissão Europeia em questões relacionadas com covid-19, será necessário tomar medidas para convivermos com o vírus SARS-CoV-2 no futuro, como a possibilidade de uma campanha anual de vacinação.

© EPA/FOCKE STRANGMANN

O virologista belga Peter Piot, um dos cientistas que descobriu o vírus ébola em 1976, e especialista na investigação do VIH, considera que a pandemia está a entrar numa “nova fase” com a variante Ómicron, “muito mais transmissível”, mas que causa doença menos grave. Este especialista, conselheiro da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prevê que a cada inverno haja uma “explosão de casos” da doença e que é necessário tomar medidas para viver com o SARS-CoV-2.

“Quando dizemos que o vírus será endémico, ou seja, que estará em quase todos os lugares, mas com menos risco, acredito que a cada inverno teremos uma explosão de infecções”, considerou o especialista em entrevista à estação de televisão belga RTL.

Tendo em conta este cenário, Peter Piot considera inevitável a necessidade de tomar medidas, incluindo a vacinação anual contra a infecção. Para o especialista, é preciso promover um debate para “reflectir sobre como organizar as nossas sociedades e vidas para conviver com a covid-19 de uma maneira totalmente diferente” em relação ao que fazemos actualmente.

O virologista sublinhou que “a vacinação vai continuar a ser uma defesa básica porque protege os mais vulneráveis”. “Protege-nos da hospitalização e dos cuidados intensivos”, reforçou Peter Piot.

O especialista referiu que “provavelmente” vai ser necessário a vacinação anual contra a covid-19, a cada inverno, como acontece no caso da gripe, explicou.

Questionado sobre se vamos continuar a usar máscara no inverno e a manter a distância social nos próximos anos, o virologista afirmou que “estaremos entre os dois”. Deu o exemplo do Japão, onde o uso da máscara está enraizado sempre que uma pessoa apresenta sintomas de uma constipação. Disse, no entanto, não acreditar que o mundo irá enfrentar um novo confinamento, mas garantiu: “vou continuar a usar máscaras”.

Diário de Notícias
DN
17 Janeiro 2022 — 10:09

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1520: Terceiro dia com 33 mortos, 32.271 casos e mais 80 internados por covid-19

– Estatística até hoje, Domingo:

16.01.2022 – 32.271 infectados – 33 mortos
15.01.2022 – 38.136 infectados – 33 mortos
14.01.2022 – 40.090 infectados – 34 mortos
13.01.2022 – 40.134 infectados – 22 mortos
12.01.2022 – 40.945 infectados – 20 mortos
11.01.2022 – 30.340 infectados – 28 mortos
10.01.2022 – 20.212 infectados – 20 mortos

Total da semana até hoje: 242.128 infectados – 190 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Portugal registou, nas últimas 24 horas, 32.271 novos casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

A vacinação com reforço da terceira dose contra a covid-19 prossegue, hoje para a comunidade do ensino superior
© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Mais 33 pessoas morreram devido à infecção por SARS-CoV-2, o mesmo número de ontem, indica ainda o relatório deste domingo (16 de Janeiro). Desde 3 de Março, ou seja há mais de 10 meses, que não se registavam tantos óbitos por causa da doença, tendo nesse dia sido declarados 41.

Em 24 horas registaram-se mais 80 internamentos, num total de 1.813 dos quais 165 em cuidados intensivos, ou seja mais 5 do que no sábado.

Segundo a DGS, há neste momento mais 17.722 novos casos activos da doença, com 14.516 recuperados e mais 18.910 contactos em vigilância.

A região do norte continua a ser mais fustigada pelo aumento de casos, 13.166, com oito óbitos, menos do que os 14 da região de Lisboa e Vale do Tejo, que tem menor número de infectados, no caso 11.501. Segue-se a grande distância a região do centro, com 3.640 novos casos de covid-19 e quatro mortos; a do Algarve com 1.021 e dois mortos; e a do Alentejo com 808 e mais três óbitos.

Na região autónoma da Madeira há mais 1.327 novas infecções e dois mortos e na dos Açores 628 casos, sem qualquer morte a registar.

Há um ano, neste mesmo dia, o boletim da DGS dava conta de 10.947 casos, mas 166 mortos.

Portugueses retidos em Macau

Quinze dias de proibição de voos de passageiros para Macau, oriundos de “regiões fora da China”, apanharam de surpresa dezenas de portugueses no estrangeiro, impossibilitados de regressar ao território.

Uma porta-voz da STDM Tours Travel Agency Ltd disse à Lusa que a agência de viagens tem seis clientes nesta situação, todos em Portugal.

Uma outra agência, Sincerity Travel, tem “pelo menos 13” portugueses à espera, disse à Lusa a gerente, Sara Ng. “Todos os dias me ligam, às vezes à meia-noite [16:00 em Lisboa], a pedir notícias”, acrescentou.

A proibição, que entrou em vigor em 09 de Janeiro, foi anunciada, na sequência da detecção de dois casos da variante Ómicron do novo coronavírus em residentes que chegaram ao território oriundos do estrangeiro e cumpriam quarentena obrigatória de pelo menos 21 dias.

Casos sobem na China

A Comissão Nacional de Saúde da China anunciou a detecção de 119 infectados com o novo coronavírus nas últimas 24 horas, 65 dos quais por contágio local.

Estes casos de transmissão comunitária foram registados nos municípios de Tianjin e Pequim, nas províncias de Henan, Shaanxi e Guangdong.

As restantes 61 infecções, encontradas entre viajantes do estrangeiro, foram registadas em várias regiões do país, a maioria em Xangai, uma das principais portas de entrada na China, que mantém as suas fronteiras praticamente fechadas desde Março de 2020.

O número total de pacientes activos na China continental situa-se agora em 3.461, 13 dos quais em estado grave.

Diário de Notícias
16 Janeiro 2022 — 14:22

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1518: Segundo dia com 33 mortos, 38.136 novos casos e internados voltam a subir

– Estatística até hoje, Sábado:

15.01.2022 – 38.136 infectados – 33 mortos
14.01.2022 – 40.090 infectados – 34 mortos
13.01.2022 – 40.134 infectados – 22 mortos
12.01.2022 – 40.945 infectados – 20 mortos
11.01.2022 – 30.340 infectados – 28 mortos
10.01.2022 – 20.212 infectados – 20 mortos

Total até hoje: 209.857 infectados – 157 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Dados da DGS indicam que se estão 1.733 pessoas internadas devido à covid-19, ou seja mais 34 do que na sexta-feira, das quais 163 nos cuidados intensivos.

A vacinação com a terceira dose contra a covid-19 prossegue
© Diana Quintela/ Global Imagens

Portugal registou, nas últimas 24 horas, 38.136 novos casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Mais 33 pessoas morreram devido à infecção por SARS-CoV-2, menos uma do que ontem, indica ainda o relatório deste sábado (15 de Janeiro). Desde 3 de Março, ou seja há mais de 10 meses, que não se registavam tantos óbitos por causa da doença, tendo nesse dia sido declarados 41.

Neste momento há mais 10.036 novos casos activos da doença e mais 28.067 recuperados. Há ainda mais 10.202 contactos em vigilância.

Em 24 horas registaram-se mais 34 internamentos, num total de 1.733, dos quais 163 em cuidados intensivos, ou seja mais um do que na sexta-feira.

A região do norte é aquela que apresenta maior número de infecções, com 14.899 novas e 12 mortos. Segue-se a de Lisboa e Vale do Tejo com 13.585, mas com 14 mortos. A região centro registou mais 4.649 novos casos de covid-19 e cinco mortos; a do Alentejo 1.224 novos casos e um óbito; e a do Algarve 1.219 e sem qualquer morto.

Na região autónoma dos Açores há mais 427 novos casos, sem óbitos a registar e na da Madeira mais 2.133 novas infecções e uma morte.

Vacinação de pessoas envolvidas nas mesas de voto

Cerca de 90 mil pessoas são chamadas este sábado a ser vacinadas com a dose de reforço contra a covid-19, por irem integrar as 16.400 mesas de voto nas eleições legislativas ou serem funcionários das juntas de freguesia.

Segundo um comunicado conjunto do Ministério da Saúde e do Ministério da Administração Interna divulgado na quinta-feira, a vacinação no dia de hoje fica dedicada a este universo, “convocado por SMS, através de agendamento central”.

Para as pessoas elegíveis que não recebam a mensagem, haverá senhas digitais, mediante a apresentação de um documento comprovativo das funções em causa.

O coordenador do plano de vacinação, Carlos Penha-Gonçalves, coronel do exército, disse à Lusa que o número de pessoas elegível neste caso está estimado em 90 mil, que representa o universo da capacidade vacinal de um dia, razão pela qual os centros de vacinação vão estar dedicados exclusivamente a este processo associado às eleições legislativas.

Teletrabalho recomendado

O regime de teletrabalho obrigatório, decretado pelo Governo no final de Dezembro de 2021 devido ao agravamento da pandemia de covid-19, termina este sábado, voltando a ser recomendado para todas as empresas.

Por seu lado, o teletrabalho continua obrigatório no caso dos trabalhadores imuno-deprimidos, trabalhadores com deficiência e grau de incapacidade superior a 60% e pessoas com dependentes a cargo que sejam doentes de risco e tenham de assistir às aulas à distância.

A adopção do teletrabalho volta a exigir o acordo entre empregador e trabalhador, conforme estabelece o Código do Trabalho.

Diário de Notícias
15 Janeiro 2022 — 14:39

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1517: A pandemia está a chegar ao fim (e Bill Gates já sabe quando)

SOCIEDADE/AS PROFECIAS DE BILL GATES/PANDEMIA

Thomas Hawk / Flickr
O bilionário Bill Gates, fundador da Microsoft

Bill Gates não tem sido parco em dar a sua opinião acerca da pandemia de covid-19 que há quase dois anos assola o planeta, e apresentou mais uma vez a sua estimativa para o fim do surto pandémico.

O bilionário fundador da Microsoft, Bill Gates, considera que a pandemia de covid-19 está a chegar ao fim, e que a doença poderá brevemente ser tratada como uma gripe sazonal.

Gates partilhou as suas opiniões acerca da evolução da pandemia, da propagação da variante Ómicron e dos esforços de vacinação numa “excitante” conversa no Twitter com Devi Sridhar, regente de Saúde Pública Global da Universidade de Edimburgo.

Segundo o bilionário, o fim da pandemia será acelerado pelo elevado grau de transmissibilidade da variante Ómicron. “Uma vez que a Ómicron passe por um país, no resto do ano veremos menos casos, e a covid-19 poderá ser tratada como a gripe sazonal”.

Segundo o New York Times, o número de novos casos de covid-19 começou a cair nas primeiras cidades norte-americanas atingidas pela nova variante — uma tendência que parece confirmar a queda significativa de novos casos registada na África do Sul e no Reino Unido após o aparente pico de infecções com Ómicron.

Gates realça que “a maior parte dos casos mais severos é em pessoas não vacinadas”. Mas, adverte, “à medida que os países enfrentem a sua onda de Ómicron, os seus sistemas de saúde serão desafiados“.

O fundador da Microsoft está optimista mas cauteloso em relação à evolução da situação pandémica global.

“A Ómicron vai criar muita imunidade durante pelo menos o próximo ano”, diz Gates. “Não é provável que apareça uma variante mais transmissível, mas já fomos surpreendidos muitas vezes durante esta pandemia.

Bill Gates / Twitter

Não é a primeira vez que o bilionário prevê o fim da pandemia. Gates tinha inicialmente sugerido, há um ano, que acabaria na primavera de 2021.

Em Abril, ainda antes do aparecimento da Ómicron, sugeriu que acabaria já em 2022 — e que o Reino Unido e os Estados Unidos deveriam ser os primeiros países a sair da pandemia.

Mais recentemente, em Dezembro do ano passado, Gates disse acreditar que podemos estar a entrar na “pior fase da pandemia”. “Justamente quando parecia que a vida voltaria ao normal, podemos estar a entrar na pior fase da pandemia. A Ómicron vai atingir-nos a todos“, escreveu então o milionário no Twitter.

“Em breve estará em todos os países do mundo”, profetizou, acertadamente, o fundador da Microsoft. E já então Bill Gates previa que, graças à rápida propagação da nova variante, a onda de infecções poderia terminar em cerca de três meses.

Mas as profecias de Bill Gates quanto a episódios pandémicos no nosso planeta não se cingem ao actual surto do novo coronavírus.

Em Novembro de 2020, Gates previu que “inevitavelmente” a humanidade enfrentará uma nova pandemia num futuro próximo, mas que o seu impacto seria ainda assim “menos destrutivo” do que a disseminação do SARS-CoV-2. “Poderá ser daqui a 20 anos, mas devemos assumir que pode ser dentro de três anos”, acrescentou.

Mas há notícias piores. Não estamos preparados para essa pandemia, advertiu em Setembro Bill Gates.

O bilionário, que até é acusado por algumas teorias da conspiração de ser ele próprio o causador da pandemia, tem sido capaz nos últimos anos, de profetizar com acerto a forma como o Mundo muda. Esperemos que tenha adivinhado o fim da actual, e falhado redondamente a profecia da próxima.

Armando Batista
15 Janeiro, 2022



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1516: Até 720 mil pessoas vão estar em isolamento no dia das eleições

– Enquanto em eleições anteriores, a abstenção deveu-se principalmente à continua falta de confiança nos políticos e nos partidos, que fizeram promessas e não as cumpriram quando passaram à governança, nestas eleições de Janeiro de 2022, a abstenção será também por culpa desta governança, que não criou meios logísticos e/ou mecanismos para quem se encontra em isolamento ou internado, bastando implementar o voto por correspondência – como no caso dos imigrantes -, ou através do Portal das Finanças, via formulário idêntico ao Boletim de Voto. Se a entrega do IRS é obrigatoriamente efectuada via Internet, porque não a entrega do Boletim de Voto? Mas atenção que não é só para os confinados, internados. Quem tem mobilidade reduzida encontra-se na mesma situação. E não devem de ser poucos…

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ELEIÇÕES LEGISLATIVAS

Nuno Fox / Lusa

Entre 03% e 07% dos portugueses poderão estar em isolamento devido à pandemia de covid-19 no dia das eleições legislativas, 30 de Janeiro, altura em que a incidência de infecções deverá estar mais baixa, indicam os cenários do INSA.

“Relativamente aos indivíduos em isolamento ou quarentena, a verificarem-se os cenários traçados, já deveremos estar em fase descendente nessa altura”, adiantou à Lusa Baltazar Nunes, investigador do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

“De acordo com as nossas simulações, esse valor a 30 de Janeiro poderá estar entre 03% a 07% da população“, acrescentou o responsável do INSA.

Segundo o responsável pela Unidade de Investigação Epidemiológica do INSA, se o máximo tiver sido alcançado nos últimos dias, e o país não ultrapassar os 40 mil a 50 mil casos diários, o cenário para o final do mês é de que o número de isolamentos estará “mais próximo dos 03% do que dos 07%”.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, a população residente em Portugal é de cerca de 10,3 milhões de pessoas, o que quer dizer que poderão estar isoladas ou em quarentena no dia das eleições entre 310 mil e 720 mil pessoas.

Baltazar Nunes salientou ainda que a situação epidemiológica a 30 de Janeiro, dia em que os portugueses são chamados a eleger os 230 deputados, será, em grande parte, determinada pela eficácia das medidas de contenção implementadas durante a última semana de Dezembro e as primeiras de Janeiro deste ano.

Além disso, a situação da pandemia no final do mês depende do desenrolar da vacinação de reforço e das crianças dos 5 aos 11 anos, adiantou o especialista, ao avançar que, “quanto maior for a cobertura vacinal destes grupos, melhor será a situação epidemiológica a 30 de Janeiro”.

De acordo com investigador do INSA, a incidência de infecções deverá começar o seu “processo descendente nas próximas semanas” e, caso se verifiquem os cenários previstos, no dia das legislativas é provável que o país esteja “com níveis de incidência acumulada mais baixos do que os actuais e que o índice de transmissibilidade (Rt) esteja abaixo ou perto de 1”.

Segundo avançou a Direcção-Geral da Saúde na sexta-feira, a incidência por 100 mil habitantes está nos 3.813,6 a nível nacional e o Rt – que estima o número de casos secundários de infecção resultantes de cada pessoa portadora do vírus – registou uma descida, passando para 1,19.

Relativamente à pressão sobre os serviços de saúde, que tem aumentado gradualmente nos últimos dias, Baltazar Nunes adiantou que, também de acordo com os cenários, o máximo de ocupação de camas em unidades de cuidados intensivos (UCI) será registado entre a primeira e a segunda semana de Fevereiro.

“Se os cenários delineados se verificarem, na semana de 30 de Janeiro, estaremos próximos ou a atingir o máximo de camas em enfermaria e em unidades de cuidados intensivos. Os nossos cenários projectavam máximos em enfermaria que podem variar entre 1.300 e 3.700 e em UCI entre 184 a 453”.

Na sexta-feira, 1.699 doentes com covid-19 estavam internados em enfermaria e 162 nas unidades de cuidados intensivos dos hospitais de Portugal continental.

Abstenção galopante atingiu a maioria em 2019

Os portugueses abstêm-se cada vez mais desde as eleições para a Assembleia Constituinte, em 1975, exceptuando em três do total de 16 sufrágios para o parlamento, tendo sido mais os não votantes do que os votantes nas últimas legislativas.

A abstenção em legislativas tem vindo sempre a subir desde 25 de Abril de 1975 (o menor valor, de 8,34%) até à mais recente votação do género, em 06 de Outubro de 2019 (o mais alto registo, de 51,43%).

Só em 1980, em 2002 e em 2005 houve quebras na galopante taxa de eleitores ausentes das mesas de voto, à medida que o entusiasmo com o regime democrático, após 48 anos de ditadura fascista do Estado Novo, foi esmorecendo.

A última vez em que houve uma quebra na tendência abstencionista crescente foi em 20 de Fevereiro de 2005, quando se verificou uma baixa de cerca de três pontos percentuais face à eleição anterior.

Após oito meses do governo do primeiro-ministro da coligação pós-eleitoral PSD/CDS-PP, Santana Lopes, o então Presidente da República, Jorge Sampaio, dissolvera o parlamento por “irregular funcionamento das instituições” e convocara novas eleições.

Então, os portugueses foram às urnas em maior percentagem do que três anos antes e votaram maciçamente no PS, que obteve assim a sua primeira e até agora única maioria absoluta (45%), com José Sócrates na liderança.

No sufrágio imediatamente anterior, em 17 de Março de 2002, também já tinha havido um recuo da abstenção face às eleições anteriores, desta feita ligeiríssima (menos de uma décima percentual).

Foi quando os eleitores lusos foram chamados a pronunciar-se depois de o então primeiro-ministro de um segundo Governo minoritário socialista, António Guterres, pedir a demissão para evitar o “pântano” político, após perder as eleições autárquicas de Dezembro de 2001.

Na altura, a vitória sorriu ao PSD de Durão Barroso, com 40,2%, seguido do PS (37,8%) e do CDS-PP (08,7%).

O então líder social-democrata viria a deixar o executivo conjunto com o democrata-cristão Paulo Portas para seguir para a Comissão Europeia, ficando então Santana Lopes no posto de primeiro-ministro, apenas por escassos oito meses até Sampaio recorrer à “bomba atómica” devido à sucessão de remodelações e demissões em vários gabinetes e magistraturas da administração pública protagonizados pelo entretanto fundador e presidente do Aliança.

Antes, é preciso recuar 42 anos para encontrar nova quebra da taxa de abstenção: dois meses antes de morrer na queda de um avião em Camarate, o social-democrata Francisco Sá Carneiro conseguiu o seu segundo triunfo seguido com a Aliança Democrática (PPD/CDS/PPM), em 05 de Outubro de 1980.

A AD teve 44,91% por cento dos votos, à frente da Frente Republicana e Socialista (PS, União da Esquerda Socialista e Democrática e Acção Social Democrata Independente), que obteve 26,65%, e da Aliança Povo Unido (PCP, Movimento Democrático Português/Comissão Democrática Eleitoral), com 16,75%.

A abstenção diminuiu na altura um ponto percentual face às legislativas anteriores, com os portugueses a voltarem a confiar no líder do PPD (PSD) depois de um período com três breves e instáveis Governos da iniciativa presidencial de Ramalho Eanes, liderados, à vez, por Alfredo Nobre da Costa, Carlos Mota Pinto e Maria de Lourdes Pintasilgo.

Nas últimas legislativas, realizadas a 06 de Outubro de 2019, foram mais os que optaram por não votar do que os que exerceram o seu direito de voto, com a abstenção a situar-se nos 51,43%.

  ZAP // Lusa

ZAP
15 Janeiro, 2022

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1515: Três dias com 40 mil casos. O pico pode ter passado

– O sub-título desta notícia é enganador: “Semana termina com 40.090 casos e 34 óbitos.“. Não, a semana, até ontem, Sexta-feira, termina  com 171.721 infectados e 124 mortos, faltando ainda os números de hoje, Sábado e de amanhã, Domingo.

Estatística até Sexta-feira:

14.01.2022 – 40.090 infectados – 34 mortos
13.01.2022 – 40.134 infectados – 22 mortos
12.01.2022 – 40.945 infectados – 20 mortos
11.01.2022 – 30.340 infectados – 28 mortos
10.01.2022 – 20.212 infectados – 20 mortos

Total até Sexta-feira: 171.721 infectados – 124 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Semana termina com 40.090 casos e 34 óbitos. O desafio agora é diminuir o número de casos com país a funcionar em pleno.

Testagem nas escolas começou na segunda-feira.
© Adelino Meireles / Global Imagens

Portugal termina a semana acima dos 40 mil novos casos de covid-19 e com um máximo de óbitos que não era registado há dez meses (34). Aliás, esta foi a semana em que o país voltou a atingir um máximo no número de novas infecções pelo SARS-CoV-2, na incidência da doença, mas sempre com o índice de transmissibilidade R(t) a descer. O máximo de casos foi registado na quarta-feira (40.945), na quinta-feira já reduziu (40.134) e ontem também (40.090).

Segundo explicou ao DN, na quarta-feira, o professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa Carlos Antunes, que integra a equipa que desde o início da pandemia faz a modelação da doença, estes números podem significar que o país atingiu finalmente o pico desta onda epidémica que começou em Dezembro, devido à nova variante, Ómicron, detectada na África do Sul.

O país tem tido um número de novos casos nunca antes registado mas com relativo impacto no Serviço Nacional de Saúde. Ou melhor, com um número de internados sem grande pressão nos hospitais. Contudo, o mesmo já não é assim na linha da frente do combate à pandemia, nomeadamente na saúde pública e na medicina geral e familiar, com estes serviços a não conseguirem dar a resposta necessária aos utentes.

Quanto aos óbitos, Portugal está com uma média diária de 22. Nesta semana, o número mais elevado foi atingido ontem (34), seguindo-se quinta-feira (22) e depois quarta (20). Segundo indicava ontem o Instituto Nacional de Estatística, cerca de 10% dos óbitos ocorridos no ano passado foram devido à covid-19.

O país registou, em 2021, 125.032 óbitos, mais 1.353 (1,1%) do que em 2020 e mais 12.741 (11,3%) do que em 2019. O número de óbitos por covid-19 registado em 2021 foi 12.004 (6.972 em 2020), correspondendo a 9,6% do total de óbitos.

Em relação à incidência da doença, actualizada ontem, passou de 3.615,9 para 3.813,6 a nível nacional e de 3.615,3 para 3.796,0 a nível do continente. Já o R(t) tem vindo a baixar, passando de quarta-feira para ontem de 1,23 para 1,19, tanto no país como no continente.

Em termos de internamentos, o total tem vindo a aumentar, mas o número de pessoas em cuidados intensivos tem-se mantido estável. O boletim diário da Direcção-Geral da Saúde de ontem indicava não ter havido qualquer alteração nas últimas 24 horas, registando-se 1699 internados, dos quais 162 em UCI. No que respeita às regiões, Norte e Lisboa e Vale do Tejo são as que continuam a registar maior número de casos – ontem, tinham, respectivamente, 15.914 e 14.513. Depois seguiam-se as do Centro (4.589), Algarve (1.224) e Alentejo (1.207). Nas ilhas, há a destacar a Madeira, com 2.193 casos, tendo os Açores 450.

Esta é a última de duas semanas em que o país viveu algumas medidas mais restritivas, como teletrabalho obrigatório, e com a proibição no funcionamento de bares e discotecas. A partir de ontem, a diversão nocturna regressa e os especialistas, como Carlos Antunes, dizem que o desafio agora vai ser conseguir diminuir o número de casos.

anamafaldainacio@dn.pt
Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
15 Janeiro 2022 — 00:17

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1514: Nova vaga faz renascer mercado negro de certificados de vacinação e testagem

– Tão criminoso é o que assassina, como o que manda assassinar. Neste caso da falsificação dos certificados, tanto é criminoso o falsificador como o que adere a estas falsificações. Andam a brincar com a morte…

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/CERTIFICADOS/MERCADO NEGRO

Check Point Research alerta que o preço dos documentos falsos relacionados com a covid-19 aumentou 600%.

A Check Point Research (CPR) alertou esta sexta-feira para o recente ressurgimento de testes contrafeitos e certificados de vacinação falsos no mercado negro, nomeadamente em Portugal, avançando que o preço dos documentos falsos relacionados com a covid-19 aumentou 600%.

“A nova vaga de infecções impulsionada pela variante Ómicron da covid-19 tem sido instrumentalizada por vendedores de certificados falsificados que, nas últimas semanas, à medida que muitos países reforçam as medidas de contenção da pandemia, aumentaram a sua actividade”, adverte em comunicado a CPR, área de ‘Threat Intelligence’ da Check Point Software Technologies Ltd.

Avisando que “os governos têm de se reunir rapidamente para combater o mais recente crescimento do mercado negro”, a CPR alerta que, “caso não o façam, o risco do número de documentos falsificados aumentar nas próximas semanas e meses é muito alto”.

Assegurando que “Portugal não é excepção”, a CPR apresenta um exemplo real de um grupo de Telegram, chamado ‘Certificado de vacina covid-19 Portugal’, “onde os quase 800 subscritores são incentivados a fazer a compra ilícita de um certificado de vacinação que o anunciante descreve como ‘100% autêntico’ e garante que “podem ser utilizados no trabalho, escola, espaços públicos e para viajar”.

A unidade de ‘research‘ dá ainda nota de um “aumento dramático das quantias monetárias transaccionadas em troca de um certificado de vacinação ou de testagem falsificados”.

“Pouco depois da apresentação dos certificados de vacinação em 2021, testes PCR e antigénio contrafeitos podiam ser adquiridos por 75 a 100 dólares [cerca de 65 a 87euros]. No mais recente ressurgimento do mercado negro, estes mesmos documentos estão à venda por 200 a 600 dólares [cerca de 175 a 525 euros], o que representa o crescimento de até 600%”, salienta.

De acordo com a CPR, “a alta transmissibilidade e rápida disseminação da variante Ómicron, em conjunto com as dificuldades em satisfazer a procura por testes à covid-19, criaram uma nova lacuna no mercado, que está a ser utilizada para lucrar”.

“Há pelo menos um grupo fraudulento que voltou à actividade depois de um período de silêncio em Outubro de 2021 que, por sua vez, se seguiu ao aproveitamento da variante Delta”, avança, explicando que “os potenciais clientes tanto podem ser pessoas que testaram positivo à doença, como pessoas que se recusam a fazer teste ou a tomar a vacina”.

“Para estas pessoas, a alternativa é, muitas vezes, iniciar uma busca pela Internet. Entre as vítimas, podem constar ainda utilizadores inocentes que acabam por ser atraídos para domínios fraudulentos ou suspeitos, enquanto procuram orientação e conselhos genuínos”, refere.

Citado no comunicado, o especialista em segurança da Check Point Software considera que, “sem um sistema centralizado de certificação de testes e vacinas, é muito fácil para os golpistas explorarem a situação actual em seu benefício”.

“É certamente o que estamos a ver aqui, com alguns grupos fraudulentos que têm estado adormecidos durante meses a ressurgir para colherem o que podem da mudança do cenário pandémico”, afirma Liad Mizrachi.

Conforme explica, os países de todo o mundo estão actualmente a apertar as suas restrições e a pedir aos cidadãos para apresentarem testes negativos ou certificados de vacinação antes de entrar em locais muito frequentados, ao mesmo tempo que “as viagens internacionais ficaram mais complicadas, com o surgimento de mais casos”.

“Isto, em combinação com os problemas em fornecer os ‘kits’ para testes adequados à procura e à hesitação face a vacina, criou a tempestade perfeita para os golpistas”, sustenta, considerando que estes “estão uma vez mais a operar com confiança”, como comprova o “aumento dramático dos preços na ‘dark net‘”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
14 Janeiro 2022 — 16:06

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