1478: Veja o que muda. Governo publica restrições que entram em vigor na segunda-feira

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/NOVAS MEDIDAS

Já foi publicada em Diário da República resolução aprovada em Conselho de Ministros que altera as medidas para conter propagação da pandemia.

© Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

A resolução do Conselho de Ministros que altera as medidas de contenção da pandemia, promovendo o reforço da testagem e da vacinação foi publicada esta sexta-feira, entrando em vigor às 00.00 de 10 de Janeiro.

Assumindo que a incerteza sobre a evolução do vírus e da pandemia de covid-19 e sobre a gravidade da variante Ómicron exige “cautela e prudência”, o documento mantém ou prorroga algumas das medidas que já estavam em vigor, avançando ainda com algumas novas.

“Em especial, são mantidas as regras que promovem o reforço da testagem, sendo ainda adoptadas medidas de incentivo à administração da terceira dose de uma vacina contra a covid-19″, lê-se no documento.

Desta forma, especifica a resolução do Conselho de Ministros publicada em Diário da República na noite de sexta-feira, o acesso a estabelecimentos hoteleiros e de alojamento local está dependente, no momento do check-in da “apresentação, pelos clientes, de Certificado Digital Covid-19”, “de comprovativo de vacinação que ateste o esquema vacinal completo (…), há pelo menos 14 dias, com uma vacina contra a covid-19”, “de comprovativo de realização laboratorial de teste com resultado negativo” [PCR realizado nas últimas 72 horas ou antigénio nas últimas 48 horas], ou da “realização, pelos clientes, de teste com resultado negativo, nos termos a definir pela DGS e pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, I. P. (INSA, I. P.)”.

Estas são igualmente as exigências no acesso a estabelecimentos de restauração e similares, bem como a casinos, bingos ou similares, ginásios, no acesso a eventos ou ainda a bares e discotecas – sendo que estes últimos se mantêm encerrados até às 22.00 do dia 14 de Janeiro.

O diploma contempla algumas excepções à regra sobre a apresentação de certificados e testes a quem “demonstrar ter sido vacinado há pelo menos 14 dias com uma dose de reforço de uma vacina contra a covid-19”, nomeadamente para visitas a lares de idosos ou doentes internados nos hospitais ou no acesso aos grandes eventos, eventos sem lugares marcados ou em recintos improvisados e a recintos desportivos.

“As companhias aéreas só devem permitir o embarque dos passageiros de voos com destino ou escala em Portugal continental mediante a apresentação, no momento da partida, de comprovativo de realização de teste de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN) ou de teste rápido de antigénio (TRAg) de uso profissional para despiste da infecção por SARS-CoV-2 com resultado negativo, realizado nas 72 ou 48 horas anteriores à hora do embarque, respectivamente”, determina a resolução, que prolonga até dia 09 de Fevereiro a exigência de apresentação de teste ou de Certificado Digital covid da UE nas modalidades de certificado de teste ou de recuperação.

Eis todas que entram em vigor

1- Levantada imposição de testagem em algumas situações

Os cidadãos que tenham recebido a dose de reforço de uma vacina contra a covid-19 há mais de 14 dias deixam de ser obrigados a apresentar testes negativos para o SARS-CoV-2.

No que chamou “incentivo” para as pessoas irem novamente vacinar-se, António Costa indicou que quem não tem dose de reforço continuará a ter de apresentar teste negativo para visitas a lares de idosos ou doentes internados nos hospitais.

Os vacinados com dose de reforço deixam também de ser obrigados a testar-se para terem acesso aos grandes eventos, eventos sem lugares marcados ou em recintos improvisados e a recintos desportivos.

2- Certificado digital obrigatório para acesso a restaurantes, hotéis ou eventos culturais

O acesso a espectáculos culturais e eventos com lugares marcados está a partir de segunda-feira condicionado à apresentação de certificado digital, que inclui ou teste de antigénio ou PCR negativo realizados nas 48 ou 72 horas anteriores, respectivamente, ou o esquema de vacinação completo.

O acesso a restaurantes e estabelecimentos hoteleiros vai estar também sujeito à apresentação do certificado digital.

3- Contactos positivos em ambiente de trabalho deixam de ser postos em isolamento

De acordo com uma nova norma da Direcção-Geral da Saúde, o isolamento continua a aplicar-se “no caso de coabitantes com pessoas que testaram positivo”, o que implica que “um contacto em ambiente de trabalho, desde que não seja coabitante, não determina o isolamento”, especificou António Costa.

A nova norma, que entrou em vigor na quarta-feira, fez com que 267.315 pessoas tenham terminado ou visto reduzido o seu tempo de isolamento.

4- Escolas reabrem a 10 de Janeiro

As escolas vão reabrir na próxima segunda-feira, com António Costa a considerar que “podem retomar a normalidade, tal como estava previsto”.

Os alunos deixam de estar obrigados a isolamento quando houver um caso positivo na mesma turma e, nas próximas semanas, todos os professores, auxiliares e assistentes operacionais terão que fazer testes.

A testagem ocorre em paralelo com “a operação de vacinação que está em curso até ao dia 09 de todas as crianças entre os 05 e os 11 anos e do pessoal docente e não docente”.

5- Teletrabalho passa de obrigatório a recomendado a partir de 14 de Janeiro

O teletrabalho vai continuar obrigatório até 14 de Janeiro, sendo recomendado a partir dessa data, no âmbito das medidas de combate à pandemia de covid-19.

Em Dezembro, o executivo tinha determinado que o teletrabalho será obrigatório pelo menos entre 25 desse mês e 09 de Janeiro.

6- Bares e discotecas reabrem no continente mas álcool na rua continua proibido

As discotecas e bares no território continental, que tinham sido obrigadas a fechar a partir de 25 de Dezembro, podem reabrir no dia 14, mas quem entrar vai continuar a ter de apresentar um teste negativo.

O Governo continua a proibir o consumo de bebidas alcoólicas na via pública.

7- Mantém-se controlo nos aeroportos até 9 de Fevereiro

Os passageiros que aterrem nos aeroportos portugueses terão de continuar a apresentar um teste negativo para o SARS-CoV-2 e serão mantidas as sanções para passageiros e companhias aéreas que contrariem esta obrigatoriedade.

Desde 1 de Dezembro de 2021, todos os passageiros que cheguem a Portugal por via área são obrigados a apresentar teste negativo ou certificado de recuperação no desembarque.

Os passageiros de voos domésticos, menores de 12 anos ou tripulações estão isentos de ter que apresentar estes testes.

8- Governo trabalha com autarquias ampliação de voto antecipado nas legislativas de dia 30

António Costa afirmou que está em curso com as autarquias a ampliação do voto antecipado, aumentando o número de mesas para votar no dia 23, defendendo que “é preciso segurança jurídica e assegurar a absoluta transparência do ato eleitoral” e as condições em que pessoas em isolamento poderão votar.

O Governo pediu ao Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República um parecer para que fique claro em que condições, ou se em alguma condição é susceptível da limitação do direito de voto pelo facto de haver isolamento profilático, seja de coabitantes, seja de pessoas que estejam infectadas”, disse.

O executivo vai também reunir-se com os partidos com representação parlamentar para debater a forma de organizar o voto e será dada prioridade para a dose de reforço da vacina a quem integre mesas de voto.

9- Declarações provisórias de isolamento disponíveis sem telefonema

Deixa de ser preciso telefonar para a linha SNS24 para obter uma declaração provisória de isolamento profilático.

Passa a ser possível emitir automaticamente uma declaração provisória de isolamento para os casos de pessoas infectadas com o vírus SARS-CoV-2 sem sintomas ou com doença ligeira, quer para contactos de alto risco.

10- Mais de três milhões inoculados com dose de reforço

Mais de três milhões de cidadãos portugueses receberam uma terceira dose de vacina contra a covid-19.

António Costa referiu que 89% da população já tem completo o esquema primário de vacinação e para os grupos etários acima dos 65 anos, há “uma cobertura de dose de reforço de 83%”.

A média diárias de doses administradas está nas 84 mil e pode subir até 94 mil, afirmou António Costa, que destacou ainda a “subida muito significativa da testagem” verificada desde o início de Dezembro, mês em que se realizaram “cinco milhões de testes”, com um recorde de mais de 402 mil testes no dia 30 de Dezembro.

Diário de Notícias
DN/Lusa
08 Janeiro 2022 — 12:05

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1420: As medidas em vigor desde a meia-noite para controlar a ameaça da Ómicron

Devido ao nulo feedback e à quebra de visitas a este Blogue, será desactivado a partir de 31.12.2021.

Due to null feedback and broken visits to this Blog, it will be deactivated from 12.31.2021.

 

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MEDIDAS/OMICRON

Um conjunto de medidas para controlar a pandemia de covid-19 entrou em vigor às 00.00 deste dia 25, face à nova variante Ómicron do vírus SARS-CoV-2, que pode ser responsável por cerca de 90% das infecções no final do ano.

© EPA/MIGUEL A. LOPES

Estas medidas surgem cerca de um mês depois de o Governo ter, em 25 de Novembro, aprovado uma estratégia de prevenção e combate à pandemia, mas que o surgimento recente da Ómicron obrigou a actualizar.

Teletrabalho obrigatório entre 25 de Dezembro e 09 de Janeiro

O Governo decidiu ainda antecipar o período durante o qual o teletrabalho é obrigatório.

A obrigatoriedade do teletrabalho é assim antecipada face ao que tinha sido aprovado no Conselho de Ministros de 25 de Novembro.

Com a entrada do país em situação de calamidade, em 01 de Dezembro, foi decidido que, exceptuando “a semana de contenção”, o teletrabalho voltava a ser recomendado.

Encerramento de creches e ATL antecipado

O encerramento de creches e ateliês de tempos livres (ATL), que estava previsto para a “semana de contenção” entre 03 e 09 de Janeiro, foi antecipado para hoje, com o Governo a assegurar o apoio às famílias.

Discotecas e bares encerrados a partir de sábado

O encerramento de discotecas e bares com espaço de dança que o Governo definiu para o território continental na primeira semana de Janeiro foi antecipado para as 00:00 de hoje, estando previsto apoios às empresas.

O fecho temporário destes espaços de diversão nocturna no território continental estava já previsto para a denominada “semana de contenção de contactos”, definida pelo Governo para o período entre 02 e 09 de Janeiro de 2022, após o Natal e a passagem do ano.

Teste negativo obrigatório no acesso a hotéis, festas familiares e eventos empresariais

Passa a ser obrigatório um teste negativo para o acesso a hotéis e estabelecimentos de alojamento local, assim como para eventos empresariais e ainda festas familiares, como casamentos ou baptizados.

O acesso a eventos desportivos e culturais dependerá também da apresentação de teste negativo ao coronavírus, independentemente do número de espectadores.

Desde 27 de Novembro já era obrigatória a apresentação de um teste com resultado negativo ao coronavírus à entrada dos recintos desportivos ao ar livre com capacidade acima de 5.000 espectadores e superior a 1.000 em recinto fechado, independentemente do estado vacinal.

O acesso a restaurantes, casinos e festas de passagem de ano vai exigir a realização de um teste negativo à covid-19 com esta obrigatoriedade a abranger os dias 24, 25, 30 e 31 de Dezembro e 01 de Janeiro.

Testes gratuitos aumentam de quatro para seis por pessoa

O número de testes gratuitos de uso profissional de despiste da covid-19 feitos em farmácias e em laboratórios vai aumentar de quatro para seis por pessoa em cada mês, no âmbito do regime excepcional e temporário que prevê a sua comparticipação.

Esta é uma medida de incremento da testagem, considerada pelo Governo como uma das estratégias fundamentais para controlar a actual situação pandémica do país.

Espaços comerciais com lotação limitada

A lotação dos espaços comerciais vai passar a estar limitada a uma pessoa por cada cinco metros quadrados para evitar ajuntamentos que acontecem na semana a seguir ao Natal para trocas de presentes.

Proibido mais de 10 pessoas na via pública na passagem de ano

Os ajuntamentos na via pública de mais de 10 pessoas são proibidos na passagem de ano, assim como o consumo de bebidas alcoólicas nestes espaços públicos.

Diário de Notícias
DN/Lusa
25 Dezembro 2021 — 00:37

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1297: As medidas propostas para combater a quinta vaga da pandemia

“- Transportes públicos: deve ser assegurado sistemas de ventilação e climatização adequados, assegurado o distanciamento sempre que possível e a utilização obrigatória de máscara.”. Na Carris, por exemplo, quer nos eléctricos, quer nos autocarros, existe o formato sardinha em lata. Janelinhas abertas para circulação do ar? NOP! Climatização a funcionar? NOP! Higienização das viaturas? NOP! É por isso que sempre que tenho de ir à rua, uso luvas de Nitrilo, além da máscara, seja em que situação for. Aliás, quando saio de casa, já levo a máscara colocada.

– E ainda acrescento uma medida às que são apresentadas abaixo, especialmente para os idosos: saiam de casa apenas para tratarem de assuntos inadiáveis. Não saiam para simplesmente “laurear a pevide” e USEM A MÁSCARA, PORRA!!! Não andem com ela pendurada nos queixos ou no pulso!

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/5ª. VAGA

Com a grande maioria dos dias de Novembro acima das mil infecções diárias e um aumento progressivo dos internamentos, os especialistas defendem a aceleração do ritmo da administração da terceira dose de reforço da imunização contra a covid-19.

As medidas propostas para combater a quinta vaga da pandemia (Imagem de arquivo)
© LUSA

Com Portugal na quinta vaga da pandemia, o Governo deve aprovar na quinta-feira novas medidas, cerca de uma semana depois de o grupo de peritos ter proposto um plano para conter o aumento de infecções.

Apresentado na reunião do Infarmed de 19 de Novembro por Raquel Duarte, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, este plano defende a necessidade de adoptar as medidas antes do período de Natal, para minimizar o risco de aumento exponencial de casos, que podem duplicar ou triplicar em poucas semanas.

Quais os factores que aumentam o risco

O grupo de peritos que aconselha o Governo na gestão da pandemia considera que a vacinação incompleta, o contacto regular com pessoas não vacinadas e a frequência de espaços com aglomerações ou sem a ventilação adequada são alguns dos factores de aumentam o risco da pandemia da covid-19.

Quais as ameaças que requerem atenção

O contexto pandémico dos países vizinhos, a diminuição do efeito protector das vacinas, a redução da percepção de risco, associado a um alívio das medidas protectoras, a elevada transmissibilidade do coronavírus e a chegada do inverno, propício à propagação de vírus respiratórios, constituem algumas das ameaças identificadas pelos especialistas.

A estas acresce o facto de Portugal ter uma das populações mais envelhecidas da Europa, assim como o ritmo da administração da terceira dose da vacina e a época de Natal, com grande mobilidade de pessoas e concentrações familiares.

Adaptar a estratégia à situação da pandemia

Face à evolução da pandemia em Portugal, o grupo de peritos avança com a adaptação da estratégia de controlo da covid-19 assente em cinco eixos: vacinação, qualidade do ar interior, distanciamento social, utilização de máscara e testagem regular.

Recomendações gerais

Como recomendações gerais os especialistas defendem a necessidade de acelerar o processo de reforço da vacinação e a testagem voluntária e gratuita, incluindo das pessoas vacinadas, dos grupos vulneráveis e em situações de maior concentração de pessoas ou em situações de risco.

Além disso, recomendam que o certificado digital passe a incluir o resultado do teste das últimas 48 horas nas situações em que isso seja justificado, como nos casos de aglomerações em espaços interiores sem máscara.

Preconizam ainda a monitorização das variantes em circulação do coronavírus, mas também que o certificado digital seja utilizado como uma garantia adicional de segurança no controlo das fronteiras.

Medidas gerais

Estas medidas de carácter geral são propostas para serem aplicadas a todos os contextos e incluem a utilização obrigatória de máscara em ambientes fechados e em eventos públicos.

Para adopção generalizada é ainda proposta a ventilação e climatização adequadas dos espaços fechados, a utilização do certificado digital com teste recente nos espaços públicos, de acordo com o que for definido pela Direcção-Geral da Saúde, e a auto-avaliação de risco e respectiva adopção das medidas de protecção.

Os peritos avançam ainda com a proposta da realização de actividades no exterior ou por via remota, sempre que possível, o cumprimento do distanciamento físico, com a definição do número de pessoas por metro quadrado, e a evicção (afastamento com fundamento legal por doença contagiosa) de todas as situações não controladas de aglomeração de pessoas.

Medidas específicas a cada sector

Estas medidas são propostas para aplicação no caso do agravamento dos indicadores da pandemia.

Para as escolas, comércio – incluindo centros comerciais -, restauração e bares, hotelaria e alojamento, assim como para as actividades desportivas e celebrações como casamentos e baptizados, os peritos propõem que sejam aplicadas as medidas gerais.

Já para os restantes sectores e eventos, além do cumprimento das medidas gerais, os especialistas defendem:

– Actividade laboral: desfasamento de horários e teletrabalho, sempre que possível.

– Eventos de grande dimensão: no exterior, devem ser definidos circuitos de circulação e a identificação de locais onde as pessoas podem permanecer, respeitando o distanciamento. Nos casos em que não for possível o controlo dos eventos, através do cumprimento das medidas gerais, os mesmos não devem ser realizados, tanto no exterior, como no interior.

– Circulação nos espaços públicos: deve ser mantida da distância e a auto-avaliação de risco com a utilização da máscara.

– Lares de idosos: deve ser identificado o risco de acordo com o grupo etário, as comorbilidades e a vacinação dos utentes e devem ser promovidas medidas de prevenção individual. Além disso, deve ser feita uma testagem regular de funcionários e visitas.

– Transportes públicos: deve ser assegurado sistemas de ventilação e climatização adequados, assegurado o distanciamento sempre que possível e a utilização obrigatória de máscara.

Diário de Notícias
Dinheiro Vivo/Lusa
24 Novembro 2021 — 18:19

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1266: Açores não avançam por enquanto com novas medidas restritivas

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/AÇORES/MEDIDAS RESTRITIVAS

O secretário regional da Saúde dos Açores, Clélio Meneses, disse esta quinta-feira que a tutela está a acompanhar a evolução da pandemia de covid-19 na região, mas não prevê aplicar, para já, medidas adicionais de controlo.

© Jornal Açores

“A região tem tomado decisões por si e se for necessário tomará, entendendo nesta fase que ainda não há motivo que justifique algo que altere a vida das pessoas, a não ser aquilo que voltamos a recomendar: vacinação, vacinação, vacinação, algum cuidado nos contactos e sobretudo na identificação de algum sintoma”, afirmou, em declarações aos jornalistas, o titular da pasta da Saúde nos Açores.

Clélio Meneses falava, em Angra do Heroísmo, à margem de uma reunião com o conselho de administração do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT).

Nos últimos dias, o número de novos casos de infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2, que provoca a doença covid-19, registou um crescimento nos Açores.

Entre terça-feira e hoje foram contabilizados 121 novos casos, quase tantos como os registados na semana passada (de 08 a 14 de Novembro): 134.

O governante disse que a tutela está a “avaliar a situação”, mas considerou o aumento de casos “normal”.

“Decorre da inexistência de medidas restritivas, decorre de chegarmos ao período de inverno. Tudo isso leva a que naturalmente haja uma maior incidência de casos, como existe noutras patologias e como está a acontecer, de resto, em todo o mundo”, apontou.

Para já não estão previstas novas medidas restritivas, mas, consoante a avaliação epidemiológica, o secretário regional da Saúde admitiu retomar a obrigatoriedade de uso de máscara em alguns espaços e reforçar os rastreios.

“O que se pondera é que haja um alargamento do uso de máscaras a outros espaços e também alargamento de rastreios em algumas circunstâncias, em algumas situações, em termos de locais, de estabelecimentos, sobretudo ao nível daquilo que são as populações mais vulneráveis: lares, estabelecimentos de saúde e estabelecimentos de educação”, revelou.

Clélio Meneses admitiu, no entanto, que algumas medidas, como a obrigatoriedade de uso de máscara, “dependem de deliberação da Assembleia da República”.

Ressalvando que a evolução da pandemia nem sempre é “previsível”, o titular da pasta da Saúde afastou para já um cenário de implementação de medidas de confinamento mais restritivas.

“Neste momento, não nos parece que num curto espaço de tempo haja necessidade de uma restrição deste nível”, afirmou.

Apesar do aumento do número de casos, Clélio Meneses considerou que a situação epidemiológica na região não é alarmante.

“Os próprios internamentos não cresceram de forma exponencial. Temos tido entre dois e seis internamentos nos últimos dias, nenhum deles em cuidados intensivos. Isso para nós é que é relevante. Não há um impacto severo na vida e na saúde das pessoas do aumento da incidência de casos”, frisou.

Questionado sobre a vacinação da dose de reforço contra a covid-19 em maiores de 65 anos, o governante admitiu que se têm registado algumas recusas, mas apelou à adesão dos mais vulneráveis.

“Há ilhas onde decorre com maior rapidez do que noutras. Já ultrapassámos 7.000 pessoas com a terceira dose e é mais um passo de reforço de protecção das pessoas. Há pessoas que levaram as duas doses e não aceitam levar a terceira, no entanto, é importante que, sobretudo os mais vulneráveis, aceitem esse reforço, porque garante a sua saúde”, sublinhou.

Os Açores têm actualmente 294 casos de infecção activos, sendo 236 em São Miguel, 18 em São Jorge, 18 na Graciosa, nove no Faial, sete na Terceira e seis no Pico.

Diário de Notícias
DN/Lusa
18 Novembro 2021 — 17:00

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1265: Madeira em situação de contingência a partir de sábado. Uso de máscara passa a obrigatório

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MADEIRA/RESTRIÇÕES

Perante o aumento de casos de covid-19, o presidente do Governo Regional da Madeira anunciou também a testagem massiva da população, que será feita semanalmente.

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque
© Lusa

O Governo Regional da Madeira anunciou, esta quinta-feira, novas medidas para travar o aumento de casos de covid-19. Foi determinado que o arquipélago entra em situação de contingência a partir de sábado, às 00:00, e que o uso de máscara passa a ser obrigatório. O presidente do Governo regional, Miguel Albuquerque, anunciou ainda a testagem massiva da população, que será feita semanalmente.

O governante começou por dizer que foi decidido “manter a obrigatoriedade de todas as medidas básicas de protecção individual dos cidadãos, e também colectiva, em ambientes abertos e fechados. O uso de máscara passa a ser obrigatório, a higienização e desinfecção das mãos e o distanciamento de 1, 5 metros”.

Recomendar novamente a vacinação a todos os cidadãos com mais de 12 anos, designadamente com uma, duas ou terceiras doses, de acordo com o esquema vacinal recomendado”, continuou Miguel Albuquerque.

“Neste momento, temos disponíveis 84 mil vacinas”, disse o governante, reforçando: “Temos um número de vacinas não só para vacinar aqueles que ainda não iniciaram o processo, mas também para a terceira dose”.

O presidente do Governo regional anunciou também “a testagem massiva da população com teste rápido antigénio, com periodicidade semanal”. Antes, a testagem era feita de 15 em 15 dias e passa a ser feita de sete em sete dias, detalhou. O arquipélago, com cerca de 251 mil habitantes, sinaliza 452 casos activos de covid-19, num total de 12 804 confirmados desde o início da pandemia, e 84 óbitos associados à doença.

Os testes com periodicidade semanal “permitem um controlo da infecção”, justificou Miguel Albuquerque referindo que os testes rápidos de antigénio são gratuitos e financiados pelo Governo regional.

Ficou também determinado a apresentação de certificado de vacinação ou comprovativo de testagem de teste rápido antigénio “para acesso a qualquer evento”.

“Para exercer/ frequentar actividades ou eventos no sector público e privado- desporto, restaurantes, hotéis, cabeleireiros, ginásios, bares, discotecas, eventos culturais, cinemas, actividades nocturnas, jogos, casinos e outras actividades sociais similares” -, os cidadãos devem “estar vacinados e testados com teste rápido antigénio, com periodicidade semanal”, explicou Albuquerque.

Em relação aos lares de idosos, vai vigorar, a partir de sábado, “a obrigatoriedade de testes semanais a funcionários e residentes, restrição de visitas”, passando agora a ser permitida uma visita por residente, “sendo obrigatório estar vacinado e testado”, especificou o presidente do Governo regional. Os planos de contingência devem estar novamente activados nestas estruturas, disse.

Sobre supermercados e grandes superfícies, é recomendado que os clientes apresentem certificação de vacinação ou um teste rápido, com resultado negativo à covid-19, de periodicidade semanal.

Miguel Albuquerque indicou que a apresentação conjunta do certificado de vacinação e do teste antigénio só não é obrigatória para acesso a supermercados e locais de culto religioso, onde basta apresentar um dos documentos.

No que se refere aos portos e aeroportos, “vacinados ou recuperados ou testados com teste rápido antigénio”, com necessidade de repetição um teste à covid-19 no “quinto ou sétimo dia” para residentes, estudantes e emigrantes e respectivos familiares. Os residentes não vacinados, serão encaminhados para a vacinação.

A situação contingência na Madeira “entra em vigor às 00h00 do dia 20 de Novembro, o próximo sábado, considerando a evolução da pandemia na Europa e no mundo”, avançou Albuquerque.

Em relação às actividades de Natal, nomeadamente o circo e os parques de diversão, todos os intervenientes devem estar vacinados e ser testados semanalmente, com excepção das crianças com menos de 12 anos, que deverão ser apenas testadas.

Para acesso à feira de Natal instalada no centro do Funchal, será criado um circuito, controlado mediante a apresentação de comprovativo de vacinação e testagem semanal, incluindo não residentes.

Madeira volta a ser considerada de risco elevado para viagens na União Europeia

As novas medidas de contenção da pandemia da Madeira foram anunciadas no mesmo dia em que o Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) colocou o arquipélago na categoria de risco elevado para covid-19 no mapa que suporta decisões sobre viagens na união europeia (UE), passando do laranja para vermelho.

A categoria vermelho significa que, nestas regiões europeias, a taxa cumulativa de notificação de casos de infecção nos últimos 14 dias varia de 75 a 200 por 100 mil habitantes ou é superior a 200 e inferior a 500 por 100 mil habitantes e a taxa de positividade dos testes de é de 4% ou mais.

“Eu não tenho nenhum problema com a lista vermelha”, afirmou Miguel Albuquerque, referindo que as circunstâncias agora são diferentes, porque cerca de 85% da população insular está vacinada.

E reforçou: “A Madeira continua a ser encarada pelos mercados emissores como um destino seguro, onde as medidas são tomadas e o controlo da situação está a ocorrer”.

Apesar da elevada taxa de vacinação, a Madeira tem registado, nas últimas semanas, uma média diária superior a 50 novos casos de infecção e também um aumento do número de mortos associados à doença, que é actualmente de 84 óbitos.

De acordo com os dados mais recentes, as autoridades de saúde da Madeira sinalizaram mais 52 casos de covid-19 e uma morte. Há ainda a assinalar 43 pessoas hospitalizadas, sete das quais em cuidados intensivos.

Com Lusa
Notícia actualizada às 22:26

Diário de Notícias
DN
18 Novembro 2021 — 17:44

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1258: Do teletrabalho parcial à testagem em massa. Vem aí um “reforço acentuado” de medidas

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MEDIDAS

José Sena Goulão / Lusa
O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales

António Lacerda Sales admite um “reforço acentuado” de medidas, como teletrabalho parcial, uso de máscara e reforço de testagem.

Face ao aumento de novos casos diários, António Lacerda Sales admitiu, esta quarta-feira, um “reforço acentuado” das medidas de combate à pandemia de covid-19.

O secretário de Estado adjunto e da Saúde adiantou algumas das medidas, entre as quais o teletrabalho parcial, o uso de máscara em espaços fechados e em abertos com “grandes aglomerações” e possivelmente “uma testagem mais acentuada”.

Ainda assim, em linha com os restantes governantes que se têm vindo a manifestar ao longo desta semana, Lacerda Sales remeteu para a reunião dos peritos do Infarmed, esta sexta-feira, antes de se tomar qualquer decisão efectiva. O Governo quer não só ouvir os especialistas como também os partidos políticos.

Portugal registou hoje 2.527 novos casos confirmados de infecção com o coronavírus SARS-CoV-2, o número mais alto desde 26 de Agosto. A nível nacional, Portugal está com uma incidência a 14 dias de 173,7 casos casos por 100 mil habitantes e um índice de transmissibilidade R(t) de 1,17.

Em declarações à RTP3, António Lacerda Sales disse que “a campanha de vacinação está a ser um sucesso” e que “garantidamente atingiremos as nossas metas”. São 560 mil as pessoas que já receberam uma dose de reforço contra a covid-19 e 1,3 milhões as pessoas que já tomaram a vacina da gripe.

Marcelo Rebelo de Sousa também se pronunciou, adiantando que não está previsto um novo estado de emergência no país, apesar ser “possível constitucionalmente mesmo com a Assembleia dissolvida”.

À saída da cimeira da COTEC Europa, onde reuniu com os chefes de Estado de Espanha e Itália, em Málaga, o Presidente da República explicou que apesar do agravamento dos números, estes ainda estão distantes dos valores que o levaram a renovar o estado de emergência no passado.

“Quando renovei o estado de emergência, o país estava em fasquias que considerava relevantes, que estão muito, muito longe dos números actuais, quer nos internados quer nos infectados”, disse Marcelo, citado pelo Expresso.

“Há um movimento a que os portugueses têm aderido, e queria congratulá-los por isso, porque é sensato”, prosseguiu o chefe de Estado. “Esta campanha da 3.ª dose, a qual todos devem aderir, é do seu interesse e do interesse da saúde pública”.

Esta terça-feira, Marcelo Rebelo de Sousa disse ser “evidente” que o uso obrigatório de máscara na rua deve ser reposto. Confrontado com estas declarações, Marcelo indicou que essa medida só entrará em vigor “com a indicação do Governo” e depois das recomendações dos peritos do Infarmed.

“O Presidente não governa, portanto respeita a competência própria do governo”, atirou.

  Daniel Costa, ZAP //
Daniel Costa
17 Novembro, 2021

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

832: Governo ouviu especialistas sobre novo confinamento, maioria prefere reforço de medidas

SAÚDE/COVID-19/CONFINAMENTO/4ª. VAGA

O governo tem de decidir esta quinta-feira, em reunião do Conselho de Ministros, se vão ser precisas mais medidas para controlar a pandemia. Esteve a ouvir vários especialistas sobre a possibilidade de um novo confinamento, um dos cenários em cima da mesa. Houve quem dissesse sim, mas a maioria prefere o reforço de outras medidas.

Reforço da vacinação completa e alargamento do processo a toda a população deve ser uma das prioridades antes do confinamento.
© Rita Chantre / Global Imagens

O número de casos de covid-19 continua a aumentar no país. Lisboa e Vale do Tejo mantém-se à frente na propagação da doença, mas agora há também o Grande Porto, que começa a crescer exponencialmente. O receio do que pode vir a acontecer nos serviços de saúde levou o Governo a contactar médicos de várias unidades e vários especialistas de outras áreas para saber o que preveem que possa acontecer em termos de internamentos em enfermarias e nos cuidados intensivos, mas, segundo garantiram ao DN, também quis saber qual a sensibilidade de quem está no terreno sobre a possibilidade de um novo confinamento.

Os contactos foram feitos nos últimos dias e o DN sabe que houve especialistas que disseram sim ao confinamento, mas que a maioria dos contactados disse não. A justificação apresentada pelos especialistas e relatada ao DN parece estar no facto de um novo confinamento ter mais coisas más do que boas e de ser um adiar da solução para o problema.

As mesmas fontes referiram que o Governo continua a trabalhar em vários cenários a nível local e geral e que o confinamento é um dos que está em cima da mesa – apesar de o Presidente da República já ter vindo dizer que com ele tal medida não será possível. Mas há mais cenários como outras medidas restritivas que possam ser acrescentadas às já tomadas em outros concelhos, como a proibição de circular para fora da Área Metropolitana de Lisboa ao fim de semana, redução do horário para o comércio e teletrabalho que voltou a ser obrigatório.

A maioria dos especialistas ouvidos pelas ministras Marta Temido e Mariana Vieira da Silva defendeu que antes de se voltar a chegar a uma situação de confinamento tem de se reforçar o rastreamento, para se quebrar as cadeias de transmissão, a testagem e a vacinação, que deve ser alargada o mais rápido possível a toda a população. “Ninguém quer um novo confinamento. Uma situação destas tem graves consequências e económicas e sociais”, justificaram.

Região do Grande Porto é a nova preocupação

Na reunião de hoje do Conselho de Ministros, o Governo irá analisar, mais uma vez, a incidência da doença concelho a concelho para decidir quem fica no mesmo nível de desconfinamento, em alerta ou os que têm de recuar, assumindo medidas mais restritivas, como aconteceu na semana passada com Lisboa, Sesimbra e Albufeira.

Mas esta semana há nova preocupação: o Norte, nomeadamente a zona do Grande do Porto, em que o número de casos está a crescer exponencialmente, como confirmou ao DN o director da Unidade Autónoma de Gestão de Urgência e Medicina Intensiva (UAGUMI), do Centro Hospitalar Universitário São João (CHUSJ), Nelson Pereira. “Nas últimas semanas, para não dizer meses, recebíamos cerca de 40 casos suspeitos nas urgências, e quando digo suspeitos falo de doentes com sintomas respiratórios, com uma taxa de positividade da ordem de um a dois por cento. Nos últimos cinco dias, passámos a receber 60 a 70 por dia e a taxa de positividade passou para 15% a 20 %. Por exemplo, na terça-feira, foi de 23%, o que significa que a onda epidémica está a progredir para a região Norte, pelo menos para o Grande Porto, que é a zona onde está a nossa unidade”.

O Governo terá de decidir o que fazer em Lisboa e Vale do Tejo, onde ainda não há sinal de abrandamento da transmissibilidade – basta referir que dos 2362 casos registados ontem, 1336 foram notificados nesta região, que também teve três das quatro mortes ocorridas, a outra foi na ilha da Madeira -, em relação aos dez concelhos que na semana passada ficaram em alerta e ainda sobre o novo foco que é agora o Grande Porto.

Ao que o DN apurou, os especialistas terão dito ao Governo que em termos de internamentos e de cuidados intensivos que ainda é possível gerir a capacidade existente nos hospitais e que o reforço tem de acontecer é na Saúde Pública e nos Cuidados Primários, na testagem e na vacinação. “Só se estas medidas falharem é que devem ser pensadas outras mais restritivas como o confinamento”, relataram-nos.

Neste momento, a variante Delta, cuja origem está associada à Índia, bem como uma das suas mutações, a Delta Plus, já são consideradas as de maior risco de transmissibilidade e de maior gravidade, passando assim o impacto da variante Alpha, associada ao Reino Unido. E ambas estão presentes em Portugal e em força – segundo dados oficiais a variante Delta já é responsável por mais de 70% dos casos e deve tornar-se predominante nas próximas semanas. No mundo, Israel, um dos países mais avançados em relação à vacinação, voltou ao confinamento devido a esta variante. O Reino Unido adiou o desconfinamento por mais um mês, devendo começar a abrir a sociedade só a 21 de Julho, e outros decidem o que fazer.

Vem aí o período de férias, que é de grande risco

A médica pneumologista Raquel Duarte, convidada pelo Governo para elaborar as duas propostas de desconfinamento, a primeira a seguir à terceira onda, em Março, e agora para um período mais prolongado, sublinhou ontem ao DN que a mensagem que tem de continuar a passar é de que o vírus continua a circular e que o risco de infecção não passou.

“A pandemia é dinâmica e nesta fase é fundamental que as pessoas continuem a cumprir as regras de protecção. O que se tem observado é que as pessoas vivem agora com um excesso de confiança em relação à pandemia e a realidade não é essa. O risco continua a existir até termos toda a população vacinada. Portanto, é preciso evitar a infecção a todo o custo”, apelando mesmo à população que se vacine, que não deixe de o fazer por motivo de férias. “É fundamental que se reforce a vacinação completa e que se alargue este processo o mais rápido possível a toda a população”, disse.

“É fundamental que as pessoas continuem a cumprir as medidas de protecção individual que já todos conhecem bem. O uso de máscara diminui o risco, o distanciamento social também e a vacinação também”.

Raquel Duarte, que é também coordenadora da Unidade de Investigação da Administração Regional do Norte (ARSN), salienta o facto de estarmos a entrar “num período de grande risco, que é o das férias, e se mantivermos a incidência que registamos agora estamos a correr o risco de levar o vírus para zonas que até estão protegidas”. Por isso, “é fundamentas que as pessoas continuem a cumprir as medidas de protecção individual que já todos conhecem bem. O uso de máscara diminui o risco, o distanciamento social também e a vacinação também”.

Em relação ao confinamento, a médica defende que “é preciso perceber o que aconteceu para depois se tomar decisões”, tal como já o defendeu várias vezes. Agora, refere, “tivemos a entrada de uma nova variante, a Delta, pela zona de Lisboa, que já se sabe que é uma variante de maior transmissibilidade, de maior gravidade e de maior risco de hospitalização. Se tal não está a acontecer é porque a vacinação também o está a evitar, mas quanto à transmissão sabemos que a vacinação não a evita, que há sempre um risco”, acrescentando: “Por exemplo, Lisboa e Vale do Tejo é das zonas mais atrasadas na vacinação e também a maior em termos de mobilidade e, neste mês, tivemos dois fins de semana prolongados que levaram à mobilização de pessoas para o Sul e para o Norte. Portanto, é preciso perceber as cadeias de transmissão e avançar o mais rápido possível com a vacinação completa”.

A médica lançou mesmo um alerta: “É importante que todas as pessoas façam as duas doses de vacinas, que não as rejeitem ou que não as deixem de fazer só porque estão de férias, porque assim a infecção continuará a existir”. Ao mesmo tempo, “é fundamental que continuem a cumprir as regras de protecção individual, como o uso de máscara, o distanciamento e a higienização das mãos”. Raquel Duarte lembra, por outro lado, que tais regras devem ser acompanhadas das medidas de saúde pública no terreno, para que assim seja possível travar as cadeias de transmissão, defendendo: “Só se estas medidas falharem é que, então, será preciso refazer alguma coisa, mas o confinamento não pode ser aplicado de imediato ou como algumas pessoas o querem”.

Festas? Nem pensar. Deve manter-se bolhas

A pneumologista reforça ainda, tal como já o fez várias vezes, que estamos a atravessar uma fase em que “a população deve manter as bolhas familiares, laborais e sociais. Portanto, festas? Não. Ou outros eventos de grande dimensão. Se optamos por este tipo de comportamento nunca mais saímos desta situação, estamos a correr mais riscos e a levar o vírus para as nossas bolhas. Isto é o que não pode acontecer. Há regras estabelecidas que têm de continuar a ser cumpridas, só se estas não forem eficazes é que será preciso reajustar as medidas”.

Raquel Duarte refere que todos nós devemos ter em mente que “a vacinação diminui o risco, a máscara também e o distanciamento igualmente, mas todas estas medidas sozinhas não funcionam. Têm de ser tomadas em conjunto. São as armas que estão ao nosso dispor. Se as usarmos não seremos infectados”.

“As pessoas pensam que a pandemia já está controlada, mas não é assim”

O médico Nelson Pereira, director da UAGUMI do Hospital São João, que nos últimos dias lançou o alerta para a realidade que se está a viver na urgência daquela unidade e que retrata o Grande Porto, disse ao DN que neste momento já há consciência de que a onda epidémica está a progredir para aquela região. “Estamos claramente numa fase da epidemia cuja incidência em número de casos está em crescimento exponencial. Disto, não temos dúvidas”.

Para o médico há dois factores que, conjugados, são mais preocupantes: “Não é só o aumento de casos em número absoluto de doentes suspeitos que temos recebido nas urgências, é sobretudo o constatar que muitos destes são, efectivamente casos de covid, o que significa que a transmissão comunitária está bastante activa”.

Perante esta situação e questionado sobre se deve haver ou não um novo confinamento ou medidas mais restritivas, Nelson Pereira, salvaguardou que há nesta matéria dois pontos de vista: “Um é o da missão hospitalar, e que é a de adaptar a pressão que nos vai chegando. Do ponto de vista da urgência temos o nosso plano de contingência a funcionar e estamos tranquilos. Do ponto de vista dos internamentos e dos cuidados intensivos também estamos com uma expectativa optimista de que não vamos ter a mesma repercussão que tivemos em outras vagas. A nossa capacidade de resposta hospitalar está mais controlada e pensamos que não vai ter grande impacto a curto ou a médio prazo na actividade não covid, onde a responder em grande escala”.

O segundo é o ponto de vista mais genérico, o que deve ser feito no país ou na região do Grande Porto, e, aqui, salvaguardando que não gostava muito de se alongar, sublinha que “o impacto em termos de mortalidade é claramente menor neste momento e a tónica deve passar muito pelas pessoas”, argumentando que o que se observa agora “é que as pessoas nas últimas semanas acharam que a situação da pandemia estava absolutamente controlada, e não está”.

Nelson Pereira explicou mesmo que apesar de haver menos mortalidade, porque a vacinação a está a evitar, haverá sempre um impacto na vida de algumas pessoas, porque há algumas que vão perder a vida. E tudo o que pudermos fazer para alertar a população para os cuidados que tem de continuar a ter, vai contribuir para salvar vidas”.

O director da UAGUMI chama também a atenção para que todos os que são chamados à vacinação tenham a consciência de que o devem fazer, que os que têm alguns sintomas que não pensem sequer que é uma simples gripe e que vão fazer um teste, porque “também nós podemos travar as cadeias de transmissão”. No final, o médico concorda que é preciso que “as estruturas de saúde pública sejam muito efectivas neste momento, porque numa fase de crescimento exponencial, um caso dá origem a vários e o mais importante é conseguir-se acompanhar todos os casos a cada dia que passa. Se há um dia em que estes e os seus contactos não são isolados, estamos a contribuir para que a onda se propague”.

Nelson Pereira relembra que, nesta altura, já sabemos que “as medidas restritivas são eficazes, mas têm um custo económico e social muito elevado, por isso ainda é mais necessário que as medidas de saúde pública estejam a funcionar e que travem as cadeias de transmissão. Se falharmos aqui, corremos o risco de a transmissão aumentar ainda mais”.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
01 Julho 2021 — 00:36

 

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

483: Costa anuncia cinco medidas restritivas para 121 concelhos “de elevado risco” e reforços da capacidade de resposta

SAÚDE/CORONAVÍRUS/SARS-CoV-2/COVID-19

António Cotrim / Lusa

Após um Conselho de Ministros extraordinário que durou mais de 8 horas, o primeiro-ministro anunciou este sábado novas “medidas imediatas” de combate à pandemia de covid-19. Concelhos “de elevado risco” estão sujeitos a medidas restritivas, e a capacidade de resposta do SNS vai ser reforçada.

Perante o agravamento da situação de pandemia a nível nacional, o Conselho de Ministros reuniu-se este sábado para decretar “acções imediatas” de controlo da pandemia, um dia depois de o primeiro-ministro ter recebido os partidos com assento parlamentar com vista a um consenso sobre estas decisões.

Depois de realçar o “contributo decisivo” dos portugueses para controlar a pandemia, o impacto que as sucessivas fases da mesma tiveram na economia do país, e a “enorme capacidade de resposta” do Serviço Nacional de Saúde, o primeiro-ministro apresentou ao país um conjunto de medidas de combate imediato à pandemia.

A primeira da medidas apresentada é um aumento da capacidade de testagem, que se encontra neste momento nos 24.397 testes por dia. A partir de dia 9 de Novembro, em parceria com a Cruz Vermelha, novos testes de antigénio permitirão obter resultados em menos tempo e com menor custo para “despistar instantaneamente as pessoas”, anunciou António Costa.

Estes testes têm uma precisão menor, realçou o primeiro ministro, mas “permitem responder mais rapidamente” a casos de infecção. A taxa de testes positivos, que em Outubro chegou aos 8%, mantém-se agora numa média de de 4,1%.

António Costa realçou também a importância da app StayAway Covid, actualmente com 2.451.851 downloads registados, cujo uso “poupa também um trabalho muito pesado a quem trabalha no SNS: o de fazer o rastreio de contactos”.

O número de internados “tem vindo a aumentar significativamente”, realçou o primeiro ministro, tendo atingido os 1972, dos quais 286 se encontram nos Cuidados Intensivos”.

Face à pressão crescente da pandemia sobre os serviços hospitalares, António Costa anunciou um reforço das camas hospitalares, a reactivação de espaços de retaguarda para retirar doentes que possam ser tratados noutros espaços e a abertura de novos concursos para a contratação de enfermeiros e médicos intensivistas para as UCI.

“Não basta ter mais camas, é preciso ter mais recursos humanos”, explicou Costa.

“Para agilizar o relacionamento dos utentes”, adiantou também o governante, as declarações de isolamento profilático a apresentar à entidade patronal passam a ser emitidas pela linha SNS24.

Seguidamente, o primeiro-ministro realçou as 5 medidas essenciais que cada cidadão responsável deve cumprir para ajudar o SNS: manter a distância física, usar a máscara nos locais fechados e na via pública, cumprir as regras de etiqueta a tossir em público, lavar e desinfectar as mãos para evitar transportar as mãos, e usar a app app StayAway Covid.

Medidas restritivas para concelhos “de elevado risco”

António Costa explicou então a necessidade de tomar novas medidas restritivas, a aplicar regionalmente em concelhos classificados de “risco elevado”, identificados de acordo com “um critério uniforme para toda a União Europeia“, baseado nas orientações do Centro Europeu de Controlo de Doenças.

Assim, um concelho será considerado como sendo de “risco elevado” se tiver tido uma taxa de 240 casos por cem mil habitantes nos 14 dias anteriores. Neste momento, há 121 concelhos no país, com 7,1 milhões de habitantes, nestas condições.

Nos concelhos que se encontram nestas condições, o primeiro-ministro apresentou um conjunto de restrições, cuja implementação depende das competências do executivo, e que entram em vigor no próximo dia 4 de Novembro “para que todos se organizem”:

Em primeiro lugar, “está reposto o dever cívico de recolhimento domiciliário – cada cidadão deve ficar em casa, limitando as saídas ao essencial”, e com as excepções aplicadas nos meses de Março e Abril;

Em segundo lugar, na organização do trabalho, torna-se nestes concelhos obrigatório o desfasamento de horários “tal como já está legislado” e em vigor;

Em terceiro lugar, os estabelecimentos comerciais encerram às 22h. No caso dos restaurantes, passam a ter um limite de 6 pessoas por mesa e um horário limitado até às 22h30;

Em quarto lugar, os eventos ficam limitados a cinco pessoas, excepto se pertencerem ao mesmo agregado familiar, e estão proibidas as feiras e mercados de levante;

Finalmente, nos concelhos abrangidos pelo critério de “risco elevado”, passa a ser obrigatório o teletrabalho, salvo impedimento do trabalhador.

Quinzenalmente, a lista de concelhos abrangidos pelo critério de “elevado risco“, no qual se encontram actualmente 121 concelhos, será revista. A totalidade do território continental continuará, por mais duas semanas, em situação de calamidade.

O primeiro-ministro anunciou, ainda, que já solicitou ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, audiência para eventual declaração do estado de emergência nos concelhos com maior taxa de contágios com o novo coronavírus.

“Já solicitei ao senhor Presidente da República uma audiência, tendo em vista transmitir-lhe o que o Conselho de Ministros entendeu sobre a eventual declaração do estado de emergência aplicável ao conjunto dos concelhos que venham a ser abrangidos caso cumpram o critério de terem mais de 240 infectados por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias”, declarou António Costa.

“As autoridades existem para nos ajudar”, sublinhou por fim o primeiro-ministro, pedindo responsabilidade a todos os portugueses. “Todos somos poucos para nos ajudarmos uns aos outros”, rematou António Costa.

ZAP //

Por ZAP
31 Outubro, 2020

– Alguém, neste online, na secção de comentários, afirmou que o governo era o culpado da situação e era mau estar agora a culpar a população. FALACIOSO! Simplesmente! Que me “obrigou” a uma resposta no mesmo online que a seguir insiro, pese o facto de não ter nenhuma simpatia por QUALQUER PARTIDO com assento na AR:

Meu comentário: “Nem tudo é culpa deste governo (não tenho partido, para sua informação), mas afirmar que “A governança falhou e agora as culpas são atribuídas à população” é FALACIOSO! A população FALHOU em muita coisa: caminhadas com 20 e mais pessoas ao molho e sem qualquer distanciamento social, comícios, F1, futebóis, festas de aniversário e familiares, casamentos, baptizados, beberricagem em bares, discotecas e afins, etc., etc., etc. é tudo culpa da governança? Ou antes, os IRRACIONAIS e IRRESPONSÁVEIS grunhos labregos que sabem que se encontram actualmente num estado de CALAMIDADE NACIONAL, estão a TRANSGREDIR as regras estipuladas pela governança e pela DGS? O que é que a governança pode fazer nestas situações de IRRESPONSABILIDADE e IRRACIONALIDADE sociais por parte de uma choldra de atrasados mentais?”

 

[ratingwidget_toprated type=”posts” created_in=”all_time” direction=”ltr” max_items=”5″ min_votes=”1″ order=”DESC” order_by=”avgrate”]