1533: Pico de contágio da Ómicron entre o terceiro e sexto dia após infecção

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Estudo de investigadores japoneses aponta que ao contrário de outras variantes, o pico de contágio da Ómicron dá-se mais tarde e vai até ao sexto dia de isolamento. Em Portugal a quarentena é de sete dias, mas no Reino Unido são cinco dias.

© TIAGO PETINGA/LUSA

O pico da transmissão da variante Ómicron dá-se entre o terceiro e o sexto dia depois de um teste positivo à covid-19. Esta é pelo menos a conclusão de um estudo do Instituto de Doenças Infecciosas do Japão, publicado na revista britânica BMJ. Uma conclusão que, de alguma forma, coloca em causa o período de apenas cinco de isolamento que é praticado em alguns países.

Os investigadores responsáveis por este estudo asseguram que a quantidade de ARN viral do coronavírus é mais alta entre o terceiro dia e o sexto dia de infecção e do surgimento de sintomas. Ou seja, isto significa que o pico do contágio dá-se precisamente até à véspera do final do isolamento de sete dias que é imposto em Portugal e em vários países europeus. Nalguns casos, existem países, como o Reino Unido e os EUA, onde o isolamento é de apenas cinco dias.

Estudos anteriores sobre a mesma temática, mas relativamente a outras variantes do vírus, indicavam que o pico da transmissão dava-se dois dias antes do surgimento de sintomas e três dias após a infecção.

Em declarações à revista BMJ, Paul Hunter, professor de Medicina da Universidade de East Anglia, nos EUA, e um dos maiores defensores da redução do tempo de isolamento – nos EUA e no Reino Unido são apenas cinco dias -, diz que este estudo “vem baralhar as águas”. “Ainda estou a trabalhar nas evidências a favor e contra, já que o estudo japonês mudou o que era o nosso entendimento”, referiu.

Recentemente, o Reino Unido decidiu, à semelhança de outros países, reduzir o período de isolamento de casos decCovid-19 positivos para cinco dias agora que a vacinação de reforço foi disponibilizada para jovens de 16 e 17 anos.

As pessoas infectadas residentes em Inglaterra podem sair da quarentena após cumprirem cinco dias de isolamento completos, desde que possuam teste negativo.

Em Portugal a situação é diferente. No dia 31 de Janeiro, a Direcção-Geral da Saúde anunciou que o período de isolamento de pessoas infectadas assintomáticas e contactos de alto risco passava de 10 para 7 dias.

Em comunicado, a DGS explicava que a decisão estava “alinhada com orientações de outros países e resulta de uma reflexão técnica e ponderada”, tendo em conta o período de incubação da variante Ómicron”.

Nesse mesmo dia, em entrevista à RTP 3, Graça Freitas, directora-geral da Saúde, indicou que a redução para cinco dias do período de isolamento estava “em aberto”. Graça Freitas fez questão em sublinhar que o novo período de isolamento (sete dias) apenas se verifica para a variante Ómicron , “um dia que surja uma nova variante temos de adoptar novamente o sistema com novos paradigmas de resposta”

Diário de Notícias
DN
19 Janeiro 2022 — 11:39

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1531: Ómicron tem prevalência de 93%, mas INSA detecta outra linhagem em Portugal

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ben / Flickr
Coronavírus: SARS-CoV-2, o vírus que causa a covid-19

A variante Ómicron é responsável por 93% das infecções em Portugal e uma outra linhagem foi detectada com características genéticas semelhantes, anunciou o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

“Desde 6 de Dezembro, tem-se verificado um elevado crescimento na proporção de casos prováveis da variante Ómicron, tendo atingido uma proporção estimada máxima (93%) entre os dias 7-9 de janeiro”, refere o relatório do INSA sobre a diversidade genética do SARS-CoV-2, que provoca a covid-19.

Segundo o documento, aquando da identificação da Ómicron (BA.1) em meados de Novembro de 2021, foi detectada uma outra linhagem (BA.2) com várias características genéticas semelhantes entre si e que apresentam um “excesso” de mutações na proteína spike, muitas delas partilhadas.

De acordo com o INSA, a linhagem BA.2 já foi detectada em vários países, destacando-se a sua crescente proporção entre as sequências genómicas reportadas recentemente pelo Reino Unido e Dinamarca.

A monitorização em tempo-real da falha na detecção do gene S (SGTF – S gene target failure) é um dos critérios laboratoriais utilizados para identificar casos suspeitos de variante Ómicron.

Tendo em conta o decréscimo de cerca de 10% na proporção de amostras positivas SGTF na última semana em Portugal e a “recente emergência da linhagem BA.2” em vários países, o INSA solicitou ao laboratório Unilabs a pesquisa dirigida de mutações num conjunto de amostras positivas sem perfil SGTF que tinham sido identificadas naquele laboratório.

“Estes ensaios preliminares revelaram perfis mutacionais compatíveis com a linhagem BA.2, sugerindo que o decréscimo na proporção de amostras positivas SGTF poderá dever-se, pelo menos parcialmente, a um aumento de circulação desta linhagem em Portugal”, avança o relatório.

A linhagem BA.2 foi já detectada em amostragens aleatórias por sequenciação de 27 de Dezembro a 2 de Janeiro, representando pelo menos uma introdução no Algarve.

“Os próximos dias permitirão aferir a evolução da frequência relativa da linhagem BA.2 em Portugal, bem como a sua dispersão por região”, refere ainda o INSA.

No âmbito da monitorização contínua da diversidade genética que o INSA realiza, têm sido analisadas uma média de 519 sequências por semana desde o início de Junho de 2021, provenientes de amostras colhidas aleatoriamente em laboratórios distribuídos pelos 18 distritos de Portugal continental e pelas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, abrangendo uma média de 132 concelhos por semana.

A covid-19 provocou 5.543.637 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse. Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 19.380 pessoas e foram contabilizados 1.950.620 casos de infecção, segundo a última actualização da Direcção-Geral da Saúde.

ZAP //Lusa

Lusa
19 Janeiro, 2022

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1491: Aviso da OMS. Mais de metade dos europeus poderão ficar infectados com a Ómicron

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Devido à transmissão mais fácil do vírus graças à variante Ómicron, as estimativas apontam para que mais de metade da população europeia possa ser infectada com esta variante. OMS cautelosa não classifica o vírus como endémico.

Hans Kluge, Diretor Regional da OMS Europa
© ALEXANDER ASTAFYEV / SPUTNIK / AFP

A Organização Mundial de Saúde (OMS) previu esta terça-feira que mais de metade dos europeus poderá ficar infectada com a variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2, reconhecendo que fez aumentar as hospitalizações, mas não as mortes atribuídas à covid-19.

Apesar da rapidez “sem precedente” de contágio, “há uma quantidade maior de casos assintomáticos, há uma quantidade menor de pessoas que precisam de ser hospitalizadas e as taxas de mortalidade nos hospitais são mais baixas”, sublinhou em conferência de imprensa o director europeu da organização, notando a eficácia das vacinas já aprovadas.

Hans Kluge afirmou que ao ritmo actual, se prevê que mais de 50 por cento da população da região será infectada pela Ómicron nas próximas seis a oito semanas”, indicando que as mutações dessa variante “lhe permitem aderir mais facilmente às células humanas, podendo infectar mesmo as pessoas que foram já infectadas ou estão vacinadas”. O responsável reforçou que a disseminação da variante fez aumentar o número de pessoas internadas com covid-19 mas que a taxa de mortalidade se mantém estável.

Na região europeia da OMS, que inclui 53 países, registaram-se mais de sete milhões de contágios durante a primeira semana de 2022 e, de acordo com dados actualizados na segunda-feira, 26 países comunicaram que acima de 1% da sua população tinha testado positiva para o SARS-CoV-2 a cada semana.

Para o responsável, que assinalou o contágio “sem precedente”, a vaga actual “desafia os sistemas de saúde e a prestação de serviços em vários países onde a Ómicron se propagou rapidamente”. Hans Kluge considerou que o objectivo de 2022 é, antes de mais, estabilizar a pandemia, reconhecendo que “o vírus já surpreendeu mais do que uma vez”.

Devido às várias mutações do vírus, a OMS defende que ainda não é possível considerar o SARS-CoV-2 uma endemia, como acontece com a gripe. “Temos um vírus que evolui muito rapidamente e que coloca desafios novos. Não estamos em condições de o poder classificar como endémico”, afirmou a responsável europeia pelas emergências sanitárias, Catherine Smallwood.

A covid-19 provocou 5.486.519 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse. Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 19.133 pessoas e foram contabilizados 1.660.058 casos de infecção, segundo a última actualização da Direcção-Geral da Saúde.

Diário de Notícias
DN/Lusa
11 Janeiro 2022 — 13:33

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Chipre detecta possível nova variante: a “Deltacron” combina a Delta e a Ómicron

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Pelo menos 25 pessoas estão infectadas com esta nova variedade do coronavírus responsável pela covid-19.

© EPA/ALEX PLAVEVSKI

O que será uma nova variante do vírus SARS-CoV-2 foi detectada no Chipre, anunciou o director do Laboratório de Biotecnologia e Virologia Molecular daquele país.

Segundo Leondios Kostrikis, citado pela Bloomberg, “existem actualmente co-infecções Ómicron e Delta, e encontrámos esta variante que é uma combinação das duas”.

Em declarações à Sigma TV, na sexta-feira, este responsável afirmou que o nome de trabalho para esta variedade é “Deltracron”, uma vez que foi já possível identificar marcadores genéticos tanto da Delta como da Ómicron.

O cientista afirmou ainda estarem a ser tratados 25 pacientes com esta variante. Não é ainda sabido se se trata de uma variedade “mais patológica ou contagiosa”, ressalvou Leondios Kostrikis, mas deixou claro: “Tendo em conta que a Ómicron é bem mais contagiosa, é expectável que esta última se sobreponha”.

Diário de Notícias
DN
09 Janeiro 2022 — 17:19

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1435: Ministra admite que já foi necessário suspender actividade não-covid em alguns casos

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SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/DOENTES NÃO COVID

A ministra da Saúde, Marta Temido, disse que já foi preciso suspender “em alguns casos” a actividade assistencial não covid-19, admitindo que tal possa voltar a ser necessário.

Marta Temido
© António Pedro Santos / Lusa

“Em alguns casos foi necessário suspender a actividade assistencial, não está fora de hipótese a necessidade de suspensão de outras linhas, mas neste momento estamos a tentar equilibrar o melhor possível todas as áreas“, disse Marta Temido, em declarações à agência Lusa no Ministério da Saúde, em Lisboa.

Questionada sobre o aumento da afluência aos serviços de urgência por parte de doentes com covid-19 e outras doenças numa altura em que os centros de saúde estão com dificuldade em responder aos doentes não-covid, a ministra reconheceu que “é muito difícil encontrar o justo equilíbrio entre tantas necessidades que concorrem umas com as outras”.

“E a circunstância de a Linha Saúde 24 estar neste momento com dificuldades pode dificultar essa gestão de fluxos e, por isso, é que estamos a introduzir medidas na Linha Saúde 24”, adiantou.

Para evitar a corrida às urgências, a ministra apelou para que as pessoas se “abstenham o mais possível” de contactos evitáveis para se protegerem e para utilizarem as medidas não farmacológicas de protecção.

“Cada caso que é evitado é menos um caso que fica em risco, que gera outros casos e que sobrecarrega o sistema de saúde”, disse.

Marta Temido recordou que no dia 26 de Dezembro do ano passado, quando se atingiu um pico de casos, o contexto era muito diferente.

“Estávamos em casa, os hospitais estavam parados em termos daquilo que era a sua resposta à procura normal, os centros de saúde estavam parados, não estávamos a vacinar ao ritmo que hoje estamos a vacinar e hoje estamos a fazer um conjunto de actos simultâneos que é muitíssimo mais exigente e, portanto, o sistema está de facto com dificuldades de resposta”, declarou.

Salientou ainda que “todos estão a fazer o melhor possível e todos estão a tentar encontrar as melhores soluções possíveis e todos os meios estão mobilizados” para dar a melhor resposta à população.

“Acredito também que, como em casos anteriores, isso nos vai permitir ultrapassar esta fase, sendo que hoje dispomos de um aliado extraordinário que é a vacinação e isso vê-se na doença grave, nos óbitos, nas complicações que felizmente são muito inferiores àquilo que tínhamos no final de Dezembro do ano passado”, realçou.

Diário de Notícias
DN/Lusa
28 Dezembro 2021 — 20:42

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1386: Prevalência da Ómicron pode atingir 50% no Natal e 80% no final do ano

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Ministra da Saúde diz que numa situação de subida de casos, mesmo que com menor gravidade, subirá também o volume de pessoas a precisar de internamento e os eventuais óbitos.

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

A ministra da Saúde revelou esta sexta-feira que as estimativas da presença da variante Ómicron em Portugal indicam já uma prevalência de 20%, que poderá subir para 50% na semana do Natal e 80% no final do ano.

“Com base nas estimativas, sabemos que a prevalência desta variante ronda já os 20%, sabendo-se que poderá ser de 50% na semana do natal e de 80% na semana do final do ano”, disse Marta Temido durante uma conferência de imprensa sobre a situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal.

A ministra disse que as estimativas do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) apontam para uma duplicação de casos da variante Ómicron a cada dois dia, sublinhando a “aparente menor gravidade da doença e consequente (menor) letalidade e a aparente diminuição da efectividade vacinal após o esquema primário conta a infecção”.

“Sendo a efectividade vacinal contra infecção sintomática após reforço vacinal estimada em 70 a 75%, as vacinas ainda têm o seu efeito protector”, disse a ministra, apelando para a vacinação.

Marta Temido sublinhou a incerteza sobre o comportamento desta nova variante do coronavírus e afirmou que “os próximos dias serão decisivos para perceber o impacto da variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2 e da “resposta proporcional” aplicada com as medidas definidas pelo Governo.

“O que sabemos é que, se a variante se transmite mais, cada um tem de fazer mais. Mais uso de máscara, mais testes, mais vacinação e mais controlo de fronteiras. Todos temos de estar preparados para fazer mais”, afirmou.

Marta Temido frisou ainda que numa situação de subida de casos, mesmo que com menor gravidade, subirá também o volume de pessoas a precisar de internamento e os eventuais óbitos. “Neste contexto de incerteza, precisamos de cumprir com as lições aprendidas”, insistiu.

Apelando aos pais para se aconselharem com os médicos assistentes e inscreverem as crianças na vacinação contra a covid-19, e às pessoas elegíveis para avançarem no processo de reforço da vacinação, a ministra pediu maior cuidado e testagem antes dos eventos associados ao natal e final do ano.

“É de evitar o mais possível os contactos sociais em espaços aglomerados”, disse a governante, sublinhando que o período de contenção (entre 02 e 09 de Janeiro) definido pelo Governo “não pode ser visto como uma compensação, mas como um reforço do que todos somos chamados a fazer daqui até lá”.

Ministra da Saúde prevê “agravamento” de impacto sobre serviços

Marta Temido admite o “agravamento” do impacto da variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2 sobre os serviços de saúde, ainda que os cuidados hospitalares tenham registado “níveis estáveis” nos últimos dados disponíveis.

“Prevemos um agravamento. (…) Estamos com uma utilização de serviços de saúde que começa a ressentir-se de uma procura mais intensa”, disse Marta Temido, em conferência de imprensa no Ministério da Saúde, adiantando que as administrações regionais de saúde já fizeram “38 acordos para encaminhamento de utentes covid e não covid” com outras unidades de cuidados hospitalares.

“Temos de estar preparados”, frisou, antecipando o “agravamento” do cenário, com “muito mais casos” da variante Ómicron em Portugal, “embora a maioria com menor gravidade”.

A “nova dificuldade” criada pela variante Ómicron do vírus tem de ser enfrentada “em conjunto”, apelou, reconhecendo que “os próximos dias vão ser decisivos”.

Ainda se sabe “pouco sobre esta nova variante”, nomeadamente sobre a gravidade, a transmissão e a “aparente diminuição da efectividade vacinal”, reconheceu a ministra, sublinhando que, por isso, resta fazer o que se sabe que funciona. “Cada um tem naturalmente de fazer mais: mais uso de máscaras, mais testes, mais vacinação, mais controlo de fronteiras”, disse.

Governo vai aumentar testes gratuitos por pessoa

A ministra da Saúde, revelou que o Governo vai aumentar o número de testes covid-19 gratuitos por pessoa, que está agora fixado em quatro por mês.

Questionada pelos jornalistas durante uma conferência de imprensa sobre a situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal, Marta temido disse que a medida avança na próxima semana.

Na sequência do constante apelo à testagem, nomeadamente “antes de eventos sociais, em especial no Natal”, questionada pela Lusa sobre se o governo admite impor um travão aos preços dos auto-testes, que têm disparado, Marta Temido não respondeu em concreto, mas disse que o Governo está a considerar o “alargamento do número de testes por indivíduo” — sem, no entanto, e apesar de várias perguntas dos jornalistas, indicar que número será esse.

“Poderá avançar já na semana que vem”, disse, fazendo depender a decisão do “contexto a observar” nessa altura.

O Governo mantém a “política de disponibilização de testes gratuitos em farmácias comunitárias”, frisou, apelando às pessoas para que façam “os testes a que já têm acesso”.

A ministra repetiu ainda o apelo aos pais para vacinarem as crianças, possibilidade que arranca no fim de semana, sublinhando a existência de “dias dedicados” aos mais pequenos: no sábado e no domingo, os centros de vacinação estarão abertos exclusivamente para crianças dos nove aos onze anos.

Simultaneamente, o plano de alargamento do reforço vacinal a outras faixas etárias mantém-se, ainda que possa sofrer ajustes.

Por exemplo, a faixa dos 50 anos, que tem reforço vacinal previsto para o início do novo ano, poderá ser antecipada, “se não for exequível” vacinar pessoas de faixas etárias acima, admitiu a ministra, reconhecendo que tem havido “uma adesão relativamente baixa”.

Diário de Notícias
DN com Lusa
17 Dezembro 2021 — 11:00

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1373: Isolamento em caso suspeito da variante Ómicron é de 14 dias

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“São medidas temporárias de precaução até termos mais informação científica”, explicou Graça Freitas.

© IGUEL A. LOPES/POOL/LUSA

O período de isolamento para casos de covid-19 suspeitos de contaminação com a variante Ómicron foi alargado para 14 dias (actualmente são 10 dias), por ainda se desconhecer o comportamento da nova variante, disse esta quinta-feira a directora-geral da Saúde.

“São medidas temporárias de precaução até termos mais informação científica que nos explique melhor como é que a variante se comporta, se tem o mesmo período de incubação, se tem o mesmo período de infecciosidade”, explicou Graça Freitas.

A directora-geral da Saúde, que falava hoje no Montijo (distrito de Setúbal) no final de uma cerimónia de apresentação de um projecto escolar para aumentar a literacia em saúde, acrescentou que esta orientação foi já emitida e determina ainda um rastreio de contactos mais alargado.

“Se houver suspeita que um surto, um caso tem alguma ligação com a hipótese da variante nova, a Ómicron, então os contactos são isolados de uma forma mais alargada e por um período maior”, disse.

A nova variante, a Ómicron, classificada como “preocupante” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detectada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de Novembro, foram notificadas infecções em 57 países de todos os continentes, incluindo Portugal.

Diário de Notícias
Lusa
09 Dezembro 2021 — 15:10

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1372: 69 casos da variante Ómicron em Portugal e possível circulação comunitária

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Os últimos dados revelam uma “tendência fortemente indicadora da existência de circulação comunitária”, avançou o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

Vacinas contra a Covid-19.
© Global Imagens

Portugal regista 69 casos da variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2, com os últimos dados a revelarem uma “tendência fortemente indicadora da existência de circulação comunitária”, avançou esta terça-feira (14 de Dezembro) o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

“Até à data, estão identificados um total de 69 casos da variante Ómicron por pesquisa dirigida de mutações e/ou sequenciação do genoma viral”, refere o relatório do INSA sobre a diversidade genética do SARS-CoV-2, que provoca a doença covid-19.

Segundo o instituto, no âmbito da monitorização em tempo-real da “falha” na detecção do gene S, que permite identificar a variante Ómicron, realizada em colaboração com diversos laboratórios, foi possível reunir os dados referentes ao período de 25 de Novembro a 12 de Dezembro.

“Esta análise aponta para uma tendência crescente na proporção de casos positivos com falha do gene S desde o dia 6 de Dezembro, atingindo uma frequência relativa de 9.5% no dia 12 de Dezembro”, adianta o relatório.

De acordo com o INSA, esta tendência, em particular a observada nos últimos três dias, é “fortemente indicadora da existência de circulação comunitária da variante Ómicron neste período, em forte paralelismo com o cenário observado em outros países” que estão a utilizar a mesma abordagem para vigilância desta variante, caso da Dinamarca e do Reino Unido.

Dados de hoje (14) do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, sigla em inglês) indicam que nas últimas 24 horas foram registadas mais 441 infecções por esta variante nos países da União Europeia e do Espaço Económico Europeu (UE/EEE), elevando para um total de 2.127 casos confirmados até agora, todos assintomáticos ou com sintomas ligeiros de covid-19.

Para identificação da Ómicron estão a ser implementadas diferentes estratégias em Portugal, que passam pela análise de amostragens aleatórias semanais por sequenciação do genoma, pela investigação de amostras de casos suspeitos e pela monitorização em tempo-real da “falha” na detecção do gene S, um dos critérios laboratoriais utilizados para identificar casos da variante.

Relativamente à variante Delta, no período entre 15 e 28 de Novembro o INSA registou uma prevalência de perto de 100% desta variante, estando em circulação diversas sub-linhagens em Portugal, 33 das quais detectadas consecutivamente nas últimas três semanas com amostragens fechadas e análises concluídas.

O instituto ressalva que a discriminação da Delta em sub-linhagens não indica que apresentem uma maior transmissibilidade, associação a doença severa ou maior capacidade de evasão ao sistema imunitário.

No que se refere às sub-linhagens com a mutação de interesse E484Q, nas últimas amostragens registaram-se casos que apontam para a ocorrência recente de, pelo menos, três surtos não relacionados entre si nos distritos de Évora e Porto e na Região Autónoma dos Açores.

A ocorrência de mutações na posição 484 da proteína `spike´ na variante Delta tem sido rara, mas é alvo de monitorização apertada a nível internacional dada a sua potencial resistência a anticorpos neutralizantes e a sua associação a outras variantes de preocupação, como a Beta, Gamma e Ómicron.

No âmbito da monitorização contínua da diversidade genética do SARS-CoV-2, o INSA já analisou 23.068 sequências do genoma do coronavírus, obtidas de amostras colhidas em mais de 100 laboratórios, hospitais e instituições, representando 303 concelhos de Portugal.

Diário de Notícias
DN/Lusa
14 Dezembro 2021 — 15:34

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1345: Clínica russa Ómicron quer proibir uso do nome para variante do vírus

SOCIEDADE

Fundador da rede de clínicas oftalmológicas russas argumenta que, caso alguém morra devido à Ómicron, “dificilmente” as respetivas famílias ou amigos irão a uma clínica com o mesmo nome.

O fundador de uma rede de clínicas oftalmológicas russas, chamada Ómicron, quer proibir a Organização Mundial da Saúde (OMS) de usar esse nome para designar a nova variante do coronavírus SARS-CoV-2, divulgou hoje uma rádio local.

“Esse nome é uma marca registada (…), a sua associação com a nova variante do SARS-CoV-2 prejudica a reputação da nossa empresa”, disse Alexandr Padar, citado pela rádio russa Govorit Moskva.

O responsável argumenta que, caso alguém morra devido à Ómicron, “dificilmente” as respectivas famílias ou amigos irão a uma clínica com o mesmo nome.

O empresário está a equacionar processar a OMS, referiu ainda a rádio russa.

O primeiro centro oftalmológico Ómicron foi inaugurado na cidade de Novokuznetsk, na região da Sibéria, em 2015. Actualmente, a clínica russa tem onze filiais.

A variante Ómicron do vírus SARS-CoV-2, também identificada como B.1.1.529, foi detectada pela primeira vez na África do Sul e classificada como “preocupante” pela OMS em Novembro.

Na Rússia, até ao momento, nenhum caso associado à variante Ómicron foi identificado.

No entanto, as autoridades russas já afirmaram que é apenas uma questão de tempo até que a nova variante chegue ao país, onde, até agora, praticamente todos os casos de covid-19 estão relacionados à variante Delta.

A Rússia tem sido fortemente atingida pela pandemia, ao registar diariamente milhares de novas infecções.

Diário de Notícias
Lusa
02 Dezembro 2021 — 14:09

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