1424: Detectado novo foco de gripe das aves em Portugal

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SAÚDE PÚBLICA/GRIPE DAS AVES

O plano de contingência já foi activado e as medidas de controlo estão a ser implementadas, nomeadamente, a inspecção do local e a “eliminação dos animais afectados”.

Perœs para o Natal na feira em Miranda do Corvo.
16-12-99 ©Luis Carreg‹

A DGAV anunciou que foi detectado um novo foco de gripe das aves em Portugal, que ocorreu numa exploração caseira de perus, em Óbidos, distrito de Leiria, tendo sido activado o plano de contingência.

Em comunicado, a Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) indicou que “foi confirmado um novo foco de gripe aviária de alta patogenicidade (GAAP) pelo Instituto Nacional de Investigação Agrária, em exploração de perus, em Óbidos”.

No início de Dezembro, já tinha sido detectado um foco de gripe das aves numa exploração caseira em Palmela, Setúbal.

O plano de contingência já foi activado e as medidas de controlo estão a ser implementadas, nomeadamente, a inspecção do local e a “eliminação dos animais afectados”.

As explorações pecuárias nas zonas de protecção e de vigilância em redor do foco de infecção também foram inspeccionadas.

Segundo a mesma nota, os detentores das explorações foram indemnizados pelo abate dos animais.

A DGAV lembrou que não existem evidências de que a gripe aviária seja transmitida para os humanos através do consumo de alimentos, como carne de aves de capoeira ou ovos.

“Na origem da doença estará a regular migração de aves selvagens na Europa, provenientes da Ásia e do leste da Rússia, que têm permitido a circulação viral e a sua transmissão a longas distâncias”, adiantou.

Face à “situação epidemiológica actual”, a DGAV defendeu ser importante cumprir as regras de bio-segurança, assim como as boas práticas de produção avícola, evitando contactos entre aves domésticas e selvagens.

Devem ser cumpridos os procedimentos de higiene das instalações, equipamentos e materiais e mantida uma observação “diária e atenta” das aves de capoeira, incluindo os consumos de água, alimentos e os índices produtivos.

“Recorde-se que os operadores que detêm aves de capoeira ou aves em cativeiro são os primeiros responsáveis pelo estado sanitário dos animais por si detidos e, perante uma qualquer suspeita de doença, a mesma deverá ser imediatamente comunicada à DGAV. A detecção precoce de focos de infecção por vírus gripe aviária de alta patogenicidade (GAAP) é absolutamente essencial para a rápida e eficaz implementação no terreno das medidas de controlo da doença destinadas a evitar a sua disseminação”, concluiu.

A DGAV é um serviço central da administração directa do Estado, com autonomia administrativa.

Diário de Notícias
Lusa
25 Dezembro 2021 — 13:44

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